Episódio 2 de It: Bem-Vindos a Derry é antecipado para o Halloween na HBO Max

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O Halloween de 2025 promete ser ainda mais aterrorizante para os fãs de terror. A HBO Max anunciou a antecipação do segundo episódio da série It: Bem-Vindos a Derry, prequela dos filmes It (2017) e It: Capítulo Dois (2019). Originalmente previsto para estrear no dia 2 de novembro, o episódio agora estará disponível no streaming em 31 de outubro, oferecendo aos espectadores a oportunidade de mergulhar no clima sombrio de Derry na noite mais icônica do ano.

A Warner Bros. anunciou oficialmente que o lançamento foi antecipado, destacando a intenção de conectar a estreia à vibe única do Halloween. “Queríamos que nossos espectadores sentissem o terror de Derry justamente na noite mais assustadora do ano”, explicou um porta-voz do serviço de streaming. Além do simbolismo, a mudança também busca incentivar maratonas, discussões online e uma imersão total na sombria cidade fictícia do Maine, onde cada canto esconde segredos aterrorizantes.

Uma prequela que expande o universo de Stephen King

Baseada no clássico romance de Stephen King publicado em 1986, It: Bem-Vindos a Derry oferece um olhar inédito sobre a cidade que virou palco dos aterrorizantes eventos dos filmes. Ambientada em 1962, a trama acompanha a chegada de um casal e seu filho a Derry justamente quando um menino desaparece misteriosamente. A partir desse ponto, acontecimentos inexplicáveis começam a assombrar a comunidade local, dando início a uma escalada de suspense e terror.

O desenvolvimento da série envolveu novamente Andy e Barbara Muschietti, diretores dos filmes, em parceria com Jason Fuchs, roteirista responsável pelo projeto. O trio buscou expandir o universo cinematográfico, explorando as origens do medo e do próprio Pennywise. “Queríamos entender de onde vem o terror de Derry e o que moldou o palhaço que todos conhecem”, comentou Andy Muschietti em entrevista recente, destacando o cuidado em manter fidelidade à obra original.

A série estreou oficialmente em 26 de outubro de 2025, com episódios semanais, permitindo aos fãs acompanhar gradualmente a construção do suspense. A antecipação do segundo episódio para a véspera de Halloween reforça o impacto da narrativa e cria um ponto de encontro ideal para quem busca sustos e tensão.

Um elenco de peso e o retorno de Pennywise

Entre os grandes atrativos da série está o retorno de Bill Skarsgård como Pennywise, personagem que se tornou ícone do terror moderno. Além de atuar, Skarsgård também participa como produtor executivo, garantindo que a essência ameaçadora do palhaço permaneça intacta.

O elenco principal conta ainda com Taylour Paige, Jovan Adepo, Chris Chalk e James Remar, atores que conferem profundidade dramática aos personagens. Stephen Rider, Clara Stack, Amanda Christine e Mikkal Karim-Fidler completam o time, enquanto Madeleine Stowe e Rudy Mancuso aparecem em participações recorrentes. Essa diversidade de personagens permite explorar múltiplas perspectivas sobre medo, trauma e vida em Derry, tornando a história mais rica e envolvente.

Barbara Muschietti comentou sobre os desafios enfrentados durante a produção, especialmente após a greve da SAG-AFTRA em 2023, que interrompeu temporariamente as filmagens. “Trabalhar com o elenco infantil depois da pausa foi desafiador. Tivemos que reajustar algumas cenas para capturar o crescimento natural das crianças sem comprometer a narrativa”, explicou.

Produção, locações e fidelidade à época

As gravações começaram em maio de 2023, em cidades canadenses como Toronto, Hamilton e Port Hope, inicialmente sob o título provisório Greetings from Fairview. A previsão era finalizar a produção em dezembro, mas a greve estendeu o cronograma, com conclusão apenas em agosto de 2024.

Cada detalhe foi pensado para recriar Derry nos anos 60: desde figurinos e veículos até a arquitetura urbana. A Delta Secondary School, em Toronto, serviu como uma das principais locações, representando a escola dos jovens protagonistas. O cuidado com cenários e ambientação é essencial para transmitir a atmosfera de nostalgia, mistério e tensão que permeia toda a série.

Estratégia de lançamento e envolvimento do público

A antecipação do episódio 2 para o Halloween vai além do simbolismo: é uma estratégia da HBO Max para criar uma experiência completa para os assinantes. O feriado proporciona o cenário perfeito para discussões online, teorias dos fãs e momentos de susto que fazem parte do charme da série.

No Brasil, o episódio estará disponível logo após a meia-noite de 31 de outubro, permitindo que os fãs mergulhem na história durante toda a noite de Halloween. Para quem prefere a programação tradicional, o episódio será exibido no canal HBO em 2 de novembro, mantendo a consistência da grade.

Preta Gil em cena: a Jornada da cantora além dos palcos, nas telas da TV e do cinema

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Foto: Reprodução/ Internet

Preta Gil sempre foi sinônimo de entrega. Sua voz potente, suas bandeiras pessoais e sua presença vibrante no palco também encontraram espaço nas telas da televisão e do cinema. Ao longo de sua carreira, mesmo sendo reconhecida nacionalmente como cantora, Preta ousou ampliar seus caminhos artísticos. Atuou em novelas, apareceu em séries, participou de filmes e documentários — quase sempre emprestando sua verdade, sua coragem e sua autenticidade a cada cena.

