O anime Sentenced to Be a Hero, baseado na light novel de Rocket Shōkai, teve sua segunda temporada confirmada neste sábado (28), poucos meses após sua estreia em janeiro. A produção rapidamente chamou atenção por apresentar uma proposta mais sombria dentro do gênero de fantasia e crítica social em um universo marcado por conflitos constantes. A primeira temporada está disponível na Crunchyroll, mas, até o momento, os novos episódios ainda não têm previsão de lançamento.
Qual é a história de Sentenced to Be a Hero?
Ambientado em um mundo medieval onde magia e tecnologia coexistem, o anime acompanha uma humanidade em guerra contra criaturas demoníacas. Nesse cenário, além dos cavaleiros que servem ao governo e ao templo, existem dois grupos fundamentais para o conflito: os Heróis e as Deusas.
Apesar do título, os Heróis não são figuras admiradas. Eles são, na verdade, criminosos condenados a lutar como forma de punição, sendo enviados para missões praticamente suicidas. Sua condição é ainda mais cruel pelo fato de serem ressuscitados após a morte, obrigados a retornar ao campo de batalha repetidas vezes, o que transforma sua existência em um ciclo contínuo de sofrimento.
As Deusas, por sua vez, são entidades extremamente poderosas criadas exclusivamente para a guerra. No entanto, há indícios de que nem mesmo essas figuras estão livres de corrupção, o que adiciona uma camada extra de tensão e mistério à narrativa.
Quem é o protagonista?
A história acompanha Xylo Forbartz, um ex-comandante dos Cavaleiros Sagrados que é acusado de um crime grave e condenado a se tornar um Herói — punição considerada ainda pior do que a morte. Com o tempo, ele percebe que sua sentença pode estar ligada a interesses ocultos do governo e do templo, que buscam esconder informações sensíveis da população.
Xylo passa a liderar a Unidade de Heróis Penais 9004 e, durante uma missão, encontra Teoritta, a deusa da espada, que o escolhe como seu cavaleiro. Mesmo relutante em formar um novo pacto, ele aceita para sobreviver, dando início a uma parceria marcada por tensão e desconfiança. Enquanto enfrenta inimigos demoníacos, o protagonista também tenta descobrir a verdade por trás de sua condenação e buscar vingança contra aqueles que o traíram.
A obra começou como uma web novel publicada em 2020 na plataforma Kakuyomu e rapidamente ganhou popularidade. O sucesso levou à publicação como light novel em 2021 pela ASCII Media Works, com ilustrações de Mephisto, além de uma adaptação para mangá lançada em 2022 na revista Dengeki Comic Regulus.
A série de suspense Origem, protagonizada por Harold Perrineau Jr. (Amigos Indiscretos, The Rookie, O Natal dos Amigos Indiscretos, Lost), está pronta para voltar com sua quarta temporada — e já deu um gostinho do que vem por aí. Um novo teaser foi divulgado neste sábado (28), mantendo o clima de mistério que acompanha a produção desde o início, sem entregar muito sobre os próximos acontecimentos.
Nos Estados Unidos, a estreia está marcada para 19 de abril, pelo streamingMGM+. Em solo brasileiro, a série é exibida pelo Globoplay, mas ainda não há previsão oficial para a chegada da nova temporada por aqui. Ainda assim, a divulgação da prévia já ajuda a aquecer a expectativa do público. Para conferir o vídeo publicado no Twitter, acesse o link.
Desde sua estreia em 20 de fevereiro de 2022, pelo canal Epix, a série vem conquistando espaço entre os fãs do gênero ao misturar suspense e elementos sobrenaturais. Ao longo das temporadas, a série se destacou por construir uma atmosfera constante de tensão, ao mesmo tempo em que desenvolve seus personagens com mais profundidade, o que ajuda a manter o envolvimento do público a cada episódio.
Qual é a sinopse da série?
Origem acompanha uma família que se perde durante uma viagem de trailer e acaba em um pequeno vilarejo. À primeira vista, o local parece pacato, mas logo eles percebem que estão presos em um loop temporal. Forças misteriosas começam a interferir em suas vidas, transformando o que era uma viagem comum em um teste de sobrevivência físico e emocional.
A série explora tanto o suspense quanto os conflitos internos dos personagens, mostrando como escolhas pessoais e relações familiares influenciam diretamente o desenrolar da história. Boyd Stevens, interpretado por Harold Perrineau Jr., funciona como guia emocional do público, equilibrando racionalidade e vulnerabilidade enquanto enfrenta os enigmas do vilarejo.
Quem faz parte do elenco?
O elenco da quarta temporada reúne nomes experientes que já trabalharam em produções reconhecidas internacionalmente. Harold Perrineau Jr. (Lost, Matrix Reloaded) retorna como Boyd Stevens, trazendo a intensidade dramática que se tornou marca da série. Catalina Sandino Moreno (Maria Full of Grace, Maria, o Retorno) interpreta Tabitha Matthews, enquanto Eion Bailey (Band of Brothers, Once Upon a Time) vive Jim Matthews, aprofundando o drama familiar que permeia a narrativa.
David Alpay (Killjoys, Degrassi: The Next Generation) assume o papel de Jade, e Elizabeth Saunders (The Umbrella Academy, Dirk Gently’s Holistic Detective Agency) interpreta Donna, personagens que acrescentam novas camadas ao mistério do vilarejo. Shaun Majumder (This Hour Has 22 Minutes, Schitt’s Creek) e Scott McCord (Degrassi: The Next Generation, The Listener) também retornam, contribuindo com experiências diversas para o elenco.
Ricky He (Love, Death & Robots, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis) e Chloe Van Landschoot (Mary Kills People, The Detail) trazem elementos de tensão e mistério, enquanto Pegah Ghafoori (Burden of Truth, The Expanse) e Corteon Moore (The Blacklist, Dirk Gently’s Holistic Detective Agency) adicionam profundidade a trama de suspense. Complementam o elenco Hannah Cheramy (Star Trek: Strange New Worlds, Hudson & Rex), Simon Webster (Hudson & Rex, Designated Survivor), Avery Konrad (Star Trek: Discovery, Murdoch Mysteries), Paul Zinno (The Handmaid’s Tale, Schitt’s Creek) e Elizabeth Moy (Ginny & Georgia, The Expanse).
