Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, a série documental Acumuladores traz ao público uma abordagem sensível e profunda sobre o transtorno de acumulação compulsiva, apresentando histórias reais que revelam como diferentes traumas de vida podem desencadear o mesmo distúrbio, impactando famílias e comunidades. O episódio de hoje destaca a diversidade das causas que levam à compulsão por juntar objetos, mostrando que, por trás do comportamento muitas vezes incompreendido, existem histórias de dor, perda, ansiedade e resistência. Com uma narrativa humanizada, o programa reforça a importância do apoio multidisciplinar e do entendimento empático para que os afetados possam reencontrar o equilíbrio.
Compreendendo o transtorno: mais que simples desordem, um distúrbio multifacetado
O transtorno de acumulação compulsiva é caracterizado pela dificuldade persistente em se desfazer de pertences, independentemente do seu valor ou utilidade. Essa condição, que pode se manifestar em graus variados, muitas vezes resulta em ambientes domésticos caóticos, prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos e daqueles que convivem com eles. O que a série evidencia é que, apesar da semelhança na manifestação externa — o acúmulo exagerado — as raízes desse comportamento são diversas e complexas. Traumas como perdas afetivas, abuso, negligência, separações traumáticas e até o impacto de doenças mentais associadas, como depressão e ansiedade, podem estar por trás do distúrbio.
Histórias que sensibilizam e educam
No episódio, são retratadas diferentes trajetórias que convergem para o mesmo desafio: a luta contra o apego excessivo a objetos materiais. Cada participante traz uma narrativa única, com suas dores e esperanças. Essas histórias ajudam o público a compreender que o transtorno não é resultado de preguiça ou falta de higiene, mas sim uma resposta psicológica a experiências difíceis que marcaram a vida dessas pessoas. O acúmulo, muitas vezes, funciona como uma tentativa de proteção emocional, um modo de preservar memórias ou manter um controle diante de situações traumáticas.
O papel da família e dos profissionais na transformação
A série mostra, também, como o processo de recuperação depende da colaboração entre familiares, terapeutas, psicólogos e especialistas em organização. O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para que os pacientes possam superar resistências, desenvolver estratégias de desapego e reconstruir suas relações pessoais. Além do tratamento clínico, o suporte emocional da família aparece como um elemento essencial para o sucesso das intervenções, embora muitas vezes os vínculos estejam fragilizados pela convivência com o transtorno.
Sensibilização e combate ao preconceito
Ao trazer à tona os diferentes traumas que levam ao transtorno, Acumuladores cumpre um papel social importante: desmistificar preconceitos e ampliar a empatia da sociedade com as pessoas afetadas. Muitas vezes, o distúrbio é visto com julgamento e incompreensão, o que pode dificultar ainda mais o acesso a tratamentos e o apoio necessário. Com uma linguagem acessível e depoimentos reais, a série reforça a ideia de que o distúrbio deve ser encarado como uma questão de saúde mental e que o acolhimento é o primeiro passo para a transformação.
O universo do suspense e do terror psicológico ganha um novo capítulo intenso e envolvente com a chegada do filme Desconhecidos (Strange Darling, 2023) ao catálogo do Telecine no streaming nesta sexta-feira, dia 8 de agosto. A produção também terá sua estreia na TV paga no sábado, 9, às 22h, pelo canal Telecine Premium, e será reapresentada no domingo, 10, às 20h, no Telecine Pipoca.
Dirigido e roteirizado por JT Mollner, o filme é um thriller que desafia o espectador a acompanhar uma caçada implacável através das densas florestas do Oregon, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que explora as nuances psicológicas de uma mulher perseguida por um assassino em série cruel e calculista.
A trama: uma luta pela sobrevivência entre a selva e o medo
No centro da narrativa está uma mulher — interpretada de forma intensa pela atriz Willa Fitzgerald — que se encontra ferida, vulnerável e isolada no meio da vasta e hostil floresta do Oregon. Ela é caçada por um homem cujo único objetivo é capturá-la a qualquer custo, um predador frio, implacável e cruel.
O longa inicia mostrando um crime aparentemente isolado, mas conforme a trama avança, essa ocorrência se transforma em uma onda de assassinatos brutais, compondo o retrato dos últimos meses conhecidos de um assassino em série, que aterroriza a região.
À medida que a perseguição se intensifica, o público é conduzido por um jogo de gato e rato onde a sobrevivência é a única motivação da protagonista — que, apesar da dor e do desgaste físico, tenta a todo custo se manter um passo à frente de seu agressor. A cada cena, o suspense cresce, com a narrativa trazendo reviravoltas e uma tensão quase palpável que culmina num desfecho impactante.
O diretor e roteirista JT Mollner: um nome a acompanhar
JT Mollner é um cineasta que vem ganhando destaque na cena do cinema de suspense e terror por sua habilidade em construir atmosferas densas e histórias emocionalmente envolventes. Sua abordagem tem como marca a criação de universos sombrios, onde os personagens são colocados em situações extremas, explorando seus limites psicológicos.
Com Desconhecidos, Mollner consolida seu estilo, trazendo um roteiro que não se apoia apenas nos sustos fáceis, mas aposta numa narrativa tensa, imersiva e psicológica. A escolha de ambientar a caçada na natureza selvagem do Oregon acrescenta uma camada extra de isolamento e perigo, transformando a floresta num personagem adicional que amplia a sensação de vulnerabilidade da protagonista.
Willa Fitzgerald: uma protagonista que transmite força e fragilidade
A atriz Willa Fitzgerald, que vem se destacando em produções de suspense e terror na televisão e no cinema, entrega uma performance multifacetada em Desconhecidos. Sua personagem é ao mesmo tempo forte, determinada e humana — alguém que não desiste mesmo diante das adversidades extremas.
Willa tem em seu currículo trabalhos importantes em séries como Scream (2015-2016) e Dare Me (2019), onde desenvolveu papéis que exigem profundidade emocional e capacidade de carregar o peso da narrativa. No longa-metragem, sua atuação foi elogiada pela crítica por conseguir transmitir as nuances da luta pela sobrevivência de forma convincente e com intensidade crescente.
Como assistir Desconhecidos no Telecine
O filme está disponível a partir de 8 de agosto no streaming do Telecine, acessível por meio do Globoplay e das operadoras de TV por assinatura que oferecem o serviço. Para quem prefere a experiência da televisão, o longa será exibido no sábado, 9, às 22h, no canal Telecine Premium, e no domingo, 10, às 20h, no Telecine Pipoca.
Essa variedade de opções permite que o público escolha a forma mais confortável de assistir ao thriller, seja no conforto do sofá com a qualidade do Telecine Premium, seja em dispositivos móveis via streaming.
Por que Desconhecidos merece sua atenção?
Em um mercado saturado de filmes de suspense que muitas vezes se apoiam em fórmulas desgastadas, o filme se destaca por oferecer uma narrativa que equilibra o psicológico e o visceral, o instinto de sobrevivência e o medo primal.
A jornada da protagonista, em meio a um cenário natural hostil e um inimigo implacável, é um convite para o espectador refletir sobre os limites humanos, a força interior e a luta constante pela vida.
Além disso, o filme se insere em um contexto contemporâneo em que produções que exploram o thriller psicológico ganham mais espaço, especialmente aquelas que valorizam personagens complexos e histórias que fogem do maniqueísmo tradicional.
JT Mollner e a evolução do cinema de suspense contemporâneo
Para além do filme, a trajetória do diretor JT Mollner é um ponto importante para entender o potencial de Desconhecidos. Seu trabalho vem sendo notado por trazer frescor e originalidade ao cinema de suspense, investindo em roteiros que privilegiam a imersão emocional do público e personagens tridimensionais. Mollner representa uma nova geração de cineastas que valorizam a construção de atmosferas e o desenvolvimento psicológico, afastando-se dos artifícios excessivos e da violência gratuita que por vezes marcam o gênero.
