Giba revive glórias e mostra novos caminhos no The Noite com Danilo Gentili desta segunda (5)

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Um dos maiores ícones do esporte brasileiro, Giba é o convidado especial do The Noite desta segunda-feira, 5 de janeiro, em uma entrevista que mistura emoção, bom humor e muita memória afetiva para os fãs do vôlei. Ídolo de uma geração, o ex-atleta chega ao palco do SBT disposto a revisitar conquistas históricas, contar bastidores pouco conhecidos da Seleção Brasileira e mostrar que sua trajetória vencedora não terminou com a aposentadoria das quadras.

Logo nos primeiros minutos do bate-papo com Danilo Gentili, fica evidente que o carisma que marcou sua carreira permanece intacto. Giba fala com brilho nos olhos sobre os anos mais intensos de sua vida, quando vestia a camisa da Seleção e carregava a responsabilidade de representar um país inteiro apaixonado pelo vôlei. Em tom leve, ele relembra a convivência diária com Bernardinho, técnico que se tornou sinônimo de disciplina, cobrança extrema e vitórias consecutivas.

Segundo Giba, a relação com Bernardinho nunca foi simples, mas sempre foi verdadeira. Ele descreve o treinador como alguém que enxergava além do talento, exigindo entrega total, foco mental e espírito coletivo. Para o ex-jogador, essa combinação foi determinante para transformar a Seleção Brasileira em uma potência mundial quase imbatível por mais de uma década. “A gente não entrava em quadra para participar, entrava para ganhar”, relembra, deixando claro o espírito competitivo que moldou aquele time histórico.

Entre as lembranças mais marcantes, não poderia faltar o famoso bordão “Giba neles”, eternizado nas arquibancadas e nas transmissões esportivas. Mais do que um simples grito da torcida, a frase se tornou um símbolo de confiança e identificação com o atleta. Giba conta que ouvir seu nome ecoando em ginásios lotados era, ao mesmo tempo, motivador e desafiador. Cada ponto exigia intensidade máxima, porque o público acreditava que algo especial estava prestes a acontecer.

O clima descontraído da entrevista abre espaço para histórias curiosas e situações inesperadas vividas ao longo da carreira. Giba compartilha episódios de viagens internacionais, momentos de tensão antes de decisões importantes e até situações engraçadas que só quem viveu a rotina do esporte de alto rendimento conhece. Em um dos momentos mais divertidos do programa, ele transforma os corredores do SBT em quadra improvisada e dá uma verdadeira aula prática de saque, mostrando que técnica e precisão não se perdem com o tempo.

Nascido em Londrina, no Paraná, em 23 de dezembro de 1976, Giba construiu uma trajetória que vai muito além das estatísticas impressionantes. Ainda na infância, enfrentou um dos maiores desafios de sua vida ao ser diagnosticado com leucemia. A doença quase interrompeu seus sonhos antes mesmo que eles ganhassem forma, mas a superação dessa fase difícil se tornou um marco definitivo em sua história. Para Giba, vencer o câncer foi a primeira grande vitória de muitas que ainda estavam por vir.

Após mudar-se para Curitiba, onde concluiu o ensino fundamental no Colégio Estadual Conselheiro Zacarias, ele iniciou oficialmente sua carreira esportiva em 1991, atuando pelo Círculo Militar do Paraná. A evolução foi rápida, e o talento logo o levou às seleções de base e, posteriormente, à equipe principal do Brasil. Atuando como atacante de ponta, Giba se destacou pela explosão física, inteligência tática e capacidade de decidir partidas em momentos cruciais.

Com ele em quadra, a Seleção Brasileira viveu um período praticamente ininterrupto de sucesso. Foram oito medalhas de ouro na Liga Mundial, três títulos mundiais, o ouro olímpico em Atenas 2004 e três pratas olímpicas conquistadas em Pequim 2008 e Londres 2012. O currículo ainda inclui conquistas em Copas do Mundo, Copas dos Campeões, Jogos Pan-Americanos e Campeonatos Sul-Americanos, consolidando um dos maiores legados da história do vôlei.

O reconhecimento individual também veio em momentos decisivos. Em 2006, após a conquista do Campeonato Mundial com uma vitória incontestável sobre a Polônia, Giba foi eleito o melhor jogador de vôlei do mundo. Anos depois, em 2018, seu nome foi eternizado no Hall da Fama do Vôlei, honra reservada apenas aos atletas que marcaram época e ajudaram a transformar o esporte globalmente.

Após longos anos atuando no exterior, Giba retornou ao Brasil em 2009 como grande reforço do Pinheiros/Sky. No entanto, uma sequência de lesões acabou limitando seu desempenho. Mesmo assim, ele ainda passou por equipes como Cimed, Vôlei Taubaté, além de experiências internacionais na Argentina e nos Emirados Árabes. Em agosto de 2014, anunciou oficialmente sua aposentadoria, encerrando uma carreira de 23 anos e tendo conquistado todos os títulos possíveis no vôlei.

Hoje, longe das quadras profissionais, Giba segue ativo em novos projetos. Ele se dedica a palestras motivacionais, iniciativas esportivas e ações voltadas à formação de jovens atletas, compartilhando aprendizados que vão além do esporte. No The Noite, ele deixa claro que sua missão agora é inspirar pessoas, usando sua história como exemplo de superação, disciplina e paixão.