Entenda como a série conquistou o público
A trama se destacou desde a primeira temporada, recebendo elogios por seu suspense consistente e pela profundidade emocional dos personagens. A segunda temporada foi confirmada rapidamente em abril de 2022, estreando em abril de 2023. Já a terceira temporada teve sinal verde em junho de 2023, após a série bater recordes de audiência.
Internacionalmente, a série também teve bom desempenho: está disponível na Austrália pelo Stan, no Reino Unido pelo Sky Sci-Fi e no Canadá pelo Paramount+. Essa circulação internacional ajudou a consolidar Origem como uma produção de suspense relevante e reconhecida fora dos Estados Unidos.
O que esperar da quarta temporada?
Ainda sem muitos detalhes da trama, a quarta temporada vai expandir o universo do vilarejo e aprofundar os mistérios que mantêm os protagonistas presos no loop temporal. Espera-se que novos personagens e conflitos aumentem o ritmo da história, mantendo a tensão que é marca registrada do seriado estadunidense.
Nesta segunda, 30 de março, a Globo exibe na Sessão da Tarde o longa-metragem Shrek Para Sempre, quarto capítulo da saga que transformou um ogro ranzinza em um dos personagens mais queridos do cinema contemporâneo. Lançado em 2010 e dirigido por Mike Mitchell, o filme retoma a história de Shrek em um momento de crise pessoal, quando a rotina tranquila de pai de família começa a pesar sobre ele.
Casado com Fiona e pai de três filhos, Shrek sente falta da liberdade e da adrenalina que marcaram sua juventude. Sua vida pacata no pântano, cercado por festas e pela atenção dos moradores locais, já não lhe dá a mesma satisfação. Durante uma comemoração no antigo bar Maçã Envenenada, a irritação de Shrek se manifesta de forma cômica e exagerada: ele solta seu famoso urro, destrói o bolo da festa e deixa todos os convidados chocados. Esse momento de frustração acaba atraindo a atenção de Rumpelstiltkin, um vilão astuto que oferece ao ogro uma chance de reviver um dia como ele mesmo, temido e respeitado, em troca de uma lembrança de sua infância. (Via: AdoroCinema)
Ao aceitar o contrato mágico, Shrek é transportado para uma versão alternativa do Reino de Tão, Tão Distante. Nesse mundo, nada é como ele conhece: Fiona se tornou uma líder guerreira temida, o Burro trabalha para as bruxas de Rumpelstiltkin e o Gato de Botas virou um animal de estimação obeso. Shrek descobre que apenas um beijo de Fiona poderia desfazer o feitiço, mas a situação é mais complexa do que imaginava. Fiona, agora uma ogra de verdade, não o reconhece e nem o ama, obrigando Shrek a lutar para reconquistar não só sua vida antiga, mas também a própria relação com a esposa.
O filme mistura momentos de humor e aventura com cenas que exploram a vida familiar e a identidade do protagonista. Ele mostra que, mesmo em um universo de fantasia, as escolhas e arrependimentos têm consequências, e que a busca pela felicidade passa pelo reconhecimento do que realmente importa. A interação de Shrek com os personagens clássicos, como Pinóquio, os Três Porquinhos e o próprio Rumpelstiltkin, mantém a narrativa leve e divertida, enquanto cria tensão e desafios para o protagonista.
“Shrek Para Sempre” estreou no Festival de Cinema de Tribeca em abril de 2010 e chegou aos cinemas americanos em 21 de maio, nos formatos 3D e IMAX 3D. O longa se tornou um sucesso imediato, liderando a bilheteria nos Estados Unidos e Canadá por três semanas consecutivas, com arrecadação mundial de US$ 752 milhões, se tornando o quinto filme de maior faturamento de 2010. Com orçamento estimado entre US$ 135 e 165 milhões, a produção consolidou a DreamWorks Animation como uma das principais empresas do setor e transformou Shrek na primeira franquia de animação a alcançar quatro filmes.
Além dos personagens centrais interpretados por Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz e Antonio Banderas, o longa introduz Rumpelstiltkin, vilão que marca a história da franquia pela astúcia e pelas artimanhas que coloca Shrek à prova. A presença do antagonista acrescenta tensão e humor, mostrando que o que parece ser uma oportunidade pode se tornar um grande desafio.
Apesar de ter sido anunciado como o capítulo final da saga, há rumores sobre a produção de um quinto filme, mantendo fãs e críticos atentos à evolução da franquia. O sucesso do quarto filme mostra que a combinação de roteiro inteligente, personagens carismáticos e animação de alta qualidade ainda atrai público de todas as idades, reforçando o legado de Shrek como um ícone cultural.
Na terça, 31 de março, a emissora exibe o drama Nosso Amor, um filme que acompanha a vida de um casal de meia-idade diante de um dos maiores desafios que podem surgir em uma relação: o diagnóstico de câncer de mama. Dirigido por Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn, o longa traz uma abordagem sensível e realista sobre amor, cuidado e a fragilidade da vida, com as atuações marcantes de Liam Neeson e Lesley Manville.
O filme acompanha Joan e Tom, que vivem juntos há décadas em uma rotina aparentemente comum. A vida do casal muda completamente quando Joan recebe o diagnóstico de câncer. A narrativa acompanha não apenas os tratamentos e exames, mas também os efeitos do diagnóstico sobre a vida cotidiana, as conversas silenciosas, os medos que se tornam visíveis e os gestos de apoio que demonstram a profundidade do vínculo entre eles. Cada pequeno detalhe, desde a ida a consultas médicas até os momentos de silêncio compartilhados, é carregado de emoção e tensão.
