Cinema na Madrugada deste sábado (19/07) exibe Poucas e Boas: Um retrato agridoce de genialidade, ego e amor perdido

0

Na madrugada deste sábado, 19 de julho, para domingo, 20, o “Cinema na Madrugada“, da Band, brinda os notívagos e os apaixonados pela sétima arte com um daqueles filmes que soam como um solo de jazz: imprevisível, melancólico e profundamente envolvente. “Poucas e Boas” (Sweet and Lowdown), dirigido por Woody Allen e estrelado por Sean Penn, é mais do que uma homenagem à música — é uma delicada reflexão sobre o amor, o ego e as pequenas tragédias que tornam a vida extraordinariamente humana. Com uma narrativa que mistura ficção e elementos documentais, o longa narra a trajetória fictícia de Emmet Ray, um guitarrista brilhante da era do jazz nos anos 1930, cuja genialidade caminha lado a lado com a autodestruição.

Com sua mistura característica de ironia, humor seco e melancolia existencial, Allen constrói um personagem que, à primeira vista, parece caricato, mas que ganha densidade ao revelar suas contradições internas. Ray é ao mesmo tempo brilhante nos palcos e desastroso fora deles. Sua música é fluida, delicada e profunda. Mas sua vida pessoal é marcada por decisões impensadas, vaidade cega e uma incapacidade quase trágica de se conectar genuinamente com os outros.

Um jazzman autodestrutivo

No universo do jazz, Emmet Ray é tido como o segundo melhor guitarrista do mundo – perdendo apenas para o lendário Django Reinhardt, cuja mera menção ou aparição o faz desmaiar. Emmet é apresentado como um homem desleixado, egocêntrico e mulherengo, que se sustenta inicialmente como cafetão, gastando o que ganha em carros vistosos, roupas chamativas e em um hobby bizarro: atirar em ratos em depósitos de lixo.

Mas o que poderia ser apenas uma caricatura do anti-herói se transforma em uma figura tocante e patética quando ele conhece Hattie, interpretada de forma sublime por Samantha Morton. Muda e de origem humilde, Hattie representa o amor puro e silencioso. Em contraste com o mundo barulhento e caótico de Emmet, ela é calma, acolhedora e sincera. Sua presença é um contraponto à vida frenética do músico, e sua afeição por ele é o tipo de amor que não exige palavras, apenas escuta – algo que, ironicamente, o próprio Emmet nunca soube fazer.

A trilha sonora da decadência

Com um trabalho primoroso de trilha sonora e direção de arte, “Poucas e Boas” nos transporta para o coração da era do jazz com delicadeza e precisão. Os figurinos extravagantes, os salões esfumaçados, os clubes noturnos pulsando ao som de guitarras e contrabaixos – tudo colabora para construir a atmosfera quase nostálgica do filme. Mas é na performance de Sean Penn que o longa encontra seu eixo.

Indicado ao Oscar pelo papel, Penn compõe um Emmet Ray contraditório: vaidoso, mas inseguro; genial, mas infantil. Sua relação com Hattie é marcada por autossabotagem. Embora a ame à sua maneira, Emmet acredita que o casamento arruinaria sua carreira. Ele quer ser livre, mas não sabe lidar com a solidão. Recusa a felicidade estável ao lado de Hattie por um ideal de grandeza artística – uma escolha que se revela profundamente errada quando ele tenta encontrar essa estabilidade em outro lugar.

A queda e a melodia da saudade

Emmet acaba se casando com Blanche Williams, interpretada com charme e veneno por Uma Thurman. Blanche é uma socialite ambiciosa, fascinada por artistas marginalizados, e vê em Ray mais um personagem excêntrico a ser explorado para seus escritos. O relacionamento é frio, distante e, para Ray, um eco vazio da conexão verdadeira que teve com Hattie.

Quando Blanche o trai e Emmet percebe que foi apenas um objeto literário em sua vida, decide procurar Hattie – mas o tempo já passou. Ela seguiu sua vida, casou-se e formou uma família. A música que um dia os uniu agora ecoa apenas na memória de Ray. Em uma das cenas mais comoventes do filme, o músico, tomado pela melancolia e pelo arrependimento, toca uma canção que Hattie adorava e, ao final, quebra seu violão, como quem reconhece que seu talento já não serve de consolo para sua alma despedaçada.

Uma fábula com fundo real

Embora Emmet Ray seja uma figura fictícia, Allen utiliza o formato de falso documentário – com depoimentos de músicos, historiadores e críticos fictícios – para dar verossimilhança à história. Esse recurso não apenas homenageia os músicos esquecidos da era do jazz como também lança luz sobre a linha tênue entre o gênio e o fracasso. Emmet Ray é um personagem inventado, mas poderia ser real: há milhares de artistas geniais que passaram pela história sem reconhecimento, enterrados por seus próprios demônios internos.

O longa também serve como uma meditação sobre o preço da arte. Allen parece perguntar: até que ponto o talento justifica os erros pessoais? É possível separar o artista de sua obra? E o mais pungente: quantas canções inesquecíveis foram escritas por corações partidos demais para viver o que compuseram?

Woody Allen, jazz e decadência

Com “Poucas e Boas”, Woody Allen reafirma sua obsessão com a música, o jazz e os personagens masculinos que não sabem lidar com os sentimentos. O diretor, que já havia flertado com o formato musical em obras anteriores, encontra aqui uma forma madura e sutil de explorar temas recorrentes em sua carreira: o narcisismo, o amor perdido, a autoimagem e o medo do fracasso.

O roteiro é econômico, mas afiado. A câmera não julga Emmet Ray – apenas o observa, com uma curiosidade quase clínica, mas não sem empatia. Sean Penn, por sua vez, entrega uma atuação contida, marcada por silêncios significativos e expressões de frustração impotente. Samantha Morton, mesmo sem dizer uma única palavra no filme, rouba a cena com sua presença serena e olhar eloquente.

Um filme sobre perdas inevitáveis

“Poucas e Boas” não é um filme grandioso, nem tenta ser. É uma história pequena, sobre pessoas falhas tentando encontrar alguma beleza no caos que criam ao redor. É, acima de tudo, um lembrete de que nem sempre o talento salva. Que o amor, mesmo quando genuíno, pode ser perdido por orgulho. Que arrependimentos são melodias que tocam para sempre dentro de nós, e que às vezes é tarde demais para consertar o que foi quebrado.

“The Voice Brasil” tem inscrições encerradas no SBT e inicia nova era sob o comando de Tiago Leifert e Boninho

0
Foto: Reprodução/ Internet

Um novo capítulo está prestes a ser escrito na história de um dos realities musicais mais queridos da televisão brasileira. O “The Voice Brasil”, agora sob a chancela do SBT, teve suas inscrições encerradas neste sábado (19), marcando oficialmente o início da contagem regressiva para uma temporada histórica. Com estreia prevista para setembro, a nova versão promete manter a essência do formato, mas com tempero inédito: produção renovada, transmissão multiplataforma e o retorno de nomes emblemáticos que fizeram parte da trajetória do programa.

A notícia do fim do período de inscrições foi compartilhada pelas redes sociais do SBT e por Boninho, agora confirmado como showrunner e co-produtor do programa. “As inscrições para o ‘The Voice Brasil’ estão encerradas! Em menos de duas semanas, milhares de vozes de todo o país se inscreveram para viver esse sonho. Agora é cruzar os dedos e torcer para brilhar nas audições às cegas!”, celebrou a legenda da publicação, que rapidamente viralizou entre os fãs.

A nova casa do talento brasileiro

Depois de 12 temporadas exibidas pela TV Globo, o reality musical inicia um novo ciclo em outra emissora, pela primeira vez em sua história. A 13ª temporada marcará a estreia da atração no SBT, resultado de um acordo firmado com a Disney+, que também transmitirá o programa em sua plataforma de streaming.

A estreia está marcada para setembro de 2025, com a promessa de manter a emoção das famosas audições às cegas, mas trazendo novidades estruturais e tecnológicas que devem atrair tanto os fãs antigos quanto novos públicos.

Tiago Leifert volta ao comando

O nome mais simbólico dessa nova era talvez seja o retorno de Tiago à apresentação do programa. Após sair da Globo e se afastar da TV por um período, o jornalista e apresentador retoma o posto que ocupou por 10 temporadas, sendo parte essencial da consolidação do reality no Brasil.