Curta! revisita a vida e os contrastes de Cássia Eller em documentário premiado

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Ícone da música brasileira e dona de uma presença de palco arrebatadora, Cássia Eller volta ao centro das atenções com a exibição do documentário Cássia Eller no canal Curta!. A produção, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, propõe um mergulho sensível e profundo na trajetória da cantora, que morreu precocemente aos 39 anos, em 2001, deixando um legado artístico que atravessa gerações.

Reconhecida como uma das vozes femininas mais marcantes da MPB, Cássia construiu uma carreira pautada pela intensidade. No palco, era explosiva, carismática e entregue à música. Fora dele, no entanto, revelava uma personalidade introspectiva, marcada pela timidez e por conflitos internos. Esse contraste entre a artista e a mulher é um dos fios condutores do documentário, que busca apresentar Cássia de forma humana, longe de idealizações.

Ao longo do filme, são abordados temas delicados e fundamentais para compreender sua trajetória: a relação conturbada com as drogas, o impacto do sucesso repentino, a pressão da fama, a maternidade inesperada e os desafios emocionais que acompanharam sua vida pessoal e profissional. Tudo isso é apresentado com cuidado e respeito, sem sensacionalismo, permitindo que o público se aproxime da artista de maneira honesta.

Premiado pelo público como Melhor Documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2014, o longa se apoia em uma rica combinação de depoimentos, imagens de arquivo e registros íntimos. Entre os entrevistados estão familiares, amigos, jornalistas e parceiros de estrada que ajudam a construir um retrato multifacetado de Cássia Eller.

A companheira Maria Eugênia Martins, com quem a cantora manteve um relacionamento de 14 anos, compartilha relatos emocionantes sobre a convivência com Cássia e sobre a transformação quase espiritual que ela vivia ao subir no palco. Já o filho Chicão, hoje conhecido artisticamente como Chico Chico, aparece como parte fundamental dessa história, representando a continuidade do legado musical deixado pela mãe.

O documentário também reúne depoimentos de nomes importantes da música e do jornalismo cultural brasileiro, como Zélia Duncan, Nando Reis, Oswaldo Montenegro, Tárik de Souza e Arthur Dapieve. Cada um contribui com memórias, análises e observações que ajudam a contextualizar a importância de Cássia no cenário musical dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Imagens de shows históricos, ensaios, entrevistas e momentos do cotidiano da cantora se misturam aos relatos, criando uma narrativa fluida e envolvente. Em um dos trechos mais marcantes, a própria Cássia fala sobre sua dificuldade de lidar com as pessoas e como a música se tornou um refúgio. Para ela, cantar era mais do que uma profissão: era uma forma de existir no mundo e de enfrentar seus medos.

Além da exibição no canal Curta!, o documentário também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível por meio do Prime Video Channels, da Amazon, da Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma. Essa ampla distribuição permite que novas gerações descubram — ou redescubram — a força, a vulnerabilidade e a genialidade de Cássia Eller.

O que vem por aí no universo de Stranger Things? Spin-offs prometem novos mistérios após o final da série

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Após quase uma década moldando a cultura pop e conquistando fãs ao redor do mundo, Stranger Things encerrou oficialmente sua trajetória com a estreia da quinta e última temporada. O desfecho marcou o fim da história central ambientada em Hawkins, mas está longe de representar o encerramento definitivo desse universo que se tornou um dos maiores fenômenos da Netflix. Pelo contrário: os irmãos Matt e Ross Duffer já confirmaram que novas histórias estão a caminho, prometendo expandir ainda mais a mitologia do Mundo Invertido e responder a questões que ficaram em aberto após o episódio final.

Desde sua estreia, Stranger Things sempre foi pensada como uma narrativa maior do que apenas uma série. Ao longo dos anos, os criadores demonstraram interesse em explorar esse mundo sob diferentes perspectivas, formatos e linhas do tempo. Agora, com a conclusão da trama principal, esse plano começa a se concretizar de forma mais clara, com projetos derivados já anunciados e outros em fase inicial de desenvolvimento.

Atualmente, dois spin-offs da série estão confirmados. O primeiro deles é Stranger Things: Tales from ’85, uma animação que se passa entre os eventos da segunda e da terceira temporadas. A produção acompanha Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e Max durante novas investigações envolvendo o Mundo Invertido, apresentando mistérios inéditos que se desenrolam paralelamente à narrativa já conhecida pelo público. O formato animado permite uma abordagem mais livre, tanto visualmente quanto narrativamente, abrindo espaço para criaturas, situações e conceitos que talvez não fossem possíveis em live-action.

O segundo projeto derivado, que vem despertando grande curiosidade entre os fãs, ainda não teve muitos detalhes revelados, mas já foi confirmado pelos irmãos Duffer como prioridade. Segundo os criadores, os trabalhos nesse novo spin-off devem começar ainda em janeiro, indicando que a expansão do universo de Stranger Things será rápida e estratégica. A proposta é explorar histórias que não dependam diretamente dos protagonistas originais, mas que mantenham a essência da série: suspense, terror, ficção científica e forte carga emocional.

