Com a estreia de Jurassic World: Recomeço, a rede Cinesystem apresenta um combo exclusivo para os fãs da saga. A novidade inclui uma pipoca grande, refrigerante de 700ml e um copo personalizado de 960ml, estampado com imagens oficiais do novo longa. O item colecionável está disponível por tempo limitado nas bombonieres da rede, enquanto durarem os estoques.
O copo traz artes que remetem aos principais elementos do filme, incluindo as criaturas pré-históricas que são marca registrada da franquia. A ação promocional visa agregar valor à ida ao cinema, ampliando a experiência do público com um produto exclusivo.
Nova fase da franquia
Jurassic World: Recomeço marca uma nova etapa na narrativa da série. Passados cinco anos desde os eventos de Jurassic World: Domínio, os dinossauros sobreviventes agora vivem confinados em zonas equatoriais, onde o ambiente climático se assemelha ao de eras passadas.
Neste cenário, uma equipe embarca em uma missão arriscada: obter amostras de DNA de três das maiores criaturas que já habitaram a Terra, o mar e o céu. O objetivo é desenvolver um medicamento com potencial para salvar milhares de vidas humanas. A tarefa, no entanto, exige atravessar territórios hostis, onde os limites da ciência são constantemente testados diante da força bruta da natureza.
Com a ação promocional, a Cinesystem reforça seu compromisso em oferecer ao público um produto diferenciado, que complementa a programação dos lançamentos mais aguardados do ano. Algumas unidades contarão ainda com ambientações especiais para destacar o universo do filme, como decorações temáticas e ativações no espaço do cinema.
O longa-metragemJurassic World: Recomeço chega aos cinemas nesta quinta-feira, 3 de julho, com tudo para fazer barulho — ou melhor, um rugido — nas bilheteiras do mundo todo. E não é só por nostalgia ou visual impressionante: a data da estreia, colada no feriado de 4 de julho nos EUA, deve ajudar (e muito) no desempenho inicial.
As previsões mais otimistas? Que o filme abocanhe até US$ 115 milhões apenas no fim de semana de estreia nos Estados Unidos. Nada mal para uma franquia que já tem 30 anos nas costas — ou melhor, nas escamas.
A fórmula (quase) infalível: dinossauros, nostalgia e feriado
Quem acompanha o universo dos blockbusters sabe que datas comemorativas são terreno fértil para grandes estreias. E com um nome de peso como Jurassic World, o resultado tende a ser explosivo.
Segundo o portal Deadline, as expectativas globais também são altas: o filme pode arrecadar US$ 260 milhões ao redor do mundo em seus primeiros dias em cartaz — o suficiente para deixar no chinelo o desempenho de Jurassic Park 3, que arrecadou cerca de US$ 85 milhões ao estrear no mesmo feriado, em 2001.
Mas nem tudo são flores (ou fósseis): o ritmo pode cair nas semanas seguintes
Apesar do impulso inicial, especialistas alertam que o ritmo de bilheteria pode sofrer uma queda brusca após o primeiro fim de semana. O site Box Office Theory estima uma abertura entre US$ 70 e US$ 80 milhões nos EUA, caso o desempenho fique mais conservador. Ainda assim, números bem sólidos.
O risco? Que o pico de estreia, alimentado pelo feriado, acabe não se sustentando nas semanas seguintes. É o típico “fôlego de maratonista na largada”, algo comum em lançamentos que surfam o apelo inicial sem garantir consistência no boca a boca.
E o que isso tudo significa pra quem vai ao cinema?
Se você é fã da franquia, do universo jurássico ou simplesmente curte um bom blockbuster pipoca, Jurassic World: Recomeço promete entregar tudo aquilo que se espera: 💥 ação de tirar o fôlego 🦖 dinossauros mais realistas do que nunca 🌍 uma trama que tenta equilibrar espetáculo visual com drama humano
E claro, a experiência de ver tudo isso na telona, cercado de gente vibrando a cada cena, é algo que nenhuma prévia no celular consegue imitar.
