Fernanda Torres é confirmada no júri do Festival de Veneza 2025 e reforça presença brasileira no cinema internacional

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Na última sexta-feira (18), foi divulgada a composição oficial do júri da 82ª edição do Festival Internacional de Cinema de Veneza, que acontece entre os dias 27 de agosto e 6 de setembro, na Itália. Entre os selecionados para avaliar os filmes em competição está a atriz brasileira Fernanda Torres, que se destaca como um dos maiores nomes do cinema nacional contemporâneo.

Fernanda acumula uma trajetória que atravessa teatro, televisão e cinema, sempre marcada por atuações intensas e autênticas. Indicada ao Oscar pela performance no aclamado filme Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, a atriz agora assume o desafio de julgar obras de relevância global. Sua participação no júri representa um reconhecimento não apenas pessoal, mas também do talento brasileiro no cenário internacional.

Além de Fernanda, o júri do Festival de Veneza conta com importantes nomes do cinema mundial, como o cineasta iraniano Mohammad Rasoulof, o diretor francês Stéphane Brizé, a italiana Maura Delpero, o romeno Cristian Mungiu e a atriz chinesa Zhao Tao. Essa diversidade de experiências e estilos contribui para um julgamento plural e rico, capaz de abarcar a complexidade da produção cinematográfica contemporânea.

Um Momento de Protagonismo para o Brasil

A participação da atriz brasileira no júri reforça a crescente presença do Brasil em festivais internacionais. O sucesso recente de Ainda Estou Aqui, vencedor do prêmio de Melhor Roteiro em Veneza, abre portas para que mais histórias nacionais ganhem visibilidade e respeito no exterior. Fernanda, com seu olhar apurado, simboliza essa nova fase de destaque e diálogo cultural.

Cinema como Instrumento de Diálogo e Transformação

Mais do que uma tarefa técnica, o papel de jurada é uma responsabilidade cultural para Fernanda. Ela representa uma nação que mantém viva sua criatividade e paixão pela arte, mesmo diante dos desafios. Sua atuação no festival é um convite à valorização da diversidade de narrativas e à promoção do cinema como ferramenta de conexão humana e mudança social.

O último trabalho de Fernanda nos cinemas

O longa me Ainda Estou Aqui, protagonizado pela atriz e dirigido por Walter Salles, chega como uma obra potente e sensível que revisita um dos capítulos mais difíceis da história recente do Brasil: a ditadura militar. Baseado no livro autobiográfico de Marcelo Rubens Paiva, o longa dá voz à mulher que enfrentou o desaparecimento de seu marido político e se tornou símbolo de coragem e resistência.

Uma Atuação que Marca Gerações

Torres entrega uma interpretação profunda e visceral como Eunice Paiva, personagem real que viu sua vida transformada após o sumiço do esposo durante o regime autoritário. A atriz constrói uma narrativa marcada pela dor, mas também pela determinação de uma mulher que luta por justiça em um cenário de medo e censura.

Direção Sensível e Roteiro Impactante

Walter, renomado diretor brasileiro, conduz o filme com maestria, equilibrando elementos históricos e emocionais para criar uma experiência cinematográfica envolvente. O roteiro, que adapta o relato original de Marcelo Rubens Paiva, explora com sensibilidade os dilemas pessoais e políticos da época, sem perder o foco na humanidade dos personagens.

Um Retrato da Luta pelos Direitos Humanos

O filme destaca a importância do ativismo feminino durante a repressão militar, mostrando como Eunice Paiva, interpretada também por Fernanda Montenegro em cenas complementares, se transforma em uma figura essencial na busca pela verdade e pela memória histórica. O filme enfatiza o papel das famílias na resistência, ampliando o debate sobre memória e justiça.

Recepção da Crítica e Público

Desde sua estreia, o longa tem sido amplamente elogiado pela crítica especializada e pelo público, que reconhecem a força da narrativa e a qualidade das performances. A produção vem reafirmar o cinema brasileiro como espaço de reflexão e resistência cultural.