Criada, escrita e dirigida por Matt e Ross Duffer, a trama é uma série estadunidense de ficção científica, terror, suspense e drama adolescente produzida para a Netflix. Além dos irmãos Duffer, a produção executiva conta com nomes como Shawn Levy e Dan Cohen. O elenco principal reúne atores que se tornaram ícones da televisão contemporânea, como Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Cara Buono e Matthew Modine. Ao longo das temporadas, o elenco foi expandido com adições marcantes, como Sadie Sink, Maya Hawke, Jamie Campbell Bower e até mesmo Linda Hamilton.

A série estreou em 15 de julho de 2016 e permaneceu em exibição até 31 de dezembro de 2025. A primeira temporada se passa na fictícia cidade de Hawkins, nos Estados Unidos, durante os anos 1980, e acompanha o misterioso desaparecimento do garoto Will Byers. Pouco depois, surge Eleven, uma menina com poderes telecinéticos que foge de um laboratório secreto e acaba ajudando os amigos de Will em sua busca. Esse ponto de partida simples rapidamente se transforma em algo muito maior, revelando a existência do Mundo Invertido e de experimentos governamentais obscuros.

A segunda temporada, lançada em 27 de outubro de 2017, se passa um ano após os acontecimentos iniciais e explora as tentativas dos personagens de retomar uma vida normal, enquanto lidam com as consequências deixadas pelo contato com o Mundo Invertido. Will, em especial, passa a sofrer sequelas físicas e psicológicas, tornando-se uma peça central na continuidade da ameaça sobrenatural.

Já a terceira temporada, lançada em 4 de julho de 2019, é ambientada no verão de 1985 e marca uma mudança significativa no tom da série. Com a inauguração de um shopping center em Hawkins e a introdução de uma conspiração envolvendo agentes russos, a trama mistura amadurecimento dos personagens, romance adolescente e um novo nível de perigo, consolidando Stranger Things como um espetáculo cada vez mais ambicioso.

Em 2019, a Netflix renovou a série para uma quarta temporada, que acabou sendo lançada apenas em 2022, dividida em dois volumes. Essa fase aprofundou ainda mais a mitologia do Mundo Invertido, apresentou o vilão Vecna e preparou o terreno para o confronto final. Pouco depois, foi confirmado que a quinta temporada seria a última, dividida em três volumes lançados entre novembro e dezembro de 2025, culminando no episódio final exibido na virada do ano.

O sucesso foi imediato. A série recebeu aclamação do público e da crítica especializada, que destacou as atuações, o clima nostálgico, a trilha sonora marcante e a habilidade dos criadores em equilibrar terror e emoção. Esse impacto transformou Stranger Things em uma franquia multimídia, com livros, quadrinhos, jogos, produtos licenciados, uma peça teatral prelúdio (Stranger Things: The First Shadow) e agora uma nova fase focada em spin-offs.

The Beauty revela trailer perturbador e transforma a busca pela perfeição em um pesadelo mortal

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O universo da moda, tradicionalmente associado ao glamour, à elegância e à busca incessante pela perfeição, ganha contornos sombrios e perturbadores em The Beauty, nova produção criada por Ryan Murphy em parceria com Matt Hodgson. Teve seu trailer oficial revelado nesta segunda-feira (5), a série é baseada na aclamada HQ homônima escrita por Jeremy Haun e Jason A. Hurley e promete ser um dos lançamentos mais impactantes da televisão em 2026. Misturando drama, suspense, terror psicológico e crítica social, a obra mergulha fundo nos limites da vaidade humana e nos perigos de uma sociedade obcecada pela aparência. Abaixo, confira o vídeo:

A trama se inicia quando o mundo da alta costura é abalado por uma sequência de mortes misteriosas e extremamente macabras envolvendo supermodelos internacionais. O que, a princípio, parece uma série de crimes isolados logo se revela parte de algo muito maior e mais perigoso. Para investigar o caso, o FBI envia a Paris os agentes Cooper Madsen e Jordan Bennett, dois profissionais experientes que rapidamente percebem que estão lidando com uma ameaça que ultrapassa fronteiras, leis e até mesmo conceitos básicos de ética e humanidade.

À medida que a investigação avança, os agentes descobrem a existência de um vírus sexualmente transmissível capaz de transformar pessoas comuns em versões fisicamente perfeitas de si mesmas. Corpos esculturais, rostos simétricos e juventude quase eterna passam a ser possíveis graças a essa “benção” científica. No entanto, o que parece um milagre moderno cobra um preço alto e brutal. As consequências da infecção são tão devastadoras quanto imprevisíveis, levando a deformações, surtos violentos e, em muitos casos, à morte.

No centro desse pesadelo está uma figura conhecida apenas como “A Corporação”, um bilionário da tecnologia interpretado por Ashton Kutcher. Misterioso, frio e extremamente calculista, ele é o criador da droga revolucionária apelidada de “A Beleza”. Por trás de um discurso de progresso, inovação e liberdade estética, esconde-se um império trilionário construído sobre experimentos ilegais, manipulação genética e exploração humana. Para proteger seus segredos e manter o controle absoluto sobre o mercado da perfeição, A Corporação não hesita em recorrer à violência extrema, acionando seu executor pessoal conhecido apenas como O Assassino, vivido por Anthony Ramos.