Resumo pra quem chegou agora: Jurassic World: Recomeço estreia nesta quinta (3) e pode bater US$ 115 milhões só nos EUA no primeiro fim de semana, graças ao feriado de 4 de julho. No mundo todo, a expectativa é de US$ 260 milhões. Um começo promissor — desde que o público continue voltando na semana seguinte.
A Naughty Dog anunciou oficialmente que Neil Druckmann, mente por trás da sagaThe Last of Us, não fará parte da equipe criativa da 3ª temporada da série da HBO. A decisão foi dele mesmo, e o motivo é direto ao ponto: voltar 100% o foco para os games, seu primeiro amor.
“Foi uma escolha difícil”, disse Druckmann. “Mas com a segunda temporada concluída e antes que a terceira ganhe corpo de verdade, percebi que este é o momento ideal para focar totalmente na Naughty Dog e nos novos projetos que estamos desenvolvendo.”
🚀 Vem aí: Intergalactic – The Heretic Prophet
Entre esses projetos, está Intergalactic – The Heretic Prophet , o novo jogo da Naughty Dog , que terá roteiro e direção assinados por Druckmann. E não para por aí: ele também continua à frente do estúdio e do lado criativo, acumulando funções enquanto prepara o próximo grande passo no mundo dos games.
Ou seja, o cara não está saindo para descansar — muito pelo contrário.
👋 Uma despedida com carinho
Mesmo se afastando, Druckmann fez questão de deixar registrado o quanto foi uma honra trabalhar ao lado de Craig Mazin, co-criador da série na HBO, e de toda a equipe envolvida. Ele também desejou sucesso à produção nas próximas etapas da jornada. “Foi um privilégio”, resumiu.
Outra que se despede da adaptação televisiva é Halley Gross, co-roteirista do segundo jogo da franquia. Ela também deixa a produção para focar em novos projetos — e o clima, por enquanto, é de gratidão e respeito mútuo.
📺 A série continua — com ou sem Neil
Criada por Neil Druckmann e Craig Mazin, The Last of Us se tornou um fenômeno de crítica e público desde sua estreia na HBO. A série, estrelada por Pedro Pascal, Bella Ramsey e Gabriel Luna, retrata um mundo em colapso após a disseminação de um fungo mortal que transforma humanos em criaturas canibais.
No centro da trama, está Joel, um sobrevivente endurecido pela vida, que aceita a missão de levar Ellie, uma adolescente aparentemente imune à infecção, até um grupo rebelde que pode transformar essa imunidade em cura — e talvez, dar à humanidade uma nova chance.
🌱 O que esperar da 3ª temporada?
Apesar da saída de Druckmann e Halley, Craig Mazin permanece no comando, e tudo indica que o desenvolvimento da 3ª temporada seguirá firme, possivelmente adaptando eventos pós-Parte II do jogo. Com a base já construída, e personagens bem estabelecidos, os fãs podem esperar mais tensão, emoção e dilemas morais — marca registrada da franquia.
Resumo rápido pra quem tá com pressa: Neil Druckmann saiu da série da HBO pra se dedicar aos próximos jogos da Naughty Dog (incluindo o misterioso Intergalactic). Mas a série The Last of Us continua nas mãos de Craig Mazin e promete seguir firme rumo à 3ª temporada.
Quando a franquia Jurassic Park estreou nos anos 90, ela redefiniu o conceito de espetáculo cinematográfico. Trinta anos depois, Jurassic World: Recomeço tenta equilibrar respeito ao passado com ambições de um novo começo. E embora não revolucione a fórmula, entrega uma produção visualmente deslumbrante, com momentos de pura adrenalina.
Dirigido por Gareth Edwards (Godzilla, Rogue One), o filme impressiona desde os primeiros minutos com sua escala grandiosa e direção segura. O cineasta tem um olhar aguçado para criar tensão e impacto visual, e sabe exatamente como construir a sensação de que o ser humano voltou a ser minúsculo diante das forças da natureza.