Mais do que interpretações pontuais, cada uma de suas participações carregava um traço de representatividade. Quando surgia nas novelas ou nos filmes, era sempre com a convicção de que corpos como o seu, vozes como a sua, e vivências como a sua também pertencem à dramaturgia brasileira. Era a Preta em sua essência: sem filtros, sem moldes e sem medo de ser múltipla.

A estreia nas novelas: Vanusa, a irmã irreverente

A estreia oficial de Preta Gil como atriz de novela aconteceu em 2003, no folhetim Agora É Que São Elas, da TV Globo. Ela interpretava Vanusa Silveira, uma personagem leve e divertida, irmã da protagonista Leonarda (vivida por Débora Falabella). Na trama, Preta encontrou espaço para atuar e cantar — uma combinação que lhe era muito natural. Foi sua primeira experiência como atriz em teledramaturgia, e uma confirmação de que seu carisma extrapolava os palcos.

Na época, Preta já estava se consolidando como cantora pop, após o lançamento de seu primeiro disco. Estar na novela foi mais do que uma vitrine: foi um gesto de afirmação. Era uma mulher real, fora dos padrões convencionais, conquistando espaço em horário nobre, com humor, humanidade e brilho.

Participações que deixaram marca nas novelas da Globo

Mesmo sem seguir carreira como atriz fixa de novelas, Preta deixou sua marca em várias tramas ao longo dos anos. Em Caminho das Índias (2009), por exemplo, ela apareceu como ela mesma em uma boate, em um dos episódios que celebrava a pluralidade cultural — tema central da novela de Glória Perez. A sua presença, ainda que rápida, trouxe alegria e autenticidade à cena.

Em 2012, foi a vez de Preta invadir o universo pop de Cheias de Charme. No auge do sucesso das “Empreguetes”, o trio fictício vivido por Taís Araújo, Isabelle Drummond e Leandra Leal, Preta fez uma participação especial, cantando e interagindo com as personagens. A conexão era natural — afinal, ela mesma sempre foi uma espécie de “empreguete da vida real”: mulher guerreira, popular, amada pelo público e cheia de swing.

Já na série Sexo e as Negas (2014), também de Falabella, Preta surgiu como uma aliada das protagonistas. Sua participação foi mais do que artística: foi política. Estar ali, em uma produção protagonizada por mulheres negras da periferia carioca, era reconhecer sua própria origem e reforçar sua luta pela representatividade.

No cinema: pequenos papéis, grandes presenças

No cinema, Preta Gil também deixou sua digital. Em 2005, apareceu como ela mesma no filme Mais Uma Vez Amor, de Rosane Svartman. Em uma das cenas românticas da trama, sua performance musical servia de pano de fundo para os sentimentos dos protagonistas, interpretados por Dan Stulbach e Juliana Paes.

Em 2006, participou do universo encantado de Xuxa Gêmeas, mais uma vez como ela mesma. A leveza da produção infantil combinava com o humor despretensioso de Preta, que surgia como presença especial, cheia de alegria. Já em A Guerra dos Rocha (2008), comédia dirigida por Jorge Fernando, ela fez uma breve, porém divertida, aparição — sempre com aquele brilho que preenche a tela, mesmo quando a cena é curta.

Anos depois, já em 2018, integrou o elenco de Coração de Cowboy, filme protagonizado por Gabriel Sater, em um papel que homenageava a música brasileira e sua fusão entre estilos. Novamente, foi ela mesma — porque, convenhamos, ninguém encarna Preta melhor do que a própria Preta.

Entre realities, séries e especiais musicais

Além das novelas e dos filmes, Preta foi figura constante em programas de auditório, talk shows e realities musicais. Em Mister Brau, série protagonizada por Taís Araújo e Lázaro Ramos, ela fez uma participação especial em um dos episódios, trazendo sua irreverência para o universo fictício da produção. Também apareceu em Vai Que Cola, sucesso do Multishow, em um episódio hilário que brincava com os exageros do mundo dos famosos.

Fora das atuações, esteve inúmeras vezes em programas como Altas Horas, Amor e Sexo, Encontro com Fátima Bernardes e Programa do Jô, sempre como uma voz ativa sobre temas como amor livre, bissexualidade, gordofobia e empoderamento feminino. Ela transformava entrevistas em atos de resistência — e palcos em trincheiras do afeto.

Um corpo político, uma presença artística

Preta nunca atuou apenas por atuar. Cada uma de suas aparições nas telas tinha um propósito — muitas vezes implícito, outras vezes escancarado. Representar uma mulher gorda, negra, livre e desbocada em espaços de destaque era, por si só, um ato revolucionário. Ela sabia disso. E usava esse espaço com responsabilidade, humor e ousadia.

Muitas mulheres se viram nela. Muitos jovens LGBTQIA+ encontraram consolo em sua liberdade. E muita gente começou a refletir sobre preconceitos ao vê-la dançando, rindo e vivendo nas novelas, séries e filmes.

Preta Gil era personagem da própria história — e também das nossas

Ao revisitar sua trajetória nas telas, fica claro: Preta Gil foi maior do que qualquer papel. Foi presença, foi afeto, foi coragem. Mesmo nos personagens coadjuvantes, ela ocupava tudo com verdade. E mesmo quando interpretava a si mesma, não era vaidade: era manifesto.

Preta não estava nas novelas apenas para fazer número. Estava para lembrar que outras histórias também merecem ser contadas. E que a arte, quando feita com o coração, atravessa qualquer limite de tela.

Eternamente Preta — na música, na TV, no cinema e na memória coletiva do Brasil.

