Ato Noturno terá sessão especial no Recife com presença dos diretores antes da estreia nos cinemas

0
Foto: Reprodução/ Internet

O longa-metragem brasileiro Ato Noturno, dirigido e roteirizado por Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, terá uma sessão especial aberta ao público no Recife antes de sua estreia nacional. A exibição acontece neste sábado, 10 de janeiro, às 19h30, no Cinema da Fundação Derby, e contará com a presença dos diretores, que participam de um encontro com o público após a sessão.

Reconhecidos por obras como Tinta Bruta e Beira-Mar, os cineastas apresentam mais um trabalho que reforça sua trajetória no cinema brasileiro contemporâneo, com uma narrativa voltada para temas como identidade, ambição profissional, relações humanas e os desafios enfrentados no meio artístico.

Com distribuição da Vitrine Filmes, por meio do projeto Sessão Vitrine Petrobras, o filme teve sua estreia internacional no Festival de Berlim e se destacou no Festival do Rio 2025, onde conquistou três Troféus Redentor: Melhor Ator para Gabriel Faryas, Melhor Roteiro para Marcio Reolon e Filipe Matzembacher e Melhor Fotografia para Luciana Baseggio. O filme também foi reconhecido como Melhor Filme pelo Prêmio Felix, voltado a produções com temáticas de diversidade e representatividade.

A história acompanha Matias (Gabriel Faryas), um jovem ator em início de carreira que busca sua primeira grande oportunidade profissional em Porto Alegre. Ao integrar um grupo teatral de prestígio, ele passa a disputar espaço em um ambiente competitivo, especialmente quando surge a possibilidade da gravação de uma grande produção audiovisual na cidade.

Nesse contexto, a relação com Fabio (Henrique Barreira), seu colega de apartamento e também ator, se torna marcada por tensões e rivalidades, refletindo as exigências e pressões do mercado artístico. Para alcançar seus objetivos, Matias enfrenta dilemas pessoais e profissionais ligados à construção de sua imagem e às expectativas impostas pelo meio em que atua.

A narrativa se desenvolve ainda a partir do encontro com Rafael (Cirillo Luna), uma figura pública influente, cuja presença amplia os conflitos vividos pelo protagonista. A partir dessas relações, o filme propõe uma reflexão sobre escolhas, limites e os papéis sociais assumidos tanto no âmbito profissional quanto na vida pessoal.

Ato Noturno se constrói a partir de uma abordagem sensível e cuidadosa, valorizando as performances dos atores e a dimensão simbólica das situações apresentadas. O filme explora a ideia de representação e identidade por meio de diferentes espaços — como o palco, os bastidores e as relações interpessoais — convidando o espectador a observar os conflitos internos dos personagens e suas transformações ao longo da narrativa.

Com lançamento confirmado para o dia 15 de janeiro, o longa-metragem chega aos cinemas brasileiros através da Sessão Vitrine Petrobras, iniciativa que promove o cinema nacional em salas de exibição de diversas cidades, com valores acessíveis ao público.

Diretor de Invasão Zumbi, Yeon Sang-ho apresenta primeiro trailer de Colony, novo thriller de mortos-vivos

0
Foto: Reprodução/ Internet

Yeon Sang-ho, cineasta sul-coreano responsável por revitalizar o gênero zumbi com o aclamado Invasão Zumbi, está oficialmente de volta ao universo dos mortos-vivos. O diretor revelou o primeiro trailer de Colony, seu novo longa-metragem, que promete apresentar uma abordagem intensa, claustrofóbica e emocionalmente carregada para o apocalipse zumbi, marca registrada de sua filmografia.

No material divulgado, o público acompanha os primeiros momentos do colapso social provocado por um vírus desconhecido. A história tem início durante uma conferência científica, quando o prédio onde o evento acontece se transforma repentinamente no marco zero de uma infecção devastadora. A partir desse ponto, o local passa a abrigar sobreviventes isolados, forçados a enfrentar não apenas os infectados, mas também o medo, o desespero e a imprevisibilidade da situação.

A protagonista é interpretada por Jun Ji-hyun, conhecida por trabalhos como Polaris: Conspiração Política. No filme, ela vive uma professora de biotecnologia que se vê presa dentro do edifício no momento em que o vírus começa a se espalhar. Seu conhecimento científico passa a ser uma possível chave para compreender a infecção, mas também a coloca no centro de decisões que envolvem risco extremo e dilemas morais.

