Superman de James Gunn já ultrapassa US$ 600 milhões e devolve esperança aos heróis da DC

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O Superman voltou ao topo. O longa de James Gunn já ultrapassou a marca dos US$ 600 milhões em bilheteria mundial, sendo US$ 315 milhões apenas nos Estados Unidos, consolidando-se como um dos maiores sucessos recentes da DC. É o primeiro filme do estúdio a alcançar tal feito desde The Batman (2022), mostrando que, mesmo em um cenário de saturação do gênero de super-heróis, o público ainda tem fome de histórias bem construídas e personagens icônicos.

O desempenho do filme não é apenas um triunfo financeiro. Ele representa uma superação histórica em comparação com outras encarnações do Superman. A versão de Henry Cavill, em O Homem de Aço (2013), arrecadou US$ 291 milhões nos EUA, enquanto Liga da Justiça (2017) somou US$ 229 milhões. Gunn não apenas ultrapassou essas marcas, mas também elevou o padrão de estreia do personagem, consolidando uma bilheteria doméstica que se mostra promissora para toda a fase inicial do Universo DC (DCU).

Recordes e pré-estreias

O filme estreou com US$ 122 milhões nos Estados Unidos, configurando a maior estreia solo de Superman no país. O recorde anterior pertencia a O Homem de Aço, com US$ 116 milhões, e agora fica para trás diante do sucesso da nova produção. Além disso, nas pré-estreias, o longa se tornou o maior lançamento da carreira de James Gunn, um dado que reforça a força do cineasta ao trazer um herói clássico de volta à relevância moderna.

O impacto internacional também é notável. No Brasil, o filme arrecadou cerca de US$ 2 milhões apenas nas pré-estreias, mostrando que o público nacional continua entre os mais engajados com o personagem. As sessões lotadas em capitais, combinadas com ações de marketing, eventos com influenciadores e a tradição de fãs de quadrinhos, ajudaram a consolidar o sucesso do filme no país e reforçam a posição de Superman como ícone global.

Uma nova visão para o herói

Mais do que números, o filme busca renovar a narrativa do herói. Clark Kent, interpretado por David Corenswet, é mostrado como um jovem repórter em Metrópolis, ainda em início de carreira como Superman. Essa abordagem humaniza o personagem, mostrando-o vulnerável diante de dilemas éticos e da opinião pública, especialmente após ser manipulado por Lex Luthor e seu clone, Ultraman, durante um conflito internacional.

O roteiro de Gunn equilibra sequências de ação grandiosas — incluindo confrontos com Ultraman e a intervenção da Liga da Justiça — com momentos intimistas, como reflexões na Fortaleza da Solidão e interações com sua família adotiva na fazenda dos Kent. Essa alternância entre espetáculo e introspecção permite que o público compreenda não apenas o poder de Superman, mas também seus conflitos internos, reforçando a ideia de que um herói não é definido apenas por suas capacidades físicas, mas também por suas escolhas e valores.

Inspirado na HQ All-Star Superman, o filme mantém elementos clássicos, como a relação entre Clark e Lois Lane, enquanto introduz novos personagens e situações que pavimentam o futuro do DCU. Essa renovação cria espaço para histórias futuras com Supergirl, Lanterna Verde, Mulher-Maravilha e outros integrantes da Liga da Justiça, garantindo coerência narrativa e continuidade.

Elenco e atuações

O desempenho do elenco contribuiu significativamente para o sucesso crítico e de público. David Corenswet apresenta uma interpretação equilibrada, capaz de transmitir tanto a vulnerabilidade quanto a força de Superman, sem depender exclusivamente de efeitos visuais ou de nostalgia. Ao seu lado, Rachel Brosnahan entrega uma Lois Lane independente, espirituosa e essencial para a narrativa, enquanto Nicholas Hoult constrói um Lex Luthor sofisticado, calculista e ameaçador, capaz de atuar tanto nos bastidores políticos quanto como antagonista direto.

A química entre Corenswet e Brosnahan é frequentemente apontada como o coração emocional do filme. Já Hoult impressiona pela intensidade, mostrando que um vilão bem construído pode tornar a história mais crível e engajante, sem perder o caráter grandioso que um antagonista de Superman deve ter.

Recepção crítica e popular

A estreia no TCL Chinese Theater, em Los Angeles, marcou uma recepção calorosa da crítica e do público. Especialistas descreveram o filme como “divertido, enérgico e emocional”, e muitos apontam que esta é a melhor versão cinematográfica do herói desde os filmes de Richard Donner, nos anos 1970. No Rotten Tomatoes, o longa ultrapassa 83% de aprovação, enquanto no CinemaScore recebeu nota A, evidenciando a aceitação sólida dos espectadores.

Superman como pilar do novo DCU

Além do sucesso financeiro e de público, Superman estabelece as bases de um universo compartilhado. O filme inaugura oficialmente o Capítulo 1: Deuses e Monstros, uma fase planejada para expandir a presença de heróis como Supergirl, Lanterna Verde e Mulher-Maravilha. Para a Warner e a DC, o desempenho da obra é decisivo: após anos de resultados instáveis e adaptações criticadas, a produção oferece a oportunidade de reconstruir a confiança do público, mostrando que personagens icônicos podem ser revisitados com qualidade e fidelidade à sua essência.

Ao mesmo tempo, a narrativa de Gunn demonstra que o gênero de super-heróis ainda possui espaço para histórias que combinam emoção, ação e reflexão. Superman não é apenas um símbolo de força, mas também de esperança, idealismo e resiliência — valores universais que continuam a atrair o público independentemente das décadas que se passam.

