As primeiras projeções de bilheteria para Supergirl acenderam um sinal de alerta na Warner Bros. Depois de uma estreia abaixo do esperado, a Variety passou a tratar com cautela as chances de recuperação do longa nas próximas semanas, levantando dúvidas sobre sua capacidade de se pagar apenas com a arrecadação nos cinemas.

À primeira vista, a conta parece simples. O filme dirigido por Craig Gillespie (Cruella, Dinheiro Fácil, Eu, Tonya, A Hora do Espanto) custou cerca de US$ 170 milhões para ser produzido. Só que esse valor representa apenas a produção. A campanha mundial de divulgação consumiu aproximadamente US$ 120 milhões, elevando o investimento total para cerca de US$ 290 milhões.

Na prática, porém, arrecadar US$ 290 milhões nas bilheterias não significa empatar as contas. Os estúdios ficam apenas com uma parte da venda dos ingressos, já que cinemas e distribuidores também recebem sua fatia. Em grandes lançamentos, costuma-se considerar que um filme precisa faturar aproximadamente 2 a 2,5 vezes o orçamento de produção para realmente entrar na zona de lucro.

Como Supergirl teve um custo de produção de US$ 170 milhões, isso colocaria seu ponto de equilíbrio em uma faixa próxima de US$ 340 milhões a US$ 425 milhões na bilheteria mundial. Ainda assim, alguns analistas apontam que, considerando acordos de distribuição, incentivos fiscais e receitas futuras com streaming, TV e mídia física, o prejuízo pode ser reduzido mesmo que o longa fique abaixo dessa marca.

O problema é que as previsões atuais indicam um cenário mais modesto. Depois de um primeiro fim de semana abaixo das expectativas, analistas consultados pela Variety reduziram as estimativas para o desempenho comercial do filme, tornando mais difícil alcançar um resultado que cubra os altos custos da produção.

Baseado na HQ Supergirl: Mulher do Amanhã, de Tom King e da brasileira Bilquis Evely, o longa acompanha Kara Zor-El, interpretada por Milly Alcock (A Casa do Dragão). Diferentemente da versão apresentada em produções anteriores da DC, esta Kara carrega as marcas de ter vivido a destruição de Krypton ainda na adolescência, trauma que influencia todas as suas decisões.

A história começa quando Kara cruza o caminho de Ruthye Marye Knoll (Eve Ridley, de 3 Body Problem), uma jovem determinada a encontrar o mercenário Krem (Matthias Schoenaerts, de Ferrugem e Osso), responsável pelo assassinato de seu pai. O que inicialmente parece apenas uma missão de vingança se transforma em uma perseguição por diferentes planetas, colocando a heroína diante de escolhas que desafiam seus próprios princípios.

O elenco ainda reúne Jason Momoa (Aquaman) como Lobo e apresenta Krypto, o supercão, em uma aventura que aposta em um tom mais espacial do que os filmes anteriores da personagem.

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