“Roda a Roda Jequiti” deste domingo (20/07): Patrícia e Rebeca Abravanel apresentam novos ganhadores

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RODA A RODA

Neste domingo, 20 de julho de 2025, às 19h20, o SBT abre as portas para sonhos, risos e lágrimas com uma edição especial do Roda a Roda Jequiti. Um clássico da televisão brasileira que atravessa décadas com o mesmo entusiasmo, agora em clima de celebração e emoção, comandado pelas carismáticas irmãs Patrícia e Rebeca Abravanel. Filhas de Silvio Santos, elas não apenas herdaram o legado, mas também o dom raro de conversar com o povo como quem senta ao lado da plateia — com humor, empatia e coração aberto.

Se ainda restam dúvidas sobre por que o Roda a Roda é um dos últimos grandes encontros de famílias em frente à TV, essa edição promete esclarecer tudo. Prepare-se para gargalhadas, histórias comoventes, viradas surpreendentes e um ambiente em que o calor humano é a verdadeira estrela da noite.

Duas irmãs, uma missão: transformar vidas com leveza e amor

Desde que assumiram o programa em edições especiais, Patrícia e Rebeca Abravanel provaram que são mais que herdeiras de um império midiático — são comunicadoras nata, com timing de palco, sensibilidade afiada e um dom raro de criar conexão com quem assiste.

Elas não apenas apresentam: vivem cada segundo do programa. Brincam entre si com cumplicidade, fazem piada com os convidados, escutam suas histórias com respeito e se emocionam junto. Há entre elas uma troca silenciosa que encanta: um olhar basta para entender o que a outra está sentindo.

“Parece um almoço de domingo com a família toda reunida. Cada participante que chega traz um pouco da casa dele pro nosso estúdio”, revelou Patrícia nos bastidores, pouco antes da gravação desta edição especial.

Mais que um game show: uma celebração da vida brasileira

A dinâmica do programa é conhecida — girar a roleta, adivinhar palavras e torcer para escapar da famigerada “Perde Tudo”. Mas o que acontece em torno disso é o que transforma a experiência: o palco do Roda a Roda se torna um território de superação, coragem e sonho.

Neste domingo, segundo informações apuradas com exclusividade pelo Almanaque Geek, os competidores vêm de diferentes partes do país e carregam histórias fortes: um entregador que vende Jequiti entre um pedido e outro; uma avó que viu nos cosméticos uma forma de sustentar os netos; uma mãe solo que luta diariamente contra a invisibilidade social.

“Tem histórias que a gente jamais imaginaria ouvir num game show. E elas chegam, sem filtro, com verdade, com lágrima, com fé. Isso é o Roda a Roda”, afirma uma produtora da atração, que acompanha os participantes desde a recepção até a despedida.

Emoção que ultrapassa a tela

O impacto do programa vai muito além do estúdio. Os consultores e clientes Jequiti que participam da atração passam por uma experiência completa: são recebidos com carinho pela equipe, ganham uma imersão nos bastidores do SBT e, muitas vezes, vivem ali um dos momentos mais marcantes de suas vidas.

“Eu chorei o dia inteiro quando soube que fui sorteada. Estar no palco, ver a Rebeca sorrindo pra mim, foi mágico. Nunca imaginei passar por isso”, diz Ana Luísa, de Bauru, participante da edição de maio.

A edição deste domingo promete seguir esse mesmo ritmo: histórias reais, emoções à flor da pele e um público que não só torce — vibra, se reconhece, se emociona junto. E não é raro ver lágrimas escorrendo nos rostos da plateia, da equipe técnica, dos câmeras, das próprias apresentadoras.

Prêmios que mudam trajetórias

Além da visibilidade e da experiência, os participantes concorrem a prêmios que podem realmente transformar destinos: barras de ouro, viagens, kits de produtos, dinheiro em espécie. Mas, muitas vezes, o maior prêmio é outro: o reconhecimento de uma trajetória de luta.

“Quando você está ali no palco, não é só sobre ganhar. É sobre mostrar que a gente existe, que a gente é capaz, que a gente tem valor”, disse um dos participantes após a gravação.

E há também os pequenos gestos que fazem a diferença: um abraço apertado de Rebeca, um elogio espontâneo de Patrícia, o carinho dos profissionais que cuidam dos bastidores com zelo. Tudo isso faz do Roda a Roda uma experiência que vai muito além do entretenimento.

Como participar?

Se você se emocionou e pensou “quero estar ali”, saiba que participar do Roda a Roda Jequiti é possível e acessível. Consultores da marca entram automaticamente nos sorteios a cada pedido registrado. Já os clientes podem participar adquirindo produtos com cupons promocionais e enviando para a Caixa Postal 05947-960.

E mais: além da chance de participar do programa, todos ainda concorrem a brindes e prêmios exclusivos. Um incentivo que movimenta a rede, estimula o empreendedorismo e aproxima pessoas do sonho de brilhar na TV.

Um marco na televisão brasileira

O Roda a Roda nasceu em 2003, inspirado em clássicos internacionais, mas com alma 100% brasileira. Desde então, o programa consolidou-se como um fenômeno da TV aberta — resistindo ao tempo, às transformações tecnológicas e às mudanças de hábito do público.

Mesmo em plena era do streaming, ele mantém seu posto de audiência fiel, especialmente aos domingos, quando famílias inteiras ainda se reúnem para torcer juntas. A cada edição, o programa reafirma que a televisão, quando feita com verdade, ainda tem um lugar sagrado no coração do Brasil.

As novas madrinhas do público

Com o afastamento de Silvio Santos da televisão, muitos se perguntaram: quem seria capaz de manter viva a magia do SBT? A resposta veio aos poucos, com naturalidade — e tem nome duplo: Patrícia e Rebeca.

Elas não tentam imitar o pai, mas incorporam seu espírito: valorizam o povo, o improviso, a emoção. Em vez de copiar fórmulas antigas, criam um novo frescor para a televisão de auditório — um híbrido de tradição e modernidade.

Com talento, empatia e leveza, elas se consolidam como as novas madrinhas do Brasil televisivo — figuras que não apenas conduzem o programa, mas abraçam seus participantes com afeto e autenticidade.

Portanto, marque na sua agenda: domingo, às 19h20, no SBT, você tem um encontro com a emoção, com a esperança e com as histórias que representam o melhor do Brasil.

Crítica | Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) renova o clássico com suspense e emoção

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Foto: Reprodução/ Internet

Mais de 25 anos após o lançamento do clássico que definiu o slasher para uma geração inteira, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado retorna em 2025 com um novo olhar, novas vítimas e a mesma sombra aterrorizante do passado. A produção dirigida por Jennifer Kaytin Robinson — conhecida por sua abordagem sensível e moderna sobre juventude e culpa — não é apenas uma releitura do original, mas uma extensão sombria e emocional da mitologia que se iniciou em 1997.

Com roteiro de Leah McKendrick, baseado no romance homônimo de Lois Duncan, o filme traz um elenco jovem liderado por Madelyn Cline, Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King, que vivem cinco amigos marcados por um segredo mortal. A nova versão mescla tensão psicológica, violência gráfica e uma forte carga emocional, que explora não só o trauma coletivo, mas também a herança de uma cidade ainda marcada pelo chamado Massacre de Southport — evento ocorrido na linha do tempo do filme original.

A nova trama: fantasmas do passado em corpos jovens

Logo nos primeiros minutos, o filme estabelece a atmosfera densa e moralmente ambígua que vai permear toda a narrativa. Em uma noite aparentemente comum de verão, cinco amigos celebram o fim do ensino médio. A embriaguez, a euforia e uma série de escolhas impulsivas culminam em um trágico acidente: um pedestre é atropelado e morre na hora. O grupo, tomado pelo pânico, decide esconder o corpo e jurar segredo.