O elenco de Colony reúne alguns dos nomes mais respeitados do cinema e da televisão sul-coreanos. Ji Chang-wook, de O Manipulado, interpreta Choi Hyun-seok, o segurança do prédio que assume a linha de frente no combate direto contra os infectados. Shin Hyun-been, conhecida por Hospital Playlist, dá vida a Gong Seol-hee, uma personagem determinada a entender a origem da crise e encontrar uma saída racional em meio ao caos.

Também se destacam Kim Shin-rok, de Gostinho de Amor, no papel de Choi Hyun-hee, uma mulher visivelmente pressionada por decisões de vida ou morte, e Go Soo, de Oficial da Condicional Lee, que interpreta Han Gyu-seong, personagem que representa o medo humano diante do colapso iminente. O elenco ainda conta com Koo Kyo-hwan, de D.P. Dog Day, reforçando a diversidade de perfis e conflitos apresentados no trailer.

Visualmente, o primeiro trailer de Colony aposta em uma atmosfera opressiva e realista, com corredores escuros, espaços confinados e uma sensação constante de ameaça. Diferente de narrativas globais de apocalipse, o filme parece focar na experiência íntima e psicológica dos personagens, acompanhando a evolução imprevisível dos infectados e o impacto direto da crise sobre cada indivíduo preso no prédio.

Produzido pela sul-coreana Showbox, o longa tem estreia prevista nos cinemas da Coreia do Sul ainda em 2026. Até o momento, não há confirmação de distribuição internacional ou data definida para o lançamento no Brasil, embora o interesse do público estrangeiro seja alto, especialmente após a divulgação do trailer.

Colony marca mais um capítulo na trajetória de Yeon Sang-ho como um dos cineastas mais relevantes do gênero na atualidade. O diretor conquistou reconhecimento internacional ao apresentar histórias que combinam horror, crítica social e emoção humana em títulos como Invasão Zumbi, Face e a série Hellbound. Em seu novo projeto, Yeon parece reforçar essa identidade, apostando em personagens complexos, tensão crescente e um olhar atento sobre o comportamento humano diante do colapso.

Na Sessão da Tarde, TV Globo apresenta Tempestade: Planeta em Fúria nesta quarta (7)

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Sessão da Tarde desta quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, exibe na TV Globo o filme Tempestade: Planeta em Fúria (Geostorm), produção norte-americana de ação e ficção científica lançada em 2017. Dirigido por Dean Devlin, o longa aposta em uma narrativa de grande escala ao combinar catástrofes naturais, suspense político e tecnologia futurista em uma história que coloca o destino da humanidade em risco.

Ambientado em um futuro próximo, o filme parte da premissa de que eventos climáticos extremos se tornaram frequentes e ameaçam a sobrevivência do planeta. Para conter esse cenário, é criada uma gigantesca rede de satélites capaz de controlar o clima global. Batizado de Dutch Boy, o sistema é fruto da cooperação de 17 países e passa a ser coordenado pelo engenheiro Jake Lawson, interpretado por Gerard Butler, que dedica anos de sua vida ao desenvolvimento e à manutenção do projeto.

Apesar de sua importância estratégica, Jake acaba afastado do comando por razões políticas, sendo substituído pelo irmão mais novo, Max Lawson, vivido por Jim Sturgess. Três anos depois, quando a administração do Dutch Boy está prestes a ser transferida oficialmente dos Estados Unidos para a Organização das Nações Unidas, falhas misteriosas começam a ocorrer. Fenômenos climáticos devastadores surgem de forma inesperada, como uma intensa nevasca no deserto do Afeganistão e uma onda de calor mortal em Hong Kong, resultando em centenas de vítimas.

Diante da gravidade da situação, Jake é chamado de volta para investigar as anomalias. Enviado à estação espacial responsável pelo controle do sistema, ele descobre que os desastres não são fruto de erros técnicos, mas parte de uma conspiração capaz de transformar a tecnologia climática em uma arma de destruição em massa. Ao mesmo tempo, precisa lidar com os conflitos pessoais e a relação estremecida com o irmão, em meio a uma corrida contra o tempo para evitar uma tempestade global de proporções catastróficas.

O elenco do filme reúne nomes conhecidos do cinema internacional. Gerard Butler lidera a produção, reforçando seu perfil de herói de ação já visto em títulos como 300 e Invasão à Casa Branca. Jim Sturgess traz equilíbrio e tensão política ao papel de Max Lawson, enquanto Abbie Cornish, Ed Harris, Alexandra Maria Lara, Andy García, Richard Schiff, Daniel Wu, Robert Sheehan e Eugenio Derbez completam o time, conferindo à trama um caráter global e multifacetado.

