
A estreia internacional de Supergirl estreou com US$ 30 milhões no mercado internacional e US$ 38 milhões nos Estados Unidos, segundo a Variety. O resultado marca os primeiros dias de exibição do longa nos principais mercados internacionais e dá início à corrida comercial do segundo filme do novo Universo DC (DCU), projeto comandado por James Gunn e Peter Safran.
Produzido pela DC Studios e distribuído pela Warner Bros. Pictures, o filme adapta Supergirl: Woman of Tomorrow, minissérie escrita por Tom King e ilustrada pela brasileira Bilquis Evely, publicada entre 2021 e 2022. A obra foi recebida com elogios pela crítica especializada ao apresentar uma abordagem diferente da personagem, distante da tradicional imagem da heroína otimista conhecida pelo público.
Em vez de revisitar sua origem, a história acompanha Kara Zor-El durante uma viagem espacial ao lado de Krypto para celebrar seu aniversário de 23 anos. O percurso muda quando ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma jovem determinada a encontrar o homem responsável pelo assassinato do pai. A partir desse encontro, Kara embarca em uma missão de vingança que atravessa diferentes planetas e coloca sua visão de justiça à prova.
James Gunn explicou que esta versão da personagem foi construída a partir de um passado muito mais traumático do que o vivido por Superman. Antes de chegar à Terra, Kara cresceu em um fragmento de Krypton e testemunhou a morte de familiares e amigos durante anos. Segundo o cineasta, essa experiência transforma a heroína em uma personagem mais endurecida e emocionalmente complexa do que Clark Kent.
A protagonista é interpretada por Milly Alcock, atriz australiana que ganhou reconhecimento internacional ao viver a jovem Rhaenyra Targaryen na primeira temporada de A Casa do Dragão. O elenco ainda reúne Matthias Schoenaerts como o mercenário Krem das Colinas Amarelas, Eve Ridley como Ruthye Marye Knoll, David Krumholtz e Emily Beecham nos papéis de Zor-El e Alura, além da primeira participação de Jason Momoa como Lobo, personagem que passa a integrar oficialmente o novo Universo DC.
O roteiro foi escrito por Ana Nogueira, contratada pela DC Studios em 2023 para adaptar os quadrinhos de Tom King. A direção é de Craig Gillespie, responsável por filmes como Eu, Tonya e Cruella. As filmagens aconteceram entre janeiro e maio de 2025 nos estúdios Warner Bros. Leavesden, na Inglaterra, além de locações em Londres e na Escócia.
O projeto passou por uma reformulação antes de chegar às telas. Um filme solo da personagem chegou a ser desenvolvido durante o antigo Universo Estendido da DC, período em que Sasha Calle interpretou a heroína em The Flash (2023). Com a criação da DC Studios e a chegada de James Gunn e Peter Safran ao comando da divisão, o projeto foi reiniciado e passou a integrar a nova cronologia da franquia.











