
A chegada de Dark Horse aos cinemas brasileiros sofreu uma reviravolta. A Paris Filmes confirmou que não vai mais distribuir a cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, encerrando as conversas com os produtores do longa. Em nota, a empresa informou apenas que analisou a possibilidade de assumir o lançamento, mas optou por não seguir com o projeto. Os motivos da decisão não foram divulgados.
Na prática, isso significa que o filme volta a ficar sem uma distribuidora no Brasil. Sem uma empresa responsável pelo lançamento, ainda não há definição sobre quando — ou por qual circuito — o longa chegará aos cinemas do país.
Dirigido por Cyrus Nowrasteh (The Young Messiah e O Caminho para a Eternidade), Dark Horse acompanha a campanha presidencial de Bolsonaro em 2018, com foco no atentado sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora (MG) e nos acontecimentos que antecederam sua eleição.
O protagonista é vivido por Jim Caviezel (A Paixão de Cristo e Som da Liberdade). O elenco também conta com Marcus Ornellas (Belaventura) como Flávio Bolsonaro, Sérgio Barreto (Jesus) no papel de Carlos Bolsonaro, Eddy Finlay (NCIS) como Eduardo Bolsonaro e Camille Guaty (Prison Break e Scorpion) interpretando Michelle Bolsonaro.
Antes mesmo de ganhar uma data de estreia, o filme passou a chamar atenção pelos acontecimentos fora das telas. Em maio deste ano, áudios divulgados pela imprensa colocaram a produção no centro de uma investigação sobre seu financiamento. As gravações mencionavam conversas entre integrantes do projeto, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela Polícia Federal durante a Operação Compliance Zero.
Segundo os produtores, Dark Horse teve um orçamento de R$ 134 milhões, valor que, se confirmado, colocaria o longa entre as produções mais caras da história do cinema brasileiro. Desde que a informação veio a público, o custo do filme também passou a fazer parte das discussões em torno do projeto.
















