Descubra como Madonna liberou Like a Prayer para Deadpool e Wolverine

0

Os astros de Deadpool e Wolverine, que nas últimas horas alcançou mais de US$ 1 bilhão de dólares na bilheteria, Ryan Reynolds e Hugh Jackman, tiveram que dar o seu melhor na arte da persuasão para conseguir a autorização da rainha do Pop Madonna para usar seu clássico “Like a Prayer” na trilha sonora do longa-metragem. A busca de uso da canção virou um verdadeiro duelo de diplomacia e criatividade, com cada detalhe sendo cuidadosamente planejado para ganhar a aprovação da produtora musical.

A tentativa começou com um passo ousado e pessoal: uma visita à casa de Madonna, acompanhados pelo diretor Shawn Levy. Em uma entrevista ao apresentador Andy Cohen na Sirius XM, Levy revelou os bastidores dessa missão. “Foi um verdadeiro desafio,” admitiu Levy. “Fomos até a casa de Madonna e fizemos uma apresentação especial para ela, mostrando exatamente como e onde a música seria utilizada no filme. A experiência foi única e, para ser honesto, bastante intimidadora.”

Levy ressaltou que a visita à cantora pop exigiu um preparo meticuloso e uma dose considerável de coragem, dada a reputação icônica da artista. Com o objetivo de impressionar uma das figuras mais lendárias da música pop, a equipe teve que investir tempo e esforço para criar uma apresentação impecável. O desafio principal foi convencer Madonna de que a inclusão da canção “Like a Prayer” na trilha sonora do filme não apenas se integraria de forma fluida à narrativa, mas também elevaria a experiência cinematográfica. Cada detalhe foi cuidadosamente planejado, desde a contextualização da música até a forma como ela interagia com a trama, para garantir que a proposta não apenas capturasse o espírito da canção, mas também se alinhasse perfeitamente com a visão artística do projeto.

Ryan Reynolds, conhecido por seu papel icônico como o irreverente Deadpool, revelou que a negociação para incluir a música da artista pop em seu filme foi uma verdadeira odisseia. Em entrevista, Reynolds detalhou o processo desafiador: “O primeiro obstáculo que enfrentamos foi o fato de que cantora raramente concede licenciamento para suas músicas. E ‘Like a Prayer’ é um clássico absoluto que ela valoriza muito,” disse o ator.

Reynolds continuou, explicando o esforço envolvido: “Levamos nossa proposta até Madonna e sua equipe com uma visão clara de como a música poderia se integrar perfeitamente à cena do filme. Queríamos mostrar por que acreditávamos que essa canção era a escolha ideal para o momento específico.” A inclusão da música não só acrescenta um toque especial à produção, mas também destaca a importância da colaboração entre diferentes artistas e suas visões criativas.

Cantora autorizou e deu dicas de como usar a música da melhor forma

Os esforços da equipe foram amplamente recompensados com a participação ativa de Madonna, que não apenas deu sua autorização para o uso da icônica música “Like a Prayer”, mas também contribuiu com sugestões valiosas para a integração da faixa na cena. De acordo com Levy, a cantora não se limitou a aprovar a canção; ela ofereceu insights criativos significativos para aprimorar a execução da cena. “Madonna foi além da simples autorização e nos proporcionou ideias inovadoras que fizeram toda a diferença,” revelou Levy. “Em um prazo apertado de apenas 48 horas, tivemos que regravar a cena para incorporar essas sugestões. O resultado final superou nossas expectativas e trouxe um nível de profundidade e impacto que não poderíamos ter alcançado sem sua contribuição.” A colaboração da artista elevou a cena a um novo patamar, demonstrando o poder da criatividade e da experiência na realização de projetos audiovisuais.

A colaboração entre a equipe criativa de Deadpool e a icônica cantora é um exemplo notável de como a combinação de respeito mútuo, criatividade sem limites e dedicação apaixonada pode transformar um desafio em uma oportunidade de grande sucesso. A integração da música na trilha sonora do filme não só promete adicionar um toque inesquecível à produção, como também representa um encontro inusitado e estimulante entre os universos do cinema e da música pop. O envolvimento dela, uma artista que continua a redefinir o cenário musical com sua inovação constante, traz uma nova dimensão à trilha sonora de Deadpool. Sua contribuição é esperada para enriquecer a experiência audiovisual do filme, oferecendo uma fusão única de estilos que ressoa com a essência irreverente e ousada do personagem principal.

Nathalie Fay, estrela de Se Beber Não Case, é detida após agressão ao namorado

0
Foto: Instagram/Nathalie Fay / Pipoca Moderna

No último sábado, 17 de agosto, a atriz Nathalie Fay, conhecida por seu papel na popular franquia Se Beber Não Case, foi detida em South Miami, acusada de agressão doméstica. A notícia foi divulgada pelo site de notícias dos famosos americano TMZ nesta quarta-feira (21), trazendo à tona detalhes do incidente que levou à prisão da atriz. (Via Terra)

Entenda o ocorrido

De acordo com as informações fornecidas no boletim de ocorrência, o incidente teve início após um desentendimento entre Nathalie Fay e seu namorado, Brady. O conflito começou quando Brady foi buscar Nathalie após o término de um jogo da pré-temporada da NFL entre o Miami Dolphins e o Washington Commanders. O desentendimento surgiu em meio a tensões acumuladas durante o evento esportivo, e a situação rapidamente escalou, resultando em uma situação que exigiu a intervenção das autoridades. O boletim de ocorrência detalha que o desentendimento envolveu uma discussão acalorada e, eventualmente, ações que levaram à necessidade de registro oficial do ocorrido.