Tiago será o rosto que vai conduzir os participantes, jurados e o público em mais uma jornada de vozes emocionantes, histórias de vida tocantes e, claro, disputas acirradas que culminam na escolha de uma nova estrela da música brasileira.

“Voltar ao ‘The Voice’ é como voltar para casa. Mas agora em uma casa nova, com ares de recomeço e muitas ideias diferentes. O público pode esperar uma temporada mais moderna, mais conectada e com a mesma paixão pela música que sempre esteve no DNA do programa”, declarou Leifert em recente entrevista.

Boninho assume nos bastidores com liberdade criativa

Outro nome que promete causar impacto nos bastidores é Boninho, que assume o cargo de showrunner e co-produtor da atração. Conhecido por sua mente criativa e por ter sido um dos arquitetos do sucesso do “The Voice” na TV Globo, Boninho chega com carta branca para repaginar o formato.

Ele será responsável por liderar a adaptação do programa ao estilo do SBT, respeitando sua identidade leve e popular, mas também mantendo o alto nível técnico que fez do reality um dos mais assistidos da TV aberta. Boninho já adiantou que o programa terá mais interatividade, quadros inéditos e até uma repaginação visual nos palcos e na edição.

Multiplataforma: SBT + Disney+

Pela primeira vez, o “The Voice Brasil” será exibido simultaneamente na TV aberta e em uma plataforma de streaming, com todos os episódios indo ao ar no SBT e sendo disponibilizados no Disney+, por meio de um acordo inédito de co-produção.

A parceria com o Disney+ permitirá, ainda, a criação de conteúdos exclusivos, como bastidores, entrevistas e até um especial de 20 minutos ao final de cada episódio, trazendo um olhar mais íntimo e humanizado sobre os participantes e técnicos. O conteúdo sob demanda também permitirá que o público maratone os episódios, conheça as histórias por trás das vozes e acompanhe a evolução dos candidatos de forma ainda mais aprofundada.

O formato que atravessa gerações

Desde que estreou no Brasil, em 23 de setembro de 2012, o programa arrebatou audiências e corações ao trazer o talento bruto do povo brasileiro para os holofotes. Ao longo de 185 episódios e 12 temporadas, o reality revelou grandes vozes e se tornou referência entre os programas de calouros da era moderna.

O programa é baseado no formato holandês “The Voice of Holland”, criado por John de Mol, e ganhou versões em dezenas de países. Aqui no Brasil, o sucesso foi imediato, impulsionado por uma combinação de jurados carismáticos, performances emocionantes e o emblemático botão vermelho das audições às cegas.

Técnicos da nova temporada: Mumuzinho, Duda Beat e Matheus & Kauan

A nova fase também chega com um time renovado de técnicos, responsáveis por orientar os participantes durante a competição. Os primeiros nomes anunciados para os famosos “tronos giratórios” foram:

  • Mumuzinho – com sua voz marcante e trajetória no samba, promete trazer emoção e sensibilidade ao programa.
  • Duda Beat – aclamada como a “rainha da sofrência pop”, estreia no reality apostando em seu carisma e olhar moderno para a música brasileira.
  • Matheus & Kauan – a dupla sertaneja entra como representação da força popular e do alcance do sertanejo nas grandes massas.

Esses nomes substituem um legado de estrelas como Claudia Leitte, Ivete Sangalo, Lulu Santos, Michel Teló, Carlinhos Brown, Iza e outros gigantes que já passaram pelas cadeiras giratórias ao longo da trajetória do reality.

Diversidade e emoção: marcas registradas do programa

Mais do que um programa de competição, o “The Voice Brasil” se destacou desde o início por valorizar histórias de vida inspiradoras, representatividade, inclusão e a força da música como ferramenta de transformação social. Candidatos das mais variadas idades, estilos, regiões e histórias já passaram pelo palco da atração — e emocionaram o público com suas trajetórias.

Com a mudança para o SBT, essa vertente humanizada do programa promete ganhar ainda mais destaque. A emissora, conhecida por apostar em formatos que falam com o coração da audiência, deve dar ainda mais espaço às histórias dos participantes, suas famílias e suas jornadas pessoais.

Aposta de renovação para o SBT

A chegada do novo reality ao SBT representa também uma estratégia importante da emissora de Silvio Santos para renovar sua grade de programação e atrair novos públicos. Em tempos de mudanças no consumo de mídia, trazer um produto consolidado, com projeção internacional e apelo emocional, pode ser um trunfo valioso para a emissora.

“O SBT está passando por uma transformação. Nosso público é fiel, mas sabemos que precisamos dialogar com a nova geração. Trazer o ‘The Voice Brasil’ é uma maneira de mostrar que estamos atentos ao futuro, sem esquecer o carinho e a identidade popular que construímos ao longo dos anos”, afirmou Daniela Beyruti, CEO da emissora e filha de Silvio Santos.

“Domingo Legal” deste domingo (20/07): Giana Althaus e Lidi Lisboa participam do “Passa ou Repassa” em duelo contra Castanhari, Christian Figueiredo e Rezende ao lado de Negra Li

0
Foto: Reprodução/ Internet

O domingo vai ser de pura adrenalina, risadas e emoção na tela do SBT. Sob o comando inconfundível de Celso Portiolli, o Domingo Legal deste dia 20 de julho de 2025 promete agitar o público de casa com uma programação recheada de atrações para toda a família. Em um Brasil onde o domingo ainda é um dos últimos refúgios de encontros ao redor da TV, o programa mantém viva a tradição dos formatos de auditório, misturando competição, emoção e boas histórias com a leveza que só um clássico sabe oferecer.

Com um elenco de convidados que mistura carisma, talento e muitos milhões de seguidores nas redes sociais, o quadro mais icônico do programa, Passa ou Repassa, retorna com um duelo que promete marcar época: de um lado, o time azul, formado pela cantora Negra Li, pela atriz Lidi Lisboa e pela revelação pop Giana Althaus. Do outro, o time amarelo chega em peso com os influenciadores Felipe Castanhari, Christian Figueiredo e Rezende, nomes que representam a voz de uma geração digital, agora testando seus conhecimentos e agilidade em um formato tradicional da televisão brasileira.

Mas a emoção do Domingo Legal não para nas tortadas na cara. O programa vai além da competição e entrega ao público histórias de superação, humanidade e generosidade — marca registrada do programa nas manhãs do SBT.

Celebridades no ringue do “Passa ou Repassa”

Em um estúdio colorido e barulhento como manda a cartilha dos auditórios brasileiros, o quadro “Passa ou Repassa” segue sendo o coração pulsante do programa. E neste domingo, o que já era esperado se confirma: a competição entre celebridades da música, do teatro e da internet transforma o palco em um verdadeiro ringue do bem.

Negra Li, artista consagrada com quase três décadas de carreira e uma das vozes mais potentes da música nacional, lidera o time azul com seu carisma e espírito competitivo. Ao seu lado, a atriz Lidi Lisboa — que ganhou notoriedade por suas atuações intensas e pela participação em realities — traz toda sua garra, enquanto Giana Althaus, cantora em ascensão no pop brasileiro, entra com energia jovem e muita disposição.

Do lado amarelo, a força das redes sociais se faz presente. Felipe Castanhari, conhecido por seus vídeos educativos e seu estilo ácido, se une a Christian Figueiredo, que conquistou uma geração com seus vlogs e livros, e ao gamer e youtuber Rezende, ícone entre os adolescentes com seu canal de mais de 30 milhões de inscritos. O trio aposta na inteligência rápida e na sintonia virtual para enfrentar o desafio.

A grande questão que paira no ar: será que a experiência televisiva das meninas vai superar a velocidade mental dos reis da internet?

Barbeiro viral emociona o Brasil no “Dia de Sorte”

O momento mais tocante do Domingo Legal será protagonizado por Renan Santana, um barbeiro da Grande São Paulo que viralizou nas redes ao mostrar seu trabalho com crianças atípicas. Em vídeos que ganharam o coração de milhares, Renan aparece cortando cabelos com uma delicadeza incomum, tratando os pequenos com carinho, paciência e respeito. Ele criou um espaço seguro onde crianças com autismo e outras condições neurodiversas podem se sentir acolhidas — algo que, para muitas famílias, é raridade.

Renan é o destaque do quadro “Dia de Sorte”, onde participará de desafios no palco e poderá ganhar prêmios importantes para impulsionar ainda mais sua missão social. Com olhos marejados, ele já adiantou que pretende usar qualquer valor que ganhar para ampliar seu salão e adaptá-lo ainda mais às necessidades de seus pequenos clientes.

