Depois de mais de três décadas circulando pelo pop rock brasileiro, o Catedral volta ao Rio de Janeiro para uma apresentação que mexe diretamente com a própria origem do grupo. O show “Catedral Rock & Hits” acontece no dia 1º de agosto, no Multiplan Hall, em Jacarepaguá, e marca o reencontro da banda com o público carioca, cidade onde o trio começou a construir sua trajetória no fim dos anos 1980.

Formado hoje por Kim (voz e violão), Júlio Cezar (baixo) e Guilherme Morgado (bateria), o grupo surgiu em Nilópolis, na Baixada Fluminense, e construiu uma carreira que atravessa o pop rock nacional com forte presença de letras voltadas a temas como amor, espiritualidade e reflexões do cotidiano. Ao longo dos anos, a banda também se consolidou como uma das principais referências do rock cristão no país, sem abrir mão de circular por um público mais amplo.

No palco, o repertório costura diferentes fases da discografia. Entram no set músicas que ajudaram a consolidar o nome do Catedral, como Eu amo mais você, Quem disse que o amor pode acabar? e Eu quero sol nesse jardim, além de A tempestade e o sol, que seguem entre as mais lembradas pelos fãs. A ideia do show não é apenas revisitar sucessos, mas reorganizar essa história em um formato de apresentação ao vivo, sem separar tanto o passado do presente.

A parte mais recente da carreira também tem espaço garantido. Faixas como Baile de Máscaras, Convicção e A Nova Velha Roupa do Rei entram no roteiro para mostrar a fase atual do trio, que continua produzindo e gravando novas composições assinadas por Kim. Esse equilíbrio entre músicas antigas e recentes ajuda a dar o tom do espetáculo, que evita a ideia de retrospectiva engessada.

O retorno ao Rio também carrega um peso simbólico. É na região metropolitana da cidade que o Catedral deu seus primeiros passos, ainda no circuito local, antes de ganhar projeção nacional. Por isso, a apresentação no Multiplan Hall acaba funcionando como uma espécie de reencontro com a própria origem, agora em outro momento de carreira e com um público que acompanha essa trajetória há décadas.

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