A tensão entre Nathalie e Brady aumentou consideravelmente quando ela expressou sua insatisfação com o local onde ele havia estacionado o carro. Nathalie tentou justificar seu ponto de vista utilizando um mapa para ilustrar por que o local era inadequado, mas essa abordagem não foi bem recebida por Brady, que pareceu frustrado com a situação. O clima começou a esquentar à medida que a discussão avançava, com ambos se tornando cada vez mais defensivos. A situação atingiu um ponto crítico quando Brady, em meio ao acirramento da discussão, alegou que Nathalie o havia agredido fisicamente, desferindo um soco em seu rosto.

O confronto levou Brady a sair do carro e buscar ajuda da segurança local. A polícia foi chamada para investigar a situação. Após avaliar os relatos e a evidência apresentada, as autoridades decidiram prender Nathalie Fay sob a acusação de violência doméstica. Brady, por sua vez, optou por não receber atendimento médico imediato, decidindo buscar tratamento por conta própria posteriormente.]

O que diz a defesa da atriz?

A defesa de Nathalie Fay ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso, e as autoridades continuam a investigação para esclarecer todos os detalhes do incidente. A detenção de Fay e o processo subsequente são acompanhados de perto pela mídia, com os fãs e o público geral aguardando mais informações sobre o desdobramento do caso.

Produtor fala sobre o desenvolvimento da sequência de Os Incríveis

0
Cena do filme Os Incríveis 2. Foto: Reprodução/ Internet

Durante a Expo D23, um dos maiores eventos para entusiastas da Disney em todo o mundo, a gigante do entretenimento confirmou oficialmente o desenvolvimento do tão aguardado terceiro longa-metragem da franquia Os Incríveis. O anúncio gerou uma onda de expectativa entre os fãs, especialmente considerando o sucesso estrondoso do segundo filme, que arrecadou impressionantes US$ 1,24 bilhão nas bilheteiras globais. Lançado em 2018, o longa-metragem anterior não apenas encantou o público, mas também manteve por anos o recorde de maior arrecadação de uma animação nos Estados Unidos, até ser superado recentemente por Divertida Mente 2.

Em uma entrevista exclusiva ao Fandango, Pete Docter, produtor executivo da franquia, forneceu detalhes sobre o andamento do projeto. Segundo Docter, a sequência ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento. O roteiro ainda não foi escrito e a equipe está no processo de decidir a direção que a história tomará. Brad Bird, o aclamado diretor dos filmes anteriores, também retornará para esta sequência, e sua colaboração é vista como crucial para manter a qualidade e a paixão que caracterizam a franquia.

“Brad é um colaborador incrível. Ele é tão impetuoso e apaixonado pelo que faz. Mas as pessoas trabalham de maneiras diferentes. Ele é o tipo de pessoa que precisa de mais tempo para manter o padrão de qualidade e paixão pelo que faz. Não estamos compartilhando detalhes agora porque ainda estamos no início e procurando a história certa,” afirmou Docter.

O produtor também destacou a profundidade característica dos filmes de Brad Bird como um dos elementos centrais que a equipe pretende preservar. “O melhor dos filmes de Brad é o nível de profundidade que eles carregam. Quando você assiste a ‘Ratatouille’, parece uma simples e divertida brincadeira sobre um rato cozinheiro. Mas, na verdade, é sobre o que é necessário para fazer de um rato um cozinheiro. A paixão versus oportunidade. Ele sempre teve essa profundidade em suas ideias, e é com isso que queremos trabalhar no próximo filme.”

Embora detalhes sobre a trama e o enredo ainda não tenham sido revelados, a expectativa é que a animação continue a tradição da franquia de combinar ação emocionante com uma narrativa rica e profunda. Os fãs da família Parr podem se preparar para mais novidades conforme o desenvolvimento do projeto avança, mantendo a empolgação em alta enquanto aguardam ansiosamente o retorno de seus heróis favoritos.

Entenda o motivo da Globo cancelar especial sobre Marília Mendonça

0
Foto: Reprodução/ Internet

A TV Globo anunciou o cancelamento inesperado de uma edição especial do programa “Som Brasil” que estava prevista para novembro e que iria homenagear a cantora Marília Mendonça, que faleceu em 5 de novembro de 2021 em um acidente de avião. O avião em que ela estava caiu perto de Caratinga, em Minas Gerais. A tragédia também resultou na morte de outras quatro pessoas que estavam a bordo. A notícia da suspenção da homenagem pegou o público de surpresa e gerou uma onda de especulações sobre os motivos que levaram a emissora a tomar essa decisão.

Qual é o motivo do cancelamento?

De acordo com informações obtidas pelo F5, da Folha de São Paulo, a principal razão para o cancelamento foi a dificuldade encontrada pelos produtores na negociação do elenco para o especial. A edição planejada tinha como objetivo contar com a participação de vários artistas e depoimentos de pessoas próximas à Marília. No entanto, um dos principais obstáculos foi a recusa da família de Marília, especialmente de sua mãe, Ruth Mendonça, em permitir a presença da dupla Maiara e Maraisa no programa. As cantoras, que foram grandes amigas de Marília, eram consideradas pela Globo como essenciais para o especial. A ausência delas comprometeu a visão original da produção e dificultou a concretização do tributo.

