Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba Castelo Infinito ganha novo pôster durante painel da franquia na San Diego Comic Con 

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Desde o primeiro episódio de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, o público foi cativado por uma história que une ação intensa, laços familiares e uma jornada de superação. O crescimento de Tanjiro Kamado, um jovem que se torna um exterminador de demônios após o massacre de sua família e a transformação de sua irmã Nezuko, serviu como fio condutor para um universo repleto de dor, esperança e batalhas épicas. Com a chegada de Castelo Infinito, a franquia se aproxima de sua conclusão, adaptando um dos arcos mais densos e aguardados do mangá de Koyoharu Gotouge. A promessa é clara: essa será uma experiência cinematográfica que deixará marcas profundas na audiência, tanto emocional quanto visualmente.

O que esperar do novo filme?

Demon Slayer: Castelo Infinito marca uma mudança de tom e escopo na saga. Ao contrário dos filmes anteriores — Mugen Train, To the Swordsmith Village e Hashira Training — que funcionavam como compilações ou transições de temporadas, este novo longa é uma adaptação inédita do arco final, com cenas originais, ritmo cinematográfico e desenvolvimento emocional aprofundado. A trama se passa imediatamente após os eventos do Treinamento dos Hashira, quando Muzan Kibutsuji, o vilão supremo da história, ataca a sede do Esquadrão de Exterminadores de Demônios e lança os heróis dentro do castelo que dá nome ao filme. O Infinity Castle é um espaço distorcido, labiríntico e aterrador, onde o confronto final se desenrolará. A ambientação sombria, aliada ao peso narrativo desse momento da história, cria um cenário de pura tensão, onde cada luta pode significar vida ou morte.

Emoção ao vivo: SDCC consagra a grandiosidade do filme

Durante o painel no Hall H da San Diego Comic-Con 2025, o público presente pôde sentir um pouco da intensidade que virá com Castelo Infinito. A presença do dublador Natsuki Hanae (voz de Tanjiro Kamado) trouxe à tona lembranças da construção emocional do personagem. Mas o ápice do evento foi a apresentação da cantora LiSA, que interpretou ao vivo duas canções da saga — incluindo a poderosa “Shine in the Cruel Night”, música-tema do novo filme. O público se emocionou, e a energia da performance contagiou até mesmo os membros da equipe técnica. O painel serviu como uma celebração da trajetória da franquia, relembrando os altos e baixos vividos por Tanjiro e seus companheiros, enquanto deixava claro que Castelo Infinito não será apenas uma continuação — mas um verdadeiro ápice emocional da saga.

Recapitulando os arcos: uma maratona gratuita antes do clímax

Para permitir que os fãs revisitem a jornada de Tanjiro e para atrair novos espectadores, a Crunchyroll liberou gratuitamente os principais arcos da série por períodos limitados. Essa estratégia de aquecimento oferece não apenas uma imersão narrativa, mas também um convite à emoção acumulada ao longo das temporadas. O Arco do Trem Infinito, que marcou a primeira grande perda da equipe com a morte de Rengoku, está disponível de 21 de julho a 03 de agosto. Em seguida, o Arco do Distrito do Entretenimento (04 a 17 de agosto) apresenta as lutas intensas ao lado de Tengen Uzui. O Arco da Vila dos Ferreiros (18 a 31 de agosto) aprofunda os conflitos pessoais dos Hashira Muichiro e Mitsuri. Já o Arco do Treinamento dos Hashira (01 a 14 de setembro) prepara o terreno psicológico e físico para o clímax. A ação da plataforma reforça o laço da comunidade com a história, permitindo que a ansiedade pela estreia se transforme em uma celebração coletiva da saga.

Um vilão que transcende o medo

Muzan Kibutsuji, antagonista central de Kimetsu no Yaiba, é mais que um vilão poderoso: ele representa a origem e o ápice da ameaça demoníaca. Com sua aparência serena e elegante, esconde uma crueldade ancestral, capaz de destruir tudo em seu caminho com frieza calculada. Em Castelo Infinito, Muzan deixa de agir nos bastidores e parte para o ataque direto, invadindo a Mansão Ubuyashiki e levando os exterminadores para o território mais perigoso da série. A transformação do vilão, de manipulador distante a ameaça palpável e presente, intensifica a tensão da narrativa. Os fãs que acompanharam sua trajetória desde os primeiros episódios agora verão o demônio em sua forma plena, desafiando os Hashira e revelando a magnitude de seu poder. A luta contra Muzan não será apenas física — será um teste moral e espiritual para Tanjiro e sua geração.

Giyu, Tanjiro e Akaza: a batalha que o mundo aguarda

Entre os embates mais aguardados desta nova fase, o confronto entre Giyu Tomioka e Akaza promete ser o mais emocionalmente devastador. Akaza é o demônio que assassinou Kyojuro Rengoku — o Hashira das Chamas que conquistou o coração dos fãs em Mugen Train. Agora, o reencontro com Giyu e Tanjiro representa mais do que vingança: é um acerto de contas com o passado e um passo decisivo na jornada dos protagonistas. Giyu, sempre reservado e metódico, revela em combate sua força interior, utilizando a 11ª Forma da Respiração da Água: Calmaria, técnica que o torna praticamente invisível para os demônios. O duelo será marcado por dor, respeito, e também compaixão — elementos que sempre diferenciaram Demon Slayer de outras obras de ação. Tanjiro, ao lado de Giyu, enfrentará o dilema entre a raiva e a empatia, consolidando seu amadurecimento como guerreiro e ser humano.

Uma superprodução pensada para o cinema

A Ufotable, estúdio responsável pela adaptação da obra, transformou Demon Slayer em sinônimo de qualidade visual e narrativa. Com técnicas de animação híbridas, que mesclam 2D tradicional com efeitos digitais, o estúdio entrega uma experiência sensorial que rivaliza com grandes produções de Hollywood. Em Castelo Infinito, a proposta é elevar ainda mais esse padrão. Com duração estimada de mais de duas horas, o longa terá sequências de ação ininterruptas, mudanças de cenário em tempo real — já que o castelo muda de forma constantemente — e coreografias de luta inspiradas em artes marciais reais. Além disso, a trilha sonora composta por Yuki Kajiura e Go Shiina promete envolver emocionalmente cada momento crucial. A narrativa será construída para funcionar como um filme autônomo, mas com a densidade dramática que os fãs do mangá esperam. Será, portanto, um espetáculo cinematográfico com alma, técnica e coração.

Lançamento e expectativas mundiais

No Japão, o filme estreia em 18 de julho de 2025, com distribuição pela Aniplex e Toho. No Brasil, a data oficial é 11 de setembro, com distribuição internacional feita pela Crunchyroll em parceria com a Sony Pictures Releasing. A expectativa de público é altíssima. A bilheteria de Mugen Train superou US$ 500 milhões globalmente, tornando-se o filme de anime mais lucrativo da história até hoje. Agora, com um arco narrativo mais carregado e emocionalmente decisivo, Castelo Infinito tem potencial para superar essas marcas. O fandom internacional, especialmente no Brasil, demonstra entusiasmo ininterrupto. Redes sociais, comunidades de fãs e influenciadores já estão promovendo contagens regressivas, teorias e reações ao pôster e trailer divulgados na Comic-Con. Tudo indica que o lançamento será um dos eventos culturais mais marcantes de 2025 para o público jovem-adulto.

Vozes que deram vida ao épico

O elenco de dubladores originais de Kimetsu no Yaiba retorna em peso para o novo longa, reforçando a continuidade emocional da história. Natsuki Hanae volta a interpretar Tanjiro com sua voz firme e compassiva, enquanto Akari Kitō dá vida à doçura e à força de Nezuko. Hiro Shimono, como Zenitsu, e Yoshitsugu Matsuoka, como Inosuke, equilibram com humor e bravura a intensidade dos combates. Giyu Tomioka, um dos focos deste filme, ganha ainda mais profundidade na voz de Takahiro Sakurai. Outros destaques incluem Saori Hayami como Shinobu Kocho, Kana Hanazawa como Mitsuri Kanroji e Kenichi Suzumura como Obanai Iguro. A trilha vocal da saga sempre foi um elemento essencial na criação de vínculos com os personagens. Esses intérpretes, com suas entonações, pausas e emoções, ajudam a tornar cada cena mais real e impactante.

“Bem-vindo a Derry” | HBO revela teaser arrepiante da prequela de “IT – A Coisa”, com retorno de Bill Skarsgård como Pennywise

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Foto: Reprodução/ Internet

Derry está de volta — mais sombria, silenciosa e ameaçadora do que nunca. Durante o aguardado painel da San Diego Comic-Con 2025, a HBO revelou o primeiro teaser oficial de sua nova série de terror: “Bem-vindo a Derry” (Welcome to Derry), baseada no universo criado por Stephen King em seu clássico IT – A Coisa. Prevista para estrear em outubro, a produção original chega ao canal HBO e à plataforma HBO Max com a promessa de ser mais do que uma simples prequela. Trata-se de uma viagem aterrorizante às origens do medo em sua forma mais pura — aquela que se esconde sob o riso de um palhaço, nas esquinas de uma cidade e nos traumas não resolvidos da infância.