Homens Sem Lei | A&E estreia série que revisita o nascimento das milícias no Brasil com olhar jornalístico e humano

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Foto: Reprodução/ Internet

A partir do dia 14 de agosto, o canal A&E convida o público a mergulhar em uma das páginas mais sombrias — e ainda pouco confrontadas — da história brasileira. A nova produção documental em cinco episódios revisita os bastidores da Scuderie Le Cocq, grupo de extermínio criado nos anos 1960 no Rio de Janeiro e considerado por estudiosos como o embrião das milícias modernas.

Com um olhar sensível e ao mesmo tempo rigoroso, a trama de Homens Sem Lei investigativa reconstrói os anos em que a justiça era feita à margem da lei, sustentada por discursos de vingança e por um sistema que, em nome da “segurança pública”, tolerava (ou até incentivava) execuções sumárias. O pano de fundo: o assassinato do policial Milton Le Cocq, morto pelo criminoso conhecido como Cara de Cavalo, que desencadeou a formação do grupo que pretendia “limpar as ruas da cidade”.

A série aposta em um registro jornalístico contundente, entrelaçando reportagens da época com depoimentos inéditos e emocionantes de quem viveu — ou sobreviveu — àquele período. Entre os entrevistados estão o ex-delegado Sivuca, famoso pela frase “Bandido bom é bandido morto”, a escritora Nélida Piñon, o músico Jards Macalé, além de familiares de policiais lendários como Lúcio Flávio e Mariel Mariscot.

Uma história contada por quem esteve lá

Mais do que relatar os fatos, a produção se destaca pela maneira como escuta seus personagens. O jornalista Luarlindo Ernesto, por exemplo, revive o trauma de ter presenciado — e até participado — da execução de Cara de Cavalo. Em um dos relatos mais impactantes da obra, ele revela ter sido obrigado a disparar contra o corpo do criminoso, numa tentativa brutal de transformar jornalistas em cúmplices da barbárie.

Outro nome de peso que aparece nos episódios é o do autor Aguinaldo Silva, que, antes de se tornar referência na dramaturgia brasileira, atuou como repórter policial nos anos em que a violência urbana se misturava ao folclore midiático. Seu olhar crítico sobre a glorificação de justiceiros e os bastidores das delegacias cariocas ajuda a costurar o tecido social da época com rara profundidade.

Ecos do passado no presente

Ao abordar o surgimento de um grupo que, em plena ditadura militar, ganhou o apoio da população, da imprensa e até de celebridades — segundo os próprios fundadores, nomes como Pelé e Frank Sinatra chegaram a se associar à Scuderie — a série levanta uma pergunta urgente: quando foi que passamos a aceitar a violência como resposta legítima ao medo?

Mais do que um registro histórico, a programação busca compreender as raízes da estrutura paralela que, décadas depois, se consolidaria nas milícias que hoje comandam comunidades inteiras. Em vez de condenar de forma simplista, a narrativa convida à reflexão sobre os mecanismos que mantêm esse tipo de poder vivo e intocado até hoje.

Crítica | Tron: Ares é visualmente atraente, mas narrativamente vazio

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Tron: Ares chega aos cinemas com a responsabilidade de carregar o legado de uma das franquias mais icônicas da ficção científica digital. O filme, no entanto, rapidamente demonstra que seu maior problema não é a ambição, mas a execução. Tentando equilibrar duas frentes — reviver a estética digital que marcou o universo Tron e dialogar com questões contemporâneas sobre tecnologia e sociedade —, a produção acaba sendo um híbrido confuso, incapaz de cumprir plenamente qualquer uma dessas propostas. O resultado é um filme que impressiona visualmente, mas carece de substância narrativa, oferecendo nostalgia sem propósito.

O primeiro Tron se destacou por sua ousadia estética e pela criação de um universo digital coerente, quase surreal, que se sustentava por ideias originais e um design inovador. Tron: Ares parece ter esquecido essa lição. A decisão de transpor a ação digital para o mundo real, que poderia gerar sequências memoráveis e eletrizantes, é tratada de forma segura e previsível. As perseguições de motos digitais pelo trânsito urbano, por exemplo, parecem coreografadas mais para impressionar visualmente do que para criar tensão ou emoção. Há momentos em que a tecnologia é exibida como fim em si mesma, em vez de instrumento para narrativa ou desenvolvimento de personagens.

Mesmo os poucos pontos positivos, como a trilha sonora, não conseguem sustentar a experiência. A música, de fato grandiosa e energética, tenta preencher lacunas narrativas e emocionais, mas funciona mais como um colchão sonoro para o vazio da história do que como elemento integrador. Algumas sequências parecem mais clipes estilizados do que partes de uma narrativa coerente, evidenciando a fragilidade estrutural do roteiro.

Narrativamente, Tron: Ares é superficial. Os personagens se movem sem motivações claras, e os diálogos pouco inspirados não ajudam na construção de empatia. O filme insinua reflexões sobre a obsessão tecnológica, o consumismo e o hype midiático, mas não se aprofunda. Os temas permanecem na superfície, sem impacto dramático, sem consequências para a trama e, sobretudo, sem criar sentido para a audiência.

O apego à nostalgia é evidente e paradoxalmente prejudicial. Referências ao passado lembram o público do quão ousado o original foi, mas não acrescentam nada de novo. Em vez de expandir o universo, o filme repete fórmulas seguras, evitando riscos criativos e desperdiçando o potencial de um mundo que poderia ter sido explorado de maneiras mais inventivas e corajosas. Cada piscadela ao passado funciona mais como comparação do que como homenagem.