Fantástico 13/04/2025: Carol Ribeiro fala sobre diagnóstico de esclerose múltipla

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Neste domingo, dia 14 de abril, o Fantástico exibe uma entrevista reveladora com a modelo e empresária Carol Ribeiro, que compartilha pela primeira vez com o público seu diagnóstico de esclerose múltipla, recebido há cerca de um ano. A doença, que compromete o funcionamento do sistema nervoso central, afeta aproximadamente 40 mil pessoas no Brasil, sendo majoritariamente mulheres, devido a fatores genéticos.

Em conversa com a repórter Giuliana Girardi, Carol relembra o impacto do diagnóstico e o medo inicial diante de uma condição ainda cercada de desinformação. “Eu chorava sem parar. O pouco que eu sabia era o que tinha visto em relatos na mídia, e aquilo me assustava muito”, afirma a modelo.

Carol encontrou apoio essencial na amiga Ana Claudia Michels, que deixou as passarelas para se dedicar à medicina. As duas aparecem juntas no programa, refletindo sobre o valor da amizade, da escuta e do acolhimento no enfrentamento de um problema de saúde delicado.

Após tornar público seu diagnóstico, Carol se surpreendeu com a quantidade de mensagens que recebeu. Muitas pessoas relataram identificação e revelaram medo de iniciar o tratamento. “Recebi muitas mensagens dizendo: ‘Que bom que você falou sobre isso’. Teve gente que nunca procurou ajuda por receio do que poderia enfrentar”, revela.

O programa também contará com a participação do médico Rodrigo Thomaz, especialista do Hospital Albert Einstein, que detalha os sintomas iniciais da doença e como ela interfere nas funções neurológicas.

Fantástico apresenta prévia de documentário sobre Sean ‘Diddy’ Combs

Outro destaque do programa é a pré-estreia de um documentário que promete repercussão global. A produção aborda a trajetória do magnata do hip-hop Sean ‘Diddy’ Combs, que atualmente responde a acusações graves envolvendo agressão, assédio e tráfico sexual.

Com depoimentos exclusivos e imagens de bastidores, o documentário traça o percurso do artista do estrelato à queda. A produção completa estará disponível no Globoplay a partir de domingo e será exibida também na segunda-feira (15), às 23h45, no canal GNT.

Estreia da nova temporada de “Quem Vive Ali”

O quadro “Quem Vive Ali” retorna ao Fantástico com destinos extremos e pouco conhecidos. No episódio de estreia, a equipe viaja até as Ilhas Faroé, um arquipélago isolado entre a Noruega e a Islândia. O cenário de clima severo e ventos tão intensos que fazem a água de uma cachoeira subir ao invés de cair revela um modo de vida único e resiliente.

Série “Trilhas da Mente” continua com casos impressionantes

O médico Dráuzio Varella dá sequência à série “Trilhas da Mente”, acompanhando pacientes e profissionais da saúde em um centro de referência em neurocirurgia. Nesta edição, o programa mostra o caso de uma mulher que sofre com espasmos no rosto e de uma grávida que precisou passar por uma cirurgia intrauterina delicada para salvar o bebê.

Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito consolida sucesso e entra para o top 5 de bilheterias de 2025

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O fenômeno da animação japonesa Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito atingiu um marco notável no cenário cinematográfico global. De acordo com o Box Office Mojo, o longa alcançou a quinta posição entre os filmes mais lucrativos de 2025, acumulando US$ 659 milhões em arrecadação mundial, sendo US$ 527 milhões fora do Japão e US$ 131 milhões no território japonês. Mesmo após semanas de lançamento, o filme continua em cartaz e apresenta potencial para incrementar ainda mais esses números, consolidando-se como um dos maiores sucessos da franquia até hoje.

Dirigido por Haruo Sotozaki e produzido pelo estúdio de animação Ufotable, Castelo Infinito adapta o arco homônimo do mangá Kimetsu no Yaiba, escrito por Koyoharu Gotouge entre 2016 e 2020. Trata-se da quarta produção cinematográfica da série, sucedendo Mugen Ressha-hen (2020), To the Swordsmith Village (2023) e Hashira Training (2024). Diferentemente dos dois últimos filmes, que consistiam em compilações de episódios da série, este longa apresenta uma narrativa cinematográfica completa, mantendo a intensidade dramática e o ritmo envolvente do arco original. O resultado é uma experiência única, comparável à recepção massiva de Mugen Train, que também conseguiu equilibrar ação, emoção e suspense.

O anúncio do filme ocorreu em junho de 2024, logo após o final da quarta temporada do anime, revelando o início de uma trilogia de filmes que promete expandir o universo de Demon Slayer. Lançado oficialmente no Japão em 18 de julho de 2025, pelo consórcio das distribuidoras Aniplex e Toho, Castelo Infinito rapidamente conquistou público e crítica, sendo elogiado por sua animação detalhada, sequências de ação coreografadas com maestria e uma trilha sonora envolvente que amplifica a intensidade emocional da narrativa.

Uma narrativa de poder e coragem

A história acompanha Tanjiro Kamado, jovem que se juntou à Demon Slayer Corps após sua irmã, Nezuko, ser transformada em demônio. Enquanto os membros da corporação participam do Treinamento dos Hashira, uma preparação estratégica para o confronto final contra as forças demoníacas, Muzan Kibutsuji, líder supremo dos demônios, invade a Mansão Ubuyashiki, sede da organização. A ameaça coloca em risco a vida do comandante da corporação e desencadeia uma série de eventos que leva Tanjiro e os Hashira a uma queda em um território misterioso e perigoso, o Castelo Infinito.