Um retorno às origens do medo

Bem-vindo a Derry não pretende apenas contar uma nova história, mas ampliar e aprofundar o universo já conhecido pelos fãs dos filmes IT (2017) e IT: Capítulo Dois (2019). Ambientada décadas antes dos eventos que colocaram o Clube dos Otários frente a frente com Pennywise, a série explora a gênese da maldição que assombra a cidade de Derry. O mal, aqui, não é só uma figura monstruosa, mas uma presença silenciosa, que contamina ambientes, pessoas e memórias. O teaser divulgado impressiona pela sua carga atmosférica: cenas que evitam sustos fáceis, mas que mergulham o espectador em uma sensação de desconforto crescente.

A escolha por mostrar menos e sugerir mais reforça o aspecto psicológico do horror. Um balão vermelho, uma bicicleta que gira sozinha, uma parede que respira — tudo isso é mostrado sem explicações, deixando ao público a sensação de que algo muito errado está prestes a acontecer. Ao final do teaser, o som inconfundível da risada de Pennywise deixa claro: o medo está de volta, e dessa vez, pode ser mais antigo e profundo do que jamais imaginamos.

Um elenco promissor e diverso

A HBO reuniu um elenco sólido e diverso para dar vida aos habitantes de Derry. Jovan Adepo, que brilhou em Watchmen, assume um dos papéis centrais, ao lado de Chris Chalk (Perry Mason) e Taylour Paige, aclamada por sua performance em Zola. Completam o time James Remar, Stephen Rider, Madeleine Stowe e Rudy Mancuso, que adiciona um toque de surpresa à produção. Mas o maior destaque vai para Bill Skarsgård, que retorna ao papel de Pennywise — papel que marcou sua carreira e se tornou uma das figuras mais icônicas do terror moderno.

A decisão de Skarsgård em voltar ao personagem foi recebida com entusiasmo pelo público e também pelos produtores. O ator revelou que foi conquistado pela abordagem mais sombria e psicológica da série. “É uma história sobre o surgimento do medo, sobre traumas enraizados. Pennywise é menos uma criatura e mais um reflexo do pior que existe nas pessoas e na cidade”, disse ele. A expectativa em torno da sua performance é alta, e tudo indica que veremos um Pennywise ainda mais aterrorizante — e, paradoxalmente, mais humano.

Bastidores e expectativas

Desenvolvida por Andy Muschietti, Barbara Muschietti e Jason Fuchs, a série carrega o DNA criativo dos dois longas-metragens que revitalizaram a obra de Stephen King para uma nova geração. Andy Muschietti não apenas produziu, como também dirigirá múltiplos episódios, o que garante uma continuidade estética e tonal em relação aos filmes. Jason Fuchs, que escreveu o episódio piloto, divide a função de showrunner com Brad Caleb Kane, responsável por séries como Fringe e Moonhaven.

As gravações aconteceram em locações no Canadá, especialmente em Toronto e Port Hope, cidade que já havia servido de cenário para os filmes anteriores. A escolha por locais reais, e não cenários em estúdio, reforça a ambientação sombria e palpável da narrativa. A equipe de produção também optou por construir ambientes fechados com iluminação natural, criando uma estética que remete aos anos 60 e 70 — décadas que serão retratadas ao longo da temporada.

Um novo olhar sobre o horror de Derry

Enquanto os filmes mostravam Derry nos anos 80 e 2010, a série volta ainda mais no tempo, explorando o período entre os anos 1960 e 1970. Esse salto temporal permite que a narrativa aborde eventos históricos, sociais e políticos que também ajudam a moldar a atmosfera opressora da cidade. Entre os elementos prometidos pela produção, estão desaparecimentos misteriosos, linchamentos comunitários encobertos, transtornos mentais negligenciados, além de crimes nunca resolvidos — tudo costurado sob a presença invisível, mas constante, de Pennywise.

A série também pretende discutir como o medo se manifesta de forma diferente para pessoas com histórias de vida diversas. Temas como racismo estrutural, discriminação, violência familiar e repressão sexual devem aparecer com força nos episódios, reforçando o caráter metafórico de Pennywise como representação dos horrores reais que as pessoas vivem no cotidiano. Bem-vindo a Derry é, assim, uma narrativa de terror, mas também um retrato social enraizado em feridas históricas.

Um palhaço que já entrou para a história

Desde sua criação por Stephen King em 1986, Pennywise se tornou mais do que um vilão: tornou-se um ícone cultural. A versão original interpretada por Tim Curry na minissérie dos anos 90 marcou gerações. Mas foi com a chegada de Bill Skarsgård ao papel, em 2017, que o personagem ganhou uma nova dimensão. Sua interpretação trouxe uma fisicalidade única ao palhaço, misturando ternura dissimulada com selvageria incontrolável. O olhar torto, o sorriso quebrado e a voz distorcida se tornaram marcas registradas de uma atuação que assombrou as telas de cinema em todo o mundo.

Ao todo, os dois filmes IT arrecadaram mais de US$ 1,1 bilhão nas bilheteiras, tornando-se as adaptações de terror mais lucrativas da história do cinema. O sucesso de público e crítica confirmou o apelo universal da obra de Stephen King, e consolidou Pennywise como uma das entidades mais assustadoras já retratadas na ficção. Agora, com a série, Skarsgård tem a chance de explorar novas camadas do personagem — quem sabe até revelar traços de sua origem e motivações mais profundas.

Outubro será o mês do medo

A escolha de lançar Bem-vindo a Derry em outubro não é aleatória. Trata-se do mês de Halloween, período em que o público tradicionalmente consome mais obras do gênero. A HBO pretende ocupar um espaço estratégico na programação, lançando os episódios semanalmente e mantendo a audiência presa à narrativa por nove semanas consecutivas. A exibição simultânea na HBO Max também garante acessibilidade global, transformando a estreia em um evento multiplataforma.

“Porta da Esperança” retorna ao Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel deste domingo (27/07)

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Foto: Reprodução/ Internet

Há momentos em que a televisão brasileira reencontra suas raízes mais profundas — e emociona como se fosse a primeira vez. É esse o sentimento que tomou conta dos estúdios do SBT e do coração do público neste domingo, com a volta oficial de um dos quadros mais queridos da história da TV: a “Porta da Esperança”. Com nova roupagem, mas sem abrir mão da sua essência solidária, o retorno do clássico quadro marca um resgate da sensibilidade em horário nobre. E, como não poderia deixar de ser, é Patricia Abravanel, filha do apresentador que imortalizou o bordão “atrás da porta pode estar o seu sonho”, quem assume agora essa missão com um carinho visivelmente sincero.

Quando a TV escolhe transformar, e não apenas entreter

Mais do que um momento nostálgico, a volta da “Porta da Esperança” é um gesto simbólico. Ela relembra que o entretenimento pode, sim, carregar propósitos maiores: como ouvir, acolher e mudar vidas. No ar entre 1984 e 1997, o quadro ficou marcado pelas histórias comoventes de pessoas comuns, vindas de todos os cantos do Brasil, que viam ali uma última chance. Em cada episódio, uma carta, um pedido, uma história. E depois, a tão esperada abertura da porta — revelando se o sonho seria, enfim, realizado.

Neste novo ciclo, o formato permanece o mesmo: cartas são lidas com cuidado, famílias são apresentadas com dignidade, e a promessa de uma resposta — que pode ser um reencontro, um presente ou um recomeço — permanece no ar até o último instante. Mas agora há um refinamento sutil no tom: menos espetáculo, mais escuta; menos pressa, mais afeto.

Patricia Abravanel: o coração da nova fase

Desde que assumiu o “Programa Silvio Santos”, Patricia tem equilibrado reverência com inovação. No comando da “Porta da Esperança”, isso se traduz em empatia e respeito. Ao abrir a cortina do novo cenário, ela não apenas apresenta um quadro: ela sustenta uma herança emocional — e faz isso com doçura e segurança, sem imitar o pai, mas honrando sua história.

O clima do estúdio também colabora para esse reencontro afetivo. A trilha sonora original foi mantida, o arco-íris da porta resgatado com fidelidade e a ambientação reforça que, apesar das décadas passadas, o sonho continua sendo a linguagem mais poderosa da televisão.

