Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego emocionam o público no “Viver Sertanejo” deste domingo (27/07)

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Neste domingo, dia 27 de julho de 2025, a música sertaneja ocupará seu lugar de honra na programação da TV aberta com um episódio especial do Viver Sertanejo, apresentado por Daniel, logo após o Globo Rural. No centro do palco, duas duplas que representam diferentes eras e vertentes do gênero: Di Paullo & Paulino, veteranos da raiz sertaneja com mais de 40 anos de trajetória, e Henrique & Diego, representantes do romantismo moderno que conquistaram o público jovem com letras envolventes e melodias dançantes.

O programa desta semana vai muito além de performances musicais. Ele mergulha em histórias de vida, superações, memórias e afetos que ajudam a entender por que o sertanejo segue como um dos gêneros mais amados do país. E, sobretudo, promove um tributo emocionante à eterna Marília Mendonça, que completaria 30 anos neste mês de julho e cuja presença é sentida em cada acorde, em cada silêncio reverente, em cada verso cantado com alma.

Duas histórias, um mesmo sentimento

De um lado, os irmãos Di Paullo & Paulino chegam com sua trajetória moldada na terra, no rádio AM, nos circos e nas festas do interior de Minas Gerais. De outro, Henrique & Diego, amigos de infância que saíram de Cuiabá e atravessaram os palcos do Brasil com hits que marcaram os anos 2010. Embora suas rotas pareçam opostas — raiz e pop, estrada e streaming, viola e beats —, há um elo invisível e poderoso entre eles: a fidelidade à emoção e à verdade que carregam em suas canções.

O encontro não é só musical, mas simbólico. É o sertanejo se olhando no espelho da própria história e se reconhecendo múltiplo, vivo, em constante renovação. Ao longo do programa, o público é presenteado com performances, conversas íntimas e muitas surpresas que fazem desta edição uma das mais marcantes da temporada.

Di Paullo & Paulino: da infância mineira aos palcos do Brasil

Quem vê Di Paullo & Paulino hoje, com suas camisas xadrez impecáveis, chapéus de feltro e vozes afinadas pelo tempo, talvez não imagine que tudo começou de forma modesta. Naturais de Martinho Campos, Minas Gerais, os irmãos Elias e Geraldo começaram a cantar ainda crianças, influenciados pelo pai, que tocava violão e incentivava a musicalidade dos filhos.

“Nosso pai colocava discos do Tonico & Tinoco pra tocar enquanto cuidava da lavoura”, relembra Paulino, no palco do Viver Sertanejo. “A gente ia pegando no ouvido, treinava escondido. Quando ele viu, já tinha dupla formada.”

A infância simples e o ambiente rural forjaram não só o repertório da dupla, mas também seu modo de ver a música. Cada canção de Di Paullo & Paulino carrega uma melodia quase ancestral, como se cada nota viesse carregada de pó da estrada, cheiro de fogão a lenha e lembranças de amores antigos.

No programa, eles cantam sucessos como “Amor de Primavera”, “Cama Triste” e a clássica “Passarinho do Sertão”, relembrando ainda histórias saborosas dos bastidores dos anos 1980 e 1990. Em um dos trechos mais curiosos da conversa com Daniel, Paulino conta que afinou a viola de Leandro & Leonardo antes de um importante festival em Goiânia. “Eles ganharam aquele dia. Depois disso, quando lancei nosso primeiro disco, fui pedir ajuda pra entrar na gravadora. Eles abriram portas pra gente. É por isso que digo: no sertanejo, gratidão é uma estrada de mão dupla.”

Henrique & Diego: entre o samba, o pagode e o sertanejo pop

Se a trajetória dos veteranos começa em plantações e rádios de pilha, a de Henrique & Diego tem tons mais urbanos e contemporâneos. Nascidos e criados em Cuiabá, ambos tiveram contato com a música em contextos diferentes. Diego veio da escola de samba, onde cantava puxando enredos com apenas 11 anos. Henrique, por sua vez, começou como roadie e depois como backing vocal em bandas locais.

O reencontro dos dois, após uma breve pausa na carreira de Diego para se dedicar aos estudos, foi decisivo. “Eu já tinha desistido. Mas o Henrique me chamou de volta. Disse que via futuro na gente. A partir dali, nunca mais parei”, diz Diego, emocionado.

A dupla fez de tudo no início: tocou em barzinho, em casamentos, em festas universitárias. O sucesso veio em 2011 com “Top do Verão”, mas foi com “Suíte 14”, parceria com MC Guimê, que eles estouraram de vez, alcançando as paradas do Brasil inteiro.

No Viver Sertanejo, eles revisitam esses momentos com leveza e bom humor. Cantam seus maiores hits e falam sobre a importância de manter os pés no chão. “A gente vem do pagode, mas encontrou no sertanejo o jeito mais sincero de se expressar”, diz Henrique. “Aqui a gente fala de amor, de perda, de esperança. É isso que toca as pessoas.”

Marília Mendonça: uma estrela que segue brilhando

O ápice emocional do episódio acontece quando as duas duplas se unem para cantar “Estrelinha”, canção lançada em 2018 por Di Paullo & Paulino com participação de Marília Mendonça. A música, que ganhou enorme projeção após a trágica morte da artista em 2021, virou um hino silencioso da saudade.

No estúdio, as luzes se apagam suavemente. As primeiras notas da viola ecoam como uma oração. Paulino entra com a voz tremendo, Henrique segura a emoção. A plateia se cala. Cada verso é um sopro de memória. Quando Diego entoa o refrão, há lágrimas. Muitas. Em Daniel, nos músicos, nos olhos discretos das câmeras. É mais que uma performance: é um ritual coletivo de saudade, amor e reverência.

Marília completaria 30 anos nesta semana. E, como lembra Daniel, “não há como falar do sertanejo atual sem lembrar da revolução que ela causou.” Jovem, talentosa, combativa e generosa, Marília Mendonça abriu caminhos para mulheres, para compositores, para a emoção crua. Sua ausência é sentida, mas sua presença é constante.

Um programa que respira Brasil

O sucesso do Viver Sertanejo não é acidental. Criado com a missão de resgatar e celebrar a essência da música sertaneja, o programa tem direção artística de Gian Carlo Bellotti, produção executiva de Anelise Franco e produção de Nathália Pinha, sob a direção de gênero de Monica Almeida. A apresentação de Daniel — ele próprio um ícone do gênero — garante não só credibilidade, mas acolhimento, emoção e afeto.

Daniel conduz as conversas com naturalidade, fazendo perguntas certeiras e emocionando-se junto aos convidados. É evidente que ali há troca verdadeira, não apenas roteiro. O cenário intimista, a luz quente e a plateia pequena criam um clima de encontro, e não de espetáculo.

O sertanejo como espelho de um Brasil que sente

Mais do que músicas de sucesso, o episódio deste domingo entrega ao público um mergulho na alma do sertanejo. Um gênero muitas vezes simplificado pelos estereótipos, mas que, na verdade, é complexo, emocional e profundamente ligado às raízes culturais do Brasil.

Ao reunir Di Paullo & Paulino e Henrique & Diego, o programa cria pontes entre o ontem e o hoje. Entre o campo e a cidade. Entre o modão que embala o amanhecer na fazenda e o hit que toca nos fones de ouvido nas metrópoles. E mostra que, mesmo com linguagens diferentes, o que importa é a verdade emocional.