Nosso Amor estreou mundialmente no Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2019, e teve lançamentos subsequentes no Reino Unido, pela Universal Pictures e Focus Features, em dezembro do mesmo ano, e nos Estados Unidos, pela Bleecker Street, em fevereiro de 2020. O filme foi reconhecido por sua abordagem honesta sobre temas delicados, evitando melodramas exagerados e focando na vida real, com suas dores e pequenos gestos de ternura.
As performances de Liam Neeson e Lesley Manville são o coração do filme. Neeson, conhecido por papéis mais voltados à ação, aqui mostra um lado contido e sensível, retratando um marido dedicado e às vezes impotente diante da doença da esposa. Manville constrói Joan com sutileza, expressando força e vulnerabilidade ao mesmo tempo, revelando a complexidade emocional de alguém lidando com o câncer e com a própria percepção da mortalidade. Juntos, eles criam uma dinâmica realista de casal que luta, se apoia e, ao mesmo tempo, enfrenta as inevitáveis frustrações que surgem nesse processo.
O roteiro não se concentra apenas na doença em si, mas no impacto que ela tem no cotidiano e na relação de Joan e Tom. Pequenas cenas — como cozinhar juntos, discutir detalhes de exames ou apenas permanecer em silêncio no sofá — carregam peso emocional, mostrando que o cuidado e o amor verdadeiro se manifestam nas atitudes mais simples. A obra consegue capturar a sensação de vulnerabilidade que acompanha uma situação tão intensa, sem perder a dignidade e a humanidade dos personagens.
Além das atuações centrais, o elenco de apoio, incluindo David Wilmot e Amit Shah, contribui para a construção de um ambiente realista, mostrando que a doença afeta não apenas quem está diretamente envolvido, mas também familiares, amigos e colegas de trabalho. A direção de Barros D’Sa e Leyburn enfatiza o ritmo natural da vida, evitando cortes bruscos ou exageros dramáticos, o que faz com que o público se sinta próximo dos personagens e de suas experiências.
Na quarta, 1º de abril, a Globo exibe Esposa de Mentirinha, comédia romântica estrelada por Adam Sandler e Jennifer Aniston que combina humor, romance e situações inesperadas. Lançado em 2011 e dirigido por Dennis Dugan, o longa acompanha Danny, um homem que, após experiências frustradas em relacionamentos sérios, decide viver apenas romances passageiros, evitando compromissos duradouros.
A vida de Danny muda quando ele conhece Palmer, uma jovem por quem se apaixona instantaneamente. Disposto a transformar esse amor em algo sério, ele se vê diante de um problema: em uma tentativa de impressioná-la, inventa que é casado com sua melhor amiga, Katherine, mãe solteira de dois filhos. A situação rapidamente foge do controle, gerando confusões, mal-entendidos e momentos de comédia que conduzem a história.
O filme tem como base o longa Cactus Flower, de 1969, que por sua vez foi inspirado em uma peça da Broadway escrita por Abe Burrows e também adaptada para o cinema indiano em 2005, no filme Maine Pyaar Kyun Kiya?. A produção mantém a essência da história original, explorando relacionamentos, segredos e o caos que pequenas mentiras podem gerar, mas trazendo a leveza característica das comédias românticas modernas.
Além de Sandler e Aniston, o elenco conta com Nicole Kidman, Brooklyn Decker, Nick Swardson, Bailee Madison e Griffin Gluck, combinando veteranos da comédia com novos talentos. A química entre os protagonistas é um dos pontos fortes do filme, com Sandler mostrando seu humor carismático e Aniston equilibrando charme e sensibilidade cômica. Nicole Kidman participa em papel especial, acrescentando uma pitada de sofisticação às cenas mais engraçadas.
A história se passa em um cenário paradisíaco: os personagens viajam para um hotel no Havaí chamado Waldorf Astoria, embora as filmagens tenham ocorrido no Grand Wailea Resort em Maui, criando a atmosfera perfeita para encontros, confusões e reviravoltas românticas. O ambiente de férias no paraíso ajuda a intensificar o tom leve do filme, permitindo que situações absurdas se desenrolem de forma divertida e visualmente encantadora.
Apesar de críticas mistas, com alguns analistas apontando excesso de clichês ou roteiro previsível, Esposa de Mentirinha fez sucesso entre o público, arrecadando mais de US$ 214 milhões mundialmente, o que confirma a capacidade de Adam Sandler de conquistar plateias com comédias românticas que misturam exagero e humor físico. No Brasil, o filme chegou aos cinemas em 4 de março de 2011, e rapidamente conquistou fãs do gênero, consolidando-se como uma opção leve e divertida para tardes de entretenimento.
O longa também é conhecido por pequenas piadas internas e referências curiosas. Por exemplo, a atriz Brooklyn Decker, que interpreta uma das personagens centrais, encontra na tela seu marido real, o tenista Andy Roddick, em uma cena divertida que brinca com o reconhecimento de alma gêmea. Além disso, os filhos de Sandler aparecem como parte da família do personagem, acrescentando autenticidade às cenas familiares e momentos de humor mais natural.
O enredo de Esposa de Mentirinha combina a comédia de erros com situações românticas clássicas, mostrando como pequenas mentiras podem gerar confusões inesperadas, mas também oportunidades para reflexões sobre honestidade, amor e relações humanas. A história lembra que, por trás das risadas, existe uma narrativa sobre conexões genuínas e a importância de assumir responsabilidades emocionais, mesmo em meio a exageros cômicos.
Na quinta, 2 de abril, o destaque é o filme brasileiro Não Vamos Pagar Nada, comédia que traz crítica social e humor popular. Dirigido por João Fonseca em sua estreia no cinema, o longa adapta a peça teatral Non Si Paga! Non Si Paga!, de Dario Fo, trazendo para a tela a história de Antônia, interpretada por Samantha Schmütz, uma mulher que enfrenta dificuldades financeiras, mas mantém o bom humor diante das adversidades.