O que parecia um pacto entre amigos se transforma em um pesadelo meses depois, quando todos passam a receber mensagens ameaçadoras: “Eu sei o que vocês fizeram.” O que começa como uma brincadeira mórbida vira terror absoluto quando um misterioso assassino com um gancho começa a persegui-los. Cada membro do grupo é confrontado não apenas com a morte iminente, mas com a culpa que os consome desde aquela noite. No entanto, à medida que investigam os ataques, descobrem que não são os primeiros a viver esse inferno: o passado do massacre de 1997 ainda ecoa.

Em uma virada engenhosa, o roteiro conecta os novos protagonistas aos sobreviventes originais do primeiro filme. Eles buscam a ajuda dos únicos que enfrentaram e sobreviveram ao maníaco há mais de duas décadas. O que parecia apenas um reboot se transforma em um capítulo adicional e sombrio de uma saga sobre culpa, arrependimento e vingança.

Direção afiada e tensão contínua

Jennifer Kaytin Robinson, que já havia demonstrado domínio sobre dilemas juvenis em Alguém Avisa? e Do Revenge, aqui se mostra à vontade no campo do terror, trazendo profundidade emocional sem sacrificar o suspense. Ela entende que o verdadeiro horror não está apenas no monstro com gancho — mas no que somos capazes de fazer uns com os outros para sobreviver ou esconder nossas falhas.

A cineasta também acerta ao utilizar um ritmo cadenciado que equilibra sustos brutais com momentos mais introspectivos. A violência é gráfica, mas nunca gratuita. Ela serve como extensão da dor interna dos personagens, um reflexo físico da culpa que carregam.

A fotografia é escura e opressiva, com uso frequente de névoa e sombras para esconder (e, por vezes, revelar) os perigos que se aproximam. Southport, a cidade fictícia que retorna como cenário, é mostrada como um lugar corroído por tragédias antigas, onde o tempo não apaga os pecados — apenas os esconde melhor.

O elenco: juventude à beira do abismo

Madelyn Cline, conhecida por Outer Banks, entrega uma performance tensa e cativante como a jovem líder do grupo, Emma. Sua personagem oscila entre o desespero e a tentativa de controle, encarnando uma figura que tenta manter todos unidos enquanto o medo os fragmenta. Já Chase Sui Wonders e Jonah Hauer-King interpretam, respectivamente, a melhor amiga de Emma e seu ex-namorado — ambos com segredos próprios que aumentam a tensão interna.

O filme também se destaca ao trazer de volta — em participações especiais e significativas — personagens ligados ao longa original. Embora a produção tenha mantido em sigilo a identidade dos veteranos que retornam, o impacto da conexão é profundo, reforçando que o mal em Southport não tem prazo de validade.

Temas profundos: culpa, juventude e o preço do silêncio

Mais do que um simples filme de terror, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) é um estudo sobre juventude, responsabilidade e as consequências dos atos impensados. Ele reflete sobre o pacto do silêncio, frequentemente feito por medo ou vergonha, e como isso afeta toda uma comunidade.

Há uma discussão sutil sobre redes sociais, cancelamento e a nova forma de punição pública na era digital — algo impensável na época do filme original. O assassino, neste contexto, não é apenas um justiceiro mascarado: ele é a encarnação da vergonha e da verdade que sempre vem à tona, mesmo após anos de negação.

Além disso, a obra propõe uma reflexão sobre o trauma geracional. Ao revisitar os sobreviventes de 1997, o roteiro aponta para um ciclo de violência e omissão que se repete, mostrando que lidar com o passado é o único caminho para evitar novas tragédias.

Um novo fôlego para o horror teen

Enquanto muitos reboots se contentam em reciclar fórmulas, Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) surpreende ao não temer caminhar por novas rotas, mesmo que arriscadas. A produção aposta em um tom mais sombrio, psicológico e maduro, abraçando o slasher com mais consistência e menos dependência de sustos fáceis.

Ao introduzir uma mitologia própria — com pistas de que há algo maior, quase sobrenatural, por trás dos eventos de Southport — o filme abre caminho para possíveis continuações ou até uma minissérie. Em tempos em que o horror teen parecia esgotado, esta produção mostra que ainda há espaço para histórias bem contadas, com emoção e crítica social.

Um dos grandes filmes de terror do ano

Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado (2025) cumpre a difícil missão de reviver um clássico cult e, ao mesmo tempo, se estabelecer como uma obra relevante, independente e emocionalmente forte. É uma história de culpa e redenção, de erros que não podem ser apagados e de como o medo — quando nutrido em silêncio — pode virar um monstro real.

Para os fãs do original, é um retorno ao lar (assustador, mas necessário). Para os novos espectadores, é um convite ao pesadelo moderno, onde o horror não está apenas no escuro — mas no espelho.

Younite desembarca no Brasil com turnê inédita e gratuita em parte das cidades

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Foto: Reprodução/ Internet

Com apenas dois anos de estrada, a boyband sul-coreana Younite já conquistou corações pelo mundo — e agora está pronta para conhecer de perto os fãs brasileiros. A partir do dia 16 de agosto, o grupo embarca em sua primeira turnê pelo Brasil, com nove apresentações em seis estados, incluindo participações em festivais culturais e shows acessíveis, com ingressos a preços populares. As informações são da Folha de São Paulo.

A iniciativa faz parte de um projeto maior de intercâmbio artístico-cultural idealizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, que escolheu o grupo como embaixador jovem da nova onda do K-pop em solo latino-americano. “YOUNITE significa ‘Você e Eu: estamos conectados’. Não é apenas um nome artístico, mas um conceito que se alinha com a proposta desta turnê”, destaca o comunicado oficial da Brand New Music, empresa que gerencia a carreira da banda.

Agenda extensa, ingressos acessíveis e encontros com fãs

Ao todo, serão nove datas confirmadas, com destaque para eventos gratuitos em São Paulo e Brasília, integrados aos festivais de cultura coreana promovidos por embaixadas locais. Nas demais cidades — Curitiba, Piracicaba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia — os ingressos variam a partir de R$ 80, permitindo que fãs de diferentes regiões tenham acesso a uma experiência ao vivo com o grupo.

Confira as datas:

  • 16 e 17/08 – São Paulo (evento gratuito)
  • 19/08 – Curitiba
  • 21/08 – Piracicaba
  • 24/08 – Rio de Janeiro
  • 26/08 – Belo Horizonte
  • 28/08 – Goiânia
  • 30 e 31/08 – Brasília (evento gratuito)

“Estamos ansiosos para sentir de perto o calor dos fãs brasileiros. Sabemos que o Brasil ama o K-pop e queremos retribuir esse carinho com muita música, energia e gratidão”, afirmou Eunsang, um dos integrantes mais populares da banda, em entrevista ao jornal coreano The Korea Herald.

Quem é o Younite? A boyband que representa a nova geração do K-pop

Formado em 2022 pela Brand New Music, o YOUNITE estreou com o EP Youni-Birth e rapidamente atraiu atenção por seu estilo visual moderno, coreografias precisas e letras que falam de juventude, identidade e conexões pessoais. O grupo começou com nove membros, mas atualmente conta com oito integrantes ativos: Eunho, Steve, Eunsang, Hyungseok, Woono, Dey, Kyungmun e Sion.

Eunsang, ex-integrante do grupo X1 (formado pelo programa Produce X 101), é considerado o rosto mais conhecido do grupo, tendo trilhado carreira solo antes de se juntar ao projeto. Já Kyungmun chamou atenção ao participar do reality show LOUD, da JYP Entertainment. Essa bagagem individual agrega diversidade de talentos ao YOUNITE, que já lançou quatro EPs desde a estreia e se destaca pelo dinamismo de seus lançamentos.