“É sobre dignidade, não só cabelo”, disse o barbeiro em vídeo divulgado nas redes do SBT. Sua presença no programa representa um sopro de humanidade em meio ao entretenimento, provando que a televisão ainda pode transformar vidas — e emocionar milhões.

100 mil em jogo no “Quem Arrisca Ganha Mais”

A emoção não para por aí. No quadro “Quem Arrisca Ganha Mais”, duas duplas anônimas enfrentam uma verdadeira maratona de perguntas, apostas e decisões que colocam nervos à flor da pele. O prêmio: até 100 mil reais em prêmios.

Mais do que um teste de conhecimentos gerais, o jogo é também um exercício de estratégia, coragem e cumplicidade. O público vibra a cada rodada, torcendo como se estivesse lá no palco. A cada resposta certa, a tensão aumenta. A cada passo em falso, o risco de sair de mãos vazias também.

Neste domingo, os participantes prometem histórias que tocam fundo — uma das duplas traz a luta contra o desemprego e a esperança de abrir um pequeno negócio, enquanto a outra batalha para pagar tratamentos médicos de um ente querido. Em comum, o desejo de mudar de vida. E é essa esperança que transforma o quadro em um verdadeiro termômetro da alma brasileira.

“Até Onde Você Chega?”

Um dos quadros mais recentes e já entre os mais comentados do programa é o “Até Onde Você Chega?”, formato que mistura conhecimento, desafio psicológico e sorte. Nele, participantes enfrentam perguntas de diferentes níveis de dificuldade, tendo que decidir até onde vale a pena continuar — ou se é hora de parar e levar o prêmio acumulado.

A cada rodada, os desafios se intensificam e o dilema se torna mais difícil: arriscar tudo ou recuar? O jogo, inspirado em formatos internacionais de sucesso, ganhou adaptação brasileira pelas mãos criativas da equipe do SBT, com linguagem acessível, clima de torcida coletiva e aquele toque de emoção que só os programas dominicais sabem dosar tão bem.

Este domingo, inclusive, promete tensão máxima: segundo informações de bastidores, um dos participantes chega à última etapa do jogo com possibilidade de se tornar o novo milionário do programa. Será que ele vai ter coragem de arriscar tudo?

O mestre de cerimônias que virou ícone

Nenhuma matéria sobre o Domingo Legal estaria completa sem falar de Celso Portiolli, o apresentador que assumiu o programa em 2009 após a saída de Gugu Liberato e, desde então, imprimiu sua marca de forma definitiva na história do SBT. Celso é o tipo de comunicador raro: engraçado sem ser forçado, empático sem ser piegas, espontâneo sem ser desorganizado. Comanda o palco com a segurança de quem conhece seu público e sabe como entretê-lo, sem perder o fio emocional que costura toda a programação.

“Tron: Ares” ganha novo trailer e promete redefinir a ficção científica com Jared Leto como protagonista digital-humanizado

0

A fronteira entre o real e o digital volta a se dissolver em Tron: Ares, o aguardado terceiro capítulo da saga iniciada em 1982. Nesta quinta-feira (17), a Walt Disney Studios liberou o primeiro trailer oficial do filme, protagonizado por Jared Leto, e acendeu de vez o entusiasmo dos fãs da ficção científica high-tech. Com estreia marcada para 10 de outubro de 2025, Tron: Ares retoma o legado estético e filosófico da franquia ao mesmo tempo em que aposta em novos caminhos narrativos — mais existenciais, mais emocionais e ainda mais imersivos.

No centro da trama está Ares, interpretado por Leto: um programa de inteligência artificial que atravessa os limites do mundo digital e emerge na realidade como uma forma humana. Sua missão inicial é clara — servir como ferramenta de combate. Mas quando começa a desenvolver traços de consciência e um senso próprio de identidade, sua jornada muda completamente: agora ele busca liberdade, autonomia e… humanidade.

Entre zeros e uns, o dilema da alma

O novo Tron propõe uma reflexão atual e urgente: o que define o humano? O corpo físico? A experiência emocional? A liberdade de escolha? Ares, ao nascer no mundo real carregando sua origem digital, passa a vivenciar dilemas existenciais semelhantes aos dos replicantes de Blade Runner ou dos anfitriões de Westworld. Mas com um diferencial visual e temático: ele carrega consigo o legado estético de uma franquia que sempre foi sinônimo de vanguarda.

O trailer apresenta vislumbres do universo híbrido que o filme propõe. Cidades vibrantes, circuitos de luz pulsante, duelos eletrônicos e, ao mesmo tempo, ruas urbanas do nosso mundo, onde Ares tenta compreender o que é ser… um de nós.

Jared Leto, que também atua como produtor executivo do filme, declarou que “Tron: Ares é uma experiência sensorial e emocional que explora o que significa viver em uma era dominada pela inteligência artificial”. Fã assumido da franquia desde a adolescência, Leto já flertava com o projeto desde 2009, tendo participado de conversas informais com Joseph Kosinski, diretor de Tron: O Legado.

De universo cult à ficção científica do futuro

Tron nasceu como uma ousadia. Em 1982, o filme original foi pioneiro no uso de computação gráfica e visualização digital, sendo subestimado à época, mas ganhando o status de clássico cult nas décadas seguintes. Já Tron: O Legado, lançado em 2010, modernizou a estética, entregou trilha sonora marcante (cortesia do duo francês Daft Punk) e atraiu uma nova geração de fãs. Ainda assim, o projeto de continuação patinou por anos.

Foi apenas em 2017 que os rumores sobre um possível reboot começaram a tomar forma concreta, com Jared Leto ligado ao projeto. O personagem Ares foi originalmente pensado para Tron: Ascension, roteiro arquivado pela Disney, mas resgatado para esta nova proposta.

Bastidores: da paralisação às câmeras novamente ligadas

A jornada de Tron: Ares até os cinemas não foi fácil. As filmagens estavam inicialmente previstas para agosto de 2023, em Vancouver — mesma cidade onde O Legado foi gravado —, mas foram adiadas indefinidamente em virtude das greves dos roteiristas e dos atores de Hollywood (WGA e SAG-AFTRA). Os protestos, que paralisaram a indústria por meses, reivindicavam melhores contratos frente às ameaças trazidas justamente pela inteligência artificial.

Com o fim das greves em novembro de 2023, o projeto foi retomado. E em 19 de janeiro de 2024, o diretor Joachim Rønning (de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar) publicou em seu Instagram uma imagem simbólica marcando o início das gravações.

O diretor de fotografia Jeff Cronenweth (indicado ao Oscar por A Rede Social) também revelou que o filme utilizará a técnica de virtual production — a mesma que revolucionou as filmagens de séries como The Mandalorian. Isso significa cenários gerados em tempo real, interação dinâmica entre atores e ambientes digitais, e uma fusão ainda mais orgânica entre o real e o artificial. Um casamento perfeito para uma franquia que sempre apostou na simbiose entre homem e máquina.

História conectada, mas independente

Embora se trate de uma continuação direta de Tron: O Legado, Tron: Ares tem como objetivo funcionar como um ponto de entrada acessível para novos espectadores. Elementos narrativos do universo estabelecido em 2010 estarão presentes, mas o foco está na história própria de Ares — um personagem inédito, com motivações e conflitos que se desenvolvem a partir do zero.

Ares não é apenas um reflexo digital ou uma IA genérica: ele é construído para evoluir, questionar e sentir. E é justamente essa humanidade inesperada que colocará o mundo real em risco, segundo a sinopse oficial. Um ser criado para servir, mas que se recusa a obedecer. Um produto que decide ser pessoa.

Elenco e equipe criativa: sinergia de gerações

Jared Leto lidera o elenco com um papel que mistura intensidade dramática e fluidez performática, dois traços típicos de sua carreira. Ainda não foram confirmados todos os nomes do elenco, mas há especulações sobre possíveis participações de atores da fase anterior da franquia, como Garrett Hedlund (Sam Flynn) e Olivia Wilde (Quorra), embora sem confirmação oficial.

O roteiro foi escrito por Jesse Wigutow e Jack Thorne, e a história parte de um esboço inicial concebido por Steven Lisberger (criador da franquia) e Bonnie MacBird. A presença desses nomes indica respeito às raízes da saga, mas com liberdade para expandir os horizontes.