É nesse ambiente sombrio que se desenrola o confronto decisivo entre caçadores e demônios. O longa combina ação intensa, estratégias táticas, batalhas épicas e momentos de profundo drama emocional, aprofundando a conexão dos personagens com o público e explorando temas como coragem, lealdade e sacrifício.

Além do impacto narrativo, Castelo Infinito também é um marco cultural, demonstrando o poder global do anime japonês. A franquia Demon Slayer não apenas conquistou fãs em todo o mundo, mas também elevou o padrão das adaptações animadas de mangás, mostrando que histórias de fantasia sombria podem atrair audiências massivas e competir de igual para igual com produções hollywoodianas de grande porte.

Com números expressivos de bilheteria, elogios da crítica especializada e uma base de fãs cada vez maior, Demon Slayer: Castelo Infinito reafirma a força da franquia e consolida seu lugar entre os filmes mais memoráveis do ano. A expectativa é que os próximos capítulos cinematográficos mantenham o mesmo padrão de excelência, ampliando ainda mais o legado de uma das sagas mais influentes do anime moderno.

Os Caras Malvados 2 estreia em agosto com novas vilãs e um assalto que promete virar o jogo

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Foto: Reprodução/ Internet

Depois de tentarem deixar a vida de crimes para trás, os anti-heróis mais adoráveis da animação vão descobrir que “ser bonzinho” não é tão simples quanto parece. Os Caras Malvados 2, nova produção da DreamWorks Animation em parceria com a Universal Pictures, chega aos cinemas brasileiros no dia 14 de agosto com uma pergunta no ar: e se os ex-vilões fossem raptados por vilãs ainda piores?

Na nova aventura, os Caras Malvados estão focados em manter a reputação limpa — ou ao menos tentando parecer mais comportados. Só que a paz não dura muito. De repente, a gangue é sequestrada por um novo trio de criminosas que não está ali para brincar. As Garotas Malvadas, lideradas por uma leopardo-das-neves estratégica e implacável, precisam de ajuda para executar um roubo ambicioso. E é claro que a confusão está garantida quando se junta quem quer mudar com quem ainda nem pensou nisso.

O elenco original de vozes retorna em grande estilo: Sam Rockwell como o carismático Sr. Lobo, Marc Maron como o rabugento Sr. Cobra, Craig Robinson como o exagerado e adorável Sr. Tubarão, Anthony Ramos no papel do impulsivo Sr. Piranha, e Awkwafina como a genial e sarcástica Srta. Tarântula, ou Webs. Cada um traz seu talento para manter a química afiada do grupo.

A novidade que movimenta a sequência são as Garotas Malvadas, três novas personagens que chegam com personalidade de sobra e um plano mirabolante nas mãos. Danielle Brooks dá voz à líder Kitty Kat, uma leopardo-das-neves tão elegante quanto perigosa. Maria Bakalova interpreta Pigtail, uma javali engenheira vinda da Bulgária, e Natasha Lyonne entra como Doom, uma corvo com faro para golpes e comentários ácidos. O trio chega para bagunçar as dinâmicas já caóticas da antiga gangue.

Baseado nos livros de Aaron Blabey, que já venderam mais de 30 milhões de cópias no mundo, o filme mantém a essência do primeiro longa: humor esperto, ritmo acelerado e personagens que, mesmo improváveis, são cativantes. A sequência aposta na interação entre dois mundos — o dos ex-vilões em reabilitação e o das vilãs profissionais — para explorar com leveza temas como redenção, identidade e o que realmente significa “ser do bem”.

Visualmente vibrante, com direção dinâmica e dublagens afiadíssimas, Os Caras Malvados 2 promete ser uma das grandes animações do ano. Com cenas de ação insanas, diálogos hilários e reviravoltas a cada esquina, a sequência chega para conquistar tanto o público infantil quanto os adultos que se divertiram com o primeiro filme.

A estreia está marcada para 14 de agosto, exclusivamente nos cinemas, com distribuição da Universal Pictures. Prepare-se para torcer, rir e, quem sabe, até repensar quem são os verdadeiros mocinhos da história.

“Superman” tem cenas pós-créditos? Sim — e aqui está o que você precisa saber

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Foto: Reprodução/ Internet

Em 10 de julho, as salas de cinema brasileiras receberam uma nova encarnação do Homem de Aço, que não só revive a lenda de Clark Kent, mas inaugura uma nova era para o Universo DC — o tão aguardado DCU idealizado por James Gunn e Peter Safran. Este reboot não se limita a recontar uma história já conhecida; ele reimagina o herói, colocando-o em um contexto fresco, com personagens renovados e uma atmosfera que mescla drama, ação e até humor.

Mas, afinal, será que o novo “Superman” reserva surpresas para os fãs que ficam até o final dos créditos? A resposta é sim — e não são cenas quaisquer. O filme traz duas cenas pós-créditos que, embora não revelem grandes spoilers ou futuros eventos grandiosos do DCU, funcionam como pequenos acenos para o público, oferecendo momentos que equilibram poesia, leveza e até um toque de humor.

A primeira cena pós-créditos

Logo após a última cena, quando a maioria já começa a se levantar, a tela volta a se iluminar com uma sequência que captura o silêncio e a imensidão do espaço. O homem de aço surge, não em plena ação, mas ao lado de seu inseparável amigo e aliado canino: Krypto. Os dois estão na superfície da Lua — um lugar que, apesar de sua aridez e distância, simboliza o refúgio e a reflexão.