A Netflix revelou recentemente o trailer de bastidores da aguardada minissérie brasileira Pssica, uma produção que reúne alguns dos maiores nomes do cinema nacional, entre eles o aclamado diretor Fernando Meirelles, responsável por obras icônicas como Cidade de Deus (2002). Com estreia marcada para 20 de agosto de 2025, a série já causa expectativa por sua proposta ousada e narrativa envolvente, que une elementos de suspense, realismo social e mitologia amazônica.
A trama é uma minissérie original da Netflix que adapta o romance homônimo do escritor paraense Edyr Augusto, autor conhecido por retratar a riqueza e as tensões da Amazônia em suas obras. O projeto conta com direção de Fernando Meirelles, em parceria com Quico Meirelles, diretor experiente e filho do cineasta, que traz uma sensibilidade especial para a direção de cenas de tensão e ação na floresta.
O roteiro é assinado por Bráulio Mantovani — indicado ao Oscar pelo roteiro de Cidade de Deus — junto com Fernando Garrido e Stephanie Degreas, trazendo uma narrativa que equilibra poesia e violência, explorando temas como tráfico humano, conflitos territoriais e forças sobrenaturais.
A história gira em torno de Janalice (Domithila Cattete), uma jovem que é raptada por uma rede de tráfico humano na Amazônia e precisa lutar para sobreviver em meio aos perigos dos rios e da floresta. Paralelamente, o personagem Preá (Lucas Galvino) lidera uma gangue de “ratos d’água”, criminosos que controlam as rotas fluviais da região, enfrentando dilemas morais e os fantasmas de seu passado.
Outro núcleo importante é a busca de Mariangel (Marleyda Soto) por vingança após a morte de sua família. Ela enfrenta uma entidade misteriosa conhecida como “pssica” — uma espécie de maldição que persegue e destrói aqueles que cruzam seu caminho, misturando o sobrenatural com o cotidiano de violência.
Segundo o diretor Fernando Meirelles, “a série é um mergulho na alma da Amazônia, onde o real e o mítico se confundem e a luta pela sobrevivência ganha contornos poéticos e sombrios”. A produção promete explorar as nuances culturais e sociais da região, sem esquecer da tensão e do drama humano.
O peso do elenco na construção da narrativa
O elenco da minissérie é formado majoritariamente por atores brasileiros, muitos deles estreantes ou vindos do teatro regional, garantindo um frescor e autenticidade aos personagens. A protagonista Domithila Cattete, que interpreta Janalice, é uma jovem atriz que vem se destacando em produções independentes.
Além dela, Lucas Galvino vive Preá, trazendo intensidade para o papel do líder de gangue em conflito. Marleyda Soto, conhecida por seu trabalho em teatro e cinema periférico, dá vida à vingativa Mariangel, que encara a maldição “pssica” com coragem e dor.
Complementam o elenco nomes como Claudio Jaborandy, Wesley Guimarães, Ademara, Bruno Goya, Luca Dan, Ricardo Teodoro, Sandro Guerra, Welket Bungué, Felipe Rocha, Andrés Castañeda e Fátima Macedo, que enriquecem a trama com personagens que trazem diferentes perspectivas e histórias de vida na Amazônia.
A diversidade do elenco reforça o compromisso da produção com a representatividade regional e cultural, apresentando vozes e rostos pouco vistos nas produções nacionais de grande alcance.
Bastidores e produção: uma jornada desafiadora
A minissérie é uma produção da O2 Filmes, com Andrea Barata Ribeiro e Fernando Meirelles na produção executiva, além de Cristina Abi como co-produtora. A escolha de filmar em locações na própria Amazônia adiciona uma camada de desafio à realização, devido às condições climáticas e logísticas.
O trailer de bastidores divulgado pela Netflix revela parte do processo intenso de gravação em meio à floresta, com cenas em rios e áreas remotas que exigiram uma equipe técnica altamente especializada. O cuidado em preservar o ambiente natural, sem perder a qualidade cinematográfica, foi um dos compromissos da produção.
Fernando Meirelles comentou sobre a importância de retratar a Amazônia de forma realista, “não apenas como cenário, mas como personagem central, viva e pulsante, que influencia cada decisão dos personagens e o desenrolar da história”.
Além das dificuldades naturais, a equipe teve que lidar com questões sociais da região, buscando incluir no roteiro elementos que dialogassem com a realidade das comunidades ribeirinhas, indígenas e das populações vulneráveis afetadas pelo tráfico e pelo crime organizado.
O impacto cultural e social da minissérie
A série chega em um momento em que a produção audiovisual brasileira tem se fortalecido internacionalmente, com séries e filmes que conquistam espaço nas plataformas digitais. A aposta em um enredo que dialoga com questões amazônicas, tão pouco exploradas em produções de grande público, é um diferencial que pode ampliar a visibilidade dos problemas e da cultura da região.
A obra também propõe reflexões importantes sobre violência, desigualdade e a presença constante do mito na construção das identidades locais. Ao trazer a maldição “pssica” como elemento central, a série transita entre o suspense psicológico e o folclore regional, resgatando narrativas populares e dando-lhes novo significado.
Para a crítica de cinema e cultura, Helena Fonseca, “a minissérie tem potencial para romper com clichês sobre a Amazônia, mostrando uma faceta complexa, multifacetada, onde a brutalidade e a beleza coexistem, e onde o ser humano se confronta com forças além de sua compreensão.”
Expectativas do público e da crítica
A divulgação do trailer de bastidores da série gerou grande repercussão nas redes sociais, com fãs do diretor Fernando Meirelles, admiradores da literatura amazônica e entusiastas do audiovisual brasileiro manifestando ansiedade pela estreia.
Especialistas do setor audiovisual destacam que “Pssica” pode ser uma das grandes apostas nacionais da Netflix em 2025, capaz de trazer um novo olhar para a produção local e atrair público internacional com uma narrativa original e ambientação exótica.
O envolvimento de profissionais renomados como Bráulio Mantovani, diretor criativo de peso, também adiciona credibilidade e qualidade ao projeto, prometendo diálogos e roteiros que respeitam a profundidade dos personagens e das tramas.
Fernando Meirelles: um retorno ao universo brasileiro
Para o diretor Fernando Meirelles, “Pssica” representa um retorno ao seu universo de origem, depois de trabalhos internacionais de grande repercussão. Conhecido por sua sensibilidade para contar histórias brasileiras que dialogam com o mundo, Meirelles aposta na minissérie para ampliar a narrativa do país, mostrando suas contradições, beleza e tragédias.
Em entrevista recente, ele afirmou: “Este projeto é uma viagem de autoconhecimento, um desafio para traduzir em imagens o que está no livro de Edyr Augusto, que é a alma da floresta e das pessoas que vivem nela.”
Além disso, ele destaca a importância de valorizar talentos regionais e dar voz a histórias que muitas vezes ficam à margem das grandes produções comerciais
A série de terror sobrenatural Goosebumps, produzida pela Sony Pictures Television e exibida nas plataformas Disney+ e Hulu, foi oficialmente cancelada após duas temporadas. A decisão, comunicada recentemente e revelada com exclusividade pela revista Variety, marca o fim de uma tentativa contemporânea de renovar uma das franquias mais icônicas da literatura infantojuvenil de horror.
Contudo, a produtora responsável já estuda possibilidades para a continuidade do universo Goosebumps em outras plataformas, além de explorar diferentes direções criativas para o licenciado que R.L. Stine criou na década de 1990 e que se transformou em um fenômeno cultural global.
Uma franquia com história e legado
Lançada originalmente como uma série de livros na década de 1990 pelo autor americano R.L. Stine, Goosebumps rapidamente se tornou um fenômeno mundial. Com mais de 300 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a obra conquistou gerações por sua combinação única de suspense, terror acessível e personagens com os quais o público jovem se identificava.
Além dos livros, a franquia ganhou diversas adaptações televisivas, com destaque para a série de 1995 que utilizava o formato antológico, apresentando episódios independentes com histórias diferentes e monstrinhos icônicos. Em 2015, os livros voltaram às telas em forma de filme, estrelado por Jack Black, e um segundo longa estreou em 2018.