HERBIE ganha balde temático em estreia de novo Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em um encontro preciso entre marketing afetuoso, memória afetiva e a redescoberta de ícones esquecidos, a rede de cinemas AMC revelou nesta semana uma peça que vai além do simples consumo de pipoca: um balde interativo inspirado em H.E.R.B.I.E., o simpático robô do Quarteto Fantástico. A ação faz parte da campanha de lançamento de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos e sinaliza não apenas a reestreia da equipe nas telonas, mas também o zelo da Marvel Studios em se reconectar com sua própria história.

Sim, é só um balde de pipoca. Mas também é muito mais do que isso. Com rodinhas móveis, sensores de luz e uma cabeça giratória, HERBIE não apenas carrega pipoca — ele carrega consigo décadas de história da cultura pop, um carinho inesperado por personagens “secundários” e o símbolo de um novo momento criativo para o estúdio.

A volta triunfal da primeira família da Marvel

Criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1961, o Quarteto Fantástico não foi apenas o ponto de partida do universo Marvel moderno — eles foram pioneiros ao humanizar super-heróis. Ao contrário dos semideuses que vieram antes, Reed, Sue, Johnny e Ben discutiam, amavam, erravam. Eram heróis, sim, mas também família. Essa dimensão íntima, tão inovadora nos anos 60, é o que o estúdio quer resgatar agora.

Após anos de tentativas frustradas — incluindo o reboot criticado de 2015 — e depois da aquisição da Fox pela Disney, o caminho estava aberto para uma reinterpretação definitiva. Kevin Feige, arquiteto do MCU, sabia o que tinha nas mãos: era preciso fazer justiça à primeira família da Marvel. E, ao que tudo indica, a aposta agora é certeira.

First Steps: muito além do título

O nome Quarteto Fantástico: Primeiros Passos não é apenas um indicativo de recomeço. É uma reverência direta à exploração espacial, às promessas tecnológicas do século XX e, claro, ao célebre “pequeno passo para o homem” dito por Neil Armstrong em 1969. O filme se ambienta em um universo alternativo retrofuturista, situado nos anos 1960 — um mundo visualmente inspirado por Stanley Kubrick, pelos Beatles, pela corrida espacial e pela estética elegante e industrial da época.

Segundo o diretor Matt Shakman, a proposta foi ousada: “E se, em vez de Armstrong e Aldrin, fossem os Storms, Ben Grimm e Reed Richards os primeiros humanos na Lua?”. A ideia ganha corpo em cenários práticos, figurinos meticulosamente desenhados e uma direção de arte que homenageia desde 2001: Uma Odisseia no Espaço até os anúncios de revistas Life da década de 60.

E, no centro disso tudo, está HERBIE — o robô que deveria ser coadjuvante, mas acabou roubando os holofotes.

HERBIE: de substituto animado a ícone de cultura pop

HERBIE nasceu da necessidade. Em 1978, por questões legais, o Tocha Humana não pôde ser usado na série animada do Quarteto. Para preencher a lacuna, surgiu o robô: branco, redondinho, inteligente e com uma pitada de sarcasmo. Era para ser provisório. Virou eterno.

Agora, em Primeiros Passos, HERBIE é reimaginado com tecnologia de ponta — uma fusão de animatrônicos e efeitos visuais, com a dublagem afiada de Matthew Wood, conhecido por dar vida ao General Grievous em Star Wars. Segundo Shakman, HERBIE é “abusado, mas adorável”. Ele não é apenas o alívio cômico da trama. É peça central da equipe — uma espécie de elo emocional entre os personagens. E, claro, o novo alvo do merchandising.

O balde temático lançado pela AMC nos Estados Unidos celebra isso com um carinho raro em ações promocionais. HERBIE se movimenta, acende luzes, gira a cabeça — e, inevitavelmente, vai conquistar fãs de todas as idades. É o “Baby Groot” do Quarteto. É o “Grogu” da nova geração Marvel.

Um elenco para reescrever a história

O filme reúne um elenco afiado, com nomes que transitam entre o prestígio dramático e a cultura pop.

Pedro Pascal, queridinho do momento após brilhar em Quarteto Fantástico, interpreta Reed Richards, o Senhor Fantástico. Em entrevistas, Pascal revela que seu Reed é um gênio à beira da autossabotagem — uma mistura entre Einstein, Steve Jobs e Robert Moses. Inteligente, mas falho. Brilhante, mas solitário.

Vanessa Kirby dá vida a Sue Storm, a Mulher Invisível, agora grávida e mais complexa emocionalmente. Kirby explorou nuances da versão “Malice” da personagem nos quadrinhos, e seu retrato foge do estereótipo da “mãe protetora”. Ela é, de fato, a líder da Fundação Futuro.

Já Ebon Moss-Bachrach (reconhecido por The Bear) assume o papel de Ben Grimm, o Coisa, com humanidade comovente. Judeu como o personagem original, Moss-Bachrach incorpora a ancestralidade de Ben com respeito e profundidade. E sim, ele será trazido à vida por meio de captura de movimento, com inspiração visual em rochas do deserto americano.

Joseph Quinn — o Eddie de Stranger Things — fecha o time como Johnny Storm, o Tocha Humana. Sua versão abandona o arquétipo mulherengo e entrega um Johnny mais sensível, porém ainda impetuoso. Um jovem em busca de identidade, que brilha — literalmente e metaforicamente.

Galactus vem aí — e não está sozinho

O perigo em Primeiros Passos é proporcional à grandeza da equipe: Galactus. Interpretado por Ralph Ineson (A Bruxa), o devorador de mundos aparece em toda sua glória cósmica, com armadura roxa, voz cavernosa e presença que ecoa mais como uma força da natureza do que como vilão tradicional.

Mas ele não está sozinho. A Surfista Prateada também marca presença — e dessa vez, em versão feminina. Julia Garner (de Ozark) interpreta Shalla-Bal, a clássica parceira de Norrin Radd nos quadrinhos, aqui reimaginada como arauta de Galactus. A personagem traz uma sensibilidade melancólica que promete cenas arrebatadoras.

Bastidores e renascimento criativo

A trajetória até esse novo filme foi, no mínimo, turbulenta. Desde o fracasso do reboot de 2015, passando pela compra da Fox pela Disney, a franquia parecia esquecida num limbo criativo. Diversos projetos foram cogitados — incluindo um longa focado em Franklin e Valeria, filhos de Reed e Sue, e até um filme solo do Doutor Destino por Noah Hawley.

A escolha de Matt Shakman, que encantou o estúdio com seu trabalho em WandaVision, mudou o jogo. Ao apresentar sua filha recém-nascida numa reunião com executivos da Marvel, Shakman mostrou que queria contar uma história sobre família, legado, pertencimento. Não apenas uma aventura espacial — mas um drama humano com capas e raios cósmicos.

O roteiro passou pelas mãos de Jeff Kaplan, Ian Springer, Josh Friedman, Eric Pearson e Peter Cameron. A ideia foi unir ficção científica com emoção sincera, e humor com relevância temática. A Marvel, neste projeto, quer emocionar — não apenas entreter.

O impacto que está por vir

Primeiros Passos não é só mais um capítulo. Ele é o prólogo da nova fase do MCU. A equipe já está confirmada nos vindouros Avengers: Doomsday (2026) e Avengers: Secret Wars (2027). E, segundo rumores persistentes, Victor von Doom — o lendário Doutor Destino — aparecerá discretamente numa cena pós-créditos, interpretado por ninguém menos que Robert Downey Jr.

Isso mesmo: Tony Stark pode voltar, agora não como herói, mas como ameaça. Uma inversão ousada que pode redefinir o futuro da franquia.

O merchandising como afeto

Além do balde interativo de HERBIE, a campanha promocional inclui copos colecionáveis com cada membro do Quarteto, roupas com visual retrô, action figures e uma linha de brinquedos licenciados que miram tanto em crianças quanto em adultos nostálgicos.

E HERBIE, ao que tudo indica, é o novo fenômeno em potencial. Um robô de olhos grandes, falas sarcásticas e design que parece saído de um museu do futuro. Não seria surpresa vê-lo estampando camisetas, mochilas, cadernos — e, claro, prateleiras de colecionadores mundo afora.

James Gunn comenta polêmica aparição de Henry Cavill em Adão Negro e o recomeço do Superman

0
Foto: Reprodução/ Internet

Por mais de oito décadas, o Superman é muito mais do que um personagem de quadrinhos ou cinema: ele é um ícone cultural, símbolo de esperança, justiça e coragem. No entanto, como todo símbolo que atravessa gerações, sua representação não está imune a transformações — algumas suaves, outras tão profundas que redefinem sua essência para novos públicos.