Três histórias que aqueceram o coração do Brasil

A reestreia da “Porta da Esperança” não economizou emoção. Três casos, distintos e complementares, deram o tom da nova temporada:

O mecânico do Maranhão: Após perder tudo em uma enchente, ele escreveu pedindo ferramentas e ajuda para reabrir sua oficina. O que recebeu, no entanto, foi mais do que equipamentos: foi a chance de recuperar sua autonomia e dignidade.

A mãe e o reencontro: Separada do filho ainda bebê, uma mulher emocionou o Brasil com sua carta repleta de saudade. O momento em que mãe e filho se abraçaram no palco foi de uma beleza rara — e o silêncio que antecedeu esse instante falou mais alto do que qualquer trilha sonora.

A menina que sonha com Daniel: Com uma condição rara e limitante, ela só desejava duas coisas: um abraço do cantor Daniel e uma boneca adaptada às suas necessidades motoras. Ambos os sonhos foram realizados, diante de uma plateia que se levantou em aplauso espontâneo — emocionada com a pureza e a força de uma criança que não perdeu a fé.

Não é apenas sobre abrir uma porta

A nova “Porta da Esperança” traz um conceito que parece simples, mas é poderoso: escuta emocional. Cada história é tratada como única, e o programa resgata o valor da atenção, da espera, do olhar afetuoso. Não há cortes bruscos, nem voyeurismo. O foco está na pessoa, não no problema.

Essa abordagem dá ao programa um ritmo diferente da televisão acelerada que estamos acostumados. Há tempo para o silêncio, para o choro, para o riso. Há tempo para sentir.

E, talvez por isso, a emoção transborde. Não por artifício, mas porque é genuína.

Um domingo recheado de atrações com afeto e identidade

Além da reestreia da “Porta da Esperança”, o “Programa Silvio Santos” deste domingo trouxe uma série de quadros que reforçam o compromisso da atração com a diversidade, o talento e a leveza. Destaque para:

📺 Jogo das 3 Pistas com Leda e Duda Nagle

Um encontro raro entre mãe e filho no palco. Leda, uma das jornalistas mais respeitadas da história da TV, e Duda, ator com trajetória marcante, protagonizaram momentos de ternura e bom humor. As histórias de bastidores, os desafios profissionais e o carinho explícito entre os dois emocionaram.

🎤 Show de Calouros

Num clima descontraído, artistas dos mais variados estilos mostraram seu talento diante de jurados como Aretuza Lovi, Cela, Victor Sarro e Helen Ganzarolli. Um pianista excêntrico, uma cover de Marília Mendonça e até um “Máskara” dançarino encantaram pela criatividade e carisma.

🎩 Henry e Klauss, os Ilusionistas

A dupla brasileira premiada internacionalmente voltou ao palco onde começaram para apresentar um número inédito: Patricia Abravanel levitando em plena televisão ao vivo. O truque, feito com elegância e surpresa, foi celebrado como uma metáfora visual para tudo que o programa representa: a capacidade de elevar esperanças.

💰 Show do Milhão EMS

Com perguntas afiadas e tensão no ar, os participantes disputaram não apenas um prêmio milionário, mas também a chance de escrever um novo capítulo de suas vidas. O quadro mistura emoção, raciocínio e aquela torcida do sofá que todo brasileiro adora.

🎭 Câmeras Escondidas com Ivo Holanda

Ícone do humor popular, Ivo e sua trupe continuam arrancando gargalhadas com pegadinhas que transitam entre o absurdo e o hilário. Em tempos tão sérios, o riso também é um remédio poderoso — e, nesse caso, um elo direto com a memória afetiva do público.

As informações são do SBT.

No “Domingo Espetacular” de hoje (27/07), Roberto Cabrini expõe rede internacional de exploração sexual de brasileiras em Portugal

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Foto: Reprodução/ Internet

Um cenário de luxo, promessas de glamour e sucesso em uma das capitais mais cobiçadas da Europa. Por trás da fachada de spas refinados, festas exclusivas e aparência de prosperidade, escondia-se uma engrenagem perversa, alimentada pelo sofrimento silencioso de dezenas de mulheres. No Domingo Espetacular deste domingo, 27 de julho de 2025, o jornalista Roberto Cabrini volta à linha de frente do jornalismo investigativo ao revelar os bastidores de um esquema internacional de exploração sexual que tem como figura central uma brasileira conhecida no circuito europeu da música eletrônica: Rebeka Episcopo, a DJ Beka. As informações são da Record.

A reportagem, que levou semanas de apuração em Lisboa, Cascais e outros pontos de Portugal, traz revelações inéditas sobre a atuação de uma organização que teria aliciado mulheres jovens sob a promessa de empregos legítimos na Europa, mas que acabavam vítimas de exploração sexual em uma rede de prostituição de alto padrão.

Do Mato Grosso do Sul para os holofotes da noite europeia

Nascida em Dourados, no Mato Grosso do Sul, Rebeka Episcopo construiu uma carreira meteórica fora do Brasil. Assumindo o nome artístico de DJ Beka, ela passou a comandar festas badaladas em Lisboa e outras cidades europeias, atraindo um público elitizado e construindo um império de negócios ao seu redor. Com o tempo, abriu dois spas de luxo – um em Lisboa, outro em Cascais –, vendendo a imagem de uma empresária moderna, independente e antenada com o mercado do bem-estar.

Mas por trás dessa imagem pública de sucesso e empoderamento feminino, as autoridades portuguesas afirmam ter descoberto uma rede de crimes silenciosos. Em abril deste ano, Rebeka foi detida pela Polícia Judiciária, acusada de chefiar uma organização criminosa voltada à exploração sexual de mulheres, com foco principal em brasileiras em situação de vulnerabilidade.

A reportagem de Cabrini vai além das manchetes e escuta todos os lados: a empresária, seus acusadores, vítimas e especialistas em tráfico humano. Com a precisão e o comprometimento que marcaram sua carreira, o jornalista revela as múltiplas camadas desse caso complexo e perturbador.

O convite para o sonho europeu

O modo de atuação da rede, segundo as investigações, começa com anúncios sedutores nas redes sociais e grupos de WhatsApp. Promessas de emprego em Portugal como recepcionista, massoterapeuta ou hostess de eventos privados vinham acompanhadas de fotos luxuosas dos spas, além de vídeos de festas eletrônicas com presença de influenciadores e celebridades locais.

“Quando vi o anúncio, parecia tudo muito sério. Eles diziam que ofereciam passagem aérea, moradia e treinamento. Me senti segura”, conta uma jovem brasileira de 22 anos, entrevistada por Cabrini sob sigilo. O que parecia uma oportunidade de recomeço, porém, virou pesadelo.

Segundo ela, ao desembarcar em Lisboa, foi levada diretamente a um alojamento onde teve o celular confiscado e passou a ser pressionada a “faturar” rapidamente para quitar as supostas dívidas do translado. “Eles diziam que eu tinha uma dívida de três mil euros, e que só poderia sair dali quando pagasse. Mas eu nunca assinei nada.”

Essa lógica da dívida – comum em casos de tráfico de pessoas – é uma das estratégias usadas para aprisionar psicologicamente as vítimas. Elas passam a se sentir culpadas e encurraladas, muitas vezes sem documentos e sem dinheiro para retornar ao Brasil.

A fachada dos spas e festas privadas

Os estabelecimentos comandados por Rebeka – com estética minimalista, ambientes aromatizados e serviços de massagem – operavam legalmente, com CNPJ português e alvarás emitidos. No entanto, a polícia sustenta que parte dos atendimentos escondia práticas ilegais, como prostituição disfarçada de serviços de bem-estar. As investigações também apontam que festas exclusivas promovidas por DJ Beka e seus sócios funcionavam como “vitrines” para o aliciamento de clientes.

“A elite frequentava esses espaços. Empresários, jogadores de futebol, turistas ricos. Era tudo muito discreto, sem registro em redes sociais. O que acontecia ali era protegido por silêncio e conivência”, diz um ex-funcionário que também colaborou com a apuração de Cabrini.

Os encontros eram marcados por meio de aplicativos de mensagem e exigiam recomendações prévias. “Era uma rede de prostituição de luxo, e ela comandava como uma CEO. Nada acontecia sem o aval dela”, afirma um policial envolvido nas investigações, que falou sob anonimato.

A resposta de Rebeka: “Sou vítima de um complô”

Em liberdade provisória desde maio, Rebeka aceitou conversar com Cabrini em um apartamento alugado em Lisboa. Ciente da repercussão que o caso ganhou tanto no Brasil quanto na Europa, a empresária se diz alvo de perseguição e afirma que seus negócios sempre foram legítimos.

“Me transformaram em um monstro. Eu investi tudo nos meus empreendimentos, dei oportunidades para muitas mulheres, fui uma referência de sucesso. De repente, virei criminosa?”, questiona. Ela nega veementemente que tenha promovido exploração sexual. “O que minhas funcionárias faziam fora do expediente, ou com quem saíam, não é da minha conta. Nunca obriguei ninguém a nada.”