O maior déficit de Tron: Ares é emocional. Sem personagens memoráveis ou tensão real, o filme falha em criar qualquer conexão duradoura com o espectador. Efeitos visuais e conceitos futuristas não substituem a narrativa ou a capacidade de envolver emocionalmente. Um Tron memorável sempre foi sobre imersão: um mundo digital fascinante em que estética, enredo e ideias se entrelaçam. Aqui, cada elemento parece isolado, incapaz de formar um todo coeso.

Em última análise, Tron: Ares se apresenta como um espetáculo visual, mas padece de substância. Poderia ter sido um renascimento ousado de um universo icônico, mas se transforma em uma experiência superficial, dominada por nostalgia e efeitos sem propósito. Visualmente competente e, em certos momentos, esteticamente prazeroso, o filme fracassa em construir história, tensão e personagens. É uma oportunidade perdida que evidencia a dificuldade de inovar em franquias consagradas: é mais fácil repetir fórmulas do que ousar.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta sexta (08/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Era só mais uma família simples do interior. Ou pelo menos parecia.
Nove filhos, um pedaço de terra, um pai teimoso e uma mãe guerreira. Gente comum, do tipo que acorda cedo pra trabalhar, que reza pra ter saúde e comida na mesa. Mas naquela casa de chão batido, em Pirenópolis, Goiás, havia também algo raro: um sonho que insistia em sobreviver à seca, à pobreza e às tragédias da vida.

Essa é a grande essência de 2 Filhos de Francisco, filme que retorna à tela da TV Globo nesta sexta, 8 de agosto de 2025, na Sessão da Tarde. Não é só um longa-metragem. É um reencontro. Uma lembrança viva de como o afeto, a música e a esperança podem transformar destinos — e como as histórias mais extraordinárias são, muitas vezes, aquelas que brotam dos cantos mais humildes do Brasil.

Uma história de verdade, com a cara do Brasil

De acordo com informações do AdoroCinema, dirigido por Breno Silveira, que nos deixou em 2022, o filme estreou em 2005 e conquistou o país com uma simplicidade arrebatadora. Nada ali parece fabricado. Não há glamour. Há suor, dor, luto e um tipo de fé que não se explica — apenas se sente. O longa narra a vida real dos irmãos Zezé Di Camargo & Luciano, desde a infância na zona rural até a explosão no cenário sertanejo nacional.

Mas o protagonista mesmo é Francisco Camargo, pai da dupla. Interpretado magistralmente por Ângelo Antônio, ele é o tipo de homem que os brasileiros conhecem bem: fala pouco, trabalha muito, acredita nos filhos com força quase cega. Um caboclo com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. E que, por mais improvável que pareça, nunca duvidou de que dois de seus filhos mudariam o rumo da história familiar — e da música nacional.

Amor que não se explica, só se vive

É fácil esquecer, diante do sucesso atual de Zezé e Luciano, que tudo começou com um acordeão velho e muita vontade de cantar. Mirosmar, o primogênito, e Emival, o irmão com quem formaria a primeira dupla, encantavam a vizinhança com suas apresentações em festas da vila. Com apoio do pai, chegaram a se apresentar em grandes palcos do interior, mas a vida, implacável, os separou cedo demais. Um acidente trágico levou Emival ainda adolescente. O filme nos leva a esse momento com delicadeza e firmeza. A dor da perda, o silêncio da mãe (Dira Paes, em uma performance sensível), o luto coletivo. E mesmo assim, Francisco não desiste. Ele sabe que o sonho não morreu com Emival. Ele apenas mudou de forma.

Um Brasil que chora, mas não se entrega

o longa toca fundo porque não romantiza a pobreza, mas também não transforma tudo em desgraça. Mostra o Brasil que chora no silêncio, que sofre sem fazer barulho, mas que se levanta todos os dias pra tentar de novo. É nesse espírito que Mirosmar — agora já pai de família, sem dinheiro, sem sucesso — volta a tentar a sorte na música. Fracassa uma, duas, três vezes. Vende o carro pra gravar um disco. Ouve que sua voz é “boa só pra cantar escondido”. E continua. Porque no fundo, sabe que o pai não sonhava à toa. Quando Luciano entra em cena, a mágica acontece. Dois irmãos, uma nova chance. Surge a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, com a canção “É o Amor” abrindo os caminhos. O resto é história.

O filme que fez o Brasil se ver na tela

Ao estrear nos cinemas, o longa-metragem quebrou recordes. Mais de 4,7 milhões de pessoas assistiram ao longa. R$ 34 milhões arrecadados. Um fenômeno de bilheteria nacional, sem precisar de efeitos especiais nem de nomes internacionais. Apenas uma boa história, bem contada, com verdade no olhar.

Nos bastidores, nomes como Patrícia Andrade e Carolina Kotscho assinam o roteiro, e a produção envolveu estúdios como Globo Filmes, Conspiração Filmes e a gigante Columbia TriStar. Mas o segredo do sucesso não está nos bastidores. Está no coração da narrativa. Está em cenas como a de Francisco negociando um instrumento no fiado, ou da mãe tentando esconder o choro para não desmotivar os filhos.

Aliás, quantas mães brasileiras já não fizeram o mesmo?

Um elenco que sente, não só interpreta

O que dá vida à história são os rostos, os sotaques, os silêncios. Ângelo Antônio é um gigante discreto como Francisco. Dira Paes, de olhar sempre úmido, carrega no corpo a fadiga de uma mulher que aguenta tudo — e ama sem reservas. Márcio Kieling e Thiago Mendonça interpretam Zezé e Luciano com uma verdade que impressiona, ainda mais por se tratar de personagens vivos, conhecidos.