Eles olham juntos para a Terra, pequena e vibrante à distância, um lembrete da responsabilidade que o herói carrega e do amor pelo planeta que defende. Não há diálogos, apenas a contemplação do universo. Essa imagem fala de algo muito maior que batalhas e vilões: fala da solidão e do peso de ser um símbolo de esperança, da necessidade de reencontrar força nas pequenas coisas e nas conexões profundas.

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A segunda cena pós-créditos

Logo após esse instante mais introspectivo, a segunda cena pinta um quadro completamente diferente. Aqui, o tom é leve, quase descontraído — uma pausa para o riso depois da tensão da luta final.

Superman está ao lado do Sr. Incrível — personagem interpretado por Edi Gathegi que, embora possa parecer uma referência a outros universos, neste novo DCU adiciona um toque de humor e humanidade à mitologia dos heróis. Eles observam, lado a lado, uma gigantesca rachadura que corta um prédio — uma cicatriz deixada pela batalha.

Com um olhar crítico, o Homem de Aço comenta: “Tá torto.” O Sr. Incrível, meticuloso e perfeccionista, reage com irritação e um pouco de humor seco. Essa troca revela que, mesmo entre seres poderosos, há espaço para pequenas frustrações cotidianas, lembrando o público que heróis também lidam com imperfeições — sejam elas físicas ou emocionais.

Por que essas cenas importam?

Embora nenhum dos dois momentos entregue pistas claras sobre futuros filmes, equipes ou vilões, eles funcionam como janelas para o mundo que James está construindo. A primeira nos convida a sentir a profundidade do personagem, sua vulnerabilidade e vínculo com o planeta Terra; a segunda, a enxergar os heróis como indivíduos capazes de rir e interagir de forma leve, quebrando a seriedade típica dos blockbusters.

Além disso, ao incluir Krypto e o Sr. Incrível, o filme amplia o universo de personagens que poderão ganhar mais destaque, preparando o terreno para futuras histórias que misturam ação, drama e humor — uma combinação que pode renovar o gênero.

Vale a pena esperar?

Sem dúvida. Se você gosta de cinema de super-herói que mistura emoção, diversão e pequenos detalhes que enriquecem a experiência, ficar até o final vale cada minuto. É como se, depois de horas imerso no mundo intenso do Superman, o espectador ganhasse dois presentes: um instante de silêncio para refletir e um momento para sorrir.

Guerreiras do K-pop | Fenômeno musical chega aos cinemas americanos com experiência inédita para os fãs

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Foto: Reprodução/ Internet

Nos dias 23 e 24 de agosto, fãs de música e fantasia têm um encontro marcado nos cinemas americanos. Guerreiras do K-pop, a animação musical que arrebatou corações pelo mundo via Netflix, será exibida em uma versão especial sing-along — um formato que permite ao público cantar junto com as letras que aparecem na tela. A experiência promete transformar a sessão em um verdadeiro espetáculo interativo, capaz de envolver fãs e curiosos de todas as idades.

Este lançamento exclusivo acontece em cinemas selecionados e promete reunir fãs do K-pop e amantes de animação em um momento de conexão e diversão coletiva. Embora ainda não haja confirmação sobre a chegada desta versão interativa a outros países, como o Brasil, a iniciativa reforça o impacto e o carinho que Guerreiras do K-pop tem recebido mundialmente desde seu lançamento.

A jornada musical e mágica que ganhou o mundo

A animação estreou na Netflix em junho de 2025 e logo se tornou um fenômeno, conquistando elogios por sua animação vibrante, roteiro envolvente e trilha sonora contagiante. A história acompanha o grupo feminino Huntrix, que, além de ídolos da música pop coreana, são caçadoras de demônios lutando para proteger o mundo humano de forças sobrenaturais.

O filme foi idealizado pela diretora Maggie Kang, que uniu elementos da mitologia coreana com o universo do K-pop para criar uma obra que dialoga com diferentes gerações e culturas. Com vozes de talentos como Arden Cho, Daniel Dae Kim e Ken Jeong, o longa entrega uma experiência audiovisual que mistura ação, emoção e música em um cenário repleto de cores e simbolismos.

Expandindo o universo

Diante do sucesso do filme, a Netflix anunciou uma série derivada que vai explorar ainda mais o universo das Guerreiras do K-pop. A série promete aprofundar as histórias pessoais das protagonistas, os desafios de viver uma vida dupla e as batalhas épicas contra as forças do mal que ameaçam a humanidade.

Enquanto o filme apresenta uma trama fechada e impactante, a série trará espaço para explorar temas como identidade, amizade e empoderamento com mais detalhes, além de revelar novos personagens e segredos do mundo mágico por trás da música.

Os fãs podem esperar uma continuação que mantém a qualidade visual e musical do filme, combinando elementos de fantasia com a energia e o brilho característicos do K-pop, reforçando o compromisso dos criadores em construir um universo rico e envolvente.

Um olhar mais profundo sobre as protagonistas

Enquanto o filme apresenta Rumi, Mira e Zoey como um trio unido na luta contra os demônios, a série promete explorar suas histórias pessoais, dilemas internos e crescimento emocional de forma mais detalhada. A dualidade de Rumi — metade humana, metade demoníaca — será um tema central, aprofundando seu conflito de identidade, medo e aceitação.

Mira e Zoey, por sua vez, terão seus passados e motivações revelados, dando maior complexidade às suas personagens. A série aposta em construir relações autênticas entre as protagonistas, mostrando que, apesar das diferenças, a amizade e a lealdade são forças poderosas que as mantêm firmes.

Além disso, novas personagens femininas serão introduzidas, ampliando o universo das caçadoras e mostrando diferentes formas de encarar a responsabilidade, o poder e a fama.

