Gabriel Coppola será o protagonista de O Berço, longa-metragem dirigido por Lucas Procópio que está em desenvolvimento pelas produtoras Fourfé Filmes e Lira Filmes. O ator contracenará com Sandra Corveloni, vencedora do prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por “Linha de Passe”, em uma história que combina drama familiar e terror psicológico.

No filme, Coppola interpreta Isaque, filho da personagem vivida por Corveloni. A trama acompanha uma mãe conservadora que enfrenta a morte do filho durante as celebrações de Natal. A perda desencadeia uma série de acontecimentos que colocam em evidência conflitos familiares, ressentimentos acumulados e questões ligadas à aceitação e ao luto.

Embora utilize elementos característicos do terror, o roteiro concentra sua narrativa nas relações entre os personagens. A história parte de uma situação familiar específica para discutir temas que atravessam diferentes gerações, especialmente as consequências emocionais deixadas por vínculos marcados por incompreensões e rupturas.

A escolha de Sandra Corveloni acrescenta ao projeto uma atriz com trajetória consolidada no cinema brasileiro. Desde o reconhecimento internacional em Cannes, a intérprete construiu uma filmografia associada a personagens de grande densidade dramática. Seu trabalho em produções para cinema, televisão e teatro a colocou entre os nomes mais respeitados da dramaturgia nacional.

Para Gabriel Coppola, o longa representa um passo importante em uma fase de expansão de sua carreira. Nos últimos anos, o artista tem dividido sua atuação entre trabalhos como ator e o desenvolvimento de projetos autorais. Recentemente, esteve no Marché du Film, mercado internacional realizado durante o Festival de Cannes, onde apresentou “Olhos em Mim”, projeto escrito por ele.

A participação no evento francês ampliou sua circulação entre produtores, distribuidores e investidores do mercado audiovisual. O contato com produções de diferentes países ocorre em um momento em que o ator busca consolidar sua presença em projetos de maior alcance dentro da indústria cinematográfica.

O Berço também surge em um contexto de crescimento do terror psicológico produzido no Brasil. Diferentemente das obras centradas em sustos ou ameaças físicas constantes, esse segmento costuma utilizar o horror como ferramenta para explorar conflitos humanos, memórias traumáticas e relações familiares complexas.

Nos últimos anos, produções internacionais contribuíram para ampliar o interesse do público por histórias que unem drama e terror em uma mesma narrativa. O projeto dirigido por Lucas Procópio segue essa linha ao construir seus conflitos a partir das relações entre mãe e filho, utilizando elementos sobrenaturais como parte da construção dramática da história.

O filme ainda não possui cronograma oficial de filmagens ou previsão de estreia. Neste momento, a produção segue em busca de financiamento e parceiros para viabilizar sua realização. Mesmo em estágio inicial, o projeto reúne dois nomes de gerações diferentes da atuação brasileira e coloca no centro da narrativa temas que continuam presentes nos debates sociais contemporâneos.

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