E há participações especiais que aquecem o coração: Lima Duarte como o avô Benedito, Paloma Duarte como Zilu, Natália Lage, José Dumont, Maria Flor. Todos entregam mais do que técnica: entregam alma.

Trilha sonora de um Brasil inteiro

O filme não seria o mesmo sem sua trilha. A canção “É o Amor”, que virou hino nacional nos anos 1990, surge como clímax emocional. Mas a trilha vai além da nostalgia: Maria Bethânia, Nando Reis, Chitãozinho & Xororó, Wanessa Camargo, Ney Matogrosso — todos contribuíram para fazer da música um personagem à parte.

Quem assiste sai cantarolando, com nó na garganta e sorriso nos lábios. Porque é impossível não se identificar. Quem nunca viu um parente desistir de um sonho? Quem nunca sonhou por alguém?

Francisco: um herói real

No centro de tudo está ele: Francisco Camargo, que faleceu em 2020, pouco antes de completar 84 anos. O homem que plantava sonhos em solo duro, e os regava com amor, fé e persistência. Ele não compôs nenhuma canção, mas foi o maestro invisível da trajetória de Zezé e Luciano. Um herói brasileiro, desses que não têm estátua nem feriado, mas que vivem no coração de cada filho que foi incentivado a seguir.

Por que rever esse filme agora?

Porque o Brasil precisa de histórias assim. Num país tantas vezes marcado por crises, desigualdades, lutos e desesperanças, filmes como “2 Filhos de Francisco” nos lembram de algo essencial: a beleza das histórias possíveis. Aquelas que começam pequenas e terminam enormes, que surgem em barracos e chegam aos palcos. Que nascem de dores reais, mas também de afetos que sobrevivem a tudo.

Onde posso assistir?

Você pode assistir ao filme em diferentes plataformas de streaming. O longa está disponível para assinantes da Amazon Prime Video e da HBO Max, oferecendo acesso completo por meio de suas respectivas assinaturas. Para quem prefere alugar, o título também pode ser encontrado na modalidade VOD (Vídeo sob Demanda) na própria Prime Video, com aluguel a partir de R$ 6,90. Essas opções tornam fácil reviver — ou descobrir pela primeira vez — a emocionante trajetória da dupla sertaneja em qualquer momento, no conforto de casa

TV Globo exibe Oblivion no Domingo Maior: Tom Cruise em ação e mistério no futuro pós-apocalíptico

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 13 de julho, o Domingo Maior da Globo traz uma aventura de ficção científica que mistura suspense, ação e questionamentos sobre identidade e memória. O filme Oblivion (2013), estrelado por Tom Cruise, mergulha o espectador em um planeta Terra devastado e um enredo cheio de reviravoltas.

🌍 Um planeta irreconhecível e um futuro incerto

Ambientado no ano 2077, Oblivion apresenta uma Terra drasticamente transformada após uma guerra devastadora contra uma raça alienígena. A maior parte da humanidade abandonou o planeta e agora vive em uma colônia lunar, enquanto Jack Harper (Tom Cruise) permanece na Terra para garantir a manutenção dos equipamentos de segurança essenciais para a sobrevivência.

Com apenas duas semanas restantes para se juntar à colônia, a rotina de Jack muda completamente quando ele encontra uma espaçonave desconhecida com uma mulher dentro. Esse encontro inesperado o leva a questionar tudo o que acreditava sobre sua missão e sobre o passado do planeta.

🎬 Elenco e direção de peso

Dirigido por Joseph Kosinski e com roteiro assinado por Kosinski e Karl Gajdusek, Oblivion reúne um elenco de estrelas, além de Tom Cruise, com nomes como Olga Kurylenko, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo e Morgan Freeman, garantindo profundidade e carisma à narrativa.

A produção equilibra cenas de ação eletrizantes com um suspense psicológico envolvente, convidando o espectador a desvendar os segredos ocultos por trás do futuro sombrio apresentado.

📺 Onde assistir e detalhes técnicos

O filme tem duração de 1h 54min e está classificado como ficção científica e ação. Além de sua exibição no Domingo Maior, Oblivion está disponível para streaming na Amazon Prime Video (por assinatura) e pode ser alugado digitalmente a partir de R$ 6,90.

Imperdível para fãs de ficção científica e thrillers futuristas

Com um roteiro que mistura tecnologia, mistério e drama, Oblivion é uma excelente pedida para quem busca um entretenimento intenso e reflexivo na televisão. Prepare-se para uma viagem ao futuro, onde nada é exatamente o que parece.

Crítica – “Alerta Apocalipse” transforma o medo invisível em espetáculo de tensão e paranoia

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Alerta Apocalipse parte de uma premissa conhecida — um vírus perigoso encoberto pelas autoridades —, mas consegue transformar essa base em uma experiência tensa, inquietante e, em alguns momentos, genuinamente perturbadora. O filme entende que o verdadeiro terror não está apenas na criatura ou na doença em si, mas no silêncio institucional que tenta varrer o problema para debaixo do tapete.

Logo nos primeiros minutos, somos apresentados à descoberta do vírus e à decisão estratégica de forças policiais, cientistas e militares de esconder o caso para evitar o caos social. A justificativa é “proteger a população”, mas o que vemos é uma sucessão de decisões baseadas no medo da repercussão, não no compromisso com a verdade. Esse início é eficiente porque não apela para o susto fácil. Ele constrói um clima de conspiração, quase burocrático, que torna tudo mais real.