A empresária também critica a forma como foi presa. “Parecia filme de ação. Entraram armados, como se eu fosse terrorista. Humilharam meus clientes e revistaram tudo. No fim, não encontraram nada ilegal dentro do spa. Mas a imprensa já tinha me condenado.”

Cabrini a confronta com depoimentos e documentos obtidos durante a apuração, incluindo conversas entre ela e supostas vítimas. Ela não nega os prints, mas afirma que foram “tirados de contexto”. Para a defesa de Beka, as acusações são frágeis e sustentadas por “relatos inconsistentes de pessoas ressentidas”.

O sofrimento das vítimas

Cabrini também dá voz a mulheres que viveram sob o controle da rede. Uma delas, que conseguiu fugir com ajuda de um cliente, relata episódios de ameaça velada e manipulação emocional. “Eles diziam que, se eu falasse alguma coisa, iriam contar para minha família o que eu fazia. Eu tinha vergonha. Me senti suja, sozinha.”

Outra jovem afirma que só descobriu que estava sendo explorada quando tentou sair do spa. “Me disseram que, se eu saísse, minha dívida dobrava. E começaram a vazar minhas fotos íntimas para me chantagear.”

Muitas dessas mulheres vinham de histórias de pobreza, abuso ou falta de perspectivas no Brasil. “A Europa virou uma promessa de salvação. Mas para nós, virou uma prisão bonita”, resume uma delas, com lágrimas nos olhos.

O tráfico de mulheres: uma rede transnacional

O caso de DJ Beka não é isolado. Especialistas ouvidos por Cabrini explicam que há um crescimento preocupante de redes de tráfico humano com foco na exploração sexual de brasileiras na Europa. Segundo dados da Interpol, o Brasil está entre os dez países com maior índice de mulheres traficadas para fins de exploração sexual no continente.

“A tecnologia facilitou esse mercado. Hoje, o recrutamento é feito online, com aparência de legalidade. É uma armadilha digital”, alerta a socióloga portuguesa Mariana Silva, que estuda o fenômeno. “Essas redes têm braços no Brasil e conexões com máfias locais na Europa. Elas vendem um sonho para lucrar com o corpo e a dor de mulheres vulneráveis.”

O caso de Rebeka, por sua notoriedade e abrangência, pode abrir precedentes para novas investigações. Já há indícios de que parte dos lucros obtidos com os spas eram transferidos para contas em paraísos fiscais. Há também suspeitas de que o grupo tenha tentáculos em cidades como Barcelona, Genebra e até Dubai.

Cabrini: jornalismo como instrumento de denúncia

A reportagem é um exemplo do trabalho que consagrou Roberto Cabrini ao longo das décadas: o mergulho profundo em temas complexos, com olhar humano, apuração rigorosa e compromisso com a verdade. Em sua fala ao final da entrevista, Cabrini ressalta a importância de não se calar diante do sofrimento alheio.

“Estamos falando de vidas marcadas por dor, vergonha, humilhação. De jovens que cruzaram o oceano em busca de dignidade e encontraram violência. Esta reportagem não é sobre uma DJ. É sobre o sistema que lucra com o silêncio de mulheres. E é nosso dever romper esse silêncio.”

“The Rookie” revela teaser impactante na SDCC 2025 e prepara terreno para sua temporada mais sombria

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Durante o painel da série The Rookie na San Diego Comic-Con 2025, realizado neste sábado (26), fãs de todo o mundo foram surpreendidos com a exibição do teaser da oitava temporada, que estreia ainda este ano nos Estados Unidos. E pelo que foi mostrado, os próximos episódios prometem misturar ação internacional, romance e suspense policial com a intensidade que só The Rookie sabe entregar.

Com Nathan Fillion de volta ao papel de John Nolan, o recruta mais velho da história do LAPD, a série chega ao seu oitavo ano reafirmando sua força como uma das produções policiais mais queridas da atualidade. O teaser deixou claro que a nova temporada apostará em arcos mais sombrios e ousados, além de expandir seus cenários para fora dos Estados Unidos — com direito a gravações em Praga e uma perseguição a um serial killer que fugiu da cadeia.

Romance e adrenalina: o que revela o teaser da 8ª temporada

O trailer inédito começa em ritmo acelerado, com uma montagem de cenas de ação intensa, tiroteios, explosões e confrontos físicos, tudo intercalado com momentos de cumplicidade entre Lucy Chen (Melissa O’Neil) e John Nolan (Nathan Fillion). O relacionamento dos dois, que vem se desenhando lentamente ao longo das últimas temporadas, parece finalmente ocupar o centro da narrativa.

Mas o clima logo muda. O grande antagonista da temporada promete ser Jason Wyler (Steve Kazee), um serial killer que aparentemente conseguiu fugir da prisão. A caçada ao criminoso se tornará o fio condutor da trama nos primeiros episódios.

No teaser, vemos Monica (personagem ainda não confirmada no elenco regular) em um corredor branco, sozinha, quando um homem armado aparece atrás dela. A imagem escurece abruptamente, e ouvimos o som seco de um tiro — encerrando o vídeo com um gancho eletrizante que provocou suspiros e murmúrios entre os fãs presentes no painel.

A nova fase de The Rookie: internacionalização e amadurecimento

Gravado parcialmente em Praga, na República Tcheca, o primeiro episódio da oitava temporada traz um cenário inédito na trajetória da série. A aposta em locações internacionais demonstra o crescimento narrativo da trama, que agora deixa o solo californiano para envolver seu protagonista em missões mais complexas, com alcance global.

Segundo os produtores, a escolha por Praga não foi apenas estética: “Queríamos testar Nolan em um ambiente completamente diferente. Ele já enfrentou gangues, corrupção interna e terrorismo doméstico. Agora, vai precisar lidar com ameaças fora da sua zona de conforto — e isso o levará ao limite”, comentou Alexi Hawley, criador da série.

A força de Nathan Fillion e um elenco que amadurece junto com a série

Desde sua estreia em 2018, The Rookie tem como centro o carisma e a versatilidade de Nathan Fillion, conhecido por seus papéis em Castle e Firefly. Como o recruta John Nolan, ele equilibra com maestria o humor sarcástico e a carga dramática de alguém que decidiu mudar de vida aos 45 anos, largando tudo para seguir um propósito.

Ao longo das temporadas, Fillion ajudou a transformar Nolan de um novato inseguro em um oficial experiente, agora mentor de novos recrutas e envolvido em missões cada vez mais arriscadas.

O elenco, que conta com nomes como Alyssa Diaz, Richard T. Jones, Melissa O’Neil, Eric Winter, Mekia Cox e Shawn Ashmore, também evoluiu de maneira orgânica. As relações interpessoais — dentro e fora do departamento — ganharam camadas emocionais, tornando-se parte essencial do apelo da série.


Representatividade e histórias reais: o DNA de The Rookie

Um dos grandes trunfos de The Rookie é o fato de ser inspirada em uma história real. O personagem de John Nolan é baseado em William “Bill” Norcross, que aos 44 anos decidiu se tornar policial em Los Angeles. Norcross, que ainda trabalha no LAPD, atua como produtor executivo da série, garantindo que a narrativa mantenha uma conexão autêntica com a realidade.

Essa conexão se reflete nos episódios, que frequentemente abordam temas sociais urgentes, como racismo sistêmico, brutalidade policial, saúde mental, questões LGBTQIA+ e desigualdade social. A série não tem medo de provocar o espectador — e isso a distingue de outros dramas policiais mais genéricos.

Em declarações recentes, o showrunner Alexi Hawley reafirmou esse compromisso: “Nosso objetivo é entreter, mas também provocar reflexão. Nolan não é o herói tradicional. Ele é falho, aprende com os erros e está sempre buscando entender o mundo à sua volta.”

O legado de sete temporadas bem construídas

Lançada em 16 de outubro de 2018, The Rookie encontrou sua base de fãs rapidamente, com uma combinação eficiente de casos da semana e arcos contínuos. A primeira temporada apresentou Nolan como o “peixe fora d’água”, cercado por instrutores rígidos e parceiros céticos.

Nas temporadas seguintes, vimos Nolan enfrentar traições internas, quase perder a carreira após ser incriminado por corrupção e construir uma reputação sólida dentro da corporação. Ao mesmo tempo, desenvolveu relações afetivas complexas com colegas e superiores — e recentemente com Lucy Chen, que se tornou uma das favoritas do público.

A sétima temporada, exibida nos Estados Unidos entre janeiro e abril de 2025, foi marcada por uma série de episódios sombrios e uma conclusão tensa, com a introdução do vilão Jason Wyler e um ataque coordenado contra membros da força policial. Essa trama deixou o terreno fértil para o início explosivo da oitava temporada.