Diante do impasse nas negociações, a emissora decidiu cancelar o especial em homenagem a Mendonça e anunciou que o novo homenageado será o renomado cantor e compositor Djavan. A Globo explicou que essa mudança permitirá uma nova abordagem e a celebração de um artista de grande importância na música brasileira.

A decisão gerou uma série de reações nas redes sociais, com fãs da cantora expressando seu descontentamento pela falta do tributo planejado. Apesar da frustração do público, a Globo reafirmou seu compromisso com a qualidade das produções e prometeu um programa especial à altura para Djavan, mantendo o padrão característico do “Som Brasil”.

O futuro da edição cancelada ainda é incerto, e não há informações sobre a possibilidade de uma nova homenagem a cantora em outra ocasião. Enquanto isso, o público aguarda ansiosamente os próximos passos da emissora e as novidades que o “Som Brasil” trará com a celebração de Djavan.

Confirmação do cancelamento

Procurada pela reportagem do F5 para comentar o cancelamento do especial, a Globo afirmou que o “Som Brasil” está sempre em busca de edições que retratem os mais icônicos artistas brasileiros. A emissora destacou que, embora a cantora fosse um nome potencial para o programa, neste momento, o especial não está previsto para produção ou exibição, com o próximo foco voltado para Djavan.

Spotify promove evento especial

Nos bastidores, a situação ficou ainda mais complexa com a recente decisão de Ruth Mendonça e João Gustavo, irmão de Marília, de cortar relações com Maiara e Maraisa. A separação de laços ocorreu há cerca de um mês, após a recusa da dupla em participar do show “This is Marília Mendonça”, promovido pelo Spotify em homenagem à cantora que vai acontecer em São Paulo no Allianz Parque, no dia 5 de outubro. O evento foi organizado para celebrar a vida e o legado de Marília. Em resposta à decisão das cantoras, Ruth e João deixaram de seguir Maiara e Maraisa nas redes sociais, intensificando a tensão entre as partes.

Dona Ruth, mãe de Marília, expressou sua profunda emoção e gratidão pela homenagem promovida pelo Spotify. Ela declarou: “Ver o legado de minha filha ser celebrado dessa forma tão especial é profundamente emocionante. Marília sempre foi apaixonada pela música, e saber que sua voz continuará ecoando nos corações dos seus fãs é um consolo para todos nós.” A homenagem representa um tributo significativo para a memória de Marília, refletindo o impacto duradouro que ela teve na música e na vida de seus admiradores.

Confirmação do cancelamento

Procurada pelo F5 para comentar o cancelamento do especial, a Globo afirmou que o “Som Brasil” está sempre em busca de edições que retratem os mais icônicos artistas brasileiros. A emissora destacou que, embora Marília fosse um nome potencial para o programa, neste momento, o especial não está previsto para produção ou exibição, com o próximo foco voltado para Djavan.

Conheça mais sobre a nossa eterna “Rainha da Sofrência”

Marília Dias Mendonça, nascida em Cristianópolis, Goiás, no dia 22 de julho de 1995, é lembrada como uma das figuras mais icônicas da música sertaneja contemporânea. Com sua morte trágica em um acidente aéreo em 5 de novembro de 2021, em Piedade de Caratinga, Minas Gerais, o Brasil perdeu uma das maiores vozes do cenário musical.

Conhecida por sua liderança no movimento feminejo — um subgênero do sertanejo protagonizado por mulheres —, a cantora trouxe uma nova perspectiva e empoderamento ao universo sertanejo entre as décadas de 2010 e 2020. Sua carreira começou a ganhar forma com o lançamento do EP de estreia homônimo em 2015, mas foi com seu primeiro DVD, também intitulado “Marília Mendonça”, lançado em 2016, que ela conquistou um destaque nacional significativo. O álbum foi um sucesso estrondoso, recebendo certificado de tripla platina pelas 240 mil cópias vendidas. A canção “Infiel”, presente no DVD, tornou-se um dos maiores sucessos do Brasil, recebendo o certificado de disco de diamante triplo.

Em 2017, a cantora lançou seu segundo álbum, “Realidade”, que não só reforçou sua posição na música sertaneja, mas também lhe garantiu uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Sertaneja. O álbum seguinte, “Todos os Cantos”, lançado em 2019, foi um projeto ambicioso que a levou a realizar shows em todas as capitais do Brasil. O álbum, que recebeu certificado de tripla platina, também lhe rendeu seu primeiro Grammy Latino na mesma categoria.

O impacto da artista na música sertaneja é também evidenciado pelo sucesso de seu álbum póstumo, “Decretos Reais”. O single “Leão” foi um marco, recebendo o certificado de disco de diamante sêxtuplo, o que equivale a impressionantes 360 milhões de streamings.

A cantora deixou um legado duradouro, não apenas pela sua música, mas também pelo papel que desempenhou em transformar o sertanejo e empoderar mulheres na indústria musical. Sua voz poderosa e suas canções honestas continuam a ressoar com milhões de fãs e sua influência na música brasileira permanece inegável.

Silvio de Abreu comenta sobre o remake de Guerra dos Sexos

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em entrevista à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, o renomado autor Silvio de Abreu compartilhou suas opiniões contundentes sobre o cenário atual das telenovelas brasileiras. Apesar de sua longa e bem-sucedida carreira na TV Globo, Abreu revelou que não assiste mais novelas e se posicionou de forma crítica em relação à recente onda de remakes que tem tomado conta da programação da emissora. Um exemplo claro é “Renascer“, que segue no ar no horário das 21h, da emissora da família Marinho.