Com direção de Roland Emmerich, “2012” é exibido na TV Globo neste domingo (20/07)

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Neste domingo, 20 de julho de 2025, o Domingo Maior da TV Globo exibe o épico catástrofe 2012, um dos filmes mais emblemáticos do gênero que marcou o fim da primeira década dos anos 2000. Muito além dos efeitos visuais e do espetáculo cinematográfico, o longa dirigido por Roland Emmerich lança luz sobre uma das maiores obsessões da humanidade: o medo do fim.

Inspirado nas interpretações populares do calendário maia, que previam o colapso do mundo em 21 de dezembro de 2012, o filme estreou em um momento de inquietação global. Entre avanços científicos, crises climáticas e instabilidades políticas, 2012 se tornou uma metáfora contemporânea do colapso — emocional, social, ambiental — e da urgência por mudança.

Quando o mundo entra em colapso… e a humanidade também

No enredo, segundo a sinopse do AdoroCinema, o cientista Adrian Helmsley (Chiwetel Ejiofor) descobre alterações drásticas no núcleo da Terra provocadas por erupções solares. A partir daí, governos ao redor do mundo iniciam secretamente um plano de evacuação e preservação da espécie humana, numa corrida contra o tempo que envolve interesses econômicos, dilemas éticos e desigualdade no acesso à salvação.

No centro da história, acompanhamos a jornada do escritor Jackson Curtis (John Cusack), que tenta salvar seus dois filhos e a ex-esposa (Amanda Peet) em meio a terremotos, tsunamis e o colapso físico da crosta terrestre. Através dele, o filme encontra sua âncora emocional: a tentativa desesperada de manter vínculos humanos num mundo em ruínas.

É essa fusão entre a escala épica da destruição e o drama íntimo dos personagens que dá força à narrativa. Porque, em meio ao fim, o que realmente importa são as conexões, as decisões e a humanidade de cada um.

Um blockbuster que refletiu ansiedades reais

Lançado em 2009, 2012 chegou aos cinemas surfando na curiosidade e nas angústias coletivas em torno da data fatídica prevista por interpretações modernas de textos maias. O filme arrecadou mais de US$ 770 milhões nas bilheterias mundiais e se tornou um marco cultural.

Mas mais do que prever o fim, 2012 ajuda a compreender um fenômeno social: o fascínio humano por grandes rupturas. Do temor milenarista do ano 2000 ao aquecimento global que ameaça o equilíbrio do planeta, a narrativa do apocalipse serve como espelho dos tempos — e alerta para as consequências da negligência com o meio ambiente, com a ciência e com o outro.

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Elenco e direção de peso

Além de John Cusack e Chiwetel Ejiofor, o longa conta com Amanda Peet, Thandie Newton, Danny Glover (como o presidente dos EUA) e Oliver Platt. A direção é de Roland Emmerich, conhecido por sua afinidade com produções de grande escala e por tratar temas como destruição global e esperança.

Emmerich, que também assina o roteiro ao lado de Harald Kloser, constrói cenas espetaculares que misturam adrenalina e simbolismo — como a destruição da Capela Sistina ou o rompimento de barragens monumentais. Mas o espetáculo não ofusca a crítica: o filme aponta as falhas de um sistema global que privilegia os mais ricos, mesmo diante do fim do mundo.

Disponível também no streaming

Para quem preferir assistir em outro momento, 2012 está disponível na HBO Max para assinantes e pode ser alugado na Prime Video a partir de R$ 11,90. O filme continua a atrair olhares curiosos de quem nunca viu e também daqueles que desejam revisitá-lo à luz dos novos tempos — agora marcados por eventos extremos, pandemias e o avanço da crise climática.

Pequenas Empresas & Grandes Negócios deste sábado (19/07) destaca histórias de empreendedores que transformam vidas no Brasil

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Neste sábado, 19 de julho de 2025, o Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) estreia uma edição especial que celebra não apenas o ato de empreender, mas o impacto real que negócios com propósito causam em comunidades, vidas e trajetórias pessoais. Das montanhas mineiras ao sertão nordestino, passando pelos centros urbanos e pelas batidas da periferia, a edição mergulha em histórias inspiradoras que provam: inovar também é cuidar.

Da caneta para o incenso: um novo começo em Carrancas

Carrancas, no sul de Minas, se tornou sinônimo de paz para quem cruza seus caminhos em busca de mais do que férias. Deborah Morato mostra como um ex-escrevente do Fórum, hoje conhecido como Palash, largou o terno e a gravata para construir uma pousada onde espiritualidade e acolhimento andam de mãos dadas.