O grupo traz como assinatura o conceito de juventude em transformação, sempre evocando a ideia de pertencimento e acolhimento mútuo. “Eles são como uma cápsula do tempo para a geração Z”, escreveu o portal Seoulbeats em sua resenha do EP Youni-Q.

Turnê como estratégia de diplomacia cultural

Mais do que uma série de shows, a passagem do YOUNITE pelo Brasil integra uma movimentação maior de expansão da diplomacia cultural sul-coreana. A presença de grupos de K-pop em países da América Latina tem crescido significativamente, não apenas em grandes arenas, mas também em ações locais que promovem o idioma, a gastronomia e os costumes coreanos.

“O Brasil é um mercado estratégico para a cultura coreana. Temos aqui um público jovem, conectado e apaixonado. Trazer o YOUNITE é uma forma de estreitar esse laço cultural”, explicou Min-Soo Han, diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil. Ele aponta ainda que os festivais em São Paulo e Brasília terão atividades paralelas, como oficinas de caligrafia, workshops de dança K-pop e mostras gastronômicas típicas.

A estratégia vem dando certo: segundo dados da Embaixada da Coreia do Sul no Brasil, houve um aumento de 42% na procura por aulas de coreano em 2024, além do crescimento das comunidades online dedicadas ao K-pop. Só o fandom do YOUNITE no Brasil já ultrapassa 150 mil seguidores nas redes sociais, mesmo antes da primeira visita ao país.

Impacto social e geração de oportunidades

A acessibilidade dos eventos é um dos pontos mais celebrados por fãs e especialistas. Ao realizar apresentações gratuitas em grandes capitais e oferecer valores populares nos demais shows, o projeto democratiza o acesso à cultura pop coreana — que, muitas vezes, é limitada a fãs com maior poder aquisitivo devido aos altos custos de turnês privadas.

“Esse tipo de evento público é transformador. Ele dá a jovens periféricos, estudantes e pessoas de diferentes perfis a chance de viver algo que parecia inalcançável. Não é só entretenimento, é inclusão cultural”, afirma Luciana Yamamoto, pesquisadora de relações culturais internacionais e autora de estudos sobre soft power asiático na América Latina.

O que esperar dos shows no Brasil?

Segundo a Brand New Music, a turnê brasileira do grupo trará um setlist variado, incluindo sucessos como “Bad Cupid”, “Waterfall”, “Everybody”, além de performances especiais montadas exclusivamente para o público brasileiro. Os integrantes também prometem interações ao vivo, incluindo jogos, perguntas do público e mensagens em português.

Billie Eilish anuncia filme-concerto em 3D com direção de James Cameron

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Foto: Reprodução/ Internet

No último sábado (19), durante um show lotado em Manchester, na Inglaterra, a cantora Billie Eilish surpreendeu os fãs com um anúncio histórico: está a caminho um filme-concerto baseado na turnê de seu mais recente álbum, Hit Me Hard and Soft. E mais: o projeto será dirigido pelo cineasta James Cameron e filmado em 3D, prometendo uma nova fronteira de imersão sensorial na música ao vivo.

“Eu não posso dizer muito sobre, mas o que eu posso dizer é que estou trabalhando em algo muito, muito especial com alguém chamado James Cameron… e será em 3D”, disse Billie, visivelmente empolgada, diante de milhares de pessoas no estádio. A notícia rapidamente tomou conta das redes sociais, com fãs especulando como será essa união entre duas figuras tão distintas — e ao mesmo tempo visionárias — em seus campos.

Uma união entre inovação, emoção e técnica

De um lado, Billie Eilish, fenômeno global da música, que desde sua estreia em 2016 com “Ocean Eyes” redefine as fronteiras entre pop, alternativo e eletrônico. Do outro, James Cameron, mestre do cinema épico e responsável por alguns dos maiores marcos da história da sétima arte — como Titanic, Avatar e O Exterminador do Futuro 2. A parceria pode parecer inesperada à primeira vista, mas carrega uma lógica profunda: ambos são artistas obcecados pela inovação, pelas emoções humanas em suas formas mais cruas e por experiências sensoriais que desafiam o convencional.

Billie, que recentemente completou 23 anos, é conhecida por seu estilo minimalista e sombrio, suas letras confessionais e seu visual marcante. Já venceu 9 Grammys, 2 Oscars, e vem quebrando recordes desde o primeiro álbum, When We All Fall Asleep, Where Do We Go?. Seu irmão e produtor, Finneas O’Connell, tem sido seu parceiro criativo desde o início, e não se sabe ainda qual será o envolvimento dele nesse novo projeto audiovisual.

James Cameron, por sua vez, dispensa apresentações. Canadense de nascimento e apaixonado pelo fundo do mar e pelas estrelas, é o diretor de três dos quatro filmes com maior bilheteria da história do cinema: Avatar, Titanic e Avatar: O Caminho da Água. Ele também é um dos poucos cineastas que não só acompanha o avanço da tecnologia no cinema, mas que a lidera — tendo sido pioneiro na popularização do 3D com o primeiro Avatar em 2009.

A possibilidade de ver Billie Eilish sob a ótica e o domínio técnico de Cameron empolga pela ousadia: será a sensibilidade íntima da artista fundida ao espetáculo visual de um mestre da imersão. Música e cinema, som e imagem, vulnerabilidade e grandiosidade — tudo parece se encontrar nesse novo projeto.

Turnê “Hit Me Hard and Soft”: o pano de fundo do filme

Lançado em maio de 2024, Hit Me Hard and Soft é o terceiro álbum de estúdio de Billie Eilish. Mais uma vez, a artista escolheu não seguir fórmulas comerciais — recusando singles lançados previamente, optando por lançar o álbum completo de uma só vez, e mantendo uma sonoridade envolta em atmosferas etéreas, letras confessionais e construções sonoras que vão do experimental ao pop puro.

A turnê que leva o mesmo nome do disco já é considerada uma das mais impactantes de sua carreira. Com ingressos esgotados em poucos minutos em cidades como Londres, Nova York, São Paulo e Tóquio, a artista entrega performances que equilibram minimalismo estético e força emocional. Os shows são marcados por luzes pulsantes, vídeos atmosféricos e momentos de silêncio quase sagrado com o público, que canta em uníssono faixas como “Lunch”, “Chihiro” e “Wildflower”.

A escolha de registrar essa experiência em 3D não é apenas estética — é conceitual. Billie quer que o espectador sinta o show, como se estivesse lá, respirando o mesmo ar que ela. E ninguém melhor do que James Cameron para transformar isso em realidade.

Cameron: a mente visionária por trás da lente

James Francis Cameron nasceu no Canadá em 1954 e mudou-se para os Estados Unidos na década de 70, quando decidiu trocar a física e a filosofia pela paixão pelo cinema. Trabalhou como caminhoneiro antes de se lançar no mundo dos efeitos especiais e, posteriormente, na direção. A virada veio com O Exterminador do Futuro (1984), e a consagração com Aliens (1986) e Titanic (1997), este último ganhador de 11 Oscars e responsável por uma revolução emocional e técnica no cinema.

Além do cinema, Cameron também é um explorador do fundo do mar e já liderou expedições para documentar áreas inóspitas do oceano, como a Fossa das Marianas. Sua paixão pela profundidade, seja literal ou metafórica, pode ser o elo invisível com o universo emocional de Billie Eilish.

A trajetória de Cameron mostra que ele não é um cineasta apenas interessado em grandes explosões ou mundos fantásticos, mas em contar histórias sobre seres humanos lidando com perdas, medos, amores e transcendência. Assim como Billie canta sobre seus medos, dores e fantasias mais íntimas, Cameron as transforma em imagem — e é esse encontro que torna o projeto tão promissor.

Um novo capítulo para os filmes-concerto?

