Renegado dá voz à alma em “Marge Now”, álbum que inaugura nova era pessoal e artística

0

Na sexta-feira, 18 de julho, o rapper Renegado lança o aguardado álbum Marge Now, marcando não apenas seus 17 anos de carreira, mas o início de uma fase profundamente autoral, livre e visceral. O projeto chega às plataformas digitais como um manifesto musical e existencial, em que o artista mineiro explora, sem amarras, as múltiplas camadas de sua identidade, de suas vivências e de sua arte.

Ao longo de quase duas décadas, Renegado se firmou como uma das vozes mais inquietas da música urbana brasileira. Do rap ao samba, do soul ao eletrônico, ele sempre transitou entre estilos com naturalidade, dialogando com diferentes gerações e públicos. No currículo, soma colaborações marcantes com Elza Soares, Samuel Rosa, Bebel Gilberto, Diogo Nogueira, Thiaguinho, Anitta, Rogério Flausino, Dona Onete, entre outros — parcerias que ajudam a dimensionar a pluralidade de sua trajetória.

Mas em “Marge Now”, o caminho é mais íntimo. É como se Renegado olhasse para dentro, para as margens do próprio ser, e deixasse que a música traduzisse aquilo que, muitas vezes, o mercado não quer ouvir: a complexidade, o incômodo, a liberdade. “Esse é o álbum mais verdadeiro da minha carreira”, confessa. “Um trabalho que nasceu sem filtros, sem a necessidade de agradar, mas com o compromisso de dizer o que precisa ser dito.”

O título, que une a palavra “marge” — evocando as bordas, as periferias, os limites — com a urgência do “now”, sintetiza o espírito do disco: falar a partir de um lugar que historicamente foi excluído do centro, mas que pulsa vida, arte e resistência com força. E falar agora.

Musicalmente, o álbum é um caldeirão de referências. A base é o rap, mas ele se entrelaça com influências do Afrobeat, do funk carioca, do Amapiano sul-africano, e até com as harmonias sofisticadas do Clube da Esquina — movimento que também nasceu em Minas Gerais e que, como Renegado, apostou no hibridismo como linguagem.

As faixas equilibram batidas dançantes com letras afiadas, que abordam desde questões sociais até reflexões pessoais, passando por afetos, espiritualidade, ancestralidade e reconstrução. A produção do disco aposta em atmosferas densas e expansivas, criando uma experiência sonora envolvente, que convida tanto à escuta profunda quanto ao movimento do corpo.

“Esse álbum é meu grito mais honesto. Não quis seguir fórmula, não quis encaixar em prateleira nenhuma. É sobre a minha verdade, sobre ocupar o espaço com a minha voz, com tudo o que sou: artista, negro, brasileiro, periférico, sensível”, destaca Renegado.

O disco estará disponível em todas as plataformas digitais a partir de 18 de julho — e promete marcar um antes e depois não só na carreira do rapper, mas na forma como a música urbana brasileira pode se afirmar: plural, politizada e profundamente humana.

Dirigido pelo cineasta colombiano Felipe Vargas, “Rosario” estreia nos cinemas brasileiros em 28 de agosto com terror psicológico

0

O terror ganha contornos íntimos, culturais e profundamente humanos em Rosario, novo filme do diretor colombiano Felipe Vargas, que chega aos cinemas brasileiros no dia 28 de agosto, com distribuição da Imagem Filmes. Com uma proposta que mistura mitologia ancestral, traumas familiares e tensão psicológica, o longa promete ser um dos destaques do cinema de horror latino-americano em 2025.

Protagonizado por Emeraude Toubia, atriz mexicana-libanesa conhecida por papéis em séries como With Love (Amazon Prime Video) e Shadowhunters, o filme acompanha a trajetória de Rosario Fuentes, uma corretora de Wall Street que retorna ao apartamento de sua avó falecida em Nova York. A visita, que deveria marcar um momento de luto e reconexão familiar, logo se transforma em um pesadelo real. Ao encontrar uma câmara secreta no apartamento, Rosario se depara com artefatos ritualísticos que a arrastam para o centro de um enigma sobrenatural.

