“A Rede Social – Parte II” | Jeremy Strong pode viver Mark Zuckerberg em nova trama sobre poder

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Depois de mais de uma década, a história do Facebook está pronta para ganhar um novo capítulo nas telas. Aaron Sorkin, roteirista brilhante responsável pelo primeiro filme, está de volta — mas agora também na direção. E o que chama atenção é a escolha provável do ator Jeremy Strong para interpretar Mark Zuckerberg, o homem que transformou uma ideia de dormitório em um império global, com todos os seus acertos e sombras. As informações são do The Hollywood Reporter.

Jeremy Strong, conhecido por sua atuação intensa como Kendall Roy em “Succession”, parece ter o perfil ideal para encarnar o Zuckerberg de hoje: alguém que não é apenas um gênio da tecnologia, mas um executivo às voltas com uma série de desafios éticos, políticas controversas e crises públicas.

Uma nova história para um novo momento

Se o primeiro longa-metragem, lançado em 2010, contava a fundação do Facebook com sua dose de traições, ambição juvenil e disputas judiciais, a continuação parece querer ir além da origem. Desta vez, o foco será o momento em que o Facebook, já gigante, passa por sua maior crise de imagem — quando surgem os chamados “Facebook Files”. Esse é o terreno fértil onde o novo filme deve se situar — um retrato contemporâneo do que significa administrar uma das maiores empresas do mundo digital e encarar as consequências disso.

O novo Zuckerberg

Jeremy não é uma escolha qualquer para interpretar Mark. A complexidade do personagem exige alguém capaz de mostrar tanto a frieza calculista quanto os conflitos internos, as dúvidas e o peso da responsabilidade. Em “Succession”, Strong entregou uma performance cheia de nuances, retratando um herdeiro empresarial marcado por crises pessoais e familiares. Essa experiência deve agregar muito à interpretação do bilionário que, embora poderoso, vive sob constante pressão de defender um império controverso.

Sorkin assume as rédeas

Aaron Sorkin, que escreveu o roteiro do primeiro filme, agora também dirige a sequência. Isso pode ser uma grande vantagem para o projeto. Sorkin é especialista em criar diálogos vivos, personagens intensos e histórias que exploram temas contemporâneos com inteligência e emoção. O diretor mostrou em trabalhos anteriores, como “Os 7 de Chicago”, que sabe conduzir narrativas políticas e dramas corporativos sem perder a humanidade dos personagens. É exatamente isso que o filme precisa para contar uma história tão delicada e atual.

Do campus de Harvard ao Congresso dos EUA

Se no filme original o cenário principal era a universidade, as festas estudantis e os escritórios improvisados, desta vez a narrativa provavelmente vai transitar por salas de audiências no Congresso, escritórios luxuosos da Meta e até reuniões de crise que definem o futuro das redes sociais. É um salto de escala e também de tom — da história pessoal para o impacto global. A Meta não é só uma empresa de tecnologia, mas uma força que influencia vidas, opiniões e decisões em todo o mundo.

Um desafio narrativo

Produzir um filme baseado em eventos recentes e ainda em andamento não é tarefa simples. É preciso equilibrar fatos, narrativas múltiplas e personagens reais, alguns dos quais ainda estão ativos e acompanhando os desdobramentos. Mas o fato de Sorkin assumir o roteiro e a direção sugere que o projeto vai buscar esse equilíbrio com responsabilidade. Afinal, o tema é urgente: as redes sociais já fazem parte do cotidiano e entender seus bastidores é essencial para a nossa era.

Expectativas do público

Muitos espectadores que assistiram ao primeiro filme cresceram e hoje lidam diretamente com os efeitos da cultura digital, do vício em redes sociais e da polarização nas redes. Por isso, “A Rede Social – Parte II” pode ressoar ainda mais forte, oferecendo não só um entretenimento, mas um convite à reflexão.

O que está em jogo é grande: o filme pode ajudar a entender melhor o poder e os limites das plataformas que dominam nossas vidas, além de mostrar os dilemas éticos de quem as controla.

E o que vem pela frente?

Por enquanto, pouco se sabe sobre a data de estreia ou se veremos algum retorno do elenco original. O que está claro é que “A Rede Social – Parte II” vai se diferenciar da produção de 2010, trazendo uma narrativa mais madura, crítica e alinhada com os debates atuais.

Saiba qual filme vai passar no “Cine Aventura” deste sábado (02/08)

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A linha entre ficção científica e drama familiar se dissolve em Kin, filme que será exibido neste sábado, 2 de agosto de 2025, às 15h15, no Cine Aventura, da Record TV. Lançado originalmente em 2018, o longa dos irmãos Josh e Jonathan Baker propõe mais do que cenas de ação e efeitos especiais: trata-se de uma história sobre laços, perdas, identidades e segundas chances — tudo sob o pano de fundo de um universo onde tecnologia alienígena e crime urbano colidem.

Estrelado por Myles Truitt, Jack Reynor, Zoë Kravitz e com participação de Carrie Coon, o filme conquistou uma legião de fãs especialmente entre os apreciadores de ficções que priorizam emoção tanto quanto adrenalina. Embora não tenha sido um sucesso de bilheteria na época, Kin encontrou nova vida nos streamings e hoje é considerado um dos filmes cult mais curiosos da década passada.

Laços que vão além do sangue

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, tudo começa em Detroit, com Eli, um garoto de 14 anos que, para ajudar nas contas de casa, costuma vasculhar prédios abandonados em busca de sucata. Numa dessas explorações, ele encontra algo inusitado: os restos de um combate estranho, com corpos blindados e uma arma que parece saída de outro planeta. Curioso, ele leva o objeto para casa, sem imaginar o quanto sua vida está prestes a virar do avesso.

Logo depois, seu irmão mais velho, Jimmy, retorna para casa após cumprir pena. Os dois mal se conhecem — são ligados apenas pelo pai adotivo, um homem rígido que tenta, à sua maneira, manter a família nos trilhos. Mas Jimmy carrega segredos perigosos e uma dívida com criminosos locais. Em pouco tempo, ele e Eli são obrigados a fugir. Com a arma misteriosa a tiracolo e bandidos implacáveis em seu encalço, os irmãos embarcam em uma jornada cheia de reviravoltas — e também de reconexão.

Um elenco que emociona com sutileza

Myles Truitt (de Stranger Things e BMF) dá vida a Eli com uma sensibilidade impressionante. Ele equilibra curiosidade e vulnerabilidade, criando um personagem com quem é fácil se identificar — afinal, quem nunca quis pertencer a algum lugar? Já Jack Reynor (Midsommar, Transformers: A Era da Extinção) é Jimmy, o irmão que tenta consertar erros do passado. Em sua jornada, vemos o peso da culpa e o desejo de proteção que se revela aos poucos. É uma atuação sincera, crua, sem firulas.