A música como linguagem universal

A música continuará sendo protagonista na série, com novas canções originais que acompanharão a evolução das personagens e o desenrolar da história. A produção promete manter a qualidade sonora e a diversidade de estilos que fizeram da trilha do filme um sucesso.

Além disso, o formato da série permite explorar a música em diferentes contextos: apresentações ao vivo, gravações de estúdio, momentos íntimos e cenas que conectam as personagens de forma ainda mais profunda.

Essa combinação de narrativa e música é um dos grandes trunfos da série, que visa envolver os espectadores não apenas pelo enredo, mas pela experiência sensorial e emocional.

Qual será o futuro da franquia?

Com o filme já consolidado e a série a caminho, o universo das Guerreiras do K-pop parece ter um futuro promissor. Os criadores já mencionaram a possibilidade de sequências, spin-offs e até conteúdos em outras mídias, como quadrinhos e jogos, expandindo ainda mais essa mistura única de fantasia, música e cultura pop.

Globo Repórter de hoje (11) viaja ao coração selvagem da África e revela o teatro invisível do Delta do Okavango

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Sexta-feira é dia de travessia. E hoje, 11 de julho, o Globo Repórter não só cruza oceanos, mas também atravessa os limites da natureza como raramente se vê na TV aberta. Com exclusividade no Brasil, a atração exibe uma superprodução da BBC sobre o Delta do Okavango, em Botswana — um dos últimos redutos verdadeiramente selvagens do planeta, onde cada gota d’água dita o destino de leões, antílopes e guepardos.

Durante seis meses, documentaristas se misturaram à poeira, ao calor, às sombras e ao instinto. Com lentes que enxergam o invisível e paciência que beira a devoção, eles flagraram rituais de caça, nascimentos, disputas silenciosas e alianças improváveis. Tudo isso, em um cenário que se transforma o tempo todo — como se a própria terra respirasse com pulmões gigantes.

Um ecossistema onde o tempo não tem pressa (mas os felinos, sim)

No Okavango, cada estação vira outro planeta. Quando as cheias chegam, aquilo que parecia deserto vira uma espécie de miragem real: um labirinto aquático repleto de cores, cheiros e presas. Quando a seca domina, o chão racha, e os animais precisam reaprender a sobreviver com o mínimo. Não há pausa. Não há conforto. Só a necessidade de continuar.

É nesse cenário que o programa mostra os felinos em sua forma mais crua — não como monstros, nem como mitos —, mas como mães, caçadores, filhotes e sobreviventes. As leoas, por exemplo, são vistas protegendo os pequenos em clareiras frágeis, enquanto o guepardo dispara como se o tempo corresse junto com ele. E corre.

As imagens — captadas com câmeras térmicas de última geração — mostram o que os olhos humanos não veem: o calor de um corpo em fuga, o silêncio que antecede o bote, a sinfonia dos bichos que só tocam de madrugada.

Água que salva, fogo que ameaça

Entre os grandes momentos do episódio está o contraste brutal entre o ciclo das inundações e o avanço das queimadas. A água, quando chega, parece milagre. Forma lagos temporários, chama de volta espécies migratórias, reveste de verde o que era cinza. Já o fogo, acelerado pelas mudanças climáticas, engole territórios, expulsa filhotes e silencia cantos. O documentário não foge dessa tensão: mostra que a natureza é maravilhosa — e frágil.

Não é só um documentário. É uma carta de amor (e alerta)

O Globo Repórter desta sexta vai além do retrato visual. Ele é quase um poema audiovisual sobre a beleza bruta da vida, feito com esmero, paciência e senso de urgência. Urgência para olhar, para entender, para proteger. Enquanto muita gente corre para os centros urbanos atrás de conexão, o programa convida a se desconectar do barulho humano — e ouvir o que diz a terra, o rio e o rugido ao longe.

Saiba qual filme é exibido hoje (05/08) no Cine Record Especial

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Nesta terça, 5 de agosto de 2025, o Cine Record Especial traz para a tela da Record TV o filme Assassinos Múltiplos (Título original: Acts of Vengeance), um thriller eletrizante que combina ação, drama e suspense de maneira única. Sob a direção de Isaac Florentine — conhecido por sua habilidade em artes marciais e sequências de luta (Undisputed II: Last Man Standing e Ninja: Shadow of a Tear) — e com roteiro de Matt Venne (autor de The Void e The Roost), a produção promete uma experiência visceral, envolvendo uma trama de perda, silêncio e busca implacável por justiça.

Um enredo que prende do começo ao fim

O centro da história é Frank Valera, interpretado pelo veterano Antonio Banderas, cuja carreira é marcada por personagens complexos e cheios de camadas (estrela em Desperado e A Máscara do Zorro). Frank é um advogado de sucesso que tem sua vida destruída pelo assassinato brutal de sua esposa e filha. A dor e o desespero o levam a fazer um voto de silêncio: ele não falará até que consiga encontrar o responsável por essa tragédia.

Essa decisão marca o início de uma jornada intensa e transformadora. Para se preparar para o confronto que sabe que virá, Frank mergulha em um treinamento rigoroso de artes marciais, transformando seu corpo e mente em armas poderosas para enfrentar o assassino Strode, papel vivido por Karl Urban (famoso por seus papéis em O Senhor dos Anéis e Doutor Estranho no Multiverso da Loucura). O embate entre esses dois personagens torna-se o ponto alto do filme, marcado por cenas de luta coreografadas com precisão e uma atmosfera de tensão crescente.

A construção do personagem Frank Valera é profundamente humana. A escolha de um voto de silêncio não apenas expressa a dor do luto, mas também simboliza sua determinação absoluta. Ao renunciar à fala, ele concentra suas energias na vingança e na justiça pessoal — um caminho doloroso e solitário que desafia suas próprias limitações físicas e emocionais.