À medida que os fenômenos inexplicáveis tomam conta do cotidiano da personagem, o filme costura o terror com uma camada emocional densa, abordando temas como o legado familiar, o silêncio das gerações passadas e a busca por pertencimento. Rosario precisa enfrentar não apenas espíritos ou maldições, mas os ecos de um passado que se recusa a ser enterrado.

Ao lado de Toubia, o filme conta com a participação marcante de David Dastmalchian, ator conhecido por suas atuações intensas em títulos como Duna (2021), Batman (2022), O Homem-Formiga, O Esquadrão Suicida (2021) e Prisoners (2013). Em Rosario, Dastmalchian interpreta uma figura que conecta as peças do passado sombrio da família Fuentes, elevando a atmosfera de mistério e inquietação.

Paul Ben-Victor, com uma sólida carreira que inclui filmes como The Irishman, e séries como The Wire e Entourage, completa o trio principal como uma presença enigmática e ambígua. Seu personagem atua como uma espécie de guardião dos segredos familiares, um elo entre o que foi vivido, o que foi esquecido e o que insiste em retornar.

Em tempos em que o cinema de horror ganha novas roupagens para refletir dilemas contemporâneos, o novo filme de terro se alinha a uma tendência crescente de produções que utilizam o gênero como ferramenta de reflexão sobre identidade, pertencimento e cicatrizes silenciosas.

No Conversa com Bial desta terça (15), Mary Del Priore e Regina Volpato refletem sobre o envelhecer no Brasil de ontem e de hoje

0

Nesta terça-feira, 15 de julho, o Conversa com Bial recebe dois nomes que lançam olhares complementares e sensíveis sobre o envelhecimento no Brasil. A historiadora Mary Del Priore, referência na produção acadêmica sobre a história social do país, e a jornalista Regina Volpato, reconhecida por sua escuta empática e abordagem humana na TV, se encontram no estúdio para um diálogo profundo sobre tempo, memória e os sentidos da velhice ontem e hoje.

O ponto de partida da conversa é o mais recente livro de Del Priore, Uma História da Velhice no Brasil, lançado pela Editora Planeta. A obra convida o leitor a atravessar séculos de história para compreender como os idosos foram vistos, tratados e representados na sociedade brasileira, desde os tempos coloniais até os dias atuais. A autora reconstrói esse percurso com rigor historiográfico e uma escrita acessível, sem abrir mão da emoção contida nos relatos de homens e mulheres que desafiaram o tempo — e, muitas vezes, o esquecimento.

“Durante muito tempo, o idoso foi símbolo de sabedoria, autoridade e prestígio. Em outros momentos, foi invisibilizado, estigmatizado ou abandonado. O livro mostra como essas representações variaram conforme valores religiosos, políticos e econômicos de cada época”, destaca a historiadora no programa.

Ao lado dela, Regina Volpato traz a vivência de quem observa, há anos, as transformações do envelhecer nas telas e nas relações humanas. A jornalista reforça como os novos discursos sobre “envelhecer bem” muitas vezes pressionam ainda mais quem simplesmente envelhece: “Hoje se espera que o idoso seja ativo, produtivo, que ‘não pareça velho’. Mas precisamos falar também do direito de envelhecer com dignidade, mesmo fora desse ideal de performance.”

Um diálogo necessário em tempos de longevidade

Com o avanço da expectativa de vida e a crescente presença de idosos na população brasileira, o tema não poderia ser mais atual. O programa desta madrugada propõe não só um resgate histórico, mas também uma escuta afetuosa das vivências contemporâneas da velhice — muitas vezes solitárias, outras vezes potentes, quase sempre silenciadas.

Pedro Bial conduz a conversa com delicadeza, criando espaço para reflexões que transitam entre a intimidade da memória e a urgência dos debates públicos sobre cuidado, representatividade e políticas para o envelhecimento.

Que horas o programa será exibido?

O Conversa com Bial vai ao ar a partir das 01h10, logo após o Jornal da Globo. Uma oportunidade rara de ver o tempo tratado com o respeito que merece — por quem já o estudou, viveu e compartilhou com tantos outros.