Completando o trio principal está Zoë Kravitz (Big Little Lies, The Batman), como Milly, uma mulher que também foge de seus próprios fantasmas e encontra nos irmãos uma improvável nova família. Carrie Coon (The Leftovers, Fargo) interpreta a agente do FBI que tenta compreender o mistério por trás da arma e das ações de Eli — uma personagem que representa o olhar externo sobre essa relação tão delicada entre irmãos.

Uma trilha sonora que acompanha o coração da história

O clima sonoro do filme é embalado pela banda escocesa Mogwai, conhecida por criar atmosferas densas e emocionantes. A trilha não serve apenas de fundo: ela pulsa junto com as escolhas dos personagens. É ela que guia o espectador pelo mistério, pela tensão e, sobretudo, pelo afeto.

Do fracasso de bilheteria ao sucesso cult

Lançado nos Estados Unidos em agosto de 2018, o filme não teve uma boa recepção comercial. Com um orçamento de US$ 30 milhões, arrecadou apenas US$ 10 milhões ao redor do mundo. Parte da crítica achou o tom do filme inconsistente — difícil de classificar. Mas talvez esse seja justamente seu maior mérito: Kin não é fácil de rotular, e por isso conquistou seu público aos poucos.

Em 2021, por exemplo, o filme se tornou um dos títulos mais assistidos na Netflix da Coreia do Sul — uma surpresa que só reforça seu apelo emocional global. Nas redes sociais, Kin é frequentemente lembrado como uma “joia escondida” da ficção científica moderna.

Uma história sobre coragem, conexão e escolhas

Com direção segura dos irmãos Baker — que já haviam desenvolvido o conceito no curta-metragem Bag Man —, o filme encontra seu tom ao combinar o fantástico com o íntimo. A história fala de alienígenas, sim, mas também de abandono. Fala de armas de outro mundo, mas principalmente de como um menino perdido pode encontrar no irmão, mesmo imperfeito, uma razão para continuar.

Onde posso assistir?

Se você quer assistir ao filme além da exibição na Record TV, há outras opções disponíveis no streaming. O longa está incluído no catálogo da Netflix, disponível para assinantes da plataforma. Para quem prefere o aluguel digital, é possível assistir a “Kin” pelo Prime Video, com valores a partir de R$ 11,90. Vale conferir também outros serviços de vídeo sob demanda, que podem disponibilizar o título para aluguel ou compra.

Dirigido por Chris Stuckmann, “A Maldição de Shelby Oaks” ganha novo pôster

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Quando o passado bate à porta, nem sempre é com boas lembranças. Às vezes, ele vem com olhos escuros, sombras nos cantos e uma pergunta sem resposta: e se aquilo que você acreditava ser fruto da imaginação… fosse real?

É essa tensão entre memória e realidade que guia “A Maldição de Shelby Oaks” (The Haunting of Shelby Oaks), o novo longa de terror da NEON que chega aos cinemas brasileiros no dia 30 de outubro, em plena temporada de Halloween. Com direção de Chris Stuckmann — crítico de cinema que estreia atrás das câmeras em um projeto autoral — e um elenco que mistura nomes consagrados como Keith David (Eles Vivem, O Enigma de Outro Mundo, Crash – Estranhos Prazeres, Requiem para um Sonho), Camille Sullivan (Hunter Hunter, Inteligência Artificial: Acesso Restrito, The Disappearance) e Robin Bartlett (Uma Babá Quase Perfeita, Requiem para um Sonho, Contágio), o filme já chega cercado de expectativas, especialmente após o lançamento do novo pôster e a promessa do primeiro trailer para esta sexta-feira (1º de agosto).

Um terror que nasce da obsessão

A história gira em torno de Mia, uma mulher que nunca superou o desaparecimento misterioso da irmã anos atrás. O tempo passou, mas a dor ficou. E mais do que isso: se transformou em um tipo peculiar de compulsão. À medida que ela revisita os lugares da infância, relê cartas, assiste a vídeos antigos e se reconecta com pessoas do passado, Mia começa a reconstruir uma narrativa que parecia enterrada — e encontra algo que não esperava: indícios de que o “amigo imaginário” demoníaco da infância talvez nunca tenha sido só imaginação.

Stuckmann, que se inspirou em vídeos virais, relatos de desaparecimentos reais e registros de fenômenos paranormais para construir o roteiro, aposta num terror atmosférico, psicológico, quase paranoico. A dúvida que conduz o espectador não é apenas “o que aconteceu com a irmã?”, mas “em que ponto a sanidade de Mia começa a desmoronar?”. O diretor propõe um jogo mental constante, onde o espectador se vê preso à mesma armadilha que a protagonista: entre querer descobrir a verdade e temer que ela seja pior do que qualquer suposição.

O nascimento de uma maldição moderna

O projeto de Shelby Oaks começou como uma proposta ousada de cinema independente. Financiado inicialmente via crowdfunding, o filme chamou a atenção não apenas pela mobilização dos fãs de terror na internet, mas pelo estilo narrativo que prometia algo diferente do susto fácil e das fórmulas convencionais. Foi aí que a NEON entrou na jogada, assumindo a produção e garantindo um lançamento internacional.

O diretor Chris Stuckmann, que durante anos acumulou milhões de visualizações em seu canal do YouTube comentando filmes de todos os gêneros, queria fazer mais do que homenagear os clássicos. Ele queria construir algo próprio. E para isso, mergulhou em uma narrativa que mistura as tensões da perda com o horror do desconhecido. Segundo ele, “o filme não é sobre monstros debaixo da cama. É sobre os monstros que criamos para sobreviver à dor.”

Com um orçamento de US$ 5 milhões, A Maldição de Shelby Oaks é modesto em escala, mas ambicioso em proposta. As locações foram escolhidas a dedo para evocar uma sensação de decadência suburbana, onde o tempo parece parado e as casas guardam mais segredos do que histórias felizes. Os elementos sobrenaturais surgem aos poucos, sempre sob o véu da dúvida, nunca completamente explícitos — o que contribui para a atmosfera sufocante e tensa do filme.

Elenco afiado e tensão constante

No papel principal, Camille Sullivan entrega uma performance intensa e contida como Mia. Sua atuação carrega o peso do luto, da inquietação e da gradual descida à obsessão com uma sutileza rara no gênero. Não é uma “final girl” típica: é uma mulher madura, marcada, em pedaços, mas com uma fúria interior que beira o desespero. Keith David, por sua vez, interpreta um enigmático personagem do passado da irmã desaparecida — e rouba cada cena em que aparece. Robin Bartlett, veterana de teatro e televisão, encarna uma figura ambígua, que pode ou não ser chave na trama do desaparecimento.

Com 99 minutos de duração, o filme evita o excesso e não se rende a soluções fáceis. Nada de sustos gratuitos ou efeitos digitais espalhafatosos: Shelby Oaks aposta na sugestão, na trilha sonora incômoda, nos ruídos fora do quadro e nos silêncios densos. O medo vem daquilo que não se vê, daquilo que não se sabe — e daquilo que se sente quando se está sozinho num quarto escuro e há algo olhando de volta.