Enquanto Cooper e Jordan tentam juntar as peças desse quebra-cabeça mortal, a narrativa se expande para outros personagens igualmente impactados pela epidemia. Um deles é Jeremy, interpretado por Jeremy Pope, um forasteiro perdido e desesperado que se vê envolvido no caos causado pela disseminação da droga. Em busca de um propósito e tentando sobreviver em um mundo que valoriza apenas a aparência, ele representa o olhar mais humano e vulnerável da história, funcionando como um contraponto emocional à frieza das grandes corporações e ao cinismo da indústria da beleza.

A série adota uma narrativa global, levando os personagens a uma corrida contra o tempo por cidades icônicas como Paris, Veneza, Roma e Nova Iorque. Cada cenário não serve apenas como pano de fundo estético, mas também reforça a crítica central da obra: a padronização da beleza e o culto ao corpo perfeito são fenômenos globais, alimentados por redes de poder, consumo e influência midiática. Ryan Murphy utiliza essas paisagens para criar um contraste constante entre o belo e o grotesco, o luxo e a decadência.

No elenco, Evan Peters, colaborador frequente de Murphy, assume o papel do agente Cooper Madsen, entregando mais uma atuação intensa e complexa. Rebecca Hall interpreta Jordan Bennett, uma investigadora inteligente, pragmática e emocionalmente marcada pelos horrores que descobre ao longo do caso. Isabella Rossellini surge como Franny Forst, uma figura influente e enigmática ligada ao mundo da moda, cuja presença adiciona ainda mais camadas de mistério à trama. Bella Hadid, supermodelo na vida real, interpreta Ruby, personagem que dialoga diretamente com a crítica à indústria fashion e ao culto à imagem.

Do ponto de vista temático, a série se encaixa perfeitamente na filmografia e no estilo narrativo de Ryan Murphy. Conhecido por explorar os limites da sociedade contemporânea em séries como American Horror Story, Nip/Tuck e Pose, o criador volta a provocar o público ao questionar até onde a humanidade está disposta a ir em nome da perfeição. A série aborda questões como bioética, capitalismo extremo, exploração do corpo, identidade e o impacto psicológico da busca incessante por aceitação e reconhecimento.

O desenvolvimento da série foi anunciado oficialmente em 30 de setembro de 2024, quando o canal FX confirmou que estava trabalhando em uma adaptação da HQ com Ryan Murphy e Matt Hodgson à frente do projeto. Em agosto de 2025, a emissora revelou que a estreia estava prevista para 2026, informação reforçada pelo próprio Murphy em outubro do mesmo ano, quando indicou janeiro como o mês escolhido. Finalmente, em 3 de dezembro de 2025, o FX confirmou a data oficial de estreia: 21 de janeiro de 2026.

As filmagens aconteceram entre novembro de 2024 e junho de 2025, passando por diversas locações internacionais, o que reforça a ambição visual e narrativa da série. O cuidado com a fotografia, o figurino e a ambientação já é evidente no trailer, que apresenta uma estética elegante, perturbadora e altamente estilizada, alinhada ao tom crítico e provocador da história.

Streams de Prince disparam no Spotify após final de Stranger Things e provam o poder duradouro da música dos anos 80

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O fim de Stranger Things não marcou apenas o encerramento de uma das séries mais influentes da era do streaming, mas também provocou um impacto imediato no consumo musical ao redor do mundo. Exibido na véspera de Ano Novo, em 31 de dezembro de 2025, o episódio final da produção da Netflix emocionou fãs e reforçou a forte ligação da série com a cultura pop dos anos 1980, especialmente por meio de sua trilha sonora cuidadosamente escolhida.

Entre os destaques musicais do último episódio, duas canções icônicas de Prince ganharam protagonismo: “When Doves Cry” e “Purple Rain”, ambas lançadas em 1984. As músicas embalaram a cena final da série e ajudaram a construir o clima de despedida, melancolia e reflexão que marcou o encerramento da história ambientada em Hawkins. A escolha do artista não foi casual, já que Prince é um dos maiores símbolos musicais da década que inspira toda a estética de Stranger Things.

O impacto dessa escolha foi rapidamente percebido no Spotify. De acordo com dados da plataforma, já no dia seguinte à estreia do episódio final, os streams das músicas de Prince registraram um crescimento expressivo em escala global. “Purple Rain” teve um aumento de 577% nos streams da Geração Z e de 243% no total global, enquanto “When Doves Cry” cresceu 128% entre ouvintes mais jovens e 200% no volume total de reproduções.

O fenômeno não se limitou às faixas utilizadas na série. Todo o catálogo de Prince também apresentou alta significativa, com crescimento de 88% nos streams globais da Geração Z e 190% no total geral. Os números consideram a comparação entre o dia da estreia do episódio final, em 31 de dezembro de 2025, e o dia 1º de janeiro de 2026, evidenciando o efeito quase imediato da exibição.

Esse movimento reforça o papel de Stranger Things como uma poderosa ponte entre gerações. Ao longo de suas cinco temporadas, a série se destacou por resgatar músicas clássicas dos anos 80 e apresentá-las a um público jovem, muitas vezes transformando canções esquecidas ou restritas a nichos em sucessos contemporâneos. O caso de Prince se soma a outros exemplos emblemáticos, como o retorno de Kate Bush às paradas globais na quarta temporada.

Criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, a série estreou em 2016 e se consolidou como um fenômeno cultural ao misturar ficção científica, terror e drama adolescente, sempre permeados por referências diretas ao cinema, à música e à cultura pop da década de 1980. A série acompanhou o crescimento de seus personagens — e de seu público — ao longo de quase dez anos.

Ao encerrar sua trajetória ao som de Prince, Stranger Things reafirma que seu legado vai além da narrativa televisiva. A série termina, mas continua ecoando na música, na memória afetiva dos fãs e nas playlists de uma nova geração, provando que grandes histórias — assim como grandes canções — nunca desaparecem por completo.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta terça (6) na TV Globo

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Na Sessão da Tarde desta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, a TV Globo convida o público a embarcar em uma aventura que mistura ficção científica, ação e humor em escala global. O filme escolhido é “MIB: Homens de Preto – Internacional”, produção que expande o universo da clássica franquia Men in Black e apresenta uma nova geração de agentes encarregados de manter a ordem entre humanos e alienígenas, sempre longe dos olhos curiosos da população.

Lançado em 2019, o longa funciona como um spin-off da saga iniciada nos anos 1990, deixando de lado os icônicos agentes K e J para apostar em uma história inédita, novos personagens e cenários espalhados pelo mundo. O resultado é um filme que respeita a essência da franquia, mas busca atualizar sua linguagem para um público mais jovem e conectado com narrativas globais.

A trama começa de forma intimista, ainda na infância de Molly, interpretada por Tessa Thompson. Quando criança, ela testemunha algo que mudaria sua vida para sempre: a abordagem de dois agentes do MIB a seus pais, seguida do apagamento de suas memórias após um encontro inesperado com um ser extraterrestre. Enquanto os adultos seguem suas vidas sem qualquer lembrança do ocorrido, Molly não esquece. Pelo contrário: ela passa anos obcecada pelos mistérios do universo e pela existência de vida fora da Terra.

Essa obsessão se transforma em motivação. Molly cresce determinada a provar que o MIB existe e, mais do que isso, a fazer parte da organização secreta. Sua persistência e inteligência acabam sendo recompensadas quando ela consegue localizar a sede da agência e, após insistir incansavelmente, é aceita como agente. Assim nasce a agente M, uma das personagens mais determinadas já apresentadas na franquia.

Já como agente oficialmente reconhecida, M é enviada para a filial do MIB em Londres, onde algo extremamente estranho vem acontecendo. Diferente das ameaças tradicionais vindas do espaço, o perigo agora parece estar dentro da própria organização. Há indícios de traição, informações vazadas e ataques alienígenas cada vez mais coordenados.

É nesse cenário que entra o agente H, vivido por Chris Hemsworth. Carismático, confiante e com um histórico de grandes feitos dentro do MIB, H é designado para trabalhar ao lado de M. A dupla, inicialmente marcada por diferenças de postura e experiência, precisa aprender a confiar um no outro para enfrentar uma ameaça que pode colocar em risco não apenas a Terra, mas todo o equilíbrio entre as espécies.

A parceria entre M e H funciona como o coração do filme. Enquanto ele representa o agente veterano, acostumado a improvisar e quebrar regras, ela traz um olhar mais atento, curioso e questionador, algo que muitas vezes falta aos membros mais antigos da organização. Esse contraste gera conflitos, mas também momentos de humor e cumplicidade.

Diferente dos filmes anteriores, que se concentravam majoritariamente nos Estados Unidos, “MIB: Homens de Preto – Internacional” aposta em uma narrativa verdadeiramente global. A investigação leva os protagonistas a diferentes países, ampliando o escopo da franquia e reforçando a ideia de que a ameaça alienígena não conhece fronteiras.

Além disso, o longa apresenta novos alienígenas, tecnologias inéditas e criaturas visualmente marcantes, mantendo a tradição da série de misturar efeitos especiais com um toque de irreverência. Um dos destaques é a presença de Pawny, personagem dublado por Kumail Nanjiani, que funciona como alívio cômico e rapidamente se torna um dos mais carismáticos do filme.

O elenco reúne nomes conhecidos do grande público. Além de Chris Hemsworth e Tessa Thompson, que já haviam contracenado juntos anteriormente, o filme conta com Liam Neeson no papel de High T, o chefe da filial londrina do MIB, trazendo uma aura de autoridade e mistério. Rebecca Ferguson interpreta Riza Stavros, uma traficante de armas alienígenas com passado enigmático, enquanto Rafe Spall vive um agente cuja lealdade é colocada em dúvida ao longo da trama.

A direção é assinada por F. Gary Gray, conhecido por seu trabalho em filmes de ação como Velozes e Furiosos 8 e Uma Saída de Mestre. Gray imprime um ritmo acelerado ao longa, equilibrando cenas de ação bem coreografadas com momentos de humor e desenvolvimento de personagens.

O roteiro fica por conta de Art Marcum e Matt Holloway, dupla responsável por outros sucessos do cinema de entretenimento. A produção executiva de Steven Spielberg, nome intimamente ligado à história da franquia, reforça o cuidado em manter a identidade de Men in Black, mesmo com tantas novidades.

