
O Diabo Veste Prada 2 não demorou muito para virar assunto nas bilheteiras. O filme ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão em arrecadação global, segundo o The Hollywood Reporter, e consolidou um retorno que poucos esperavam nesse nível quase duas décadas depois do original.
Logo no primeiro fim de semana, a sequência já chegou chegando na América do Norte, com US$ 77 milhões (cerca de R$ 385 milhões). Para efeito de comparação, o primeiro filme, lá em 2006, abriu com US$ 27,5 milhões. Ou seja, o público voltou com força bem maior agora.
O que fez tanta gente voltar para esse universo?
A resposta não está só na nostalgia. O filme conversa com um mundo que mudou muito desde o original. Jornalismo, moda, redes sociais, tudo virou outra coisa. E isso aparece direto na história.
No mercado internacional, o desempenho também foi pesado. O longa somou US$ 156,6 milhões (cerca de R$ 783 milhões) fora dos Estados Unidos, o que ajudou a empurrar o total global para US$ 1,168 bilhão em pouco tempo.
No fim das contas, virou aquele tipo de fenômeno que não depende só de um país ou de um público específico.
Quem volta para O Diabo Veste Prada 2?
O elenco principal está todo de volta, o que já era um dos grandes atrativos da sequência. Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci retomam seus papéis e trazem de novo a dinâmica que marcou o primeiro filme.
A história também apresenta novos personagens, mas sem tirar o foco do trio central que o público já conhece bem. A sensação é de reencontro mesmo, como se esses personagens nunca tivessem saído de cena.
Como o filme foi parar nas telas de novo?
O projeto começou a ganhar forma em 2024, depois de anos de conversa sobre uma possível continuação. No início, ninguém tinha certeza se o elenco toparia voltar, principalmente Meryl Streep e Anne Hathaway, que chegaram a hesitar.
Mas o projeto foi se encaixando, o roteiro ficou pronto e a direção voltou para David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, dupla do filme original.
As filmagens aconteceram entre junho e outubro de 2025, passando por Nova York e Milão, além de algumas cenas extras em Newark. Ou seja, o filme apostou nos mesmos cenários que ajudaram a construir a identidade da história original.
O que acontece na história agora?
A trama se passa cerca de 20 anos depois do primeiro filme. Andy Sachs já não é mais a assistente perdida no mundo da moda. Agora ela trabalha como jornalista investigativa e construiu uma carreira própria.
Só que tudo muda quando ela e sua equipe são demitidos de forma repentina. Esse baque já vira o ponto de virada da história.
Do outro lado, Miranda Priestly também não está em uma fase fácil. A revista Runway enfrenta uma crise séria depois de um escândalo envolvendo marcas de fast-fashion e começa a perder espaço no mercado.
É nesse cenário que as duas voltam a se cruzar, agora em posições bem diferentes do passado. E claro, isso mexe com tudo.
Por que esse retorno mexe tanto com o público?
Talvez porque o filme original nunca saiu da memória coletiva. Mas também porque a sequência atualiza esse universo para um mundo que ficou bem mais acelerado e digital.
A discussão agora não é só sobre moda, mas sobre mídia, relevância e sobrevivência no mercado. E isso deixa tudo mais próximo da realidade de hoje.
O que explica esse sucesso todo?
No fim, O Diabo Veste Prada 2 junta três coisas que funcionam muito bem juntas: personagens fortes, um elenco já conhecido e uma história que conversa com mudanças reais do mundo.
Não é só uma continuação. É quase um reencontro com um universo que o público achou que tinha deixado no passado, mas que voltou com força total.



