Considerado um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, Abreu não poupou palavras ao comentar sobre a prática de refilmar antigas produções. “Sou contra remake, porque fiz um de ‘Guerra dos Sexos’ e foi uma porcaria. Não deu certo”, afirmou, referindo-se à nova versão de sua novela de 1983, que foi exibida em 2012. Segundo o autor, o fracasso não foi apenas uma questão de roteiro, mas de uma combinação de fatores que são essenciais para o sucesso de uma novela.

“A novela não faz sucesso só pelo texto, mas pelo todo. São os atores, o período, a maneira de dirigir, o momento em que ela é relevante, e que dali a dois anos pode não ser”, explicou Abreu, destacando que o contexto sociocultural e a direção também desempenham papéis cruciais no resultado final de uma produção. Ele ainda lamentou não ter realizado mudanças significativas na versão de 2012, uma decisão que, segundo ele, comprometeu o desempenho da obra. “Eu gostava tanto da novela que não quis mudar muita coisa. Foi um erro. Quando você refaz, você perde esse processo. Se eu mudasse uma coisa, teria que mudar outras 30”, completou.

Fim do ciclo como diretor da TV Globo

Após 42 anos de uma carreira brilhante e inovadora, Silvio, um dos mais respeitados autores e diretores da televisão brasileira, se despediu da TV Globo, marcando o fim de uma era. Desde que ingressou no canal em 1978, Abreu não só escreveu roteiros inesquecíveis, mas também moldou o cenário das telenovelas brasileiras. Com um talento ímpar para misturar comédia e drama, ele criou histórias que tocaram o coração de milhões de brasileiros, deixando um legado inquestionável. Até o final de 2020, o autor ocupava o posto de Diretor de Dramaturgia, liderando projetos que definiram a identidade da emissora, sempre com seu olhar cuidadoso e inovador. Hoje, seu lugar é ocupado por José Luiz Villamarim, que enfrenta o desafio de manter a excelência na teledramaturgia da Globo.

Desde que Villamarim assumiu o cargo de diretor de teledramaturgia em 2020, o cenário das novelas da Globo passou por mudanças notáveis. A missão de manter a emissora no topo da preferência do público brasileiro é árdua, e embora ele tenha conseguido alguns sucessos, o caminho não tem sido fácil. Produções inéditas como Mar do Sertão (2022), Amor Perfeito (2023) e Vai na Fé (2023) conquistaram certo destaque, mas o desempenho geral da teledramaturgia tem gerado questionamentos sobre uma possível crise criativa. Um exemplo desse desafio é a regravação da novela Elas por Elas, uma aposta que parecia promissora, mas que acabou se tornando o maior fracasso no horário das seis nos últimos anos. A dificuldade em cativar o público e trazer algo realmente novo à mesa tornou-se evidente.

Conheça mais sobre a trajetória do autor

Silvio Eduardo de Abreu, nascido em 20 de dezembro de 1942, em São Paulo, é um daqueles nomes que se confundem com a própria história da televisão brasileira. Mais do que um roteirista e diretor, ele se tornou uma referência, uma figura que moldou o que conhecemos como a telenovela brasileira. Sua trajetória é um exemplo de como o talento, aliado à paixão e ao trabalho árduo, pode transformar o panorama cultural de um país.

Formado em cenografia pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (EAD-USP), Silvio iniciou sua carreira como ator. Foi nos palcos do teatro que ele começou a construir sua identidade artística. Em peças como “Tchin Tchin”, ao lado de gigantes como Cleyde Yáconis e Stênio Garcia, ele demonstrava uma versatilidade que mais tarde definiria seu trabalho como escritor. No entanto, mesmo participando de novelas como “A Muralha” e “Os Estranhos”, Silvio sentia que sua verdadeira paixão estava em outro lugar – nos bastidores.

A década de 1970 trouxe para Silvio um desafio que mudaria sua carreira: o cinema. Ele se aventurou na direção de filmes do gênero pornochanchada, uma tendência da época, com títulos como “A Árvore dos Sexos” (1977) e “Mulher Objeto” (1980). Embora esses filmes tenham sido populares, o cinema não era seu destino final. O verdadeiro chamado veio quando ele se voltou para a televisão, mais especificamente, para a criação de telenovelas.

Sua estreia na TV Globo foi um marco. Com uma capacidade inata de contar histórias que dialogavam com o público, Silvio de Abreu rapidamente se destacou. O que o diferenciava era sua habilidade de mesclar gêneros – humor, drama e suspense – de uma forma que parecia natural e envolvente. Suas tramas, muitas vezes ambientadas em sua cidade natal, São Paulo, tornaram-se retratos de uma sociedade em constante transformação.

Um de seus primeiros grandes sucessos foi “Guerra dos Sexos” (1983), uma comédia que, além de entreter, fazia uma crítica social ao explorar as dinâmicas de poder entre homens e mulheres. O humor ácido e os diálogos afiados conquistaram o público. Já em “Cambalacho” (1986), Silvio demonstrou sua capacidade de rir dos comportamentos humanos, satirizando-os de maneira leve, mas nunca superficial. E em “Sassaricando” (1987), ele entregou uma das tramas mais alegres e coloridas dos anos 80.

Mas não foi apenas o humor que consagrou autor. Ele também ousou em novelas de grande impacto social, como “A Próxima Vítima” (1995), que trouxe o suspense policial para a teledramaturgia, um gênero até então pouco explorado no Brasil. A novela, com suas reviravoltas e mistérios, mantinha o país inteiro preso à TV, tentando adivinhar quem seria a próxima vítima.