A história acompanha Antônia, que vive em um bairro simples e enfrenta problemas para pagar suas contas. Quando se depara com um aumento inesperado no preço de produtos no único mercado da região, ela explode em indignação e faz um escândalo, sem imaginar o efeito que isso terá. Contagiados pela sua ousadia, outros clientes passam a se recusar a pagar, causando um verdadeiro reboliço dentro do estabelecimento. A situação rapidamente foge do controle e coloca Antônia diante do desafio de justificar suas atitudes para o marido, enquanto lida com as consequências do episódio.
O elenco conta com nomes conhecidos da comédia nacional, incluindo Fernando Caruso, Leandro Soares, Flávio Bauraqui, Edmilson Filho, Paulinho Serra e Flávia Reis, formando um grupo que consegue equilibrar momentos de humor físico com situações de crítica social. A narrativa do filme mostra, de forma leve e engraçada, a tensão entre a luta diária por sobrevivência e as regras impostas pelo consumo, refletindo problemas enfrentados por muitas famílias brasileiras.
Produzido pela A Fábrica, coproduzido pela Globo Filmes e distribuído pela H2O Films, o longa marca a estreia de João Fonseca na direção cinematográfica, e consegue traduzir para a tela grande o espírito da peça teatral, mantendo o tom irônico e crítico que conquistou público no teatro. O roteiro, escrito por Renato Fagundes, preserva o ritmo da comédia de erros, construindo situações cada vez mais absurdas e engraçadas a partir de um simples ato de indignação de Antônia.
Embora o enredo seja marcado pelo humor, o filme também funciona como uma reflexão sobre desigualdade, economia doméstica e a forma como pequenas decisões podem gerar grandes consequências. Cada cena mostra o impacto coletivo de uma ação individual, mas sempre com leveza, evitando que o tom se torne pesado ou moralista. A comédia surge do cotidiano, das reações exageradas, das confusões que se acumulam e da habilidade de Antônia em se virar para lidar com os problemas que ajudou a criar.
Para fechar a semana, na sexta, 3 de abril, a Sessão da Tarde apresenta o emocionante Nosso Amigo Extraordinário. Dirigido por Marc Turtletaub, o longa acompanha Milton Robinson, interpretado pelo premiado Ben Kingsley, um homem de meia-idade que leva uma vida tranquila em uma pequena cidade da Pensilvânia até que tudo muda com a chegada de um visitante inesperado: um extraterrestre apelidado de Jules.
O filme começa com um incidente curioso e inesperado: um OVNI cai no quintal de Milton, interrompendo sua rotina pacata. Inicialmente assustado, o homem acaba se aproximando do alienígena, que se mostra simpático e inofensivo. Seguindo o conselho de uma amiga, Milton decide manter o segredo sobre a presença de Jules, ao mesmo tempo em que procura uma forma de devolvê-lo ao seu planeta de origem. Ao longo do caminho, a relação entre eles se aprofunda, revelando a importância da amizade e da empatia, mesmo nas situações mais improváveis.
A narrativa combina momentos de humor com reflexões sobre solidão, amizade e coragem. Milton, um senhor resmungão e recluso, aprende a lidar com sentimentos de vulnerabilidade e responsabilidade, enquanto o pequeno extraterrestre se adapta ao mundo humano, criando cenas divertidas e tocantes. Essa dinâmica entre homem e alienígena sustenta o filme, tornando a história acessível tanto para crianças quanto para adultos.
Além de Ben Kingsley, o elenco conta com Harriet Sansom Harris e Jane Curtin, que contribuem para o tom leve e envolvente do longa. A atuação de Kingsley, em particular, equilibra humor e emoção, oferecendo uma interpretação que faz o público se identificar com o personagem, mesmo diante de situações absurdas como a presença de um visitante de outro planeta em seu quintal.
Nosso Amigo Extraordinário estreou nos Estados Unidos em 2020 com distribuição em streaming e VOD, estando disponível na Netflix e para aluguel no Prime Video. A produção aposta em efeitos visuais sutis e uma narrativa voltada para o desenvolvimento dos personagens, ao invés de grandes cenas de ação, mantendo o foco na relação entre Milton e Jules e no impacto emocional que essa amizade inesperada provoca.
O universo mágico dos estudantes de Hogwarts está prestes a ganhar uma nova vida na televisão. O trailer da série Harry Potter e a Pedra Filosofal, divulgado na última sexta-feira (27) pela HBO, alcançou números inéditos, com mais de 277 milhões de visualizações em apenas 48 horas, tornando-se o trailer mais assistido da história da HBO e da plataforma HBO Max, superando em mais do que o dobro o recorde anterior. A repercussão imediata reflete não apenas a força da franquia, mas também o interesse global pela nova adaptação da obra de J.K. Rowling.
A série nasce de uma colaboração entre HBO Entertainment, Warner Bros. Television, Brontë Film & TV e Heyday Films, com o objetivo de criar uma narrativa que respeite a essência dos livros de J.K. Rowling, ao mesmo tempo em que apresenta elementos inéditos para atrair tanto os fãs de longa data quanto novos espectadores. No centro da história estão Dominic McLaughlin (The Essex Serpent, A Very British Scandal), interpretando o jovem bruxo protagonista, Alastair Stout (Bridgerton, A Discovery of Witches) como seu fiel amigo Rony Weasley e Arabella Stanton (The Outlaws, Enola Holmes 2) na pele da inteligente e determinada Hermione Granger. O elenco ainda conta com nomes consagrados como John Lithgow (Dexter, Rise of the Planet of the Apes), Janet McTeer (Tomb Raider, The Spanish Princess), Paapa Essiedu (I May Destroy You, A Discovery of Witches) e Nick Frost (Shaun of the Dead, The Adventures of Tintin).
O projeto começou a ser desenvolvido em janeiro de 2021, com a intenção de criar uma saga televisiva que pudesse se estender por anos, permitindo explorar com mais profundidade a história e os personagens do que os filmes originais conseguiram. Sob a supervisão criativa da showrunner Francesca Gardiner e do diretor Mark Mylod, a produção passou por um rigoroso processo de seleção do elenco principal, iniciado em novembro de 2024. Mais de 32.000 crianças entre 9 e 11 anos, residentes do Reino Unido e da Irlanda, participaram do processo seletivo, que foi conduzido de forma inclusiva, sem discriminação de gênero, etnia, orientação sexual ou qualquer outra característica.