“Lutando por Você” – Uma série que une ação, suspense e emoção disponível no Viki

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No cenário cada vez mais diversificado das produções asiáticas para streaming, “Lutando por Você” destaca-se como um drama que combina ação, suspense e uma profunda carga emocional. Disponível na plataforma Viki, a série vem conquistando o público com uma trama que transcende o mero entretenimento, oferecendo uma reflexão sobre escolhas difíceis, relações humanas e o preço da sobrevivência.

Uma trama envolvente em meio a dilemas morais

A narrativa acompanha Da Hei, interpretado por Andy Ko, um jovem que enfrenta graves dificuldades financeiras em decorrência de despesas médicas. Para garantir sua subsistência, ele ingressa em uma organização misteriosa que oferece trabalhos de toda natureza, que vão desde tarefas corriqueiras, como encontrar animais perdidos, até atividades perigosas e moralmente ambíguas, incluindo ações violentas.

Neste ambiente repleto de incertezas, Da Hei conhece Xiao Bai (Nelson Ji), seu colega de quarto e parceiro nas missões. Porém, há um segredo por trás dessa convivência: Xiao Bai é, na verdade, um agente secreto infiltrado com a missão de desmantelar a organização da qual Da Hei faz parte.

A série constrói, ao longo dos episódios, uma dinâmica complexa entre os dois protagonistas, que desenvolvem uma relação de confiança e cumplicidade que desafia suas obrigações profissionais e pessoais, conduzindo a uma narrativa carregada de tensão e emoção.

Personagens que vão além dos estereótipos

Um dos pontos fortes de “Lutando por Você” está na construção dos personagens centrais. Da Hei é um personagem profundamente humano, que enfrenta dilemas cotidianos com coragem e vulnerabilidade. Andy Ko entrega uma atuação convincente, retratando o conflito interno de um jovem que precisa se reinventar em um ambiente hostil sem perder sua essência.

Já Xiao Bai, interpretado por Nelson Ji, traz a complexidade do agente infiltrado dividido entre seu dever e os laços que cria. Sua jornada mostra que, mesmo aqueles com missões claras, podem ser movidos por sentimentos e questionamentos pessoais.

Essa dualidade dos protagonistas é o que dá ritmo à série, mantendo o público engajado e interessado em seus destinos.

Qualidade técnica e narrativa

Sob a direção de Cai Fei Qiao, a série apresenta uma produção que alia qualidade técnica a um roteiro inteligente. A ambientação reforça a atmosfera de suspense e perigo, enquanto a edição equilibra cenas de ação com momentos introspectivos.

A trilha sonora é utilizada com precisão, ressaltando as tensões dramáticas e acentuando os vínculos emocionais entre os personagens. O roteiro evita clichês e oferece reviravoltas que enriquecem a narrativa, além de abordar questões sociais relevantes, como desigualdade e os desafios das camadas mais vulneráveis.

A relevância da série no panorama atual

A obra dialoga com uma audiência global que busca produções que misturem entretenimento de qualidade com temas profundos. Em um momento em que as plataformas de streaming investem em conteúdo diversificado, esta série asiática oferece uma perspectiva autêntica sobre a realidade de muitos jovens, suas batalhas internas e externas.

A série também contribui para ampliar a representatividade no gênero de dramas de ação, ao dar voz a personagens que refletem nuances reais, longe do maniqueísmo tradicional.

Disponibilidade e como assistir

A série está disponível no Viki, plataforma especializada em conteúdo asiático, que oferece legendas em diversos idiomas. O público pode optar por assistir gratuitamente com anúncios ou assinar o serviço VIP para acesso antecipado e sem interrupções.

“Altas Horas” promete uma noite inspiradora com Ney Matogrosso, Alex Atala, Ana Carolina Raimundi, Débora Falabella e Milton Cunha

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Neste sábado, 26 de julho de 2025, o programa ‘Altas Horas’, comandado por Serginho Groisman, traz ao público uma edição especial que vai muito além do entretenimento tradicional. O palco da atração receberá cinco personalidades de diferentes universos — o cantor Ney Matogrosso, o chef Alex Atala, a jornalista Ana Carolina Raimundi, a atriz Débora Falabella e o carnavalesco e pesquisador Milton Cunha — para uma conversa rica em histórias de vida, reflexões culturais e homenagens que prometem emocionar e inspirar os telespectadores.

Um encontro de trajetórias diversas, mas unidas pela arte e cultura brasileiras

A força do programa deste sábado está na pluralidade e no talento reunidos. Cada convidado carrega consigo uma trajetória marcada por desafios, superações e um compromisso profundo com sua área de atuação. A partir do diálogo aberto com Serginho Groisman, o público poderá mergulhar em memórias pessoais, conquistas e visões que refletem as múltiplas facetas da cultura brasileira.

Ney Matogrosso: ousadia, resistência e legado

Ícone da música nacional, Ney Matogrosso é sinônimo de coragem e inovação artística. Com uma carreira que ultrapassa cinco décadas, ele se transformou em símbolo da liberdade de expressão, rompendo padrões e abrindo caminho para uma música mais autêntica e plural. Durante a conversa, Ney relembra os momentos de dificuldade que enfrentou no início da carreira, quando chegou a ser desencorajado por um produtor. Mas a recusa em desistir o fez construir um repertório único, com canções que são verdadeiros hinos da música brasileira, como “Mesmo Que Seja Eu” e “Balada do Louco”.

A edição também reserva um momento especial de homenagem, com depoimentos de artistas que reconhecem sua importância cultural e o impacto transformador de sua obra. Ney Matogrosso sobe ao palco para encantar com sua voz inconfundível, reafirmando seu lugar como um dos maiores artistas do Brasil.

Débora Falabella: emoção e entrega em 30 anos de carreira

A atriz Débora Falabella celebra três décadas dedicadas à arte da interpretação, um percurso construído com paixão e intensidade. Conhecida por personagens marcantes como Nina, em “Avenida Brasil”, ela compartilha com o público a importância de se conectar verdadeiramente com cada papel, entregando uma atuação que vai além da técnica para tocar a alma dos espectadores.

Débora fala sobre o compromisso ético do ator e a responsabilidade de dar vida a histórias que reverberam no cotidiano das pessoas. Seu testemunho revela uma profissional que se reinventa e emociona há anos, mantendo-se fiel à essência do que a fez amar o teatro e a televisão.

Alex Atala: a gastronomia como expressão cultural e sustentável

Mais do que um chef renomado, Alex Atala é um defensor da valorização da cultura brasileira através da culinária. No programa, ele comenta sua experiência como jurado no reality show “Chef de Alto Nível” e enfatiza a importância de resgatar e preservar as raízes da cozinha nacional, dialogando com os pequenos produtores locais e defendendo uma relação sustentável com a terra.

Sua visão amplia o conceito de gastronomia para além do sabor, mostrando-a como um ato político e cultural que fortalece identidades e promove o respeito ao meio ambiente. O público poderá conhecer o lado mais humano e engajado de Atala, que acredita no poder da comida como ferramenta de transformação social.