As filmagens de “MIB: Homens de Preto – Internacional” começaram oficialmente em julho de 2018, com locações em Londres e outras cidades ao redor do mundo. O filme é uma produção conjunta da Columbia Pictures, Amblin Entertainment, Parkes + Macdonald, Image Nation e Tencent Pictures, com distribuição da Sony Pictures Releasing.

A pré-estreia aconteceu em 11 de junho de 2019, em Nova York. Poucos dias depois, o longa chegou aos cinemas do Brasil e de Portugal em 13 de junho, estreando nos Estados Unidos em 14 de junho de 2019, em formatos convencional, 3D e IMAX 3D. Mundialmente, o filme arrecadou mais de US$ 250 milhões, consolidando-se como um sucesso comercial, especialmente considerando seu caráter de spin-off.

Katherine Center apresenta “The Love Haters” e reforça seu lugar entre os grandes nomes do romance contemporâneo

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Katherine Center já provou mais de uma vez que sabe falar sobre amor sem cair em clichês vazios. Agora, a autora best-seller do New York Times volta a encantar o público brasileiro com “Haters do Amor”, novo romance lançado no país pela Editora Jangada. A obra chega com a promessa de equilibrar humor afiado, emoção genuína e aquele tipo de romance que aquece o coração sem perder a honestidade.

Para quem já conhece o trabalho da escritora, o clima é familiar. Center ficou mundialmente conhecida após os sucessos The Lost Husband e Happiness for Beginners, que ganharam adaptações na Netflix e ampliaram seu alcance para além das livrarias. Em seu novo livro, ela mantém a marca registrada: personagens imperfeitos, diálogos espirituosos e histórias que falam sobre recomeços de forma leve, mas profunda.

A protagonista da vez é Katie Vaughn, uma mulher que já se decepcionou o suficiente para decidir que o amor não vale mais o risco. Descrente de romances e finais felizes, ela aposta todas as fichas em sua carreira como produtora de vídeo. O problema é que, quando seu emprego entra em perigo, Katie aceita um trabalho de última hora que muda completamente seus planos e a leva até Key West, na Flórida.

É lá que ela cruza o caminho de Tom “Hutch” Hutcheson, um nadador-salvador da Guarda Costeira tão confiante quanto irresistível. O choque de mundos é imediato, principalmente porque Katie guarda um segredo nada pequeno: ela não sabe nadar. Mesmo assim, decide fingir que sabe, dando início a uma sequência de situações constrangedoras, caóticas e extremamente divertidas. Para completar o pacote de tensão, ainda precisa conviver com Cole, o irmão de Hutch, que deixa claro desde o início que não simpatiza nem um pouco com ela.

O que poderia ser apenas mais um romance de verão se transforma em uma verdadeira montanha-russa emocional. Entre aulas de natação improvisadas, voos de helicóptero, festas exageradas, tempestades tropicais e até um dogue alemão que rouba a cena, Katie começa a perceber que o amor costuma aparecer justamente quando menos se espera — e, muitas vezes, na forma da pessoa que mais desafia nossas certezas.

O grande mérito de “Haters do Amor” está na humanidade de seus personagens. Katherine Center não idealiza relações nem cria protagonistas inalcançáveis. Pelo contrário, ela aposta em inseguranças reais, medos reconhecíveis e sentimentos contraditórios, fazendo com que o leitor se veja refletido nas páginas. É um romance que faz rir, mas também convida à reflexão sobre confiança, vulnerabilidade e segundas chances.

Com 360 páginas e preço sugerido de R$ 66,90, o livro se posiciona como uma leitura perfeita para quem busca algo envolvente, leve e emocionalmente honesto. Fãs de autoras como Ali Hazelwood, Lynn Painter e Jenna Evans Welch certamente vão se sentir em casa.

Dinheiro Suspeito | Novo thriller da Netflix reúne Matt Damon e Ben Affleck em jogo perigoso de corrupção e desconfiança

A Netflix divulgou nesta segunda-feira, 5 de janeiro, o trailer oficial e o pôster de Dinheiro Suspeito, novo filme original da plataforma que marca mais uma colaboração de peso entre Matt Damon (Perdido em Marte, Jason Bourne) e Ben Affleck (Argo, Garota Exemplar), agora não apenas como protagonistas, mas também como produtores. O longa tem estreia global marcada para 16 de janeiro e promete entregar um thriller policial intenso, marcado por tensão, dilemas morais e jogos de confiança.

Dirigido e roteirizado por Joe Carnahan (A Perseguição, Esquadrão Classe A), o filme mergulha no submundo da corrupção e da ambição a partir de uma situação aparentemente simples, mas cheia de consequências. Ambientada em Miami, a história acompanha um grupo de policiais que se depara com milhões de dólares escondidos em um local abandonado. O que poderia ser tratado como uma grande apreensão logo se transforma em um gatilho para suspeitas, mentiras e disputas internas.

À medida que a quantia encontrada chama a atenção de outras forças e autoridades, a versão oficial dos fatos começa a ruir. A confiança entre os integrantes da equipe entra em colapso, e o filme passa a explorar até que ponto cada personagem está disposto a ir para proteger seus próprios interesses. Em um cenário onde todos parecem ter algo a esconder, a pergunta central se impõe: em quem é possível confiar quando o dinheiro fala mais alto?