Após meses de testes e avaliações, em maio de 2025, McLaughlin, Stout e Stanton foram confirmados nos papéis centrais, trazendo ao trio principal uma combinação de talento juvenil e naturalidade que os produtores consideraram essencial para retratar as aventuras iniciais em Hogwarts. As filmagens começaram em julho de 2025 nos Leavesden Studios, local histórico onde os filmes originais da franquia foram produzidos, garantindo que a ambientação mantivesse a estética visual que os fãs reconhecem e amam. A primeira temporada, com oito episódios, está prevista para estrear nos Estados Unidos no início de 2027.
Além do trio protagonista, a série investiu em um elenco de veteranos para dar suporte aos personagens clássicos. John Lithgow (Dexter, Rise of the Planet of the Apes) interpreta Alvo Dumbledore, enquanto Paapa Essiedu (I May Destroy You, A Discovery of Witches) assume o papel de Severus Snape. Janet McTeer (Tomb Raider, The Spanish Princess) dá vida à professora Minerva McGonagall e Nick Frost (Shaun of the Dead, The Adventures of Tintin) aparece como Hagrid. Outros nomes, como Luke Thallon (The Great British Bake Off: The Professionals, A Very British Scandal) e Paul Whitehouse (The Fast Show, Cruella), interpretam Quirinus Quirrell e Argus Filch, respectivamente. Ao longo de 2025, foram escalados ainda Katherine Parkinson (The IT Crowd, Humans) como Molly Weasley, Lox Pratt (Bridgerton, The Essex Serpent) como Draco Malfoy e Johnny Flynn (Emma, Fleabag) como Lucius Malfoy.
A série promete oferecer uma abordagem mais detalhada e próxima dos livros do que os filmes. Enquanto as adaptações cinematográficas condensaram eventos e suprimiram alguns detalhes para se adequar ao formato de longa-metragem, a versão televisiva permitirá explorar subtramas, relacionamentos e acontecimentos que antes eram apenas sugeridos, oferecendo aos espectadores uma experiência mais completa do universo de Hogwarts.
A roteirização da série envolve um time renomado de escritores, incluindo Andy Greenwald (The Bear, Teen Wolf), Bijan Sheibani (The Swimmers, Peter Pan), Josephine Gardiner (His Dark Materials, Good Omens), Laura Neal (Sex Education, The End of the Fing World)*, Martha Hillier (A Discovery of Witches, The Crown), Ripley Parker (Run, The Old Guard), Sam Holcroft (The Cause, The Events) e Ted Cohen (American Horror Story, Six Feet Under), todos sob supervisão da showrunner Francesca Gardiner (Shadow and Bone, The Witcher: Blood Origin).
O impacto cultural da saga do jovem bruxo é inegável. Os sete livros, publicados entre 1997 e 2007, foram traduzidos para mais de 80 idiomas e deram origem a oito filmes lançados entre 2001 e 2011, com arrecadação global superior a 7,7 bilhões de dólares. A obra influenciou gerações, criando produtos licenciados, parques temáticos, convenções e experiências interativas que ultrapassam a literatura e o cinema, moldando a cultura pop de forma duradoura.
Com planos de estender a narrativa ao longo de vários anos, a HBO pretende que a série se torne um marco de fidelidade e inovação no universo do famoso aprendiz de Hogwarts. Francesca Gardiner afirmou que cada episódio será uma experiência completa, capaz de transportar o público para o mundo mágico de Hogwarts de forma única e emocionante. Segundo ela, a intenção não é apenas despertar nostalgia, mas criar uma história que funcione por si só, mantendo o público envolvido do início ao fim.
A franquia Ghost in the Shell continua a provar que décadas de história não diminuem sua relevância. Nesta sexta-feira (27), um novo trailer da mais recente série em animação foi divulgado, reacendendo a atenção de fãs antigos e despertando a curiosidade de quem ainda não conhecia a saga. Criada por Masamune Shirow, a obra começou como um mangá de ficção científica no final dos anos 80 e rapidamente se tornou um fenômeno, expandindo-se para filmes, séries e até uma adaptação live-action estrelada por Scarlett Johansson. Abaixo, confira o vídeo:
O primeiro filme de animação, lançado em 1995, apresentou o público à Major Motoko Kusanagi, uma agente cibernética cujo corpo é quase totalmente robótico, restando apenas o “fantasma” de sua consciência humana. Em 2004, a sequência Ghost in the Shell 2: Innocence aprofundou o universo, explorando dilemas filosóficos e éticos sobre tecnologia, identidade e humanidade. Essa versão ganhou ainda uma remasterização em 2008, conhecida como Ghost in the Shell 2.0, que modernizou efeitos e imagens sem perder a essência do original.
O sucesso dos filmes levou a franquia à televisão. Entre 2002 e 2004, foram exibidas Ghost in the Shell: Stand Alone Complex e Ghost in the Shell: Stand Alone Complex 2nd GIG, séries de 26 episódios cada que exploraram crimes cibernéticos e a evolução da sociedade digital. O filme Ghost in the Shell: Stand Alone Complex – Solid State Society (2006) encerrou essa etapa, enquanto uma versão em 3D foi lançada em 2011, mostrando que o interesse pela narrativa não diminuiu com o tempo.
Em 2013, nasceu Ghost in the Shell Arise – Border, uma nova série de quatro filmes que reimaginava a origem de Motoko, seguida por Ghost in the Shell Arise – Alternative Architecture (2015), composta por 10 episódios, cinco OVAs e um filme. Cada projeto reforçou a proposta de misturar ação, suspense e questionamentos sobre a tecnologia, mantendo o foco na protagonista cibernética.
