Tem filme que continua funcionando muitos anos depois da estreia, e O Protetor é um bom exemplo disso. A Globo exibe o longa neste domingo, 19 de julho, no Domingo Maior, dando mais uma chance para quem nunca viu ou quer rever um dos papéis mais marcantes de Denzel Washington.

Lançado em 2014, o filme transformou uma antiga série de TV dos anos 1980 em uma franquia de sucesso no cinema. Só que a história não depende apenas das cenas de ação. O diretor Antoine Fuqua prefere construir a tensão aos poucos, deixando cada confronto acontecer quando realmente faz sentido. Isso faz diferença e ajuda a explicar por que o longa continua sendo lembrado até hoje. As informações são do AdoroCinema.

Quem é Robert McCall?

Robert McCall leva uma vida aparentemente comum em Boston. Trabalha em uma loja de materiais de construção, evita chamar atenção e tenta manter distância do passado como agente de operações especiais.

A rotina muda quando ele conhece Teri, uma adolescente explorada pela máfia russa. Os dois se encontram durante as madrugadas em uma lanchonete, onde McCall passa as noites tentando vencer a insônia. A amizade cresce naturalmente, até que a jovem sofre uma agressão brutal.

É nesse momento que o protagonista decide voltar a fazer aquilo que jurou abandonar. A partir daí, criminosos acostumados a agir sem consequências passam a enfrentar alguém muito mais preparado do que imaginavam.

Por que o filme ainda funciona tão bem?

Boa parte dos filmes de ação tenta resolver tudo com explosões, perseguições e barulho. O Protetor segue outro caminho.

Antes de cada confronto existe preparação. McCall observa o ambiente, calcula o que vai fazer e usa qualquer objeto ao redor como vantagem. Essa escolha deixa as cenas mais criativas e evita aquela sensação de que tudo acontece apenas porque o roteiro precisa.

Outro acerto está no ritmo. O filme não corre para entregar ação a cada cinco minutos. Primeiro apresenta os personagens, cria tensão e só depois acelera. Isso faz com que cada sequência tenha mais impacto.

Denzel Washington segura o filme quase inteiro

É difícil imaginar outro ator no papel de Robert McCall. Denzel Washington constrói um protagonista que fala pouco, observa muito e nunca parece precisar provar que é mais forte do que os adversários.

Sem exagerar nas reações ou transformar McCall em um herói inalcançável, o ator faz com que cada decisão do personagem pareça natural. O resultado é um protagonista que convence muito mais pela inteligência do que pela força.

Ao lado dele estão Chloë Grace Moretz, como Teri, Marton Csokas, no papel do principal antagonista, além de David Harbour, Haley Bennett e Bill Pullman.

Como nasceu a franquia?

Muita gente nem lembra, mas O Protetor nasceu de uma série exibida na televisão americana entre 1985 e 1989.

O desempenho do filme foi suficiente para transformar a história em uma trilogia. Depois vieram O Protetor 2 (2018) e O Protetor 3 (2023), sempre com Denzel Washington no papel principal e Antoine Fuqua na direção.

A parceria entre os dois já havia dado certo em Dia de Treinamento, vencedor do Oscar de Melhor Ator para Washington, e voltou a funcionar aqui com um personagem que conquistou espaço entre os grandes nomes do cinema de ação moderno.

Vale assistir?

Vale, principalmente porque O Protetor não envelheceu da mesma forma que muitos filmes de ação lançados na década passada. A história continua envolvente, as cenas de combate permanecem bem coreografadas e Denzel Washington conduz o filme com a segurança de quem domina completamente o personagem.

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