Quando e onde assistir?

A oitava temporada de The Rookie ainda não tem data oficial de estreia confirmada no Brasil, mas deverá chegar ao catálogo do Universal+, que já disponibiliza todas as sete primeiras temporadas completas.

Nos Estados Unidos, a série permanece como carro-chefe da emissora ABC, com previsão de retorno entre setembro e outubro de 2025. Com o sucesso do teaser na SDCC e a promessa de episódios gravados em locações internacionais, a expectativa dos fãs é de que esta seja uma das temporadas mais impactantes da série até agora

“Sabadou com Virgínia” deste sábado (26) recebe Lauana Prado, Pepita e Bianca Rinaldi

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A noite de sábado promete ser daquelas que aquecem o coração e arrancam boas risadas. O “Sabadou com Virgínia”, atração do SBT comandada pela influenciadora e apresentadora Virgínia Fonseca, vai ao ar neste 26 de julho de 2025, a partir das 22h15, com um elenco feminino de peso. O sofá mais animado da televisão recebe Lauana Prado, Pepita e Bianca Rinaldi, três mulheres com trajetórias marcantes, talento de sobra e histórias que inspiram. As informações são do SBT.

Com a presença contagiante de Lucas Guedez e Margareth Serrão, que não deixam o clima cair um segundo sequer, o programa também traz de volta os já populares quadros “Se Beber, Não Fale” e “Sabadou Tem Que Beijar”, que nesta edição ganha um toque especial com a participação de Ariana e seu pai, Gonçalo.

Mas, além da diversão garantida, o que realmente faz deste episódio um dos mais emocionantes da temporada é a entrega sincera das convidadas. Em um bate-papo leve, acolhedor e por vezes comovente, Lauana, Pepita e Bianca revelam o lado humano por trás dos palcos, dos holofotes e dos aplausos.

Lauana Prado: a noiva que nasceu para brilhar

Sentada confortavelmente no sofá da atração, a cantora Lauana Prado não esconde a alegria de estar vivendo uma nova fase na vida pessoal. “É verdade, estou noiva. Começou como brincadeira e agora estou aqui, me achando”, revela, com aquele sorriso típico de quem está apaixonada pela vida.

Mas antes do reconhecimento nacional, dos shows lotados e dos sucessos nas rádios, existe uma história de luta, coragem e reinvenção. Natural de Goiânia, Lauana relembra o início da jornada. “Minha mãe se separou do meu pai e foi morar em Araguaína, no Tocantins. Foi lá que tudo começou. Eu me interessava por música, pegava os instrumentos de um professor do bairro, violão, teclado… E ia me virando”, recorda.

A paixão pela música foi crescendo junto com as dificuldades. Em busca de estabilidade, Lauana se mudou para o Maranhão para cursar faculdade e começou a cantar profissionalmente para sobreviver. “Foram sete anos ali, trabalhando com música, me virando como dava.”

De volta a Goiânia, ela participou de reality shows — entre eles, Mulheres que Brilham, do próprio SBT, que venceu em 2015. “Aquilo foi um divisor de águas. Comecei a compor para outros artistas e aí veio o ‘Cobaia’, minha primeira grande virada.”

Hoje, consolidada como uma das grandes vozes femininas do sertanejo, Lauana celebra mais uma conquista: a gravação de seu projeto Transcende no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Com feats de peso, ela destaca especialmente um: “Gravar com o Nando Reis foi um sonho. Ele é uma das minhas maiores referências. Eu cresci ouvindo Nando. É muito especial ver isso se concretizando.”

Pepita: a potência de viver com coragem

Quem também emociona e provoca reflexão no “Sabadou com Virgínia” é Pepita, artista carioca que fez história ao se tornar a primeira mulher trans a engravidar de forma midiática no país. Com a mesma honestidade que leva para suas músicas, ela fala da pausa na carreira e de como a maternidade mudou tudo.

“Parei de fazer show e cantar por causa da maternidade. Queria viver esse momento, queria estar inteira para meu filho”, compartilha. Foi o companheiro, Caíque, quem a encorajou a retomar a música. “Ele disse: ‘Acho que pessoas como você têm uma história pra contar’. E eu comecei a entender.”

A fala de Pepita vai além da experiência pessoal. Ela escancara as feridas sociais que enfrenta diariamente por ser quem é: uma mulher trans, artista e mãe no Brasil. “Ser uma travesti num país que mais me mata, mas também me consome pro sexo, é louco e surreal. E tá tudo bem se você não entender isso. Eu só quero continuar viva para ver meu filho chegar aos 18 anos.”

Com o lançamento do álbum Viva, ela se reafirma como uma voz potente de representatividade e resistência. Cada canção é uma celebração da sobrevivência e da dignidade.

Bianca Rinaldi: leveza, humor e muita história pra contar

Veterana da televisão e do teatro, Bianca Rinaldi mostra que seu talento vai muito além das novelas e das lembranças como Paquita. No sofá de Virgínia, ela diverte os convidados ao ensinar movimentos de ginástica para Lucas Guedez — e não deixa ninguém parado!

Mas, entre uma brincadeira e outra, Bianca também revisita sua trajetória. “Desde a primeira vez que conheci aquele ser iluminado (Xuxa), me apaixonei. Fui Paquita por cinco anos. Foi uma época de muito aprendizado. Eu era muito nova, tudo era intenso”, relembra com carinho.

Atualmente, ela está em cartaz com a peça Casa, Comida e Alma Lavada, um espetáculo cômico que fala sobre casamento, convivência e os pequenos atritos da vida a dois. “A gente põe no palco coisas do dia a dia mesmo. Coisas simples, mas que todo casal entende: toalha em cima da cama, escova de dente no lugar errado, feijão demais… (risos)”, brinca. “Mas, por trás disso, a gente fala sobre a importância do diálogo, de lavar a alma juntos. E o público se identifica demais.”

O espetáculo encerra temporada em São Paulo e agora parte para uma turnê nacional — mais uma oportunidade para o público rir e se enxergar no cotidiano retratado no palco.

Quadros interativos, beijos e emoção em família

Como de costume, o programa aposta na espontaneidade dos quadros para aproximar os convidados do público. No hilário “Se Beber, Não Fale”, ninguém escapa dos desafios e revelações sob efeito de bebidas misteriosas — sempre com bom humor e sem perder o tom.

Mas a noite também ganha um toque de emoção com o retorno do “Sabadou Tem Que Beijar”, que nesta edição apresenta a tocante participação de Ariana e seu pai, Gonçalo. Em um momento sincero e carinhoso, os dois mostram que a conexão familiar pode se fortalecer mesmo diante das diferenças — um retrato raro e sensível na TV aberta.

O poder do feminino na TV de sábado à noite

Em meio ao entretenimento leve e bem produzido, o “Sabadou com Virgínia” deste sábado entrega algo ainda maior: um painel de vozes femininas potentes, diversas e transformadoras.

Lauana Prado representa a artista que venceu obstáculos e fez do amor próprio um motor criativo. Pepita, com sua fala cortante e doce ao mesmo tempo, escancara verdades que a sociedade ainda insiste em ignorar. E Bianca Rinaldi nos lembra que é possível reinventar-se a cada fase da vida — com humor, afeto e inteligência.

A presença das três, juntas, em um mesmo programa, diz muito sobre o atual momento da televisão brasileira: a busca por narrativas reais, plurais, que emocionam e provocam.

Comandado por Virgínia Fonseca, que já se firmou como um dos grandes nomes do entretenimento jovem e popular do país, o Sabadou se consolida como uma plataforma onde o riso e a emoção coexistem com naturalidade.

Uma noite para se inspirar, rir e refletir

Em tempos de polarizações, superficialidades e discursos prontos, o “Sabadou com Virgínia” mostra que o entretenimento pode ser leve e, ao mesmo tempo, profundo. Ao abrir espaço para histórias de superação, diversidade, maternidade, amores e recomeços, o programa não apenas entretém: ele acolhe.

Quem é Galactus? Conheça o novo vilão do MCU apresentado em “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”

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Ele não é um monstro. Nem um deus. Ele é a fome.
Quando o devorador de mundos desce sobre a tela em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, não é apenas o destino da Terra que está em jogo. É a própria noção de moralidade, equilíbrio cósmico e sacrifício que entra em colisão com a grandiosidade dessa entidade que desafia nossa compreensão do que é ser vilão.

Galactus, interpretado com peso e gravidade por Ralph Ineson, é mais que o antagonista do mais novo filme da Marvel Studios. Ele é uma força da natureza, uma entidade trágica e imensa que finalmente ganha a representação cinematográfica que os fãs esperaram por décadas. Mas quem é, afinal, esse ser colossal? E por que ele é considerado o inimigo definitivo do Quarteto Fantástico?