Outro momento memorável de sua carreira foi “Torre de Babel” (1998), que abordou temas delicados como homofobia e intolerância. Silvio não teve medo de desafiar o público, criando debates que ultrapassavam a ficção e se estendiam para a vida real. E em 2010, com “Passione”, ele mais uma vez mostrou sua maestria ao combinar drama familiar e suspense, mantendo os telespectadores envolvidos do início ao fim.

O autor é um mestre em capturar a essência humana em suas tramas, criando personagens que, mesmo em suas exageradas idiossincrasias, refletem a realidade de muitos brasileiros. Sua capacidade de contar histórias que atravessam gerações, envolvendo e emocionando, o coloca no panteão dos grandes da televisão brasileira. E mesmo depois de tantos anos, sua influência permanece forte, sendo um exemplo para novos roteiristas e diretores que desejam seguir seus passos.

Hoje, ao olhar para trás, a trajetória de Silvio não é apenas a história de um homem que se destacou no que fazia. É a história de alguém que ajudou a construir a cultura de um país, influenciando não só a televisão, mas também o imaginário de milhões de brasileiros.

Paris Filmes apresenta novo trailer de KILL – O Massacre no Trem

0
Foto: Divulgação/ Paris Filmes

O eletrizante KILL – O Massacre no Trem está prestes a estrear nas salas de cinema brasileiras, com lançamento marcado para o dia 5 de setembro, distribuído pela Paris Filmes. O longa-metragem, que causou sensação na seção “Midnight Madness” do Festival de Toronto, recebeu impressionantes 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. Agora, o filme apresenta um novo trailer que revela mais sobre a trama e oferece um vislumbre das intensas cenas de ação que prometem prender a atenção do público do início ao fim. A duração confirmada do filme é de 1 hora e 45 minutos. Confira o trailer abaixo.

Sob a direção e roteiro de Nikhil Nagesh Bhat (conhecido por “Swaas” e “Jai Bhim”), a produção de terror leva os espectadores a uma jornada eletrizante por Nova Deli, a vibrante capital da Índia. A trama se desenrola durante uma viagem de trem que se transforma rapidamente em um cenário de combate sangrento. Uma dupla de destemidos soldados enfrenta um exército de bandidos invasores em uma batalha intensa e implacável. O elenco conta com os talentosos Lakshya (de “Pati Patni Aur Woh” e “Gully Boy”), Raghav Juyal (conhecido por “Street Dancer 3D” e “Dancers”), e Tanya Maniktala (de “Ajeeb Daastaans” e “Lal Kaptaan”), que assumem papéis centrais em uma narrativa repleta de adrenalina e reviravoltas.

Saiba mais sobre o filme

A narrativa se desenrola com o comandante do exército Amrit, interpretado por Lakshya, vivendo um dilema pessoal devastador. Amrit descobre que sua amada, Tulika, vivida por Tanya Maniktala, está prestes a ser forçada a um casamento arranjado contra sua vontade. Determinado a mudar o destino de Tulika, Amrit embarca em uma jornada perigosa de trem para Nova Delhi, com o objetivo de impedir o casamento.

O que deveria ser uma viagem relativamente simples rapidamente se transforma em um pesadelo. O trem é atacado por uma gangue de criminosos, liderada pelo implacável Fani, interpretado por Raghav Juyal. Munidos de facas afiadas e uma brutalidade assustadora, os ladrões semeiam o caos e o terror entre os passageiros. O que começou como uma missão pessoal de resgate se transforma em uma batalha épica pela sobrevivência.

Amrit, agora em uma luta desesperada, enfrenta os bandidos em um confronto intenso e sangrento. Sua jornada é marcada por cenas de ação eletrizantes e momentos de alta tensão, que colocam suas habilidades e coragem à prova. Em um combate frenético e mortal, Amrit luta não só para proteger os passageiros, mas também para salvar Tulika da prisão de um casamento indesejado.

“Kill” combina ação eletrizante com uma narrativa emocional profunda, elevando o suspense e a adrenalina a novos patamares. A trajetória de Amrit, repleta de confrontos brutais e momentos dramáticos, transforma uma simples viagem de trem em uma prova de coragem, resiliência e amor inabalável. O filme não apenas apresenta uma luta pela sobrevivência, mas também explora a força do amor e o espírito inquebrantável de um homem em busca de justiça e redenção.

A produção é assinada por Karan Johar (conhecido por “Kabhi Khushi Kabhie Gham” e “Ae Dil Hai Mushkil”) e Apoorva Mehta (de “Queen” e “The Lunchbox”), através das renomadas Dharma Productions e Sikhya Entertainment. O novo longa de terror promete sem dúvidas se destacar como um dos maiores sucessos de ação do ano, trazendo uma combinação irresistível de ação eletrizante e um enredo envolvente.

Luan Santana traz o “Luan City Festival” a Recife em 23 de setembro

0
Foto: Reprodução/ Internet

A cidade de Recife está prestes a se transformar no epicentro da música sertaneja com a aguardada chegada da turnê “Luan City 2.0“, protagonizada pelo renomado cantor Luan Santana. O evento, que promete ser um verdadeiro espetáculo, ocorrerá no dia 23 de setembro no Classic Hall. A noite contará também com apresentações das famosas duplas Jorge e Mateus e Clayton e Romário, garantindo um show repleto de energia e grandes momentos.