A franquia também conquistou espaço no cinema live-action com o filme A Vigilante do Amanhã, estrelado por Scarlett Johansson. Apesar de críticas mistas sobre adaptação e escolhas de elenco, o filme expandiu a visibilidade da saga, trazendo novas audiências para a mitologia complexa do universo de Shirow.
Mais recentemente, a Netflix lançou Ghost in the Shell: SAC_2045 em 23 de abril de 2020, com duas temporadas de 12 episódios cada. A série mantém o tom cyberpunk e filosófico, explorando a dualidade entre corpo e consciência de Motoko e os impactos da tecnologia na sociedade global. A dublagem brasileira só foi disponibilizada em 10 de agosto de 2020, mas a série rapidamente conquistou fãs no Brasil e no mundo, provando que a franquia segue atual e relevante.
No Brasil, o mangá original foi publicado pela Editora JBC e recebeu reconhecimento importante, incluindo o 29º Troféu HQ Mix na categoria Edição Especial Estrangeira. Em Portugal, o primeiro volume foi lançado em 2018, com previsão de relançamento em 2025 pela chancela Distrito Manga, do Penguin Random House Grupo Editorial, reforçando o interesse contínuo pela obra no país.
O universo do anime é marcado por um futuro altamente informatizado, onde humanos conectam seus cyber-cérebros a vastas redes de informação. A Major Motoko Kusanagi, com seu corpo quase totalmente cibernético, atua à frente do Esquadrão Shell, lidando com crimes que exploram justamente os limites entre humanidade e tecnologia. É essa tensão entre máquina e consciência que dá à franquia seu peso filosófico e atrai tanto fãs de ação quanto de reflexão futurista.
Um dos maiores fenômenos recentes do terror, Quando as Luzes se Apagam, está prestes a voltar aos holofotes. Lançado em 2016 com um orçamento modesto, o longa conquistou público e crítica ao transformar um medo simples e universal em uma experiência cinematográfica intensa. Agora, quase dez anos depois, a história ganhará uma continuação, que já está em desenvolvimento.
A informação foi divulgada pelo The Hollywood Reporter, indicando que o projeto começa a sair do papel com uma nova equipe criativa, mas mantendo nomes importantes ligados ao filme original. O roteiro ficará por conta de Connor Osborn McIntyre, enquanto David F. Sandberg (Annabelle 2: A Criação do Mal, Shazam!) e Eric Heisserer (A Chegada, Bird Box) retornam como produtores. O produtor Lawrence Grey (Jexi: Um Celular Sem Filtro, Lights Out) também está confirmado no novo longa.
O primeiro filme se destacou por um feito cada vez mais raro em Hollywood. Com apenas US$ 5 milhões de orçamento, arrecadou cerca de US$ 149 milhões em todo o mundo, tornando-se um exemplo de sucesso no gênero de terror. Mais do que os números, a produção chamou atenção pela criatividade ao explorar o medo do escuro de forma direta e eficaz.
A história acompanha Rebecca, interpretada por Teresa Palmer (Hallowed Ground, Hacksaw Ridge), que desde a infância convive com lembranças perturbadoras envolvendo uma presença misteriosa que surge quando as luzes se apagam. Anos depois, seu irmão mais novo, vivido por Gabriel Bateman (Annabelle 2: A Criação do Mal, Lights Out), começa a enfrentar o mesmo terror. O que parecia um trauma isolado se revela uma ameaça real, ligada ao passado da mãe dos dois, personagem de Maria Bello (Um Sonho Possível, Prisoners).
O diferencial do longa está justamente na forma como constrói sua tensão. Em vez de apostar apenas em sustos repentinos, o filme utiliza o silêncio, a escuridão e a sugestão para provocar desconforto constante. A entidade, que só pode existir na ausência de luz, se tornou um dos elementos mais marcantes do terror moderno, justamente por explorar um medo comum a praticamente todas as pessoas.
A origem do projeto também contribui para seu impacto. Antes de chegar aos cinemas, a história nasceu como um curta-metragem criado por Sandberg, que viralizou na internet e chamou a atenção da indústria. O sucesso foi tão grande que rapidamente se transformou em um longa, com apoio de nomes influentes como James Wan, conhecido por impulsionar produções de terror de grande alcance.
Com o anúncio da sequência, surgem também as expectativas sobre o que vem pela frente. Ainda não há detalhes sobre a trama ou confirmação do retorno do elenco original, mas a proposta deve expandir o universo apresentado no primeiro filme. A mitologia da entidade, apenas sugerida anteriormente, pode ganhar novos contornos, aprofundando ainda mais o terror psicológico que marcou o longa inicial.
A escolha de um roteirista novato também indica uma tentativa de renovar a abordagem, trazendo novas ideias sem abandonar a essência que fez o filme original se destacar. Ao mesmo tempo, a presença de Sandberg e Heisserer na produção sugere que a identidade da franquia será preservada.
A terceira temporada de Dan Da Dan está oficialmente em produção e já teve seu primeiro teaser divulgado, antecipando o retorno de uma das adaptações mais comentadas da nova geração de animes. O anúncio reforça o bom momento da franquia e amplia a expectativa do público, embora a estreia esteja prevista apenas para 2027. Abaixo, confira o vídeo apresentado:
De acordo com as primeiras informações, os novos episódios devem adaptar o chamado Arco dos Globalistas do Espaço, um dos mais populares do mangá original. A nova fase promete ampliar a escala dos conflitos e aprofundar a narrativa, mantendo a combinação de ação, humor e elementos sobrenaturais que se tornou marca registrada da obra.
Baseado no mangá de Yukinobu Tatsu, Dan Da Dan é publicado desde 2021 na plataforma Shōnen Jump+, da Shueisha. A história acompanha dois adolescentes com crenças opostas: Momo Ayase, que acredita em espíritos, e Ken Takakura, o Okarun, que defende a existência de alienígenas.