🧬 Scarlett Johansson lidera com força e sutileza
Scarlett Johansson estreia com brilho na franquia como Zora, uma cientista marcada por decisões do passado. A atriz traz intensidade emocional e presença magnética, conseguindo transmitir complexidade mesmo quando o roteiro não aprofunda tanto suas motivações. Sua atuação é um dos grandes destaques e confere credibilidade a uma trama que poderia facilmente escorregar para o exagero.
O elenco de apoio também se sai bem, com boas performances e química em cena. Embora falte espaço para desenvolvimentos mais robustos, todos entregam o necessário para manter a história em movimento — com empatia, leveza e ritmo.
🦕 Dinossauros imponentes, ação na medida certa
Se há uma promessa que Recomeço cumpre com louvor, é a de oferecer um verdadeiro show de criaturas pré-históricas. Os efeitos visuais são excepcionais, e as sequências de ação têm energia e coreografia bem resolvidas. Há dinossauros novos, mutações intrigantes e até um toque de terror em certos momentos. O design sonoro e a trilha também ajudam a construir a atmosfera de aventura com tensão constante.
Mais do que sustos e perseguições, o filme também acerta ao apresentar uma ambientação que mistura o tecnológico e o selvagem, refletindo o caos gerado por décadas de manipulação genética. Essa fusão entre passado e futuro é um dos temas que Recomeço aborda com mais consistência.
🔄 Um recomeço cauteloso, mas promissor
Apesar do título ambicioso, o roteiro ainda se prende a estruturas familiares. Elementos como a corporação vilanesca, a criatura que escapa do controle e o embate final grandioso já são conhecidos do público. Mas, diferentemente dos últimos filmes da trilogia World, aqui há mais equilíbrio entre nostalgia e avanço. O filme não tenta apagar o passado, mas dialoga com ele — e isso já representa um progresso.
Há, sim, espaço para mais ousadia em filmes futuros, principalmente em termos temáticos e dramáticos. Mas Recomeço serve como uma ponte bem construída entre o que foi e o que pode vir. Ele planta sementes para uma nova fase — mais sombria, mais reflexiva e, quem sabe, mais surpreendente.
🎬 Uma aventura digna, com alma blockbuster e coração clássico
Jurassic World: Recomeço talvez não seja o capítulo mais inovador da saga, mas é um dos mais bem executados da era moderna. Com visual arrebatador, ritmo eficiente e uma protagonista forte, o longa cumpre seu papel de entretenimento com qualidade.
É o tipo de filme que vale ser visto na tela grande — não apenas pelos dinossauros, mas pelo esforço sincero de entregar algo relevante dentro de uma franquia marcada por altos e baixos. Um recomeço que pode, com os ajustes certos, levar a um novo auge.
A Warner Bros. Pictures acaba de abrir as portas de um novo universo animado — e a estreia já tem cara (e bigodes) de clássico. Foi divulgado o primeiro trailer de O Gatola da Cartola, longa que marca o lançamento da recém-criada Warner Bros. Pictures Animation nos cinemas. A produção chega às telonas em fevereiro de 2026 e promete encantar todas as idades com uma aventura recheada de magia, nonsense e afeto.
Inspirado na obra imortal de Dr. Seuss, o filme apresenta uma abordagem inédita do personagem icônico, com direção de Alessandro Carloni (Kung Fu Panda 3) e Erica Rivinoja (Trolls). A história se passa em um cenário totalmente original, onde o Gatola encara talvez seu maior desafio: provar que ainda é relevante em um mundo cada vez mais cético — ou correr o risco de perder sua cartola mágica para sempre.
Uma missão para salvar a imaginação (e o coração)
No trailer, conhecemos o excêntrico I.I.I.I. — Instituto para Instituir a Imaginação e a Inspiração, onde o Gatola trabalha ajudando crianças a redescobrirem sua criatividade. Mas algo não vai bem: sua capacidade de inspirar está em queda, e ele precisa de uma última chance para provar seu valor.
