“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” revela trailer final e prepara o público para uma despedida sombria

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Tem histórias que não nascem para acabar em silêncio. Elas precisam se despedir em voz alta, em um sussurro sombrio no meio da noite, entre cruzes viradas, luzes piscando e um arrepio que ninguém consegue explicar. É exatamente isso que promete “Invocação do Mal 4: O Último Ritual”, o capítulo final da saga de Ed e Lorraine Warren, que chega aos cinemas no dia 5 de setembro com o peso e o privilégio de encerrar uma das franquias mais queridas do cinema de terror contemporâneo.

Com a estreia do trailer final nesta quinta-feira (31) — que você confere logo abaixo — os fãs já podem perceber o clima de despedida: intenso, pessoal e carregado de tensão espiritual. A proposta do filme vai além de provocar sustos; ele quer emocionar. E talvez, no fundo, nos fazer entender que o verdadeiro terror nem sempre está nos demônios, mas sim naquilo que não conseguimos ver… só sentir.

Um adeus ao casal que enfrentou o além

Foram mais de dez anos, três filmes principais e outros seis derivados, mas nenhum personagem cativou tanto quanto o casal Warren, interpretado com dedicação visceral por Vera Farmiga e Patrick Wilson. Eles não eram apenas investigadores do oculto. Eram marido e mulher, parceiros na vida e no além, unidos por uma fé que foi colocada à prova a cada caso, a cada grito no escuro.

Agora, em “O Último Ritual”, os dois retornam mais vulneráveis do que nunca. Lorraine começa a sentir que sua conexão com o mundo espiritual está se tornando um fardo. Ed, por sua vez, sente o peso físico e emocional dos anos dedicados a enfrentar o mal. O novo caso, descrito como “o mais perigoso e íntimo de suas vidas”, parece ser o último desafio — um que talvez não se resolva apenas com orações e crucifixos.

Judy Warren assume o centro da história

Uma das surpresas do novo filme é o destaque dado a Judy Warren, filha do casal. Interpretada agora por Mia Tomlinson, Judy já não é mais a menina assustada de antes. Ela cresceu. E agora, com seu namorado Tony Spera (vivido por Ben Hardy), se vê no meio do novo pesadelo que ameaça não apenas os pais, mas tudo que eles construíram.

O trailer sugere que a fé de Judy será posta à prova de uma forma jamais vista na franquia. Afinal, crescer cercada por bonecas amaldiçoadas, fitas de exorcismo e uma sala trancada cheia de artefatos diabólicos deixa cicatrizes — algumas que só se revelam quando o mal decide voltar.

Bastidores com clima de despedida

As filmagens aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024. Segundo relatos da equipe, o clima nos bastidores era quase cerimonial. Diretores, produtores e elenco sabiam que estavam escrevendo o ponto final de uma história que mexeu com o público como poucas outras.

O diretor Michael Chaves, que também comandou A Maldição da Chorona e Invocação do Mal 3, assumiu a responsabilidade com o peso que ela exige. “Esse não é apenas um filme de terror. É uma carta de despedida. Um testamento”, declarou ele em entrevistas.

A trilha sonora, composta por Benjamin Wallfisch, volta com aqueles acordes que calafriam a espinha e deixam a tensão à flor da pele. Mas desta vez, a música também traz notas melancólicas, como se cada cena fosse o último ato de uma peça que não quer ser esquecida.

O medo que virou fenômeno

Quando Invocação do Mal estreou em 2013, dirigido por James Wan, ninguém imaginava que um simples caso de possessão nos anos 1970 se tornaria o estopim de um universo cinematográfico tão vasto. De lá para cá, o público foi apresentado à boneca Annabelle, à freira demoníaca Valak, à maldição da Chorona e à própria história por trás dos Warrens reais.

Mais do que gritos no cinema, a saga se tornou um fenômeno cultural, despertando o interesse por espiritualidade, ocultismo e fé como poucas obras conseguiram. Podcasts foram criados para analisar cada detalhe. Canais do YouTube investigaram os casos reais. A sala de relíquias dos Warrens se tornou quase um ponto turístico espiritual.

E agora, depois de tudo isso, o último filme chega com a missão de não apenas fechar o ciclo, mas honrar tudo o que veio antes.

Um enredo ainda misterioso

A Warner Bros. tem mantido o enredo sob segredo, mas sabe-se que o novo caso investigado por Ed e Lorraine será mais pessoal do que qualquer outro. Não se trata apenas de salvar uma família, mas de proteger o legado de sua própria fé. Há rumores de que o filme aborda um culto demoníaco infiltrado em instituições religiosas, o que colocaria em xeque tudo aquilo que os Warren sempre defenderam.

No centro do conflito, estão visões aterrorizantes, aparições com rostos familiares e uma entidade que parece conhecer os medos mais profundos de cada personagem. O mal, desta vez, não vem de fora — ele nasceu dentro do próprio sagrado.

Último ritual, últimos fantasmas

Se você acompanhou a saga desde o começo, prepare-se para reencontros. O filme contará com o retorno do Padre Gordon (Steve Coulter), figura importante nos filmes anteriores, além do carismático Drew (Shannon Kook), braço direito dos Warrens. É quase como reunir a família para um último jantar — só que cercado por velas tremeluzentes, sombras nos corredores e um crucifixo virado.

Há também nomes novos no elenco, como Rebecca Calder, Elliot Cowan, Kíla Lord Cassidy e Beau Gadsdon, sugerindo que o novo caso envolverá várias camadas de vítimas e testemunhas.

Mas uma ausência já confirmada é a de Sterling Jerins, que interpretava Judy nas versões anteriores. A mudança de atriz representa não apenas um salto temporal, mas uma Judy madura, capaz de encarar seus próprios demônios.

A despedida de uma geração

Assim como Harry Potter marcou uma geração com sua despedida em “Relíquias da Morte”, e Vingadores: Ultimato encerrou um ciclo épico para os heróis da Marvel, “O Último Ritual” carrega esse mesmo peso emocional para os fãs do terror. Estamos falando de personagens que nos acompanharam por mais de uma década, que cresceram conosco — e que agora precisam ser deixados partir.

Mas o terror, como a fé, nunca desaparece. Ele apenas muda de forma. E talvez, ao final do filme, a maior lição seja essa: os fantasmas nunca estão apenas do lado de fora. Às vezes, o que mais nos assusta vive dentro da gente.

Uma nova era à espreita?

Apesar de o filme ser anunciado como o capítulo final da saga dos Warrens, James Wan já deixou claro que isso não significa o fim do universo “Invocação do Mal”. Há especulações sobre possíveis spin-offs com Judy, sobre histórias derivadas da sala de artefatos ou até mesmo prequels que explorem os primeiros casos do casal.

Mas por enquanto, tudo é silêncio. Um silêncio denso, pesado, como o que antecede o último ritual. Como o silêncio que paira antes da luz apagar.

O que resta dizer?

“Invocação do Mal 4: O Último Ritual” não chega como apenas mais um capítulo de sustos e possessões. Ele se apresenta como uma despedida íntima, quase como um abraço silencioso entre os criadores e o público que cresceu junto com essa história. Durante mais de uma década, Ed e Lorraine Warren foram mais do que caçadores de fantasmas — foram guias em meio ao desconhecido, luzes acesas no breu da tela, símbolos de uma fé que resistia mesmo quando tudo parecia perdido. Agora, com o fim à vista, não é só o cinema que se despede deles — somos nós. E ainda que a projeção termine, os ensinamentos, os silêncios e a coragem que eles deixaram continuarão ecoando em cada um que, um dia, enfrentou o escuro e escolheu acreditar.