Um Halloween com cara de trauma

A estreia marcada para 30 de outubro não é coincidência. Em meio ao circuito de Halloween, onde longas como Jogos Mortais: Renascimento e A Entidade 3 disputarão atenção nas salas, o novo filme pode surpreender como a alternativa mais psicológica e angustiante da temporada. Um filme que não aposta na quantidade de sangue, mas na profundidade das feridas.

A Diamond Films, responsável pela distribuição no Brasil, promete uma campanha voltada aos fãs de suspense e mistério, além de sessões especiais com debates sobre saúde mental, luto e a tênue linha entre realidade e delírio. Não à toa: embora o filme se enquadre no gênero de terror, sua alma é essencialmente dramática.

Um diretor que conhece o medo — por dentro

O nome Chris Stuckmann ainda pode não ser familiar para quem não acompanha os bastidores do cinema online, mas o americano tem se tornado uma voz relevante. Depois de anos como crítico, ele decidiu aplicar seu conhecimento em prática — e o resultado, pelo que os primeiros comentários apontam, é um terror maduro, íntimo e surpreendente.

Em entrevistas recentes, Stuckmann revelou que muitas das ideias de Shelby Oaks surgiram de seus próprios pesadelos e de experiências de infância que ele costumava ignorar. “Não é uma história autobiográfica, mas os medos são meus”, disse ele.

Essa proximidade com o tema ajuda a explicar o tom sincero e desconcertante do longa. Ao invés de se esconder atrás de máscaras ou criaturas sobrenaturais elaboradas, Shelby Oaks escancara um tipo de terror mais raro: o medo de não saber se estamos perdendo alguém — ou a nós mesmos.

O que podemos esperar?

Com estreia confirmada no Brasil para o dia 30 de outubro, o longa-metragem promete ser um dos destaques do terror em 2025, sobretudo para quem prefere sustos que fiquem na cabeça por dias, não apenas no corpo por segundos. E o trailer, que chega nesta sexta-feira, 1º de agosto, deve dar as primeiras pistas da jornada sinistra de Mia e da escuridão que habita a cidade (e a mente) de Shelby Oaks.

“Criaturas da Mente” | Documentário de Marcelo Gomes ultrapassa 10 mil ingressos e se firma como um dos mais vistos de 2025

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Existe um tipo de filme que a gente não apenas assiste — a gente atravessa. “Criaturas da Mente”, novo documentário dirigido por Marcelo Gomes, é exatamente isso: uma travessia. De telas para dentro da pele. Do visível para o simbólico. Da lógica científica para a sabedoria esquecida. Um filme que caminha com os pés no chão da floresta, mas com os olhos voltados para o que mora do lado de dentro: nossos sonhos.

Nas últimas treze semanas, o longa já foi visto por mais de 10 mil pessoas, conquistando espaço entre os documentários mais assistidos do ano, segundo a Comscore Brasil. Em vez de cifras explosivas ou campanhas massivas, a força de “Criaturas da Mente” se espalha de boca em boca, como quem compartilha um segredo antigo que finalmente voltou à superfície.

A mente que sonha é também corpo que lembra

A jornada começa com Sidarta Ribeiro, neurocientista de fala mansa e pensamento expansivo, conhecido por seu trabalho sobre sono e sonhos. Mas não é ele quem carrega o filme — é o sonho em si. O longa nos leva por caminhos inesperados: não há apenas dados, experimentos ou estatísticas, mas sim encontros, saberes, escutas. É a ciência estendendo a mão para tradições ancestrais e dizendo: “eu também quero entender”.

As conversas com Mãe Beth de Oxum, Ailton Krenak, Mizziara de Paiva, Marcelo Leite, Ana Flávia Mendonça, entre outras vozes, ampliam esse terreno. Em vez de substituir uma lógica por outra, o filme constrói pontes. E em cada uma delas, o sonho aparece como bússola — uma linguagem que não precisa ser traduzida, apenas sentida.

Um filme que não tem pressa

Marcelo Gomes nunca foi um diretor de respostas fáceis. E aqui ele vai ainda mais fundo. Em “Criaturas da Mente”, há silêncio, pausa, contemplação. A narrativa se desenrola com o tempo das coisas vivas — o tempo da memória, da intuição, da escuta.

Com imagens densas, mas delicadas, e uma trilha sonora que se insinua mais do que se impõe, a obra convida o espectador a não apenas olhar, mas a estar presente. Há momentos em que a imagem simplesmente respira. E essa escolha de deixar o tempo fluir é o que transforma o filme em uma experiência quase meditativa.

Um país que pensa com o coração

Mais do que tratar do inconsciente, o documentário fala de um Brasil profundo. Um Brasil que sonha com tambor, que conversa com as águas, que dança enquanto pensa. Um país que por muito tempo foi retratado como folclórico, mas que aqui ganha voz com a autoridade que lhe é devida.

Ao colocar a espiritualidade como parte legítima do conhecimento, o filme escancara uma ferida: por que sempre fomos ensinados a desconfiar de tudo que não vem da Europa ou dos livros acadêmicos? “Criaturas da Mente” não responde — mas também não se cala. Ele mostra. E o que se vê é um mosaico de saberes que pulsa, que sangra, que sonha junto.

Resistência nas entrelinhas

Em meio a tantas camadas, há também o gesto político de filmar. Marcelo Gomes, em entrevistas, lembra que tanto a ciência quanto o cinema sofreram duros ataques nos últimos anos. Financiamentos cortados, pesquisadores desacreditados, artistas silenciados. “Esse documentário é uma resposta. É o cinema dizendo: a gente não parou”, afirmou o diretor.

E ele tem razão. O filme se afirma não apenas como obra de arte, mas como testemunho de um tempo em que sonhar foi visto como fraqueza. Agora, é reerguido como potência.

A produção é assinada por João Moreira Salles e Maria Carlota Bruno, pela VideoFilmes, em parceria com Globo Filmes, GloboNews e Carnaval Filmes — uma união que mistura o afeto do cinema autoral com a estrutura de grandes distribuidoras.

Sessões como rituais

Talvez por tocar algo tão íntimo e ao mesmo tempo tão coletivo, “Criaturas da Mente” tenha conquistado seu público de forma quase silenciosa. Esgotando sessões pontuais, como um culto delicado à memória onírica que o filme desperta.