Malwee lança coleção especial em parceria inédita com a Paramount para celebrar os 25 anos de Bob Esponja

0

Não é todo dia que um personagem animado completa 25 anos sendo tão amado por tantas gerações. E não é todo dia que ele sai da televisão direto para o guarda-roupa com tanto charme e significado. Para celebrar o aniversário de Bob Esponja Calça-Quadrada, a Malwee e a Malwee Kids se uniram à Paramount para lançar uma coleção cápsula inédita que chega ao e-commerce no dia 15 de julho — e promete aquecer corações com memórias, humor e estilo.

Mais do que uma homenagem, a coleção é uma carta de amor a quem cresceu (e ainda cresce) com o otimismo contagiante do personagem mais excêntrico da Fenda do Biquíni. São apenas seis peças — três adultas e três infantis — que materializam, em tecidos confortáveis e estampas vibrantes, o espírito leve e irreverente que tornou Bob Esponja um ícone cultural.

Um personagem, muitas gerações

Desde que surgiu nas telinhas no final dos anos 1990, o personagem animado não parou de conquistar públicos diversos. O que era desenho de criança virou referência pop, inspirou artistas, virou meme, trilha sonora de vídeos virais e, agora, inspira também moda com alma.

“Bob Esponja tem esse poder raro de conectar gerações. É um personagem que conversa com crianças e adultos com a mesma autenticidade”, diz Greg Reis, Diretor de Marketing do Grupo Malwee. “Para nós, essa coleção é sobre celebrar não só os 25 anos do personagem, mas também as histórias que ele ajudou a criar dentro das famílias. É roupa que abraça memórias.”

Da infância ao streetwear: moda com propósito

A coleção foi pensada para ser simples, versátil e carregada de significado. Para os pequenos, chegam uma camiseta feminina, uma camiseta de manga longa com capuz e um moletom unissex — todas com estampas coloridas e traços inspirados na linguagem visual do desenho. Para os adultos, duas camisetas e um moletom que equilibram nostalgia e estilo urbano, criando looks descomplicados, mas cheios de identidade.

Mais do que ilustrar personagens, cada peça da coleção reflete o jeito otimista e espontâneo de Bob Esponja ver o mundo — sempre com bom humor, amizade e entusiasmo até nas situações mais improváveis.

A curadoria visual bebe diretamente da estética da animação, mas com um toque contemporâneo pensado especialmente para a Geração Z, que cresceu com o personagem, e para os novos fãs que estão chegando agora.

A coleção também é um exemplo de como a moda pode ser uma extensão das histórias que carregamos. E não importa a idade — vestir Bob Esponja, nesse contexto, é como declarar que ainda há espaço para leveza no cotidiano. É um jeito de dizer: “eu me levo a sério, mas não demais”.

Com valores entre R$ 59,90 e R$ 219,90, a cápsula aposta em materiais de qualidade, caimento confortável e um mix de peças pensadas para o dia a dia. A proposta é simples: vestir algo que faça sorrir.

Turma da Mônica lança collab com Tupode em edição limitada que une nostalgia e skatewear

0

Ela correu atrás do Cebolinha, enfrentou o preconceito, virou símbolo de força e, agora, encara mais um desafio — sobre rodas. A Mônica dos anos 70, com seus traços clássicos e olhar determinado, é a estrela da primeira collab da Tupode, marca brasileira de streetwear que estreia em grande estilo ao lado da MSP Estúdios. A coleção, anunciada nesta semana, traduz o espírito do skate para um lugar onde a infância e a rebeldia conversam com liberdade criativa e verdade emocional.

É a dona da rua de uma geração ganhando fôlego novo — agora empunhando um shape e estampando moletons, camisetas, bonés e jaquetas que equilibram o lúdico com o urbano. “Se fosse para fazer a primeira collab da marca, tinha que ser com algo que realmente conversasse com a nossa essência”, conta Cleverson Maniglia, fundador da Tupode. “Crescemos lendo a Turma da Mônica. Trazer esse universo para o nosso foi natural. A conexão entre os dois mundos — o dos quadrinhos mais brasileiros de todos os tempos e o da cultura skate — nasce da valorização do que é feito com verdade e pertencimento.”