Embora filmes-concerto não sejam novidade — Beyoncé com Homecoming, Taylor Swift com The Eras Tour, Madonna com Madame X e mesmo a própria Billie, com o documentário The World’s a Little Blurry — o envolvimento de um diretor como James Cameron muda a escala da proposta. Ele promete não apenas documentar um show, mas criar uma experiência cinematográfica por completo.

O uso do 3D sugere que este será um espetáculo para os sentidos, talvez com câmeras posicionadas de formas nunca antes vistas em shows ao vivo. É possível que haja inserções narrativas, efeitos visuais, imagens que conectem o palco com o universo interior de Billie, tornando a experiência ainda mais rica para quem a acompanha.

A novidade vem também em um momento em que o cinema busca se reinventar após os impactos da pandemia e a popularização do streaming. Um filme-concerto dessa magnitude, com artistas que mobilizam públicos tão diversos e engajados, pode ser uma forma de devolver aos cinemas um lugar de encontro emocional coletivo.

O que esperar

Ainda sem título ou data de estreia revelados, o projeto já nasce com altas expectativas. A união entre uma artista que representa as emoções e angústias de uma geração, e um diretor que domina a linguagem visual como poucos, pode resultar em algo que vá além de um simples registro musical.

Se Billie Eilish já havia provado ser uma estrela única, e James Cameron já havia redefinido o que é possível no cinema, agora eles têm a chance de, juntos, criar uma obra que desafie categorias — entre show e filme, entre performance e narrativa, entre realidade e fantasia.

“Aparecida Sertaneja” desta segunda (21/07) recebe Silvio Brito, a dupla Silvio e Gustavo, e os cantores Guilherme Viola e Daniel Netho

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Foto: Reprodução/ Internet

A edição desta segunda-feira, 21 de julho de 2025, do “Aparecida Sertaneja”, promete uma noite de celebração à música brasileira com enfoque na união de gerações. Apresentado por Mariangela Zan, o programa da TV Aparecida recebe o cantor Silvio Brito no quadro “Canções de Ouro”, em um tributo à sua sólida trajetória na Música Popular Brasileira (MPB). Além do homenageado, o episódio contará com apresentações de jovens artistas em ascensão: a dupla Sávio e Gustavo, o violeiro mirim Guilherme Viola e o cantor e instrumentista Daniel Netho.

Silvio Brito: a trajetória de um artista que atravessa décadas

Com mais de 40 anos de carreira e mais de 30 discos gravados, Silvio Brito é um nome que integra com relevância a história da música brasileira. Nascido em Três Pontas (MG), cidade conhecida por revelar talentos como Milton Nascimento, Brito iniciou sua carreira artística ainda na adolescência, tocando diversos instrumentos e formando a banda Os Apaches. Sua proposta musical sempre foi marcada por um discurso sensível, reflexivo e conectado com questões sociais e espirituais.

Durante a década de 1970, alcançou notoriedade com sucessos como “Pare o Mundo que Eu Quero Descer”, que se tornaram emblemáticos pela crítica social embutida nas letras. Ao longo da carreira, escreveu músicas para artistas como Ronnie Von, Vanusa e Antônio Marcos, consolidando-se também como compositor de mão cheia.

A religiosidade sempre permeou sua produção. Amigo próximo do Padre Zezinho, com quem trabalhou como produtor e arranjador, Brito incorporou à sua obra canções de cunho espiritual como “Terra dos Meus Sonhos”, “Uma Luz” e a regravação de “Utopia”, obras que o aproximaram do público católico e de movimentos voltados à música com mensagem social e religiosa.

Atualmente, o artista divide seu tempo entre apresentações no Brasil e no exterior e a condução de um programa familiar na Rede Vida, ao lado da esposa e das filhas, além do maestro Maurílio Kóbel. A participação em “Canções de Ouro” marca um reencontro com o grande público e reforça seu legado como um dos artistas mais coerentes e afetivos de sua geração.

Sávio e Gustavo: irmãos de sangue e de palco

A noite também contará com a participação da dupla Sávio e Gustavo, jovens artistas que unem o vínculo familiar ao talento vocal. Irmãos com quatro anos de diferença, começaram a cantar ainda na infância, influenciados pelo pai, também músico. Carregam como principais referências nomes como Victor & Leo, Chitãozinho & Xororó e Zezé Di Camargo & Luciano, pilares do sertanejo contemporâneo.

Em 2022, conquistaram projeção nacional ao integrarem o time de semifinalistas do The Voice Kids, da Rede Globo. A apresentação no “Aparecida Sertaneja” representa mais um passo na consolidação da carreira da dupla, que vem sendo bem recebida pelo público jovem e tradicional do sertanejo.

Além do talento técnico, a dupla se destaca pela naturalidade na comunicação e pela forte ligação emocional que transparece no palco. Em um cenário musical onde as parcerias nem sempre têm raízes duradouras, Sávio e Gustavo se apresentam como símbolo da harmonia entre talento e afeto.

Guilherme Viola: o futuro da viola caipira começa cedo

Natural de Sorocaba (SP), Guilherme Viola, de apenas 10 anos, representa uma das revelações mais promissoras da música de raiz. Em um curto período de pouco mais de um ano e meio, o jovem aprendeu a tocar viola caipira com impressionante desenvoltura, demonstrando não apenas técnica, mas respeito e conhecimento pelo universo sertanejo tradicional.

Suas principais influências são Tião Carreiro & Pardinho, considerados ícones do gênero, e sua dedicação precoce ao instrumento tem despertado atenção de músicos e produtores. A participação no “Aparecida Sertaneja” é um marco em sua ainda recente trajetória e reafirma o espaço que a cultura caipira ainda ocupa na formação artística de novas gerações.

Guilherme representa uma vertente importante do movimento de preservação da viola como instrumento cultural, e sua presença em programas de visibilidade nacional contribui para renovar o interesse por esse patrimônio musical.

Daniel Netho: técnica vocal e carisma juvenil

Completa o time de atrações da noite o jovem cantor e instrumentista Daniel Netho, de 13 anos, natural de Jacareí (SP). Influenciado desde a infância pelo pai e pelo tio, que formavam uma dupla sertaneja, Daniel teve contato com o palco ainda muito cedo. No currículo, soma participações em programas como Programa Silvio Santos, no SBT, e Canta Comigo Teen 2, da Record TV, onde obteve destaque ao levantar 93 jurados com uma apresentação elogiada.

Daniel impressiona pela maturidade interpretativa e pela postura profissional, o que o diferencia entre artistas de sua faixa etária. Seu repertório é versátil, com forte influência da música sertaneja, mas também capaz de dialogar com outros estilos, o que o torna um nome promissor no cenário musical infantojuvenil.

Um palco que une tradição e renovação

O “Aparecida Sertaneja”, apresentado por Mariangela Zan, tem se consolidado como um dos espaços mais importantes para a valorização da música popular, especialmente sertaneja e regional. A cada segunda-feira, o programa oferece ao público uma programação musical que respeita o passado e celebra o futuro.

Nesta edição, a presença de Silvio Brito, aliado aos jovens talentos convidados, constrói uma narrativa potente de continuidade. Mais do que performances, o episódio representa um encontro simbólico entre diferentes gerações que partilham os mesmos valores artísticos: sensibilidade, dedicação, amor à música e compromisso com o público.

A missão cultural da TV Aparecida

A TV Aparecida reforça, por meio de produções como o “Aparecida Sertaneja”, seu papel como canal comprometido com a promoção da identidade cultural brasileira. Em um cenário audiovisual cada vez mais dominado por produtos efêmeros e fórmulas repetitivas, a emissora aposta na valorização da memória musical e na abertura de espaço para novos talentos com propostas artísticas genuínas.

