
Entre as novidades da Netflix está Sem Nada a Perder, drama francês que coloca no centro da história uma pergunta difícil de responder: até onde uma mãe iria para salvar a vida do próprio filho? Em vez de buscar respostas fáceis ou criar reviravoltas a cada cena, o filme acompanha uma mulher que vê todos os planos mudarem quando a maternidade, que parecia o início de uma nova fase, passa a ser marcada por uma luta diária.
A protagonista é Jada (Nawell Madani), que realiza o sonho de ter um filho por meio da doação de embriões. Depois de construir a família que sempre desejou, ela recebe uma notícia que muda completamente sua rotina: a criança é diagnosticada com leucemia. A partir daí, cada consulta, cada nova informação e cada dia de espera passam a ter um peso diferente.
O que faz a história seguir por outro caminho?
O filme não gira em torno da doença em si, mas das consequências que ela provoca na vida de Jada. Quando os médicos explicam que um transplante de medula óssea representa a maior chance de tratamento, começa uma corrida contra o tempo para encontrar um doador compatível.
É nesse momento que a narrativa encontra sua força. Em vez de transformar a protagonista em uma personagem perfeita, o roteiro acompanha alguém que toma decisões sob pressão, lida com frustrações e tenta continuar de pé quando as respostas que procura simplesmente não aparecem.
A história evita criar vilões ou conflitos artificiais. O maior obstáculo é justamente aquilo que nenhuma família consegue controlar: o tempo.
Quem está no elenco?
Além de viver Jada, Nawell Madani também divide a direção do longa com Ludovic Colbeau-Justin e assina o roteiro. O elenco conta ainda com Guillaume Gouix (Os Miseráveis, A Noite Devorou o Mundo) e Paul Fouré, que interpreta o filho da protagonista.
Vale colocar na lista?
Sem Nada a Perder não é um filme construído para arrancar lágrimas a qualquer custo. O que prende a atenção é a forma como acompanha uma mãe tentando manter a esperança enquanto tudo ao redor parece caminhar na direção contrária.

