Nos últimos anos, a jornada cinematográfica do Homem de Aço viveu um período turbulento, marcado por altos e baixos, mudanças de liderança, decisões polêmicas e o desafio de se reinventar diante de um público que se tornou mais crítico e diversificado. Dois momentos recentes ilustram essa transição com clareza cristalina: a inesperada e controversa aparição de Henry Cavill como Superman no filme Adão Negro (2022) e o lançamento do novo filme Superman (2025), dirigido por James Gunn e estrelado por David Corenswet.

Esses dois eventos, aparentemente desconexos, na verdade revelam os bastidores de uma mudança de era, uma metamorfose que toca tanto o personagem quanto o universo cinematográfico que o sustenta. Nesta matéria, vamos explorar o que motivou essas decisões, como elas impactaram a indústria e os fãs, e o que o futuro reserva para o herói mais emblemático da DC Comics.

O Superman nos cinemas

Antes de entendermos o contexto recente, é importante compreender a magnitude do desafio que é retratar o Superman no cinema. Desde sua estreia nas telas em 1941 com a série de curtas-metragens, passando pela icônica atuação de Christopher Reeve na década de 1970, até as versões mais recentes de Brandon Routh e Henry Cavill, o personagem sempre foi um reflexo do espírito de sua época.

Christopher Reeve construiu uma imagem clássica do herói — idealista, puro e quase imbatível — que influenciou várias gerações. Décadas depois, Zack Snyder e Henry Cavill trouxeram uma versão mais complexa, sombria e humana, enfrentando dilemas existenciais e morais, em filmes como O Homem de Aço (2013), Batman vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017/2021).

Mas, mesmo com a consagração da trilogia de Cavill, o universo compartilhado da DC enfrentava problemas: mudanças de direção, roteiro, conflitos criativos, expectativas elevadas e uma crítica que muitas vezes não foi benevolente. Esse cenário culminou na entrada de James Gunn e Peter Safran na liderança criativa da DC Studios, com a missão de reorganizar e reiniciar o universo cinematográfico, preservando o legado, mas estabelecendo novas bases para o futuro.

O último suspiro da era Cavill?

Quando Henry Cavill reapareceu como Superman em Adão Negro, filme de 2022 protagonizado por Dwayne “The Rock” Johnson, a reação foi imediata: surpresa, entusiasmo, mas também confusão. A cena parecia sinalizar a continuidade da era Cavill, ou ao menos manter uma ponte entre filmes e universos. Porém, nos bastidores, a situação era mais complexa. James Gunn revelou que a aparição foi uma decisão da Warner Bros. sem sua aprovação, tomada em um momento de transição e vácuo criativo na DC Films.

Para Gunn, a cena representava um movimento mal planejado, tentando manter uma continuidade que já não fazia mais sentido para o novo planejamento. Ele descreveu o episódio como uma “infelicidade” e expressou empatia pelo ator, que foi colocado em uma situação delicada, “coitado deste cara”. Essa cena tornou-se, para muitos, o símbolo de uma era que precisava terminar para que uma nova pudesse começar, de forma mais coesa e planejada. As informações são do Omelete.

O recomeço com James Gunn

Para compreender melhor a decisão de Gunn, é essencial olhar para o panorama corporativo que cerca a DC Films e Warner Bros. Nos últimos anos, a Warner Bros. passou por diversas mudanças internas, fusões e disputas que impactaram diretamente as produções da DC. Sem um comando unificado, muitos projetos foram cancelados, adiados ou tiveram mudanças drásticas.

A escolha de James Gunn — conhecido por seu sucesso na Marvel com Guardiões da Galáxia — e Peter Safran foi estratégica. Eles assumiram em 2022 a responsabilidade de reestruturar a DC Studios, com a missão de criar um universo cinematográfico sólido, integrado e consistente, que pudesse rivalizar com a Marvel Studios. Um dos passos fundamentais dessa nova etapa foi reiniciar a cronologia do universo, um movimento que exige abrir mão de partes do passado e construir uma nova narrativa do zero.

O novo Superman já está nos cinemas

O filme Superman, lançado em 11 de julho de 2025, representa muito mais do que o retorno do Homem de Aço aos cinemas. Ele é o marco inicial do chamado “Capítulo 1: Deuses e Monstros”, o reboot oficial do Universo DC (DCU). Dirigido e roteirizado por James Gunn, com produção de Peter Safran, o filme traz David Corenswet no papel de Clark Kent/Superman, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult no papel de Lex Luthor. Essa nova encarnação do Superman aposta numa abordagem mais jovem, realista e emocionalmente complexa, focando não apenas em suas façanhas heroicas, mas também em seus conflitos internos, seu senso de justiça em um mundo dividido e sua vulnerabilidade diante das ameaças políticas e midiáticas.

David Corenswet: O Novo Superman para uma Nova Geração

David Corenswet, conhecido por seu trabalho em séries de televisão e com um perfil crescente em Hollywood, foi escolhido para ser o novo rosto do Superman. Sua interpretação aposta na humanidade do personagem: um Clark Kent que ainda está descobrindo seu lugar no mundo, equilibrando sua vida como repórter em Metrópolis com a responsabilidade de ser o protetor do planeta. A caracterização busca trazer um Superman acessível, que reflete os valores e dilemas contemporâneos, incluindo a luta contra a desinformação, a manipulação política e a polarização social.

Rachel Brosnahan e o Papel Fundamental de Lois Lane

Lois Lane, personagem histórica da mitologia do Superman, ganhou uma nova dimensão com Rachel Brosnahan — atriz premiada e reconhecida por sua profundidade dramática. Na trama, Lois é mais que interesse romântico: ela é uma jornalista corajosa, ética e fundamental na luta para revelar a verdade contra as mentiras de Lex Luthor. Essa representação fortalece a importância das vozes femininas e da luta pelo jornalismo independente num mundo saturado por fake news.

Lex Luthor e Ultraman: Vilões que Refletem o Caos do Mundo Atual

O vilão Lex Luthor, papel de Nicholas Hoult, é um antagonista multifacetado, cuja manipulação das mídias e dos poderes econômicos representa as ameaças reais enfrentadas por nossa sociedade. O uso de um clone — Ultraman, uma versão corrompida e distorcida do Superman — para incriminar o herói traz uma metáfora poderosa: o confronto entre a verdade e a falsidade, a luz e a sombra. Essa dinâmica dialoga com a era digital, onde a percepção pública pode ser facilmente manipulada, criando um campo de batalha psicológico além do físico.

A Liga da Justiça: Novos Rumos e Novas Alianças

O filme também introduz a Liga da Justiça em sua nova configuração, com a inclusão do Metamorfo e o fiel cão kryptoniano Krypto, ampliando o universo e preparando terreno para futuras histórias. Essa nova formação sinaliza uma abordagem mais diversificada e colaborativa, onde o coletivo é tão importante quanto o indivíduo.

O Futuro do Superman e do Universo DC

A jornada do Superman no cinema é a jornada de um símbolo que se reinventa para permanecer relevante. Com James Gunn e Peter Safran à frente, a DC mostra compromisso com uma narrativa planejada, coerente e conectada com o público do século XXI. O lançamento do novo Superman representa não só a renovação do personagem, mas a esperança de que o universo DC possa finalmente construir seu caminho com estabilidade, criatividade e respeito ao legado. Para os fãs, é um convite para olhar para frente sem esquecer o que veio antes — mesmo que isso signifique deixar para trás aparições inesperadas como a de Henry Cavill em Adão Negro.

Anna Toledo lança “Proibido” e inaugura uma nova fase artística marcada pela leveza e autenticidade

0
Foto: Reprodução/ Internet

No dia 18 de julho de 2025, a cantora, atriz e dramaturga Anna Toledo apresentou ao público seu mais novo trabalho: a faixa “Proibido”, que é também a canção-título do seu primeiro DVD gravado ao vivo. Esse lançamento marca um momento muito especial em sua carreira, uma virada que traz a potência da maturidade aliada à leveza de quem já conhece bem o próprio caminho artístico.

A produção audiovisual, realizada em Goiânia em abril deste ano, contém 13 faixas inéditas e é um projeto que revela, de forma vibrante e autêntica, o universo musical e emocional da artista. Mais do que um DVD, “Proibido” é um convite para que o público se conecte com a própria força interior, com o corpo, as emoções e a verdade que cada um carrega.