Vamos olhar além das explosões e portais cósmicos. Esta é a história de Galactus — das páginas dos quadrinhos aos cinemas. Uma figura que é, ao mesmo tempo, destruição e renascimento.

Galactus: entre mito e tragédia

Antes de mais nada, é preciso compreender: Galactus não é um vilão comum. Ele não está atrás de dominação, riqueza ou vingança. Ele consome planetas porque precisa. E é exatamente aí que mora sua complexidade.

Originalmente chamado Galan, era um cientista em um universo anterior ao nosso. Sim, anterior. No fim desse antigo cosmos, Galan sobreviveu ao cataclisma final conhecido como o Big Crunch, e renasceu após o Big Bang como uma entidade cósmica singular. Na gestação entre uma existência e outra, fundiu-se com a Sentença do Universo — uma espécie de força vital que molda as leis cósmicas. O resultado? Galactus.

Seu nascimento não é uma benção. É uma maldição carregada por um ser condenado a consumir planetas com energia vital para continuar existindo. Em sua essência, Galactus é um ciclo: onde ele pisa, a vida desaparece, mas sua existência também impede o desequilíbrio do cosmos.

Ele não quer destruir. Ele precisa destruir. E essa é a tragédia que o acompanha — e que o torna tão assustador.

A primeira aparição: Stan Lee e Jack Kirby criam um titã

Galactus surgiu pela primeira vez nas páginas da HQ Fantastic Four #48, em março de 1966, no arco que ficou conhecido como “A Trilogia de Galactus”. Criado por Stan Lee e Jack Kirby, o personagem foi uma tentativa ambiciosa de levar o conceito de vilania a um novo patamar. Ao invés de um inimigo humanoide, Lee e Kirby deram vida a uma ameaça metafísica. Algo que está além do bem e do mal.

E foi um sucesso. A imponência de Galactus, sua lógica alienígena e seu arauto poético — o Surfista Prateado — cativaram leitores e marcaram uma virada narrativa na Marvel.

Ao longo das décadas, ele apareceu em dezenas de histórias, protagonizou sagas inteiras, destruiu mundos e, ocasionalmente, foi até mesmo julgado em tribunais cósmicos por suas ações. Entre as participações mais marcantes, está o julgamento de Reed Richards, quando o Sr. Fantástico foi acusado por salvar a vida de Galactus — e, com isso, ser cúmplice de incontáveis genocídios cósmicos.

Foi nesse arco que os leitores conheceram uma das verdades mais desconcertantes do universo Marvel: Galactus não é um vilão. Ele é uma necessidade.

Do papel para as telas: a redenção visual do devorador

Em 2007, Galactus deu as caras pela primeira vez no cinema. Ou melhor, uma nuvem cósmica com o nome de Galactus. Foi no filme Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, sequência do longa de 2005 produzido pela 20th Century Fox. A decisão de retratá-lo como uma massa de energia amorfa — sem o icônico capacete ou visual antropomórfico — gerou revolta instantânea nos fãs.

Era uma versão que faltava peso, literal e simbólico. A ameaça era abstrata, e Galactus se tornou um vilão genérico entre tantos outros. O personagem, símbolo da escala épica da Marvel, havia sido reduzido a um borrão nos céus.

Mas em 2025, tudo mudou.

Quarteto Fantástico: Primeiros Passos finalmente entrega a representatividade visual, emocional e narrativa que Galactus merecia.

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A chegada de Galactus ao MCU

Dirigido por Matt Shakman, o filme se passa em uma Terra retrofuturista da década de 1960, no universo alternativo 828. Ali, Reed Richards (Pedro Pascal), Sue Storm (Vanessa Kirby), Ben Grimm (Ebon Moss-Bachrach) e Johnny Storm (Joseph Quinn) já são heróis estabelecidos, adorados pelo mundo como uma família de celebridades científicas.

Mas o tom muda quando o céu se rompe e a prateada Shalla-Bal (Julia Garner) surge com um aviso: Galactus está a caminho. E ele não quer apenas energia — ele quer o filho ainda não nascido de Sue e Reed, Franklin Richards, uma criança que carrega em si um poder cósmico ainda não compreendido.

Ao contrário das ameaças anteriores, Galactus não pode ser vencido com socos, explosões ou armadilhas. Ele é inevitável. O que está em jogo não é apenas a Terra — é a alma da família Richards.

A interpretação de Ralph Ineson: voz, presença e gravidade

Com sua voz grave e presença imponente, Ralph Ineson (conhecido por The Witch e Game of Thrones) encarna Galactus com camadas. O personagem é digitalmente ampliado, sim — mas há humanidade em seus olhos. Há tristeza. Há urgência.

Matt Shakman insistiu que Galactus fosse “interpretado” e não apenas criado por CGI. E isso faz toda a diferença. Ineson gravou suas falas nos estúdios Pinewood, mas também passou dias em prédios altos, segundo o próprio, para “sentir o mundo pequeno aos seus pés”. Um ator dentro da armadura, não apenas um dublador. E isso transparece.

A armadura fiel aos quadrinhos, em roxo e azul, foi produzida especialmente para o ator. Nas palavras do próprio diretor: “Queríamos que Galactus fosse não apenas uma ameaça, mas um personagem com uma alma partida.”

A tragédia de Sue e a redenção cósmica

No clímax do filme, Reed tenta esconder a Terra de Galactus usando uma rede de portais intergalácticos. Mas tudo falha. Em uma sequência intensa, Galactus captura Franklin e ameaça consumir tudo.

É então que Sue se sacrifica. Usando seus poderes até o limite, ela força Galactus a atravessar o último portal. O esforço é tanto que ela morre. Mas não por muito tempo.

No final, o bebê Franklin — agora manifestando um poder incompreensível — revive sua mãe em uma das cenas mais emocionantes do MCU até agora. Galactus é jogado no vazio do espaço-tempo, e a Terra, por ora, está salva.

Mas algo permanece claro: Galactus não foi vencido. Apenas afastado. Por enquanto.

Galactus: símbolo do inevitável

O que torna Galactus tão fascinante, e ao mesmo tempo tão assustador, é o fato de ele representar algo que todos nós tememos: o fim inevitável. Ele é o fim da linha, o esgotamento de recursos, a consequência de decisões impensadas, o colapso que ninguém quer encarar.

Mas ao mesmo tempo, Galactus também representa renovação. Seu ciclo de destruição abre caminho para novos começos. Nos quadrinhos, planetas destruídos por ele geram novas galáxias. Há algo de profundamente mitológico nessa dualidade.

Ele não é o mal. Ele é o necessário. Como a morte. Como a entropia. Como o tempo.

E o futuro? Um retorno inevitável

A cena pós-créditos de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos mostra uma figura misteriosa — de capa verde, máscara nas mãos — observando Franklin. Fãs atentos sabem: é Victor Von Doom, o Doutor Destino, principal inimigo da equipe.

Mas mesmo com a sombra de Destino surgindo, o universo Marvel agora carrega a marca de algo ainda maior: Galactus. E seu retorno é inevitável.

Com a introdução de Franklin Richards, o surgimento do Surfista Prateado e a escala cósmica crescente do MCU, é certo que o Devorador de Mundos voltará — e talvez, da próxima vez, como aliado. Ou como juiz.

Cinemaço deste domingo (27/07) exibe “Golpe de Mestre” – Suspense coreano eletrizante sobre corrupção, traição e inteligência policial

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Na noite deste domingo, 27 de julho, o Cinemaço da TV Globo traz um thriller sul-coreano de tirar o fôlego: “Golpe de Mestre” (Master), um filme que mescla ação, drama e investigação em uma trama complexa sobre redes de corrupção, poder e manipulação. Lançado originalmente em 2016, o longa dirigido por Jo Ui-seok conquistou o público coreano e se espalhou para mais de 30 países, consolidando-se como um dos maiores sucessos do cinema asiático recente. As informações são do AdoroCinema.

O filme será exibido logo após o Domingo Maior, e promete uma madrugada de tensão e reviravoltas para os amantes de histórias de crime corporativo e investigações implacáveis.

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Uma teia de poder, fraudes e perseguições

A história gira em torno de Jin Hyun-pil, interpretado com frieza cirúrgica por Lee Byung-hun (conhecido por filmes como “G.I. Joe” e “O Contratado”). Jin é o CEO da One Network Inc., uma empresa de fachada que, sob o pretexto de ser um negócio multinível promissor, funciona como um esquema bilionário de fraude financeira envolvendo empresários influentes, políticos e membros do alto escalão coreano.

Do outro lado da lei, temos o incansável detetive Kim Jae-myung (vivido por Gang Dong-won), chefe da unidade de crimes intelectuais da polícia, que suspeita das operações da One Network. O que começa como uma investigação silenciosa, logo se transforma em um jogo perigoso de espionagem corporativa, manipulação digital e caçadas internacionais.