É então que entram em cena os irmãos Gabby e Sebastian, recém-chegados a uma cidade apagada e sem graça. Tudo muda quando o Gatola aparece — com sua cartola mágica e uma série de ideias improváveis — e leva os pequenos a uma jornada que mistura realidade, fantasia e muita confusão divertida.
Bill Hader lidera um elenco estelar
A voz do Gatola é interpretada por ninguém menos que Bill Hader, conhecido por seu humor afiado e versatilidade. Ele é acompanhado por um elenco de dubladores de primeira, que promete dar ainda mais carisma à produção.
Entre os nomes confirmados estão Xochitl Gomez, Matt Berry, Quinta Brunson, Paula Pell, Tiago Martinez, Giancarlo Esposito, America Ferrera, Bowen Yang e Tituss Burgess. Juntos, eles dão vida a personagens vibrantes, engraçados e tocantes, como manda o bom e velho estilo Seuss.
Magia com acessibilidade e representatividade
Mais do que uma nova aventura animada, O Gatola da Cartola é um convite à imaginação coletiva. Com roteiro original e foco em temas como empatia, criatividade e aceitação, o longa se posiciona como uma história atemporal — com coração de criança e consciência de adulto.
Além disso, o filme será lançado também em versões acessíveis, com audiodescrição, legendas e interpretação em Libras. É um passo importante para garantir que todas as crianças — e todos os públicos — possam viver essa experiência mágica.
Reinventar um personagem tão querido quanto o Gatola não é tarefa fácil, mas tudo indica que a Warner Bros. Animation acertou em cheio ao apostar em uma narrativa original, com identidade própria e respeito à essência do autor.
O Gatola da Cartola chega aos cinemas em fevereiro de 2026 com a promessa de se tornar um novo favorito das famílias, daqueles filmes que fazem você rir alto, se emocionar e sair da sala querendo inventar seu próprio mundo mágico.
Afinal, às vezes, tudo o que a gente precisa para transformar um dia cinza é uma boa história, um bom amigo… e uma cartola.
Depois de conquistar leitoras com narrativas sensíveis e personagens que vivem dilemas tão reais quanto encantados, a jornalista e escritora Larissa Lair retorna com um romance que promete mexer com o coração de quem ama histórias de época, fantasia e amor entre príncipes.
Seu novo livro, “Me Acalenta”, recém-lançado pela editora Violeta, é uma fantasia romântica que transita entre o drama político e o conto de fadas queer, tudo isso com uma prosa envolvente que lembra os melhores momentos de Jane Austen – mas com um toque de magia e representatividade que faltava nesse gênero. A obra estará disponível na Bienal do Livro do Rio, e já chega cercada de expectativa entre fãs de “Boys’ Love” e leitores de fantasia com alma.
Dois reinos, um casamento e um plano que não sai como o esperado
A história se passa na fictícia Terra de Helikon, onde o pequeno e delicado reino Vesnat luta para sobreviver diante das ameaças de seu vizinho mais poderoso, o vasto e militarizado reino de Kwon. É nesse contexto que surge o protagonista Aurean Vesnat, jovem herdeiro forçado a aceitar um casamento por conveniência para evitar a ruína de seu povo.
O problema? Seus pretendentes oficiais são tudo menos desejáveis: de um lado, o primogênito de Kwon, arrogante e repulsivo; do outro, um duque ríspido e quarentão que parece mais interessado em controle do que em parceria. Em uma última cartada, Aurean volta seus olhos para um terceiro nome improvável: Yunjae Kwon, o segundo príncipe de Kwon, ainda adolescente, sonhador e completamente desinteressado em política.
“Existe um encanto nos romances de época – na linguagem, nas entrelinhas, no jogo de olhares”, explica Larissa. “Quis trazer essa estética cortês para um universo com guerras, magia e dilemas de poder. E mostrar que o amor pode surgir onde menos se espera – mesmo em meio ao caos.”