Ana Carolina Raimundi: a renovação do jornalismo com sensibilidade

Recém-estreada como repórter do programa “Fantástico”, Ana Carolina Raimundi representa a nova geração do jornalismo brasileiro. Ela compartilha seus desafios iniciais, inspirações e momentos inesquecíveis, como o encontro com Paul McCartney e a experiência de cobrir os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí.

Com uma visão sensível e comprometida, Ana Carolina fala sobre o papel do jornalista na construção de narrativas que aproximam o público da realidade, com respeito e humanidade. Sua trajetória inspira jovens profissionais e reforça a importância da diversidade e renovação nos meios de comunicação.

Milton Cunha: guardião da memória e da cultura do Carnaval

Especialista em Carnaval, Milton Cunha traz ao programa sua rica experiência como pesquisador e carnavalesco. Ele destaca a importância histórica das escolas de samba, que surgiram como expressão cultural da negritude periférica carioca, transformando o abandono social em festa, resistência e identidade.

Com seu olhar profundo, Milton mostra como o Carnaval é muito mais que uma festa popular — é um fenômeno cultural que carrega histórias de luta, criatividade e pertencimento. Sua fala é um convite para refletirmos sobre o valor das tradições e o papel social do evento mais emblemático do Brasil.

A edição do ‘Altas Horas’ deste sábado será uma oportunidade rara de conhecer os bastidores das trajetórias de grandes nomes que representam a arte, a cultura, a gastronomia, o jornalismo e o patrimônio imaterial do país. Além das histórias pessoais, o programa reserva momentos de música, emoção e conexão, reafirmando o poder da cultura para unir, inspirar e transformar.

Crítica | “Amores Materialistas” é um filme visualmente impactante com propostas ambiciosas

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Logo nos primeiros minutos de Amores Materialistas, uma certeza se impõe: algo está profundamente fora do lugar. Uma cena inicial de homens das cavernas — sim, homens das cavernas — tenta lançar alguma metáfora sobre desejos primitivos, evolução social ou instinto amoroso. O problema é que essa sequência se torna, ironicamente, o momento mais honesto do filme. Tudo o que vem depois se perde em uma encenação que, embora tente parecer sofisticada, não consegue esconder sua essência: um romance esvaziado, montado sob a lógica de um algoritmo, onde cada batida emocional parece pré-programada para maximizar cliques e agradar investidores.

Sob a direção de Celine Song, cujo trabalho anterior (Vidas Passadas) comoveu plateias mundo afora por sua delicadeza e humanidade, era de se esperar uma obra que, ao menos, soubesse lidar com silêncios, olhares e hesitações — elementos que ela soube transformar em poesia. Mas Amores Materialistas é o exato oposto. Aqui, o silêncio não comunica, apenas se arrasta. Os personagens não hesitam; eles travam. O amor não floresce — é mecanicamente colocado em cena como um produto qualquer de consumo rápido, sem alma, sem risco, sem verdade.

Entre closes e clichês: um romance solitário

Uma das decisões mais desastrosas da direção é a insistência em filmar os protagonistas quase sempre em planos fechados e isolados, como se estivessem em monólogos paralelos. O famoso “plano e contraplano”, ferramenta clássica para criar conexão e tensão entre dois personagens, é tratado aqui como um luxo dispensável. Resultado? Um romance visualmente desarticulado, que transmite mais afastamento do que aproximação. É como se o filme tivesse medo de deixar seus personagens, e o público, se envolverem de fato.

Essa escolha de linguagem não seria um problema se viesse acompanhada de diálogos fortes ou de uma proposta ousada de desconstrução romântica. Mas o que temos é uma sucessão de falas truncadas, longos silêncios sem função narrativa e uma superficialidade emocional gritante. O romance se desenrola como um jogo de tabuleiro sem jogadores: as peças se movem porque é o que o roteiro exige, não porque algo real esteja sendo vivido ou sentido.

Quando a autoconsciência sufoca a emoção

Há também um desejo constante do roteiro de parecer mais inteligente do que realmente é. A comédia romântica autoconsciente, que ironiza seus próprios clichês, já foi bem explorada por filmes como 500 Dias com Ela ou Ruby Sparks. No caso de Amores Materialistas, no entanto, essa tentativa se torna um peso. O filme quer ser sarcástico e profundo ao mesmo tempo, mas esquece de ser, antes de tudo, minimamente engraçado ou comovente.

Os protagonistas — que deveriam conduzir o espectador por essa jornada amorosa — parecem existir num vácuo. São pessoas sem vínculos afetivos, sem amigos, sem vida além do roteiro. A impressão é que o filme esqueceu de dar contexto aos seus personagens, confiando que o carisma dos atores e a bela fotografia dariam conta do recado. Não deram.

Um romance sobre o nada — com celebridades demais

É inevitável a comparação com Vidas Passadas, justamente porque Celine Song parecia ser a cineasta perfeita para repensar o amor em tempos modernos. Naquele filme, ela mostrou que ainda há espaço para histórias sensíveis, de dor e reencontro, que fogem dos binarismos hollywoodianos. Já Amores Materialistas representa tudo o que Vidas Passadas não era: um produto calculado, com casting estrelado (e, curiosamente, carregado de nomes da Marvel) e um roteiro formatado para testes de audiência, não para a verdade emocional.

O que mais dói não é o fracasso da comédia ou o vazio do romance, mas o potencial desperdiçado. Celine Song poderia ter escolhido qualquer caminho após sua estreia brilhante — uma história mais íntima, um projeto autoral, ou até mesmo um salto ousado para outro gênero. Ao aceitar dirigir Amores Materialistas, parece ter embarcado num projeto que contradiz tudo o que sua arte representava.

Essa é a velha armadilha hollywoodiana: transformar diretores com voz própria em engrenagens de uma máquina que privilegia previsibilidade em detrimento da autenticidade. E o público, cada vez mais atento e exigente, sente quando isso acontece.

Uma crítica à indústria — que o próprio filme reforça

O título Amores Materialistas até poderia funcionar como uma crítica à forma como o amor é vendido como mercadoria nos dias de hoje. Poderia. Mas o filme nunca se aprofunda nesse comentário social. Em vez disso, parece apenas reforçar o materialismo que finge criticar: há mais fetiche por apartamentos modernos, roupas de grife e diálogos vazios do que qualquer reflexão real sobre sentimentos ou escolhas.

Enquanto isso, personagens femininas são reduzidas a vetores de desejo, e os homens dividem-se entre o arrogante bem-sucedido e o sensível-sem-rumo — dois arquétipos esgotados, que já não surpreendem ninguém. Mesmo as tramas paralelas, que poderiam oferecer algum alívio cômico ou humanização, são apenas ruído. O que resta, ao final, é a sensação de que tudo foi uma grande tentativa de embalar um presente bonito, mas vazio.

Amar é verbo, não fórmula

Amores Materialistas fracassa como comédia, falha como romance e decepciona como cinema. É um filme que parece não confiar em sua própria história, nem em seu público. A produção aposta em fórmulas que já não funcionam e esquece que, para contar uma boa história de amor, é preciso mais do que um par de rostos bonitos e uma trilha sonora genérica. É preciso conexão, conflito, verdade — tudo o que Celine Song já mostrou saber fazer, mas que aqui parece ter sido suprimido por decisões comerciais mal calculadas.