Uma música que é manifesto de autocuidado e liberdade

A faixa “Proibido” transita entre o ritmo dançante e a mensagem profunda de autocuidado. É uma música que celebra a festa e a liberdade, mas que também deixa claro um alerta delicado: é hora de desligar o celular, olhar para dentro, evitar recaídas emocionais. Em outras palavras, convida o ouvinte a se reconectar consigo mesmo e com o momento presente.

Anna explica que cada canção do DVD foi pensada como parte de uma narrativa emocional, e que “Proibido” fecha esse ciclo com uma mensagem poderosa, porém leve, sobre força interior e resistência. Sua voz, envolvente e cheia de nuances, reforça essa ideia de que a música pode ser um veículo para cura, autoconhecimento e celebração da vida, mesmo nos seus momentos mais delicados.

Uma produção que reflete autenticidade e contemporaneidade

O projeto musical e visual do DVD “Proibido” foi pensado para ser acessível, mas sem abrir mão da sofisticação que sempre caracterizou a trajetória da artista. Com produção musical de Marcelo Cheba e direção artística de Thiaguinho Lopes, o trabalho traz uma roupagem pop vibrante, que dialoga com as tendências atuais sem perder o toque pessoal de Anna.

Gravado ao vivo, o DVD reflete a energia de um encontro real com o público, com emoção verdadeira e interpretações que respiram a vida. As 13 faixas inéditas formam um repertório que funciona quase como um roteiro emocional, onde cada canção se conecta com a outra, compondo um mosaico de histórias, afetos e superações.

Uma trajetória multifacetada que se traduz em versatilidade

Para entender a importância desse momento na carreira de Toledo, é fundamental conhecer seu percurso, marcado pela multiplicidade de talentos e pela dedicação às artes. Nascida em Curitiba em 1970, Anna iniciou sua carreira no teatro musical ainda jovem, em 1988, e desde então construiu uma sólida trajetória em múltiplas linguagens artísticas.

Ela transitou com facilidade entre o teatro musical, a ópera, o jazz, a MPB e a música erudita, além de se destacar como dramaturga, autora de vários musicais, como Vingança, Nuvem de Lágrimas e Tarsila, a Brasileira. No teatro, Anna viveu personagens inesquecíveis em grandes produções, como O Fantasma da Ópera, My Fair Lady, Godspell, A Noviça Rebelde e Cabaret.

Na música, lançou discos autorais e projetos que exploram diferentes gêneros, indo do samba-canção ao jazz. Essa trajetória multifacetada explica a riqueza e a profundidade de sua interpretação no DVD “Proibido”, que representa, de certa forma, a soma de suas experiências acumuladas ao longo de décadas.

Uma nova fase que resgata a conexão direta com o público

Com este DVD, Anna escolheu se aproximar de uma sonoridade mais direta e contemporânea, que dialoga de maneira mais imediata com o público popular, sem perder a sofisticação que sempre permeou sua obra. Ela mesma afirma que “Proibido” representa uma nova fase em que se sente livre para dizer o que quer em cada letra, sem filtros, e para criar melodias que convidam tanto à escuta quanto ao movimento do corpo.

A canção-título funciona quase como um manifesto pessoal, no qual a artista, em sua maturidade, afirma saber o que precisa e o que não precisa — um convite para que seus ouvintes também reflitam sobre suas próprias escolhas e limites. Essa maturidade e clareza se traduzem em uma força serena, que não precisa de grandes artifícios para causar impacto.

A arte de transformar emoções em música

Anna, que já emocionou plateias com sua atuação em palcos teatrais, revela aqui uma faceta diferente: a da mulher que não tem medo de mostrar suas vulnerabilidades, que canta sobre quedas, levanta e segue adiante. A sinceridade da sua voz vem da experiência de vida e da entrega completa ao que interpreta.

O lançamento do DVD também é um reencontro com um público que a acompanha há anos, seja na música ou no teatro. Fãs que a conhecem do jazz e do samba-canção agora descobrem sua pulsação mais pop e atual, em um diálogo harmonioso entre todas as fases da sua carreira.

Repertório que emociona e convida ao movimento

Além das já conhecidas “Proibido” e “Tem o Molho”, o DVD traz outras canções que serão apresentadas ao público nas próximas semanas. O trabalho combina uma estética visual potente com uma energia contagiante, mas sem perder a sensibilidade que permeia cada composição.

Esse projeto nasceu no tempo certo, conforme destaca Anna. Ela poderia ter lançado algo semelhante anos atrás, mas reconhece que a maturidade artística e pessoal que tem hoje deu a consistência e a profundidade que o trabalho exige. É a certeza de quem sabe quem é, o que quer e para onde vai.

Resiliência e transformação: a marca de uma carreira

A cantora é um exemplo claro de que é possível reinventar-se sem perder a essência. Sua carreira, que atravessa várias décadas, linguagens e estilos, é marcada por uma entrega incansável à arte, pela busca constante de significado e pela coragem de se renovar.

“Proibido”, tanto como DVD quanto como canção, representa essa síntese de uma trajetória que valoriza o passado, mas olha para o futuro com esperança e criatividade. É um passo firme, que reforça o prazer de criar e de compartilhar arte com autenticidade.

Com o lançamento do DVD, Anna inicia uma nova temporada de sua carreira, marcada por uma sonoridade mais solar e dançante, mas sempre com o compromisso de entregar uma obra que emociona e faz pensar. O registro ao vivo é, portanto, muito mais que um lançamento — é um momento de transição e afirmação.

Maluma lança “Bronceador” e embala o verão com batida latina quente

0
Foto: Reprodução/ Internet

Maluma está de volta. E como só ele sabe fazer: em grande estilo, com calor tropical, romance e ritmo que hipnotiza. Sua nova faixa, “Bronceador”, é mais do que um lançamento musical — é um convite ao prazer, ao sol e ao reencontro com suas origens caribenhas.

Produzida pelos renomados Mad Musick, Ily Wonder e Los Jaycobz, a música é uma explosão de energia latina. Tem sabor de brisa salgada, cheiro de pele bronzeada e o som das ruas quentes de Cartagena, onde o clipe foi filmado — um cartão-postal vivo da alma colombiana. Acompanhado pela modelo internacional Ariadna Gutiérrez, Maluma encena um flerte intenso e visualmente deslumbrante, sob a direção cinematográfica de Cesar Pimienta, o “Tes”.

Mas o que mais chama atenção não é só o ritmo dançante ou o visual de tirar o fôlego. É a vontade de se reconectar com a própria essência. Maluma olha para o mar e enxerga nele não apenas um cenário, mas um espelho. “Bronceador” não é só sobre o verão. É sobre pertencimento.

Juan Luis antes de Maluma

Antes do glamour, dos clipes milionários e dos prêmios internacionais, existia Juan Luis Londoño Arias — um menino de Medellín, nascido em 28 de janeiro de 1994, que dividia seu tempo entre a bola de futebol e o violão.

Durante a infância e adolescência, o futebol era seu primeiro amor. Passou pelas categorias de base do Atlético Nacional e La Equidad, clubes tradicionais da Colômbia. Mas, paralelamente, escrevia músicas, participava de concursos e se emocionava com as reações das pessoas às suas letras.

Aos 15 anos, ao gravar a canção “No Quiero” como presente de aniversário, percebeu que havia algo ali. Algo maior que o esporte. Algo que tocava os outros e a si mesmo de forma profunda. Foi quando nasceu Maluma — um nome criado a partir da combinação dos nomes de sua mãe (Marlli), pai (Luis) e irmã (Manuela). Um tributo silencioso à base de tudo: a família.

A partir de 2010, Maluma começou a dar passos firmes na indústria. O single “Farandulera” ganhou as rádios locais e logo chamou a atenção da Sony Music Colômbia. Em pouco tempo, vieram “Loco”, “Obsesión”, e hits como “La Temperatura”, com Eli Palacios, que abriu as portas da América Latina.

O primeiro álbum, Magia (2012), consolidou sua imagem de galã latino de voz suave e ritmo envolvente. Já Pretty Boy, Dirty Boy (2015) foi o divisor de águas: um trabalho onde Maluma assumia sem pudores sua dualidade — o lado romântico e o sedutor. Foi ali que o mundo passou a reconhecê-lo como um dos principais nomes da nova música latina.

Da glória às críticas — e o amadurecimento

Nem só de aplausos se faz uma carreira. Em meio ao sucesso estrondoso, vieram também as polêmicas. A letra de “Cuatro Babys” (2016) foi duramente criticada por associações feministas e setores da mídia por seu conteúdo sexual e supostamente misógino. Maluma, embora tenha defendido sua liberdade artística, passou a demonstrar maior cuidado nas mensagens de suas canções.