Ícone dos gibis, símbolo das ruas

A escolha da versão vintage da Mônica não foi por acaso. A personagem dos anos 70 representa não só um resgate afetivo, mas também um tempo em que o traço era mais simples e as histórias, carregadas de ingenuidade e resistência. Ao inseri-la nesse novo contexto, a collab reinventa sem apagar o passado. O azul clássico do Sansão, por exemplo, agora aparece como elemento gráfico nos shapes e detalhes das peças — um símbolo que conecta gerações.

“Ver o universo da Turma da Mônica se conectando ao universo da moda urbana e do skate é emocionante”, afirma Marcos Saraiva, diretor executivo da MSP Estúdios. “É mais uma forma de mostrar como nossos personagens atravessam o tempo e continuam inspirando diferentes formas de expressão cultural.”

Peças para vestir com memória

A coleção é feita para andar — mas também para lembrar. São jaquetas jeans utilitárias com cortes retos, moletons encorpados, camisetas com estampas exclusivas, calças baggy e uma linha completa de acessórios, como bonés, gorros, meias e bags. Os shapes de skate, feitos em maple canadense, reforçam o compromisso com qualidade e performance. Tudo com bordados de alta definição e cores que misturam o universo da Turma da Mônica com referências visuais da década de 70.

Onde está disponível?

Os preços vão de R$ 59,90 a R$ 699,90. E a regra é clara: edição limitada, sem reposições. A coleção já está disponível no site oficial da Tupode e em lojas parceiras. E como toda boa história em quadrinhos… essa também pode acabar rápido.

Novo pôster de A Hora do Mal intensifica o mistério do terror dirigido por Zach Cregger

0
Foto: Reprodução/ Internet

Quatro imagens. Nenhuma explicação. Um desconforto crescente. O pôster recém-divulgado de A Hora do Mal, novo terror psicológico dirigido por Zach Cregger (Noites Brutais), chega como um convite à inquietação. Nada de frases de impacto ou rostos assustadores. Apenas quatro quadros misteriosos: uma criança correndo, um sino marcado com o número 6, uma lata de sopa e uma planta em um pequeno vaso. Elementos cotidianos, mas que, organizados dessa forma, assumem um significado inquietante. Abaixo, confira a imagem:

O longa, que estreia no Brasil no dia 7 de agosto, mergulha em um desaparecimento coletivo sem precedentes: 17 crianças de uma mesma sala de aula saem de casa, sozinhas, durante a madrugada. Elas somem sem deixar rastros, sem sinais de violência, sem explicações. Apenas uma criança permanece. E seu silêncio é tão perturbador quanto os quadros no pôster.

Estrelado por Josh Brolin (Onde os Fracos Não Têm Vez, Duna) e Julia Garner (Ozark, Inventando Anna), o filme também conta com Alden Ehrenreich (Han Solo: Uma História Star Wars, Oppenheimer) no elenco. Mas, assim como o cartaz, a sinopse também guarda segredos. O que esses símbolos representam? Estariam conectados ao que realmente aconteceu naquela noite?

O simbolismo como prenúncio

Cada imagem do pôster parece carregar uma camada de tensão silenciosa. A criança correndo — estaria fugindo de algo? O sino com o número 6 — seria um sinal, uma contagem, um chamado? A lata de sopa — uma lembrança doméstica da rotina interrompida? E a planta no jarro — o que ainda sobrevive após a ausência?

Mais do que pistas, esses elementos evocam sensações. Em vez de entregar o mistério, o material promocional cultiva um clima de desconforto sutil, onde tudo parece fora de lugar. É essa abordagem que distingue A Hora do Mal de outras produções do gênero. Zach Cregger, que já demonstrou habilidade para trabalhar o insólito em Noites Brutais (2022), volta a apostar no estranhamento como força narrativa.

O terror da ausência

A maior força do filme, ao que tudo indica, não está no que é mostrado, mas no que é escondido. O desaparecimento das crianças mexe com medos universais: o medo da perda, da impotência, do desconhecido. Pais e autoridades se veem diante de um quebra-cabeça sem lógica, onde cada peça — ou símbolo — parece mais uma provocação do que uma resposta.

Cregger, que tem se consolidado como uma das vozes mais autorais do terror recente, parece querer mais do que assustar. Ele quer perturbar. E para isso, usa o silêncio, o simbolismo e o absurdo como principais aliados.