Um pedido, um tropeço, um novo destino
Yunjae é tudo o que Aurean não estava preparado para encontrar: jovem demais, romântico demais, puro demais. Mas é justamente essa doçura que desarma o príncipe de Vesnat. Quando, em um gesto impensado, Aurean pede a mão de Yunjae em casamento, não imagina que está abrindo não só uma nova rota diplomática, mas também as portas para sentimentos que nem ele sabia que poderia sentir.
“Aurean busca uma saída pragmática. Mas Yunjae não é alguém que se encaixa em jogos de poder – ele é idealista, gentil, e isso desestabiliza tudo”, conta Larissa. “A relação deles se constrói com dúvidas, tropeços, ternura – e muito crescimento.”
Entre espadas, magias e afetos: o charme de um “Boys’ Love” épico
Mais do que um romance, Me Acalenta é uma jornada. Larissa Lair constrói uma narrativa que respeita o tempo do afeto, os medos dos personagens, os silêncios entre uma decisão e outra. E faz isso com um ritmo que mistura o lirismo da fantasia com o drama dos palácios, tudo embalado em uma escrita que cativa.
É um livro que fala de amor, mas também de heranças, pressões familiares, sacrifícios políticos e escolhas difíceis. Não por acaso, a autora já é conhecida no universo Boys’ Love brasileiro por dar profundidade emocional aos seus casais e oferecer ao leitor bem mais do que “romance fofo”.
Em Me Acalenta, você não torce apenas para que os príncipes fiquem juntos. Você torce para que eles sobrevivam, amadureçam, quebrem os ciclos de opressão que herdaram, e possam amar com liberdade em um mundo que insiste em colocar coroas acima do coração.
Magia, realeza e representatividade: Larissa Lair no auge
“Me Acalenta” representa um marco na carreira de Larissa. É seu projeto mais ambicioso até agora, combinando representatividade LGBTQIA+ com fantasia política e atmosfera de conto de fadas. O universo é rico, cheio de códigos, pequenas magias, florestas que sussurram e castelos cheios de intrigas. Tudo isso serve como pano de fundo para uma história que é, antes de tudo, sobre conexão humana.
A obra não tem medo de ser delicada – e é justamente isso que a torna forte. O amor entre príncipes, que em outras mãos poderia parecer idealizado ou superficial, aqui ganha camadas, conflitos, inseguranças, vulnerabilidade verdadeira.
Em um Brasil rural onde o tempo parece se mover em círculos e a autoridade ainda veste batina, nasce uma das histórias mais singulares da nova literatura brasileira. Sob o Céu de Isaías, primeiro romance de Vítor Kappel, lançado pela Editora Patuá, nos apresenta Isaías Petit — um adolescente tão brilhante quanto caótico, cercado por pecados que não cometeu, vivendo entre a culpa ensinada e os desejos que mal sabe nomear.
Com uma escrita fresca, sensível e mordaz, o autor traça um retrato tragicômico de um garoto em busca de si mesmo — em um cenário que insiste em apagar quem sai da norma. O resultado é um romance de formação que emociona, ri de si mesmo e oferece uma das leituras mais autênticas e ousadas do ano.
Entre padres, poeira e pecados
Isaías vive em uma cidade pequena, dessas onde o sino da igreja dita o ritmo do dia e os muros altos dos colégios religiosos escondem mais do que ensinam. Desde cedo, ele entende que sua inteligência é um passaporte — talvez o único — para fugir daquele universo claustrofóbico. Mas, como todo jovem prestes a terminar o ensino médio, ele também carrega a inquietação dos que ainda não sabem exatamente quem são — e que, por isso, não cabem nas molduras rígidas da moral vigente.
O colégio, o lar, a cidade: tudo parece empurrá-lo para um caminho estreito, pavimentado por expectativas alheias. Só que Isaías não aceita andar em linha reta. E, sem perceber, começa a trilhar outra estrada — torta, sim, mas cheia de cor, dúvida, afeto e desejo.