Além de Damon e Affleck, Dinheiro Suspeito conta com um elenco de destaque. Steven Yeun (The Walking Dead, Treta), Teyana Taylor (Creed II, Um Príncipe em Nova York 2), Sasha Calle (The Flash, On My Block) e Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça, The Affair) integram o time principal. O elenco ainda traz Scott Adkins (John Wick 4, Os Mercenários 2) e Kyle Chandler (Friday Night Lights, Godzilla vs. Kong), ampliando o peso dramático e a intensidade da produção.

Nos bastidores, o projeto também chama atenção. A produção fica a cargo de Ben Affleck (Argo, Air: A História por Trás do Logo), Matt Damon (Ford vs Ferrari, O Talentoso Ripley), Dani Bernfeld (Air, Instinto Assassino) e Luciana Damon (Manchester à Beira-Mar, Stillwater). A produção executiva é assinada por Kevin Halloran (Air, Argo) e Michael Joe (The Big Cigar, Air), nomes ligados à Artists Equity, empresa fundada por Affleck e Damon.

A história do filme foi desenvolvida por Joe Carnahan (Smokin’ Aces, Stretch) em parceria com Michael McGrale (A Perseguição, Narc), reforçando a assinatura autoral do diretor, conhecido por explorar personagens moralmente ambíguos e narrativas onde o perigo não está apenas nas ruas, mas dentro dos próprios protagonistas.

Animação premiada, Gato de Botas 2: O Último Pedido é destaque da Sessão da Tarde desta segunda (5)

A tarde de segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, promete ser especial para quem estiver em casa. A TV Globo exibe na Sessão da Tarde o filme Gato de Botas 2: O Último Pedido, uma animação que vai muito além da aventura divertida e entrega uma história surpreendentemente emocional, capaz de conversar tanto com crianças quanto com adultos. As informações são do AdoroCinema.

Logo no começo, o público reencontra o Gato de Botas exatamente como ele sempre foi conhecido: confiante, barulhento e absolutamente convencido de que é invencível. Em Del Mar, ele resolve celebrar sua fama com uma grande festa, mas a comemoração acaba despertando um gigante adormecido. Mesmo conseguindo salvar a cidade, o herói paga um preço alto e acaba morrendo de forma inesperada. Quando acorda no hospital, recebe a notícia que muda tudo: ele já gastou oito de suas nove vidas.

A partir desse momento, o filme muda de tom. Pela primeira vez, o Gato sente medo de verdade. A ideia de não poder voltar à vida como sempre fez o abala profundamente, especialmente depois de cruzar o caminho de um lobo misterioso, silencioso e ameaçador. Assustado, ele decide abandonar a vida de aventuras e se esconder em um abrigo para gatos, tentando viver de forma anônima e segura.

É nesse período que surge Perrito, um cachorro pequeno, ingênuo e extremamente carinhoso, que enxerga o mundo com esperança, mesmo depois de tantas dificuldades. A amizade entre os dois nasce de forma simples, mas se torna essencial para a jornada emocional do protagonista. Perrito acaba sendo o coração do filme, lembrando o tempo todo que coragem também pode vir da vulnerabilidade.

A tranquilidade, no entanto, não dura muito. O Gato descobre a existência de uma estrela mágica capaz de realizar um único desejo, e vê ali a chance de recuperar suas vidas perdidas. Determinado a encontrá-la, ele acaba se reencontrando com Kitty Pata Mansa, sua antiga parceira e grande amor, com quem deixou muitas feridas abertas no passado. Ao mesmo tempo, outros personagens também entram na disputa pelo desejo, incluindo João Trombeta e a peculiar família de Cachinhos Dourados e os Três Ursos.

A busca pela estrela leva o grupo até a Floresta Sombria, um lugar mágico que muda de forma conforme quem carrega o mapa. Enquanto Gato e Kitty enfrentam cenários assustadores, Perrito caminha por paisagens coloridas e tranquilas. Essa diferença visual reforça o estado emocional de cada personagem e mostra como o medo, a culpa e a esperança moldam a forma como cada um enxerga o mundo.

Ao longo da jornada, o Gato é forçado a encarar não apenas inimigos externos, mas principalmente suas próprias falhas. Ele precisa lidar com o peso de ter sido egoísta, de ter fugido do compromisso com Kitty e de sempre acreditar que teria infinitas chances. O confronto com a Morte, que surge como um personagem marcante e simbólico, transforma a aventura em uma reflexão sobre escolhas, responsabilidade e o valor de cada vida.

Lançado nos cinemas em 2022, Gato de Botas 2: O Último Pedido surpreendeu ao conquistar público e crítica. O filme cresceu com o boca a boca, se destacou pelo visual estilizado e pelo roteiro sensível, e ultrapassou os 480 milhões de dólares em bilheteria mundial. Mais do que números, conquistou espaço por tratar temas profundos de forma acessível, sem perder o humor e o charme característicos da franquia.

Saiba qual filme vai passar no Campeões de Bilheteria deste domingo (4)

Na tarde deste domingo, 4 de janeiro, a Globo aposta alto na faixa Campeões de Bilheteria e exibe Avatar, um daqueles filmes que quase todo mundo já ouviu falar — e que, mesmo anos depois, ainda impressiona. Lançado em 2009 e dirigido por James Cameron, o longa virou um verdadeiro divisor de águas no cinema, tanto pela história quanto pelo espetáculo visual que entregou ao público.