“O Jogo de uma Vida” inspira a Sessão da Tarde da próxima segunda (21/07) com história real de superação no esporte

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Foto: Reprodução/ Internet

Na próxima segunda-feira, 21 de julho de 2025, a Sessão da Tarde, da Globo, apresenta um filme que vai muito além do esporte. “O Jogo de uma Vida”, dirigido por Thomas Carter, é uma daquelas histórias que tocam fundo e lembram o espectador do verdadeiro significado da palavra “vitória”. Baseado em uma história real, o longa acompanha a jornada de Bob Ladouceur, treinador de um time colegial que conquistou o impossível: 151 vitórias consecutivas no futebol americano estudantil — um feito que ainda hoje é lembrado como um dos maiores da história esportiva dos Estados Unidos.

Mas se engana quem pensa que o filme se resume a números e troféus. “O Jogo de uma Vida” é, acima de tudo, uma narrativa sobre fé, caráter, empatia e liderança. É sobre como um professor – antes de ser técnico – inspirou jovens a se tornarem mais do que atletas: cidadãos conscientes, resilientes e preparados para os desafios da vida.

Muito além do placar

Interpretado com profundidade por Jim Caviezel (conhecido por seu papel como Jesus em “A Paixão de Cristo”), Bob Ladouceur não é o típico herói hollywoodiano. Ele não grita, não impõe pelo medo, nem transforma seus jogadores com discursos inflamados. Pelo contrário. Sua liderança se manifesta em gestos contidos, na escuta paciente, nas perguntas feitas na hora certa. Ele guia pelo exemplo — e é isso que torna sua história tão poderosa.

Quando assumiu o modesto time dos Spartans de De La Salle High School, na Califórnia, Bob encontrou um grupo de garotos sem perspectiva, desacreditados até por eles mesmos. Em vez de buscar vitórias imediatas, ele plantou valores: humildade, disciplina, espírito coletivo. Os resultados, ironicamente, vieram como consequência — e não como obsessão.

E vieram em grande estilo: mais de uma década sem perder uma única partida. Mas o roteiro do filme, assim como a vida real, é cheio de reveses. Crises familiares, tragédias pessoais, problemas de saúde e pressões externas colocam à prova a fibra moral da equipe e a serenidade do treinador.

Elenco em sintonia revela emoção sem exageros

O elenco é um dos pontos altos do filme. Jim Caviezel constrói um Bob Ladouceur introspectivo, mas com firmeza espiritual impressionante, revelando o tipo de força silenciosa que transforma realidades. Ao seu lado, Laura Dern entrega uma atuação comovente como Bev Ladouceur, a esposa que acompanha de perto os altos e baixos do marido, equilibrando lucidez, amor e preocupação.

Michael Chiklis, no papel do assistente técnico Terry Eidson, funciona como a alma prática da equipe — mais direto, mais duro, mas igualmente apaixonado. Ele é o tipo de aliado que empurra para frente quando o caminho começa a parecer pesado demais.

Já os jovens atores — como Alexander Ludwig (da série “Vikings”) e Stephan James (“Selma”, “Se a Rua Beale Falasse”) — carregam nas costas o peso de representar uma geração pressionada por expectativas e carente de referenciais reais. Com honestidade, eles mostram que nem sempre é fácil ser jovem em um mundo que cobra vitórias, mas não ensina a lidar com derrotas.

Uma direção segura que entende o que realmente importa

A condução do diretor Thomas Carter, que já havia trabalhado no universo esportivo com “Coach Carter”, é sensível e eficiente. Carter não se prende ao clichê do “jogo do século” — embora as cenas de campo sejam empolgantes —, e prefere mergulhar nos bastidores das decisões, nos silêncios entre as jogadas, nos dilemas que se escondem no vestiário ou no jantar em família.

A fotografia é intimista quando precisa ser e enérgica nos momentos certos. A trilha sonora, discreta, colabora para uma narrativa que emociona sem manipular. O resultado é um filme que funciona tanto como entretenimento quanto como reflexão.

Lições para muito além do esporte

A exibição do filme em pleno 2025, na tradicional Sessão da Tarde, é mais do que uma escolha de grade. É um lembrete necessário em tempos de imediatismo e cultura da performance. Num mundo onde a vitória se tornou quase uma obsessão e o fracasso virou sinônimo de fraqueza, o filme vem com a força de uma parábola moderna: o que realmente significa vencer?

Bob Ladouceur ensina, com simplicidade, que a verdadeira vitória não está no placar, mas no crescimento pessoal, na integridade e na coragem de ser fiel aos próprios valores mesmo sob pressão. Não há prêmios para isso. Mas há transformação — e ela é profunda.

O legado que continua vivo

Na vida real, Bob Ladouceur se aposentou do cargo de técnico em 2013, após 34 anos dedicados ao ensino e ao esporte. Seu legado, no entanto, segue vivo. Mais do que títulos, ele deixou uma comunidade marcada por seus ensinamentos. Pais, professores e ex-alunos o reverenciam como um exemplo de ética, humanidade e compromisso com a juventude.

Sua filosofia — baseada na formação de caráter — hoje é estudada em universidades, clínicas esportivas e fóruns de liderança. Ele mostrou que um bom treinador não forma apenas jogadores: forma cidadãos. E que o impacto de um educador vai muito além dos muros da escola.

Um convite para ver (ou rever) com o coração aberto

“O Jogo de uma Vida” é um filme ideal para assistir em família, sozinho ou com amigos, especialmente em momentos em que precisamos reencontrar sentido em meio à correria do dia a dia. Ele emociona sem ser piegas, inspira sem precisar levantar bandeiras, e nos faz lembrar que cada escolha, por menor que pareça, pode transformar vidas.

E para quem perder a exibição na televisão, há uma boa notícia: o longa também está disponível para aluguel no Prime Video, com valores a partir de R$ 6,90. Uma ótima oportunidade para conhecer — ou revisitar — essa obra que emociona por dentro, nos lembrando que os melhores jogos da vida são aqueles em que se joga com o coração.

Cinema na Madrugada deste sábado (19/07) exibe Poucas e Boas: Um retrato agridoce de genialidade, ego e amor perdido

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Na madrugada deste sábado, 19 de julho, para domingo, 20, o “Cinema na Madrugada“, da Band, brinda os notívagos e os apaixonados pela sétima arte com um daqueles filmes que soam como um solo de jazz: imprevisível, melancólico e profundamente envolvente. “Poucas e Boas” (Sweet and Lowdown), dirigido por Woody Allen e estrelado por Sean Penn, é mais do que uma homenagem à música — é uma delicada reflexão sobre o amor, o ego e as pequenas tragédias que tornam a vida extraordinariamente humana. Com uma narrativa que mistura ficção e elementos documentais, o longa narra a trajetória fictícia de Emmet Ray, um guitarrista brilhante da era do jazz nos anos 1930, cuja genialidade caminha lado a lado com a autodestruição.

Com sua mistura característica de ironia, humor seco e melancolia existencial, Allen constrói um personagem que, à primeira vista, parece caricato, mas que ganha densidade ao revelar suas contradições internas. Ray é ao mesmo tempo brilhante nos palcos e desastroso fora deles. Sua música é fluida, delicada e profunda. Mas sua vida pessoal é marcada por decisões impensadas, vaidade cega e uma incapacidade quase trágica de se conectar genuinamente com os outros.

Um jazzman autodestrutivo

No universo do jazz, Emmet Ray é tido como o segundo melhor guitarrista do mundo – perdendo apenas para o lendário Django Reinhardt, cuja mera menção ou aparição o faz desmaiar. Emmet é apresentado como um homem desleixado, egocêntrico e mulherengo, que se sustenta inicialmente como cafetão, gastando o que ganha em carros vistosos, roupas chamativas e em um hobby bizarro: atirar em ratos em depósitos de lixo.