Uma estreia cercada de expectativa

Em tempos em que o horror tem se reinventado com narrativas mais emocionais e atmosféricas, A Hora do Mal surge como um dos lançamentos mais aguardados de 2025. A combinação de elenco talentoso, direção instigante e uma campanha de divulgação misteriosa desperta interesse não apenas entre os fãs do gênero, mas também entre os amantes de cinema que buscam experiências diferentes.

Final explicado de Brick: Um enigma entre prisão e proteção do novo filme da Netflix

0
Foto: Reprodução/ Internet

Você acorda um dia e percebe que não pode sair de casa. Nem pela porta, nem pela janela. Nenhum sinal de ajuda, nenhuma explicação. Só um muro negro e impenetrável do lado de fora. Essa é a premissa angustiante de Brick, filme original da Netflix dirigido por Philip Koch, que vai muito além do suspense visual para tocar em algo mais profundo: o quanto estamos realmente seguros — e a que custo.

A história acompanha Tim (Matthias Schweighöfer) e Olivia (Ruby O. Fee), um casal comum que, como qualquer um de nós, só queria seguir a vida. Mas em um dia aparentemente normal, eles se veem cercados por um muro estranho, frio, sem qualquer aviso. O prédio inteiro está trancado, como se tivesse sido engolido por uma tecnologia absurda. É o tipo de pesadelo que não grita, mas sussurra aos poucos, até se tornar insuportável. E é nesse cenário que as relações se deterioram, que a tensão entre vizinhos cresce, e que o maior inimigo talvez não esteja do lado de fora — mas bem ali, dividindo as mesmas paredes.

Quando a fuga não é o fim, mas o começo

O final do filme é exatamente como o resto da história: tenso, incômodo e surpreendente. Tim e Olivia finalmente conseguem sair do prédio, graças a um aplicativo da empresa de seguros que, até então, parecia mais um detalhe de cenário do que a chave para a liberdade. Mas a saída revela uma verdade ainda mais aterradora: não era só o prédio. A cidade inteira está cercada por essas barreiras negras. O isolamento que parecia exclusivo deles, na verdade, é coletivo. E, aos poucos, algumas peças começam a se encaixar. Um incêndio recente em um hospital próximo — mencionado de forma quase tímida ao longo do filme — teria ativado o sistema de segurança da empresa, que por uma falha (ou sabotagem?) selou todas as construções. Casas, prédios, pessoas. Todas protegidas — ou presas.

Foto: Reprodução/ Internet

Protegidos de quê?

No rádio do carro, enquanto o casal tenta escapar da cidade, uma notícia avisa: ainda não se sabe se tudo foi mesmo uma falha técnica ou se houve intenção humana por trás do colapso. E aí vem a pergunta que o filme não responde — mas deixa ecoando: quem nos protege quando o sistema falha? E quem nos protege do sistema?

Mais do que um suspense tecnológico, o longa é um filme que provoca. Nos faz pensar no quanto estamos dispostos a abrir mão da nossa liberdade em nome da segurança. E no que acontece quando, sem perceber, o que parecia uma garantia de tranquilidade vira uma cela sem chave.

Talvez o maior acerto do longa seja justamente não entregar todas as respostas. Porque, no fundo, ele não quer resolver o mistério por completo — ele quer que a gente sinta o desconforto. Que a gente reconheça, mesmo que de forma silenciosa, que esse tipo de pesadelo está cada vez mais perto da nossa realidade.

E ao final, fica a sensação de que o verdadeiro muro de Brick não é feito de tijolos. É feito de controle, de vigilância disfarçada de proteção, e de escolhas que pareciam pequenas… até nos trancarem por completo.

Prime Video apresenta trailer de A Mulher da Casa Abandonada, série baseada no podcast de Chico Felitti

0

No coração de um dos bairros mais nobres de São Paulo, entre prédios luxuosos e carros importados, há uma casa em ruínas que virou símbolo de um mistério incômodo. Uma mansão que parece ter parado no tempo — e que por muito tempo escondeu uma história perturbadora, ignorada por vizinhos, desconhecida por muitos, mas carregada de consequências reais. Agora, o que era apenas sussurro de rua e escândalo nas redes ganha uma nova dimensão com a chegada da série A Mulher da Casa Abandonada, que estreia no Prime Video no dia 15 de agosto. Abaixo, confira o novo trailer divulgado pela plataforma de streaming.