Essa popularidade e o potencial para alcançar novos públicos motivaram a Sony Pictures Television a apostar numa nova série live-action para o streaming, em um momento de expansão do mercado audiovisual e da popularidade de plataformas digitais.
Desenvolvimento e proposta da nova série
Anunciada em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, a nova série Goosebumps representou uma tentativa de modernizar o universo criado por Stine. Diferentemente do formato antológico episódico do passado, a produção optou por uma narrativa serializada, em que cada temporada tem um arco contínuo e um elenco fixo, ainda que elementos clássicos e criaturas do universo Goosebumps fossem inseridos em alguns episódios.
Rob Letterman, diretor do filme original de 2015, voltou para atuar como roteirista, produtor executivo e diretor do episódio piloto, trabalhando ao lado de Nicholas Stoller, colaborador de longa data. Essa parceria visava garantir uma fidelidade ao tom dos livros, mas com uma roupagem mais atual e voltada para um público jovem adulto.
A produção envolveu a Scholastic Entertainment (detentora dos direitos dos livros), a Sony Pictures Television e a Original Film, estúdio responsável pelos filmes anteriores da franquia. Devido às restrições impostas pela pandemia, parte do desenvolvimento e das reuniões ocorreu via videoconferência, uma adaptação necessária para manter o cronograma.
A filmagem principal começou em outubro de 2022, em Vancouver, no Canadá, contando com equipes experientes e forte aposta em efeitos práticos para conferir realismo às cenas assustadoras, além do uso de efeitos visuais digitais quando necessário.
Sinopse das temporadas e elenco principal
Primeira temporada
Estreou em 13 de outubro de 2023 simultaneamente no Disney+ e Hulu, como parte dos blocos temáticos “Hallowstream” e “Huluween”. A narrativa acompanha cinco estudantes do ensino médio que investigam a misteriosa morte, ocorrida 30 anos antes, de um adolescente chamado Harold Biddle. Conforme desvendam pistas, descobrem segredos obscuros ligados ao passado de suas próprias famílias. A temporada misturou suspense, drama familiar e terror, com jovens atores como Justin Long, Ana Yi Puig, Miles McKenna, Will Price e Zack Morris.
Segunda temporada
Lançada em 10 de janeiro de 2025, a segunda temporada mudou o foco para um novo elenco, com gêmeos Cece e Devin explorando um forte abandonado, desencadeando eventos ligados ao desaparecimento de quatro adolescentes há três décadas. O elenco contou com nomes como David Schwimmer, Ana Ortiz e Sam McCarthy, trazendo uma atmosfera ainda mais sombria e misteriosa. O uso de novos personagens e histórias pretendia expandir o universo da série, trazendo diferentes facetas do horror e do suspense.
Recepção crítica e reação do público
Apesar da expectativa gerada pela nova abordagem, a série recebeu críticas mistas. Alguns elogiaram o visual moderno, a produção caprichada e o esforço para adaptar os elementos clássicos de Goosebumps para uma narrativa contínua. Contudo, muitos críticos apontaram que a mudança do formato antológico para um arco de temporada único comprometeu o dinamismo e o frescor característicos da franquia original.
Além disso, a série enfrentou desafios para conquistar um público amplo e consistente. A disputa acirrada pelo tempo de atenção dos espectadores nas plataformas de streaming, aliada a uma enorme oferta de produções similares de terror jovem, dificultou a consolidação da série entre os grandes sucessos do momento. Os índices de audiência, embora razoáveis, não justificaram investimentos maiores para uma terceira temporada, sobretudo considerando o alto custo de produção e a busca por resultados mais expressivos.
Cancelamento e o futuro da franquia
Em 7 de agosto de 2025, a Disney+ anunciou o cancelamento da série após duas temporadas. A decisão, segundo fontes internas, foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a performance moderada da série, mudanças na estratégia editorial da plataforma e a necessidade de priorizar conteúdos com maior retorno comercial. Porém, a Sony Pictures Television, responsável pela produção, já manifestou interesse em continuar explorando a franquia, buscando novos parceiros e redes para possíveis adaptações. A ideia é não abandonar o universo Goosebumps e reinventar a narrativa, talvez até mesmo retomar o formato antológico que consagrou a série nos anos 90. Produtores como Conor Welch e Pavun Shetty já haviam declarado interesse em adaptar outros livros clássicos da coleção, como Night of the Living Dummy, para futuras temporadas, indicando que há muito conteúdo valioso ainda a ser explorado.
Desafios da adaptação em tempos modernos
Adaptar a trama para o streaming e para uma nova geração de espectadores não foi tarefa simples. A série precisou equilibrar o legado da obra original com as expectativas contemporâneas, que exigem narrativas mais complexas, personagens tridimensionais e temas atuais. Além disso, o mercado audiovisual atual é altamente competitivo, com grandes investimentos em produções originais para atrair e manter assinantes. Séries de terror para jovens adultos são muitas, e se destacar requer algo que vá além do nome conhecido. Outro desafio foi a produção em meio à pandemia, que exigiu adaptações no formato de trabalho, uso intensivo de tecnologia para reuniões e coordenação à distância, impactando cronogramas e custos.
Participações especiais e curiosidades da produção
A série trouxe momentos especiais para os fãs de Goosebumps. O próprio autor R.L. Stine participou como dublador de um personagem em forma de apresentador de podcast na segunda temporada, um toque divertido planejado para aproximar o criador do público. Os efeitos práticos usados na série foram um destaque, pois a equipe buscou criar monstros e situações que parecessem o mais real possível, visando aumentar a imersão do espectador, uma escolha aplaudida por fãs do terror clássico. O elenco variado, que trouxe desde jovens atores promissores até veteranos como Morgan Freeman (em participações especiais), também adicionou peso à produção, mesmo que a recepção não tenha sido unânime.
O legado e a esperança para novos projetos
Apesar do cancelamento, a série permanece uma marca valiosa e querida no universo do entretenimento jovem e infantojuvenil. A Sony Pictures Television, juntamente com a Scholastic Entertainment, continuará a explorar novas formas de revitalizar a franquia. Seja por meio de séries, filmes ou até projetos interativos, o mundo criado por R.L. Stine ainda possui enorme potencial para encantar e assustar as próximas gerações.
No dia 25 de julho, chegou às principais plataformas digitais o aguardado álbum “Samantha & Adrian”, fruto da parceria entre a atriz e cantora brasileira Samantha Schmütz e o renomado compositor e produtor norte-americano Adrian Younge. Lançado pelo selo Linear Labs, o projeto une o timbre marcante de Samantha a arranjos orgânicos e sofisticados, resultando em uma obra que transita entre o soul, o samba, a canção brasileira e a sonoridade vintage que caracteriza o trabalho de Younge. As informações são do Sessão Cinéfila.
Mais do que um simples encontro musical, o disco é um diálogo cultural entre Brasil e Estados Unidos, em que a música negra contemporânea é o ponto de conexão. Com faixas como “Nossa Cor”, “More Than Love” e “Samba Canção”, o álbum mergulha em temas como amor, resistência e vulnerabilidade, explorando narrativas pessoais e coletivas que refletem questões identitárias e sociais.
Um encontro que atravessa fronteiras
Samantha Schmütz é amplamente reconhecida pelo seu talento multifacetado — atriz, humorista, dubladora e cantora — mas aqui ela se apresenta de forma mais íntima e autoral. Ao lado de Adrian Younge, que já colaborou com nomes como Ali Shaheed Muhammad, Kendrick Lamar e Ghostface Killah, a artista se entrega a um repertório que privilegia a organicidade, com instrumentação analógica e texturas sonoras que evocam a estética da música gravada ao vivo.
“Esse álbum é sobre conexão. Não só entre duas pessoas de países diferentes, mas entre histórias, influências e raízes que se reconhecem na batida, no canto e na emoção”, comentou Schmütz em divulgação do projeto.
A construção de “Samantha & Adrian”
O processo criativo uniu a sensibilidade lírica de Samantha com o ouvido refinado de Younge para arranjos que soam atemporais. O resultado é um trabalho que flerta com o soul dos anos 70, o samba-canção brasileiro e elementos da música orquestral cinematográfica.
