Absolum chega ao Xbox sem muito barulho, mas rapidamente mostra que não depende de grandes promessas para funcionar. Ele não tenta competir com jogos gigantes ou mundos abertos cheios de sistemas complexos. Em vez disso, aposta em algo mais direto: ação constante, ritmo bem definido e uma experiência que se fortalece a cada partida.

À primeira vista, pode parecer mais um beat ‘em up tradicional, mas a adição de elementos roguelite muda bastante a dinâmica. Cada tentativa traz variações, pequenas mudanças no percurso e recompensas que permanecem mesmo após a derrota. O resultado é um ciclo de progresso constante, onde perder não significa recomeçar do zero.

Combate sólido, fluido e com bom impacto

O ponto mais forte do jogo está no combate. Os golpes têm peso, as esquivas respondem bem e os combos se encaixam de forma natural, criando um ritmo agradável entre atacar e sobreviver. Mesmo quando a tela está cheia de inimigos, a sensação é de controle, não de caos.

Esse equilíbrio faz toda diferença. As lutas são intensas, mas nunca confusas, e quando o jogador erra, geralmente entende o motivo. Isso reforça a curva de aprendizado e torna a evolução mais satisfatória ao longo do tempo.

Direção de arte marcante e identidade própria

Visualmente, Absolum se destaca com uma direção de arte desenhada à mão que foge do realismo e aposta em personalidade. Os cenários têm estilo próprio, os inimigos são criativos e o universo do jogo parece ter sido pensado como uma animação de fantasia em movimento.

Essa escolha estética dá identidade ao projeto, que não depende de gráficos ultra realistas para chamar atenção. A trilha sonora acompanha bem esse clima, ajudando a intensificar as batalhas e deixando alguns confrontos mais memoráveis do que o esperado.

Alguns limites do design

Apesar dos acertos, o jogo não é perfeito. O início pode parecer mais lento do que o esperado, especialmente para quem busca recompensas imediatas. Além disso, a repetição natural do gênero roguelite pode incomodar jogadores menos pacientes após algumas horas.

Ainda assim, esses pontos não quebram a experiência, apenas deixam claro que Absolum é um jogo mais voltado para quem gosta de evolução gradual e domínio mecânico

Avaliação geral
Nota do crítico
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Ariel Silva
Apaixonada por cinema, sempre pronta para debater dos clássicos às produções mais questionáveis. Para cada história, uma nova viagem.
review-absolum-e-um-beat-em-up-viciante-com-otima-arte-e-combate-bem-ajustadoAbsolum é um beat ‘em up que chega ao Xbox de forma discreta, mas conquista pela execução sólida. O jogo combina combate ágil e impactante com elementos roguelite, garantindo progressão constante mesmo após derrotas. O sistema de lutas é fluido, bem responsivo e sempre mantém o jogador no controle, mesmo em meio ao caos. Visualmente, o título se destaca pela direção de arte desenhada à mão, que entrega personalidade e reforça o clima de fantasia. A trilha sonora também ajuda a intensificar as batalhas e chefes, tornando alguns momentos mais marcantes.

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