Qual é o principal foco da série?

Baseada no podcast de Chico Felitti, sucesso absoluto de audiência e repercussão, a série documental dá rosto, voz e imagem a um dos casos mais delicados do jornalismo investigativo recente. Ao longo de seis episódios, o público é convidado a mergulhar fundo em uma narrativa que fala sobre aparências, privilégios, impunidade — e o peso de uma culpa enterrada debaixo do luxo e da omissão.

Quem é a protagonista?

Margarida Bonetti, uma mulher que vive reclusa em uma mansão tomada pelo abandono, mas que já foi acusada de manter uma empregada em condições análogas à escravidão nos Estados Unidos. Enquanto o tempo passou, ela permaneceu intocável, protegida por muros, sobrenome e silêncio. A história, contada inicialmente por Felitti com uma escuta sensível e inquieta, agora ganha novos contornos com imagens, entrevistas inéditas e documentos que aprofundam ainda mais o impacto desse caso.

Para Javiera Balmaceda, Head de Originais do Amazon MGM Studios para América Latina, a série tem uma missão que vai além do entretenimento. “É o resultado de uma investigação jornalística séria, que busca as informações mais precisas, os depoimentos mais relevantes. Vai além do podcast. Com o poder das imagens, conseguimos mostrar como esse caso reverbera até hoje, dentro e fora do Brasil”, afirma.

Com uma direção precisa e respeitosa, a série evita sensacionalismos e aposta em uma construção narrativa que convida à reflexão. As imagens da casa em ruínas, os depoimentos das vítimas, o contraste entre a decadência do lar e o passado de opulência de sua moradora revelam muito mais do que uma biografia curiosa: expõem um sistema que permite que histórias como essa se repitam, em silêncio.

Vanessa da Mata se emociona ao revisitar sua trajetória no quarto episódio de “Nesse Canto Eu Conto” com Sandy

0

Uma conversa entre amigas, recheada de risadas, boas lembranças e melodias que tocam fundo. É assim que Vanessa da Mata aparece no quarto episódio de Nesse Canto Eu Conto, que vai ao ar nesta quarta-feira, 16 de julho, às 18h30, no Multishow e no Globoplay (plano Premium). A cantora, conhecida por uma das vozes mais marcantes da Música Popular Brasileira, é a convidada da vez no programa apresentado por Sandy, e compartilha memórias, dores transformadas em arte e a sensibilidade por trás de suas composições.

A atmosfera do encontro é leve, acolhedora. Sandy conduz a conversa com empatia e curiosidade genuína, e Vanessa responde com a franqueza de quem já percorreu muitos caminhos — alguns improváveis — até se firmar como uma das grandes intérpretes da MPB contemporânea.

Ao relembrar o início da carreira, Vanessa fala sobre a fase em que integrava um grupo feminino de reggae, antes de descobrir seu próprio canto. “Foi uma escola. A gente fazia de tudo, era uma mistura boa de juventude, ousadia e vontade de dizer alguma coisa ao mundo”, conta, com um sorriso que mistura nostalgia e gratidão.

Mas foi no amor — e em suas reviravoltas — que a compositora encontrou sua matéria-prima mais rica. “A cada fora, tem três músicas boas. É uma beleza!”, brinca, com o humor de quem aprendeu a transformar o coração partido em arte pulsante. Suas letras, carregadas de lirismo e verdade, fazem companhia a quem sofre e a quem ama, em qualquer estação da vida.

Vanessa também fala sobre suas inspirações — que não vêm apenas de sentimentos, mas de paisagens, viagens, imagens que tocam a alma. “As minhas melodias trabalham muito nisso. Então, as pessoas ouvem muito para viajar”, diz. Essa conexão sensorial entre som e imagem, entre estrada e música, está presente em sucessos como Ai, Ai, Ai…, Boa Sorte e Amado.

