Steven Spielberg voltou a uma pergunta que acompanha boa parte da sua carreira: e se a humanidade finalmente descobrisse que não está sozinha no universo? Em Dia D, o diretor troca o encanto mais aventureiro de seus antigos filmes de ficção científica por uma trama de perseguição, segredos militares e uma disputa pelo controle de uma informação capaz de mudar a história.

A história acontece em 2026, quando o mundo está perto de uma nova guerra. Daniel Kellner (Josh O’Connor, de The Crown) trabalha como especialista em segurança digital para a Wardex Corporation, uma organização ligada ao governo dos Estados Unidos. Ao descobrir arquivos secretos sobre pesquisas extraterrestres realizadas durante décadas, ele decide roubar os documentos e revelar o que foi escondido da população.

Entre os materiais está uma tecnologia de origem alienígena e registros sobre antigos contatos entre humanos e seres de outros planetas, incluindo informações relacionadas ao caso Roswell. A decisão transforma Daniel em um fugitivo, já que a própria organização que ele tenta denunciar passa a persegui-lo.

A fuga muda completamente a vida de Margaret Fairchild (Emily Blunt, de Um Lugar Silencioso e Oppenheimer), uma meteorologista de televisão que começa a apresentar habilidades inexplicáveis após um encontro estranho com uma criatura aparentemente comum. Ela passa a compreender idiomas que nunca estudou e percebe uma conexão mental com outras pessoas, algo que parece estar ligado a acontecimentos da sua infância.

Quando os caminhos de Daniel e Margaret se cruzam, os dois descobrem que suas histórias estão conectadas de uma forma que eles jamais imaginaram. A dupla precisa fugir da Wardex enquanto tenta entender o motivo de terem sido envolvidos em uma experiência que pode ter relação direta com visitantes de outro planeta.

O filme também conta com Colin Firth (O Discurso do Rei) no papel de Noah Scanlon, líder da Wardex e responsável por manter os experimentos em segredo. Eve Hewson (The Knick) interpreta Jane Blankenship, companheira de Daniel, e Colman Domingo (Rustin) aparece como Hugo Wakefield, um antigo funcionário da organização que decide ajudar na divulgação das informações escondidas.

A produção reúne Spielberg novamente com o roteirista David Koepp, parceiro do diretor em filmes como Jurassic Park e Guerra dos Mundos. A dupla trabalha aqui com uma abordagem diferente: em vez de focar apenas no primeiro contato com alienígenas, a história concentra sua atenção nas consequências de uma descoberta desse tamanho.

Com orçamento estimado em US$ 115 milhões, o longa-metragem arrecadou cerca de US$ 194 milhões nas bilheterias mundiais. O resultado colocou o longa entre as produções originais de ficção científica que conseguiram encontrar espaço nos cinemas em uma época dominada por grandes franquias.

O maior trunfo do filme está na ideia central: o que aconteceria se uma informação capaz de mudar a humanidade fosse escondida por décadas e, de repente, escapasse do controle? Spielberg usa essa premissa para criar um suspense sobre poder, medo e a dificuldade de aceitar algo que foge completamente do conhecido.

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