Entre 31 de julho e 7 de agosto, segue em cartaz em três cidades:

  • São Paulo: Espaço Petrobras de Cinema Augusta, todos os dias às 18h
  • Salvador: Cinema do Museu (Circuito Saladearte), dias 3/8 (14h) e 4/8 (13h)
  • João Pessoa: Cine Bangüê, sessão única no dia 31/7, às 20h30

“Queen Lear” | Claudia Alencar reina em série brasileira que conquista o mundo com tragédia urbana e poder queer

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A série “Queen Lear”, uma produção original do Canal Demais, tem conquistado espaço e reverência onde quer que passe. Em meio a um cenário ainda conservador e desigual no audiovisual nacional, a obra se destaca por sua ousadia: trazer Shakespeare para o universo das milícias, das quebradas e das vozes dissidentes. O resultado é uma tragédia contemporânea com sotaque, suor, e um grito coletivo por reconhecimento.

É impossível ignorar a força estética, política e emocional que emana da obra. Com Claudia Alencar à frente do elenco, a série já é apontada como um divisor de águas na representação LGBTQIAPN+ nas telas. E não é para menos: o projeto soma prêmios internacionais, uma base de fãs fervorosa e cinco indicações no prestigiado Festival MT Queer Premia 2025.

Uma rainha feita de pólvora e amor

Claudia Alencar brilha como Lear, uma matriarca miliciana que decide entregar seu império às três filhas. A premissa, inspirada em King Lear, serve como estopim para uma espiral de traições, feridas antigas e confrontos que vão muito além da disputa de poder. É sobre legado, pertencimento, culpa, afeto e a dor de perder o controle — seja de um território ou de um coração.

Mas o que torna “Queen Lear” especial não é apenas sua trama densa. É a forma como ela se desenrola. Cada cena carrega o peso do cotidiano periférico, do medo institucionalizado, da força das mulheres negras, trans, lésbicas e marginalizadas que há séculos sustentam o Brasil real, mas raramente o protagonizam.

A câmera não apenas observa — ela mergulha. A favela é palácio. O beco, labirinto psicológico. A trilha sonora, uma sinfonia entre batidas de rap, funk, sirenes e silêncios que ecoam tanto quanto os diálogos.

Reconhecimento global para uma obra local

“Queen Lear” já foi ovacionada em festivais como o Cusco Webfest (Peru), onde venceu como Melhor Série de Drama, e no LA Webfest (EUA), onde arrebatou os prêmios de Melhor Edição e novamente Melhor Série de Drama. Também figurou nas seleções oficiais do Apulia Webfest (Itália), New Jersey Webfest, e NZ Webfest (Nova Zelândia).

O feito mais simbólico veio com o terceiro lugar na Copa do Mundo das Webséries, um dos prêmios mais disputados do circuito independente. Para um projeto sem apoio das grandes plataformas, feito com recursos próprios e alma coletiva, esse reconhecimento soa como um grito de vitória.

Agora, o Brasil também aplaude. No Festival MT Queer Premia 2025, que será realizado em outubro, a série é uma das mais indicadas. Disputa as categorias de Melhor Websérie, Direção, Roteiro, e duas indicações de atuação: Claudia Alencar e Giul Abreu, que também se destaca em uma das filhas da rainha.

Um grito que vem das margens

Para Quentin Lewis, criador, roteirista e diretor da série, a obra é mais do que uma adaptação — é uma resposta. “A gente se apropriou de uma tragédia branca, europeia, cisnormativa, e devolveu com sotaque, gíria e vivência periférica. Não é sobre imitar Shakespeare, é sobre rasgá-lo e costurar de novo, com nossas linhas”, diz. Quentin faz questão de lembrar que a obra é também coletiva. “Nosso elenco é formado majoritariamente por artistas trans, pretos, de origem periférica. A série é uma mistura de currículo e militância. Cada rosto na tela carrega mais que técnica — carrega urgência.” Essa urgência reverbera no texto, na direção, na trilha. “Queen Lear” é visceral, como a realidade que retrata. E se emociona, não é por dó ou tragédia estética. É porque é real. Dói, pulsa e grita.

Um elenco que é revolução

Além de Claudia Alencar, soberba como a Lear tropical, a série reúne nomes da cena alternativa que imprimem verdade em cada frame. Giul Abreu entrega um dos trabalhos mais intensos do ano, vivendo uma das herdeiras do trono com camadas emocionais que vão do amor ferido à sede de justiça. Outros nomes em destaque incluem Mariana Lewis, Will Crispin, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Wagnera e Simone Viana. Um grupo que representa, de fato, o Brasil fora da bolha — diverso, criativo, talentoso, e ainda pouco reconhecido nos grandes meios.

Fora do streaming, dentro do coração do público

Apesar do sucesso internacional, a produção ainda não foi lançada oficialmente em nenhuma plataforma de streaming. A produção segue circulando exclusivamente por festivais, o que não impediu que criasse uma legião de fãs. A página do Canal Demais nas redes sociais virou ponto de encontro para quem acompanha trailers, trechos vazados, bastidores e até trechos de roteiro. A espera pela estreia oficial só amplifica o fascínio: o desejo é coletivo, a expectativa é nacional. Negociações com distribuidoras — nacionais e estrangeiras — estão em andamento. Mas o time criativo deixa claro que a prioridade é encontrar uma vitrine que respeite a potência política e poética da obra.

Shakespeare da laje

O grande mérito da série talvez seja este: não tentar domesticar Shakespeare para o Brasil, mas sim transformar a tragédia clássica em instrumento de denúncia, arte e reconexão com a nossa ancestralidade e resistência. A série fala de dor, mas também de ternura. De violência, mas também de afeto. De sangue, mas também de poesia. É um épico sem cavalo branco, sem castelo, sem herói — mas com muita coragem. E é por isso que, mesmo antes de chegar ao grande público, “Queen Lear” já é histórica. Porque mais do que contar uma boa história, ela provoca, escancara e emociona. No fim das contas, não é sobre Shakespeare. É sobre nós.

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” revela trailer final e prepara o público para uma despedida sombria

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Tem histórias que não nascem para acabar em silêncio. Elas precisam se despedir em voz alta, em um sussurro sombrio no meio da noite, entre cruzes viradas, luzes piscando e um arrepio que ninguém consegue explicar. É exatamente isso que promete “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, o capítulo final da saga de Ed e Lorraine Warren, que chega aos cinemas no dia 5 de setembro com o peso e o privilégio de encerrar uma das franquias mais queridas do cinema de terror contemporâneo.

Com a estreia do trailer final nesta quinta-feira (31) — que você confere logo abaixo — os fãs já podem perceber o clima de despedida: intenso, pessoal e carregado de tensão espiritual. A proposta do filme vai além de provocar sustos; ele quer emocionar. E talvez, no fundo, nos fazer entender que o verdadeiro terror nem sempre está nos demônios, mas sim naquilo que não conseguimos ver… só sentir.

Um adeus ao casal que enfrentou o além

Foram mais de dez anos, três filmes principais e outros seis derivados, mas nenhum personagem cativou tanto quanto o casal Warren, interpretado com dedicação visceral por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Eles não eram apenas investigadores do oculto. Eram marido e mulher, parceiros na vida e no além, unidos por uma fé que foi colocada à prova a cada caso, a cada grito no escuro.