O ponto de virada ocorre com a entrada de Park Jang-gun (Kim Woo-bin), o cérebro da arquitetura digital da empresa. Jovem, brilhante e levemente arrogante, Park é convencido a colaborar com Kim em troca de um acordo judicial. Mas ele tem seus próprios planos: trair Jin, roubar o fundo secreto da empresa e desaparecer com uma fortuna.

A partir daí, “Golpe de Mestre” se torna uma batalha de estratégias onde ninguém é exatamente o que parece — e cada movimento pode ser fatal.

Elenco afiado e direção precisa

Parte do charme de “Golpe de Mestre” está na atuação estelar de seu trio principal. Lee Byung-hun oferece um vilão carismático e ameaçador, que mistura charme empresarial com brutalidade silenciosa. Gang Dong-won incorpora o investigador com seriedade e empatia, equilibrando a rigidez do cargo com convicções morais fortes. Já Kim Woo-bin brilha como o hacker duplo, ambíguo e essencial para o desenrolar da trama.

A direção de Jo Ui-seok é dinâmica, elegante e muitas vezes surpreendente. Conhecido por seu trabalho em “Cold Eyes” (2013), Ui-seok constrói o filme com tensão crescente, bons planos de câmera e cortes que mantêm o espectador preso. A montagem é rápida sem ser confusa, e os momentos de ação são bem coreografados, sem perder o tom realista.

Impacto internacional e sucesso de bilheteria

O sucesso de “Golpe de Mestre” não se restringiu à Coreia do Sul. Antes mesmo da estreia nos cinemas coreanos, o longa já havia sido vendido para 31 países durante o American Film Market de 2016 — o que mostra o crescente interesse global por thrillers asiáticos com alto nível de produção.

Logo no lançamento, o filme ocupou 1.448 salas e liderou as bilheteiras com quase 400 mil ingressos vendidos no primeiro dia. Ao longo das semanas, “Golpe de Mestre” atingiu mais de 7 milhões de ingressos vendidos e arrecadou quase 50 milhões de dólares, entrando para o top 15 dos maiores sucessos coreanos daquele ano.

Um suspense que espelha realidades

O roteiro de “Golpe de Mestre” é mais do que entretenimento. Ele dialoga diretamente com escândalos políticos e financeiros que têm assolado governos e empresas em todo o mundo — inclusive no Brasil. Ao mostrar como uma empresa fraudulenta se infiltra no poder político, manipula a mídia e intimida seus opositores, o filme coloca o espectador diante de um espelho social incômodo.

A tensão aumenta quando percebemos que a justiça, mesmo quando bem-intencionada, enfrenta uma máquina muito mais bem equipada, rica e articulada. A figura do detetive Kim Jae-myung se torna quase simbólica: um herói realista, movido mais pela persistência do que pela força bruta.

Um desfecho imprevisível

Sem dar spoilers, vale dizer que o final de “Golpe de Mestre” quebra expectativas e adiciona uma camada extra à complexidade da história. O que parecia resolvido se transforma novamente — num gesto que honra os grandes thrillers políticos, onde a verdade é muitas vezes mais ambígua do que se deseja.

O espectador é levado a refletir sobre os limites da justiça, a facilidade com que o dinheiro compra silêncio e a fragilidade das instituições diante do crime de colarinho branco.

Por que assistir hoje no Cinemaço?

Para quem gosta de thrillers inteligentes, “Golpe de Mestre” é uma verdadeira aula de como contar uma história envolvente com temas atuais, personagens bem construídos e um ritmo alucinante. A exibição na TV Globo é uma ótima oportunidade para conhecer (ou rever) um dos maiores acertos do cinema coreano moderno — numa madrugada que promete prender até os mais sonolentos.

Jason retorna às origens em novo “Sexta-Feira 13”, revelado na San Diego Comic-Con 2025

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A neblina sobre o Lago Crystal nunca se dissipou totalmente. Décadas após o primeiro grito ecoar na floresta, Jason Voorhees volta à cena, não em um reboot ou uma série milionária, mas num curta-metragem violento, direto e brutal, como o personagem exige. Intitulado “Sweet Revenge”, o novo capítulo da franquia Sexta-Feira 13 foi revelado durante o aguardado painel na San Diego Comic-Con 2025 e levou os fãs à loucura — tanto os veteranos que viram o original em VHS quanto os jovens que descobriram o assassino mascarado nas plataformas de streaming.

Dirigido por Mike P. Nelson, conhecido por seu olhar cru e sem concessões no reboot de O Massacre da Serra Elétrica, Sweet Revenge chega como um lembrete de que o terror pode ser curto, mas impactante — e que Jason nunca dorme por muito tempo.

Jason não precisa de muito para assustar

Diferente de grandes produções que se perdem em explicações ou backstories desnecessários, Sweet Revenge opta pela simplicidade e pelo instinto, entregando 15 minutos de tensão crescente, violência gráfica e homenagens diretas ao filme que deu origem a tudo, em 1980.

O trailer exibido na Comic-Con já deixa claro que não há tempo a perder: um grupo de jovens se isola em uma cabana na floresta. É o tipo de premissa que qualquer fã de slasher reconhece à primeira vista — e é exatamente isso que o curta quer. A ação começa com uma garota remando sozinha em um pequeno barco, quando ouve um som estranho vindo debaixo d’água. Um segundo depois, ela desaparece, puxada por algo invisível. O que se segue é um colapso emocional, uma tensão crescente entre os amigos e, claro, o surgimento do assassino que transforma o lugar em um matadouro a céu aberto.

O que surpreende não é o “quê”, mas o “como”. Jason não aparece como uma sombra mítica ou uma figura em CGI — ele é palpável, bruto, humano e monstruoso ao mesmo tempo. Interpretado por um ator ainda não revelado, o vilão ressurge com sua clássica máscara de hóquei, sua postura ameaçadora e suas mortes criativas, rápidas e dolorosas.

Um projeto nascido da paixão e da espera

Sweet Revenge não foi feito para lucrar, nem para iniciar uma nova cronologia. Ele nasceu de uma vontade genuína de homenagear o original. Com a série Crystal Lake adiada indefinidamente por problemas nos bastidores e disputas criativas, o diretor Mike P. Nelson viu uma brecha e propôs à equipe detentora dos direitos da franquia algo menor — mas cheio de alma.

Durante o painel, Nelson explicou: “Queríamos mostrar que Jason ainda funciona. Sem precisar de um filme de duas horas, sem tentar ser moderno demais. Voltar ao básico. Floresta, escuridão, juventude e sangue. Jason é isso.”

E ele não está errado. Em tempos onde o terror caminha entre o elevado e o autoral, ver uma produção que abraça o slasher puro como forma de entretenimento é quase um ato de rebeldia — e de saudade.

O terror que não morre

Lançado originalmente em 1980, o primeiro Sexta-Feira 13 não nasceu com a intenção de se tornar o império de máscaras, facões e gritos que conhecemos hoje. Dirigido por Sean S. Cunningham e escrito por Victor Miller, o longa foi claramente inspirado pelo sucesso de Halloween (1978), mas com mais sangue e uma reviravolta inesperada: o assassino era a mãe de Jason, Pamela Voorhees.

O filme fez história: arrecadou quase 60 milhões de dólares com um orçamento de 500 mil e inaugurou uma franquia que, mesmo com altos e baixos, definiu o gênero slasher ao lado de Freddy Krueger e Michael Myers. Jason, que sequer era o assassino no original, assumiu o manto a partir do segundo filme e tornou-se um dos vilões mais reconhecíveis do cinema de horror.

Ao longo de doze filmes, um crossover com A Hora do Pesadelo e um reboot em 2009, a franquia se reinventou, flertou com o sci-fi (Jason X, alguém?), foi ao inferno, voltou e até viajou no tempo. Mas uma coisa permaneceu constante: Jason sempre volta. Como um pesadelo coletivo que atravessa gerações.

O retorno aos efeitos práticos

Um dos elementos mais celebrados do curta Sweet Revenge é seu uso exclusivo de efeitos práticos. Nada de sangue digital, mortes em CGI ou ambientações sintéticas. Tudo foi feito como nos velhos tempos: maquiagem, próteses, litros de sangue cenográfico e muito trabalho artesanal.

Essa escolha não é apenas estética, mas simbólica. É um sinal de respeito aos filmes originais, que conquistaram o público pelo choque físico e não por ilusões digitais. Os fãs, sempre atentos aos detalhes, já classificam o curta como “um verdadeiro respiro” num mercado saturado por efeitos artificiais.

E onde está a série Crystal Lake?