A trama se desenvolve a partir de uma aposta entre os dois, que decidem investigar fenômenos que não acreditam. A experiência, no entanto, foge do controle e coloca ambos diante de eventos sobrenaturais reais. Momo desperta poderes psíquicos após um encontro com extraterrestres, enquanto Okarun passa a conviver com habilidades adquiridas após ser possuído por um espírito.
A partir desse ponto, a narrativa acompanha a dupla enfrentando ameaças que envolvem tanto entidades espirituais quanto criaturas alienígenas, ao mesmo tempo em que desenvolve a relação entre os protagonistas. O equilíbrio entre sequências de ação e momentos de humor é um dos elementos que contribuíram para a popularidade da obra.
A adaptação em anime é produzida pelo estúdio Science SARU e estreou em outubro de 2024, sendo exibida até dezembro do mesmo ano. Antes disso, um filme com os três primeiros episódios foi lançado nos cinemas em agosto de 2024. O bom desempenho levou à produção de uma segunda temporada, exibida a partir de julho de 2025.
Nos bastidores, o autor Yukinobu Tatsu acumula experiência como assistente em obras de destaque, como Chainsaw Man, de Tatsuki Fujimoto, e Hell’s Paradise: Jigokuraku, de Yuji Kaku. Entre suas influências, ele já citou o trabalho de Junji Ito e o universo de Ultraman, além de referências de mangás do gênero shōjo para desenvolver a dinâmica entre os personagens.
A direção do anime é assinada por Fuga Yamashiro, que apostou em uma abordagem que valoriza tanto as cenas de ação quanto interações mais sutis entre os personagens, contribuindo para o desenvolvimento da narrativa.
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília recebe, a partir do dia 31 de março, uma das exposições mais ambiciosas já realizadas no país sobre a obra de Joaquín Torres García. Intitulada Joaquín Torres García – 150 anos, a mostra chega como um convite à redescoberta de um dos nomes mais influentes da arte do século XX, reunindo um amplo acervo que atravessa diferentes fases de sua produção e estabelece diálogos com artistas de diversas gerações e origens.
Com entrada gratuita e classificação indicativa livre, a exposição segue em cartaz até 21 de junho e se destaca não apenas pela quantidade de obras apresentadas, mas pela proposta curatorial que busca reposicionar o legado do artista dentro de um contexto mais amplo e contemporâneo. Ao invés de se limitar a uma retrospectiva tradicional, o projeto aposta em conexões que ampliam o entendimento sobre sua contribuição para a consolidação de uma linguagem artística latino-americana com projeção internacional.
Sob a curadoria de Saulo di Tarso, a mostra propõe uma leitura renovada do conceito de Universalismo Construtivo, formulado por Torres García como uma tentativa de unir referências universais a uma identidade própria do continente. A exposição percorre esse pensamento a partir de diferentes núcleos, colocando sua obra em diálogo com produções brasileiras, influências das vanguardas europeias e elementos das culturas africanas e indo-americanas.
A realização do projeto contou com a colaboração institucional de Alejandro Díaz, diretor do Museo Torres García, cuja participação foi essencial para trazer ao Brasil materiais raros, como manuscritos e desenhos inéditos. Esse conjunto amplia significativamente a compreensão sobre o processo criativo do artista e permite ao público acessar aspectos menos conhecidos de sua trajetória.
Entre os destaques da exposição está a presença de “América invertida”, obra emblemática que raramente deixa o acervo do museu em Montevidéu. Mais do que um ícone visual, a peça simboliza uma inversão de perspectiva que questiona as hierarquias culturais tradicionais, colocando a América Latina como centro de produção de conhecimento e não apenas como receptora de influências externas.
A mostra também se destaca pela diversidade de acervos reunidos. Obras provenientes de instituições internacionais como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, o Instituto Valenciano de Arte Moderno, a Colección Telefónica e o Museo de la Solidaridad Salvador Allende dialogam com peças de importantes coleções brasileiras, como o Museu de Arte de São Paulo e a Pinacoteca de São Paulo. Esse encontro de diferentes origens reforça o caráter internacional da obra de Torres García e evidencia sua capacidade de transitar entre contextos culturais distintos.
Outro eixo importante da exposição é sua dimensão pedagógica. Torres García via na infância um espaço fundamental para a construção do pensamento artístico, defendendo uma abordagem baseada na experimentação e na criação de símbolos. Essa visão se manifesta tanto em suas pinturas quanto em projetos educativos, como os brinquedos de madeira desenvolvidos por ele, que buscavam estimular a percepção e a organização do mundo a partir de formas simples.
O diálogo com a produção brasileira ocupa um espaço central na mostra. Cerca de 40 artistas nacionais estão presentes, organizados em torno de reflexões que envolvem memória e identidade. Um dos pontos de partida é o incêndio do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1978, evento que marcou profundamente a história cultural do país. Outro eixo propõe revisitar as divisões simbólicas herdadas do Tratado de Tordesilhas, questionando seus impactos nas relações culturais da América do Sul.
Entre os nomes reunidos estão Cecília Meireles, Cildo Meireles, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Rubens Gerchman e Rosana Paulino, além de outros artistas que ajudam a construir um panorama diverso e representativo. Também integram a exposição nomes como Alfredo Volpi, Mira Schendel e Lina Bo Bardi, reconhecidos por sua influência decisiva na arte brasileira.
A abertura da exposição contará com uma visita mediada exclusiva para a imprensa, conduzida pelo curador Saulo di Tarso, oferecendo uma leitura aprofundada dos eixos que estruturam a mostra. Em Brasília, o projeto ganha ainda um recorte específico ao dialogar com obras da Coleção Banco do Brasil, incluindo artistas como Athos Bulcão, Maria Bonomi e Rubem Valentim, ampliando a relação entre arte, arquitetura e espaço urbano.
A Netflix acaba de adicionar ao seu catálogo brasileiro a série tailandesa Khemjira Tem Que Sobreviver, reforçando o crescimento das produções asiáticas no streaming e, especialmente, do gênero BL com elementos sobrenaturais. Os 12 episódios da primeira temporada já estão disponíveis para os assinantes, marcando a estreia oficial da obra no país.
