A sequência de O Diabo Veste Prada chegou aos cinemas com aquela expectativa típica de continuação tardia: metade do público desconfiado, a outra metade já pronta para rever personagens icônicos. O que ninguém parecia prever era que o filme não só funcionaria, como também ultrapassaria a bilheteria do longa original de 2006 e entraria de vez para a lista de retornos mais fortes do cinema recente.

De acordo com informações do Deadline, o novo filme já superou a marca global do primeiro O Diabo Veste Prada, que havia somado cerca de US$ 326,5 milhões no mundo inteiro. O número exato atualizado ainda não foi fechado oficialmente, mas tudo indica que a consolidação completa vai acontecer com o fechamento dos dados mais recentes de bilheteria.

Até agora, a sequência já acumulava algo em torno de US$ 324 milhões, sendo US$ 101,8 milhões apenas nos Estados Unidos e mais US$ 222,2 milhões vindos do mercado internacional. E o mais interessante é que esse valor ainda não é o final, o que significa que o filme deve continuar crescendo antes de encerrar definitivamente sua passagem pelos cinemas.

O público realmente queria esse retorno ou foi surpresa geral?

A verdade é que O Diabo Veste Prada 2 já tinha um certo “hype silencioso” desde que foi anunciado, mas ninguém apostava em um desempenho tão forte logo de cara. A franquia sempre foi lembrada com carinho, claro, mas também parecia algo encerrado no tempo, quase intocável.

Só que o público provou o contrário. A resposta nas bilheteiras mostrou que existe, sim, um enorme interesse em revisitar esse universo, principalmente agora que ele conversa diretamente com temas mais atuais, como redes sociais, crise da mídia tradicional e o impacto do digital na indústria da moda.

Quais países estão ajudando a sequência a crescer tanto?

O desempenho internacional tem sido um dos motores principais do sucesso do filme. O Reino Unido aparece como um dos maiores mercados, com US$ 21,6 milhões. O Brasil também se destaca bastante, somando US$ 16,6 milhões, seguido pelo México com US$ 15,9 milhões e pelo Japão com US$ 13,1 milhões.

Esse alcance mostra que a história de Miranda Priestly e Andy Sachs não ficou presa ao público dos anos 2000. Ela conseguiu atravessar gerações e ainda se manter relevante em diferentes culturas, algo que nem toda sequência consegue alcançar.

Quem voltou para essa nova fase de Runway?

Uma das grandes apostas do filme foi justamente trazer o elenco original de volta, e isso acabou sendo um dos pontos mais comentados pelos fãs. Meryl Streep retorna como Miranda Priestly, ainda mais afiada e com aquela presença que domina qualquer cena. Anne Hathaway também volta como Andy Sachs, mas agora em um momento completamente diferente da vida profissional.

Emily Blunt retorna como Emily Charlton e ganha mais espaço na trama, enquanto Stanley Tucci reaparece como Nigel, trazendo aquele equilíbrio entre sarcasmo e humanidade que o público sempre gostou. Tracie Thoms e Tibor Feldman também voltam aos seus papéis, reforçando a sensação de continuidade direta com o primeiro filme.

Nos bastidores, o projeto manteve a mesma base criativa do original, com direção de David Frankel e roteiro de Aline Brosh McKenna, o que ajuda a manter o mesmo tom da franquia, mesmo com uma história atualizada.

Por que demorou tanto para essa sequência acontecer?

Essa é uma das perguntas mais comuns entre os fãs. Afinal, foram quase duas décadas até o retorno da franquia. O motivo principal parece ter sido justamente a dificuldade de encontrar uma história que justificasse uma continuação.

Tanto Meryl Streep quanto Anne Hathaway já tinham demonstrado em entrevistas que não queriam voltar apenas por nostalgia. A ideia precisava fazer sentido dentro do novo cenário do cinema e da própria evolução dos personagens.

O projeto começou a ganhar forma de verdade em 2024, quando o estúdio conseguiu reunir novamente o elenco principal e fechar a equipe criativa original. As filmagens aconteceram entre junho e outubro de 2025, passando por Nova Iorque, Milão e algumas cenas em Newark, o que ajudou a reforçar a conexão com o filme original.

O que acontece com Andy e Miranda agora?

A história se passa cerca de vinte anos depois dos eventos do primeiro filme. Andy Sachs agora é uma jornalista investigativa consolidada no New York Vanguard, mas sua vida profissional sofre uma reviravolta quando ela é demitida de forma inesperada.

Esse momento acaba reaproximando seu caminho do de Miranda Priestly, que enfrenta uma crise séria na revista Runway. Com a mídia impressa perdendo força e o digital dominando tudo, Miranda precisa lutar para manter sua influência em um cenário que mudou completamente.

O filme também mostra como outros personagens lidam com essa nova realidade. Nigel tenta se adaptar às mudanças do mercado, enquanto Emily ganha destaque em meio a disputas internas por poder e espaço dentro da indústria da moda. No fundo, a sequência trabalha muito essa ideia de sobrevivência profissional em um mundo que não para de mudar.

O que explica o sucesso do filme agora?

Parte do sucesso de O Diabo Veste Prada 2 vem da nostalgia, claro. Mas isso sozinho não explica tudo. O filme consegue equilibrar esse sentimento com uma atualização bem clara do universo que ele retrata.

A indústria da moda mudou, o jornalismo mudou, e os personagens também mudaram junto. Essa combinação faz com que a história não pareça apenas uma repetição do passado, mas sim uma continuação que conversa com o presente.

Outro ponto importante é que o filme mantém aquele tom que mistura crítica, humor e drama de forma leve, sem se tornar pesado demais. Isso ajuda a atingir tanto quem cresceu com o original quanto quem está conhecendo essa história agora.

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