“NINJA GAIDEN: Ragebound” é lançado oficialmente para PC e principais consoles

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Se tem um nome que, para muitos gamers, representa desafio na medida certa, ação com alma e aquela pitada de nostalgia que aquece o coração, é NINJA GAIDEN. A série, que marcou época no passado, volta agora com tudo em NINJA GAIDEN: Ragebound, um jogo novinho em folha que mistura o melhor do passado com uma pegada modernizada, sem perder a essência.

Lançado agora em várias plataformas, incluindo PC, Nintendo Switch, PlayStation 4 e 5, e Xbox Series X|S, o título já chegou cortando caminho, prometendo uma experiência intensa para os fãs antigos e uma porta de entrada bacana para quem nunca teve a chance de encarar as batalhas ferozes do universo ninja.

A História que Você Vai Viver

Logo de cara, o jogo te joga numa trama que é uma verdadeira continuação da história original do NINJA GAIDEN do velho Nintendinho. Só que aqui, quem assume o protagonismo é Kenji Mozu, um jovem ninja que precisa lidar com um problema bem sério: o véu entre o mundo humano e o reino demoníaco está se rompendo, deixando tudo um caos.

Enquanto o lendário Ryu Hayabusa saiu para vingar a morte do pai, Kenji precisa pegar o bastão e entrar na briga. E ele não estará sozinho: do seu lado está Kumori, uma kunoichi habilidosa de um clã rival. O que parecia um relacionamento impossível, cheio de rivalidade e desconfiança, vai se transformar numa parceria de vida ou morte — afinal, se quiserem sobreviver, vão precisar unir forças.

Essa combinação de drama, rivalidade e cumplicidade deixa a história muito mais rica e dá um tempero humano que faz o jogador se importar de verdade com cada etapa da jornada.

Jogabilidade Que Faz o Coração Bater Forte

Mas o que é um jogo de ninja sem uma jogabilidade afiada como uma katana? Em Ragebound, tudo gira em torno de combates frenéticos, movimentação rápida e plataforma que desafia até os dedos mais ágeis. Aqui não tem moleza — cada inimigo, cada chefe monstruoso vai fazer você suar para sair vivo.

O legal é que o jogo consegue trazer toda essa dificuldade clássica, mas sem aquela sensação de frustração que alguns jogos antigos tinham. A jogabilidade é fluida, os controles respondem com precisão e, ao mesmo tempo, você sente que está no comando de um guerreiro verdadeiro, que precisa pensar rápido, agir com estratégia e aproveitar cada segundo para atacar ou se esquivar.

Além disso, tem toda aquela pegada de explorar o cenário, buscar colecionáveis e melhorar suas habilidades ninja. Não é só sair cortando tudo — o jogo recompensa quem se dedica, quem presta atenção nos detalhes e gosta de ir atrás dos segredos escondidos.

Um Banho de Nostalgia com Visual Moderno

Se tem uma coisa que os fãs vão amar é o cuidado com a arte do jogo. A pixel art aqui não é só um “revival” simples — é um trabalho detalhado, vibrante, que consegue capturar a atmosfera dos clássicos em 2D, mas com uma riqueza de detalhes que só a tecnologia atual pode proporcionar.

Os ambientes são belíssimos, com cenários que parecem ter saído de um desenho animado japonês antigo, só que com cores vivas e animações fluidas. Os inimigos e chefões, então, impressionam pelo design assustador e ameaçador, tudo para deixar o clima tenso e empolgante.

E não para por aí: a trilha sonora traz de volta nomes lendários da música dos primeiros jogos NINJA GAIDEN, com o toque moderno do compositor Sergio de Prado, famoso por seu trabalho em Blasphemous. O resultado é uma trilha que não só embala as batalhas, mas faz o coração do jogador acelerar junto com a ação.

Para Quem é Esse Jogo?

Se você é daqueles que gostam de desafios que dão gosto, que adoram passar horas aprendendo cada padrão dos chefões e que curtem jogos que não têm medo de fazer você morrer algumas vezes — mas sempre com vontade de tentar de novo — NINJA GAIDEN: Ragebound foi feito para você.

Mas não pense que só os “hardcores” vão curtir. O jogo tem um equilíbrio interessante, permitindo que jogadores menos experientes também aproveitem a história, o visual e a jogabilidade, ajustando a dificuldade ou focando nas missões principais.

Se você nunca entrou no mundo de NINJA GAIDEN, essa é uma chance perfeita para começar, sem aquela barreira do visual ultrapassado ou controles complicados. É uma porta de entrada super acessível para uma série que já é cultuada há décadas.

Onde e Como Jogar

O melhor de tudo? Você pode escolher como quer encarar a aventura. Ragebound está disponível para quase todas as plataformas modernas, do PC ao Switch, passando pelo PlayStation e Xbox — perfeito para jogar na TV ou no portátil, no sofá ou no metrô.

E tem promoção rolando até o começo de agosto: o preço do lançamento está com 10% de desconto, então vale a pena aproveitar esse incentivo para começar a treinar sua katana virtual.

“Hipertensão” | Clássico dos anos 80 da autora Ivani Ribeiro chega ao Globoplay Novelas em setembro

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Foto: Arquivo/ TV Globo

Se você gosta de novelas que mexem com o coração, despertam curiosidade e trazem personagens que ficam na memória, no dia 1º de setembro, o Globoplay Novelas vai resgatar uma joia da teledramaturgia brasileira que ficou guardada por quase 40 anos. Estamos falando de Hipertensão, uma novela que marcou época, escrita pela talentosa Ivani Ribeiro, com um elenco que é puro talento e uma história que mistura mistério, drama e muito afeto.

Para quem não conhece, essa novela é daquelas que parecem feitas sob medida para quem ama um enredo cheio de segredos, com personagens que convivem com o peso do passado, mas que também sonham com o futuro. E o melhor: tudo isso ambientado na pacata e encantadora cidade fictícia de Rio Belo, onde as emoções se misturam entre a simplicidade da vida no interior e os dramas profundos que só as grandes histórias conseguem contar.

Imagine só a cena: três homens morando juntos em uma fazenda, tentando seguir a vida depois da perda das mulheres que amavam — e ainda por cima, essas mulheres eram irmãs trigêmeas! É assim que começa a trama de Hipertensão. Napoleão, Candinho e Romeu, interpretados por grandes nomes da nossa dramaturgia, compartilham essa vida de lembranças, memórias e também de muita convivência diária.

A rotina desses personagens é interrompida quando chega a cidade um grupo de artistas mambembes, uma trupe de teatro itinerante que traz frescor e novas perspectivas para Rio Belo. Entre eles está Carina, uma jovem atriz que mexe com os sentimentos dos três homens — e não é para menos. Carina é praticamente a cópia das irmãs trigêmeas que eles perderam, e esse detalhe desperta uma série de dúvidas e mistérios: será que um deles é seu pai? Como isso pode ser possível?

Esse segredo — que se desenrola lentamente, episódio após episódio — é o motor que move a novela, criando um clima de suspense e emoção que mantém a gente grudado na tela.