O projeto, erguido com base em princípios ecológicos, inclui chalés construídos com materiais sustentáveis, trilhas de contemplação e um salão de meditação em formato de pirâmide. Durante julho, a ocupação dispara. Mas não se trata apenas de hospedagem: é um convite à introspecção, à reconexão e ao cuidado com o corpo e com a alma — uma resposta ao ritmo frenético das grandes cidades.

Algodão que brota resistência no Sertão do Seridó

No sertão do Rio Grande do Norte, o solo castigado pelo sol voltou a florescer com a força de um casal que decidiu transformar a aridez em oportunidade. Maria Azevedo e José Orly deixaram o cultivo convencional e abraçaram o algodão orgânico, redescobrindo saberes antigos e práticas agroecológicas que valorizam o meio ambiente e a saúde.

O impacto não se limita ao campo. Ao agregarem valor à produção com doces, compotas e uma rede de distribuição inteligente, conectam a tradição do campo aos interesses de mercados urbanos, cada vez mais atentos à procedência e à sustentabilidade. É o sertão que ensina: quando há propósito, não há seca que impeça o florescer.

A lealdade que sustenta negócios

Marcelo Baccarini traz uma reflexão essencial para o empreendedor moderno: fidelizar é mais estratégico do que perseguir novos clientes a qualquer custo. E, ainda que muitos pensem o contrário, conquistar a confiança de quem já comprou é o verdadeiro ouro do crescimento sustentável.

A matéria não só reforça o valor do pós-venda como aponta ferramentas simples que fazem toda a diferença — da escuta ativa ao relacionamento contínuo. É mais do que marketing: é respeito ao cliente, à jornada dele e à importância de cada laço construído ao longo do caminho.

Um bolo, uma novela, uma reviravolta

Na zona norte do Rio de Janeiro, um gesto paternal virou um negócio de luxo. Ao preparar o bolo de mesversário da filha, Antonio Maciel não imaginava que ali começava uma virada de vida. Anos depois, ele assinaria o bolo de casamento de uma cena da novela Vale Tudo, e não pararia mais.

Hoje, seus bolos são verdadeiras obras de arte feitas sob encomenda, com valores que chegam a R$ 7 mil. Mas mais do que cifras, sua história carrega emoção: é sobre transformar afeto em ofício, talento em referência, e fazer da confeitaria uma linguagem que emociona, encanta e sustenta.

Ritmo e transformação: o som que muda destinos

A batida do Ripaton ecoa longe. Criado pelo músico Tony Daniel a partir de materiais reciclados, o instrumento virou símbolo de um projeto que une música, sustentabilidade e transformação social. Em 2020, Tony fundou um instituto em uma comunidade do Rio, onde jovens aprendem mais que acordes: descobrem possibilidades, autoconfiança e futuro.

Em 2024, o projeto ganha força com a abertura de uma fábrica, que emprega ex-alunos e produz 90 instrumentos por mês. Com faturamento de R$ 50 mil, o negócio alia impacto social e saúde financeira, mostrando que criatividade e comprometimento são uma combinação poderosa — especialmente quando colocados a serviço de quem precisa de uma chance real.

Frank Castle está de volta: especial sombrio do Justiceiro com Jon Bernthal entra em produção no Disney+

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Um justiceiro não esquece. E tampouco seus fãs. Após anos de especulações e pedidos insistentes nas redes sociais, Frank Castle está oficialmente de volta, e o retorno não poderia ser mais fiel às origens do personagem: solitário, sombrio e movido por dor.

A nova produção da Marvel Studios para o Disney+ — um especial de TV centrado no Justiceiro — já está em andamento. A confirmação veio com flagras de Jon Bernthal no set, caracterizado como Castle, e com declarações que não deixam dúvidas: esse retorno não será feito para suavizar o personagem, mas sim para reencarnar sua essência mais crua e emocional.

“Frank Castle não foge da escuridão. E essa história também não vai fugir. Ela não será confortável, nem feita para agradar todo mundo. Vai ser honesta”, revelou Bernthal em entrevista nos bastidores.