A faixa “Nossa Cor”, por exemplo, é um manifesto suave, mas firme, sobre orgulho racial e identidade, enquanto “More Than Love” mistura inglês e português em uma declaração de afeto universal. Já “Samba Canção” é uma homenagem às tradições musicais brasileiras, com interpretação carregada de emoção e arranjos que remetem às gravações clássicas.
Samantha Schmütz: da comédia à música com intensidade
Nascida em Niterói, em 28 de janeiro de 1979, Samantha Schmütz Cannet construiu uma carreira marcada pela versatilidade. Formada em Artes Cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras, começou sua trajetória no teatro no fim dos anos 1990, destacando-se tanto pela presença de palco quanto pela voz marcante.
Ganhou projeção nacional em 2007 no programa Zorra Total, com o icônico personagem Juninho Play, trabalho que lhe rendeu prêmios e reconhecimento popular. Também brilhou no humor televisivo como Jéssica no sucesso Vai que Cola, além de colecionar participações em produções cinematográficas que ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores, como a franquia Minha Mãe É uma Peça e Tô Ryca.
Apesar da forte associação com a comédia, Schmütz já havia demonstrado sua capacidade dramática, como na novela Totalmente Demais (2015), e agora reafirma sua faceta musical com um projeto que exige entrega e autenticidade.
Na noite deste sábado, 9 de agosto de 2025, o Super Tela da Record TV leva ao ar um dos filmes mais intensos e emocionantes dos últimos anos: O Dia do Atentado, um drama de suspense baseado em fatos reais que reconstrói, com realismo e humanidade, um dos episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos — o atentado à Maratona de Boston, em 2013.
Com direção de Peter Berg e protagonizado por Mark Wahlberg, o longa vai além da reconstituição policial. Ele mergulha na tensão, no medo e, principalmente, na coragem que emergiu de um dia de terror, mostrando como autoridades e cidadãos comuns se uniram para enfrentar uma ameaça e encontrar justiça.
No centro da narrativa está o sargento Tommy Saunders (Mark Wahlberg), um policial que estava de serviço na linha de chegada da Maratona de Boston no dia 15 de abril de 2013. O que deveria ser uma manhã de celebração esportiva se transformou em caos quando duas bombas caseiras explodiram no meio da multidão, deixando mortos e feridos, e espalhando medo pela cidade.
A partir desse momento, o filme mostra uma operação policial de urgência, liderada por Saunders e reforçada por figuras como o Agente Especial Richard Deslauries (Kevin Bacon), o Comissário de Polícia Ed Davis (John Goodman), o Sargento Jeffrey Pugliese (J.K. Simmons) e a enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan).
Juntos, eles se unem a sobreviventes e outros profissionais para identificar e capturar os terroristas antes que possam fazer novas vítimas. É uma história sobre resiliência, trabalho em equipe e o espírito de uma cidade que se recusou a se render ao medo.
Baseado em uma tragédia real que comoveu o mundo
O atentado à Maratona de Boston de 2013 não foi apenas um ataque terrorista: foi um golpe direto ao coração de um evento que simbolizava superação e espírito esportivo. Naquele dia, mais de 23 mil corredores participavam da prova, acompanhados por centenas de milhares de espectadores.
As explosões, provocadas por dois irmãos extremistas, deixaram três mortos e mais de 260 feridos. As imagens de pânico e destruição correram o mundo, e, nos dias seguintes, a caçada aos suspeitos paralisou Boston — a cidade praticamente fechou enquanto policiais vasculhavam bairros inteiros.
“O Dia do Atentado” recria esses acontecimentos com precisão documental, mas também abre espaço para mostrar as pessoas por trás das estatísticas: vítimas, socorristas, policiais e familiares que tiveram suas vidas mudadas para sempre. Peter Berg, conhecido por trabalhos como “O Grande Herói” e “Horizonte Profundo”, mantém seu estilo de unir adrenalina e humanidade, evitando sensacionalismo e respeitando a memória dos envolvidos.
Elenco de peso e atuações marcantes
Mark Wahlberg, que nasceu em Boston, imprime autenticidade ao papel do sargento Saunders. Embora o personagem seja fictício, ele representa a soma de vários policiais que atuaram na operação, servindo como elo entre as diferentes frentes de investigação e ação.
Ao seu lado, o filme conta com Kevin Bacon em uma interpretação contida e precisa como o agente do FBI responsável pela investigação; John Goodman, no papel do comissário Ed Davis, figura fundamental na coordenação das forças policiais; e J.K. Simmons, vencedor do Oscar por “Whiplash”, como o sargento Jeffrey Pugliese, um dos heróis do confronto final com os suspeitos.
Michelle Monaghan traz emoção ao papel de Carol Saunders, mostrando o impacto da tragédia na vida pessoal dos envolvidos. Essa abordagem dá ao longa um equilíbrio entre ação eletrizante e drama humano.
Estreia e trajetória nos cinemas
O longa-metragem teve sua estreia mundial no AFI Fest em 17 de novembro de 2016. Pouco depois, chegou a um número limitado de salas nos Estados Unidos, em dezembro do mesmo ano, para concorrer à temporada de premiações. O lançamento amplo ocorreu em janeiro de 2017, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica.
Em Portugal, estreou em 2 de fevereiro de 2017, e no Brasil, em 11 de maio do mesmo ano, conquistando admiradores pela forma respeitosa com que aborda um episódio tão doloroso.
Recepção da crítica
No Rotten Tomatoes, o filme registra 81% de aprovação, com a crítica especializada elogiando o equilíbrio entre tensão e emoção. O consenso do site descreve o filme como “uma homenagem emocionante e solidamente elaborada aos heróis de uma tragédia americana da vida real, sem se desviar para o território explorador”.
Muito mais que ação: um retrato da coragem
O grande mérito de “O Dia do Atentado” está em não se limitar a um filme policial. Ele é, sobretudo, um retrato de como comunidades podem reagir diante da adversidade. A produção mostra desde o heroísmo de policiais e bombeiros até a determinação de cidadãos comuns que ajudaram feridos, ofereceram abrigo e colaboraram com as autoridades.
Em uma das cenas mais marcantes, a tensão da investigação dá lugar a momentos de silêncio e solidariedade, lembrando que a tragédia foi vivida por pessoas reais, com famílias, sonhos e medos.
A direção precisa de Peter Berg
Peter Berg já havia trabalhado com Mark Wahlberg em outras produções baseadas em fatos reais, como “O Grande Herói” e “Horizonte Profundo”. Aqui, ele combina sua experiência em filmes de ação com uma sensibilidade especial para narrativas humanas.
Berg utiliza imagens reais da maratona e entrevistas com sobreviventes, misturando-as com a dramatização, o que dá à obra um caráter quase documental. Essa abordagem aumenta a imersão e faz o espectador sentir que está presenciando os eventos.
Impacto cultural e legado
O atentado à Maratona de Boston reforçou a importância da segurança em grandes eventos esportivos e levou autoridades de todo o mundo a rever protocolos. Ao mesmo tempo, gerou um movimento de união e resiliência conhecido como “Boston Strong”, que inspirou campanhas solidárias, arrecadações e mensagens de apoio a vítimas e familiares.
A nova temporada do TVZ Ao Vivo chega como um verdadeiro estouro sonoro e visual, pronta para dar início a mais uma série de encontros musicais marcantes. E quem tem a missão de inaugurar essa fase é Karol Conká, um dos nomes mais expressivos do pop e do hip-hop brasileiro. A artista será a primeira convidada especial do programa, que vai ao ar nesta quinta-feira (7), às 18h, no Multishow, ao lado da apresentadora Marina Sena e do coapresentador Gominho.
O público pode esperar um programa vibrante, repleto de performances energéticas, conversas afiadas e aquela dose de autenticidade que já é marca registrada de Karol. “Vai ser um encontro cheio de música, estilo e troca verdadeira”, promete a rapper.