Agora, em “O Último Ritual”, os dois retornam mais vulneráveis do que nunca. Lorraine começa a sentir que sua conexão com o mundo espiritual está se tornando um fardo. Ed, por sua vez, sente o peso físico e emocional dos anos dedicados a enfrentar o mal. O novo caso, descrito como “o mais perigoso e íntimo de suas vidas”, parece ser o último desafio — um que talvez não se resolva apenas com orações e crucifixos.

Judy Warren assume o centro da história

Uma das surpresas do novo filme é o destaque dado a Judy Warren, filha do casal. Interpretada agora por Mia Tomlinson, Judy já não é mais a menina assustada de antes. Ela cresceu. E agora, com seu namorado Tony Spera (vivido por Ben Hardy), se vê no meio do novo pesadelo que ameaça não apenas os pais, mas tudo que eles construíram.

O trailer sugere que a fé de Judy será posta à prova de uma forma jamais vista na franquia. Afinal, crescer cercada por bonecas amaldiçoadas, fitas de exorcismo e uma sala trancada cheia de artefatos diabólicos deixa cicatrizes — algumas que só se revelam quando o mal decide voltar.

Bastidores com clima de despedida

As filmagens aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024. Segundo relatos da equipe, o clima nos bastidores era quase cerimonial. Diretores, produtores e elenco sabiam que estavam escrevendo o ponto final de uma história que mexeu com o público como poucas outras.

O diretor Michael Chaves, que também comandou A Maldição da Chorona e Invocação do Mal 3, assumiu a responsabilidade com o peso que ela exige. “Esse não é apenas um filme de terror. É uma carta de despedida. Um testamento”, declarou ele em entrevistas.

A trilha sonora, composta por Benjamin Wallfisch, volta com aqueles acordes que calafriam a espinha e deixam a tensão à flor da pele. Mas desta vez, a música também traz notas melancólicas, como se cada cena fosse o último ato de uma peça que não quer ser esquecida.

O medo que virou fenômeno

Quando Invocação do Mal estreou em 2013, dirigido por James Wan, ninguém imaginava que um simples caso de possessão nos anos 1970 se tornaria o estopim de um universo cinematográfico tão vasto. De lá para cá, o público foi apresentado à boneca Annabelle, à freira demoníaca Valak, à maldição da Chorona e à própria história por trás dos Warrens reais.

Mais do que gritos no cinema, a saga se tornou um fenômeno cultural, despertando o interesse por espiritualidade, ocultismo e fé como poucas obras conseguiram. Podcasts foram criados para analisar cada detalhe. Canais do YouTube investigaram os casos reais. A sala de relíquias dos Warrens se tornou quase um ponto turístico espiritual.

E agora, depois de tudo isso, o último filme chega com a missão de não apenas fechar o ciclo, mas honrar tudo o que veio antes.

Um enredo ainda misterioso

A Warner Bros. tem mantido o enredo sob segredo, mas sabe-se que o novo caso investigado por Ed e Lorraine será mais pessoal do que qualquer outro. Não se trata apenas de salvar uma família, mas de proteger o legado de sua própria fé. Há rumores de que o filme aborda um culto demoníaco infiltrado em instituições religiosas, o que colocaria em xeque tudo aquilo que os Warren sempre defenderam.

No centro do conflito, estão visões aterrorizantes, aparições com rostos familiares e uma entidade que parece conhecer os medos mais profundos de cada personagem. O mal, desta vez, não vem de fora — ele nasceu dentro do próprio sagrado.

Último ritual, últimos fantasmas

Se você acompanhou a saga desde o começo, prepare-se para reencontros. O filme contará com o retorno do Padre Gordon (Steve Coulter), figura importante nos filmes anteriores, além do carismático Drew (Shannon Kook), braço direito dos Warrens. É quase como reunir a família para um último jantar — só que cercado por velas tremeluzentes, sombras nos corredores e um crucifixo virado.

Há também nomes novos no elenco, como Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy e Beau Gadsdon, sugerindo que o novo caso envolverá várias camadas de vítimas e testemunhas.

Mas uma ausência já confirmada é a de Sterling Jerins, que interpretava Judy nas versões anteriores. A mudança de atriz representa não apenas um salto temporal, mas uma Judy madura, capaz de encarar seus próprios demônios.

A despedida de uma geração

Assim como Harry Potter marcou uma geração com sua despedida em “Relíquias da Morte”, e Vingadores: Ultimato encerrou um ciclo épico para os heróis da Marvel, “O Último Ritual” carrega esse mesmo peso emocional para os fãs do terror. Estamos falando de personagens que nos acompanharam por mais de uma década, que cresceram conosco — e que agora precisam ser deixados partir.

Mas o terror, como a fé, nunca desaparece. Ele apenas muda de forma. E talvez, ao final do filme, a maior lição seja essa: os fantasmas nunca estão apenas do lado de fora. Às vezes, o que mais nos assusta vive dentro da gente.

Uma nova era à espreita?

Apesar de o filme ser anunciado como o capítulo final da saga dos Warrens, James Wan já deixou claro que isso não significa o fim do universo “Invocação do Mal”. Há especulações sobre possíveis spin-offs com Judy, sobre histórias derivadas da sala de artefatos ou até mesmo prequels que explorem os primeiros casos do casal.

Mas por enquanto, tudo é silêncio. Um silêncio denso, pesado, como o que antecede o último ritual. Como o silêncio que paira antes da luz apagar.

O que resta dizer?

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” não chega como apenas mais um capítulo de sustos e possessões. Ele se apresenta como uma despedida íntima, quase como um abraço silencioso entre os criadores e o público que cresceu junto com essa história. Durante mais de uma década, Ed e Lorraine Warren foram mais do que caçadores de fantasmas — foram guias em meio ao desconhecido, luzes acesas no breu da tela, símbolos de uma fé que resistia mesmo quando tudo parecia perdido. Agora, com o fim à vista, não é só o cinema que se despede deles — somos nós. E ainda que a projeção termine, os ensinamentos, os silêncios e a coragem que eles deixaram continuarão ecoando em cada um que, um dia, enfrentou o escuro e escolheu acreditar.

“NINJA GAIDEN: Ragebound” é lançado oficialmente para PC e principais consoles

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Se tem um nome que, para muitos gamers, representa desafio na medida certa, ação com alma e aquela pitada de nostalgia que aquece o coração, é NINJA GAIDEN. A série, que marcou época no passado, volta agora com tudo em NINJA GAIDEN: Ragebound, um jogo novinho em folha que mistura o melhor do passado com uma pegada modernizada, sem perder a essência.

Lançado agora em várias plataformas, incluindo PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e 5, e Xbox Series X|S, o título já chegou cortando caminho, prometendo uma experiência intensa para os fãs antigos e uma porta de entrada bacana para quem nunca teve a chance de encarar as batalhas ferozes do universo ninja.

