

A Sessão da Tarde desta segunda, 27 de abril, exibe na TV Globo o filme A Múmia, produção norte-americana lançada originalmente em 2017 que aposta em uma narrativa que une mitologia antiga e acontecimentos contemporâneos. A obra faz parte de uma tentativa da Universal Studios de revitalizar seus clássicos monstros do cinema, trazendo uma nova abordagem para personagens conhecidos do imaginário do terror clássico.
A história se inicia em um passado distante, na antiga Mesopotâmia, onde a personagem Ahmanet é apresentada como uma figura marcada por ambição e desejo de poder. Prestes a realizar um ritual proibido, ela tenta invocar Set, uma entidade associada à morte, com a intenção de dividir o domínio do mundo. No entanto, seus planos são interrompidos antes de se concretizarem. Como consequência de suas ações, ela é condenada a um destino cruel, sendo mumificada ainda viva e selada em uma tumba no deserto, onde permanece esquecida por séculos.
Com o passar do tempo, a tumba de Ahmanet é descoberta nos dias atuais, dando início a uma sequência de eventos que colocam em risco o equilíbrio entre passado e presente. Ao ser acidentalmente libertada, a personagem desperta em um mundo completamente diferente daquele que conhecia, carregando consigo uma força antiga e perigosa. A partir desse momento, a trama acompanha a tentativa de impedir que essa ameaça se espalhe e cause consequências irreversíveis.
No centro dessa história está o personagem interpretado por Tom Cruise, que se vê envolvido diretamente na missão de conter o avanço dessa força sobrenatural. Ao lado dele, Annabelle Wallis interpreta uma figura importante dentro da narrativa, enquanto Sofia Boutella assume o papel de Ahmanet. O elenco ainda conta com nomes como Russell Crowe, Jake Johnson, Marwan Kenzari, Courtney B. Vance e Kim Adis, formando um conjunto de personagens que se entrelaçam ao longo da trama.
A direção do filme ficou a cargo de Alex Kurtzman, que também participou do desenvolvimento da história ao lado de outros roteiristas. A proposta da produção era dar início a um universo cinematográfico compartilhado baseado em personagens clássicos do estúdio, ideia que recebeu o nome de Dark Universe. Esse projeto pretendia reunir diferentes figuras icônicas do terror em uma mesma linha narrativa, criando conexões entre filmes distintos.
Apesar da ambição envolvida, o resultado final não alcançou o impacto esperado. O longa recebeu críticas negativas por parte da imprensa especializada e do público, que apontaram problemas no desenvolvimento da história e na construção narrativa. Outro ponto frequentemente mencionado foi a dificuldade do filme em estabelecer uma identidade consistente dentro da proposta que apresentava.
Em termos de desempenho comercial, “A Múmia” arrecadou cerca de 409 milhões de dólares em bilheteria mundial. Ainda assim, devido aos altos custos de produção e divulgação, o resultado foi considerado abaixo do esperado, gerando prejuízo estimado em aproximadamente 95 milhões de dólares. Esse desempenho influenciou diretamente os planos da Universal para o chamado Dark Universe.
Com a recepção negativa, os planos de expansão desse universo compartilhado foram gradualmente abandonados. Os roteiristas envolvidos no projeto se afastaram das futuras produções relacionadas, e a ideia inicial foi reformulada. A partir disso, o estúdio passou a investir em filmes independentes inspirados nos mesmos personagens, mas sem a intenção de conectá-los em uma única continuidade narrativa. Um dos primeiros exemplos dessa nova abordagem foi “O Homem Invisível”, que adotou uma proposta mais isolada.