Além de sua participação no palco, o formato do TVZ Ao Vivo garante a interação direta com a audiência. Os fãs podem participar enviando mensagens pelas redes sociais com a hashtag #TVZAoVivo ou pelo WhatsApp do programa: (21) 99252-5737. A nova temporada será exibida todas as segundas e quintas-feiras, sempre com convidados especiais e apresentações ao vivo.
Para entender a relevância de Karol Conká no cenário musical brasileiro, é preciso voltar ao início de sua história. Nascida Karoline dos Santos Oliveira em 1º de janeiro de 1986, em Curitiba (PR), ela cresceu no bairro do Boqueirão. Sua infância foi marcada pelo amor às artes — queria ser atriz de comédia e cantora de música popular brasileira, além de ter aulas de dança contemporânea, balé e teatro.
A veia artística foi fortemente influenciada pela mãe, que escrevia poemas e incentivava a filha a se expressar criativamente. Aos 16 anos, Karol participou de um concurso musical escolar na categoria rap — sendo a única mulher. A experiência foi o estopim para decidir que seguiria profissionalmente na música.
No início dos anos 2000, Karol integrou o quarteto Agamenon, com MC Cadelis e Cilho, lançando uma mixtape que abriu portas para apresentações em Curitiba. Mais tarde, fez parte do grupo Upground, acumulando experiência de palco e fortalecendo sua presença na cena independente.
O nome artístico “Karol Conká” surgiu por influência do pai, que dizia para ela sempre corrigir quem escrevesse seu nome com “C” — “Karol com K”.
Sua ascensão começou a ganhar fôlego em 2011, quando lançou o EP Promo e o single “Boa Noite”, que a levou a ser indicada ao MTV Video Music Brasil. A faixa ganhou visibilidade internacional ao integrar a trilha do jogo FIFA 14.
Em 2013, veio o primeiro álbum, Batuk Freak, produzido por Nave, com singles como “Gandaia” e “Corre, Corre Erê”. O disco rendeu a Karol o prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow e a levou a turnês internacionais.
O grande estouro veio em 2014 com “Tombei”, parceria com Tropkillaz, que se tornou um hino do empoderamento e da estética ousada. O sucesso rendeu o prêmio de Nova Canção no Prêmio Multishow 2015 e consolidou Karol no mainstream.
Seguiram-se outros marcos: a faixa “É o Poder” (2015), a participação na abertura das Olimpíadas Rio 2016 com MC Soffia e a estreia como apresentadora do Superbonita no GNT em 2017. Nesse período, Karol diversificou seu trabalho, transitando entre música, televisão e moda.
Em 2018, lançou o álbum Ambulante, com destaque para os singles “Kaça”, “Vogue do Gueto” e “Saudade”. O disco foi elogiado pela crítica, figurando entre os melhores do ano. No ano seguinte, Karol subiu ao palco Sunset do Rock in Rio, ao lado de Linn da Quebrada e Gloria Groove, e lançou a faixa “Alavancô”.
O capítulo polêmico no BBB 21
Em 2021, a cantora aceitou o convite para participar do Big Brother Brasil 21. Sua passagem pelo reality foi marcada por conflitos e falas polêmicas, resultando em rejeição recorde de 99,17% dos votos na eliminação. As consequências foram duras: cancelamento de shows, críticas de colegas de profissão e impacto na imagem pública.
No entanto, a rapper transformou a crise em conteúdo. O documentário A Vida Depois do Tombo, no Globoplay, mostrou sua reconstrução pessoal e profissional. Ainda naquele ano, lançou o single “Dilúvio”, apresentado na final do BBB, que registrou aumento de 978% nos streamings.
Em 2022, Karol lançou Urucum, seu terceiro álbum, descrito como “terapia musical”. O trabalho mistura pagode baiano, trap, reggae e referências pessoais, evidenciando uma artista mais introspectiva, mas ainda provocadora. Canções como “Mal Nenhum” e “Subida” reforçam seu experimentalismo sonoro.
Neste sábado, 9 de agosto de 2025, o Cine Aventura da Record TV leva ao ar um dos thrillers de ficção científica mais comentados dos últimos anos: 57 Segundos, longa norte-americano de 2023 que combina ação, suspense e questionamentos éticos profundos sobre até onde o ser humano pode — ou deve — ir para alterar seu próprio destino.
Dirigido por Rusty Cundieff e baseado no conto Fallen Angel, do escritor britânico E.C. Tubb, o filme é estrelado por Josh Hutcherson (Jogos Vorazes, O Círculo) e pelo lendário Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Invictus). Com uma narrativa que une alta tecnologia, vingança pessoal e dilemas morais, a produção se destaca não apenas pelo ritmo acelerado, mas também pela reflexão que provoca no público.
Uma história que começa com perda e vingança
A trama acompanha Franklin Fausti (Hutcherson), um blogueiro de tecnologia movido por uma dor pessoal. Sua irmã gêmea, Natalie, morreu após desenvolver dependência de um poderoso analgésico chamado Zonastin, fabricado por uma das maiores farmacêuticas do mundo. O responsável por esse império é o inescrupuloso Sig Thorensen (Greg Germann), homem de negócios que não mede esforços para proteger seus lucros — mesmo que isso signifique esconder os efeitos devastadores de seus produtos.
Determinando a expor a verdade, Franklin investe seu tempo em investigar os bastidores da indústria farmacêutica, publicando matérias afiadas em seu blog. Sua chance de ouro surge quando consegue uma entrevista exclusiva com o magnata da tecnologia Anton Burrell (Morgan Freeman), conhecido por suas invenções revolucionárias e seu carisma no mundo corporativo.
O encontro que muda tudo
Durante a entrevista, Burrell se prepara para apresentar ao mundo sua mais nova criação: o Tri-Band 5, um dispositivo de saúde vestível capaz de ajudar no tratamento de doenças como diabetes, hipertensão e vícios sem o uso de medicamentos tradicionais. É um salto tecnológico que poderia transformar milhões de vidas.
Mas antes que a revelação seja concluída, um homem armado invade o evento. Franklin, agindo por instinto, intervém e salva Burrell. Na confusão, ele encontra um anel misterioso deixado para trás — aparentemente sem valor, mas que guarda um segredo impressionante: quem o usa pode voltar exatamente 57 segundos no tempo.
O poder e a tentação
No início, Franklin vê no anel uma oportunidade de resolver pequenos problemas: corrigir erros triviais, ganhar dinheiro em jogos de azar, conquistar a atenção de Jala (Lovie Simone), colega por quem sente atração. Mas a euforia inicial logo dá lugar a uma ambição maior: usar o poder para derrubar Thorensen e expor seus crimes.
O protagonista mergulha então em um jogo perigoso. Ele se infiltra na empresa de Thorensen, coletando provas de que o executivo sabia dos efeitos letais do Zonastin e tentou acobertar a morte de uma funcionária, Susan Miller, que denunciava as práticas ilegais.
Com a ajuda de seu amigo Andy, Franklin divulga as informações para a imprensa, provocando um terremoto no mundo corporativo.
A escalada da tensão
A vitória de Franklin, no entanto, é breve. Ciente de que está encurralado, Thorensen parte para o contra-ataque. Ele sequestra Franklin e tenta fugir de avião, mas a intervenção da polícia provoca uma pane na aeronave. O acidente é inevitável. Franklin sobrevive, mas o vilão encontra seu fim.
No desfecho, Burrell oferece a Franklin um lugar em sua equipe de pesquisa para desenvolver a tecnologia do anel. É uma proposta tentadora, mas ele recusa. O peso ético e o risco de abuso são grandes demais. Em um gesto definitivo, Franklin destrói o anel, convencido de que poder manipular o tempo é algo que ninguém deveria ter.
Entretenimento com reflexão
Embora o longa tenha todas as marcas de um blockbuster — perseguições, ação, efeitos visuais e reviravoltas —, ele também funciona como uma parábola sobre ambição, responsabilidade e limites morais. A premissa da viagem no tempo não é usada apenas como um recurso narrativo, mas como uma metáfora sobre segundas chances e sobre a tendência humana de querer controlar o destino.