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A direção afiada de Isaac Florentine

Isaac Florentine, diretor e coreógrafo de cenas de ação, é uma referência no gênero. Com um currículo que inclui títulos aclamados por fãs das artes marciais e filmes de ação — como Undisputed II: Last Man Standing (2006) e Ninja: Shadow of a Tear (2013) —, Florentine tem um talento especial para transformar sequências de luta em momentos narrativos que avançam a trama e aprofundam os personagens.

Em Assassinos Múltiplos, essa expertise fica evidente em cada cena de combate, que combina técnica e emoção. As batalhas não são apenas espetáculos visuais, mas também expressões da luta interna de Frank, seu sofrimento e sua busca por redenção.

O diretor também trabalha habilmente o suspense, usando enquadramentos e iluminação para criar uma atmosfera tensa, que mantém o público envolvido e apreensivo até o desfecho. A edição dinâmica e a trilha sonora pulsante ajudam a intensificar essa sensação, criando um ritmo que equilibra ação e momentos mais introspectivos.

Um roteiro que explora temas profundos

Matt Venne, roteirista conhecido por seu trabalho em filmes como The Void (2016) e The Roost (2005), constrói uma narrativa que vai além do simples thriller de ação. O roteiro do filme mergulha nas complexidades do luto, da perda e da transformação pessoal.

Ao escolher um advogado como protagonista, o filme cria uma tensão interessante entre o mundo racional e jurídico e o universo emocional da vingança e da justiça pessoal. Frank Valera não apenas luta contra um assassino, mas contra seus próprios demônios, tentando encontrar um propósito depois de uma tragédia que ameaça destruí-lo por completo.

O voto de silêncio, um elemento central da trama, funciona como uma metáfora para a dor que não se consegue expressar em palavras e a força que nasce do silêncio e da disciplina. Esse simbolismo dá profundidade ao personagem e convida o público a refletir sobre as diferentes formas de enfrentar a dor.

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O elenco que eleva a produção

Antonio Banderas é o coração do filme. Com uma carreira que mistura ação, drama e personagens icônicos — de Desperado (1995) a A Máscara do Zorro (1998), e até trabalhos mais recentes em Dolittle (2020) —, ele traz para Frank Valera uma intensidade e uma vulnerabilidade que fazem o público se importar profundamente com sua trajetória.

Karl Urban, conhecido por interpretar personagens marcantes como Éomer em O Senhor dos Anéis (2001-2003) e Skurge em Thor: Ragnarok (2017), oferece uma atuação sombria e implacável como Strode, o antagonista que não hesita em confrontar Frank. Sua preparação para as cenas de luta, que incluiu treinamento rigoroso em artes marciais, aumenta a veracidade dos confrontos e o equilíbrio dramático entre herói e vilão.

Cristina Serafini, Paz Vega (de Lucía y el sexo, 2001) e Robert Forster (veterano de Jackie Brown, 1997) completam o elenco com personagens que dão suporte à trama principal, enriquecendo a narrativa com suas próprias histórias e dilemas, ampliando o universo emocional do filme.

Curiosidades que tornam o filme ainda mais interessante

Uma das curiosidades mais marcantes é que tanto Antonio Banderas quanto Karl Urban passaram por um intenso treinamento em artes marciais para dar mais autenticidade às cenas de ação. Essa preparação resultou em sequências de luta mais realistas e emocionantes, o que é um diferencial para quem aprecia o gênero.

Outro ponto interessante é a escolha da Bulgária como local de produção. O país tem se tornado um polo para filmes de ação e grandes produções internacionais devido a seus custos acessíveis e infraestrutura de qualidade, e Assassinos Múltiplos é um exemplo claro dessa tendência.

O filme também se destaca por sua duração relativamente curta — 87 minutos —, o que ajuda a manter o ritmo acelerado e a evitar dispersões na narrativa, tornando a experiência intensa e direta.

Por que assistir ao filme no Cine Record Especial?

Para quem gosta de filmes que combinam ação com uma história que emociona, Assassinos Múltiplos é uma escolha certeira. A trajetória de Frank Valera, que enfrenta a perda mais dolorosa da vida e busca justiça com a força do corpo e da mente, oferece momentos de tensão e empatia.

Na tela da Record TV, o filme ganha ainda mais destaque por sua narrativa ágil e visual marcante, capazes de prender a atenção do público do início ao fim. Você pode assistir ao filme em diversas plataformas de streaming, incluindo a Adrenalina Pura, disponível por assinatura para quem busca muita ação e emoção na telinha.

Record anuncia estreia de A Vida de Jó em setembro após sucesso de Paulo, o Apóstolo

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Foto: Reprodução/ Internet

No cenário audiovisual brasileiro, poucas histórias têm o poder de tocar tão profundamente o público quanto aquelas que exploram as emoções humanas em sua forma mais crua — a dor, a dúvida, a esperança e, acima de tudo, a fé. É nesse território que se aventura a nova minissérie da Seriella Productions, A Vida de Jó, que estreia em agosto de 2025 com a missão de contar uma narrativa atemporal: a do homem que, mesmo diante das maiores adversidades, não perde sua integridade nem sua crença.

A trama da nova novela gira em torno do personagem que dá nome à série, um homem respeitado pela sua retidão moral e devoção espiritual. A série acompanha suas provações, que vão desde perdas materiais e familiares até graves enfermidades, num cenário que reflete o quanto a vida pode ser injusta, mesmo com aqueles que buscam fazer o bem.