Já na terça, 28 de abril, a Globo apresenta o filme brasileiro Os Farofeiros, uma comédia lançada em 2018 que retrata, de forma leve e cheia de confusões, situações comuns das tradicionais viagens de feriado em grupo. A produção acompanha um grupo de colegas de trabalho que decide aproveitar um feriado prolongado em uma casa de praia, mas o que parecia ser um momento de descanso acaba se transformando em uma sequência de problemas inesperados.
Na trama, quatro amigos que trabalham juntos organizam uma viagem para celebrar o feriado de fim de ano. A ideia inicial é simples: alugar uma casa no litoral e aproveitar alguns dias de tranquilidade ao lado das famílias. No entanto, desde a chegada ao destino, o grupo percebe que a realidade é bem diferente do que havia sido combinado. O local não corresponde às expectativas criadas durante o planejamento, e a situação rapidamente foge do controle.
A casa alugada, que deveria ser confortável e bem localizada, se mostra abandonada e em péssimas condições. Além disso, o ambiente ao redor contribui para aumentar o desconforto dos personagens, com praias lotadas e uma série de imprevistos que tornam a estadia cada vez mais caótica. O que era para ser um momento de descanso se transforma em uma verdadeira sequência de confusões, marcada por discussões, mal-entendidos e situações cômicas.
O elenco conta com nomes conhecidos do público brasileiro, como Maurício Manfrini, Cacau Protásio e Danielle Winits, além de outros atores que ajudam a construir o clima leve e exagerado típico da produção. Cada personagem traz uma personalidade diferente, o que contribui para o aumento dos conflitos e para o desenvolvimento das situações inusitadas ao longo da história.
A direção é assinada por Roberto Santucci, cineasta conhecido por outras comédias populares do cinema nacional. O roteiro foi escrito por Paulo Cursino, e a produção ficou a cargo da Camisa Listrada, reforçando o perfil de filme voltado para o grande público, com humor acessível e situações do cotidiano levadas ao extremo.
Ambientado em Maricá, no litoral do Rio de Janeiro, o filme utiliza o cenário de praia como pano de fundo para explorar as tensões entre os personagens. A convivência forçada, somada aos imprevistos da viagem, faz com que segredos e conflitos pessoais venham à tona, aumentando ainda mais a confusão geral. Entre as situações apresentadas, também surge um elemento importante ligado ao ambiente de trabalho dos protagonistas, o que adiciona uma camada extra de tensão à narrativa.
“Os Farofeiros” foi lançado nos cinemas brasileiros em março de 2018 e obteve um desempenho expressivo de público. A produção levou milhões de espectadores às salas de cinema e se consolidou como um dos títulos nacionais de maior alcance naquele ano. Apesar do sucesso comercial, a recepção da crítica foi mais dividida, com observações sobre o uso de estereótipos e fórmulas recorrentes da comédia, embora o elenco tenha sido frequentemente elogiado pela química em cena.

A Sessão da Tarde desta quarta, 29 de abril, exibe Planeta dos Macacos: A Origem, produção norte-americana de 2011 que funciona como ponto de partida para a nova fase da famosa franquia. O longa revisita o início da história que explica como os macacos passam a desenvolver inteligência avançada e a questionar a relação com os humanos.
A narrativa acompanha o cientista Will Rodman, que trabalha em um laboratório de pesquisas com o objetivo de encontrar uma possível cura para o Alzheimer. A motivação do personagem vai além do campo profissional, já que seu pai, Charles, enfrenta os estágios avançados da doença e perde progressivamente suas memórias e autonomia.
Em meio aos testes realizados, Will decide aplicar uma substância experimental em seu pai e também em um filhote de chimpanzé. Os resultados surpreendem: Charles apresenta uma melhora significativa em sua capacidade cognitiva, enquanto o filhote, chamado César, demonstra um nível de inteligência muito superior ao esperado para sua espécie.
Com o tempo, César é criado sob cuidados humanos, mas cresce percebendo que não pertence completamente a esse ambiente. A convivência com pessoas e outros macacos faz com que ele desenvolva uma consciência cada vez mais complexa sobre sua própria existência e sobre a forma como sua espécie é tratada.
A situação se intensifica quando César acaba sendo separado de seu lar após um incidente envolvendo um vizinho. Ele é levado para um centro onde outros primatas são mantidos em confinamento. Nesse novo ambiente, ele passa a conviver com situações de controle e restrição, o que contribui para o surgimento de uma mudança profunda em sua percepção do mundo.
O longa é protagonizado por James Franco, que interpreta o cientista Will Rodman. O elenco também conta com Freida Pinto, John Lithgow, Brian Cox e Tom Felton, além de Andy Serkis, cuja atuação como César, por meio de captura de movimento, se tornou um dos grandes destaques da produção.
A direção ficou a cargo de Rupert Wyatt. O filme foi concebido como um reboot da franquia “Planeta dos Macacos”, funcionando como uma nova origem para a história já conhecida pelo público. Embora tenha inspiração em elementos da obra literária de Pierre Boulle e em filmes anteriores da série, a produção segue um caminho próprio, sem depender diretamente da continuidade original.
Lançado nos cinemas em 2011, o filme teve forte repercussão e se destacou tanto pelo desempenho comercial quanto pela recepção da crítica. Um dos principais elogios foi direcionado ao trabalho técnico, especialmente aos efeitos visuais que deram vida aos personagens primatas com grande realismo e expressividade.
A atuação de Andy Serkis como César também ganhou grande destaque, sendo amplamente reconhecida por sua complexidade emocional, mesmo sendo construída por meio de tecnologia de captura de movimento. Esse desempenho ajudou a ampliar o debate sobre esse tipo de interpretação dentro da indústria cinematográfica.