Um formato direto ao ponto — como o Justiceiro

Inspirado no modelo de Lobisomem na Noite, o especial do Justiceiro terá duração próxima à de um filme curto, mas com a estrutura narrativa de um episódio fechado. Nada de temporadas longas, tramas arrastadas ou arcos abertos demais. A proposta é impactar de imediato, com uma história coesa, intensa e voltada totalmente para o personagem.

A estreia está prevista para 2026, ano em que também chega ao streaming a aguardada segunda temporada de Demolidor: Born Again, consolidando o retorno dos heróis urbanos da Marvel para narrativas mais densas e adultas.

Uma equipe afiada, um elenco de peso

O projeto tem Dario Scardapane como showrunner — roteirista com histórico em tramas de ação e espionagem como Jack Ryan e The Bridge. A ideia é construir um especial que mergulhe no psicológico de Frank Castle sem abrir mão da violência estilizada que tornou o personagem icônico.

No elenco, o especial contará com Margarita Levieva, Sandrine Holt, Michael Gandolfini, Arty Froushan e Lou Taylor Pucci, em papéis ainda mantidos sob sigilo. A diversidade de nomes sugere um enredo que vai além da jornada solitária do anti-herói e pode explorar novos personagens do submundo urbano da Marvel.

Do silêncio ao impacto: o renascimento de um símbolo

Desde o fim da série original The Punisher (2017–2019), da Netflix, o futuro de Castle era incerto. O tom brutal e a abordagem madura da série conquistaram fãs, mas também causaram desconforto em estúdios que buscavam padronizar sua linha de conteúdo. A transição da Marvel para o Disney+ reacendeu o debate: haveria espaço para personagens mais complexos, violentos e moralmente ambíguos?

Com este especial, a resposta parece clara: sim, desde que haja propósito.

Jon Bernthal nunca escondeu que só voltaria ao papel se fosse para honrar a profundidade do personagem. E agora, com liberdade criativa e uma equipe alinhada com essa visão, o Justiceiro não apenas retorna — ele ressurge com algo a dizer.

Capitão Planeta vai ganhar série live-action na Netflix com produção de Leonardo DiCaprio e Greg Berlanti

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Em um momento em que o mundo pede — ou melhor, grita — por narrativas conscientes e engajadas, um velho conhecido da televisão está prestes a ressurgir das memórias afetivas com nova roupagem e fôlego renovado. O clássico desenho animado Capitão Planeta e os Protetores da Natureza vai ganhar uma série live-action produzida pela Netflix, em parceria com dois nomes de peso: Leonardo DiCaprio, pela Appian Way, e Greg Berlanti, produtor por trás de diversos sucessos da DC na TV.

A informação foi revelada com exclusividade pelo site Deadline e já movimenta fãs nostálgicos e curiosos da cultura pop. O projeto ainda está em fase inicial de desenvolvimento, mas já tem como roteirista confirmada Tara Hernandez, conhecida pelo trabalho em A Senhora Davis. A série será produzida pela Berlanti Productions e pela Warner Bros. Television, que detém os direitos da animação original.

Do desenho ao discurso: uma missão que nunca envelhece

Criado no início da década de 1990 pelo empresário e ativista Ted Turner, Capitão Planeta sempre foi mais do que um desenho. Era, na verdade, uma tentativa sincera — e pioneira — de usar o entretenimento como instrumento de transformação social. Em meio a aventuras cheias de ação, vilões caricatos e bordões inesquecíveis, havia uma mensagem clara: cuidar do planeta é uma missão coletiva, e cada gesto importa.

Na trama, cinco jovens de diferentes partes do mundo recebem anéis com poderes ligados aos elementos da natureza — Terra, Fogo, Água, Vento e Coração. Juntos, eles invocam o Capitão Planeta, super-herói ecológico que surge para combater ameaças ambientais e inspirar atitudes sustentáveis. Mas o mais simbólico era o bordão ao final de cada episódio: “O poder é de vocês!” — um lembrete direto para o público jovem de que mudança real começa com pequenas escolhas.

Um herói que retorna em tempos de urgência climática

Não é difícil entender por que Leonardo DiCaprio está envolvido nesse projeto. Ativista ambiental assumido e engajado, o ator já produziu documentários, discursou na ONU e lidera uma fundação voltada à preservação da biodiversidade. Ao lado de Berlanti — mestre em construir universos heroicos que dialogam com temas sociais —, DiCaprio aposta na força simbólica do Capitão Planeta para reacender o debate sobre meio ambiente com linguagem atual e narrativa envolvente.

