A terceira temporada de Jujutsu Kaisen chega à Netflix no dia 22 de julho, trazendo de volta Yuji Itadori, Megumi Fushiguro e companhia direto para um dos momentos mais pesados da história criada por Gege Akutami. Depois do impacto do Incidente de Shibuya, a trama avança para o arco conhecido como “Jogo da Eliminação”, onde feiticeiros e reencarnações entram em uma disputa com regras próprias e consequências bem reais.

O anime, que começou a ser adaptado em 2020 pelo estúdio MAPPA, segue como uma das produções mais comentadas da última década dentro do shounen. O mangá original foi publicado na Weekly Shōnen Jump entre 2018 e 2024 e terminou com 30 volumes.

Nesta nova fase, Tóquio aparece completamente tomada por áreas isoladas onde jogadores precisam acumular pontos para sobreviver. Quem entra nessas colônias não tem escolha: precisa lutar ou encontrar formas de negociar regras dentro do próprio sistema criado por Kenjaku, um dos principais antagonistas da série.

Yuji continua lidando com as consequências do que aconteceu em Shibuya, enquanto tenta entender o peso de carregar Sukuna dentro de si. A relação dele com Megumi também entra em um ponto crítico, principalmente com as decisões envolvendo o clã Zen’in e a luta por sobrevivência dentro do jogo.

Um dos pontos centrais da temporada é a chegada de novos nomes ao conflito. Yuta Okkotsu retorna com papel mais ativo nas missões, enquanto figuras como Hiromi Higuruma, um ex-advogado que desperta habilidades amaldiçoadas após um colapso pessoal, passam a ter grande influência no rumo da história. O anime também apresenta Hajime Kashimo, um lutador obcecado por confrontos intensos e que vê no caos do jogo uma chance de testar seus limites.

Do outro lado, Kenjaku continua articulando seus planos envolvendo a fusão da humanidade com a energia amaldiçoada de Tengen, o que coloca todo o Japão no centro de um experimento em larga escala. A ideia do jogo não é apenas uma disputa entre feiticeiros, mas parte de um projeto maior que envolve a estrutura do próprio mundo jujutsu.

A temporada adapta a primeira metade do arco “Culling Game” e mantém o ritmo acelerado que já virou marca da série. A direção segue com Shōta Goshozono, enquanto Hiroshi Seko assina novamente o roteiro e Yoshimasa Terui cuida da trilha sonora. A produção mantém o padrão de qualidade visual que fez o anime ganhar destaque em cenas de luta bem coreografadas e uso intenso de efeitos de energia amaldiçoada.

Entre os episódios, a história alterna diferentes colônias e personagens. Em uma delas, Yuji e Megumi são separados logo ao entrar no jogo, o que força cada um a lidar com alianças inesperadas. Em outra, Yuta enfrenta adversários de níveis bem altos, incluindo feiticeiros reencarnados e espíritos amaldiçoados que colocam sua força à prova.

O arco também aprofunda a política interna do mundo jujutsu. O colapso após Shibuya muda completamente a estrutura dos clãs e abre espaço para disputas de poder, execuções internas e decisões que afetam diretamente quem ainda está vivo.

No final da temporada, novas regras são adicionadas ao jogo, permitindo troca de pontos entre jogadores e abrindo caminho para estratégias mais complexas. Isso muda o ritmo do conflito e prepara o terreno para a continuação da história, já confirmada em produção.

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