
Steven Spielberg decidiu revisitar um dos temas mais presentes em sua carreira: o contato entre humanos e seres de outros mundos. Em Dia D, novo filme de ficção científica do diretor, a história parte de uma pergunta que acompanha o imaginário popular há décadas: o que aconteceria se governos escondessem provas de uma possível presença alienígena na Terra?
O longa chega às plataformas digitais de compra e aluguel nos Estados Unidos em 21 de julho, pela Universal Pictures. A estreia em formato on demand no Brasil ainda não foi confirmada. As informações são do When To Stream.
A produção reúne Spielberg novamente com David Koepp, roteirista que já trabalhou com o cineasta em filmes como Jurassic Park e Guerra dos Mundos. Desta vez, a dupla constrói uma trama que combina investigação, perseguição e elementos clássicos da ficção científica, colocando personagens comuns diante de uma descoberta capaz de mudar a forma como a humanidade enxerga o próprio planeta.
A história acompanha Daniel Kellner (Josh O’Connor), um especialista em segurança cibernética que descobre arquivos secretos mantidos pela Wardex Corporation, uma organização ligada ao governo dos Estados Unidos. Entre os documentos roubados estão registros de contatos entre humanos e seres extraterrestres, incluindo informações relacionadas ao caso Roswell, além de uma tecnologia de origem alienígena.
A decisão de expor esse material transforma Daniel em alvo da própria organização que investigava os fenômenos. Noah Scanlon (Colin Firth), líder da Wardex, acusa o especialista de espionagem e inicia uma operação para recuperar os arquivos antes que eles cheguem ao público.
Durante a fuga, Daniel conta com a ajuda de Jane Blankenship (Eve Hewson), sua companheira, enquanto tenta encontrar uma maneira de revelar o que descobriu. O problema é que a Wardex não está apenas tentando recuperar informações sigilosas. A empresa também guarda segredos sobre experimentos realizados com tecnologia extraterrestre.
Do outro lado da história está Margaret Fairchild (Emily Blunt), uma meteorologista de televisão em Kansas City que tem sua vida transformada após um acontecimento inexplicável. Depois de um encontro estranho com um animal aparentemente comum, ela começa a apresentar habilidades que permitem perceber pensamentos e emoções de outras pessoas.
A situação sai do controle durante uma transmissão ao vivo, quando Margaret começa a falar uma língua desconhecida diante das câmeras. O episódio chama a atenção da Wardex, que identifica a comunicação como uma linguagem de origem extraterrestre e passa a investigar a jornalista.
A conexão entre Daniel e Margaret vai ficando mais clara conforme a trama avança. Os dois descobrem que tiveram contato com fenômenos alienígenas ainda na infância e que as experiências daquela época podem estar ligadas às habilidades que desenvolveram anos depois.
O filme também explora o funcionamento da Wardex e os conflitos internos dentro da organização. Enquanto alguns agentes tentam manter as pesquisas escondidas, antigos funcionários decidem revelar o que sabem. Entre eles está Hugo Wakefield (Colman Domingo), um ex-integrante da corporação que ajuda Daniel e Margaret na tentativa de divulgar as informações.
O ponto central da história acontece quando o grupo decide criar uma transmissão mundial chamada “Disclosure Day”. A ideia é apresentar ao público documentos e evidências sobre os contatos extraterrestres mantidos em segredo durante anos, colocando a Wardex em uma situação sem saída.
Além do elenco principal, Dia D conta com Wyatt Russell, Henry Lloyd-Hughes, Elizabeth Marvel, Hettienne Park, Tommy Martinez, Gabby Beans e Jeremy Shamos. As filmagens aconteceram entre fevereiro e maio de 2025, com cenas gravadas em Atlanta, Nova Jersey e Nova York.
Com orçamento estimado em US$ 115 milhões, o filme arrecadou aproximadamente US$ 196 milhões nos cinemas. O resultado coloca a produção dentro de uma tradição que acompanha Spielberg desde o começo de sua carreira: usar histórias de ficção científica para falar sobre medo, curiosidade e a relação da humanidade com aquilo que ainda não entende.

