Mais do que um filme ruim, Amores Materialistas é um sintoma de algo maior: o modo como a indústria tenta transformar até o sentimento mais essencial em uma planilha de retorno financeiro. E nessa equação, quem perde não são só os cineastas ou o público — perde também o próprio cinema, que deixa de ser arte para virar apenas estratégia de marketing.

Em tempos onde se consome tudo com pressa, talvez não seja coincidência que o filme mais vazio seja também aquele que mais tenta parecer importante. Mas autenticidade não se forja. E o amor — mesmo o fictício — precisa, no mínimo, parecer real. Neste caso, não parece.

Zeca Pagodinho leva o samba à alma do Japão em encontro com Pedro Bial no “Conversa com Bial”

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Em uma noite que une continentes, histórias e melodias, o “Conversa com Bial” desta sexta-feira, 25 de julho, se transforma num documentário íntimo e emocionante, conduzido por dois nomes que dispensam apresentações: Pedro Bial e Zeca Pagodinho. Mas desta vez, a roda de samba não é em Xerém, muito menos em um estúdio carioca. O cenário é um karaokê em Osaka, no Japão — uma cidade que pulsa entre luzes de néon e memórias silenciosas — onde o samba encontrou um novo lar, ao menos por uma noite.

No ar logo após o Jornal da Globo e às 23h45 no GNT, o programa especial joga luz sobre um encontro raro: o Brasil profundo e leve de Zeca e o olhar curioso e generoso de Bial, unidos em um canto improvável do mundo. Entre goles de cerveja, canções eternas e memórias costuradas pelo tempo, a edição vai muito além de uma entrevista — é um abraço cultural em quem assiste.

Um boteco de alma brasileira no coração de Osaka

Há algo de mágico quando culturas aparentemente distantes se encontram por afinidades invisíveis. Foi assim que o karaokê, símbolo pop da convivência japonesa, virou palco para um samba sincero. O microfone, geralmente usado por locais em interpretações de hits dos anos 80, agora estava nas mãos de Zeca Pagodinho, com seu chapéu panamá e aquela presença que enche qualquer espaço com afeto e verdade.

Ali, entre mesas apertadas, um telão exibindo letras e um público misto de brasileiros expatriados e japoneses curiosos, Zeca cantou “Conflito”, uma de suas pérolas afetivas. Ao lado de Pedro Bial, o clima era de roda de samba improvisada. Mas quem conhece Zeca sabe: o improviso é, muitas vezes, o ponto mais autêntico da arte.

“Não importa onde eu esteja. Se tiver cerveja gelada e alguém pra cantar comigo, tamo em casa”, brinca o cantor durante o papo, enquanto o público local batuca com as mãos na mesa, tentando acompanhar o ritmo que vem do coração.

De Irajá para o mundo: o Zeca que não precisa de palco

Nascido em Irajá, zona norte do Rio, Zeca viu a vida mudar quando a música deixou de ser passatempo e virou destino. Mas a fama nunca o distanciou das raízes. Ao contrário: ele sempre levou consigo o subúrbio, a rua, a conversa de bar, a sabedoria do povo. É isso que Pedro Bial, com sua escuta afiada, ajuda a revelar na conversa — não o Zeca artista, mas o Zeca homem, pai, amigo, brasileiro comum com dons extraordinários.

Durante a entrevista, Zeca revisita episódios marcantes da vida. Conta do dia em que Beth Carvalho o chamou para gravar pela primeira vez. Lembra dos tempos em que trabalhava como apontador de bicho e cantava em rodas de samba por prazer. E ri ao se lembrar do susto que a mãe levou quando ouviu sua voz no rádio pela primeira vez: “Achou que fosse outra pessoa. Falou: ‘Esse não é o Jessé!’”.

É essa autenticidade que fez com que Zeca se tornasse um dos sambistas mais amados do país — e agora, também, um embaixador informal da cultura brasileira na Ásia.

A Expo 2025 e o Brasil que canta além das fronteiras

O programa acontece no contexto da Expo 2025, que ocorre em Osaka e conta com participação do Brasil em uma série de eventos culturais. Além de Zeca, artistas como Mãeana, Lisa Ono e Bem Gil integram a programação. Mas, entre todos, é Zeca quem mais conecta com o público. Não por ter o maior palco ou a produção mais grandiosa — mas por carregar, na simplicidade de cada verso, uma parte da alma brasileira.

No evento, Zeca fez show para um público misto e entusiasmado. “Ver japonês cantando ‘Deixa a Vida Me Levar’ foi uma das coisas mais emocionantes que já vi”, revela Bial, ainda impactado. E realmente: a cena de centenas de vozes estrangeiras entoando em coro uma canção que nasceu nas ladeiras cariocas é uma prova de que a música atravessa fronteiras invisíveis.

O samba como memória afetiva de um país

Zeca é mais que um cantor. É cronista de um Brasil que resiste com leveza. Suas músicas falam de amor, de perdas, de esperanças e de saudades com uma linguagem que todo mundo entende. “Vai Vadiar”, “Maneiras”, “Verdade”, “Deixa a Vida Me Levar” — essas não são apenas faixas: são trilhas de vida. São hinos de momentos que cada brasileiro guarda como lembrança.

No programa, ele comenta que nunca planejou ser ídolo. “Eu só queria cantar, ué. Fazer um samba pra galera sorrir, pra aliviar o peso da vida”. E talvez por isso mesmo ele tenha se tornado tão essencial.

Um Brasil que não precisa de legenda

A presença de Zeca na televisão japonesa é discreta, mas significativa. Câmeras o seguem enquanto ele anda por Osaka, experimenta pratos locais, conversa com brasileiros que moram na cidade. “No Japão, o tempo é diferente. Tudo tem pausa. E samba também precisa de pausa, senão vira só batida”, filosofa.

Em uma cena belíssima, capturada pelas lentes da equipe do programa, ele ensina um grupo de japoneses a bater palma no ritmo do samba. Começa devagar, ajusta o compasso, até que o batuque coletivo se forma. Riem, erram, recomeçam. Não entendem o idioma, mas compreendem o espírito. E é isso que a música faz: comunica o que a linguagem formal não dá conta.

O jornalista que também se permite emocionar

Pedro, por sua vez, conduz o programa como quem guia uma visita ao próprio passado. Em diversos momentos, deixa transparecer a emoção — seja ao ouvir “O Sol Nascerá”, seja ao rever imagens da infância de Zeca. “Conversar com o Zeca é como ouvir o Brasil falar por meio de um samba. Ele transforma o cotidiano em poesia. É um dom raro”, diz o jornalista.

Ao longo da entrevista, Bial também reflete sobre o papel da cultura brasileira fora do país. “Ver um japonês cantar samba me dá a esperança de que nossa arte é maior do que pensamos. E de que ela pode, sim, salvar dias difíceis”.

De volta para casa, mas com o coração no Japão

A edição termina com Zeca caminhando pelas ruas iluminadas de Osaka. O olhar é curioso, mas sereno. “Aqui é diferente, mas também é parecido. Tem gente, tem silêncio, tem respeito. A gente acha que tá longe, mas a música aproxima”, diz ele, já com saudade no tom.