A roteirista Tara Hernandez tem o desafio de atualizar a história sem perder o coração da proposta original: um equilíbrio delicado entre entretenimento e educação. Em tempos de colapso climático, fake news ambientais e jovens ativistas sendo criminalizados, a série pode tocar em temas urgentes, mostrando que o ativismo pode ser acessível, empático e, sim, emocionante.

Da TV Colosso ao streaming

Para muitos brasileiros, o Capitão Planeta chegou junto com a infância. A série estreou por aqui em julho de 1991, dentro do Xou da Xuxa, na Rede Globo, e depois passou por outros programas icônicos como TV Colosso, Angel Mix e Festival de Desenhos. Também foi exibida em canais pagos como Cartoon Network, Tooncast, Boomerang e até no Canal Futura — reforçando seu caráter educativo.

A estética colorida, as lições diretas e a representatividade global dos Planeteers marcaram uma geração que cresceu ouvindo sobre buraco na camada de ozônio, poluição dos mares e desmatamento — e que, agora adultos, assistem a essas ameaças se concretizando. O retorno da série, portanto, tem tudo para unir gerações em torno de uma mesma causa.

Sem data, mas com propósito

Ainda não há elenco confirmado nem previsão de estreia, mas a expectativa é grande. Especialmente porque este não é o primeiro esforço para adaptar o herói ao live-action. Em 2016, um filme chegou a ser desenvolvido pela Paramount, com Glen Powell envolvido no roteiro e cogitado como protagonista — projeto que acabou engavetado.

Agora, com o apoio criativo da Netflix, a expertise narrativa de Berlanti, o engajamento ambiental de DiCaprio e o talento provocador de Tara Hernandez, o Capitão Planeta tem a chance real de voltar ao centro do debate — não só como símbolo de nostalgia, mas como um espelho necessário para tempos que pedem urgência, empatia e transformação.

Reserva Imovision adiciona “Um Pombo Pousou num Galho refletindo sobre a Existência” e o sci-fi “Você é o Universo” em seu catálogo

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A Reserva Imovision reafirma seu compromisso em apresentar ao público uma curadoria que ultrapassa o entretenimento convencional. Em seu catálogo mais recente, duas produções inéditas ganham destaque por sua singularidade estética e temática: “Um Pombo Pousou num Galho Refletindo Sobre a Existência”, do aclamado cineasta sueco Roy Andersson, e “Você É o Universo”, uma ficção científica contemplativa que revisita a solidão e a esperança em meio à imensidão cósmica.

Roy Andersson e a arte de capturar o extraordinário no cotidiano

Conhecido por sua abordagem única e visualmente distinta, Roy Andersson convida o espectador a mergulhar em uma experiência cinematográfica longe das narrativas tradicionais. Em “Um Pombo Pousou num Galho…”, a rotina banal é transformada em um cenário de profunda reflexão sobre a existência humana.

O filme acompanha Sam e Jonathan, personagens quase arquetípicos, que transitam por uma série de cenas estáticas, onde o tempo parece suspenso. Cada quadro é carregado de ironia e melancolia, temperados por um humor sutil que provoca o espectador a contemplar a fragilidade e o absurdo da condição humana. A narrativa fragmentada se assemelha a uma colagem de momentos — ora trágicos, ora cômicos — que juntos formam uma meditação sobre o desespero e, ao mesmo tempo, a beleza inerente às imperfeições da vida.

Mais do que um filme, é uma obra para ser revisitada e discutida, um convite à contemplação do que muitas vezes passa despercebido em nosso cotidiano apressado.

“Você É o Universo”: uma jornada sensível no silêncio do espaço

Distante dos clichês habituais da ficção científica, “Você É o Universo” apresenta uma trama intimista e visualmente impressionante. Dirigido com sensibilidade, o filme acompanha Andriy Melnyk, um coletor de lixo espacial que vive isolado após uma catástrofe que devastou a Terra.

