
O Universal+ confirmou a chegada de Rei e Conquistador ao catálogo brasileiro em 2 de junho, trazendo uma produção histórica que transforma a disputa pelo trono inglês em um drama político marcado por violência, alianças frágeis e confrontos militares de grande escala. Liderada por Nikolaj Coster-Waldau e James Norton, a série revive os acontecimentos que culminaram na famosa Batalha de Hastings, em 1066, um dos episódios mais decisivos da história europeia.
Produzida originalmente pela BBC One, a série chegou ao Reino Unido em agosto de 2025 e rapidamente chamou atenção pelo tom sombrio, pelas batalhas brutais e pela tentativa de retratar figuras históricas como personagens movidos por ambição, culpa e sobrevivência. Agora, a produção desembarca oficialmente no Brasil após passar também pelo Prime Video nos Estados Unidos.
Com estética medieval realista, cenários grandiosos e um foco pesado nas relações políticas entre Inglaterra, Normandia e Noruega, a trama medieval ocupar um espaço deixado por grandes dramas históricos televisivos dos últimos anos.
Sobre o que fala a série?
A história acompanha os eventos que antecedem a Conquista Normanda da Inglaterra. O rei Eduardo ocupa o trono inglês, mas a ausência de herdeiros transforma o reino em um território vulnerável a disputas internas e interesses estrangeiros.
No centro da narrativa estão Harold Godwinson e Guilherme, Duque da Normandia. Inicialmente aliados, os dois desenvolvem uma relação marcada por respeito político e interesses em comum. No entanto, conforme a sucessão do trono começa a se tornar uma questão urgente, a aliança dá lugar a uma rivalidade que altera o destino da Inglaterra.
James Norton interpreta Harold como um líder dividido entre a estabilidade do reino e a pressão exercida por sua própria família, uma das mais poderosas da Inglaterra. Já Nikolaj Coster-Waldau constrói um Guilherme calculista, estratégico e disposto a usar qualquer recurso necessário para conquistar a coroa.
Ao longo da temporada, a série explora guerras territoriais, disputas religiosas, casamentos políticos e traições familiares que atravessam diferentes regiões da Europa medieval.
Como a primeira temporada desenvolve a guerra pelo trono?
Os primeiros episódios mostram uma Inglaterra aparentemente estável após anos de conflitos internos entre os condados de Wessex, Mércia e Nortúmbria. Essa falsa sensação de paz começa a ruir quando ataques misteriosos reacendem tensões políticas dentro do reino.
Harold percebe rapidamente que forças externas estão manipulando os conflitos para enfraquecer sua família. Enquanto tenta proteger o território inglês, ele também enfrenta problemas pessoais, incluindo a pressão de seu pai, Godwin, Conde de Wessex, e os impactos das disputas entre seus próprios irmãos.
Paralelamente, Guilherme enfrenta outra guerra na Normandia. O personagem vive sob ameaça constante do rei Henrique da França, que tenta impedir qualquer aproximação política entre Normandia e Inglaterra. A série transforma esse núcleo em uma trama militar intensa, marcada por invasões, cercos e assassinatos políticos.
A narrativa também dedica bastante espaço às relações familiares. A rivalidade entre Harold e seu irmão Sweyn cresce de maneira gradual até atingir consequências trágicas. Já Tostig, outro irmão de Harold, se transforma em uma figura essencial para o desmoronamento das alianças inglesas.
Conforme o rei Eduardo se aproxima da morte, a disputa sucessória explode definitivamente. Harold assume o trono inglês, mas a decisão gera revolta tanto na Normandia quanto na Noruega, levando o reino a enfrentar duas ameaças militares simultaneamente.
O que acontece na reta final da temporada?
Os episódios finais aceleram o tom de guerra total. Primeiro, a Inglaterra sofre a invasão do rei norueguês Hardrada, que chega ao país com apoio de Tostig após o personagem romper completamente sua relação com Harold. A Batalha de Stamford Bridge surge como um dos momentos mais violentos da temporada. O confronto mostra um exército inglês fisicamente esgotado tentando impedir o avanço viking enquanto Harold enfrenta perdas pessoais devastadoras no campo de batalha.
Logo depois, Guilherme inicia a invasão da Inglaterra pelo sul. A série constrói a chegada normanda quase como um evento apocalíptico. Aldeias são queimadas, populações inteiras fogem e o reino mergulha em caos absoluto enquanto o exército inglês tenta se reorganizar.
A Batalha de Hastings ocupa o clímax da temporada. O episódio utiliza longas sequências de combate para mostrar o desgaste dos soldados, o colapso das estratégias militares e a transformação de Harold em uma figura praticamente condenada desde o início do confronto.
A morte de Harold encerra a guerra e abre caminho para a coroação de Guilherme como novo rei da Inglaterra. A série termina mostrando as consequências humanas da conquista normanda, incluindo famílias destruídas, exilados políticos e o surgimento de uma nova ordem no reino.
Quem está no elenco da série?
Além de Nikolaj Coster-Waldau e James Norton, a produção reúne nomes conhecidos da televisão britânica e europeia. Emily Beecham interpreta Edith, companheira de Harold e uma das personagens emocionalmente mais importantes da trama. Já Clémence Poésy vive Matilda, esposa de Guilherme e peça fundamental na consolidação política da Normandia. O elenco ainda inclui Geoff Bell como Godwin, patriarca da família Godwinson, além de Elliot Cowan, Luther Ford, Bo Bragason e Bjarne Henriksen.
A série tenta ser fiel à história?
Rei e Conquistador utiliza acontecimentos históricos reais como base principal, mas faz adaptações dramáticas em vários momentos para ampliar conflitos pessoais e criar relações mais intensas entre os personagens.
A produção recebeu elogios pelas atuações, pelas cenas de batalha e pela reconstrução visual da Inglaterra medieval. Por outro lado, parte da crítica especializada apontou problemas no ritmo da narrativa e questionou algumas mudanças históricas feitas pelo roteiro.
Mesmo assim, a série se destaca pelo cuidado na ambientação. Os figurinos evitam o visual excessivamente fantasioso comum em parte das produções medievais recentes, enquanto as batalhas apostam em confrontos mais brutais e menos estilizados.