Ao fundo, ouve-se “Uma Prova de Amor”, em versão instrumental, enquanto a câmera se afasta. É o tipo de final que deixa um nó na garganta — não pela despedida, mas pela certeza de que encontros como esse deixam marcas que o tempo não apaga.

Karen Dió retorna ao Brasil para show solo em São Paulo e abre turnê do Avenged Sevenfold

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Na vida de alguns artistas, há momentos que funcionam como rachaduras: pequenas fraturas que deixam escapar a luz de uma nova identidade. Para Karen Dió, 2025 é esse instante de revelação. Após anos de transformações internas, mudanças geográficas e rupturas criativas, a cantora e compositora paulista está prestes a viver um reencontro poderoso com o público brasileiro. O motivo? O anúncio de seu primeiro show solo no Brasil, marcado para o dia 7 de outubro, na Casa Rockambole, em São Paulo.

Os ingressos já começaram a ser vendidos pelo site da Eventim, e o show integra a agenda da 30e, maior empresa brasileira de entretenimento ao vivo. Mas o retorno de Karen ao país vai além da capital paulista: ela também foi escalada para abrir os dois shows da banda Avenged Sevenfold no Brasil, em Curitiba (2/10) e São Paulo (4/10). Para quem acompanha sua trajetória desde os tempos da banda Violet Soda, esse é um marco. Para quem ainda não a conhece, talvez seja a hora de prestar atenção.

Uma jornada que atravessa oceanos e redescobre raízes

A história recente de Karen Dió é uma narrativa sobre deslocamento — não apenas físico, mas emocional, artístico e até existencial. Em 2022, ela deixou o Brasil e se mudou para o Reino Unido, não como fuga, mas como movimento de imersão e reconexão com aquilo que, por muito tempo, ficou encoberto pelo ruído da rotina, das expectativas e da pressão criativa.

“Eu precisava de silêncio para entender o que ainda era meu”, disse em entrevista à revista britânica NME. “Não queria me reinventar. Queria me enxergar.”

Foram dois anos de hiato, experimentação e desconstrução. Uma pausa corajosa — e dolorosa — que daria origem à artista que hoje começa a brilhar com mais potência do que nunca.

Violet Soda: o início de tudo

Karen começou sua caminhada na cena musical com a Violet Soda, banda que fundou em 2018. O grupo trazia uma mistura vigorosa de punk, garage e um quê de irreverência pop. Com ela nos vocais e guitarra, ao lado de Murilo Benites, André Dea e Tuti AC, o som da banda logo conquistou espaço no circuito independente nacional.

Foram quatro anos intensos de turnês, gravações e vivências. Mas a chama que move Karen é inquieta. O fim da Violet Soda não foi apenas o fim de uma banda — foi o começo de um chamado interno que ela decidiu escutar. E assim, com a mala na mão e a coragem no peito, ela embarcou rumo a Londres, onde daria os primeiros passos em sua fase mais autoral.

My World: o EP que grita (e dança)

Em 2024, já mais centrada, mais crua e mais conectada com sua essência, Karen lançou “My World”, seu primeiro EP solo. O trabalho marcou também sua entrada no selo norte-americano Hopeless Records, conhecido por revelar nomes como Neck Deep, PVRIS e a própria Avenged Sevenfold. Não foi pouca coisa.

“My World” apresenta uma artista que não está tentando agradar ninguém — está, sim, jogando luz sobre suas sombras. Faixas como “Sick Ride” e “Stupid” traduzem dores modernas em melodias agressivas, com guitarras afiadas, refrões que ecoam raiva e vulnerabilidade, e performances visuais que beiram o ritual.

A estética do EP, aliás, é um capítulo à parte. Em vez de suavizar suas angústias para se tornar mais palatável, Karen as amplifica. Usa a moda, o corpo, a luz e o palco como extensão da própria mensagem. É arte de verdade — intensa, imperfeita, honesta.

Do palco underground ao Download Festival

Com o EP recém-lançado, não demorou para que os olhos da cena punk internacional se voltassem para ela. E o ponto alto dessa escalada aconteceu em junho de 2025, quando Karen subiu ao Palco Avalanche do Download Festival, na Inglaterra.

O festival, um dos maiores do gênero na Europa, é conhecido por lançar luz sobre artistas emergentes ao lado de grandes nomes. A apresentação de Karen foi intensa, suada, emocional e inesperadamente catártica. “Ela entrou como uma promessa e saiu como realidade”, escreveu o portal britânico Soundsphere, que ainda destacou o pedido do público por um show mais longo em 2026.

A performance serviu como um selo de aprovação não só para o que Karen representa musicalmente, mas para a honestidade com que ela traduz sua trajetória em som. E esse eco positivo não parou por aí.

Reconhecimento global e festivais europeus

Poucos meses depois, o nome de Karen apareceu na lista NME 100, que destaca os artistas mais promissores do ano. Foi a consagração de um processo que começou em silêncio e agora reverbera nos palcos do mundo.

Além do Download, Karen passou por festivais como Xtreme Fest e Festival de La Mer, na França, e Burn It Down, no Reino Unido. Em todos, sua presença foi descrita como visceral, orgânica e transformadora. Nada ali parece ensaiado demais. Há falhas. Há lágrimas. Há verdade.

A volta para casa: o show na Casa Rockambole

No dia 7 de outubro, Karen sobe ao palco da Casa Rockambole, em São Paulo, para aquele que será, sem dúvida, um dos shows mais emocionantes de sua carreira. O local, conhecido por receber nomes alternativos em um ambiente intimista e vibrante, foi escolhido a dedo.

“Voltar pro Brasil nesse momento tem um peso emocional enorme pra mim”, disse em suas redes sociais. “É como se eu estivesse pronta para me encontrar com quem eu fui — e apresentar quem eu sou agora.”

O show promete mesclar faixas do EP, releituras de sua fase com a Violet Soda e algumas surpresas que ainda não vieram a público. Não será apenas um espetáculo musical. Será uma entrega, uma partilha, um reencontro.

Tame Impala volta com “End of Summer” e reinventa o som do amanhã – Kevin Parker nos convida a dançar com o invisível

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Foto: Reprodução/ Internet

Há artistas que retornam para ocupar um espaço. E há aqueles que voltam para reinventá-lo. Kevin Parker, o cérebro criativo por trás do Tame Impala, nunca seguiu mapas, trilhas ou convenções. Ele constrói as próprias rotas — tortuosas, sensoriais, muitas vezes inclassificáveis. E agora, depois de anos em relativo silêncio, ele reaparece com “End of Summer”, sua primeira faixa pela Sony Music. O que poderia ser apenas mais um lançamento, na verdade, revela-se uma transformação profunda: o fim de um ciclo e a abertura de um novo portal sonoro.

Mas “End of Summer” não é sobre estações. É sobre transições internas. Sobre aquele momento tênue entre o que já foi e o que ainda não chegou. Como um pôr do sol que parece durar horas, a faixa nos transporta para um tempo onde a batida é memória e o som é sensação. Um lugar onde o passado e o futuro se fundem numa rave existencial.

Um som que não se ouve: se sente

Logo nos primeiros segundos da faixa, fica claro que Parker não está interessado em agradar o algoritmo. “End of Summer” é uma obra que se arrasta — no bom sentido. Ela não corre. Ela respira. Há nela uma confiança rara: a de um artista que sabe que o impacto não está no volume, mas na densidade emocional.