A trama nos leva até Pandora, um planeta (ou melhor, uma lua) completamente fora do comum, cheio de cores vibrantes, criaturas exóticas e uma natureza que parece viva o tempo todo. É lá que vivem os Na’vi, um povo que mantém uma ligação profunda com o ambiente ao redor e encara a vida de forma totalmente diferente dos humanos. O problema começa quando a humanidade decide explorar Pandora em busca de recursos valiosos, pouco se importando com quem já vive ali.

Para conseguir circular pelo planeta sem morrer por causa da atmosfera tóxica, os humanos criam os chamados avatares: corpos híbridos, controlados à distância. É assim que Jake Sully entra em cena. Ex-fuzileiro naval e paraplégico, ele aceita a missão achando que será apenas mais um trabalho. Só que tudo muda quando ele passa a conviver com os Na’vi e conhece Neytiri, que o apresenta à cultura, às crenças e à força daquele povo.

O que começa como uma missão militar logo vira um grande conflito interno. Jake se vê dividido entre cumprir ordens ou proteger Pandora, um lugar que passa a significar liberdade, pertencimento e até amor. A jornada do personagem é um dos pontos altos do filme, misturando ação, romance e uma boa dose de reflexão sobre ganância, colonialismo e respeito à natureza.

Mas Avatar não ficou famoso só pela história. O filme chocou o mundo pelo visual. James Cameron esperou anos até ter tecnologia suficiente para fazer tudo do jeito que imaginava, e o resultado foi um espetáculo que popularizou o 3D no cinema e elevou o nível dos efeitos visuais. Na época, parecia que o público estava realmente “entrando” em Pandora.

O sucesso foi gigantesco. O filme quebrou recordes de bilheteria, se tornou o mais lucrativo da história por anos e ainda voltou ao topo com relançamentos. Ganhou prêmios importantes, foi indicado ao Oscar e até hoje é lembrado como um marco da cultura pop. Claro, também surgiram polêmicas e acusações de plágio, mas nada disso diminuiu o impacto que Avatar teve — e ainda tem.

Avatar: Fogo e Cinzas amplia o universo de Pandora e eleva a franquia a um novo patamar

Depois de anos de espera, tecnologia inédita e expectativas altíssimas, Avatar: Fogo e Cinzas finalmente chegou aos cinemas e prova que James Cameron continua disposto a ir além dos limites do cinema. Lançado em dezembro de 2025, o longa é o terceiro capítulo da franquia Avatar e dá sequência direta aos eventos de Avatar: O Caminho da Água (2022), aprofundando ainda mais o mundo de Pandora — agora com tons mais sombrios, intensos e emocionalmente complexos.

Dirigido por James Cameron, que também assina o roteiro ao lado de Rick Jaffa e Amanda Silver, o filme traz uma história construída ao longo de anos, pensada em conjunto com Josh Friedman e Shane Salerno. Produzido pela Lightstorm Entertainment e distribuído pela 20th Century Studios, Fogo e Cinzas deixa claro que essa saga sempre foi planejada como algo grandioso, tanto em escala quanto em ambição narrativa.

No elenco, o público reencontra rostos já conhecidos e queridos da franquia. Sam Worthington volta como Jake Sully, enquanto Zoë Saldaña retoma o papel de Neytiri. Também retornam Stephen Lang, Sigourney Weaver, Kate Winslet, Cliff Curtis e Giovanni Ribisi, entre outros. A novidade fica por conta da entrada de Oona Chaplin, que adiciona uma nova camada de mistério e tensão à trama. A química entre os personagens continua sendo um dos pontos fortes do filme, equilibrando bem ação, drama e emoção.

A produção de Avatar: Fogo e Cinzas é, por si só, uma história impressionante. Cameron já falava em sequências desde 2006, mas o projeto só ganhou forma após o sucesso estrondoso do primeiro Avatar. O que parecia um plano simples acabou se transformando em uma jornada épica: atrasos, reestruturações de roteiro e o desenvolvimento de tecnologias inéditas — especialmente para cenas de captura de movimento subaquática — fizeram com que o filme levasse anos para sair do papel.

As filmagens começaram em 2017, na Nova Zelândia, e se estenderam até o fim de 2020, somando mais de três anos de trabalho intenso. O resultado é um espetáculo visual que justifica o orçamento estimado em cerca de US$ 400 milhões, colocando o longa entre os filmes mais caros já produzidos na história do cinema.

Estreando mundialmente no Dolby Theatre, em Hollywood, em 1º de dezembro de 2025, Avatar: Fogo e Cinzas chegou aos cinemas brasileiros no dia 18 do mesmo mês. Desde então, vem acumulando elogios da crítica e do público, sendo incluído nas listas de melhores filmes do ano pelo American Film Institute e pelo National Board of Review. O longa também recebeu indicações importantes ao Globo de Ouro, incluindo a categoria de Conquista Cinematográfica e de Bilheteria.

Falando em bilheteria, o desempenho do filme é sólido: mais de US$ 760 milhões arrecadados mundialmente, garantindo um lugar entre as maiores bilheterias de 2025. Embora os números ainda estejam abaixo do fenômeno absoluto que foi o primeiro Avatar, o resultado confirma que o interesse pelo universo de Pandora segue muito vivo.


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