A História que Você Vai Viver

Logo de cara, o jogo te joga numa trama que é uma verdadeira continuação da história original do NINJA GAIDEN do velho Nintendinho. Só que aqui, quem assume o protagonismo é Kenji Mozu, um jovem ninja que precisa lidar com um problema bem sério: o véu entre o mundo humano e o reino demoníaco está se rompendo, deixando tudo um caos.

Enquanto o lendário Ryu Hayabusa saiu para vingar a morte do pai, Kenji precisa pegar o bastão e entrar na briga. E ele não estará sozinho: do seu lado está Kumori, uma kunoichi habilidosa de um clã rival. O que parecia um relacionamento impossível, cheio de rivalidade e desconfiança, vai se transformar numa parceria de vida ou morte — afinal, se quiserem sobreviver, vão precisar unir forças.

Essa combinação de drama, rivalidade e cumplicidade deixa a história muito mais rica e dá um tempero humano que faz o jogador se importar de verdade com cada etapa da jornada.

Jogabilidade Que Faz o Coração Bater Forte

Mas o que é um jogo de ninja sem uma jogabilidade afiada como uma katana? Em Ragebound, tudo gira em torno de combates frenéticos, movimentação rápida e plataforma que desafia até os dedos mais ágeis. Aqui não tem moleza — cada inimigo, cada chefe monstruoso vai fazer você suar para sair vivo.

O legal é que o jogo consegue trazer toda essa dificuldade clássica, mas sem aquela sensação de frustração que alguns jogos antigos tinham. A jogabilidade é fluida, os controles respondem com precisão e, ao mesmo tempo, você sente que está no comando de um guerreiro verdadeiro, que precisa pensar rápido, agir com estratégia e aproveitar cada segundo para atacar ou se esquivar.

Além disso, tem toda aquela pegada de explorar o cenário, buscar colecionáveis e melhorar suas habilidades ninja. Não é só sair cortando tudo — o jogo recompensa quem se dedica, quem presta atenção nos detalhes e gosta de ir atrás dos segredos escondidos.

Um Banho de Nostalgia com Visual Moderno

Se tem uma coisa que os fãs vão amar é o cuidado com a arte do jogo. A pixel art aqui não é só um “revival” simples — é um trabalho detalhado, vibrante, que consegue capturar a atmosfera dos clássicos em 2D, mas com uma riqueza de detalhes que só a tecnologia atual pode proporcionar.

Os ambientes são belíssimos, com cenários que parecem ter saído de um desenho animado japonês antigo, só que com cores vivas e animações fluidas. Os inimigos e chefões, então, impressionam pelo design assustador e ameaçador, tudo para deixar o clima tenso e empolgante.

E não para por aí: a trilha sonora traz de volta nomes lendários da música dos primeiros jogos NINJA GAIDEN, com o toque moderno do compositor Sergio de Prado, famoso por seu trabalho em Blasphemous. O resultado é uma trilha que não só embala as batalhas, mas faz o coração do jogador acelerar junto com a ação.

Para Quem é Esse Jogo?

Se você é daqueles que gostam de desafios que dão gosto, que adoram passar horas aprendendo cada padrão dos chefões e que curtem jogos que não têm medo de fazer você morrer algumas vezes — mas sempre com vontade de tentar de novo — NINJA GAIDEN: Ragebound foi feito para você.

Mas não pense que só os “hardcores” vão curtir. O jogo tem um equilíbrio interessante, permitindo que jogadores menos experientes também aproveitem a história, o visual e a jogabilidade, ajustando a dificuldade ou focando nas missões principais.

Se você nunca entrou no mundo de NINJA GAIDEN, essa é uma chance perfeita para começar, sem aquela barreira do visual ultrapassado ou controles complicados. É uma porta de entrada super acessível para uma série que já é cultuada há décadas.

Onde e Como Jogar

O melhor de tudo? Você pode escolher como quer encarar a aventura. Ragebound está disponível para quase todas as plataformas modernas, do PC ao Switch, passando pelo PlayStation e Xbox — perfeito para jogar na TV ou no portátil, no sofá ou no metrô.

E tem promoção rolando até o começo de agosto: o preço do lançamento está com 10% de desconto, então vale a pena aproveitar esse incentivo para começar a treinar sua katana virtual.

“Hipertensão” | Clássico dos anos 80 da autora Ivani Ribeiro chega ao Globoplay Novelas em setembro

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Foto: Arquivo/ TV Globo

Se você gosta de novelas que mexem com o coração, despertam curiosidade e trazem personagens que ficam na memória, no dia 1º de setembro, o Globoplay Novelas vai resgatar uma joia da teledramaturgia brasileira que ficou guardada por quase 40 anos. Estamos falando de Hipertensão, uma novela que marcou época, escrita pela talentosa Ivani Ribeiro, com um elenco que é puro talento e uma história que mistura mistério, drama e muito afeto.

Para quem não conhece, essa novela é daquelas que parecem feitas sob medida para quem ama um enredo cheio de segredos, com personagens que convivem com o peso do passado, mas que também sonham com o futuro. E o melhor: tudo isso ambientado na pacata e encantadora cidade fictícia de Rio Belo, onde as emoções se misturam entre a simplicidade da vida no interior e os dramas profundos que só as grandes histórias conseguem contar.

Imagine só a cena: três homens morando juntos em uma fazenda, tentando seguir a vida depois da perda das mulheres que amavam — e ainda por cima, essas mulheres eram irmãs trigêmeas! É assim que começa a trama de Hipertensão. Napoleão, Candinho e Romeu, interpretados por grandes nomes da nossa dramaturgia, compartilham essa vida de lembranças, memórias e também de muita convivência diária.

A rotina desses personagens é interrompida quando chega a cidade um grupo de artistas mambembes, uma trupe de teatro itinerante que traz frescor e novas perspectivas para Rio Belo. Entre eles está Carina, uma jovem atriz que mexe com os sentimentos dos três homens — e não é para menos. Carina é praticamente a cópia das irmãs trigêmeas que eles perderam, e esse detalhe desperta uma série de dúvidas e mistérios: será que um deles é seu pai? Como isso pode ser possível?

Esse segredo — que se desenrola lentamente, episódio após episódio — é o motor que move a novela, criando um clima de suspense e emoção que mantém a gente grudado na tela.

Apesar de toda a tensão e do mistério, a trama é uma história que fala profundamente sobre família. Ela mostra como o amor pode permanecer, mesmo após a perda, e como a esperança pode se renovar quando menos se espera.

A novela traz ainda um crime misterioso — o assassinato de Luzia — que cria uma teia de suspeitos, tensões e segredos. Cada personagem tem sua história, seus motivos e seu jeito particular de lidar com o acontecimento, o que deixa tudo ainda mais envolvente.