A performance de Hutcherson é intensa, transmitindo bem o conflito entre desejo e prudência. Já Morgan Freeman, com seu carisma habitual, entrega um Burrell enigmático: não se sabe ao certo se ele é um benfeitor ou alguém que tem seus próprios interesses ocultos.
Os bastidores da produção
As filmagens do filme começaram em abril de 2022, em Lafayette, Louisiana. Antes disso, Freeman foi visto na cidade explorando locações e, segundo reportagens locais, chegou a contribuir com ideias para partes do roteiro.
Dirigido por Rusty Cundieff — conhecido por trabalhos que mesclam crítica social e entretenimento —, o longa também tem no roteiro Macon Blair, que ajuda a equilibrar a tensão com momentos de humor e humanidade.
O lançamento e a recepção
O filme estreou nos cinemas e no formato digital em 29 de setembro de 2023, distribuído pela The Avenue. A crítica especializada se dividiu: alguns elogiaram o ritmo e a originalidade da premissa, enquanto outros acharam que o roteiro poderia explorar mais as implicações filosóficas da viagem no tempo.
Ainda assim, o público que gosta de thrillers com toques de ficção científica encontrou em 57 Segundos uma opção vibrante e instigante.
Onde assistir além da TV
SeAlém da exibição na Record TV, o filme também pode ser encontrado em diferentes plataformas para quem prefere escolher o melhor horário para assistir. O filme está disponível no Telecine e no Adrenalina Pura, acessível para assinantes, garantindo qualidade de imagem e som de cinema. Já no Prime Video, é possível adquirir a produção em HD, com compra a partir de R$ 29,90, ideal para quem deseja ter o título sempre à disposição na biblioteca digital.
A ética da viagem no tempo: e se fosse você?
Um dos elementos mais interessantes da produção é a provocação que ele lança ao público: o que você faria se pudesse voltar menos de um minuto no tempo?.
Poderia parecer pouco, mas imagine as possibilidades: evitar um acidente, mudar uma frase mal colocada, impedir uma perda financeira. Por outro lado, como mostra o filme, cada interferência abre espaço para manipulação, abuso de poder e até vício.
Esse debate sobre o uso responsável da tecnologia ecoa temas atuais, como inteligência artificial e manipulação genética: até onde devemos ir? E quem decide quando é “longe demais”?
As atuações que sustentam o filme
Além da dupla protagonista, o elenco conta com Greg Germann no papel de um vilão calculista e frio, Lovie Simone como Jala, o interesse amoroso que representa para Franklin uma espécie de âncora emocional, e Bevin Bru e Sammi Rotibi em papéis de apoio que ajudam a construir a rede de aliados e adversários do protagonista.
Morgan Freeman, com sua presença inconfundível, dá peso à narrativa, criando um Burrell que transita entre a figura de mentor e a de enigma moral. Já Hutcherson prova que consegue carregar um papel principal com energia e vulnerabilidade.
Um thriller que conversa com o presente
Embora seja ambientado em um cenário fictício, 57 Segundos dialoga com preocupações muito reais: a ganância corporativa, a manipulação de informações e a relação entre tecnologia e saúde.
A escolha de colocar como antagonista uma indústria farmacêutica não é aleatória. O filme ressoa com debates contemporâneos sobre transparência, ética médica e o impacto de medicamentos no bem-estar da população.
Nesta segunda, 11 de agosto, a Sessão da Tarde promete transportar o público para um reino sombrio, mágico e visualmente deslumbrante com a exibição de Branca de Neve e o Caçador (2012), uma das releituras mais ousadas e épicas do conto que atravessou séculos: a história da princesa que enfrentou a inveja de uma rainha obcecada por juventude e beleza. Mas aqui, esqueça as maçãs encantadas, os passarinhos cantando e os anões simpáticos cantando “Heigh-Ho”. O que o filme dirigido por Rupert Sanders entrega é bem diferente: uma narrativa cheia de densidade, ação, batalhas grandiosas e uma Branca de Neve muito mais guerreira do que donzela.
Quando a fantasia ganha músculos
Inspirado no conto clássico dos Irmãos Grimm, o filme reimagina a lenda com uma roupagem mais sombria e épica, quase como se tivesse saído do universo de “O Senhor dos Anéis”. Em vez de uma jovem delicada que espera por um príncipe encantado, temos uma heroína que sobrevive a uma infância encarcerada, enfrenta uma bruxa poderosa e lidera um exército — tudo isso com coragem, escudo e espada. Kristen Stewart, conhecida à época por seu papel em “Crepúsculo”, assume o protagonismo com uma Branca de Neve introspectiva, mas determinada. Seu olhar não é de quem espera ser salva, e sim de quem sabe que, para reconquistar seu reino, terá que lutar com as próprias mãos. Ao lado dela, surge o Caçador Eric, vivido por um carismático e bruto Chris Hemsworth, ainda embalado pelo sucesso de “Thor”. Inicialmente contratado pela rainha para capturar a jovem fugitiva, Eric logo percebe que está do lado errado da história — e se torna seu aliado mais leal.
Uma Rainha feita para brilhar — e aterrorizar
Mas se há um nome que rouba todas as atenções no longa, ele atende por Charlize Theron. A atriz sul-africana dá vida à Rainha Ravenna, uma vilã grandiosa, trágica e sedutora, movida pelo medo da decadência. Obcecada por permanecer jovem e bela para sempre, ela se alimenta literalmente da força vital de outras mulheres, enquanto observa o espelho mágico em busca de respostas que a tranquilizem. A atuação de Theron é uma força da natureza — elegante e cruel, frágil e monstruosa. Seu grito de desespero ao perceber que Branca de Neve ameaça sua supremacia estética é mais que uma explosão de vaidade: é o reflexo de uma mulher que teme desaparecer.
A estética que encanta (e assusta)
Desde as primeiras cenas, o visual do filme impressiona. Florestas encantadas, criaturas mágicas, castelos imponentes e figurinos detalhados criam uma atmosfera envolvente que transita entre o sombrio e o poético. O trabalho da figurinista Colleen Atwood (vencedora de três Oscars) é um espetáculo à parte — tanto que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhores Efeitos Visuais em 2013. A floresta, por exemplo, não é apenas pano de fundo: ela respira, muda de forma e até assusta. É ali que o Caçador encontra Branca de Neve pela primeira vez, e é também onde o espectador percebe que a jornada da jovem princesa será tudo, menos leve.
Sete anões, mas com alma de guerreiros
Se no conto original os anões eram mais próximos de figuras cômicas, aqui eles aparecem com gravidade e propósito. Interpretados por atores consagrados como Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone e outros nomes britânicos do teatro e do cinema, os sete anões formam um grupo de exilados que, apesar da desilusão com o mundo, ainda acreditam na esperança de um futuro melhor. Com vozes roucas, cicatrizes e histórias de lutas, eles se tornam parte essencial do plano para recuperar o trono e trazer de volta a luz ao reino. São eles que ajudam Branca a lembrar quem ela realmente é — e o que precisa fazer.
Uma produção com cara de desafio
A jornada para transformar essa releitura sombria em um blockbuster de verdade começou em 2010, quando a Universal Pictures iniciou o desenvolvimento do projeto em resposta direta à produção de “Mirror Mirror” (a versão mais colorida e infantil da história, com Julia Roberts como Rainha Má). Para se destacar, os produtores de “Branca de Neve e o Caçador” optaram por um tom mais adulto, denso e visualmente cinematográfico — algo como um conto de fadas com alma de épico medieval. Rupert Sanders, então um estreante em longas-metragens, assumiu a direção com ousadia. E mesmo com críticas divididas, conseguiu entregar um filme visualmente marcante e com ritmo envolvente.