Com fortes influências da cena acid house de 1989, das festas ilegais em galpões britânicos e dos bush doofs australianos (aquelas celebrações eletrônicas em meio à natureza selvagem), a música carrega uma carga quase ritualística. O tipo de faixa que parece feita não para dançar, mas para atravessar. Para ser vivida em silêncio interno, com os olhos fechados e a alma em movimento.

A textura da produção é granulada, crua, alucinante. Parker constrói camadas que se dissolvem e se reorganizam com precisão quase invisível. Ele não entrega refrões — entrega atmosferas. Não entrega letras — entrega sensações. Em um mundo saturado por músicas feitas para durar 30 segundos no TikTok, “End of Summer” soa como um manifesto.

A solitude criativa de um gênio sonoro

Kevin Parker não tem banda. Nunca teve. Tame Impala é uma miragem coletiva guiada por uma única mente. Desde InnerSpeaker (2010), Parker escolheu seguir sozinho no estúdio: toca todos os instrumentos, compõe, grava, produz e ainda mixa. Ele é uma orquestra de um homem só — e o silêncio entre as notas parece tão planejado quanto cada acorde.

Mas ao contrário do que se imagina, essa solidão criativa nunca soou fria. As músicas de Parker sempre foram íntimas. Mesmo as mais dançantes escondem um quê de vulnerabilidade, de confissão. “End of Summer” é a continuidade dessa estética emocional, agora mais abstrata, mais dilatada. Como se, após anos testando melodias pop, ele tivesse se libertado da obrigação de cantar, de explicar, de conduzir.

Nesta faixa, Parker fala sem palavras. E diz muito.

Uma imagem que expande o som

Junto à música, veio também um curta-metragem dirigido pelo artista Julian Klincewicz — nome conhecido na cena visual por criar trabalhos que flutuam entre o documental e o onírico. Em “End of Summer”, Klincewicz entrega mais do que um clipe: ele oferece uma extensão do som, um prolongamento daquilo que não cabe nas frequências.

Filmado em tons nostálgicos, com granulações que evocam lembranças desfocadas, o vídeo acompanha personagens em cenários abertos, contemplativos, quase estáticos. Não há narrativa linear. Mas há atmosfera. E é exatamente isso que Kevin Parker tem feito ao longo de sua carreira: construir atmosferas que dizem mais que histórias.

O casamento entre som e imagem em “End of Summer” reafirma uma ideia que Parker sempre cultivou: a de que a música é uma experiência sensorial completa. Um estado alterado. Uma viagem interior.

A leveza de quem já conquistou tudo

Hoje, Kevin Parker poderia se acomodar. Ele tem prêmios — BRIT, ARIA, indicações ao Grammy. Tem números: bilhões de streams, faixas no topo das paradas alternativas, hits que ultrapassaram a bolha do indie. “The Less I Know The Better” se tornou um clássico instantâneo, tão presente em pistas quanto em trilhas sonoras de séries adolescentes. Tame Impala foi de festival cult a cabeça de cartaz do Coachella.

Além disso, Parker é requisitado pelas maiores estrelas do mundo: Dua Lipa, Lady Gaga, The Weeknd, Rihanna, Travis Scott. Ele produz, colabora, experimenta — sempre deixando sua marca sônica inconfundível. E mesmo assim, nunca pareceu se deslumbrar.

Em vez de repetir fórmulas, ele se recolhe. Sente. Pesquisa. Muda. E quando reaparece, como agora, é sempre com algo novo, desafiador, vivo.

Um futuro onde a música respira

A escolha de lançar “End of Summer” pela Sony Music também diz muito. Pode parecer apenas uma troca de gravadora, mas há algo simbólico nisso. Parker agora tem uma plataforma ainda maior — mas não comprometeu sua independência artística. A canção, densa e experimental, é a prova de que ele ainda é guiado por uma bússola interna, não por tendências.

E talvez esse seja o maior feito de Tame Impala: resistir à tentação de se tornar um produto. Mesmo com todo o sucesso, Kevin Parker continua fazendo música que nasce de um lugar profundo, que respeita o tempo do silêncio, da contemplação. Ele faz arte em uma era de conteúdo.

“End of Summer” não quer viralizar. Quer vibrar. E se conectar.

A dança invisível

Escutar “End of Summer” é como entrar em um sonho lúcido. Um espaço onde tudo parece se mover lentamente, como debaixo d’água. Não há pressa. Não há clímax. A música não chega a lugar nenhum — porque já está em todos os lugares. Ela pulsa, respira, dissolve-se no ouvinte.

É uma dança invisível. Um feitiço eletrônico. Um eco do que já vivemos e do que ainda não conseguimos nomear.

No fim, não é sobre o verão que termina. É sobre aquilo que fica. Aquela luz laranja que paira no céu quando o sol já se pôs, mas ainda não escureceu. Aquele som que não escutamos com os ouvidos, mas com o corpo inteiro. Aquele tipo raro de música que não se consome: se atravessa.

E enquanto Tame Impala nos guia, mais uma vez, por essa trilha sem mapa, tudo o que podemos fazer é fechar os olhos… e deixar a batida nos levar.

“Monsieur Aznavour” chega às telonas com imagens inéditas e narrativas do próprio artista

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Foto: Reprodução/ Internet

Charles Aznavour não foi apenas um cantor. Foi um contador de histórias. Um poeta da fragilidade. Um homem que, sem ter nascido com o que muitos chamariam de uma “voz poderosa”, conquistou o mundo com sua autenticidade e capacidade ímpar de emocionar. Agora, em 2025, esse legado ganha uma nova forma de pulsar: nas salas de cinema. O longa-metragem “Monsieur Aznavour”, dirigido com sensibilidade por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, estreia nos cinemas brasileiros, prometendo não apenas emocionar os fãs do artista francês, mas também apresentar sua humanidade tocante a uma nova geração.

A História Por Trás do Ícone

Charles Aznavour nasceu Shahnour Vaghinag Aznavourian, em Paris, em 1924, filho de imigrantes armênios que fugiram do genocídio. Desde cedo, sua vida foi marcada por deslocamentos — não apenas geográficos, mas emocionais. Vindo de uma família pobre e enfrentando discriminação, o jovem Aznavour desde muito cedo teve que aprender a se fazer ouvir num mundo que o ignorava.

Ele não tinha a “voz perfeita”. Pelo contrário: rouca, nasal e nada convencional. Ainda assim, foi justamente essa diferença que se transformou em sua maior força. Aznavour fez da sua vulnerabilidade um recurso poético. Compôs mais de 1.200 canções, gravou em nove idiomas, vendeu mais de 180 milhões de discos e foi aplaudido em palcos do mundo inteiro. Sua música foi espelho, abraço, confissão.

E é esse homem que o filme “Monsieur Aznavour” busca revelar — não apenas o astro, mas o ser humano por trás da fama.

Um Filme de Emoções Verdadeiras

Mais do que uma cinebiografia, “Monsieur Aznavour” é um retrato íntimo de um artista em permanente conflito consigo mesmo e com o mundo ao redor. Interpretado com intensidade por Tahar Rahim (conhecido por “O Profeta” e “Gladiador 2”), o cantor ganha vida nas telas em uma narrativa que passeia por seus altos e baixos, com foco especial em sua juventude, sua relação com a família e os dilemas existenciais que permeavam sua alma inquieta.