Um protagonista que escapa aos rótulos
Há algo em Isaías que nos obriga a parar. Talvez seja sua inocência confusa. Talvez o humor involuntário com que ele se envolve nas mais improváveis confusões. Ou talvez seja a lucidez cortante com que observa o mundo à sua volta — um mundo que o empurra para a invisibilidade, mas que ele insiste em enfrentar com delicadeza e ironia.
Não à toa, Carol Bensimon, premiada escritora que assina o prefácio do livro, define Isaías como um personagem que “salta das páginas” e conquista pela autenticidade. Sob o Céu de Isaías não busca piedade nem militância direta: seu motor é a humanidade — com todas as suas falhas, esquisitices, doçuras e resistências.
Adolescência como encruzilhada
A força do livro também está na maneira como trata a adolescência — não como uma transição suave, mas como uma encruzilhada brutal. Isaías está às voltas com uma rede criminosa que atua nas sombras da cidade e que ameaça seu futuro de forma inesperada. Mas talvez o conflito mais intenso seja o que se dá dentro dele mesmo, quando Bernardo, um colega de classe aparentemente inalcançável, desperta algo que ele ainda não sabe nomear — mas já sente com o corpo todo.
Essa relação, construída com sutileza e tensão emocional, funciona como um catalisador. É com Bernardo que Isaías aprende a reconhecer os limites do medo, o peso da repressão e, acima de tudo, o valor de um gesto de acolhimento em um mundo que só ensina a rejeição.
Humor e dor, leveza e abismo
O grande trunfo de Vítor Kappel é equilibrar leveza e profundidade com uma segurança rara para um autor estreante. Como disse a escritora Helena Terra, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2024, o livro carrega “a rara combinação de leveza com profundidade que só os grandes talentos podem nos oferecer”.
A prosa de Kappel é límpida, com ritmo narrativo ágil e uma sensibilidade poética que se revela nos pequenos detalhes: a observação de um gesto, uma fresta de luz no quarto, o som abafado da cidade dormindo. Há um humor agridoce que nunca escorrega para o deboche fácil. E há, sobretudo, um olhar compassivo — para Isaías, para os que o cercam, para a dureza de crescer em um ambiente que não reconhece o diferente.
Um autor que rompe padrões — na vida e na literatura
Engenheiro de formação, Vítor Kappel decidiu trocar os números pelas palavras — e o fez com coragem. Em suas próprias palavras: “Publicar um romance é um sonho que carrego há anos. Esse processo tem sido, para mim, uma forma de me permitir algo novo – afastando-me da minha formação em engenharia para testar minha vocação para a escrita.”
Vítor Kappel nasceu em Nova Friburgo, em 1986. Engenheiro de formação, atuou nos últimos dez anos em iniciativas voltadas ao apoio a projetos audiovisuais, pesquisa e inovação no Brasil. Nos últimos tempos, passou a se dedicar à literatura de ficção. Sob o céu de Isaías marca sua estreia no romance.
Se tem um nome que resume a ascensão meteórica do K-pop ao estrelato global, esse nome é Jungkook. E agora, os fãs têm a chance de conhecer de perto a história do “Golden Maknae” do BTS com o lançamento da biografia O Fenômeno Jungkook (Ed. BestSeller), escrita pela jornalista Monica Kim. A obra mergulha nos bastidores da vida e da carreira de Jeon Jungkook, revelando o caminho que o transformou em um dos artistas mais influentes da música atual.
Um talento escolhido aos 15 anos
Jungkook entrou para o BTS quando ainda era adolescente — aos 15 anos, foi selecionado como vocalista principal de um grupo que viria a quebrar barreiras culturais e dominar palcos no mundo inteiro. Com uma voz impecável, carisma natural e disciplina quase sobre-humana, ele logo se destacou entre os sete integrantes e virou um dos nomes mais buscados (e imitados) da geração.