Um elenco que quase foi bem diferente
A escolha do elenco foi, por si só, uma epopeia. Para o papel de Branca de Neve, várias atrizes foram cogitadas — de Dakota Fanning a Alicia Vikander. Mas foi Kristen Stewart quem ficou com o papel após uma série de rumores e confirmações via redes sociais do produtor Palak Patel. No papel do Caçador, antes de Chris Hemsworth, nomes como Johnny Depp, Viggo Mortensen, Tom Hardy e até Hugh Jackman foram sondados. Todos recusaram. Foi então que Hemsworth, já em ascensão por conta de Thor, aceitou o desafio e deu um peso físico e emocional ao personagem. Já a escolha de Charlize Theron para viver Ravenna foi certeira desde o início. Antes dela, nomes como Angelina Jolie e Winona Ryder chegaram a ser cogitados — mas é difícil imaginar qualquer outra atriz naquele papel depois do resultado final.
O que a crítica falou?
Alguns críticos elogiaram a ousadia estética, as atuações (especialmente a de Theron) e o tom sombrio, enquanto outros apontaram falhas de ritmo e de desenvolvimento de personagens. Ainda assim, o filme foi um relativo sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 396 milhões no mundo todo. O suficiente para garantir não só uma sequência — “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) — como também para transformar a produção em um marco dessa nova onda de contos de fadas reformulados para o público adulto.
Foto: Reprodução/ Internet
Na terça, 12 de agosto, a TV Globo convida você para uma verdadeira viagem emocional ao lado de um dos cachorros mais adoráveis e atrapalhados do cinema: Marley, o labrador que mudou para sempre a vida do casal John e Jenny Grogan no filme “Marley & Eu” (Marley & Me, 2008). Mais do que uma simples história sobre um cãozinho levado, o filme dirigido por David Frankel e estrelado por Owen Wilson e Jennifer Aniston é uma celebração sincera, divertida e tocante sobre a família, as pequenas confusões do dia a dia e o amor incondicional que só um pet pode ensinar.
Um cão que não cabe em si mesmo — e no sofá também
Quem já teve um cachorro em casa sabe que nem sempre é fácil lidar com toda a energia, a destruição e as peripécias que eles aprontam. Marley, porém, eleva isso a outro nível. Desde filhote, ele mostra que sua rotina será de muitas travessuras: derruba móveis, desarruma a casa, foge, late alto e é praticamente impossível de treinar — mesmo nas aulas de obediência. E é justamente essa personalidade explosiva que conquista corações, porque Marley é aquele caos adorável que transforma uma casa comum em um lar cheio de vida.
John e Jenny: um casal que aprende a amar junto com Marley
Owen Wilson e Jennifer Aniston dão vida aos Grogan, um jovem casal recém-casado que, após deixar o rigoroso inverno de Michigan para trás, recomeça a vida em Miami. Enquanto Jenny brilha como jornalista em um grande jornal, John se sente preso em uma rotina monótona, escrevendo obituários e artigos curtos. Quando decidem testar se estão prontos para serem pais, um amigo sugere a adoção de um cachorro — e aí entra Marley, com sua pelagem dourada, orelhas desengonçadas e um coração gigante. O que começa como uma experiência para preparar a chegada de um bebê vira uma lição de vida. Marley não só desafia a paciência dos dois, como também os ensina sobre responsabilidade, companheirismo e o verdadeiro significado de família.
Entre risadas e lágrimas
“Marley & Eu” tem aquele equilíbrio perfeito entre comédia e drama, conseguindo arrancar gargalhadas nas cenas de maior confusão — como a destruição do jardim ou a fuga em meio a um trânsito caótico — e emoções profundas quando o filme aborda temas como perda, amadurecimento e os ciclos da vida. É impossível assistir ao filme sem se lembrar de um pet querido, da alegria que ele trouxe e das lições que só um amigo tão fiel pode ensinar. A relação de Marley com a família Grogan é cheia de altos e baixos, mas sempre marcada por muito amor.
Uma produção recheada de detalhes especiais
Para dar vida a esse personagem tão especial, o filme contou com 22 cães labradores diferentes — que se revezaram para interpretar Marley em suas várias fases, do filhote à velhice. Esse cuidado nos bastidores mostra a dedicação da produção em trazer veracidade e emoção para a tela. As filmagens aconteceram em vários lugares dos Estados Unidos, como Flórida e Pensilvânia, e também na Irlanda, onde foi gravada a lua de mel do casal, em um cenário encantador e romântico. A trilha sonora, assinada por Theodore Shapiro, complementa com maestria os momentos de humor e sensibilidade, reforçando o tom acolhedor e familiar do longa.
O elenco que faz tudo parecer real
Além da química perfeita entre Owen Wilson e Jennifer Aniston, o elenco de apoio é composto por nomes como Eric Dane no papel do amigo Sebastian e Alan Arkin como Arnie Klein, o editor do jornal onde John trabalha. A dublagem brasileira, por sua vez, mantém a naturalidade e o humor do original, com vozes que transmitem muito bem a espontaneidade dos personagens e a relação única entre Marley e sua família.
O sucesso que atravessou gerações
Lançado em 2008, o longa foi um sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 247 milhões mundialmente — e conquistando um público que se identifica com a mistura de comédia, drama e sentimento. O filme, baseado no livro autobiográfico de John Grogan, foi responsável por popularizar ainda mais a relação entre humanos e seus pets no cinema, inspirando inclusive uma prequela, Marley & Me: The Puppy Years (2011).
Foto: Reprodução/ Internet
Na quarta, 13 de agosto, a Sessão da Tarde apresenta uma comédia leve, divertida e cheia de momentos em família: Um Tio Quase Perfeito 2 (2021). O longa brasileiro, estrelado por Marcus Majella, retorna para contar as novas trapalhadas do carismático Tony, que agora encara um inesperado rival — e futuro cunhado — na disputa pelo afeto dos sobrinhos. Se você gosta de filmes que misturam humor inocente, confusões do cotidiano e aquele calor gostoso da família unida, essa é a pedida certa para a tarde de quarta.
Tony, o tio que todo mundo queria ter (ou não…)
Depois de largar a vida de trambiqueiro, Tony tenta ser o tio ideal para seus sobrinhos Patrícia, Valentina e João, que o adoram — e não é para menos. Com sua personalidade divertida, jeito atrapalhado e um coração enorme, ele conquistou seu espaço na família. Mas a chegada de Beto (Danton Mello), o novo namorado da irmã Ângela (Letícia Isnard), vira tudo de cabeça para baixo. Encantando os pequenos, Beto se torna uma espécie de concorrente inesperado na atenção que antes era toda do tio Tony.
A guerra dos titãs… familiares
Cioso do seu posto de tio favorito, Tony não mede esforços para provar que Beto não é bem-vindo. Entre planos mirabolantes e armadilhas cheias de confusão — e, claro, muito bom humor —, ele tenta de tudo para desbancar o rival, contando até com a ajuda dos sobrinhos para armar suas estratégias. Mas, no meio de tantas confusões, o filme também fala de aceitação, amor e a complexidade das relações familiares. Porque, no fundo, nem Tony nem Beto querem outra coisa senão fazer parte dessa família.
Um elenco que transborda carisma
Com direção de Pedro Antônio Paes, o filme conta com a presença marcante de Marcus Majella, que reafirma sua habilidade para a comédia leve e acessível. Além dele, o elenco traz rostos conhecidos como Danton Mello, Letícia Isnard e Ana Lúcia Torre. As crianças, Julia Svacinna, Sofia Barros e João Barreto, dão vida aos sobrinhos que tornam tudo ainda mais divertido e cheio de energia. A química entre todos os personagens ajuda a criar um clima familiar que conquista desde os pequenos até os adultos.
Sucesso nacional e reconhecimento
O filme foi um dos destaques do cinema brasileiro em 2021, arrecadando mais de R$ 1 milhão durante sua passagem pelos cinemas. Além do sucesso comercial, o filme recebeu duas indicações no Grande Otelo, uma das principais premiações do cinema nacional, nas categorias de Melhor Longa-metragem infantil e Melhor Ator Coadjuvante para Danton Mello. Trata-se de um filme que equilibra diversão e mensagem, resgatando valores familiares de forma leve, para todos os públicos.