Com direção de Márcia Faria e coprodução do Multishow com a Kromaki, Nesse Canto Eu Conto traz uma proposta intimista que vai além do bate-papo musical: é uma celebração das histórias que cada artista carrega com a voz. A temporada conta com cinco episódios, exibidos semanalmente às quartas-feiras. Além de Vanessa, o programa já recebeu Ivete Sangalo, Liniker e Paula Toller — e ainda traz Ana Castela para encerrar a leva de encontros.

“Monsieur Aznavour” e “Entre Nós, o Amor” chegam aos cinemas brasileiros

0
Foto: Reprodução/ Internet

O cinema francês sempre teve um talento particular para captar o íntimo da experiência humana — seja pelas canções que embalam gerações, seja pelos silêncios que habitam as relações familiares. Neste mês de julho, duas estreias oferecem uma espécie de duplo mergulho nessa sensibilidade: Monsieur Aznavour, cinebiografia do lendário cantor Charles Aznavour, e Entre Nós, o Amor, drama contemporâneo sobre as feridas entre mãe e filho.

Embora distintos em estilo e enredo, ambos os filmes — que chegam aos cinemas brasileiros com uma semana de diferença — compartilham uma mesma força: a capacidade de emocionar sem recorrer ao exagero. Com atuações poderosas e direção atenta aos detalhes do afeto e da dor, as produções revelam como a arte e o afeto podem sobreviver às ruínas da vida.

A voz que atravessou séculos

Com estreia marcada para o dia 24 de julho, Monsieur Aznavour é uma ode ao artista que traduziu o romantismo francês em canções que ainda ressoam pelo mundo. Dirigido por Mehdi Idir e Grand Corps Malade, o filme acompanha a jornada de Charles Aznavour, desde sua infância como filho de imigrantes armênios até se tornar um dos maiores nomes da música europeia.

O papel-título é interpretado por Tahar Rahim, conhecido por seu trabalho em O Profeta e O Mauritano. Aqui, ele assume o desafio de dar corpo e alma a uma figura que, mesmo com uma voz considerada “modesta” pelos padrões técnicos, emocionou multidões com sua honestidade lírica e sua postura introspectiva diante do estrelato.

“Aznavour não queria ser ídolo, queria ser ouvido”, diz uma das falas do longa — e essa parece ser a síntese de sua trajetória. Autor de quase 1.200 canções em diversas línguas, o cantor que ficou conhecido como o “Frank Sinatra da França” teve uma carreira que sobreviveu a guerras, preconceitos e transformações culturais.

O filme evita o tom panfletário e aposta em um retrato afetivo, que valoriza os momentos de dúvida e reinvenção artística do compositor. Um recorte íntimo, emoldurado por trilhas que marcaram época: “La Bohème”, “She”, “La Mamma”, entre outras.

Mãe e filho em conflito: o amor nos cacos do cotidiano

Já no dia 17 de julho, é a vez de Entre Nós, o Amor chegar às salas brasileiras. O novo filme de Morgan Simon traz no elenco duas figuras conhecidas do público de cinema francês: Valeria Bruni-Tedeschi e Félix Lefebvre, que voltam a dividir a tela após o sucesso de Verão de 85.

Neste novo trabalho, eles vivem Nicole e Serge — mãe e filho que mal se suportam, mas que são obrigados a conviver em um pequeno apartamento num conjunto habitacional na periferia. Ela tem 52 anos, está desempregada, endividada e luta para manter alguma dignidade; ele, com 19, vive entre o desprezo e a indiferença.

A narrativa se passa durante os dias que antecedem o Natal, mas não há clima festivo: o que vemos é uma convivência marcada por mágoas acumuladas, cobranças veladas e tentativas frustradas de reconciliação. Ainda assim, o filme aponta para a possibilidade de afeto — mesmo que ele surja em meio ao caos, entre restos de confiança e um fio de esperança.

A direção de Simon aposta em planos fechados, diálogos secos e uma atmosfera que remete a cineastas como os irmãos Dardenne e Bruno Dumont. O resultado é um drama sóbrio, que foge dos clichês do “filme de reconciliação” e convida o espectador a observar os espaços entre palavras — onde, muitas vezes, mora o amor mais verdadeiro.

almanaque recomenda