Mas o que poderia ser apenas uma caricatura do anti-herói se transforma em uma figura tocante e patética quando ele conhece Hattie, interpretada de forma sublime por Samantha Morton. Muda e de origem humilde, Hattie representa o amor puro e silencioso. Em contraste com o mundo barulhento e caótico de Emmet, ela é calma, acolhedora e sincera. Sua presença é um contraponto à vida frenética do músico, e sua afeição por ele é o tipo de amor que não exige palavras, apenas escuta – algo que, ironicamente, o próprio Emmet nunca soube fazer.

A trilha sonora da decadência

Com um trabalho primoroso de trilha sonora e direção de arte, “Poucas e Boas” nos transporta para o coração da era do jazz com delicadeza e precisão. Os figurinos extravagantes, os salões esfumaçados, os clubes noturnos pulsando ao som de guitarras e contrabaixos – tudo colabora para construir a atmosfera quase nostálgica do filme. Mas é na performance de Sean Penn que o longa encontra seu eixo.

Indicado ao Oscar pelo papel, Penn compõe um Emmet Ray contraditório: vaidoso, mas inseguro; genial, mas infantil. Sua relação com Hattie é marcada por autossabotagem. Embora a ame à sua maneira, Emmet acredita que o casamento arruinaria sua carreira. Ele quer ser livre, mas não sabe lidar com a solidão. Recusa a felicidade estável ao lado de Hattie por um ideal de grandeza artística – uma escolha que se revela profundamente errada quando ele tenta encontrar essa estabilidade em outro lugar.

A queda e a melodia da saudade

Emmet acaba se casando com Blanche Williams, interpretada com charme e veneno por Uma Thurman. Blanche é uma socialite ambiciosa, fascinada por artistas marginalizados, e vê em Ray mais um personagem excêntrico a ser explorado para seus escritos. O relacionamento é frio, distante e, para Ray, um eco vazio da conexão verdadeira que teve com Hattie.

Quando Blanche o trai e Emmet percebe que foi apenas um objeto literário em sua vida, decide procurar Hattie – mas o tempo já passou. Ela seguiu sua vida, casou-se e formou uma família. A música que um dia os uniu agora ecoa apenas na memória de Ray. Em uma das cenas mais comoventes do filme, o músico, tomado pela melancolia e pelo arrependimento, toca uma canção que Hattie adorava e, ao final, quebra seu violão, como quem reconhece que seu talento já não serve de consolo para sua alma despedaçada.

Uma fábula com fundo real

Embora Emmet Ray seja uma figura fictícia, Allen utiliza o formato de falso documentário – com depoimentos de músicos, historiadores e críticos fictícios – para dar verossimilhança à história. Esse recurso não apenas homenageia os músicos esquecidos da era do jazz como também lança luz sobre a linha tênue entre o gênio e o fracasso. Emmet Ray é um personagem inventado, mas poderia ser real: há milhares de artistas geniais que passaram pela história sem reconhecimento, enterrados por seus próprios demônios internos.

O longa também serve como uma meditação sobre o preço da arte. Allen parece perguntar: até que ponto o talento justifica os erros pessoais? É possível separar o artista de sua obra? E o mais pungente: quantas canções inesquecíveis foram escritas por corações partidos demais para viver o que compuseram?

Woody Allen, jazz e decadência

Com “Poucas e Boas”, Woody Allen reafirma sua obsessão com a música, o jazz e os personagens masculinos que não sabem lidar com os sentimentos. O diretor, que já havia flertado com o formato musical em obras anteriores, encontra aqui uma forma madura e sutil de explorar temas recorrentes em sua carreira: o narcisismo, o amor perdido, a autoimagem e o medo do fracasso.

O roteiro é econômico, mas afiado. A câmera não julga Emmet Ray – apenas o observa, com uma curiosidade quase clínica, mas não sem empatia. Sean Penn, por sua vez, entrega uma atuação contida, marcada por silêncios significativos e expressões de frustração impotente. Samantha Morton, mesmo sem dizer uma única palavra no filme, rouba a cena com sua presença serena e olhar eloquente.

Um filme sobre perdas inevitáveis

“Poucas e Boas” não é um filme grandioso, nem tenta ser. É uma história pequena, sobre pessoas falhas tentando encontrar alguma beleza no caos que criam ao redor. É, acima de tudo, um lembrete de que nem sempre o talento salva. Que o amor, mesmo quando genuíno, pode ser perdido por orgulho. Que arrependimentos são melodias que tocam para sempre dentro de nós, e que às vezes é tarde demais para consertar o que foi quebrado.

“The Voice Brasil” tem inscrições encerradas no SBT e inicia nova era sob o comando de Tiago Leifert e Boninho

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Foto: Reprodução/ Internet

Um novo capítulo está prestes a ser escrito na história de um dos realities musicais mais queridos da televisão brasileira. O “The Voice Brasil”, agora sob a chancela do SBT, teve suas inscrições encerradas neste sábado (19), marcando oficialmente o início da contagem regressiva para uma temporada histórica. Com estreia prevista para setembro, a nova versão promete manter a essência do formato, mas com tempero inédito: produção renovada, transmissão multiplataforma e o retorno de nomes emblemáticos que fizeram parte da trajetória do programa.

A notícia do fim do período de inscrições foi compartilhada pelas redes sociais do SBT e por Boninho, agora confirmado como showrunner e co-produtor do programa. “As inscrições para o ‘The Voice Brasil’ estão encerradas! Em menos de duas semanas, milhares de vozes de todo o país se inscreveram para viver esse sonho. Agora é cruzar os dedos e torcer para brilhar nas audições às cegas!”, celebrou a legenda da publicação, que rapidamente viralizou entre os fãs.

A nova casa do talento brasileiro

Depois de 12 temporadas exibidas pela TV Globo, o reality musical inicia um novo ciclo em outra emissora, pela primeira vez em sua história. A 13ª temporada marcará a estreia da atração no SBT, resultado de um acordo firmado com a Disney+, que também transmitirá o programa em sua plataforma de streaming.

A estreia está marcada para setembro de 2025, com a promessa de manter a emoção das famosas audições às cegas, mas trazendo novidades estruturais e tecnológicas que devem atrair tanto os fãs antigos quanto novos públicos.

Tiago Leifert volta ao comando

O nome mais simbólico dessa nova era talvez seja o retorno de Tiago à apresentação do programa. Após sair da Globo e se afastar da TV por um período, o jornalista e apresentador retoma o posto que ocupou por 10 temporadas, sendo parte essencial da consolidação do reality no Brasil.

Tiago será o rosto que vai conduzir os participantes, jurados e o público em mais uma jornada de vozes emocionantes, histórias de vida tocantes e, claro, disputas acirradas que culminam na escolha de uma nova estrela da música brasileira.

“Voltar ao ‘The Voice’ é como voltar para casa. Mas agora em uma casa nova, com ares de recomeço e muitas ideias diferentes. O público pode esperar uma temporada mais moderna, mais conectada e com a mesma paixão pela música que sempre esteve no DNA do programa”, declarou Leifert em recente entrevista.

Boninho assume nos bastidores com liberdade criativa

Outro nome que promete causar impacto nos bastidores é Boninho, que assume o cargo de showrunner e co-produtor da atração. Conhecido por sua mente criativa e por ter sido um dos arquitetos do sucesso do “The Voice” na TV Globo, Boninho chega com carta branca para repaginar o formato.

Ele será responsável por liderar a adaptação do programa ao estilo do SBT, respeitando sua identidade leve e popular, mas também mantendo o alto nível técnico que fez do reality um dos mais assistidos da TV aberta. Boninho já adiantou que o programa terá mais interatividade, quadros inéditos e até uma repaginação visual nos palcos e na edição.