Produzido pela Warner Bros. em parceria com a Skydance Media, Tempestade: Planeta em Fúria teve uma produção marcada por desafios e refilmagens após exibições-teste pouco satisfatórias. Lançado mundialmente em outubro de 2017, o longa arrecadou cerca de 221 milhões de dólares, mas acabou sendo considerado um desempenho abaixo do esperado diante de seu alto orçamento. A recepção da crítica foi dividida, com apontamentos sobre um roteiro previsível e efeitos visuais irregulares, embora o público tenha reconhecido o apelo das cenas de destruição e do ritmo acelerado.

Warner Bros divulga trailer de Eles Vão Te Matar, novo terror da produtora de Andy e Barbara Muschietti

0
Foto: Reprodução/ Internet

A Warner Bros. divulgou o trailer oficial de Eles Vão Te Matar, primeiro longa-metragem da Nocturna, produtora fundada por Andy e Barbara Muschietti, dupla responsável por alguns dos maiores sucessos recentes do terror, como It: A Coisa (2017), It: Capítulo Dois (2019) e a aguardada série It: Bem-Vindos a Derry. Com estreia prevista para março, o filme aposta em uma combinação explosiva de horror sangrento, ação acelerada e comédia sombria para conquistar o público.

O longa é protagonizado por Zazie Beetz, atriz indicada ao Emmy e conhecida por papéis marcantes em produções como Atlanta, Coringa (2019), Deadpool 2, Bullet Train, Nine Days e The Harder They Fall. Versátil e carismática, Beetz se consolidou como um dos nomes mais interessantes de sua geração, transitando com facilidade entre o cinema autoral, o blockbuster e a televisão de prestígio.

Ao seu lado está Tom Felton, eternamente lembrado por interpretar Draco Malfoy na franquia Harry Potter, papel que o projetou mundialmente. Após o fim da saga, Felton construiu uma carreira diversificada, com participações em filmes como Planeta dos Macacos: A Origem, A Ressurreição, Ophelia, Belle, Against the Sun e A Babysitter: Killer Queen, além de séries como The Flash, Origin e Murder in the First.

Outro grande destaque do elenco é Patricia Arquette, vencedora do Oscar por Boyhood – Da Infância à Juventude. A atriz possui uma carreira sólida e respeitada, com trabalhos memoráveis em filmes como Estrada Perdida, True Romance, Ed Wood, Alguém Tem que Ceder, Bringing Out the Dead e Little Nicky. Na televisão, Arquette ganhou nova projeção com séries aclamadas como Medium, The Act e Ruptura (Severance), reafirmando sua relevância artística ao longo das décadas.

Eles Vão Te Matar convida o público a mergulhar em uma noite de puro caos dentro do Hotel Virgil, um local sombrio e decadente que funciona como o covil de um culto demoníaco. A história acompanha uma jovem que, ao se ver presa nesse ambiente hostil, precisa sobreviver a uma sucessão de ataques brutais, armadilhas cruéis e personagens perturbadores antes de se tornar a próxima vítima do grupo.

A proposta do filme combina violência gráfica, ritmo acelerado e um humor negro afiado, criando uma experiência que não se limita ao terror tradicional. Mortes exageradas, situações absurdas e diálogos perversamente irônicos fazem parte da identidade do longa, que promete entregar entretenimento intenso do início ao fim.

Além do trio principal, o elenco conta com Myha’La, atriz em ascensão que chamou atenção em Morte Morte Morte, Leave the World Behind, She’s Gotta Have It e na série Industry, da HBO, onde ganhou destaque por sua presença magnética e atuações contundentes.

Outro nome de peso é Paterson Joseph, conhecido por seu trabalho em produções como Wonka, The Beach, Aeon Flux, In the Name of the Father e The World’s End. Na televisão, Joseph é amplamente reconhecido por suas atuações em séries como The Leftovers, Peep Show, Vigil e Timeless.

O elenco também inclui Heather Graham, atriz que marcou os anos 1990 e 2000 com filmes como Boogie Nights, Austin Powers: O Agente Internacional do Mistério, From Hell, Se Beber, Não Case!, Bowfinger, Drugstore Cowboy e License to Drive. Nos últimos anos, Graham tem alternado entre produções independentes, thrillers e comédias, mantendo uma carreira constante no cinema e na televisão.