Quem já viu sabe que é impossível não se emocionar com a luta de Odete, mãe de Luzia, que busca justiça e, ao mesmo tempo, tenta lidar com a dor imensa da perda. Também é impossível não se apaixonar pelo radialista Túlio, que tem seu próprio jeito de amar e proteger aqueles que lhe são caros.

Um dos grandes diferenciais de Hipertensão é o elenco. Com nomes como Paulo Gracindo, Ary Fontoura, Cláudio Corrêa e Castro, Maria Zilda Bethlem, Elizabeth Savalla e tantos outros, a novela é uma verdadeira aula de interpretação. Muitos desses atores se tornaram ícones da televisão brasileira, e assistir a essa novela é como ter uma aula sobre a arte de atuar.

Para quem gosta de conhecer o trabalho dos veteranos e também quer ver nomes que continuaram brilhando no cenário atual, essa é uma chance imperdível. O carisma e a entrega desses artistas fazem toda a diferença na construção dessa história tão envolvente.

Por que Hipertensão ainda fala com a gente, mesmo depois de tantos anos?

É curioso pensar que uma novela escrita e exibida em meados dos anos 80 consegue ainda hoje tocar temas tão presentes na vida real. A busca por identidade, a reconstrução da família, o enfrentamento da perda e a sede por justiça são sentimentos universais que não têm prazo de validade.

Além disso, o cenário da pequena cidade – com suas tradições, fofocas, alianças e rivalidades – traz uma atmosfera que muita gente reconhece e sente saudade. É aquele lugar onde todo mundo se conhece, mas onde cada um esconde suas próprias dores.

E o melhor é que a narrativa, apesar de clássica, não envelheceu. Os mistérios continuam surpreendendo, e o jeito como a história é contada faz com que a gente se conecte com cada personagem, com suas dúvidas, medos e sonhos.

Onde e como assistir

Se você quer embarcar nessa viagem no tempo e se apaixonar por uma novela que combina drama, mistério e emoção, basta assinar o Globoplay e sintonizar o canal Globoplay Novelas a partir do dia 1º de setembro.

A novela vai ao ar de segunda a sexta, às 14h30, com reprises à noite, além de maratonas especiais aos domingos — para quem prefere ver tudo de uma vez só.

Lumena, Babi Xavier, D’Black e outros famosos se enfrentam no “Acerte ou Caia!” deste domingo (03/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Todo domingo à tarde, a tela da Record vira palco de risadas, adrenalina e muita torcida com o “Acerte ou Caia!”. O game show, apresentado com muito carisma e aquele toque de tensão dramática, desafia celebridades a manterem o equilíbrio – literal e metafórico – para escapar dos buracos do palco e garantir um prêmio que pode chegar a impressionantes R$ 300 mil. Neste domingo, 3 de agosto, o elenco promete agitar o programa com carisma, histórias curiosas, quedas inesperadas e aquela vibe de “meu Deus, ela vai cair?!”.

Entre veteranos da televisão, astros da música, influenciadores digitais e até ex-participantes de realities da própria emissora, o time de estrelas foi escolhido a dedo para garantir bons momentos diante das câmeras – e também nas redes sociais, onde o programa costuma render memes instantâneos e muitos comentários divertidos. Agora, vamos conhecer os competidores da vez, com suas trajetórias, seus desafios e as apostas do público. Será que alguém vai surpreender e escapar de todas as armadilhas do palco?

Adriana Ferrari – do interior de SP para o palco… e agora para a prova do buraco?

Começamos com Adriana Ferrari, atriz que ganhou projeção nacional após vencer um concurso de beleza em um programa dominical em 1994. Natural de Capivari, no interior paulista, Adriana trocou os números da contabilidade pelos roteiros de humor e as novelas. Desde então, coleciona participações em programas e se firmou como um rosto conhecido da TV. Com seu jeitinho cativante e experiência nos palcos, ela entra no jogo como uma das apostas do público mais saudosista. Mas será que a vivência artística vai ajudar quando a plataforma tremer?

Babi Xavier – veterana dos palcos, dos realities e agora dos buracos

Quem também promete dar o que falar é Babi Xavier. A atriz e apresentadora, que começou nos anos 90 e fez de tudo um pouco – de novela a rádio, passando por reality rural e podcast –, carrega no currículo produções como “Os Mutantes”, “José do Egito” e “Os Dez Mandamentos”. Hoje, comanda o podcast Dejavi, onde entrevista celebridades com leveza e profundidade. Carismática, elegante e com uma longa jornada na TV, Babi chega no “Acerte ou Caia!” com a confiança de quem já passou por muita coisa. Mas… será que ela está pronta para esse tipo de tombo?

Bolachinha – o humor cearense na mira do buraco

Você ouviu o nome Bolachinha e já sorriu? Então está no time dos que lembram com carinho dos tempos de Show do Tom. Paulo Sérgio Miranda, o eterno Bolachinha, foi parceiro de cena de Tom Cavalcante em momentos inesquecíveis do humor televisivo. Hoje, com uma base fiel de fãs nas redes sociais e vídeos que viralizam com facilidade, ele carrega o espírito leve e brincalhão da comédia cearense. A pergunta que fica: quem ri por último escapa do buraco? Estamos prestes a descobrir!

Daniel Saullo – pai de quatro, influenciador e guerreiro dos realities

De um reality a outro: Daniel Saullo é um rosto conhecido de quem acompanha competições televisivas. Ele ficou famoso ao participar, em 2006, de um dos realities mais famosos do Brasil, onde conheceu Mariana Felício, com quem está junto até hoje. O casal retornou às telinhas no Power Couple Brasil 4, ficando com o segundo lugar. Hoje, Daniel é pai dedicado e influenciador de lifestyle familiar. Vai encarar o “Acerte ou Caia!” com a mesma garra de sempre? E mais importante: vai se manter em pé até o fim?

D’Black – o veterano dos realities em busca de mais uma vitória

Se existe alguém versado em reality show, esse alguém é D’Black. O cantor de voz potente e carisma inegável já venceu o Dancing Brasil 5, participou do Power Couple 3 e também esteve em A Fazenda 16. Agora, ele troca os palcos musicais e os realities de convivência pela disputa acirrada do “Acerte ou Caia!”. Com hits como “Sem Ar” e “1 Minuto”, D’Black conquistou corações pelo Brasil. Resta saber se vai conquistar também a vitória no game show mais escorregadio da TV.

Éder Miguel – o pagodeiro do Doce Encontro também quer os R$ 300 mil

Com mais de 15 milhões de ouvintes nas plataformas digitais, o Doce Encontro já tem lugar cativo nas playlists dos fãs de pagode. E quem representa a banda nesse desafio é Éder Miguel, vocalista talentoso e carismático. Seu estilo musical envolvente já provou que conquista corações – agora, será que também conquista os jurados, a plateia e escapa do buraco? Quem sabe o swing do pagode ajude a manter o equilíbrio!