Quando um chamado inesperado irrompe sua rotina solitária, Andriy embarca em uma missão que transcende o físico e alcança uma dimensão existencial profunda. A vastidão do cosmos torna-se o cenário para explorar temas universais como a conexão humana, a memória e o desejo resiliente de preservar a vida e a esperança diante da iminência do fim.

Indicado ao People’s Choice Award no Festival de Toronto, “Você É o Universo” se destaca por sua narrativa humana e emotiva, rompendo com as convenções do gênero e oferecendo uma experiência que toca a alma, ao mesmo tempo em que expande a visão sobre o que a ficção científica pode representar.

“Baía dos Lagartos” mistura terror e afeto em um thriller brasileiro profundamente humano

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Uma vila à beira-mar onde os dias parecem repetidos, os rostos familiares se tornam estranhos e uma lenda antiga ronda cada esquina. É nesse cenário aparentemente tranquilo, mas recheado de camadas ocultas, que se desenrola “Baía dos Lagartos”, novo romance do autor brasileiro Wilson Roberto Costa.

O livro não apenas flerta com o terror e o suspense sobrenatural — ele mergulha profundamente em questões humanas e existenciais. Quem somos quando ninguém está olhando? E se algo — ou alguém — idêntico a você estivesse vagando por aí, com seus gestos, sua voz, mas intenções que você não ousaria ter?

Ecos de um passado que se recusa a morrer

Na trama, acompanhamos Daniel, um homem que retorna à vila onde passou a infância, após anos afastado, para visitar o avô Tadeu, um senhor excêntrico com fama de contar histórias improváveis. Só que dessa vez, o velho parece convencido de que existe algo real por trás da lenda que persegue sua família há décadas: a presença de doppelgängers — cópias perfeitas de pessoas reais que atravessam uma fenda invisível na região, misturando-se silenciosamente entre os habitantes.

O ponto central da investigação é um objeto insólito: um lagarto de madeira com duas cabeças, supostamente ligado ao portal que separa os dois mundos. Obcecado em encontrar o artefato e provar sua teoria, Tadeu recorre a Ruy Gill, um detetive particular de reputação modesta, mas com curiosidade de sobra.

O que parecia um delírio de um senhor envelhecido logo se transforma em uma espiral de eventos inexplicáveis. Rostos duplicados, histórias que se repetem, pessoas que desaparecem. O próprio Daniel começa a duvidar da própria memória — e da realidade à sua volta.

Suspense que respira maresia

Wilson Roberto Costa não economiza nos detalhes sensoriais. A vila descrita em Baía dos Lagartos tem cheiro de sal, o calor é quase tátil, e o som das ondas se mistura com o suspense crescente. Mas o verdadeiro terror está na construção psicológica. Ao contrário de sustos fáceis, o autor opta por um suspense silencioso, atmosférico, onde o medo se instala devagar — e permanece mesmo quando o livro é fechado.

Entre os pontos altos da narrativa está o modo como Costa trabalha o legado familiar. O medo que perpassa gerações, os segredos que não foram ditos, as culpas que se acumulam em silêncio. Há um peso emocional sutil, que torna o horror ainda mais potente: não estamos apenas diante de uma vila com fenômenos inexplicáveis — estamos diante de uma história sobre pertencimento, identidade e o que se herda além do sangue.

Literatura nacional com fôlego internacional

Em um mercado cada vez mais receptivo a obras que misturam gêneros, Baía dos Lagartos se destaca por sua originalidade e ambição narrativa. O romance dialoga com o suspense clássico, mas com um ritmo próprio, ancorado em personagens complexos e numa mitologia que parece brotar naturalmente do chão brasileiro.

“Lilo & Stitch” bate US$ 1 bilhão em bilheteria e se consolida como maior filme de 2025

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Numa era em que remakes muitas vezes tropeçam na própria sombra, “Lilo & Stitch” fez o que poucos achavam possível: emocionar, surpreender e explodir nas bilheteiras. O live-action da Disney, lançado em março de 2025, atingiu a marca histórica de US$ 1 bilhão em bilheteria mundial, tornando-se o maior filme do ano — e desbancando o poderoso Um Filme Minecraft, que até então liderava com US$ 954 milhões.

