
O Almanaque Geek teve acesso a cerca de 30 minutos de cenas de Supergirl, novo filme da DC Studios estrelado por Milly Alcock. O material exibido reuniu sequências de diferentes momentos da trama e permitiu observar alguns dos principais elementos que definirão a produção quando ela chegar aos cinemas em 26 de junho de 2026.
Para quem gostou da expansão do lado mais fantástico do Universo DC em Superman, há motivos para ficar animado. O novo longa da super heroína amplia ainda mais esse conceito e mergulha de cabeça na ficção científica. A aventura leva Kara Zor-El para diferentes partes da galáxia, apresentando novos mundos, personagens e ameaças que ajudam a expandir o universo compartilhado da franquia.
O que mais chamou nossa atenção foi o fato de o filme não parecer interessado em repetir a fórmula tradicional das histórias do Superman. Kara é retratada como uma personagem com experiências de vida muito diferentes das de seu primo. Isso fica evidente em suas atitudes, na forma como se relaciona com outras pessoas e até na maneira como encara os desafios ao longo da jornada.
Milly Alcock transmite essa diferença com naturalidade. Nas cenas exibidas, a atriz entrega uma personagem forte e determinada, mas que também demonstra carregar marcas de seu passado. Essa abordagem torna Kara mais humana e ajuda a criar uma identidade própria para a heroína dentro do novo Universo DC.
Outro ponto importante para os fãs é a fidelidade ao espírito da HQ Supergirl: Woman of Tomorrow, de Tom King e Bilquis Evely. Mesmo sem revelar detalhes importantes da trama, os trechos apresentados mantêm a sensação de aventura espacial e de jornada pessoal que fizeram a história original se tornar uma das versões mais elogiadas da personagem nos quadrinhos.
Visualmente, o filme impressiona. A direção de Craig Gillespie aproveita bem os cenários cósmicos e cria imagens que reforçam constantemente a escala da aventura. Os diferentes ambientes apresentados possuem características próprias e ajudam a fazer a galáxia parecer um lugar vivo, e não apenas um pano de fundo para a ação.
Os efeitos visuais também merecem destaque. Em um momento em que muitos blockbusters enfrentam críticas por CGI inacabado ou excessivamente artificial, Supergirl apresentou um nível técnico bastante consistente. Os efeitos vistos nas cenas exibidas parecem finalizados e integrados ao restante da produção, contribuindo para a imersão do público.
Nas sequências de ação, o filme demonstra personalidade. Os confrontos exibidos são bem coreografados, fáceis de acompanhar e aproveitam os poderes da protagonista de forma criativa. O material apresentado sugere que a ação terá um papel importante na narrativa, mas sem ofuscar o desenvolvimento dos personagens.
Entre as surpresas mais positivas está Jason Momoa como Lobo. A participação do personagem foi uma das que mais despertou curiosidade entre os fãs desde o anúncio do elenco, e os trechos exibidos ajudam a entender o motivo. Momoa parece perfeitamente confortável no papel e entrega exatamente a energia irreverente, exagerada e imprevisível que tornou o anti-herói tão popular nos quadrinhos.
Krypto também merece menção especial. O supercão não aparece apenas como um elemento fofo da história. Pelo que foi mostrado, ele tem participação relevante na dinâmica da protagonista e ajuda a construir alguns dos momentos mais divertidos e emocionantes da produção.
É importante destacar que ainda não vimos o filme completo. Questões fundamentais, como o desenvolvimento da narrativa, a construção dos conflitos e o impacto emocional da jornada de Kara, só poderão ser avaliadas após a exibição integral da obra. Ainda assim, os 30 minutos apresentados foram suficientes para indicar que a DC está apostando em algo diferente dentro de seu catálogo recente.