Na quinta, 30 de abril, o grande destaque é O Diabo Veste Prada, uma das comédias dramáticas mais conhecidas do cinema contemporâneo. Lançado originalmente em 2006, o longa acompanha os bastidores do competitivo universo da moda em Nova York e a intensa relação entre uma chefe exigente e sua jovem assistente.
A história gira em torno de Andy Sachs, uma jovem recém-formada que decide tentar a vida na grande cidade e acaba conseguindo um emprego na renomada revista de moda Runway Magazine, considerada uma das mais influentes do setor. O que parecia uma oportunidade dos sonhos rapidamente se transforma em um grande desafio quando ela passa a trabalhar diretamente com Miranda Priestly, a poderosa e rigorosa editora-chefe da publicação.
Desde o início, Andy percebe que o ambiente de trabalho é muito mais exigente do que imaginava. As demandas constantes, os prazos apertados e o comportamento frio e distante de Miranda fazem com que a jovem precise se adaptar rapidamente para conseguir se manter no cargo. Aos poucos, sua rotina pessoal começa a ser completamente tomada pelas exigências profissionais.
A personagem Miranda Priestly é interpretada por Meryl Streep, cuja atuação se tornou um dos pontos mais elogiados do filme. Ao lado dela, Anne Hathaway dá vida a Andy Sachs, mostrando a transformação da personagem ao longo da história. O elenco ainda conta com Emily Blunt, Stanley Tucci e Adrian Grenier, entre outros nomes que contribuem para o desenvolvimento da trama.
A direção é assinada por David Frankel, com roteiro de Aline Brosh McKenna, baseado no livro homônimo de Lauren Weisberger, publicado em 2003. A adaptação para o cinema conseguiu traduzir o ambiente descrito na obra literária, destacando tanto o glamour quanto a pressão do mundo editorial de moda.
A produção foi realizada pela 20th Century Fox, que adquiriu os direitos do livro antes mesmo de sua publicação. As filmagens ocorreram principalmente em Nova York, entre outubro e dezembro de 2005, com cenas adicionais gravadas em Paris, reforçando o cenário internacional da narrativa.
Após sua estreia nos cinemas em 2006, o filme teve uma recepção positiva da crítica e do público. Um dos principais destaques foi a performance de Meryl Streep, que recebeu diversas indicações a prêmios importantes, incluindo o Oscar e o Globo de Ouro. A atuação de Emily Blunt também foi amplamente reconhecida, consolidando seu nome em Hollywood.
Em termos de bilheteria, o longa foi um grande sucesso comercial, arrecadando mais de 300 milhões de dólares em todo o mundo, contra um orçamento estimado em 41 milhões. Esse desempenho colocou o filme entre as maiores bilheterias do ano de seu lançamento.

Para encerrar a programação da semana, a TV Globo exibe Pica-Pau: O Filme, uma produção que mistura live-action com animação digital e coloca o famoso personagem dos desenhos animados em uma nova aventura no cinema.
Na história, o irreverente Pica-Pau volta a se envolver em confusões ao defender seu território na floresta. O problema começa quando um casal de oportunistas entra em cena com um plano ambicioso: construir uma grande mansão na área onde o personagem vive. O projeto é liderado por Lance Walters e sua namorada Vanessa, que veem no terreno uma oportunidade de lucro rápido com a venda do imóvel após a construção.
O que eles não esperavam era que a região já tinha um morador determinado a não abrir mão de seu lar. Pica-Pau, conhecido por seu comportamento travesso e sua inteligência afiada, passa a reagir às investidas dos invasores, transformando a disputa em uma sequência de situações caóticas e cheias de armadilhas.
O filme traz Eric Bauza na voz original do personagem, enquanto o elenco em live-action conta com nomes como Timothy Omundson, Graham Verchere e Thaila Ayala, que participa da produção representando o Brasil no elenco internacional. A combinação entre atores reais e o personagem animado cria o tom característico da obra, que aposta em humor físico e situações exageradas.
A direção é assinada por Alex Zamm, com roteiro de Dave Krinsky e John Altschuler. A produção é baseada no icônico personagem criado por Walter Lantz em parceria com Ben Hardaway, que se tornou um dos nomes mais reconhecidos da animação clássica ao longo das décadas.
A proposta do filme foi atualizar o universo do Pica-Pau para o cinema contemporâneo, mantendo o estilo caótico e provocador do personagem, mas inserindo-o em um contexto mais moderno. Ao longo da trama, o conflito entre o animal e os personagens humanos se intensifica, sempre em tom de comédia e com uma sequência de reviravoltas.
“Pica-Pau: O Filme” teve uma trajetória de lançamento diferente em cada país. No Brasil, chegou aos cinemas em outubro de 2017, enquanto em outras regiões teve distribuição limitada ou lançamento direto em home video. A produção também passou por um longo processo de desenvolvimento, com mudanças de estúdio e formato ao longo dos anos até chegar à versão final.
As filmagens ocorreram no Canadá, na região de Squamish, em meio a cenários naturais que ajudaram a compor o ambiente da floresta onde a história se passa. A escolha do local contribuiu para dar mais realismo às cenas em que o personagem animado interage com o mundo físico.



















