
Não é exagero dizer que A Queda virou um daqueles filmes que fazem o espectador sentir vertigem mesmo sentado na poltrona. Com poucos personagens e um cenário praticamente único, o suspense de 2022 conquistou o público justamente por transformar uma situação simples em quase duas horas de tensão constante.
Agora, a franquia está de volta. A Queda 2: No Limite ganhou seu primeiro trailer oficial e estreia nos cinemas brasileiros em 24 de setembro. Desta vez, a história muda de protagonistas, mas continua explorando o mesmo tipo de desafio: pessoas comuns presas em um lugar onde qualquer erro pode ser o último.
O que acontece no segundo filme?
A trama acompanha Grace (Harriet Slater) e Virginia (Arsema Thomas), duas amigas que decidem encarar uma escalada em uma enorme torre de rádio.
O problema começa quando um acidente destrói a única rota de descida. Isoladas a centenas de metros do chão, elas precisam lidar com um cenário que piora a cada hora. Água, equipamentos e energia começam a faltar, enquanto o desgaste físico e o nervosismo tornam decisões simples cada vez mais difíceis.
O trailer também indica que o filme trabalha menos com monstros ou perseguições e mais com o medo provocado pela própria situação. O perigo está na altura, no vento, na estrutura da torre e no tempo passando sem que ninguém saiba onde elas estão.
É continuação da história de Becky?
Não. Quem assistiu ao primeiro filme pode ficar tranquilo: A Queda 2 não tenta repetir a história de Becky.
A sequência apresenta novos personagens e um caso completamente diferente. A ideia parece ser transformar A Queda em uma franquia de suspenses de sobrevivência, sempre colocando pessoas diante de situações extremas em lugares praticamente impossíveis de escapar.
Isso significa que não é obrigatório ter visto o longa de 2022 para entender a nova trama.
Por que o primeiro foi um sucesso?
O sucesso de A Queda não veio de grandes cenas de ação nem de efeitos especiais caros. O filme custou cerca de US$ 3 milhões, um valor baixo para os padrões de Hollywood, e arrecadou aproximadamente US$ 16,4 milhões nos cinemas.
Grande parte da repercussão veio da forma como a direção explorava a sensação de altura. Em vários momentos, a câmera fazia o público olhar para baixo junto com as protagonistas, criando uma tensão que funcionava mesmo quando quase nada acontecia em cena.
A história acompanhava Becky (Grace Caroline Currey) e Hunter (Virginia Gardner), duas amigas que ficam presas no topo de uma torre de transmissão de cerca de 600 metros depois que a escada desaba. Sem sinal de celular, comida suficiente ou qualquer chance de descer, elas precisam encontrar uma maneira de sobreviver antes que seja tarde.
Mesmo quem já sabia o desfecho costumava comentar a mesma coisa depois da sessão: a sensação de altura era convincente do início ao fim.
Quem está por trás da sequência?
A direção agora é assinada pelos irmãos Peter Spierig (Predestinado, Jogos Mortais: Jigsaw) e Michael Spierig (Daybreakers, Winchester). O roteiro é de Jonathan Frank e Scott Mann, cineasta responsável pelo primeiro longa.
O elenco reúne Harriet Slater (Pennyworth), Arsema Thomas (Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton) e Tom Brittney (Grantchester).





