Dirigido por Dean Fleischer Camp (Marcel the Shell with Shoes On) e roteirizado por Chris K.T. Bright e Mike Van Waes, o filme é mais do que uma simples releitura: é um mergulho sensível e pulsante no universo de Lilo, a garotinha havaiana cheia de imaginação, e Stitch, um experimento alienígena que parece saído de um pesadelo intergaláctico — mas que encontra nela um lar.

O caos encontra o coração

A dobradinha entre a pequena Maia Kealoha, em sua estreia nas telonas como Lilo, e Chris Sanders, criador e voz original de Stitch, é simplesmente eletrizante. Se na animação de 2002 a relação entre os dois já era encantadora, aqui ela ganha uma profundidade emocional rara. Stitch continua caótico, explosivo e imprevisível — mas agora também é palpável, com texturas e expressões digitais que o transformam num dos personagens mais vivos da Disney nos últimos anos.

A química entre Lilo e sua irmã Nani (vivida por Sydney Agudong) também sustenta o peso emocional da trama, ao retratar uma família que tenta se reconstruir enquanto o mundo insiste em rotulá-la como disfuncional. Em meio a perseguições galácticas, visitas de assistentes sociais e momentos absurdamente engraçados, Lilo & Stitch grita com leveza uma verdade universal: família não é perfeita — é resistência, é caos, é amor que escolhe ficar.

Do Havaí para o mundo — e para o topo

Ambientado com sensibilidade no coração do Havaí, o filme não apenas respeita a cultura local, mas a celebra em cada detalhe: da trilha sonora envolvente às referências visuais que tornam o cenário mais do que um pano de fundo — é uma personagem viva. Com isso, a produção conquistou o público de diferentes gerações, culturas e latitudes. Foi trend no TikTok, dominou memes no Instagram e gerou reações emocionadas no X (antigo Twitter), com fãs compartilhando cenas favoritas sob a hashtag #OhanaÉTudo.

Não por acaso, o filme cresceu semana após semana nas bilheterias, quebrando recordes em mercados como Japão, Brasil, Reino Unido e Filipinas — e atingindo um marco raríssimo: o primeiro live-action da Disney a alcançar US$ 1 bilhão sem ser parte do universo Marvel, Star Wars ou Frozen.

Um marco no coração da Disney

Mais do que um fenômeno financeiro, a animação representa um novo respiro para a Disney. Após um período de críticas a remakes pouco inspirados, o estúdio enfim entrega um filme que conversa com o presente sem trair o passado — e que faz adultos chorarem tanto quanto as crianças riem.

Com o sucesso estrondoso, rumores já apontam para uma continuação ou até uma série derivada no Disney+, além de expansões temáticas nos parques da empresa. Stitch, que já era um ícone do “caos adorável”, agora assume também o posto de embaixador de uma nova era — mais emocional, mais humana, mais universal.

Drama britânico Adolescência se torna a série mais vista da Netflix em 2025 e conquista 13 indicações ao Emmy

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Em um ano marcado por grandes estreias e o retorno de franquias globais, ninguém esperava que o título mais assistido da Netflix em 2025 viesse de uma produção britânica enxuta, intimista e devastadora. Mas foi exatamente isso que aconteceu com “Adolescência”, minissérie criada por Jack Thorne e dirigida por Philip Barantini, que alcançou 144,8 milhões de visualizações em apenas três meses — superando gigantes como Round 6, Bridgerton e The Witcher. As informações são do site Omelete.

Lançada em 13 de março, a série apresenta a história dos Miller, uma família comum que se vê tragada por uma tragédia brutal: Jamie, o filho de 13 anos, é acusado de assassinar uma colega da escola. A partir desse momento, a narrativa mergulha em um turbilhão de emoções, revelações e tensões sociais, onde a verdade não é clara — e a culpa é um peso insuportável.

Stephen Graham, um dos grandes nomes do drama britânico contemporâneo, interpreta Eddie, o pai que luta contra o colapso emocional e a desintegração de sua própria identidade diante da suspeita que recai sobre o filho. Ao lado dele estão Owen Cooper, revelação do ano no papel de Jamie, e Erin Doherty, como a psicóloga Briony Ariston, encarregada de decifrar o que há por trás do silêncio do menino. Completando o elenco, Ashley Walters dá vida ao implacável inspetor Luke Bascombe, que conduz uma investigação imersa em pressão política e comoção popular.