Apesar de toda a tensão e do mistério, a trama é uma história que fala profundamente sobre família. Ela mostra como o amor pode permanecer, mesmo após a perda, e como a esperança pode se renovar quando menos se espera.

A novela traz ainda um crime misterioso — o assassinato de Luzia — que cria uma teia de suspeitos, tensões e segredos. Cada personagem tem sua história, seus motivos e seu jeito particular de lidar com o acontecimento, o que deixa tudo ainda mais envolvente.

Quem já viu sabe que é impossível não se emocionar com a luta de Odete, mãe de Luzia, que busca justiça e, ao mesmo tempo, tenta lidar com a dor imensa da perda. Também é impossível não se apaixonar pelo radialista Túlio, que tem seu próprio jeito de amar e proteger aqueles que lhe são caros.

Um dos grandes diferenciais de Hipertensão é o elenco. Com nomes como Paulo Gracindo, Ary Fontoura, Cláudio Corrêa e Castro, Maria Zilda Bethlem, Elizabeth Savalla e tantos outros, a novela é uma verdadeira aula de interpretação. Muitos desses atores se tornaram ícones da televisão brasileira, e assistir a essa novela é como ter uma aula sobre a arte de atuar.

Para quem gosta de conhecer o trabalho dos veteranos e também quer ver nomes que continuaram brilhando no cenário atual, essa é uma chance imperdível. O carisma e a entrega desses artistas fazem toda a diferença na construção dessa história tão envolvente.

Por que Hipertensão ainda fala com a gente, mesmo depois de tantos anos?

É curioso pensar que uma novela escrita e exibida em meados dos anos 80 consegue ainda hoje tocar temas tão presentes na vida real. A busca por identidade, a reconstrução da família, o enfrentamento da perda e a sede por justiça são sentimentos universais que não têm prazo de validade.

Além disso, o cenário da pequena cidade – com suas tradições, fofocas, alianças e rivalidades – traz uma atmosfera que muita gente reconhece e sente saudade. É aquele lugar onde todo mundo se conhece, mas onde cada um esconde suas próprias dores.

E o melhor é que a narrativa, apesar de clássica, não envelheceu. Os mistérios continuam surpreendendo, e o jeito como a história é contada faz com que a gente se conecte com cada personagem, com suas dúvidas, medos e sonhos.

Onde e como assistir

Se você quer embarcar nessa viagem no tempo e se apaixonar por uma novela que combina drama, mistério e emoção, basta assinar o Globoplay e sintonizar o canal Globoplay Novelas a partir do dia 1º de setembro.

A novela vai ao ar de segunda a sexta, às 14h30, com reprises à noite, além de maratonas especiais aos domingos — para quem prefere ver tudo de uma vez só.

Lumena, Babi Xavier, D’Black e outros famosos se enfrentam no “Acerte ou Caia!” deste domingo (03/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Todo domingo à tarde, a tela da Record vira palco de risadas, adrenalina e muita torcida com o “Acerte ou Caia!”. O game show, apresentado com muito carisma e aquele toque de tensão dramática, desafia celebridades a manterem o equilíbrio – literal e metafórico – para escapar dos buracos do palco e garantir um prêmio que pode chegar a impressionantes R$ 300 mil. Neste domingo, 3 de agosto, o elenco promete agitar o programa com carisma, histórias curiosas, quedas inesperadas e aquela vibe de “meu Deus, ela vai cair?!”.

Entre veteranos da televisão, astros da música, influenciadores digitais e até ex-participantes de realities da própria emissora, o time de estrelas foi escolhido a dedo para garantir bons momentos diante das câmeras – e também nas redes sociais, onde o programa costuma render memes instantâneos e muitos comentários divertidos. Agora, vamos conhecer os competidores da vez, com suas trajetórias, seus desafios e as apostas do público. Será que alguém vai surpreender e escapar de todas as armadilhas do palco?

Adriana Ferrari – do interior de SP para o palco… e agora para a prova do buraco?

Começamos com Adriana Ferrari, atriz que ganhou projeção nacional após vencer um concurso de beleza em um programa dominical em 1994. Natural de Capivari, no interior paulista, Adriana trocou os números da contabilidade pelos roteiros de humor e as novelas. Desde então, coleciona participações em programas e se firmou como um rosto conhecido da TV. Com seu jeitinho cativante e experiência nos palcos, ela entra no jogo como uma das apostas do público mais saudosista. Mas será que a vivência artística vai ajudar quando a plataforma tremer?

Babi Xavier – veterana dos palcos, dos realities e agora dos buracos

Quem também promete dar o que falar é Babi Xavier. A atriz e apresentadora, que começou nos anos 90 e fez de tudo um pouco – de novela a rádio, passando por reality rural e podcast –, carrega no currículo produções como “Os Mutantes”, “José do Egito” e “Os Dez Mandamentos”. Hoje, comanda o podcast Dejavi, onde entrevista celebridades com leveza e profundidade. Carismática, elegante e com uma longa jornada na TV, Babi chega no “Acerte ou Caia!” com a confiança de quem já passou por muita coisa. Mas… será que ela está pronta para esse tipo de tombo?

Bolachinha – o humor cearense na mira do buraco

Você ouviu o nome Bolachinha e já sorriu? Então está no time dos que lembram com carinho dos tempos de Show do Tom. Paulo Sérgio Miranda, o eterno Bolachinha, foi parceiro de cena de Tom Cavalcante em momentos inesquecíveis do humor televisivo. Hoje, com uma base fiel de fãs nas redes sociais e vídeos que viralizam com facilidade, ele carrega o espírito leve e brincalhão da comédia cearense. A pergunta que fica: quem ri por último escapa do buraco? Estamos prestes a descobrir!

Daniel Saullo – pai de quatro, influenciador e guerreiro dos realities

De um reality a outro: Daniel Saullo é um rosto conhecido de quem acompanha competições televisivas. Ele ficou famoso ao participar, em 2006, de um dos realities mais famosos do Brasil, onde conheceu Mariana Felício, com quem está junto até hoje. O casal retornou às telinhas no Power Couple Brasil 4, ficando com o segundo lugar. Hoje, Daniel é pai dedicado e influenciador de lifestyle familiar. Vai encarar o “Acerte ou Caia!” com a mesma garra de sempre? E mais importante: vai se manter em pé até o fim?

D’Black – o veterano dos realities em busca de mais uma vitória

Se existe alguém versado em reality show, esse alguém é D’Black. O cantor de voz potente e carisma inegável já venceu o Dancing Brasil 5, participou do Power Couple 3 e também esteve em A Fazenda 16. Agora, ele troca os palcos musicais e os realities de convivência pela disputa acirrada do “Acerte ou Caia!”. Com hits como “Sem Ar” e “1 Minuto”, D’Black conquistou corações pelo Brasil. Resta saber se vai conquistar também a vitória no game show mais escorregadio da TV.

Éder Miguel – o pagodeiro do Doce Encontro também quer os R$ 300 mil

Com mais de 15 milhões de ouvintes nas plataformas digitais, o Doce Encontro já tem lugar cativo nas playlists dos fãs de pagode. E quem representa a banda nesse desafio é Éder Miguel, vocalista talentoso e carismático. Seu estilo musical envolvente já provou que conquista corações – agora, será que também conquista os jurados, a plateia e escapa do buraco? Quem sabe o swing do pagode ajude a manter o equilíbrio!