Com uma duração impressionante de mais de duas horas, a turnê já deixou sua marca em cidades como Manaus, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. Esta turnê é uma versão ampliada do projeto que o cantor gravou em dezembro de 2021, em São Paulo. O conceito inovador da turnê transforma cada cidade visitada em uma autêntica “Luan City”, proporcionando uma experiência musical interativa e inesquecível para o público.

O espetáculo vai além de um simples show; é uma festa integrada que convida o público a fazer parte de uma celebração vibrante. O cenário do evento é elaborado, com uma produção que inclui mais do que um palco tradicional. O repertório do show mistura músicas inéditas com grandes sucessos, e o ambiente é enriquecido por uma combinação de jogos de luzes, efeitos especiais e projeções em LED, criando uma atmosfera imersiva e futurista. Luan descreve a apresentação como uma jornada por sua carreira musical, trazendo novos hits e promovendo uma conexão especial com o público, que se sente parte de uma “grande tribo” de alegria e emoção.

O repertório do show é um autêntico desfile de sucessos, apresentando um conjunto de faixas que encantam e emocionam o público. Entre os destaques estão hits como “Deus é Muito Bom”, “Meio Termo”, “Vai Chorar no Carro”, “Tímida”, “Calvin Klein”, “Sem Sentimento”, “Mulher Segura”, “Morena”, “Tudo o que Você Quiser”, “Coração Cigano”, “Abalo Emocional” e “Pega Escandaloso”. Cada música é cuidadosamente escolhida para manter a energia da plateia em alta, proporcionando uma experiência musical inesquecível.

Além desse repertório de consagrados sucessos, o cantor acaba de lançar sua mais nova faixa, “Clone”, que está disponível desde o dia 22 de agosto. A nova música promete agregar ainda mais emoção e dinamismo ao show, consolidando o artista como uma das grandes figuras do cenário musical atual.

A megaprodução do show vai além da música, utilizando tecnologia de ponta para criar um ambiente visualmente impressionante. A iluminação em LED e as projeções sincronizadas oferecem um espetáculo visual que complementa e intensifica a experiência auditiva. Cada detalhe é pensado para envolver o público, tornando o show uma verdadeira festa para os sentidos. A combinação de áudio e visual transforma o evento em uma celebração memorável, destacando-se como um dos mais grandiosos da temporada.

Thiago Gomes, o produtor executivo do festival, ressalta que a edição deste ano em Recife vai refletir com precisão a impressionante estrutura exibida no DVD “Luan City 2.0”. “Preparamos uma estrutura especialmente projetada para esta edição e, ao longo do show, os espectadores serão surpreendidos com diversas atrações especiais. O festival na capital de Pernambuco será uma verdadeira amostra de toda a grandiosidade e inovação que marcaram o DVD”, declara Thiago, demonstrando entusiasmo pela escala e pelos detalhes meticulosamente planejados para o evento. Ele acrescenta que os elementos visuais e sonoros serão aprimorados para proporcionar uma experiência ainda mais imersiva e inesquecível para o público recifense.

Ingressos do evento

Para aqueles que desejam garantir sua presença neste evento imperdível, os ingressos estão disponíveis em diversas categorias e faixas de preço, atendendo a diferentes preferências e orçamentos. Os ingressos VIP estão disponíveis a partir de R$ 180,00 no 7º lote, enquanto a opção VIP Inteira Social custa R$ 190,00. Ambos os tipos de ingresso oferecem uma experiência exclusiva e incluem a doação de 1 kg de alimento, promovendo uma causa solidária.

Para os que desejam desfrutar de bebidas ilimitadas durante o evento, os ingressos Open Bar estão disponíveis por R$ 180,00 no 1º lote, com a opção Open Bar Inteira Social custando R$ 190,00, também mediante a doação de 1 kg de alimento. Já os camarotes, que acomodam 12 pessoas, oferecem uma experiência mais privativa e luxuosa, com preços que variam de R$ 2.500,08 a R$ 3.500,04, dependendo da localização. Os camarotes são ideais para grupos que buscam conforto e exclusividade, garantindo uma noite inesquecível.

Onde será o show?

O evento acontecerá no Classic Hall, localizado na Avenida Governador Agamenon Magalhães, S/N, em Salgadinho, Olinda. Este local icônico, conhecido por sua infraestrutura moderna e excelente acústica, será o cenário perfeito para a turnê, prometendo uma experiência musical inesquecível em uma das regiões mais vibrantes do Nordeste brasileiro. O Classic Hall, com sua localização estratégica, oferece fácil acesso e uma atmosfera que complementa a grandiosidade do espetáculo, garantindo uma noite de celebração e emoção para todos os presentes.

Os Fantasmas Ainda Se Divertem conquista liderança nas bilheterias mundiais

0
Foto: Reprodução/ Internet

Desde a última quinta-feira (5), as salas de cinema estão fervendo com a volta de um dos fantasmas mais icônicos do cinema. Tim Burton (conhecido por O Estranho Mundo de Jack e A Noiva Cadáver), o mestre da fantasia sombria, trouxe de volta Beetlejuice com Os Fantasmas Ainda Se Divertem. E, pelo que tudo indica, o retorno não poderia ter sido mais triunfante!

O novo filme estreou com uma bilheteira de arrasar, arrecadando mais de R$ 7 milhões no primeiro final de semana! Mas não é só isso. Beetlejuice Beetlejuice também conquistou o título de maior bilheteira mundial nos primeiros quatro dias em cartaz. O que não é surpresa, considerando o elenco de peso e a expectativa em torno da sequência do clássico de 1988.