Anos depois, a antiga base militar vira apenas um galpão esquecido. A escolha narrativa de avançar no tempo é inteligente, pois cria a falsa sensação de que o perigo ficou no passado. É nesse cenário que jovens funcionários começam a notar ruídos estranhos, áreas isoladas e estruturas escondidas sob a fachada comum do prédio. A curiosidade deles funciona como o gatilho da tragédia.

A descoberta da sala contaminada é uma das sequências mais impactantes do longa. O ambiente transmite abandono, mas também algo pulsante, quase vivo. Animais infectados se mutilando diante da câmera reforçam o horror físico e psicológico. É nesse ponto que o filme deixa claro que não estamos diante de um vírus comum. A infecção não transforma apenas — ela distorce, leva ao limite e culmina em algo ainda mais macabro.

O grande diferencial da narrativa está justamente na forma como o vírus se espalha. Em vez da tradicional mordida zumbi, a contaminação ocorre por explosão do hospedeiro. Humanos e animais infectados se detonam, lançando fragmentos contaminados que atingem novas vítimas. A cena do gato infectado é especialmente simbólica: frágil, ferido, aparentemente inofensivo, ele se transforma em um vetor ambulante de destruição. Ao subir em uma antena e explodir, o filme entrega uma imagem chocante e original, que marca o espectador.

É nesse caos crescente que entram os protagonistas. Travis Meacham, vivido por Joe Keery, representa o olhar inquieto e questionador diante do absurdo. Ao seu lado está Robert Quinn, interpretado por Liam Neeson, cuja presença traz peso dramático e autoridade moral à trama. Já Naomi Williams, papel de Georgina Campbell, equilibra emoção e racionalidade, funcionando como a ponte entre impulso e estratégia.

A dinâmica entre os três eleva o filme a outro nível. Quando percebem que o Exército jamais admitirá o erro ou permitirá uma ação oficial, eles decidem agir por conta própria. A ideia de implodir o local com uma bomba subterrânea adiciona urgência à narrativa. Não se trata apenas de destruir um prédio, mas de eliminar um erro histórico antes que ele se torne irreversível.

A sequência final é carregada de tensão. Cada passo no plano parece poder dar errado. O espectador sente que o vírus, invisível e imprevisível, pode escapar a qualquer momento. Quando a explosão finalmente acontece, há um misto de alívio e dúvida. Eles sobrevivem, quase ilesos, mas o silêncio que vem depois não transmite vitória absoluta — transmite incerteza.

A decisão de expor as provas à mídia acrescenta uma camada política poderosa. O filme deixa claro que o maior erro não foi apenas criar ou armazenar o vírus, mas escolher escondê-lo. A crítica à manipulação institucional ecoa de forma atual e incômoda.

E então vem a última cena. Um detalhe quase discreto: um animal aparentemente infectado. Não há explicações, apenas sugestão. O vírus pode ter sobrevivido. Pode estar à espreita. Pode já estar se espalhando novamente.

Streams de Prince disparam no Spotify após final de Stranger Things e provam o poder duradouro da música dos anos 80

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Foto: Reprodução/ Internet

O fim de Stranger Things não marcou apenas o encerramento de uma das séries mais influentes da era do streaming, mas também provocou um impacto imediato no consumo musical ao redor do mundo. Exibido na véspera de Ano Novo, em 31 de dezembro de 2025, o episódio final da produção da Netflix emocionou fãs e reforçou a forte ligação da série com a cultura pop dos anos 1980, especialmente por meio de sua trilha sonora cuidadosamente escolhida.

Entre os destaques musicais do último episódio, duas canções icônicas de Prince ganharam protagonismo: “When Doves Cry” e “Purple Rain”, ambas lançadas em 1984. As músicas embalaram a cena final da série e ajudaram a construir o clima de despedida, melancolia e reflexão que marcou o encerramento da história ambientada em Hawkins. A escolha do artista não foi casual, já que Prince é um dos maiores símbolos musicais da década que inspira toda a estética de Stranger Things.

O impacto dessa escolha foi rapidamente percebido no Spotify. De acordo com dados da plataforma, já no dia seguinte à estreia do episódio final, os streams das músicas de Prince registraram um crescimento expressivo em escala global. “Purple Rain” teve um aumento de 577% nos streams da Geração Z e de 243% no total global, enquanto “When Doves Cry” cresceu 128% entre ouvintes mais jovens e 200% no volume total de reproduções.

O fenômeno não se limitou às faixas utilizadas na série. Todo o catálogo de Prince também apresentou alta significativa, com crescimento de 88% nos streams globais da Geração Z e 190% no total geral. Os números consideram a comparação entre o dia da estreia do episódio final, em 31 de dezembro de 2025, e o dia 1º de janeiro de 2026, evidenciando o efeito quase imediato da exibição.

Esse movimento reforça o papel de Stranger Things como uma poderosa ponte entre gerações. Ao longo de suas cinco temporadas, a série se destacou por resgatar músicas clássicas dos anos 80 e apresentá-las a um público jovem, muitas vezes transformando canções esquecidas ou restritas a nichos em sucessos contemporâneos. O caso de Prince se soma a outros exemplos emblemáticos, como o retorno de Kate Bush às paradas globais na quarta temporada.

Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a série estreou em 2016 e se consolidou como um fenômeno cultural ao misturar ficção científica, terror e drama adolescente, sempre permeados por referências diretas ao cinema, à música e à cultura pop da década de 1980. A série acompanhou o crescimento de seus personagens — e de seu público — ao longo de quase dez anos.