Lumena Aleluia – a psicóloga mais comentada dos realities volta ao jogo

Polêmica, intensa e inteligente, Lumena Aleluia ficou famosa após sua passagem marcante em um grande reality show em 2021. Depois, ainda teve uma rápida (e controversa) participação no Paiol de A Fazenda 15, sem conseguir vaga na sede. Psicóloga de formação e influenciadora com mais de 1 milhão de seguidores, Lumena volta ao jogo com a chance de mostrar uma nova faceta – quem sabe, mais leve, mais divertida… e mais equilibrada, literalmente. Será que desta vez ela vai “autorizar” o próprio sucesso?

Márcia Freire – o axé no comando da adrenalina

Prepare-se para muito axé e energia contagiante com Márcia Freire, que fez história como vocalista da banda Cheiro de Amor por 13 anos. Com hits como “Vai sacudir, vai abalar”, Márcia tem molejo de sobra – o que pode ser uma vantagem na hora de manter o equilíbrio no palco do “Acerte ou Caia!”. Dona de uma presença de palco poderosa e carisma que atravessa gerações, ela pode ser uma surpresa muito positiva na disputa. Será que o gingado do carnaval vai funcionar em pleno domingo à tarde?

Marlon & Maicon – sertanejo em dose dupla, desafio em dose tripla

Uma das duplas sertanejas mais queridas dos anos 2000, Marlon e Maicon fizeram história com seus sucessos românticos e parcerias musicais. Marlon, inclusive, é figura carimbada da RECORD: participou de A Fazenda 4 e do Power Couple 3. Apesar da pausa oficial da dupla em 2018, eles seguem com o carisma de sempre – e a química dos irmãos, que promete render momentos hilários (e talvez desastrosos) no palco do game show. Será que a harmonia dos palcos musicais se repete no campo das perguntas e respostas?

Tatiane Melo – beleza, presença digital e coragem para cair… ou vencer

Fechando a lista com chave de ouro, temos Tatiane Melo, influenciadora, atriz e apresentadora com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Alagoana de coração, ela integrou o elenco da segunda edição de A Grande Conquista, mas acabou deixando o reality logo na primeira fase. Agora, tem a chance de brilhar novamente diante das câmeras e provar que sabe muito mais do que posar para fotos: ela quer mostrar agilidade, raciocínio rápido e coragem para encarar o jogo.

Com esse elenco diverso e recheado de histórias marcantes, o “Acerte ou Caia!” promete mais uma edição recheada de emoção e bom humor. A cada rodada, os participantes enfrentam perguntas de conhecimentos gerais – e, caso errem, já sabem o destino: o famoso buraco do palco, que não perdoa nem os mais famosos.

Além da disputa pelo prêmio em dinheiro, o grande atrativo do programa está na mistura de personalidades, nos reencontros inesperados de ex-colegas de reality e, claro, nas reações espontâneas que só um game show ao vivo pode proporcionar.


“Ascensão e Queda dos Faraós” | Nova série do History2 mergulha na vida e no legado dos faraós egípcios

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Você já se perguntou o que tornava um faraó tão temido e reverenciado no Antigo Egito? Como esses líderes eram capazes de inspirar devoção quase divina enquanto governavam com mão firme um império milenar? A partir do dia 6 de agosto, às 22h, o canal History2 convida os curiosos, os apaixonados por história e os caçadores de mitos a embarcar numa viagem épica com a estreia da série “Ascensão e Queda dos Faraós” (Pharaohs: Rise and Fall). Em seis episódios, a produção resgata mais de três mil anos de história — e não economiza em intriga, glória, conquistas e colapsos.

Deuses na Terra ou mestres da propaganda?

Muito antes dos presidentes, imperadores ou reis modernos, havia os faraós. E para o povo egípcio, eles não eram apenas líderes: eram divindades vivas. Essa aura de sacralidade não era por acaso — fazia parte de uma engrenagem política e simbólica que os mantinha no topo por gerações. A obra vai além da superfície das pirâmides e dos sarcófagos dourados. A série investiga como esses governantes usavam templos, monumentos e até arte em pedra para afirmar sua autoridade e se manterem no imaginário coletivo como figuras quase eternas.

E por trás de cada estátua colosal ou mural colorido, havia uma estratégia bem pensada. Como explica um dos especialistas da série, as construções monumentais — que hoje encantam turistas e estudiosos — tinham um papel claro: reforçar a imagem do faraó como alguém inquestionável, conectado diretamente aos deuses. Mais do que fé, era política em alto estilo.

Do primeiro unificador à última rainha

A série começa com Narmer, o primeiro faraó documentado da história egípcia, por volta de 3150 a.C. Foi ele quem teria unificado o Alto e o Baixo Egito — um feito que, na época, representava mais do que controle territorial: era o nascimento de uma nova era. Mas como manter um reino unido pela força? A resposta pode estar em um dos primeiros registros de propaganda já criados pela humanidade: a famosa Paleta de Narmer, um artefato que mostra o faraó literalmente esmagando seus inimigos. Uma imagem poderosa, feita para espalhar temor e respeito.

E assim segue a jornada da série, atravessando os séculos com outras figuras marcantes, como Ramsés II, que deixou como legado monumentos que desafiam o tempo, e chegando até Cleópatra VII — a mulher cuja história ainda hoje divide historiadores entre a lenda e a realidade. Ela foi a última faraó do Egito, e sua queda marcou o fim de uma civilização que, por mais de três mil anos, moldou a ideia de poder absoluto.

Uma história contada com novos olhos

O grande mérito da série é trazer uma abordagem contemporânea a um tema milenar. A série reúne egiptólogos renomados, historiadores e arqueólogos que, com paixão e conhecimento, reconstroem o quebra-cabeça das dinastias egípcias. O foco não está apenas nos feitos — mas também nos erros, nos conflitos internos, nas traições palacianas e nas escolhas políticas que, muitas vezes, aceleraram a ruína de impérios inteiros.

E o melhor: tudo é apresentado com ritmo envolvente, imagens impactantes e reconstituições visuais de tirar o fôlego. É quase como caminhar pelas margens do Nilo há milhares de anos, observando o esplendor dos templos e o burburinho dos mercados enquanto o faraó passa em sua carruagem dourada.

Uma jornada pelo tempo e pelo poder

Mais do que um documentário histórico, Ascensão e Queda dos Faraós é um convite à reflexão sobre como o poder funciona — ontem e hoje. Por que algumas lideranças duram séculos e outras desmoronam rapidamente? Como a imagem de um líder pode ser usada como ferramenta de domínio? E o que resta, no fim das contas, quando a glória passa?

A série não oferece respostas fáceis, mas provoca o espectador a pensar. E faz isso com narrativa cativante, misturando o fascínio do passado com perguntas que ainda ecoam no presente. Se você gosta de história, política, psicologia do poder ou simplesmente quer entender por que até hoje somos hipnotizados pelas pirâmides, essa série é pra você.

Lee Taylor estreia como diretor de cinema em “O Chá”, drama histórico com protagonismo feminino

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Conhecido do grande público por suas atuações marcantes em novelas como Velho Chico, Onde Nascem os Fortes e A Dona do Pedaço, além da elogiada série Irmandade, da Netflix, o ator Lee Taylor agora se prepara para um novo desafio artístico: a direção de seu primeiro longa-metragem. O projeto em questão se chama O Chá e marca um momento especial tanto para a carreira do artista quanto para o cinema brasileiro feito fora do eixo Rio-São Paulo.