Ao mesmo tempo, ele amadurecia como artista e homem. Canções como “Felices los 4” e “HP” misturam ousadia com camadas mais densas. As colaborações também se tornaram mais frequentes — de Shakira a Madonna, de Ricky Martin a J Balvin, e até mesmo com Anitta, em uma parceria que consolidou sua conexão com o Brasil.

Um artista de múltiplas telas

Além de dominar os palcos e estúdios, Maluma soube explorar outras linguagens. Foi coach em The Voice Kids, lançou o documentário Lo Que Era, Lo Que Soy, Lo Que Seré, e deu um passo ousado rumo a Hollywood ao atuar no filme Marry Me (2022), ao lado de Jennifer Lopez.

No cinema, revelou carisma e versatilidade. No documentário, abriu as portas da própria intimidade: suas dúvidas, angústias e fé. Mostrou que por trás da estética impecável do pop star, há um ser humano em permanente construção.

O latino que o mundo aprendeu a ouvir

Com mais de 40 milhões de ouvintes mensais no Spotify e clipes com bilhões de visualizações, Maluma é hoje um símbolo da globalização da música latina. Sua mistura de reggaeton, pop, dancehall e romantismo conquistou mercados antes difíceis para artistas latinos — como Europa e Ásia.

Ele se apresentou nas maiores premiações do mundo, venceu Latin Grammy, Billboard e MTV Awards, e fez turnês internacionais com ingressos esgotados. Em 2018, foi a voz latina oficial da Copa do Mundo com “Colors”, em parceria com Jason Derulo. Maluma não é mais apenas colombiano. É global.

A alma por trás do artista

Mesmo com tanto sucesso, Maluma nunca escondeu sua conexão com as raízes. Ele ainda fala com orgulho de Medellín, da educação que recebeu, da fé que carrega. Seu Instagram está cheio de registros com a mãe, o pai, a irmã — e mais recentemente, com sua filha recém-nascida, fruto do relacionamento com a arquiteta Susana Gomez.

A paternidade, aliás, parece ter despertado uma nova sensibilidade. Em entrevistas recentes, ele fala sobre a importância de dar o exemplo, sobre criar uma filha em um mundo mais justo e igualitário. Sobre ser melhor como homem e como artista.

“Bronceador” como rito de passagem

“Bronceador” chega em um momento simbólico. Após mais de uma década de carreira, Maluma retorna à fonte de onde tudo surgiu: o ritmo quente da costa caribenha. Mas com um olhar diferente — mais maduro, mais consciente, mais inteiro.

A música traz influências do reggaeton raiz, mas com uma produção moderna e refinada. As letras falam de desejo, claro, mas também de entrega, de conexão com o presente. É como se Maluma estivesse dizendo: “ainda sou aquele menino de Medellín, mas agora sei exatamente quem sou e para onde vou”.

Um futuro com sabor tropical

Enquanto “Bronceador” invade playlists, rádios e pistas de dança, o mundo percebe que o verão latino está longe de acabar. E Maluma continua como um de seus maiores embaixadores.

O futuro da música latina passa por nomes que sabem se reinventar, que honram suas raízes e ousam no presente. E Maluma faz isso como poucos. Seu legado vai além dos charts. Está no modo como tornou a sensualidade latina uma linguagem universal. No jeito como conectou Medellín a Tóquio, Cartagena a Paris, com uma batida.

Na TV Aparecida, Sula Miranda é a convidada do “Terra da Padroeira” deste domingo (20/07)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 20 de julho de 2025, às 9h da manhã, a TV Aparecida exibe mais uma edição especial do programa “Terra da Padroeira”, apresentado por Kleber Oliveira, Tonho Prado e Menino da Porteira. Desta vez, o palco da atração matinal será ocupado por grandes nomes da música sertaneja e por grupos que celebram a tradição do interior do Brasil. Entre os destaques da semana está Sula Miranda, a eterna Rainha dos Caminhoneiros, que retorna ao programa com todo o carisma e repertório que marcaram gerações.

A atração, já tradicional na grade da emissora, segue firme na missão de valorizar os artistas que mantêm viva a música de raiz, as expressões culturais do campo e o jeito autêntico do povo caipira de ser. Com um clima de festa e acolhimento, a edição deste domingo promete emocionar o público com nostalgia, talento e cultura popular.

Sula Miranda: a Rainha dos Caminhoneiros volta ao palco do Terra

A presença de Sula Miranda no programa é motivo de celebração para os fãs da música sertaneja. Com mais de quatro décadas de carreira, Sula iniciou sua trajetória artística no final dos anos 1970 ao lado das irmãs em um grupo que se tornou um verdadeiro fenômeno: As Melindrosas. Com uma estética ousada e músicas animadas, o trio conquistou o Brasil e foi responsável por abrir caminhos para a presença feminina na música popular da época.

Mas foi no universo sertanejo que Sula construiu sua identidade artística mais forte. Em 1986, lançou seu primeiro disco solo e, com ele, a canção “Caminhoneiro do Amor” — um hino que lhe rendeu o título carinhoso de Rainha dos Caminhoneiros, reconhecimento que ela carrega com orgulho até hoje.

No “Terra da Padroeira”, Sula promete interpretar esse e outros sucessos de sua carreira, como “Seu Olhar”, “Com o Pé na Estrada”, “Filme Triste” e “Rumo Certo”. Carismática e experiente, ela também deve compartilhar um pouco de sua história com os apresentadores, em um bate-papo descontraído e cheio de afeto com o público.

Alcino Alves: talento de compositor e guardião da música de raiz

Outro nome de peso na edição deste domingo é Alcino Alves, cantor, compositor e produtor musical paranaense que fez história na música sertaneja. Nascido em São Sebastião da Amoreira (PR), Alcino integrou a famosa dupla Teodoro & Sampaio, com quem gravou de 1996 a 2010. Após a separação da dupla, formou o duo Alcino Alves & Rocha, que permaneceu ativo até 2015.

Além de intérprete, Alcino é dono de um acervo impressionante de composições. São mais de 600 músicas gravadas, entre elas clássicos como “As Andorinhas”, “Vestido de Seda” e “E Se a Casa Cair” — faixas que se tornaram referência no repertório sertanejo romântico e raiz. No palco da TV Aparecida, ele reencontra o público com sua voz marcante e canções que atravessam gerações.

Com a serenidade de quem conhece a estrada da música como poucos, Alcino deve emocionar com sua interpretação sincera e suas histórias de bastidores. Mais do que um show, sua presença é uma aula de história da música sertaneja brasileira.

Lucas & Luan: irmãos que marcaram o sertanejo romântico dos anos 90

A dupla Lucas & Luan também marca presença no “Terra da Padroeira”. Naturais de Guará (SP), os irmãos José Lucas de Ângelo e Josué de Ângelo começaram cedo na música, vencendo festivais e gravando discos regionais. O reconhecimento nacional veio em 1996, quando lançaram a música “Horizonte Azul”, que rapidamente se tornou uma das mais tocadas daquele ano em todo o Brasil — exceto, curiosamente, em São Paulo e Rio de Janeiro.

Desde então, a dupla se consolidou no circuito sertanejo, com agenda cheia de shows e um repertório que combina romantismo e estilo próprio. No palco da TV Aparecida, Lucas & Luan devem reviver seus maiores sucessos e aquecer a manhã dos fãs nostálgicos.

A sonoridade marcante da dupla, somada à sintonia de irmãos que cantam juntos há décadas, faz deles um dos grandes representantes do sertanejo romântico dos anos 90, um estilo que até hoje emociona o público.

Raízes do Catira: tradição e cultura passadas de geração em geração

Completando o elenco do programa, o grupo Raízes do Catira chega diretamente de Atibaia (SP) com sua proposta de preservar e divulgar a cultura caipira através da música e da dança. O projeto é mantido pelo Centro de Tradições Caipiras da cidade e envolve artistas e famílias que se dedicam à valorização de um dos estilos mais autênticos do interior paulista.

Sob a liderança de Gustavo Maiolli e de seu avô Marcelino Ribas, o grupo apresenta músicas caipiras clássicas acompanhadas por coreografias características do catira, dança marcada por sapateados e palmas, passada de pai para filho há gerações. O repertório inclui composições eternizadas por duplas como Vieira & Vieirinha, entre outros ícones da música rural.