Para dar vida a essa história, a Seriella Productions apostou em um elenco robusto e talentoso. O papel principal será dividido entre Enzo Krieger (Malhação, Verdades Secretas) e Guilherme Berenguer (Amor e Intrigas, Estrela Guia), que interpretam Jó em diferentes fases da vida, capturando a evolução do personagem desde sua juventude até a maturidade marcada pelas provações.

Além deles, nomes como Juliana Didone (Malhação, Pé na Jaca), Mah Duarte (Gênesis, A Terra Prometida), Camila Rodrigues (Vidas em Jogo, Escrava Mãe), Mharessa (Dona do Pedaço, Amor de Mãe), Giuseppe Oristanio (Jezabel, Apocalipse) e Emilio Orciollo Netto (Amor à Vida, Rei Davi) enriquecem o time de atores, dando corpo e emoção às diversas figuras que cruzam a trajetória do protagonista.

A minissérie também marca o aguardado retorno de Fernando Pavão à Record, que soma ao projeto sua experiência em produções reconhecidas como Família é Tudo e Arcanjo Renegado, agregando ainda mais qualidade ao conjunto.

A direção está a cargo de Alexandre Avancini, um profissional experiente conhecido por sua habilidade em equilibrar o ritmo da narrativa e a profundidade emocional dos personagens. Sob sua liderança, as gravações aconteceram nos estúdios da Seriella Productions, no Rio de Janeiro, com atenção minuciosa a detalhes que dão vida à ambientação bíblica.

Cada cenário, figurino e iluminação foram pensados para não apenas ilustrar o período, mas para provocar sensações e imersão total do público, permitindo que cada cena carregue o peso dramático necessário para o impacto da história.

Quando a novela estreia?

A Vida de Jó estreia inicialmente no dia 15 de agosto de 2025 na plataforma de streaming Univer Vídeo, antecipando sua exibição na televisão aberta, prevista para o dia 15 de setembro de 2025, quando será transmitida pela Record no horário nobre. Esse lançamento duplo evidencia a estratégia atual do mercado audiovisual, que valoriza a convergência entre o streaming e a televisão tradicional para ampliar o alcance e atender a diferentes públicos.

Mais do que uma releitura fiel da história bíblica, A Vida de Jó oferece um olhar contemporâneo sobre a experiência humana do sofrimento e da esperança. Em tempos de tantas incertezas, onde crises pessoais e coletivas se misturam, a série convida a audiência a encontrar, através da história de Jó, inspiração para resistir, questionar e, sobretudo, acreditar.

Desde a retomada da dramaturgia pela Record em 2004, as produções bíblicas têm ganhado destaque por sua capacidade de dialogar com públicos diversos, unindo história, cultura e fé. A novela é mais uma produção que reforça esse movimento, seguindo os passos de sucessos como Paulo, o Apóstolo, cuja recepção positiva abriu caminho para novas narrativas desse gênero.

O sucesso de Paulo, o Apóstolo

Com um elenco dedicado, liderado por Murilo Cezar, e sob a direção de Leonardo Miranda, a minissérie consegue mostrar não apenas os fatos históricos, mas também a humanidade de Paulo. Seus conflitos internos, suas dúvidas e a luta para se reconciliar com seu passado são elementos que aproximam o personagem do público, fazendo com que sua jornada de fé pareça real e próxima.

Lançada primeiro no Univer Vídeo, em maio, Paulo, o Apóstolo encontrou um público ávido por histórias que tragam inspiração e emoção sem abrir mão da qualidade. A exibição na Record, em um horário de destaque, consolidou a minissérie como um marco na dramaturgia bíblica nacional, destacando-se pela narrativa enxuta e envolvente, com apenas 36 capítulos que contam a essência dessa transformação.

Mais do que uma simples adaptação bíblica, a série reforça o interesse crescente do público por conteúdos que misturam espiritualidade e humanidade. A história de Paulo, marcada por coragem, perdão e busca por um propósito, ressoa em cada episódio, convidando quem assiste a pensar sobre suas próprias jornadas e escolhas na vida.


“Globo Repórter” desta sexta (25/07) dorme nas alturas e revive histórias no coração do Brasil

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Existe um Brasil que raramente ganha espaço nas manchetes. Um país que não se mede em PIB, que não se traduz em hashtags, nem se resume a planilhas frias nas mesas de Brasília. Esse Brasil pulsa no meio do mapa — entre chapadas, cachoeiras, rios, trilhas, quilombos e igrejas centenárias. É o Brasil que canta sem microfone, reza de joelhos, dança diante do abismo como forma de resistência e expressão.

É esse Brasil profundo, simbólico e visceral que o Globo Repórter explora nesta sexta-feira, 25 de julho de 2025, em uma das jornadas mais sensoriais e emocionantes da televisão brasileira dos últimos anos.

Do rapel ao sagrado: uma jornada de corpo e alma

A reportagem, conduzida pelo jornalista Chico Regueira, não é apenas uma viagem física. É uma travessia existencial por territórios que formam não só o centro geográfico, mas também o cerne da identidade brasileira. De Minas Gerais à Chapada dos Veadeiros, passando por Ouro Preto, Brasília e a Candangolândia, o programa percorre geografias externas e internas — da adrenalina do rapel ao silêncio ancestral de uma senhora de 92 anos.

A aventura se inicia com uma trilha que já foi desbravada por tropeiros, garimpeiros e migrantes. São 24 quilômetros percorridos a pé pela Serra da Lapinha, em Minas, onde o cerrado e a mata atlântica se encontram como se disputassem espaço com o mistério.

