Foto: Reprodução/ Internet

Após comandar a cinebiografia Meu Nome É Gal, a diretora Dandara Ferreira muda completamente de caminho em seu novo trabalho. O documentário Anatomia do Caos chega aos cinemas em 2 de julho com uma proposta de revisitar um dos períodos mais controversos da história recente do Brasil: os meses de investigação da CPI da Covid, realizada pelo Senado durante a pandemia.

O longa acompanha os bastidores da comissão parlamentar criada em 2021 para apurar decisões e ações tomadas durante a crise sanitária. A produção reúne registros feitos pela própria equipe durante as sessões, imagens de arquivo, documentos e entrevistas com parlamentares que participaram das investigações.

A diretora começou a filmar os trabalhos da CPI ainda no início da comissão, quando viajou para Brasília para acompanhar de perto os depoimentos e debates no Senado. A partir desse material, o documentário constrói um retrato daquele momento, marcado por discussões políticas, conflitos de narrativa e questionamentos sobre a condução da pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro.

Em vez de apenas organizar uma linha do tempo dos acontecimentos, Anatomia do Caos concentra seu olhar nos personagens envolvidos na comissão e nas escolhas que influenciaram o debate público durante a emergência sanitária. O filme também aborda o impacto das conclusões apresentadas pela CPI e as discussões sobre responsabilização após o encerramento dos trabalhos.

Segundo Dandara Ferreira, a decisão de registrar aquele período veio da percepção de que a pandemia representava uma crise que ultrapassava os números e as estatísticas. Para a cineasta, acompanhar a CPI era uma forma de preservar imagens e depoimentos de um momento que ainda gera debates no país.

Com distribuição da Descoloniza Filmes, o documentário chega a salas de cinema de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, Brasília e Manaus. A produção tem classificação indicativa de 12 anos.

O lançamento também contará com sessões especiais seguidas de debates com a presença da diretora, criando espaços de conversa sobre os temas apresentados no filme e sobre a forma como o Brasil registra acontecimentos recentes.

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