Com roteiro assinado pelo Núcleo Artemísia — coletivo formado por três roteiristas da cidade de São José dos Campos, no interior de São Paulo — o filme é uma produção da Master Shot, com financiamento via Lei Paulo Gustavo e ProAC ICMS. O Chá ainda está em fase de pré-produção, mas já chama atenção por sua proposta sensível e por uma abordagem que mistura drama histórico, questões de gênero, identidade e poder.

Uma história de mulheres, memórias e silêncios

Ambientado na São José dos Campos dos anos 1940, o filme gira em torno de Alice, uma arquiteta talentosa cujos projetos urbanos moldaram os caminhos da industrialização local — embora, oficialmente, quem assine as obras seja seu marido. Ao voltar à antiga fazenda da família, Alice reencontra Wilda, mulher que a criou, e se depara com lembranças que há muito estavam soterradas pelo tempo. É nesse retorno que o passado e o presente começam a colidir.

A protagonista será vivida por Marcella Arnulf, que também é uma das roteiristas do filme. No elenco, nomes já conhecidos do público se juntam ao projeto: Luci Pereira, veterana da televisão com passagens por novelas como Caminho das Índias e Travessia; Larissa Nunes, em ascensão com trabalhos recentes em Vidas Bandidas (Disney) e Arcanjo Renegado (Globo); Maurício Destri, lembrado por suas atuações em I Love Paraisópolis e Rensga Hits!; e Marat Descartes, ator de longa trajetória no cinema e nas séries, com destaque recente em Beleza Fatal (Max).

Por que Lee Taylor decidiu dirigir

Em entrevista recente, Lee Taylor explicou os motivos que o levaram a aceitar o convite para dirigir o filme. Segundo ele, foi uma junção de inquietação artística com a força do roteiro. “Me senti provocado, em um bom sentido. Era o tipo de história que eu gostaria de ver no cinema. E também era a chance de me testar, de sair da zona de conforto como ator e assumir esse papel de guia criativo de uma equipe”, afirmou.

Para o diretor estreante, o que mais o tocou no roteiro foi a forma como o enredo lida com temas como memória, pertencimento e poder — tudo isso através da perspectiva de uma protagonista complexa e multifacetada. “É uma história sobre o que deixamos para trás, o que escolhemos esquecer, e o que ressurge quando voltamos aos lugares que moldaram quem somos”, comenta Lee.

Um filme pensado por mulheres

Outro elemento que pesou na decisão de Taylor foi o fato de O Chá ser uma narrativa concebida por mulheres, protagonizada por mulheres e com um olhar profundamente feminino. “Eu sempre tive uma inclinação muito forte por trabalhar com atrizes e dramaturgias femininas. No teatro, quase todas as peças que dirigi tinham mulheres no centro da narrativa. E acho que isso diz muito sobre meu interesse por esse tipo de sensibilidade”, ele confessa.

A parceria com o Núcleo Artemísia — formado por Marcella Arnulf, Lívia de Paiva e Thamyra Thâmara — foi construída com base em diálogo e respeito mútuo. Para Lee, um dos grandes trunfos do projeto é justamente a escuta: “Elas me confiaram a direção de um roteiro que é, antes de tudo, muito íntimo. A responsabilidade é grande, mas também é um presente.”

Cinema feito no interior (com cara de Brasil inteiro)

Gravado em São José dos Campos, o longa tem uma ambição que vai além das fronteiras geográficas da cidade. A ideia é mostrar que o interior também pode ser palco de histórias universais, sem cair em estereótipos ou caricaturas.

“A cidade está no DNA do filme, mas não como pano de fundo. Ela é personagem”, explica Lee. “Queremos que o espectador se conecte com o drama de Alice e perceba que aquele lugar, com seus silêncios, suas tradições e seus conflitos, representa muitas outras cidades brasileiras que viveram ou ainda vivem processos parecidos de transformação.”

E para isso, o time de criação está apostando em uma estética que une o realismo da época com um toque poético. A ideia é usar locações históricas, figurinos de época e fotografia naturalista para recriar os anos 1940 sem abrir mão de uma linguagem moderna e acessível.

Financiamento coletivo e incentivos públicos

O filme está sendo viabilizado através de uma soma de esforços públicos e privados. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo em nível municipal e também pelo ProAC ICMS, permitindo que empresas de São Paulo redirecionem parte de seus impostos para apoiar a obra. Mas, além disso, a equipe lançou uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse, aberta a qualquer pessoa que queira contribuir para tirar o filme do papel.

“A gente acredita que o cinema precisa se abrir mais à participação da sociedade, e o financiamento coletivo é uma forma de criar esse vínculo desde o começo”, comenta uma das roteiristas, Lívia de Paiva. Os apoiadores poderão receber recompensas que vão desde agradecimentos nos créditos até visitas ao set e convites para a pré-estreia.

Quem quiser colaborar pode acessar o link: catarse.me/o_cha_filme.

Isis Valverde abre o coração e mergulha na poesia no “Conversa com Bial” desta sexta, 01/08

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Foto: Reprodução/ Internet

Na televisão, o Brasil já viu Isis Valverde viver de tudo um pouco: mocinhas românticas, mulheres ousadas, figuras misteriosas e até uma sereia apaixonada. Mas, nesta sexta-feira, 1º de agosto, no Conversa com Bial, o público é convidado a conhecer uma outra Isis — aquela que escreve, que sangra em palavras, que revisita memórias para transformar dor em poesia.

Durante o bate-papo com Pedro Bial, Isis apresenta seu segundo livro, Vermelho Rubro, uma coletânea de poemas que nasceu de vivências intensas, afetos antigos, despedidas dolorosas e novas descobertas. É a voz de uma mulher que se permite sentir — e que agora escolhe compartilhar o que antes ficava guardado nos bastidores da alma.

“Vermelho Rubro” — Um livro para dizer o indizível

Na conversa, Isis fala sobre como a escrita virou uma extensão de sua arte. Diferente dos personagens que interpreta nas telas, seus versos são pessoais, íntimos, quase confissões. “Não é um livro para ser perfeito, é um livro para ser verdadeiro”, ela resume, com os olhos brilhando.

Vermelho Rubro reúne textos que falam de amor, luto, maternidade, corpo, silêncio e desejo. Há em cada página uma Isis que poucas pessoas conhecem: sensível, crua, intensa — e ao mesmo tempo em paz com suas imperfeições. “Eu escrevo porque preciso organizar o caos. E às vezes, só a palavra salva.”

Entre as montanhas de Minas e os palcos da vida

Isis nasceu em Aiuruoca, no interior de Minas Gerais, uma cidade pequena, cercada por montanhas, que ela carrega no coração até hoje. Foi ali, no meio do mato, ouvindo as histórias da avó, sentindo o cheiro do café fresco e vendo o tempo passar devagar, que ela aprendeu a observar. “Acho que o artista nasce quando aprende a olhar. E Aiuruoca me ensinou a ver o que o mundo tem de mais bonito e mais triste também.”