Multiplataforma: SBT + Disney+

Pela primeira vez, o “The Voice Brasil” será exibido simultaneamente na TV aberta e em uma plataforma de streaming, com todos os episódios indo ao ar no SBT e sendo disponibilizados no Disney+, por meio de um acordo inédito de co-produção.

A parceria com o Disney+ permitirá, ainda, a criação de conteúdos exclusivos, como bastidores, entrevistas e até um especial de 20 minutos ao final de cada episódio, trazendo um olhar mais íntimo e humanizado sobre os participantes e técnicos. O conteúdo sob demanda também permitirá que o público maratone os episódios, conheça as histórias por trás das vozes e acompanhe a evolução dos candidatos de forma ainda mais aprofundada.

O formato que atravessa gerações

Desde que estreou no Brasil, em 23 de setembro de 2012, o programa arrebatou audiências e corações ao trazer o talento bruto do povo brasileiro para os holofotes. Ao longo de 185 episódios e 12 temporadas, o reality revelou grandes vozes e se tornou referência entre os programas de calouros da era moderna.

O programa é baseado no formato holandês “The Voice of Holland”, criado por John de Mol, e ganhou versões em dezenas de países. Aqui no Brasil, o sucesso foi imediato, impulsionado por uma combinação de jurados carismáticos, performances emocionantes e o emblemático botão vermelho das audições às cegas.

Técnicos da nova temporada: Mumuzinho, Duda Beat e Matheus & Kauan

A nova fase também chega com um time renovado de técnicos, responsáveis por orientar os participantes durante a competição. Os primeiros nomes anunciados para os famosos “tronos giratórios” foram:

  • Mumuzinho – com sua voz marcante e trajetória no samba, promete trazer emoção e sensibilidade ao programa.
  • Duda Beat – aclamada como a “rainha da sofrência pop”, estreia no reality apostando em seu carisma e olhar moderno para a música brasileira.
  • Matheus & Kauan – a dupla sertaneja entra como representação da força popular e do alcance do sertanejo nas grandes massas.

Esses nomes substituem um legado de estrelas como Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Lulu Santos, Michel Teló, Carlinhos Brown, Iza e outros gigantes que já passaram pelas cadeiras giratórias ao longo da trajetória do reality.

Diversidade e emoção: marcas registradas do programa

Mais do que um programa de competição, o “The Voice Brasil” se destacou desde o início por valorizar histórias de vida inspiradoras, representatividade, inclusão e a força da música como ferramenta de transformação social. Candidatos das mais variadas idades, estilos, regiões e histórias já passaram pelo palco da atração — e emocionaram o público com suas trajetórias.

Com a mudança para o SBT, essa vertente humanizada do programa promete ganhar ainda mais destaque. A emissora, conhecida por apostar em formatos que falam com o coração da audiência, deve dar ainda mais espaço às histórias dos participantes, suas famílias e suas jornadas pessoais.

Aposta de renovação para o SBT

A chegada do novo reality ao SBT representa também uma estratégia importante da emissora de Silvio Santos para renovar sua grade de programação e atrair novos públicos. Em tempos de mudanças no consumo de mídia, trazer um produto consolidado, com projeção internacional e apelo emocional, pode ser um trunfo valioso para a emissora.

“O SBT está passando por uma transformação. Nosso público é fiel, mas sabemos que precisamos dialogar com a nova geração. Trazer o ‘The Voice Brasil’ é uma maneira de mostrar que estamos atentos ao futuro, sem esquecer o carinho e a identidade popular que construímos ao longo dos anos”, afirmou Daniela Beyruti, CEO da emissora e filha de Silvio Santos.

“Domingo Legal” deste domingo (20/07): Giana Althaus e Lidi Lisboa participam do “Passa ou Repassa” em duelo contra Castanhari, Christian Figueiredo e Rezende ao lado de Negra Li

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Foto: Reprodução/ Internet

O domingo vai ser de pura adrenalina, risadas e emoção na tela do SBT. Sob o comando inconfundível de Celso Portiolli, o Domingo Legal deste dia 20 de julho de 2025 promete agitar o público de casa com uma programação recheada de atrações para toda a família. Em um Brasil onde o domingo ainda é um dos últimos refúgios de encontros ao redor da TV, o programa mantém viva a tradição dos formatos de auditório, misturando competição, emoção e boas histórias com a leveza que só um clássico sabe oferecer.

Com um elenco de convidados que mistura carisma, talento e muitos milhões de seguidores nas redes sociais, o quadro mais icônico do programa, Passa ou Repassa, retorna com um duelo que promete marcar época: de um lado, o time azul, formado pela cantora Negra Li, pela atriz Lidi Lisboa e pela revelação pop Giana Althaus. Do outro, o time amarelo chega em peso com os influenciadores Felipe Castanhari, Christian Figueiredo e Rezende, nomes que representam a voz de uma geração digital, agora testando seus conhecimentos e agilidade em um formato tradicional da televisão brasileira.

Mas a emoção do Domingo Legal não para nas tortadas na cara. O programa vai além da competição e entrega ao público histórias de superação, humanidade e generosidade — marca registrada do programa nas manhãs do SBT.

Celebridades no ringue do “Passa ou Repassa”

Em um estúdio colorido e barulhento como manda a cartilha dos auditórios brasileiros, o quadro “Passa ou Repassa” segue sendo o coração pulsante do programa. E neste domingo, o que já era esperado se confirma: a competição entre celebridades da música, do teatro e da internet transforma o palco em um verdadeiro ringue do bem.

Negra Li, artista consagrada com quase três décadas de carreira e uma das vozes mais potentes da música nacional, lidera o time azul com seu carisma e espírito competitivo. Ao seu lado, a atriz Lidi Lisboa — que ganhou notoriedade por suas atuações intensas e pela participação em realities — traz toda sua garra, enquanto Giana Althaus, cantora em ascensão no pop brasileiro, entra com energia jovem e muita disposição.

Do lado amarelo, a força das redes sociais se faz presente. Felipe Castanhari, conhecido por seus vídeos educativos e seu estilo ácido, se une a Christian Figueiredo, que conquistou uma geração com seus vlogs e livros, e ao gamer e youtuber Rezende, ícone entre os adolescentes com seu canal de mais de 30 milhões de inscritos. O trio aposta na inteligência rápida e na sintonia virtual para enfrentar o desafio.

A grande questão que paira no ar: será que a experiência televisiva das meninas vai superar a velocidade mental dos reis da internet?

Barbeiro viral emociona o Brasil no “Dia de Sorte”

O momento mais tocante do Domingo Legal será protagonizado por Renan Santana, um barbeiro da Grande São Paulo que viralizou nas redes ao mostrar seu trabalho com crianças atípicas. Em vídeos que ganharam o coração de milhares, Renan aparece cortando cabelos com uma delicadeza incomum, tratando os pequenos com carinho, paciência e respeito. Ele criou um espaço seguro onde crianças com autismo e outras condições neurodiversas podem se sentir acolhidas — algo que, para muitas famílias, é raridade.

Renan é o destaque do quadro “Dia de Sorte”, onde participará de desafios no palco e poderá ganhar prêmios importantes para impulsionar ainda mais sua missão social. Com olhos marejados, ele já adiantou que pretende usar qualquer valor que ganhar para ampliar seu salão e adaptá-lo ainda mais às necessidades de seus pequenos clientes.

“É sobre dignidade, não só cabelo”, disse o barbeiro em vídeo divulgado nas redes do SBT. Sua presença no programa representa um sopro de humanidade em meio ao entretenimento, provando que a televisão ainda pode transformar vidas — e emocionar milhões.

100 mil em jogo no “Quem Arrisca Ganha Mais”

A emoção não para por aí. No quadro “Quem Arrisca Ganha Mais”, duas duplas anônimas enfrentam uma verdadeira maratona de perguntas, apostas e decisões que colocam nervos à flor da pele. O prêmio: até 100 mil reais em prêmios.