Lumena Aleluia – a psicóloga mais comentada dos realities volta ao jogo

Polêmica, intensa e inteligente, Lumena Aleluia ficou famosa após sua passagem marcante em um grande reality show em 2021. Depois, ainda teve uma rápida (e controversa) participação no Paiol de A Fazenda 15, sem conseguir vaga na sede. Psicóloga de formação e influenciadora com mais de 1 milhão de seguidores, Lumena volta ao jogo com a chance de mostrar uma nova faceta – quem sabe, mais leve, mais divertida… e mais equilibrada, literalmente. Será que desta vez ela vai “autorizar” o próprio sucesso?

Márcia Freire – o axé no comando da adrenalina

Prepare-se para muito axé e energia contagiante com Márcia Freire, que fez história como vocalista da banda Cheiro de Amor por 13 anos. Com hits como “Vai sacudir, vai abalar”, Márcia tem molejo de sobra – o que pode ser uma vantagem na hora de manter o equilíbrio no palco do “Acerte ou Caia!”. Dona de uma presença de palco poderosa e carisma que atravessa gerações, ela pode ser uma surpresa muito positiva na disputa. Será que o gingado do carnaval vai funcionar em pleno domingo à tarde?

Marlon & Maicon – sertanejo em dose dupla, desafio em dose tripla

Uma das duplas sertanejas mais queridas dos anos 2000, Marlon e Maicon fizeram história com seus sucessos românticos e parcerias musicais. Marlon, inclusive, é figura carimbada da RECORD: participou de A Fazenda 4 e do Power Couple 3. Apesar da pausa oficial da dupla em 2018, eles seguem com o carisma de sempre – e a química dos irmãos, que promete render momentos hilários (e talvez desastrosos) no palco do game show. Será que a harmonia dos palcos musicais se repete no campo das perguntas e respostas?

Tatiane Melo – beleza, presença digital e coragem para cair… ou vencer

Fechando a lista com chave de ouro, temos Tatiane Melo, influenciadora, atriz e apresentadora com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Alagoana de coração, ela integrou o elenco da segunda edição de A Grande Conquista, mas acabou deixando o reality logo na primeira fase. Agora, tem a chance de brilhar novamente diante das câmeras e provar que sabe muito mais do que posar para fotos: ela quer mostrar agilidade, raciocínio rápido e coragem para encarar o jogo.

Com esse elenco diverso e recheado de histórias marcantes, o “Acerte ou Caia!” promete mais uma edição recheada de emoção e bom humor. A cada rodada, os participantes enfrentam perguntas de conhecimentos gerais – e, caso errem, já sabem o destino: o famoso buraco do palco, que não perdoa nem os mais famosos.

Além da disputa pelo prêmio em dinheiro, o grande atrativo do programa está na mistura de personalidades, nos reencontros inesperados de ex-colegas de reality e, claro, nas reações espontâneas que só um game show ao vivo pode proporcionar.


“Ascensão e Queda dos Faraós” | Nova série do History2 mergulha na vida e no legado dos faraós egípcios

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Foto: Reprodução/ Internet

Você já se perguntou o que tornava um faraó tão temido e reverenciado no Antigo Egito? Como esses líderes eram capazes de inspirar devoção quase divina enquanto governavam com mão firme um império milenar? A partir do dia 6 de agosto, às 22h, o canal History2 convida os curiosos, os apaixonados por história e os caçadores de mitos a embarcar numa viagem épica com a estreia da série “Ascensão e Queda dos Faraós” (Pharaohs: Rise and Fall). Em seis episódios, a produção resgata mais de três mil anos de história — e não economiza em intriga, glória, conquistas e colapsos.

Deuses na Terra ou mestres da propaganda?

Muito antes dos presidentes, imperadores ou reis modernos, havia os faraós. E para o povo egípcio, eles não eram apenas líderes: eram divindades vivas. Essa aura de sacralidade não era por acaso — fazia parte de uma engrenagem política e simbólica que os mantinha no topo por gerações. A obra vai além da superfície das pirâmides e dos sarcófagos dourados. A série investiga como esses governantes usavam templos, monumentos e até arte em pedra para afirmar sua autoridade e se manterem no imaginário coletivo como figuras quase eternas.

E por trás de cada estátua colosal ou mural colorido, havia uma estratégia bem pensada. Como explica um dos especialistas da série, as construções monumentais — que hoje encantam turistas e estudiosos — tinham um papel claro: reforçar a imagem do faraó como alguém inquestionável, conectado diretamente aos deuses. Mais do que fé, era política em alto estilo.

Do primeiro unificador à última rainha

A série começa com Narmer, o primeiro faraó documentado da história egípcia, por volta de 3150 a.C. Foi ele quem teria unificado o Alto e o Baixo Egito — um feito que, na época, representava mais do que controle territorial: era o nascimento de uma nova era. Mas como manter um reino unido pela força? A resposta pode estar em um dos primeiros registros de propaganda já criados pela humanidade: a famosa Paleta de Narmer, um artefato que mostra o faraó literalmente esmagando seus inimigos. Uma imagem poderosa, feita para espalhar temor e respeito.

E assim segue a jornada da série, atravessando os séculos com outras figuras marcantes, como Ramsés II, que deixou como legado monumentos que desafiam o tempo, e chegando até Cleópatra VII — a mulher cuja história ainda hoje divide historiadores entre a lenda e a realidade. Ela foi a última faraó do Egito, e sua queda marcou o fim de uma civilização que, por mais de três mil anos, moldou a ideia de poder absoluto.

Uma história contada com novos olhos

O grande mérito da série é trazer uma abordagem contemporânea a um tema milenar. A série reúne egiptólogos renomados, historiadores e arqueólogos que, com paixão e conhecimento, reconstroem o quebra-cabeça das dinastias egípcias. O foco não está apenas nos feitos — mas também nos erros, nos conflitos internos, nas traições palacianas e nas escolhas políticas que, muitas vezes, aceleraram a ruína de impérios inteiros.

E o melhor: tudo é apresentado com ritmo envolvente, imagens impactantes e reconstituições visuais de tirar o fôlego. É quase como caminhar pelas margens do Nilo há milhares de anos, observando o esplendor dos templos e o burburinho dos mercados enquanto o faraó passa em sua carruagem dourada.

Uma jornada pelo tempo e pelo poder

Mais do que um documentário histórico, Ascensão e Queda dos Faraós é um convite à reflexão sobre como o poder funciona — ontem e hoje. Por que algumas lideranças duram séculos e outras desmoronam rapidamente? Como a imagem de um líder pode ser usada como ferramenta de domínio? E o que resta, no fim das contas, quando a glória passa?

A série não oferece respostas fáceis, mas provoca o espectador a pensar. E faz isso com narrativa cativante, misturando o fascínio do passado com perguntas que ainda ecoam no presente. Se você gosta de história, política, psicologia do poder ou simplesmente quer entender por que até hoje somos hipnotizados pelas pirâmides, essa série é pra você.

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