Ao encerrar sua trajetória ao som de Prince, Stranger Things reafirma que seu legado vai além da narrativa televisiva. A série termina, mas continua ecoando na música, na memória afetiva dos fãs e nas playlists de uma nova geração, provando que grandes histórias — assim como grandes canções — nunca desaparecem por completo.

Wicked: Parte 2 – For Good | Universal Pictures divulga teaser com Fiyero e aumenta a expectativa para o musical mais aguardado do ano

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Nesta sexta, 22 de agosto, a Universal Pictures Brasil surpreendeu os fãs ao divulgar o teaser oficial de Wicked: Parte 2 – For Good, sequência direta do sucesso de 2024. O vídeo, curto mas intenso, trouxe pela primeira vez imagens inéditas de Fiyero (Jonathan Bailey), o príncipe Winkie que se vê diante de escolhas capazes de mudar para sempre os rumos da Terra de Oz.

O teaser não apenas revelou o visual refinado do personagem, mas também entregou um tom emocional que promete dominar a narrativa. Em uma das falas mais marcantes, a narração destaca que Fiyero precisará decidir onde está o seu coração – e essa decisão terá repercussões para todo o povo de Oz. Para quem conhece a peça da Broadway ou o livro de Gregory Maguire, a cena remete a momentos cruciais da história que envolvem não apenas romance, mas também lealdade, política e destino.

A grandiosidade de um fenômeno que atravessa gerações

Desde que estreou na Broadway em 2003, Wicked se consolidou como um dos maiores sucessos do teatro musical moderno. Com letras de Stephen Schwartz e libreto de Winnie Holzman, a obra se tornou não apenas um espetáculo visual e musical, mas também um mergulho em dilemas universais: amizade, poder, preconceito e destino.

Agora, ao ganhar vida no cinema sob direção de Jon M. Chu (Podres de Ricos, Em um Bairro de Nova York), Wicked carrega consigo uma expectativa monumental. A primeira parte, lançada em 2024, foi celebrada tanto pela crítica quanto pelo público por manter a essência do espetáculo e, ao mesmo tempo, ampliar o universo visual de Oz com efeitos práticos e cenários grandiosos.

Fiyero em destaque: o dilema do coração

Jonathan Bailey, conhecido mundialmente por seu papel em Bridgerton, já havia conquistado elogios na primeira parte pela energia carismática de Fiyero. Agora, o teaser mostra que o personagem ganhará ainda mais profundidade.

Nos poucos segundos revelados, Fiyero aparece dividido entre sua paixão por Elphaba e sua ligação com Glinda, ao mesmo tempo em que assume responsabilidades como líder e guerreiro. Essa ambiguidade é central na narrativa de Wicked, pois o coração de Fiyero simboliza não apenas uma escolha amorosa, mas também política.

Do palco para o cinema: uma adaptação cuidadosa

A decisão da Universal de dividir a adaptação em duas partes se mostra cada vez mais acertada. No teaser, já é possível sentir que os arcos narrativos terão espaço para respirar. O dilema de Fiyero, por exemplo, teria sido facilmente reduzido em uma adaptação de filme único, mas agora ganha peso dramático.

Jon M. Chu declarou em entrevistas anteriores que não queria “fazer concessões fatais” ao material original. Por isso, tanto Wicked: Parte 1 quanto Parte 2 foram filmados simultaneamente, com atenção minuciosa a cada detalhe. Para os números musicais, os atores gravaram suas vozes ao vivo no set – uma escolha ousada que trouxe autenticidade à experiência.

Elenco incrível reprisando papéis

Além de Jonathan Bailey (Bridgerton, Fleabag, Broadchurch, Crashing), o teaser reforça o retorno de Cynthia Erivo (Harriet, Genius: Aretha, Chaos Walking, Needle in a Timestack, Bad Times at the El Royale) como Elphaba e Ariana Grande (Victorious, Sam & Cat, Don’t Look Up, Zoolander 2, voz em Family Guy e Sing 2) como Glinda. Ambas foram amplamente elogiadas na primeira parte, especialmente Erivo, cuja performance vocal foi considerada um dos pontos altos do filme.

Também voltam Jeff Goldblum (Jurassic Park, A Mosca, Thor: Ragnarok, Independence Day, The Grand Budapest Hotel) como o Mágico; Michelle Yeoh (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo, Memórias de uma Gueixa, Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis, Crouching Tiger, Hidden Dragon, Sunshine, The Lady) como Madame Morrible; Marissa Bode (estreante no cinema) como Nessarose; Ethan Slater (SpongeBob SquarePants: The Broadway Musical, Fosse/Verdon, The Man Who Killed Hitler and Then the Bigfoot) como Boq; e participações especiais que prometem emocionar os fãs mais atentos, como a presença de Kerry Ellis (Les Misérables, We Will Rock You, Chess in Concert), uma das Elphabas mais memoráveis dos palcos.

O elenco também conta com Bowen Yang (Saturday Night Live, Girls5Eva, Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes, Isn’t It Romantic, The Outs) como Pfannee; Bronwyn James (Harlots, The Dig, The Ballad of Renegade Nell, Wild Honey Pie!) como ShenShen; e Sharon D. Clarke (Rocketman, Holby City, Silent Witness, Informer) dando voz à personagem Dulcibear.

Quando o filme chega aos cinemas?

A tão aguardada sequência já tem data confirmada para encantar o público. No Brasil, o filme estreia em 20 de novembro de 2025, um dia antes do lançamento oficial nos Estados Unidos, marcado para 21 de novembro de 2025.