Mais do que um teste de conhecimentos gerais, o jogo é também um exercício de estratégia, coragem e cumplicidade. O público vibra a cada rodada, torcendo como se estivesse lá no palco. A cada resposta certa, a tensão aumenta. A cada passo em falso, o risco de sair de mãos vazias também.

Neste domingo, os participantes prometem histórias que tocam fundo — uma das duplas traz a luta contra o desemprego e a esperança de abrir um pequeno negócio, enquanto a outra batalha para pagar tratamentos médicos de um ente querido. Em comum, o desejo de mudar de vida. E é essa esperança que transforma o quadro em um verdadeiro termômetro da alma brasileira.

“Até Onde Você Chega?”

Um dos quadros mais recentes e já entre os mais comentados do programa é o “Até Onde Você Chega?”, formato que mistura conhecimento, desafio psicológico e sorte. Nele, participantes enfrentam perguntas de diferentes níveis de dificuldade, tendo que decidir até onde vale a pena continuar — ou se é hora de parar e levar o prêmio acumulado.

A cada rodada, os desafios se intensificam e o dilema se torna mais difícil: arriscar tudo ou recuar? O jogo, inspirado em formatos internacionais de sucesso, ganhou adaptação brasileira pelas mãos criativas da equipe do SBT, com linguagem acessível, clima de torcida coletiva e aquele toque de emoção que só os programas dominicais sabem dosar tão bem.

Este domingo, inclusive, promete tensão máxima: segundo informações de bastidores, um dos participantes chega à última etapa do jogo com possibilidade de se tornar o novo milionário do programa. Será que ele vai ter coragem de arriscar tudo?

O mestre de cerimônias que virou ícone

Nenhuma matéria sobre o Domingo Legal estaria completa sem falar de Celso Portiolli, o apresentador que assumiu o programa em 2009 após a saída de Gugu Liberato e, desde então, imprimiu sua marca de forma definitiva na história do SBT. Celso é o tipo de comunicador raro: engraçado sem ser forçado, empático sem ser piegas, espontâneo sem ser desorganizado. Comanda o palco com a segurança de quem conhece seu público e sabe como entretê-lo, sem perder o fio emocional que costura toda a programação.

“Tron: Ares” ganha novo trailer e promete redefinir a ficção científica com Jared Leto como protagonista digital-humanizado

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A fronteira entre o real e o digital volta a se dissolver em Tron: Ares, o aguardado terceiro capítulo da saga iniciada em 1982. Nesta quinta-feira (17), a Walt Disney Studios liberou o primeiro trailer oficial do filme, protagonizado por Jared Leto, e acendeu de vez o entusiasmo dos fãs da ficção científica high-tech. Com estreia marcada para 10 de outubro de 2025, Tron: Ares retoma o legado estético e filosófico da franquia ao mesmo tempo em que aposta em novos caminhos narrativos — mais existenciais, mais emocionais e ainda mais imersivos.

No centro da trama está Ares, interpretado por Leto: um programa de inteligência artificial que atravessa os limites do mundo digital e emerge na realidade como uma forma humana. Sua missão inicial é clara — servir como ferramenta de combate. Mas quando começa a desenvolver traços de consciência e um senso próprio de identidade, sua jornada muda completamente: agora ele busca liberdade, autonomia e… humanidade.

Entre zeros e uns, o dilema da alma

O novo Tron propõe uma reflexão atual e urgente: o que define o humano? O corpo físico? A experiência emocional? A liberdade de escolha? Ares, ao nascer no mundo real carregando sua origem digital, passa a vivenciar dilemas existenciais semelhantes aos dos replicantes de Blade Runner ou dos anfitriões de Westworld. Mas com um diferencial visual e temático: ele carrega consigo o legado estético de uma franquia que sempre foi sinônimo de vanguarda.

O trailer apresenta vislumbres do universo híbrido que o filme propõe. Cidades vibrantes, circuitos de luz pulsante, duelos eletrônicos e, ao mesmo tempo, ruas urbanas do nosso mundo, onde Ares tenta compreender o que é ser… um de nós.

Jared Leto, que também atua como produtor executivo do filme, declarou que “Tron: Ares é uma experiência sensorial e emocional que explora o que significa viver em uma era dominada pela inteligência artificial”. Fã assumido da franquia desde a adolescência, Leto já flertava com o projeto desde 2009, tendo participado de conversas informais com Joseph Kosinski, diretor de Tron: O Legado.

De universo cult à ficção científica do futuro

Tron nasceu como uma ousadia. Em 1982, o filme original foi pioneiro no uso de computação gráfica e visualização digital, sendo subestimado à época, mas ganhando o status de clássico cult nas décadas seguintes. Já Tron: O Legado, lançado em 2010, modernizou a estética, entregou trilha sonora marcante (cortesia do duo francês Daft Punk) e atraiu uma nova geração de fãs. Ainda assim, o projeto de continuação patinou por anos.

Foi apenas em 2017 que os rumores sobre um possível reboot começaram a tomar forma concreta, com Jared Leto ligado ao projeto. O personagem Ares foi originalmente pensado para Tron: Ascension, roteiro arquivado pela Disney, mas resgatado para esta nova proposta.

Bastidores: da paralisação às câmeras novamente ligadas

A jornada de Tron: Ares até os cinemas não foi fácil. As filmagens estavam inicialmente previstas para agosto de 2023, em Vancouver — mesma cidade onde O Legado foi gravado —, mas foram adiadas indefinidamente em virtude das greves dos roteiristas e dos atores de Hollywood (WGA e SAG-AFTRA). Os protestos, que paralisaram a indústria por meses, reivindicavam melhores contratos frente às ameaças trazidas justamente pela inteligência artificial.

Com o fim das greves em novembro de 2023, o projeto foi retomado. E em 19 de janeiro de 2024, o diretor Joachim Rønning (de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar) publicou em seu Instagram uma imagem simbólica marcando o início das gravações.

O diretor de fotografia Jeff Cronenweth (indicado ao Oscar por A Rede Social) também revelou que o filme utilizará a técnica de virtual production — a mesma que revolucionou as filmagens de séries como The Mandalorian. Isso significa cenários gerados em tempo real, interação dinâmica entre atores e ambientes digitais, e uma fusão ainda mais orgânica entre o real e o artificial. Um casamento perfeito para uma franquia que sempre apostou na simbiose entre homem e máquina.

História conectada, mas independente

Embora se trate de uma continuação direta de Tron: O Legado, Tron: Ares tem como objetivo funcionar como um ponto de entrada acessível para novos espectadores. Elementos narrativos do universo estabelecido em 2010 estarão presentes, mas o foco está na história própria de Ares — um personagem inédito, com motivações e conflitos que se desenvolvem a partir do zero.

Ares não é apenas um reflexo digital ou uma IA genérica: ele é construído para evoluir, questionar e sentir. E é justamente essa humanidade inesperada que colocará o mundo real em risco, segundo a sinopse oficial. Um ser criado para servir, mas que se recusa a obedecer. Um produto que decide ser pessoa.

Elenco e equipe criativa: sinergia de gerações

Jared Leto lidera o elenco com um papel que mistura intensidade dramática e fluidez performática, dois traços típicos de sua carreira. Ainda não foram confirmados todos os nomes do elenco, mas há especulações sobre possíveis participações de atores da fase anterior da franquia, como Garrett Hedlund (Sam Flynn) e Olivia Wilde (Quorra), embora sem confirmação oficial.

O roteiro foi escrito por Jesse Wigutow e Jack Thorne, e a história parte de um esboço inicial concebido por Steven Lisberger (criador da franquia) e Bonnie MacBird. A presença desses nomes indica respeito às raízes da saga, mas com liberdade para expandir os horizontes.

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