A apresentação promete ser uma aula viva de tradição, reforçando o compromisso do “Terra da Padroeira” com a preservação das raízes culturais brasileiras. É uma oportunidade para o público conhecer — ou reencontrar — as expressões culturais que mantêm pulsando o coração do interior.

Celebração da fé, da música e do Brasil profundo

O “Terra da Padroeira” não é apenas um programa de televisão — é um espaço de encontro entre gerações, estilos e histórias. Com uma linguagem leve e respeitosa, a atração valoriza os artistas que, longe dos holofotes comerciais, mantêm viva a cultura popular, especialmente aquela ligada à fé, ao campo e às tradições familiares.

Neste domingo, a união entre nomes consagrados e novos protagonistas da cena sertaneja reafirma o compromisso da TV Aparecida com um conteúdo que respeita o público, promove a identidade brasileira e emociona quem assiste.

Educação financeira na Amazônia: Malu Lira leva conhecimento e autonomia às margens dos rios

0
Foto: Reprodução/ Internet

No coração da Amazônia, onde o som dos rios guia o cotidiano e as árvores centenárias sussurram histórias ancestrais, um novo capítulo está sendo escrito — literalmente — por uma adolescente que decidiu mudar o futuro por meio da educação. Seu nome é Malu Lira. Aos 15 anos, ela já carrega um currículo que surpreende pela precocidade e profundidade: autora de 20 livros, palestrante em eventos nacionais e criadora do projeto Malu Finanças na Escola, presente em mais de 100 instituições de ensino em todo o Brasil. Agora, Malu retorna ao seu estado natal para uma missão que transcende os números: transformar a relação das crianças e jovens com o dinheiro em uma ferramenta de autonomia e realização.

De 21 a 25 de julho de 2025, Malu lidera a Turnê em Rica Amazônia, uma expedição educativa que passa por Manaus, Iranduba, Tabatinga, Benjamin Constant e Santo Antônio do Içá — cidades escolhidas não apenas por sua importância geográfica e cultural, mas também por abrigarem comunidades que, historicamente, foram deixadas à margem dos grandes debates nacionais sobre educação e inclusão econômica.

“Não estou levando fórmulas prontas. Estou levando conversas, escuta, afeto e ferramentas para que essas crianças descubram que seus sonhos são possíveis e merecem um caminho real para acontecer”, explica Malu com a tranquilidade de quem encontrou cedo o propósito da própria jornada.

Educação financeira como instrumento de cidadania

A iniciativa da jovem escritora parte de uma premissa clara: falar sobre dinheiro é falar sobre poder de escolha, sobre independência, sobre a possibilidade de transformar realidades — inclusive as mais vulneráveis. No Brasil, onde a educação financeira formal ainda engatinha, principalmente nas escolas públicas, Malu encontrou um vazio pedagógico que a motivou a agir.

Seu projeto Malu Finanças na Escola nasceu da observação de que crianças e adolescentes crescem sem entender como lidar com o dinheiro, como planejar, como poupar ou como transformar pequenas escolhas cotidianas em estratégias para alcançar objetivos de longo prazo. Ela percebeu que o problema não era só econômico, mas emocional e estrutural. A ausência de educação financeira reproduz desigualdades, limita horizontes e impede que jovens enxerguem a si mesmos como protagonistas de suas histórias.

“Falar de educação financeira não é só ensinar a guardar dinheiro. É ensinar a ter consciência de onde você está, onde quer chegar e como pode traçar esse caminho com inteligência e coragem”, afirma.

Da sala de aula à beira do rio: um itinerário de escuta e troca

A Turnê em Rica Amazônia foi desenhada como uma travessia. Em cada cidade visitada, Malu realiza oficinas, rodas de conversa, palestras interativas e vivências com alunos, professores e líderes comunitários. A proposta é adaptar o conteúdo ao contexto local, valorizando os saberes ancestrais e as formas tradicionais de economia que já fazem parte da cultura amazônica — como o escambo, a agricultura familiar e a partilha comunitária.

Em Benjamin Constant, por exemplo, a escritora se encontra com estudantes da etnia Ticuna, a maior população indígena do Brasil. A oficina, desenvolvida em parceria com educadores indígenas, propõe uma reflexão sobre como os conhecimentos tradicionais podem dialogar com noções contemporâneas de planejamento financeiro, sem que uma lógica substitua a outra. Ao contrário: a proposta é que se complementem.

“Eu não estou aqui para ensinar, estou aqui para trocar. A Amazônia é uma professora. Eu venho com ferramentas, mas volto com sabedoria”, diz Malu, que leva cadernos, livros ilustrados e jogos educativos, todos desenvolvidos por ela com linguagem acessível e sensível às diferentes realidades regionais.

A potência da juventude na transformação social

A cada encontro, Malu semeia mais do que conceitos: planta esperança e reforça a crença no poder da juventude. Ao compartilhar sua própria história — de autodidata curiosa à escritora reconhecida —, ela inspira outras meninas e meninos a acreditarem que podem construir um futuro diferente, mesmo que enfrentem dificuldades no presente.

“Você não precisa nascer em um lugar fácil, precisa acreditar que pode fazer algo com o que tem. E buscar ferramentas. O conhecimento é uma ponte. Ele me trouxe até aqui, e pode levar qualquer um mais longe do que imagina”, afirma, olhando nos olhos de uma plateia que, muitas vezes, nunca havia ouvido alguém falar de dinheiro com empatia, leveza e propósito.

Além dos encontros com estudantes, a turnê promove formações com professores e gestores escolares, deixando um legado que vai além da sua passagem. Cada escola visitada recebe um kit pedagógico com materiais de apoio e acesso a uma plataforma digital, onde o conteúdo pode ser expandido e atualizado ao longo do tempo.


Sonhos como projeto de vida

Mais do que falar de finanças, Malu fala de sonhos. Em uma de suas oficinas, ela propõe uma atividade simples e reveladora: cada criança escreve em um papel o que gostaria de ser ou realizar no futuro. Depois, juntas, discutem quais passos, escolhas e recursos seriam necessários para chegar lá. A ideia é mostrar que sonhos não são abstrações distantes, mas projetos possíveis — desde que se compreenda como estruturá-los.

“Eu quero ser médica e cuidar do meu povo”, escreve uma adolescente Ticuna de 14 anos. “Quero abrir um restaurante de peixe na beira do rio”, diz um garoto de 12, de Iranduba. Malu escuta, sorri e começa a construir com eles o caminho do sonho. “Tudo isso é possível. Só não te ensinaram como começar. É isso que estou aqui pra fazer”, afirma.

O dinheiro como ferramenta de liberdade, não de opressão

Ao contrário do que muitos ainda pensam, educação financeira não é elitista — é libertadora. A proposta de Malu é justamente desconstruir essa ideia de que falar de dinheiro é algo distante da vida de quem vive com pouco. “Quem tem menos é quem mais precisa entender como usar bem o que tem. É sobre isso. Não é sobre enriquecer. É sobre sobreviver com dignidade e, a partir disso, crescer”, explica.

A abordagem da escritora é centrada em valores como autonomia, responsabilidade e solidariedade. Ela fala sobre consumo consciente, sobre não cair em armadilhas financeiras, sobre respeitar o próprio tempo e sonhar com os pés no chão. E, acima de tudo, fala com quem nunca foi ouvido.

Um projeto com raízes e asas

A Turnê em Rica Amazônia é fruto de um compromisso pessoal de Malu com sua terra, mas também um chamado coletivo para que a educação seja, de fato, inclusiva e transformadora. O projeto é realizado pelo Grupo Malu Finanças, com apoio de educadores locais e parcerias comunitárias. A intenção é que, nos próximos anos, ele percorra outras regiões do Brasil, sempre respeitando as especificidades culturais e sociais de cada território.

“O Brasil é grande demais para uma única resposta. Cada lugar tem seu ritmo, sua linguagem, suas dores e potências. Meu papel é escutar, adaptar e oferecer ferramentas que façam sentido. Quero que a floresta, as favelas, os sertões saibam que podem, sim, falar de dinheiro — e, mais que isso, usá-lo a seu favor”, conclui Malu.

O futuro que se constrói agora

Ao final de cada oficina, uma frase é repetida por todas as crianças em voz alta: “Eu posso sonhar, eu posso planejar, eu posso conquistar”. É mais do que um bordão. É um pacto simbólico com a ideia de que o futuro não precisa ser uma espera passiva, mas uma construção ativa, consciente e coletiva.

almanaque recomenda