Estrelada por Napatsakorn Pingmuang, conhecido como Namping, e Harit Buayoi, o Keng, a série combina romance, drama e suspense em uma narrativa marcada por mistérios espirituais e uma forte carga emocional. A produção é assinada pela Domundi TV e foi exibida originalmente pelo canal One 31 a partir de agosto de 2025.
Apesar da chegada ao catálogo brasileiro, a série ainda conta apenas com legendas em inglês neste primeiro momento. A plataforma, no entanto, já sinalizou que legendas em português devem ser disponibilizadas em breve, o que tende a ampliar o alcance da produção entre o público nacional.
A trama acompanha Khemjira, um jovem de 20 anos que carrega uma maldição familiar devastadora: todos os homens de sua linhagem morrem antes de completar 21 anos. Na tentativa de protegê-lo, sua mãe decide dar a ele um nome feminino, acreditando que isso poderia enganar forças sobrenaturais. No entanto, à medida que seu aniversário se aproxima, a maldição parece se intensificar, manifestando-se por meio de ataques de entidades espirituais.
Diante do perigo iminente, Khemjira conta com a ajuda de seu amigo próximo Jet, interpretado por Wannakorn Reungrat, que possui habilidades mágicas. Juntos, eles partem para a província de Ubon Ratchathani em busca de uma solução. É lá que conhecem Pharan, vivido por Harit Buayoi, um jovem xamã com grande poder espiritual, mas que inicialmente se mostra relutante em ajudar.
A relação entre os personagens se desenvolve ao longo da narrativa, equilibrando tensão sobrenatural com elementos românticos característicos do gênero BL. Esse formato, bastante popular na Ásia, tem conquistado cada vez mais espaço internacional, especialmente em plataformas de streaming.
Além dos protagonistas, o elenco conta com nomes como Norraphat Nakadumrongchai, Jirachart Buspavanich, Ausadaporn Siriwattanakul e Matimun Sreeboonrueang, que ajudam a construir o universo da série e aprofundar os conflitos que cercam a maldição de Khemjira.
A chegada da série ao catálogo da Netflix reforça uma tendência crescente de valorização de produções asiáticas no mercado global. Nos últimos anos, o público brasileiro tem demonstrado cada vez mais interesse por conteúdos internacionais fora do eixo tradicional de Hollywood, abrindo espaço para títulos de países como Coreia do Sul, Japão e Tailândia.
A emissora AMC confirmou na noite de ontem, sexta, 27 de março, o cancelamento da série Talamasca: A Ordem Secreta após apenas uma temporada. A decisão surpreendeu parte do público que acompanhava a expansão do chamado Universo Imortal, projeto televisivo inspirado nas obras da escritora Anne Rice.
Em declaração oficial à revista Variety, um representante da emissora destacou que, apesar do encerramento, a produção segue sendo valorizada dentro do planejamento criativo da franquia. Segundo o comunicado, a AMC demonstrou orgulho pelo resultado alcançado e gratidão pela equipe envolvida, além de indicar que elementos da Talamasca ainda podem reaparecer em futuras produções do mesmo universo.
A série foi criada por John Lee Hancock (Um Sonho Possível, Fome de Poder) e mergulha em uma narrativa que mistura drama, suspense, terror sobrenatural e espionagem. A trama acompanha Guy Anatole, interpretado por Nicholas Denton (Dangerous Liaisons, Glitch), um médium com a habilidade de ouvir pensamentos. Sua vida muda completamente ao ser recrutado por uma organização secreta que atua nas sombras para monitorar criaturas sobrenaturais.
Foto: Reprodução/ Internet
Essa organização, conhecida como Talamasca, tem como missão observar e, quando necessário, interferir em atividades envolvendo vampiros, bruxas, demônios e outras entidades, garantindo o equilíbrio entre o mundo humano e o sobrenatural. Ao longo da temporada, Guy passa de um civil comum a um agente não oficial, sendo enviado a Londres para investigar um caso envolvendo infiltração dentro da própria instituição.
O elenco da produção também contou com nomes como Celine Buckens (Warhorse One, Showtrial), Maisie Richardson-Sellers (DC’s Legends of Tomorrow, The Originals), William Fichtner (Prison Break, Armageddon) e Elizabeth McGovern (Downton Abbey, Era Uma Vez na América).
Inserida no chamado Universo Imortal, a série representa a terceira produção televisiva ambientada nesse cenário compartilhado. O projeto teve início em 2022 com Entrevista com o Vampiro, adaptação do clássico romance de Anne Rice, que abriu caminho para a expansão desse universo nas telas. A proposta da AMC era construir uma franquia interligada, semelhante a outros universos compartilhados já consolidados na indústria do entretenimento.
A série americana estreou oficialmente em 19 de outubro de 2025, trazendo uma abordagem mais investigativa e centrada nos bastidores do mundo sobrenatural. Diferente de outras produções focadas diretamente em vampiros ou bruxas, a série apostou em uma perspectiva mais estratégica, explorando os agentes responsáveis por observar essas criaturas.
Apesar da proposta diferenciada, a produção não teve continuidade. Em março de 2026, poucos meses após sua estreia, a decisão de cancelamento foi tomada, encerrando a trajetória da série com apenas uma temporada. Ainda assim, a AMC deixou claro que a Talamasca, como conceito narrativo, permanece relevante dentro do planejamento do estúdio.
Mesmo com o cancelamento, A Ordem Secreta deixa sua contribuição ao apresentar ao público um olhar mais amplo sobre a estrutura que sustenta o mundo sobrenatural criado pela autora. A série explorou temas como vigilância, poder, moralidade e os limites entre controle e liberdade, elementos que dialogam diretamente com o universo literário original.
Enquanto isso, o Universo Imortal segue em desenvolvimento, com outras produções em andamento e novas histórias sendo planejadas. A estratégia da emissora indica um compromisso de longo prazo com a obra de Anne Rice, buscando consolidar uma franquia sólida no cenário televisivo.