Da tensão doméstica ao fenômeno global

O que torna Adolescência tão singular não é apenas seu enredo — mas a forma como ele é contado. Filmada com câmeras próximas, cortes secos e um realismo que lembra o cinema social de Ken Loach, a série evita o espetáculo e aposta na densidade emocional. Cada episódio é um soco no estômago, expondo as fragilidades de um sistema de justiça que ainda tenta entender a juventude que pretende julgar.

Não à toa, a série conquistou 13 indicações ao Emmy 2025, incluindo Melhor Série Limitada, Melhor Ator (Stephen Graham), Melhor Atriz Coadjuvante (Erin Doherty), Melhor Roteiro e Melhor Direção. Críticos ao redor do mundo aclamaram a obra como “um novo padrão para dramas sobre crime e família”, e o jornal britânico The Guardian chamou a produção de “o drama mais corajoso e desconcertante da década”.

Superando “Round 6” e outros gigantes

Segundo o novo relatório da própria Netflix, que adota como métrica a divisão do tempo total assistido pelo tempo de duração da série, Adolescência lidera com 144,8 milhões de visualizações. A segunda temporada de Round 6 ficou em 117,3 milhões, enquanto a terceira temporada — lançada apenas quatro dias antes do fechamento do semestre — já acumulava 71,5 milhões, mostrando a força contínua do fenômeno coreano.

Ainda assim, o que surpreende é a curva ascendente de Adolescência, que começou com divulgação discreta, mas conquistou o público pelo boca a boca, pelas redes sociais e pelas resenhas apaixonadas da crítica. Em fóruns internacionais e no TikTok, cenas específicas da série viralizaram — especialmente os confrontos entre Eddie e Jamie, que colocam em xeque o amor paternal diante da dúvida moral.

“Retratos Femininos” visita pontos icônicos de São Paulo e recebe a psicóloga Pamela Magalhães em conversa inspiradora sobre saúde emocional

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Neste sábado, 19 de julho, às 13h, a TV Aparecida exibe uma edição exclusiva do Retratos Femininos, que destaca a trajetória da psicóloga e comunicadora Pamela Magalhães, em um passeio intimista por pontos históricos da capital paulista. Com condução de Abiane Souza, o episódio conecta a paisagem urbana de São Paulo ao percurso profissional de uma das vozes mais influentes na promoção da saúde emocional no Brasil.

Gravado entre a tradicional Estação da Luz e o emblemático Mercado Municipal, o programa utiliza a cidade como pano de fundo para uma conversa profunda sobre propósito, escuta terapêutica e o papel transformador da psicologia na vida cotidiana. A escolha dos cenários não é apenas estética — reflete a identidade multifacetada da própria convidada, que transita entre a clínica, a educação, os palcos e as redes sociais com fluidez e consistência.

Ao longo do episódio, Pamela revisita momentos-chave de sua formação e carreira, revelando como a vivência em contextos hospitalares contribuiu para desenvolver uma abordagem humanizada e centrada no vínculo com o paciente. A psicóloga compartilha, ainda, os desafios e aprendizados que marcaram sua expansão profissional para o campo do autoconhecimento em larga escala, através de cursos, palestras e iniciativas voltadas ao desenvolvimento pessoal.

Desde 2009, Pamela tem se dedicado a criar experiências formativas que unem embasamento técnico, empatia e linguagem acessível, dialogando com públicos diversos no Brasil e fora dele. Sua presença digital, que soma mais de três milhões de seguidores, é fruto de um trabalho estratégico de comunicação emocional, pautado pela escuta ativa e pelo incentivo à reflexão individual.

Além da atuação nas redes, a psicóloga também se destaca na mídia tradicional, com participações regulares em programas de rádio e TV, além da apresentação de um podcast de grande alcance, voltado às questões do comportamento humano e das emoções contemporâneas. É, ainda, autora de livros que figuram entre os mais vendidos do segmento de desenvolvimento pessoal.

Em um roteiro que mistura elementos biográficos, registros urbanos e reflexões sobre o bem-estar emocional, Retratos Femininos entrega ao público um conteúdo original, que vai além da entrevista convencional. Trata-se de um retrato construído com rigor jornalístico, sensibilidade visual e atenção ao protagonismo feminino.

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