Foto: Reprodução/ Internet

A nova fase da DC Studios encontrou um obstáculo que vai além da recepção do público. Supergirl continua em cartaz, mas enfrenta uma das temporadas mais concorridas dos últimos anos nos cinemas. Desde a estreia, o filme divide espaço com sucessos como Toy Story 5, Obsessão, Backrooms: Um Não-Lugar, Todo Mundo em Pânico e Michael, títulos que seguem atraindo grandes públicos e disputando as mesmas salas de exibição.

O resultado aparece nas projeções financeiras. Segundo a Variety, a expectativa é que Supergirl encerre sua trajetória comercial acumulando um prejuízo entre US$ 100 milhões e US$ 120 milhões, considerando o orçamento estimado em US$ 170 milhões e os custos de distribuição e marketing.

Por que Supergirl perdeu força nas bilheterias?

A concorrência explica parte desse desempenho. Em poucas semanas, o longa passou a dividir a atenção do público com produções de perfis bastante diferentes.

Enquanto Toy Story 5 domina o público familiar e já ultrapassou US$ 760 milhões em bilheteria mundial, o terror Obsessão se transformou em um dos maiores fenômenos originais da década. Outro destaque é Backrooms: Um Não-Lugar, que superou US$ 356 milhões arrecadados com um orçamento inferior a US$ 10 milhões. A comédia Todo Mundo em Pânico e a cinebiografia Michael, sobre Michael Jackson, também seguem registrando números expressivos e ocupando espaço importante no circuito.

O desempenho muda os planos da DC Studios?

Apesar das projeções negativas, não há indicação de que o desempenho comercial altere os planos da DC Studios para seu novo universo compartilhado. O longa faz parte da estratégia conduzida por James Gunn e Peter Safran, que tratam os primeiros filmes do DCU como peças fundamentais para estabelecer novos personagens e construir histórias de longo prazo.

Nesse contexto, o desempenho nas bilheterias representa apenas um dos fatores considerados pelo estúdio. A repercussão entre público e crítica, o interesse pelo streaming e o fortalecimento da marca também entram na avaliação do projeto.

Quem é a nova super-heroína do cinema?

O filme apresenta Milly Alcock como Kara Zor-El, prima de Superman. A versão da personagem se distancia da imagem mais otimista vista em adaptações anteriores. Depois de crescer em um fragmento de Krypton e testemunhar a destruição do planeta e a morte de praticamente todos ao seu redor, Kara desenvolveu uma personalidade mais endurecida e marcada pelos traumas da infância.

A história acompanha a heroína durante uma viagem espacial ao lado de Krypto, quando cruza o caminho da jovem Ruthye Marye Knoll, interpretada por Eve Ridley. O encontro leva as duas a uma missão motivada por vingança contra Krem das Colinas Amarelas, vivido por Matthias Schoenaerts.

O elenco ainda conta com David Krumholtz e Emily Beecham como os pais de Kara, além de uma participação especial de Jason Momoa, que estreia como Lobo, um dos personagens mais populares dos quadrinhos da DC.

Como surgiu esse novo filme?

A produção passou por mudanças importantes antes de chegar aos cinemas. Inicialmente, um filme solo da heroína fazia parte do antigo Universo Estendido da DC (DCEU), período em que Sasha Calle interpretou a personagem em The Flash.

O projeto foi reformulado após a chegada de James Gunn e Peter Safran ao comando da DC Studios, em 2022. Inspirado na minissérie Supergirl: Woman of Tomorrow, escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, o novo longa ganhou roteiro de Ana Nogueira e direção de Craig Gillespie. As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025, nos estúdios Warner Bros. Leavesden, em Londres, e em locações na Escócia.

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