O filme não tenta glorificar Aznavour com clichês. Em vez disso, o apresenta como um homem feito de contradições: tímido e ousado, inseguro e determinado, romântico e desencantado. Essa complexidade, captada em cenas silenciosas, diálogos econômicos e atuações emocionantes, é o que torna “Monsieur Aznavour” tão envolvente.

A direção acerta ao evitar uma abordagem linear. A narrativa avança e recua no tempo, como se fosse uma canção do próprio Aznavour. Somos levados da infância difícil aos primeiros fracassos, das dúvidas sobre sua identidade até o momento em que sua arte começa a encontrar ressonância nos corações do público.

O Poder da Palavra e da Canção

Ao contrário de outros artistas da chanson française, Aznavour não dependia de metáforas rebuscadas ou grandes orquestrações. Sua força vinha da crueza. Ele falava de amor, solidão, morte, desejo e arrependimento de forma direta, porém arrebatadora. E o filme incorpora isso à sua linguagem visual.

Em diversas cenas, o espectador é convidado a mergulhar nas letras de suas canções, que surgem quase como monólogos internos do personagem. Músicas como “La Bohème”, “Hier Encore” e “She” não são apenas trilha sonora, mas elementos narrativos que conduzem a jornada emocional.

Essa escolha revela um profundo respeito dos diretores pelo legado do artista, tratando sua obra não apenas como pano de fundo, mas como a alma do filme.

Performance de Tahar Rahim: Uma Entrega Completa

A escolha de Tahar Rahim para o papel principal foi certeira. O ator francês de origem argelina traz uma vulnerabilidade rara à tela, sem jamais cair na caricatura. Seu olhar, muitas vezes melancólico, carrega uma história inteira mesmo quando não há palavras. É uma performance contida, mas profundamente tocante — que ecoa a própria essência de Aznavour.

Rahim não tenta imitar a voz do cantor. Ele o interpreta de dentro para fora, priorizando os gestos, os silêncios, as hesitações. E, assim como o homenageado, conquista não por grandiloquência, mas por verdade.

Não é a primeira vez que Charles Aznavour aparece nas telas. Ele próprio atuou em mais de 60 filmes, incluindo obras de diretores como François Truffaut (“Atirem no Pianista”) e Volker Schlöndorff. Aznavour sempre foi um artista multimídia, cuja presença transcendia o palco.

Mas esta é a primeira vez que sua história é contada de forma tão intimista, e por um olhar contemporâneo. O longa recebeu quatro indicações ao César, o mais importante prêmio do cinema francês, e já é considerado um dos retratos biográficos mais sensíveis do ano.

A estreia de “Monsieur Aznavour” chega ao Brasil em um momento em que a arte se faz mais necessária do que nunca. Num tempo de ruídos constantes, o silêncio poético de Aznavour se torna um refúgio. O filme está em cartaz em salas selecionadas pelo país, com destaque para cinemas de curadoria mais autoral, como o Reserva Cultural, o Espaço Petrobras de Cinema, o REAG Belas Artes, entre outros.

Em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Salvador, Niterói, Brasília e São José dos Campos, o público terá a chance de assistir ao longa em exibições que privilegiam a imersão e a experiência sensorial.

As distribuidoras apostam também em sessões comentadas, debates e ações especiais voltadas a fãs da música francesa, estudantes de cinema e amantes da chanson.

“Mega Sonho” deste sábado (26/07) promete muita música e emoção com MC Kekel e Jaque Ciocci

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 26 de julho de 2025, a RedeTV! convida o público para uma noite de pura energia, música boa e desafios que fazem o coração acelerar. O game show “Mega Sonho”, apresentado pelo carismático Marcelo de Carvalho, retorna com tudo para animar o fim de semana, reunindo gente comum, histórias inspiradoras e aquela dose certeira de adrenalina.

Para dar ainda mais brilho à noite, o programa recebe dois convidados especiais: o cantor MC Kekel, que chega com seu ritmo contagiante e o sucesso “Amor de Verdade” para colocar todo mundo para cantar junto, e a apresentadora e influenciadora Jaque Ciocci, que traz sua simpatia e alto astral para participar das provas e dividir a emoção com os competidores.

Uma mistura que conquista o público

O “Mega Sonho” é muito mais do que um simples jogo de perguntas e respostas. É uma celebração dos sonhos, uma oportunidade para pessoas que têm histórias reais, desafios e esperanças, mostrarem sua garra em busca de um prêmio que pode transformar suas vidas.

A cada sábado, seis participantes entram na disputa, enfrentando provas que testam não só o conhecimento, mas também a agilidade, a coragem e a criatividade. As eliminatórias são intensas, cheias de suspense e momentos de pura emoção, até que um único finalista emerge para encarar o tão sonhado “Desafio do Milhão”.

É ali, naquela reta final, que a emoção alcança o ápice. Com a chance de mudar sua história, o competidor luta com toda sua determinação para conquistar o prêmio que muitos desejam, mas poucos alcançam. É um momento de tensão, expectativa e, claro, muita torcida.

O fenômeno que saiu da periferia para conquistar o Brasil

Keldson William da Silva, ou simplesmente Kekel, tem uma trajetória de superação e talento que inspira. Nascido no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo, ele começou a cantar funk em 2012, enfrentando as dificuldades que muitos jovens da periferia conhecem bem.

Mas foi em 2016 que Kekel estourou no cenário nacional com a música “Quer Andar de Meiota?” — um verdadeiro hit que falou diretamente para a juventude, com um ritmo vibrante e um clipe que conquistou milhões de views. Desde então, sua carreira só cresceu.

Com parcerias de peso, como com o produtor KondZilla, ele lançou sucessos que embalaram verões inteiros: “Partiu” e “Namorar pra que?” se tornaram hinos, presentes nas rádios, festas e playlists por todo o país.

E não é só festa: Kekel também mostrou seu lado solidário e respeitoso. Em 2016, lançou a “Homenagem à Chapecoense”, após a tragédia do acidente aéreo que comoveu o Brasil, emocionando fãs e familiares.

Hoje, além da música, Kekel é pai dedicado, companheiro da nutricionista Sabrina Lacerda, e compartilha a rotina de suas duas filhas, Helena e Heloisa, com seus seguidores, mostrando um lado humano e acessível.

Alegria e representatividade no palco

Jaque Ciocci não é só apresentadora e influenciadora; ela representa uma geração que valoriza a diversidade, o diálogo aberto e a autenticidade. Sua participação no “Mega Sonho” não é apenas para animar a plateia, mas para mostrar que todos têm espaço para brilhar, independente de suas diferenças.

Com seu sorriso fácil e uma energia contagiante, Jaque encara os desafios ao lado dos competidores, tornando o programa ainda mais leve, divertido e cheio de boas vibrações.