Na biografia, Monica Kim narra como cada passo — dos primeiros ensaios exaustivos aos shows lotados em estádios internacionais — moldou o artista. Não faltam detalhes sobre os desafios da fama precoce, a responsabilidade como “maknae” (o mais novo do grupo) e os bastidores da construção de uma das maiores fanbases do planeta, o ARMY.
Uma carreira solo que também faz história
Mesmo em hiato do grupo, o sucesso de Jungkook não diminuiu. Pelo contrário. Em carreira solo, o cantor vendeu mais de 2 milhões de cópias de seu álbum “Golden” no dia do lançamento, ocupando por dois anos seguidos a cobiçada lista Billboard 200. E esse é só um dos números impressionantes.
A obra também detalha como o impacto econômico do BTS ultrapassa o mundo da música: o grupo chegou a gerar cerca de 5 bilhões de dólares por ano para a economia da Coreia do Sul. Não à toa, Jungkook ganhou o apelido de “Sold Out King” — qualquer produto que ele usa ou recomenda esgota em minutos.
Além do palco: cultura, internet e o universo do K-pop
Mas O Fenômeno Jungkook vai além da biografia tradicional. Monica Kim dedica páginas inteiras ao contexto cultural sul-coreano, ao funcionamento da indústria do K-pop e ao papel fundamental da internet e das redes sociais na ascensão do gênero. Ela também traça o perfil do ARMY — o fandom que se espalhou globalmente com uma organização que lembra movimentos sociais.
Apesar de não ser uma biografia oficial, a autora teve contato direto com Jungkook e já esteve presente em eventos com ele. Vivendo entre Nova York e Seul, Kim traz uma visão insider do showbusiness, já que também trabalhou em gravadoras e acompanhou de perto a revolução pop que o BTS protagonizou.
Para fãs e curiosos
O Fenômeno Jungkook é leitura obrigatória não só para fãs do BTS, mas para quem quer entender como um garoto de Busan se tornou um símbolo de alcance mundial. Em tempos de viralização instantânea e fandoms hiperativos, a história de Jungkook mostra que o sucesso, mesmo quando amplificado pela internet, ainda é feito de esforço, talento e uma boa dose de coragem.
Foi divulgado nesta segunda-feira (1º) o primeiro trailer de “O Concorrente”, thriller distópico que chega aos cinemas brasileiros em 6 de novembro. Estrelado por Glen Powell e baseado no livro homônimo de Stephen King, o filme retrata um futuro onde o entretenimento ultrapassou qualquer limite moral: uma competição transmitida ao vivo onde sobreviver significa vencer — e morrer rende ibope.
Um homem comum, uma decisão desesperada
No centro da trama está Ben Richards (Powell), um trabalhador exausto e sem recursos, que vê no programa “O Concorrente” sua última chance de salvar a filha gravemente doente. A proposta é simples e brutal: sobreviver por 30 dias enquanto assassinos profissionais o caçam em rede nacional. Cada dia vivo aumenta o prêmio. A cada novo episódio, o público quer mais sangue.
Ben entra no jogo pelas razões mais humanas, mas logo se transforma em um símbolo: tanto de resistência quanto de espetáculo. E isso o torna perigoso — não só para os caçadores, mas para o próprio sistema que o colocou ali.
Crítica afiada com ritmo de ação
Dirigido por Edgar Wright, o longa entrega cenas eletrizantes embaladas por uma crítica ácida ao culto da violência e ao voyeurismo das massas. Conhecido por seu estilo visual dinâmico e cortes precisos, Wright também assina o roteiro ao lado de Michael Bacall (“Anjos da Lei”), criando uma narrativa que mistura sátira social, tensão constante e doses de humor sombrio.
Elenco de impacto
Além de Powell e Josh Brolin, que interpreta o maquiavélico produtor do programa, o filme reúne nomes como Colman Domingo, William H. Macy, Lee Pace, Emilia Jones, Michael Cera, Daniel Ezra e Jayme Lawson. O conjunto promete entregar personagens ambíguos, intensos e prontos para desafiar as expectativas.