Michael Keaton (famoso por Batman e Birdman) está de volta, e o que é melhor, ele trouxe com ele um time de estrelas. Winona Ryder (de Beetlejuice e Stranger Things) retoma seu papel como Lydia Deetz, agora com uma filha rebelde, Astrid, interpretada pela talentosa Jenna Ortega (conhecida por X e Wednesday). Catherine O’Hara (vencedora de dois prêmios Emmy e conhecida por A Mãe da Noiva e Schitt’s Creek) é novamente a excêntrica Delia Deetz. E a adição de nomes como Justin Theroux (de The Leftovers e Mulholland Drive) e Monica Bellucci (famosa por Matrix Revolutions e Malèna) só aumenta o brilho do elenco.

Na versão dublada brasileira, quem dá voz ao travesso Beetlejuice é o carismático Eduardo Sterblitch (conhecido por suas atuações no teatro e no programa Pânico na TV). É uma verdadeira festa para os fãs do personagem que viu Sterblitch brilhar no musical da Broadway!

A trama segue três gerações da família Deetz, que retornam a Winter River após uma tragédia familiar. Lydia e sua filha Astrid se deparam com uma maquete misteriosa no sótão, e, como você pode imaginar, o caos se instala quando o portal para o além é acidentalmente aberto. A única forma de resolver a bagunça? Fazer o nome de Beetlejuice aparecer três vezes, claro!

Tim Burton (com Edward Mãos de Tesoura e Big Fish) está no comando da direção, com um roteiro de Alfred Gough e Miles Millar (conhecidos por As Aventuras de Shenmue e Smallville), e um argumento de Gough e Seth Grahame-Smith (de A Casa dos Mortos e Como Arrasar um Coração). A produção é um esforço conjunto de nomes como Marc Toberoff (de Get Out), Dede Gardner (de 12 Anos de Escravidão), Jeremy Kleiner (de The Big Short), Tommy Harper (de A Fantástica Fábrica de Chocolate) e, é claro, Burton.

Se você está em busca de uma dose de diversão sobrenatural, o novo longa-metragem é a escolha perfeita. O filme está em exibição em cinemas de todo o Brasil e também disponível em versões acessíveis, para garantir que todos possam aproveitar. Não perca a chance de ver Beetlejuice em ação novamente e descobrir por que o fantasma travesso continua a conquistar corações e bilheteiras ao redor do mundo!

4o mini

Diamond revela primeiro pôster oficial do longa-metragem O Aprendiz

0
Foto: Reprodução/ Internet

No próximo dia 17 de outubro, os cinemas brasileiros receberão uma das estreias mais aguardadas do ano: O Aprendiz. O filme, que tem atraído a atenção tanto do público quanto da crítica, oferece uma visão detalhada sobre a trajetória de Donald Trump. A Diamond Films, responsável pela distribuição do longa, recentemente revelou o pôster oficial, que destaca Sebastian Stan como Trump e Jeremy Strong como o influente advogado Roy Cohn.

Foto: Reprodução/ Internet

Dirigido por Ali Abbasi, o filme mergulha nos anos 1970 e 1980, período crucial para a ascensão de Trump no mercado imobiliário de Nova York. A produção explora como Trump, com seu estilo inconfundível e estratégias controversas, começou a construir o império que viria a se tornar um marco na política e no mercado imobiliário.

Uma das principais características do filme é a representação da relação entre Trump e Roy Cohn, interpretado por Jeremy Strong. Cohn, que atuou como mentor de Trump, desempenhou um papel crucial não apenas como orientador jurídico, mas também como um modelo de como navegar pelas complexas redes de poder e influência. A dinâmica entre mentor e pupilo é central na trama, revelando como essa conexão ajudou a moldar a trajetória de Trump.

O filme teve sua estreia mundial no Festival de Cannes 2024, onde gerou uma combinação de aplausos e controvérsias. A crítica elogiou as performances intensas de Stan e Strong, destacando a profundidade e complexidade dos personagens. A abordagem audaciosa da produção tem sido um ponto de discussão significativo, refletindo a polarização que Trump sempre gerou.

A expectativa para a estreia do filme no Brasil é alta. A Diamond Films promete uma experiência cinematográfica imersiva e provocativa, alinhada com a complexidade dos eventos e personagens retratados. O pôster oficial, disponível para visualização e download, oferece um vislumbre do tom dramático da produção, preparando o público para a jornada que está por vir.

Com a estreia se aproximando, O Aprendiz se destaca como uma adição significativa ao calendário cinematográfico, oferecendo uma análise intrigante e desafiadora sobre uma das figuras mais polêmicas da política e do mercado imobiliário global. Marque no seu calendário e prepare-se para uma reflexão profunda e provocativa quando o filme chegar aos cinemas no dia 17 de outubro.

Diretor de O Homem Invisível fala sobre a possibilidade de novo filme

0

Após o sucesso estrondoso de O Homem Invisível (2020), muita gente começou a se perguntar: será que vai rolar uma sequência? O filme, que fez um excelente trabalho ao trazer de volta um dos personagens clássicos do terror, arrecadou mais de US$ 143 milhões nas bilheterias mundiais e deixou tanto os fãs quanto os críticos impressionados. No entanto, durante a New York Comic-Con, o diretor e roteirista Leigh Whannell, responsável pela visão moderna e aterrorizante do longa, jogou um balde de água fria nas esperanças de quem aguardava uma continuação.