O céu que fala: lendas e luzes inexplicáveis

Na Serra, moradores relatam aparições de luzes que cruzam o céu em movimentos inexplicáveis. Para uns, são espíritos. Para outros, fenômenos naturais. Para o Globo Repórter, são parte de um imaginário coletivo que insiste em sobreviver à racionalidade do século XXI.

“Não importa se é verdade ou não. É verdade para quem viu. E isso basta”, diz Chico Regueira, com a delicadeza de quem compreende que, no Brasil profundo, realidade e crença dançam juntas.

Cavalos como companheiros de travessia

No meio da trilha, o que mais impressiona não são os obstáculos naturais, mas a relação entre os moradores e seus cavalos. Esses animais não são apenas meio de transporte — são parceiros, extensão da própria alma dos tropeiros que, no passado, abriram caminhos com os pés no barro e os olhos no infinito. As cenas de cavalgada não têm pressa — e por isso mesmo emocionam.

Dormir no alto da cachoeira: uma experiência transcendental

Se a travessia é poética, o que vem a seguir é quase mítico. Pela primeira vez na televisão brasileira, uma equipe jornalística dorme a quase 200 metros de altura, no platô da Cachoeira do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro — a maior de Minas e a terceira maior do Brasil.

Mais do que sua altura imponente, a cachoeira impressiona por sua espiritualidade. Ali, a natureza se impõe como uma catedral sem paredes, onde a água canta e a rocha prega. Nesse altar natural, conhecemos Jéssica, uma jovem guarda-parque que dança à beira do abismo como forma de meditação. “A natureza me escuta quando o mundo não escuta mais”, confessa, num dos momentos mais impactantes do programa — sem narração, sem trilha. Só o som do vento e da água.

A força da imagem: quando o corpo também grava

A experiência transforma a equipe. Dormir ali, sob estrelas tão próximas que quase tocam o rosto, altera a percepção. “A câmera grava, mas o corpo também grava. A alma grava”, diz Chico Regueira nos bastidores. O relato é íntimo e revela que, mais do que reportagem, o programa viveu uma imersão espiritual.

Ouro Preto e Mariana: cidades onde o tempo escorre como ouro

Do topo da montanha, o Globo Repórter mergulha para as entranhas da história. Em Ouro Preto e Mariana, o tempo ainda é medido pelo som dos sinos das igrejas, acionados manualmente por sinaleiros e mantidos com esmero por relojoeiros que tratam os mecanismos como filhos. “Isso aqui não é só um relógio. É a respiração da cidade”, diz um deles.

Mina da Passagem: nadar sobre a dor

Em Mariana, a equipe visita a Mina da Passagem, a maior mina de ouro aberta à visitação no mundo. Os túneis, escavados por mãos escravizadas, hoje estão inundados por águas cristalinas. Ali, a equipe mergulha em um cenário de beleza trágica. “É lindo, mas é triste. A gente nada sobre dor”, sussurra Chico. Os guias compartilham ditados populares, causos e assombrações. Um Brasil subterrâneo que ainda reluz — não mais pelo ouro, mas pela memória.

Brasília: o sonho moderno que quase foi sustentável

No Planalto Central, o programa troca a natureza bruta pela utopia urbana. Brasília, conhecida por suas formas geométricas, foi idealizada para o futuro — mas carrega em seus arquivos um passado que poderia ter sido mais ecológico do que jamais imaginamos.

Pesquisadores da UnB descobriram registros de um plano urbano que previa reaproveitamento de água, reflorestamento, hortas comunitárias e bairros autossuficientes — tudo antes de a palavra “sustentabilidade” virar tendência.

Candangolândia: os operários que viram Brasília nascer

Na Candangolândia, vila dos operários que construíram a capital, a equipe conversa com trabalhadores que testemunharam o nascimento da cidade. Dormiam em barracos improvisados, comiam pouco, mas sonhavam alto. “Eu vi Brasília nascer. E ainda acredito que ela pode renascer”, diz seu Raimundo, 85 anos, com os olhos marejados.

Rafting e urgência: navegando sobre o futuro do país

De volta à natureza, a equipe encara o rafting pelo Rio Paranã, o maior em volume do Brasil Central. A aventura embala uma verdade dura: mais da metade das nascentes do Cerrado estão ameaçadas.

O Cerrado é o berço das águas brasileiras. Seus rios abastecem regiões inteiras, mas o desmatamento, a mineração e o avanço da agropecuária seguem devorando silenciosamente o bioma. “Estamos navegando sobre o futuro do Brasil. Se o Cerrado secar, seca o país”, alerta o narrador, em um momento de pura urgência ambiental.

Kalungas: o Brasil que resistiu ao apagamento

A jornada se encerra na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, com o povo Kalunga — o último quilombo a resistir à escravidão. Escondidos nas montanhas por séculos, os Kalungas desenvolveram um modo de vida resiliente, independente e profundo.

Ali vive Dona Procópia, 92 anos, indicada ao Prêmio Nobel da Paz por sua luta na preservação da cultura quilombola. Em sua casa simples, entre cantigas, rezas e plantas medicinais, ela ensina os jovens a se reconectarem com suas raízes. “Minha avó foi escravizada. Minha mãe foi negada. Eu fui esquecida. Mas estou aqui. E ainda falo”, diz, com um sorriso que emociona mais do que qualquer discurso.

Um Brasil que resiste — e quer ser ouvido

O programa acompanha o cotidiano de Dona Procópia: a oração da manhã, o café coado no pano, a conversa com os jovens Kalungas que ela orienta com sabedoria. Ali, entre montanhas e histórias, sobrevive um Brasil que resistiu ao apagamento, mas que agora quer — e precisa — ser escutado.

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