Aos 15 anos, mudou-se para Belo Horizonte. Com 18, desembarcou no Rio de Janeiro com a coragem de quem sonha alto. Estudou teatro, fez trabalhos como modelo, correu atrás de testes — até conseguir seu primeiro papel na televisão, como Ana do Véu, no remake de Sinhá Moça. Desde então, a carreira deslanchou: Beleza Pura, Avenida Brasil, Amores Roubados, A Força do Querer, Amor de Mãe… Isis virou rosto conhecido e querida do público brasileiro.

Mas, como ela mesma contou a Bial, nem sempre o brilho das câmeras é suficiente para iluminar os cantos escuros da vida. “A arte me salva desde sempre. Quando a atuação não bastava, eu escrevia. A poesia foi me puxando de volta pra mim.”

Da dor à escrita: poesia como processo de cura

Um dos momentos mais tocantes da entrevista é quando Isis fala sobre o impacto da perda de seu pai, em 2020. Sebastião Rubens Valverde morreu de forma repentina, após um mal súbito durante um passeio de moto. Pouco tempo depois, a atriz também perdeu a avó paterna, com quem era muito apegada.

“Foi um período muito duro. Eu não sabia como lidar. Tudo parecia desmoronar. Escrevi muito nessa época. Não porque queria escrever um livro, mas porque precisava colocar pra fora o que me sufocava.”

Isis compartilha com Bial que foi nesse período, de reclusão, luto e silêncio, que muitos dos poemas de Vermelho Rubro surgiram. Palavras como “ausência”, “raiz”, “tempo” e “mãe” aparecem com frequência nos textos — não como enfeite, mas como âncoras.

Maternidade e renascimentos

Outro ponto que transformou sua vida — e sua escrita — foi o nascimento de seu filho, Rael, em 2018. A maternidade, segundo ela, escancarou emoções novas e profundas. “Ser mãe é renascer e, ao mesmo tempo, se perder um pouco. Você não volta a ser a mesma pessoa nunca mais.”

Os versos de Vermelho Rubro tocam essa experiência com delicadeza e crueza. Falam sobre noites em claro, sobre medo, sobre o corpo que muda, sobre o amor que tudo ocupa. “Eu escrevia de madrugada, entre uma mamada e outra. Às vezes com raiva, às vezes chorando, mas sempre com verdade.”

No programa, Bial lê trechos do livro em voz alta. Isis escuta atenta, emocionada, como se ouvisse suas próprias cicatrizes sendo traduzidas por outro alguém. “É estranho, mas bonito. A poesia é isso: a gente entrega uma parte da gente, e o outro se reconhece ali.”

Fim de ciclos e novas escolhas

Em 2022, após 17 anos de contrato com a TV Globo, Isis decidiu encerrar sua parceria fixa com a emissora. A decisão, segundo ela, foi difícil, mas necessária. “Senti que precisava respirar outros ares. Não era só uma questão profissional, era pessoal também. Eu queria me ouvir.”

Na mesma época, chegou ao fim seu casamento com André Resende, pai de seu filho. Isis se recolheu, viajou, passou um tempo longe dos holofotes. Estudou, escreveu, reencontrou amigos e, como ela diz, se reencontrou consigo mesma.

“Às vezes, a gente precisa se perder um pouco para achar um caminho novo. E esse caminho, pra mim, estava nas palavras.”

Em 2023, a atriz assumiu seu relacionamento com o empresário Marcus Buaiz. Em dezembro de 2024, eles se casaram no civil, e a cerimônia oficial da união aconteceu em maio de 2025. Segundo ela, foi um casamento tranquilo, íntimo, cheio de afeto. “Foi tudo como eu queria: simples, leve, verdadeiro.”

Um futuro aberto — e escrito à mão

Hoje, aos 38 anos, Isis parece viver sua fase mais autoral. Não só nos livros, mas também nas escolhas profissionais e pessoais. Está envolvida em projetos de cinema, fala sobre a possibilidade de dirigir, quer viajar mais, e não descarta voltar às novelas — desde que o papel faça sentido.

Sessão da Tarde traz “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” nesta sexta-feira (01/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta sexta-feira, 1º de agosto de 2025, a Sessão da Tarde traz de volta um dos filmes mais eletrizantes da franquia que conquistou fãs no mundo todo. “Velozes & Furiosos 5: Operação Rio” volta à tela da TV Globo para lembrar por que essa história de ação, velocidade e amizade ainda faz tanta gente vibrar.

Mas não é só isso. Esse quinto filme marcou uma mudança importante na série, que até então era quase toda corrida de rua. Aqui, a coisa fica maior: tem assalto, perseguição, muita explosão e claro, aquele clima intenso do Rio de Janeiro — ou, pelo menos, uma versão muito bem feita dele.

Vamos dar uma volta por essa aventura que mistura adrenalina e emoção, e conhecer os bastidores desse filme que não cansa de acelerar corações.

De perseguição nas ruas para o maior assalto da franquia

Até o quarto filme, “Velozes & Furiosos” era sinônimo das corridas ilegais e da paixão por carros modificados. Mas em “Operação Rio”, a história ganhou uma nova pegada, mais próxima dos grandes filmes de assalto e ação hollywoodianos.

O diretor Justin Lin, que já comandava a franquia desde o terceiro filme, resolveu acelerar em outra direção. Em vez de se concentrar só nas corridas, o foco passou para um grande roubo de 100 milhões de dólares — dinheiro de um empresário corrupto que está no centro de uma trama cheia de tensão.

Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker) e Mia (Jordana Brewster) se veem fugindo da polícia e acabam no Rio, onde planejam esse golpe audacioso. Mas é claro que nada sai simples: muita perseguição, cenas de tirar o fôlego e, claro, aquele cofre gigante sendo arrastado pelas ruas, pra deixar qualquer um grudado na tela.

O Rio como você nunca viu (ou quase isso)

Quem assistiu na época se lembra da beleza das cenas na praia de Ipanema, no Cristo Redentor e em outras paisagens cariocas famosas. Mas, na prática, boa parte das cenas mais explosivas e das favelas foram recriadas em Porto Rico e Atlanta.

Isso aconteceu porque filmar em favelas reais é complicado — tanto para garantir a segurança quanto para controlar a produção. Mesmo assim, o esforço foi grande para deixar tudo com cara do Rio, com direito a casas pintadas, ruas modificadas e todo aquele jeitão brasileiro que a gente reconhece.

Nem só de fãs vive o filme

Apesar de ter conquistado muitos espectadores, o filme também levantou debates. Alguns brasileiros e críticos acharam que a produção exagerou nos estereótipos — apresentando o Rio quase só como um lugar de violência e corrupção.

Por outro lado, muitos defendem que “Operação Rio” é uma obra de ficção, feita para divertir e não para retratar a cidade de forma fiel. Entre os exageros e as licenças artísticas, o filme acabou criando uma imagem que até hoje divide opiniões.

Um elenco que não perde o ritmo

Além dos já conhecidos Vin Diesel e Paul Walker, a chegada de Dwayne Johnson na franquia trouxe uma nova energia. Seu personagem, o agente Luke Hobbs, rapidamente virou um dos favoritos do público — e deu mais peso às cenas de ação.

O elenco conta também com nomes como Ludacris, Tyrese Gibson, Gal Gadot, Jordana Brewster, Joaquim de Almeida e Elsa Pataky, formando um time que mistura carisma, humor e força.