Homenagem especial e bastidores
O longa também marcou um momento especial para o cinema nacional, sendo o último filme do ator Eduardo Galvão, que faleceu em 2020 vítima da COVID-19. Sua participação traz uma lembrança afetiva para todos que acompanharam sua carreira. A produção soube juntar uma equipe experiente com um roteiro que não perde o ritmo, garantindo uma experiência prazerosa e muito divertida para quem assiste.
Foto: Reprodução/ Internet
Na quinta, 14 de agosto, a emissora apresenta uma narrativa emocionante que toca o coração e renova a esperança: Superação: O Milagre da Fé (Breakthrough, 2019). Baseado em fatos reais, o filme dirigido por Roxann Dawson conta a jornada de uma família unida pela fé, que vive o impossível quando seu filho John é dado como morto após um grave acidente — mas a esperança da mãe Joyce se transforma em um milagre que desafia a ciência e emociona.
A fé que move montanhas
Quando John, um garoto de 14 anos, sofre um acidente brutal e entra em coma, tudo parece perdido. As chances de sobrevivência são mínimas, e a família começa a se preparar para o pior. Mas Joyce, sua mãe, segura firme na crença de que Deus pode intervir, rogando por um milagre — uma força espiritual que se transforma na luz que guia essa história inspiradora. É essa fé intensa que conduz o filme, e o modo como ela impacta médicos, amigos, e toda a comunidade que acompanha a luta de John.
Personagens que inspiram
No centro da trama, temos Chrissy Metz como Joyce Smith, a mãe devota e incansável, cuja força emocional conduz toda a narrativa. Ao seu lado, Josh Lucas vive Brian, o marido e pai adotivo, equilibrando o papel de suporte emocional e esperança. O jovem Marcel Ruiz interpreta John, cujo drama pessoal e físico nos conecta profundamente com a fragilidade e a força da vida. Já Topher Grace como Pastor Jason, traz a voz da comunidade espiritual que apoia a família, mostrando as diferentes formas de fé em ação.
Um drama cristão que alcançou corações pelo mundo
Lançado em 2019, o filme foi um sucesso modesto de bilheteria, arrecadando mais de 50 milhões de dólares mundialmente — um feito importante para um filme de temática cristã. O longa também recebeu uma indicação ao Oscar 2020 na categoria de Melhor Canção Original, pela música “I’m Standing With You”, interpretada por Chrissy Metz, que adiciona uma camada extra de emoção à história. O envolvimento do jogador de basquete Stephen Curry como produtor executivo reforça a conexão do filme com valores de superação e perseverança.
Direção e produção cuidadosas
Roxann Dawson, conhecida por seu trabalho na direção de séries e filmes com temática humana, conduz o filme com sensibilidade e respeito, sem exageros melodramáticos. A produção se preocupou em retratar a história da família Smith de forma fiel, inspirada no livro “The Impossible”, escrito por Joyce Smith com Ginger Kolbaba. As filmagens aconteceram em locações no Canadá, entre março e maio de 2018, e conseguiram captar a intimidade da casa, hospital e comunidade envolvida na recuperação de John.
A programação da Sessão da Tarde da próxima sexta-feira, dia 15, ainda não foi confirmada. Assim que a emissora divulgar, atualizaremos esta matéria.
Nesta sexta, 8, a plataforma MUBI, reconhecida por seu catálogo autoral e curadoria refinada, estreia com exclusividade no Brasil o aguardado filme A Colheita, da diretora grega Athina Rachel Tsangari, mesma mente por trás dos aclamados Attenberg e Chevalier. Baseado no romance homônimo de Jim Crace, finalista do Prêmio Booker, o drama histórico apresenta uma poderosa alegoria sobre os abalos provocados pela chegada da modernidade em comunidades tradicionais.
Protagonizado por Caleb Landry Jones (Três Anúncios para um Crime, Dogman) e Harry Melling (O Gambito da Rainha, The Pale Blue Eye), o filme convida o espectador a mergulhar em uma aldeia medieval fictícia que, em apenas sete dias, se vê tomada por mudanças irreversíveis. Com fotografia hipnótica em 16 mm assinada por Sean Price Williams, o longa-metragem é uma experiência imersiva que mistura realismo brutal e fábula impressionista para retratar o fim de uma era.
Ambientado na Escócia medieval, o filme gira em torno de Walter Thirsk (Caleb Landry Jones), um camponês profundamente enraizado em sua aldeia, e seu amigo de infância Charles Kent (Harry Melling), senhor da propriedade local. Quando forasteiros chegam à vila — incluindo um cartógrafo, um homem da companhia e migrantes desconhecidos — o frágil equilíbrio entre tradição e território se rompe. Os habitantes, tomados pelo medo e pela desconfiança, procuram bodes expiatórios para lidar com as transformações que não compreendem.
A diretora Athina Rachel Tsangari utiliza esse cenário arcaico para discutir temas profundamente atuais: migração, crise econômica, intolerância e a forma como sociedades resistem — ou sucumbem — diante do progresso. A Colheita evoca a angústia coletiva que brota do colapso de valores antigos e da inevitável chegada de um futuro que assusta.
Rodado em locações naturais da região de Argyll, na Escócia, o filme foi capturado em película 16 mm, conferindo às imagens uma textura orgânica e áspera que reforça a imersão do público na vida camponesa do século XIII. A fotografia de Sean Price Williams (parceiro de filmes como Good Time e Her Smell) intensifica o tom lírico e sombrio da narrativa, alternando cenas de beleza pastoral com momentos de puro desconforto visual, refletindo o estado emocional da comunidade.
A ambientação opressora, reforçada pela direção de arte minimalista e figurinos rústicos, cria um cenário sufocante e claustrofóbico, mesmo em meio à vastidão rural. É a representação de uma vila encurralada não apenas por invasores, mas por suas próprias crenças, medos e estruturas ultrapassadas.
Caleb Landry Jones e Harry Melling: performances viscerais
O elenco do filme é um dos grandes trunfos do longa. Caleb Landry Jones, conhecido por suas escolhas ousadas e atuação intensa, entrega uma performance contida, mas profundamente carregada de angústia existencial. Walter, seu personagem, é um homem dividido entre a lealdade à terra e o incômodo com as injustiças que testemunha. Seu olhar vagaroso e seus gestos inseguros dizem tanto quanto qualquer linha de diálogo.
Harry Melling, por sua vez, compõe um Charles Kent ambíguo — um senhor que, mesmo posicionado entre os poderosos, mostra-se vulnerável diante do colapso iminente. O contraste entre os dois atores — o camponês silencioso e o senhor desorientado — simboliza o conflito entre a terra e o poder, entre o passado e o que está por vir.
Completam o elenco nomes como Rosy McEwen, Arinzé Kene, Thalissa Teixeira e Frank Dillane, todos em interpretações densas que refletem a coletividade do drama. Aqui, não há heróis nem vilões absolutos, apenas humanos tentando sobreviver a um tempo de rupturas.
Da literatura ao cinema: adaptação sensível
A adaptação do romance de Jim Crace foi assinada pela própria Tsangari em parceria com Joslyn Barnes, e traduz com fidelidade o espírito da obra original. A narrativa se desdobra com cadência lenta e reflexiva, o que pode exigir paciência do espectador, mas oferece recompensas profundas para quem se entrega ao ritmo e à proposta do filme.
O roteiro evita excessos expositivos e opta por deixar lacunas — nomes de lugares, datas ou detalhes históricos nunca são plenamente revelados, criando um tempo-espaço mítico que reforça a universalidade da fábula. Essa escolha estética e narrativa remete a outros grandes nomes do cinema autoral europeu e posiciona A Colheita como uma obra que transcende seu cenário histórico.
Onde assistir?
A produção estreia com exclusividade na MUBI. O streaming, que oferece curadoria especializada em cinema independente e autoral, traz o filme em seu catálogo como parte de sua programação contínua de estreias globais. A MUBI está disponível via navegador, aplicativos para Smart TV, Android, iOS e dispositivos como Roku, Fire TV e Apple TV. Assinantes da plataforma poderão assistir ao filme sem custo adicional.