Entre o espetáculo e o colapso
“O Concorrente” não se limita à ação frenética: é também um espelho desconfortável sobre o que consumimos em nome do entretenimento. A cada cena, a pergunta se impõe: o quanto da nossa humanidade estamos dispostos a sacrificar diante das câmeras?
Com estreia marcada para novembro, o filme já nasce como um dos lançamentos mais aguardados da temporada. A distopia imaginada por King, agora reformulada por Wright, pode soar exagerada — ou apenas real demais.
A premiada cineasta Petra Costa está de volta com um novo projeto que promete provocar debates e emoções intensas. Intitulado “Apocalipse nos Trópicos”, o documentário teve seu trailer divulgado pela Netflix e já deixou muita gente em expectativa. A produção investiga as conexões — nem sempre visíveis — entre política, religião e poder no Brasil dos últimos anos.
A narrativa parte da perspectiva pessoal e intimista da própria Petra, seguindo a mesma linha de seu impactante e indicado ao Oscar® “Democracia em Vertigem” (2019). Agora, ela amplia o foco para observar o crescimento da fé evangélica como força política, especialmente a partir das últimas eleições presidenciais, e o modo como isso moldou o cenário institucional do país.
Uma década sob observação — e oração
“Apocalipse nos Trópicos” cobre o período mais turbulento da política brasileira nas últimas décadas, com destaque para os desdobramentos do impeachment de Dilma Rousseff, a ascensão da extrema-direita, o retorno da esquerda ao poder e, principalmente, a consolidação da influência evangélica no Congresso, nas prefeituras e nos palanques.
Através de entrevistas inéditas e acesso privilegiado a figuras centrais do debate nacional — como Luiz Inácio Lula da Silva, Jair Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia — Petra traça um retrato que vai muito além da superfície. A obra não busca simplificar ou julgar, mas compreender os caminhos que levaram parte significativa da população a enxergar na religião uma âncora política e moral.
Silas Malafaia, a Bíblia e o Congresso
Um dos destaques do trailer é justamente a presença do televangelista Silas Malafaia, figura polêmica e influente dentro e fora dos templos. Ele não é político eleito, mas tem acesso direto ao poder — e sua voz ecoa em discursos presidenciais, votações legislativas e decisões estratégicas.
Essa relação simbiótica entre púlpito e plenário é um dos pontos centrais da investigação de Petra. Como o discurso da fé moldou a narrativa política nacional? Quais os riscos e limites desse protagonismo religioso? O documentário se propõe a responder — ou pelo menos provocar — essas perguntas.
Poesia no caos
Como é marca registrada de Petra Costa, “Apocalipse nos Trópicos” não se contenta com a objetividade fria dos fatos. O documentário costura depoimentos, imagens de arquivo, reflexões pessoais e poesia visual para construir um painel emocionalmente potente e esteticamente cuidadoso.
Ao entrelaçar passado e presente, Petra amplia o alcance da análise: mostra como as raízes do presente estão fincadas em décadas de história, desigualdade e fé — e como o Brasil caminha em direção a um futuro incerto, onde democracia e teologia disputam espaço no imaginário popular.
Estreias marcadas
A estreia de “Apocalipse nos Trópicos” será em circuito limitado nos cinemas de São Paulo e do Rio de Janeiro, a partir de 3 de julho. Já o lançamento global na Netflix acontece em 14 de julho.
Para quem acompanhou o impacto de “Democracia em Vertigem”, o novo documentário promete ser mais do que uma continuação — é uma nova camada de reflexão sobre o país, agora com lentes voltadas para o poder da fé.
Uma história do Brasil que fala ao mundo
Em tempos de polarização, o trabalho de Petra Costa surge como uma tentativa de entender o Brasil sem reduzi-lo a extremos. “Apocalipse nos Trópicos” não é só um retrato do presente — é um convite à escuta, à crítica e à consciência. E como toda grande obra documental, sua mensagem não se encerra nos créditos finais: ela continua reverberando nas conversas, nas redes sociais e, quem sabe, nas urnas.