Seu Cavalcanti | Filme de Leonardo Lacca estreia nos cinemas após duas décadas de construção

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O cinema brasileiro recebe nesta quinta-feira, 11 de setembro, a estreia de Seu Cavalcanti, longa-metragem dirigido por Leonardo Lacca, com exibições confirmadas em Belo Horizonte, Niterói, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo, e previsão de expansão para outras cidades nas próximas semanas. Classificado para maiores de 12 anos, o filme é o resultado de quase duas décadas de trabalho, entre registros documentais, cenas ficcionais, edição, dublagens e efeitos visuais, consolidando-se como um projeto singular no panorama audiovisual nacional.

O protagonista do longa é o avô do diretor, um homem com mais de 90 anos que enfrenta a perda de prestígio social e a necessidade de reconquistar sua independência. O filme transita entre o documentário e a ficção, formando uma narrativa híbrida de cunho familiar, mas com temática universal. A trajetória de seu protagonista, marcada por desafios e resiliência, se transforma em um retrato sensível da passagem do tempo e das relações humanas.

A produção começou em 2003, quando Leonardo Lacca, ainda estudante universitário, teve acesso a uma câmera emprestada e começou a registrar momentos do cotidiano de seu avô. Inicialmente, tratava-se de registros informais, quase um diário audiovisual, mas ao longo dos anos o projeto ganhou corpo e direção artística. Com o tempo, Seu Cavalcanti tornou-se um colaborador ativo, participando conscientemente das filmagens e influenciando a construção de sua própria narrativa. Após o falecimento do avô, em 2016, o projeto não foi interrompido. A ausência do protagonista foi incorporada à narrativa, adicionando uma camada de reflexão sobre memória, perda e continuidade.

O processo de montagem do longa foi extremamente longo e detalhado. Inicialmente, havia cerca de 20 horas de material bruto em miniDV e outros formatos, mas o volume quase triplicou ao longo dos anos. A edição, conduzida por Luiz Pretti e Ricardo Pretti, ocorreu ao longo de dez anos em diferentes cidades, incluindo Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Cada etapa do processo de montagem permitiu transformar os registros acumulados em uma narrativa coesa e sensível, equilibrando o material documental com elementos ficcionais e cenas reconstituídas.

Produzido inicialmente de forma independente pela Trincheira Filmes, o projeto passou a contar com colaborações de outros nomes importantes do cinema brasileiro, como Emilie Lesclaux e Kleber Mendonça Filho, da Cinemascópio Produções, e Mannu Costa, da Plano 9. Essas parcerias forneceram recursos técnicos e financeiros essenciais, além de contribuições artísticas que enriqueceram a obra, permitindo uma finalização de alta qualidade sem comprometer a originalidade do projeto.

O elenco do longa, além de Seu Cavalcanti e suas filhas Tereza Cavalcanti e Isabel Novaes, inclui participações de destaque no cinema nacional. A atriz Maeve Jinkings, conhecida por trabalhos como Aquarius e Carvão, contracena em cenas improvisadas filmadas em 2013, capturando interações naturais e espontâneas. A atriz potiguar Tânia Maria, famosa pelo bordão “que roupa é essa, menino?” em Bacurau, também participa do filme, adicionando leveza e autenticidade a uma das sequências. Essa mistura de atores profissionais e familiares contribui para o caráter híbrido da obra, ampliando a dimensão emocional da narrativa.

A equipe técnica reúne profissionais renomados que ajudaram a consolidar a estética e a identidade sonora do filme. O fotógrafo Pedro Sotero é responsável pela cinematografia, conferindo ao longa imagens que alternam intimidade e composição estética elaborada. A trilha sonora, assinada por Tomaz Alves Souza, inclui a música O Silêncio da Madrugada, que dá o tom da abertura do filme. O designer Raul Luna cuidou da sequência inicial, enquanto a pós-produção de som, conduzida por Marina Silva, Carlos Montenegro e Roberto Espinoza, foi responsável por criar a ambiência sonora e realizar as dublagens do próprio Seu Cavalcanti. A correção de cor realizada por Gustavo “Tijolinho” Pessoa deu ao longa uma textura visual marcante, pensada para valorizar a experiência nas salas de cinema.

A première nacional ocorreu na 27ª Mostra de Cinema de Tiradentes, em Minas Gerais, dentro da sessão competitiva Olhos Livres, recebendo destaque pelo caráter inovador e pela abordagem sensível da temática do envelhecimento, da memória e das relações familiares. A recepção da crítica especializada reforçou a importância do longa como uma obra que combina pesquisa documental, construção ficcional e experimentação estética de maneira fluida e natural.

O filme se apresenta como uma obra que ultrapassa o contexto familiar de sua criação. O filme articula registros íntimos, memórias afetivas e questões universais, oferecendo ao público uma reflexão sobre o tempo, o envelhecimento, o pertencimento social e a importância das relações humanas. A obra demonstra como o cinema pode transformar experiências pessoais em narrativas universais, capazes de dialogar com diferentes públicos e sensibilidades.

Ao longo de quase 20 anos de produção, Leonardo Lacca construiu um filme que dialoga com a memória afetiva e histórica, conectando passado e presente, realidade e ficção, intimidade e universalidade. A obra prova que a dedicação prolongada, aliada à experimentação estética e narrativa, pode resultar em uma experiência cinematográfica singular, capaz de emocionar e instigar o público a refletir sobre sua própria história e sobre as transformações da vida.

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