Recorde de bilheteria e legado

“Velozes & Furiosos 5” não foi só um sucesso entre os fãs, mas também quebrou recordes de bilheteria, faturando mais de 625 milhões de dólares ao redor do mundo. Esse resultado abriu caminho para filmes ainda maiores, com efeitos mais elaborados e histórias mais ambiciosas.

Hoje, o filme é visto por muitos como o ponto de virada da franquia, quando ela deixou de ser apenas um filme sobre corridas para se transformar numa verdadeira saga de ação.

O reencontro com Brian O’Conner

Assistir ao filme hoje também tem um significado especial para quem acompanha a saga e sabe da história de Paul Walker. O ator faleceu em 2013, mas seu personagem ainda é lembrado com carinho por fãs e elenco.

Em “Operação Rio”, vemos um Brian mais maduro, preocupado com sua família, tentando construir uma vida estável — e isso deixa o filme com um toque mais humano e emotivo.

Por que assistir de novo?

Mesmo para quem já conhece a história, rever “Velozes & Furiosos 5” é uma experiência que vale a pena. Além da ação, a produção traz momentos que misturam emoção, humor e cenas de tirar o fôlego. Se você gosta de um filme que mistura adrenalina com laços de amizade e que ainda traz o Rio de Janeiro como cenário, esta é a hora perfeita para acelerar junto com Dom e sua turma.

Com Rafael Vitti e o carismático Amendoim, “Caramelo” ganha pôster oficial e promete emocionar no catálogo da Netflix

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Foto: Reprodução/ Internet

Pode se preparar: o Brasil acaba de ganhar um filme para chamar de seu — e com um protagonista que não precisa de fama nem de pedigree para conquistar a gente. Ele tem o pelo dourado, a língua sempre de fora e aquele olhar maroto que já virou símbolo nacional. O nome? Amendoim. E é ele, um vira-lata caramelo, quem promete emocionar o público na mais nova produção brasileira da Netflix: “Caramelo“.

O longa-metragem, que teve suas primeiras imagens e pôster revelados nesta quinta (31), chega como um sopro de ternura e afeto em tempos tão acelerados. Estrelado por Rafael Vitti e dirigido por Diego Freitas, o filme é uma homenagem escancarada a essa figura tão presente na vida dos brasileiros: o cão sem raça definida, que vive nas praças, calçadas, portões de padarias — e nos nossos corações. Abaixo, confira o pôster oficial:

Quando tudo parece desmoronar, um cachorro aparece

Pedro é um jovem chef de cozinha determinado, focado, daqueles que não desistem até conquistar o que querem. E, de fato, ele está prestes a realizar o grande sonho da sua vida: liderar a cozinha de um restaurante renomado. Mas como a vida não costuma seguir o roteiro que a gente imagina, um diagnóstico inesperado atravessa o caminho de Pedro — e tudo aquilo que parecia certo, de repente, vira um enorme ponto de interrogação.

É nesse momento de crise existencial, de angústia e reavaliações, que entra em cena o vira-lata caramelo. Amendoim, como é chamado, surge como um improvável companheiro — e vai se tornando, pouco a pouco, o elo que conecta Pedro de volta ao presente. O que parecia ser só um encontro casual se transforma numa amizade transformadora. Entre latidos, caminhadas, silêncios compartilhados e momentos de pura ternura, Pedro redescobre o que realmente importa.

Não é exagero dizer que o filme promete arrancar lágrimas — mas também muitos sorrisos. Caramelo é aquele tipo de história que a gente assiste com o coração aberto e o lenço por perto. É sobre recomeços, sobre aceitar as curvas da vida e sobre o poder silencioso de um amor que não precisa de palavras.

O carisma de Rafael Vitti e o brilho de Amendoim

Rafael, conhecido por seus papéis em novelas e filmes brasileiros, entrega uma atuação delicada e madura, dando vida a um personagem que carrega camadas de ambição, frustração e ternura. Mas o verdadeiro astro é ele: Amendoim, o vira-lata mais carismático que você vai ver nas telas esse ano. Com seus olhos expressivos e uma presença que mistura travessura e sabedoria, ele rouba a cena — e o coração do espectador.

E não é por acaso que a Netflix escolheu justamente o Dia Nacional do Vira-Lata para divulgar as primeiras imagens do filme. A data, celebrada no Brasil em 25 de julho, reconhece a importância desses cães na cultura e na vida das pessoas. O vira-lata caramelo, em especial, já virou meme, figurinha de WhatsApp, mascote de campanhas públicas e agora, finalmente, protagonista de uma história feita sob medida para ele.

Uma equipe que cuida com afeto — na tela e nos bastidores

Dirigido por Diego Freitas, que já emocionou o público com Depois do Universo, Caramelo é uma produção da Migdal Filmes — e marca a primeira colaboração do estúdio com a Netflix. A ideia original também veio de Diego, que assina o roteiro ao lado de Rod Azevedo e Vitor Brandt, com colaboração de Carolina Castro e consultoria de Marcelo Saback.

O cuidado com os detalhes vai muito além da direção de arte ou da fotografia poética. Um dos pilares da produção foi o bem-estar animal. Para isso, a equipe contou com o trabalho dedicado de Luis Estrelas, treinador de animais e responsável por garantir que Amendoim (e outros cãezinhos do elenco) estivessem sempre confortáveis e seguros. A produção também teve consultoria internacional de Mike Miliotti, que trabalhou recentemente em Garfield – O Filme.

Isso reforça algo fundamental: Caramelo não é só um filme sobre amor — ele é feito com amor. E o respeito aos animais é uma das marcas mais bonitas dessa jornada.

Um elenco que abraça a proposta com entrega e emoção

Além de Rafael Vitti e do cãozinho Amendoim, o elenco reúne nomes que trazem frescor, humor e emoção à trama. Arianne Botelho, Noemia Oliveira, Ademara, Kelzy Ecard, Bruno Vinicius, Roger Gobeth e Olívia Araújo compõem o núcleo principal da história, que mistura drama, leveza e toques de comédia. Cristina Pereira e Carolina Ferraz também fazem participações especiais — e quem também aparece é ninguém menos que a chef Paola Carosella, em uma participação pra lá de simbólica.

A presença de Paola, inclusive, estabelece uma conexão interessante com a profissão do protagonista e com o universo da gastronomia, que aparece com força na trama. As cenas na cozinha são repletas de simbolismo — entre panelas, ingredientes e receitas, Pedro tenta reencontrar o próprio sabor da vida.

Um filme que fala com o Brasil — e sobre o Brasil

O filme tem aquele jeitinho que a gente reconhece: um pouco de humor agridoce, uma paisagem que mistura cidade grande com afetos cotidianos, personagens que falam como a gente e situações que poderiam acontecer com qualquer um de nós.

Mais do que uma história de superação, o filme é uma celebração daquilo que nos move mesmo nos dias difíceis: os laços que criamos. E nesse sentido, Caramelo fala muito sobre o Brasil. Sobre a solidariedade que nasce do nada, sobre os encontros improváveis e, claro, sobre os vira-latas que nos seguem na rua e, de alguma forma, nos escolhem.

Em um país onde milhares de cães vivem em situação de abandono, o filme também carrega uma mensagem de consciência: todos os Amendoins espalhados por aí têm amor de sobra para dar. Basta que alguém olhe para eles com o coração aberto.

Por que você não vai querer perder esse filme?