A grande expectativa dos últimos anos era a chegada da série Crystal Lake, planejada como uma prequel focada em Pamela e o jovem Jason. Produzida pelo Peacock com envolvimento de Bryan Fuller (Hannibal), o projeto teve diversas reviravoltas, incluindo a saída de Fuller, e segue sem previsão de estreia.

A indecisão em torno da série abriu espaço para que Sweet Revenge surgisse como um interlúdio violento e bem-vindo, capaz de manter o nome da franquia pulsando enquanto o futuro não se decide. Ao que tudo indica, o curta não faz parte de nenhuma cronologia específica, mas também não contradiz nada que já foi feito — o que permite que ele funcione tanto como tributo quanto como peça isolada.

A importância cultural de Jason Voorhees

Jason é mais do que um vilão de cinema. Ele é uma entidade cultural, uma espécie de símbolo do medo coletivo. A máscara de hóquei, o facão, os passos lentos e silenciosos, o ambiente do acampamento — tudo isso ultrapassou o cinema e se tornou ícone do imaginário pop.

Durante a Comic-Con, os corredores estavam repletos de fãs usando camisetas com estampa da Camp Crystal Lake, máscaras de papelão e até bonecos personalizados. O curta Sweet Revenge foi recebido com aplausos de pé por boa parte do público presente, que parecia ver ali um renascimento do que o slasher tem de melhor: tensão, criatividade, e a doce (ou amarga) expectativa de que ninguém está seguro.

O que o futuro reserva?

Com o sucesso do curta e a reação positiva dos fãs, é possível que Sweet Revenge funcione como um termômetro para novos projetos. Mike P. Nelson já declarou interesse em dirigir algo maior no universo da franquia. Mas, por enquanto, o curta cumpre seu papel: reacender o nome de Jason com o peso que ele merece.

Rita Batista emociona o público no quadro “Quem Vem Pra Cantar” no Domingão com Huck deste domingo (27)

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Neste domingo, 27 de julho de 2025, o palco do Domingão com Huck será tomado por emoção, afeto e boas doses de surpresa. Convidada especial do quadro Quem Vem Pra Cantar, a apresentadora, jornalista e radialista Rita Batista protagoniza um dos momentos mais marcantes da temporada. Conhecida pelo carisma vibrante e pela autenticidade que carrega em sua trajetória, Rita revisita memórias, solta a voz e encara um dueto misterioso que promete tocar fundo o coração dos telespectadores — e o dela também.

Ao lado de Luciano Huck, Rita mergulha em lembranças que moldaram sua vida pessoal e profissional. O reencontro com uma figura importante de sua história, cuidadosamente mantida em segredo até o momento final, é o ápice de uma participação que celebra mais do que talento: celebra resiliência, representatividade e a potência das conexões humanas.

Neste especial, vamos mergulhar na biografia de Rita Batista, reviver os principais momentos da sua carreira e entender por que sua presença no Domingão neste domingo é mais do que um simples quadro musical — é um tributo à mulher negra que vem abrindo caminhos e inspirando tantas outras a fazerem o mesmo.

Um reencontro inesquecível no ‘Quem Vem Pra Cantar’

O quadro Quem Vem Pra Cantar, uma das atrações mais populares do Domingão com Huck, é conhecido por promover reencontros entre celebridades e pessoas marcantes em suas vidas — tudo através da música. No caso de Rita, o suspense envolveu o público e a própria convidada, que recebeu pistas de Luciano Huck enquanto tentava adivinhar quem se escondia atrás do telão. O mistério, no entanto, era mais do que uma brincadeira de palco: era o prenúncio de uma catarse emocional.

Rita Batista, acostumada aos microfones e câmeras, deixou transparecer sua emoção de forma comovente. Ao reconhecer a voz do seu convidado-surpresa durante o dueto, foi impossível conter as lágrimas — e o público acompanhou cada segundo da descoberta com o coração apertado. Trata-se de alguém profundamente conectado à jornada de Rita, alguém que esteve presente em momentos decisivos e ajudou a moldar a profissional e mulher que ela é hoje.

Esse tipo de narrativa genuína é o que fortalece a conexão entre o programa e a audiência. Rita, com sua habitual espontaneidade, alternou entre sorrisos e lágrimas, agradecendo pela oportunidade de reviver sentimentos muitas vezes guardados em silêncio.

Uma vida dedicada à comunicação

Nascida em 22 de maio de 1979, em Salvador, Rita de Cássia Batista Suzart cresceu em meio ao calor baiano e ao fervor cultural de uma cidade marcada por contrastes e tradições. Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica do Salvador, Rita iniciou sua trajetória no Grupo Metrópole em 2003, revelando desde cedo um apetite voraz por contar histórias, comunicar com paixão e desafiar os formatos tradicionais da mídia.

Ela se destacou em diferentes funções — apresentadora, repórter e produtora — e não demorou a deixar sua marca também no rádio. Criou o ousado programa “Rita para Maiores”, que abordava sexualidade de forma aberta e educativa, e participou da bancada do Aratu Notícias, da TV Aratu, afiliada do SBT. Desde então, sua atuação passou a ser sinônimo de quebra de tabus e combate à invisibilidade das mulheres negras no jornalismo.

Da Bahia para o Brasil

Aos poucos, Rita foi se consolidando como um rosto querido e respeitado na mídia baiana, o que a levou a novas oportunidades na TV Bandeirantes Bahia, onde comandou o Boa Tarde Bahia e se destacou no tradicional Band Folia, cobrindo o carnaval com irreverência e competência.

Foi também nesse período que o Brasil começou a enxergar o brilho de Rita. Em 2012, ela chegou à Rede Bandeirantes nacional para apresentar o programa de variedades Muito+. No ano seguinte, integrou o elenco do aclamado A Liga, mergulhando em reportagens de impacto social e mostrando um lado mais investigativo e empático do jornalismo.

Mesmo com altos e baixos — como a demissão da TV Aratu em 2016, após o fim do Bom Dia Bahia — Rita manteve sua determinação. Regressou à Rádio Metrópole, explorou novas linguagens na TVE Bahia, apresentou o carnaval na TV pública e consolidou sua imagem como comunicadora versátil e comprometida com pautas sociais relevantes.

Da TV pública ao estrelato na TV Globo

Entre 2018 e 2020, Rita esteve à frente do telejornal TVE Revista, e em seguida iniciou uma trajetória ascendente na TV Globo, integrando os quadros da Super Manhã, do Encontro, Mais Você e É de Casa. Sua chegada à bancada fixa do É de Casa em julho de 2022, ao lado de Maria Beltrão, Talitha Morete e Thiago Oliveira, foi mais do que uma promoção: foi um marco simbólico na diversidade da emissora, representando milhões de brasileiros que se viram nela pela primeira vez.

No GNT, em 2024, Rita também brilhou ao integrar o time do Saia Justa, ao lado de Eliana, Bela Gil e Tati Machado. A troca de ideias entre quatro mulheres com histórias distintas e potentes fez da temporada uma das mais assistidas e comentadas dos últimos anos.

Uma voz que representa muitas

A presença de Rita Batista na televisão brasileira vai muito além de sua competência como jornalista ou apresentadora. Ela é um símbolo de resistência, autoestima e representatividade negra em um meio historicamente dominado por padrões excludentes. Mulher preta de Salvador, de origem periférica, com sotaque, com gírias, com corpo fora do padrão. E com coragem de não abrir mão de nenhum desses traços.

Seu trabalho não é apenas performático — é político. Rita fala com a alma de quem já foi subestimada, de quem já precisou abrir caminho onde não havia trilha. E, ao fazer isso, ela inspira outras mulheres negras a ocuparem seus lugares com dignidade, orgulho e ambição.

‘Domingão com Huck’ em clima de homenagem e celebração

Além do Quem Vem Pra Cantar, o Domingão com Huck deste domingo promete fortes emoções com quadros como Pequenos Gênios, que destaca o talento de crianças prodígio, e Quem Quer Ser Um Milionário, o tradicional game show que une entretenimento e conhecimento. O quadro Encontrar Alguém também marca presença, com uma história especial em homenagem ao Dia dos Avós — tema que costuma arrancar lágrimas e sorrisos dos telespectadores.

Na famosa “bomboniere” do programa, Ed Gama, Déa Lúcia, Lívia Andrade e Preto Zezé trazem comentários irreverentes sobre os acontecimentos do palco, reforçando o clima de festa, leveza e reflexão que é marca registrada da atração dominical.

O legado que Rita constrói

Rita Batista não chegou à televisão por acaso, tampouco teve uma jornada facilitada. Sua história é feita de persistência, rupturas, reconstruções e coragem. Neste domingo, ao cantar no palco do Domingão, ela canta por todas as vozes que foram silenciadas. Canta por sua ancestralidade, por sua cidade, por sua caminhada e, principalmente, por um futuro onde mais Ritas possam brilhar — sem pedir licença.

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