“Programa do Ratinho” desta sexta (25/07) presta homenagem a Regina Duarte com apresentações de Edson & Hudson e Cezar & Paulinho

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Foto: Lourival Ribeiro/SBT

Na noite desta sexta-feira, 25 de julho de 2025, o palco do “Boteco do Ratinho” será tomado por emoção, música e muitas lembranças. A edição especial do quadro, exibido dentro do tradicional “Programa do Ratinho”, trará um momento raro e profundamente simbólico para os amantes da televisão brasileira: Regina Duarte, um dos maiores nomes da teledramaturgia nacional, será homenageada com o troféu “Para Sempre Nossa Estrela”, uma comenda inédita criada especialmente para reverenciar artistas cujo trabalho se tornou parte inseparável da história cultural do país.

O clima da atração promete ser de pura celebração. Ao som da música ao vivo, dos causos contados com humor e da presença de amigos e convidados que cruzaram o caminho de Regina nas últimas décadas, a noite se transforma em um verdadeiro tributo à sua trajetória – uma carreira marcada por personagens inesquecíveis, amores intensos, dilemas sociais e um carisma que atravessou gerações.

Uma noite para lembrar: música, emoção e reencontros

Gravado com plateia ao vivo, o programa mistura o aconchego dos bares brasileiros com o ritmo popular do auditório televisivo, e nesta sexta o “Boteco” ganha ares de encontro histórico. Além de um repertório musical que resgata canções marcantes das trilhas sonoras das novelas protagonizadas por Regina, o programa contará com depoimentos emocionantes de colegas de cena, diretores, roteiristas e até fãs que foram tocados por sua arte.

Em um dos momentos mais aguardados, Carlos Alberto de Nóbrega – amigo pessoal da atriz – surgirá em uma participação especial. Outros nomes de peso, como Tony Ramos, Glória Pires, Lima Duarte e Edson Celulari, também deixarão mensagens que costuram a história da televisão brasileira à da homenageada.

O apresentador Ratinho, conhecido por seu jeito irreverente e espontâneo, conduz o programa com afeto e respeito, deixando de lado por instantes o humor ácido para abrir espaço à reverência. “A Regina faz parte da nossa história, da televisão, da casa das pessoas. Ela merece todas as homenagens do mundo”, diz o comunicador.

Regina Duarte: uma vida diante das câmeras

Nascida em Franca, interior de São Paulo, Regina Duarte se tornou um dos rostos mais familiares da televisão brasileira desde os anos 1960. A atriz ganhou o coração do público com sua doçura, firmeza e uma sensibilidade quase intuitiva na hora de compor personagens femininas fortes, vulneráveis, apaixonadas, contraditórias.

Sua consagração veio nos anos 1970, quando encarnou a Simone, de “Selva de Pedra”, e mais tarde a Patrícia, de “Carinhoso”. Mas foi em “Malu Mulher”, exibida entre 1979 e 1980, que Regina se tornou símbolo de uma nova mulher brasileira, em meio às transformações políticas e sociais do país. A personagem Malu, divorciada, independente e determinada, ecoou nos lares como um grito de liberdade e identidade.

Décadas depois, outras personagens emblemáticas vieram: Porcina, de “Roque Santeiro”; Raquel, de “Vale Tudo”; Helena, de “História de Amor” e de “Por Amor”, ambas de Manoel Carlos, com quem a atriz estabeleceu uma das parcerias mais marcantes da dramaturgia nacional. Regina interpretou, ao longo da carreira, mulheres que amavam, sofriam, lutavam e renasciam – todas com a alma pulsando diante das câmeras.

Uma homenagem ao legado afetivo e artístico

O troféu “Para Sempre Nossa Estrela” representa mais do que uma lembrança: ele simboliza a preservação de uma memória cultural afetiva, um reconhecimento que ultrapassa os limites da televisão para se tornar quase íntimo do povo brasileiro. Afinal, quem não cresceu vendo Regina Duarte na telinha, sorrindo, chorando, apaixonada, guerreira, mãe, filha, amada?

A ideia do prêmio partiu da equipe de produção do SBT, que busca com ele valorizar artistas que deixaram marcas profundas no imaginário coletivo. Regina é a primeira homenageada, mas a proposta é que o reconhecimento se torne recorrente, trazendo à tona nomes que ajudaram a formar a identidade da televisão nacional.

Durante a entrega do troféu, o programa exibirá um vídeo com imagens raras de bastidores, trechos de novelas, entrevistas antigas e cenas icônicas – um compilado que emociona e nos faz lembrar que a arte também é feita de histórias que atravessam o tempo.

Do drama à realidade: um olhar sobre o presente

Nos últimos anos, Regina Duarte também se viu no centro de polêmicas, sobretudo por sua passagem pela Secretaria Especial de Cultura do governo federal. A decisão gerou reações diversas e dividiu opiniões. Ainda assim, sua presença na televisão permanece intacta no coração de muitos que acompanharam sua jornada na ficção.

No programa, esse período não será o foco. A intenção é resgatar a potência artística da atriz e o seu legado afetivo. “Ela fez parte das nossas vidas durante décadas. É isso que queremos lembrar”, afirma Ratinho.

A homenagem, portanto, é uma oportunidade rara de resgatar o olhar sensível que o público sempre teve por Regina, lembrando que por trás das polêmicas, há uma artista que dedicou mais de 50 anos à construção de uma das teledramaturgias mais ricas do planeta.

Edson & Hudson: vozes que marcaram gerações

Formada pelos irmãos Edson Cadorini e Hudson Cadorini, a dupla nasceu em Limeira (SP) e está no cenário musical desde 1980. Com uma trajetória marcada pela versatilidade, misturando elementos do sertanejo tradicional e influências do rock, Edson & Hudson conquistaram sucesso nacional, especialmente após o hit “Azul” estourar em 2002.

Durante um hiato entre 2009 e 2011, seguiram carreiras solo, mas retomaram a parceria, realizando turnês e lançando novos trabalhos. São conhecidos por apresentações energéticas e por manterem viva a tradição da música sertaneja, sempre com uma pegada moderna que agrada a fãs de todas as idades.

Cezar & Paulinho: tradição e legado de família

Formada pelos irmãos Sebastião Cezar Franco (Cezar) e Paulo Roberto Franco (Paulinho), a dupla é uma das mais tradicionais da música sertaneja brasileira, com mais de 40 anos de estrada e uma discografia que ultrapassa 29 CDs e 5 DVDs. Originários de Piracicaba (SP), fazem parte da segunda geração de cantadores da família Franco, com raízes profundas no universo caipira.

Com sucessos como “Noite Maravilhosa”, “Viajante Solitário”, “Pé de Bode” e “Nóis É Cowboy”, Cezar & Paulinho construíram um legado que atravessa gerações, mantendo viva a essência da música sertaneja raiz. A dupla é reconhecida também pela presença da terceira geração familiar na música, com Ed & Fábio Cezar, filhos de Cezar, continuando a tradição.

Um encontro para celebrar a música e a cultura brasileira

O Boteco do Ratinho desta sexta será palco da mistura de emoção, história e música. Entre conversas descontraídas, risadas e recordações, Edson & Hudson e Cezar & Paulinho apresentarão sucessos que embalam festas, encontros e momentos inesquecíveis do público brasileiro.

Com essa combinação, o programa reforça sua tradição de valorizar artistas que, assim como Regina Duarte, fazem parte do patrimônio cultural do país, emocionando e unindo gerações com histórias e canções que permanecem vivas no coração do Brasil.

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