Em entrevista ao site ComicBook, Whannell foi bem claro ao responder sobre a possibilidade de expandir o universo de O Homem Invisível. “Com O Homem Invisível, eu realmente me senti bem com a conclusão que encontramos”, disse o diretor, sem rodeios. “Eu não tenho controle sobre o personagem. A Universal pode fazer uma sequência, se quiser. Mas, para mim, como cineasta, é uma história fechada. Eu realmente não consigo imaginar novas histórias para contar.”

Essa declaração acabou frustrando uma boa parte do público que esperava ver mais do terror psicológico envolvendo o personagem, mas reflete bastante a maneira como Whannell trabalha. Quem acompanha a carreira dele, com filmes como Sobrenatural e Upgrade, sabe que ele costuma buscar narrativas que se fecham por si só, sem necessariamente criar uma franquia contínua. Mesmo assim, não dá pra descartar que a Universal pode seguir em frente com uma sequência, com ou sem Whannell no comando, especialmente porque o estúdio tem apostado forte em reviver os Monstros Clássicos, como O Lobisomem e A Múmia.

A trama e o impacto do filme

Pra quem ainda não viu (e vale a pena conferir!), O Homem Invisível de 2020 acompanha Cecilia Kass, vivida pela excelente Elisabeth Moss. Ela é uma mulher que finalmente consegue escapar de um relacionamento abusivo com seu ex-namorado controlador, Adrian Griffin, interpretado por Oliver Jackson-Cohen. Quando ela recebe a notícia de que Adrian se suicidou, Cecilia tenta reconstruir sua vida e encontrar paz. Mas, como estamos falando de um thriller psicológico, as coisas logo começam a ficar estranhas. Cecilia começa a desconfiar que seu ex, de alguma forma, se tornou invisível e está assombrando sua vida para continuar exercendo controle sobre ela.

O filme não só traz uma narrativa cheia de suspense e mistério, mas também toca em questões sérias como abuso psicológico e físico, colocando a audiência em um estado constante de tensão. A maneira como Whannell dirige, focando na perspectiva de Cecilia, cria uma atmosfera de paranoia que faz a gente questionar o que é real ou não, levando o espectador a uma montanha-russa emocional. A atuação de Moss, visceral e intensa, foi amplamente elogiada, e o filme se tornou um marco ao renovar um personagem clássico com uma pegada moderna e extremamente relevante para os dias de hoje.

O legado do personagem e suas várias versões

Agora, o Homem Invisível é um daqueles personagens clássicos que faz parte da galeria de monstros icônicos da Universal. Tudo começou lá em 1933, com a primeira adaptação cinematográfica do romance de H.G. Wells, estrelada por Claude Rains. Desde então, o personagem foi sendo revisitado ao longo dos anos em várias produções, como o filme O Homem Sem Sombra (2000), com Kevin Bacon, e A Liga Extraordinária (2003), que trouxe uma abordagem mais aventuresca e menos focada no terror.

Mas o que Whannell fez em 2020 foi diferente de todas essas versões anteriores. Ele trouxe uma visão muito mais voltada para o psicológico, deixando de lado o tradicional espetáculo de efeitos especiais e colocando o foco no impacto emocional da invisibilidade. A grande sacada do filme foi mostrar como o vilão pode ser ainda mais assustador quando não é apenas invisível fisicamente, mas também exerce um controle invisível sobre a mente da protagonista e, por consequência, do público.

O futuro dos Monstros da Universal

Mesmo que Leigh Whannell tenha deixado claro que não está interessado em continuar a história de O Homem Invisível, a Universal Pictures parece não ter desistido de explorar seus Monstros Clássicos. Vale lembrar que o estúdio tentou criar o Dark Universe com A Múmia (2017), estrelada por Tom Cruise, mas a tentativa acabou não dando muito certo. Então, agora, eles estão adotando uma abordagem mais contida, focando no terror psicológico, como fizeram com O Homem Invisível.

Existem rumores de que outros projetos envolvendo monstros clássicos estão sendo desenvolvidos, incluindo uma nova versão de O Lobisomem, que pode ser estrelada por Ryan Gosling. O estúdio parece estar em uma fase de reestruturação dessas figuras lendárias, buscando maneiras inovadoras de contar suas histórias e, claro, conectar com o público atual.

Disponível no streaming

Enquanto uma continuação do longa ainda parece improvável (pelo menos com Whannell no comando), o filme continua conquistando fãs através das plataformas de streaming. Para quem ainda não viu, o longa está disponível no Prime Video, onde tem atraído novos espectadores e gerado debates intensos sobre o enredo, o final e a atuação de Elisabeth Moss.

Além de ser um sucesso no cinema, o filme também abriu discussões importantes sobre o impacto emocional do abuso e o controle que relacionamentos abusivos podem exercer sobre as vítimas, mesmo após o término. É um filme que vai além do susto e da tensão, trazendo uma mensagem poderosa embalada em um thriller de tirar o fôlego.

Assim, embora uma sequência direta pareça não estar nos planos de Whannell, o filme deixa seu legado no cinema de terror e reforça a relevância dos Monstros da Universal na cultura pop. Seja através de novas produções ou outras adaptações, o Homem Invisível ainda tem muito potencial para continuar assombrando a imaginação das pessoas — e o melhor de tudo: de formas surpreendentes.

almanaque recomenda