Porque é um filme que resgata algo essencial — a delicadeza de sentir. Em tempos de correria, cinismo e pressa, Caramelo propõe uma pausa. Ele nos convida a sentar no sofá, talvez com nosso próprio cãozinho no colo, e lembrar que ainda existem histórias simples capazes de nos tocar profundamente.

Com uma produção cuidadosa, atuações envolventes e um protagonista de quatro patas impossível de ignorar, o longa já nasce com cara de queridinho do público. A Netflix ainda não divulgou a data de estreia, mas se você é do tipo que se emociona com filmes como Marley & Eu, Sempre ao Seu Lado ou até mesmo Depois do Universo, prepare o coração.

“Nada”, de Adriano Guimarães, estreia nos cinemas como uma experiência sensorial sobre o tempo, a ausência e o que não se diz

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Hoje, 31 de julho, chega às telonas brasileiras uma obra que não grita, mas sussurra. Que não entrega respostas fáceis, mas convida à contemplação. “Nada”, o primeiro longa-metragem solo de Adriano Guimarães, estreia em cinco capitais — São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte — trazendo uma proposta rara: desacelerar. Escutar. Sentir.

O projeto, que já passou por uma respeitável trajetória em festivais dentro e fora do país, se afasta das fórmulas prontas para apostar num tipo de narrativa que reverbera pela delicadeza. É o tipo de filme que caminha devagar, olha ao redor e encontra beleza até mesmo no que parece insignificante. Um convite à presença, à escuta, ao silêncio.

Muito além da história

A trama gira em torno de Ana, artista plástica interpretada com notável sutileza por Bel Kowarick, que retorna à fazenda da infância para reencontrar a irmã, Tereza (vivida pela dançarina e atriz Denise Stutz), agora fragilizada por uma condição misteriosa que altera sua percepção do real. Mas é importante dizer: este não é um filme que se sustenta por reviravoltas ou explicações racionais. O que interessa aqui não é o “o que” acontece, mas “como” aquilo ecoa dentro da gente.

Adriano não parece preocupado em oferecer clareza — e isso é libertador. Em vez de detalhar, ele insinua. Em vez de narrar com pressa, ele observa. É como se, ao entrar na casa onde Ana cresceu, o público também fosse convidado a respirar mais fundo, a perceber o chiado de um rádio distante, o ranger de uma porta, a brisa cortando a poeira do tempo.

Desde os primeiros quadros, percebemos que NADA pertence a um tipo de cinema raro — aquele que confia na imagem, na pausa, na sugestão. A direção de fotografia de André Carvalheira faz questão de nos manter próximos: o foco nos rostos, nas rachaduras das paredes, no grão da luz que entra pela janela. Um olhar que transforma pequenos detalhes em portais sensoriais.

O desenho de som, assinado por Guile Martins, é uma peça fundamental na engrenagem emocional da obra. Não se trata apenas de acompanhar o que se vê, mas de criar texturas invisíveis. Em muitos momentos, é o som que nos guia, que indica presenças ocultas ou memórias que insistem em permanecer. Há barulhos que parecem vir de dentro da casa… ou de dentro de nós.

O peso do que não está mais ali

Mais do que um reencontro entre irmãs, NADA fala daquilo que se foi — mas nunca deixou de reverberar. A infância, o pai ausente, a própria sanidade que escapa por entre os dedos. É como se o tempo tivesse deixado rastros que não se apagam, fantasmas que não assustam, mas pairam. Invisíveis, porém densos.

A fazenda onde se passa boa parte da ação parece suspensa no tempo, como se resistisse a seguir adiante. E nesse espaço quase imobilizado, os personagens se arrastam entre lembranças e sensações que não sabem nomear. O tempo aqui não corre, ele se dobra.

Para Guimarães, o projeto nasceu de uma inquietação com “memórias que insistem em retornar”, como ele próprio definiu em entrevistas. Não são lembranças escolhidas, mas aquelas que nos invadem sem pedir licença. O filme, portanto, não tenta organizar o passado — ele o acolhe em sua desordem silenciosa.

Literatura, teatro e o invisível

Quem conhece a trajetória do diretor sabe que ele vem do teatro e tem uma forte ligação com a literatura. Isso transparece em NADA, mas não de forma explícita. As influências estão ali, misturadas à poeira da narrativa. Manoel de Barros, por exemplo, aparece como referência — não em citações, mas no espírito de observar grandeza no ínfimo. Já Samuel Beckett ecoa nos silêncios, na repetição, no absurdo cotidiano.

“Quando li o Livro sobre Nada, do Manoel, tive a impressão de que ele estava escrevendo sobre um lugar dentro de mim”, disse Guimarães em uma das exibições do longa. “O filme tem muito disso: coisas que não precisam servir pra nada, mas que são. Que estão ali e pronto.”

Essa percepção do ordinário como extraordinário costura toda a obra. Não há explicação para a condição de Tereza. Tampouco se fala sobre a origem de um dispositivo tecnológico que aparece na trama. Nada é mastigado. E tudo, paradoxalmente, é sentido com força.

Reconhecimento nos festivais e aplauso da crítica

Antes de chegar às salas comerciais, o longa-metragem percorreu um caminho respeitável. No Festival de Cinema de Tiradentes, ainda como projeto em construção, já chamou atenção e levou o prêmio de Work in Progress. No circuito internacional, passou por países como Espanha, Índia, Rússia, Argentina, México e Colômbia, recebendo menções honrosas e prêmios importantes — como o WIP Iberoamericano e o LatAm Cinema, no Festival de Málaga.

No Brasil, brilhou no Festival de Brasília, garantindo os troféus de Melhor Direção, Direção de Arte e Edição de Som — reconhecimento ao cuidado artesanal da obra, feita com precisão quase cirúrgica nos detalhes.

Para o crítico Bruno Carmelo, do Portal Meio Amargo, o longa cria “uma hipnose do olhar”, como se estivéssemos presos em um tempo que não avança. Ele destaca que NADA “não precisa decifrar seus enigmas, apenas sugeri-los”.

Quem vai gostar de assistir?

Não é uma obra para quem busca ação, clímax ou respostas. Talvez, inclusive, provoque incômodo em quem espera por lógica. Mas quem se permitir entrar nesse universo sensorial e subjetivo, muito provavelmente sairá transformado — ou, no mínimo, mexido.

“NADA” é um convite para lidar com o não dito. Com a falta. Com as perguntas que ninguém responde. É para quem já sentiu saudade sem saber do quê. É para quem escutou um barulho e não conseguiu dormir. Para quem carrega lembranças que não se explicam, mas seguem vivas.

Elenco e equipe em sintonia com o invisível

O trabalho de Bel Kowarick é daqueles que ficam na pele. Sua Ana não precisa de grandes falas para transmitir dor, saudade ou estranhamento. É tudo no olhar, no modo como caminha pela casa, nos silêncios carregados de sentido. Já Denise Stutz, com sua trajetória na dança, entrega uma Tereza quase translúcida — vulnerável e, ao mesmo tempo, cheia de presença.

O time técnico reforça essa atmosfera cuidadosamente construída. A montagem de Sérgio Azevedo aposta no ritmo lento, mas nunca entediante. O cuidado com a luz, os sons, os vazios — tudo colabora para que o espectador mergulhe num estado entre o sonho e a lembrança.

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