A estreia da Nocturna no cinema

O longa-metragem marca a estreia da Nocturna como produtora de longas-metragens, consolidando o interesse de Andy e Barbara Muschietti em expandir sua atuação para além da direção. Conhecidos por revitalizar o terror mainstream com It, os irmãos agora apostam em uma abordagem mais irreverente, violenta e autoral, mesclando gêneros e explorando narrativas extremas.

Crepúsculo | Kristen Stewart avalia dirigir um reboot e reacende debate sobre o legado da saga

0
Foto: Reprodução/ Internet

Quase vinte anos após Crepúsculo transformar um romance adolescente em um fenômeno global, a saga voltou ao centro das atenções por um motivo inesperado. Em entrevista à Entertainment Weekly, Kristen Stewart — eternamente associada à personagem Bella Swan — revelou que adoraria dirigir um reboot da história que marcou sua carreira e definiu uma geração inteira de espectadores. A declaração, espontânea e carregada de afeto, rapidamente ganhou repercussão e levantou uma questão inevitável: como revisitar Crepúsculo em um mundo e em uma indústria cinematográfica tão diferentes daqueles de 2008?

Mais do que uma simples ideia hipotética, a fala de Stewart simboliza um encontro entre passado e maturidade artística. Hoje reconhecida como uma das atrizes mais versáteis de sua geração e cada vez mais respeitada como cineasta, ela olha para a saga não com ironia ou distanciamento, mas com curiosidade, respeito e vontade de ressignificação.

Uma reflexão que nasceu da nostalgia

Segundo Kristen Stewart, a possibilidade surgiu durante uma conversa casual com uma amiga, motivada pelo hábito recorrente de assistir a Crepúsculo na televisão durante as festas de fim de ano. Para muitas famílias e fãs, o longa se tornou parte de uma tradição afetiva, exibido ano após ano como um símbolo de conforto e nostalgia.

“Eu fiquei pensando em como esse filme envelheceu”, comentou a atriz. A observação vai além da estética ou dos efeitos visuais e toca em algo mais profundo: como aquela história, seus personagens e seus conflitos dialogam com o público atual, que cresceu, amadureceu e passou a enxergar a obra sob novas lentes.

Foi nesse momento que Stewart admitiu que adoraria assumir a direção de um remake, caso tivesse liberdade criativa, apoio e um grande investimento. “Imagine se tivéssemos um orçamento enorme, amor e suporte de verdade. Eu adoraria fazer. Sim, eu faria. Estou comprometida”, afirmou, de forma direta e empolgada.

Respeito aos filmes originais e aos seus criadores

Apesar do entusiasmo, Kristen Stewart fez questão de destacar que sua vontade de revisitar Crepúsculo não nasce de uma rejeição às produções originais. Pelo contrário: ela elogiou abertamente o trabalho de Catherine Hardwicke, diretora do primeiro filme, e de Chris Weitz, responsável pelo segundo capítulo da saga.

Segundo Stewart, os filmes carregam uma autenticidade difícil de reproduzir, justamente por terem sido feitos em um momento em que elenco e realizadores ainda estavam descobrindo quem eram. “Eles eram excêntricos, peculiares e muito presentes naquele momento específico. Antes de tudo explodir”, afirmou.

Esse reconhecimento reforça a ideia de que um possível reboot não seria uma tentativa de apagar o passado, mas de dialogar com ele. Stewart demonstra compreender que Crepúsculo é fruto de um contexto cultural, emocional e industrial muito específico — e que parte de seu charme reside exatamente nisso.

O nascimento de um fenômeno cultural

Lançado em 2008 e dirigido por Catherine Hardwicke, Crepúsculo foi adaptado do primeiro livro da série homônima de Stephenie Meyer, com roteiro de Melissa Rosenberg. O filme apresentou ao mundo a história de Isabella Swan, uma adolescente introspectiva e deslocada que se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks, no estado de Washington, para viver com o pai, Charlie, chefe da polícia local.

A mudança, motivada pela preocupação com a mãe, marca o início de uma jornada emocional profunda. Em Forks, Bella se depara com um ambiente estranho, silencioso e quase melancólico — cenário ideal para a chegada de personagens que parecem não pertencer inteiramente ao mundo humano.

Entre eles está Edward Cullen, interpretado por Robert Pattinson, um jovem misterioso que desperta imediatamente a atenção de Bella. Seu comportamento contraditório — ora distante, ora protetor — alimenta a curiosidade da protagonista e do público. O primeiro encontro entre os dois estabelece uma tensão que se tornaria a base de toda a saga.

Vampiros sob uma nova perspectiva

A grande virada narrativa acontece quando Bella descobre que Edward e sua família são vampiros. No entanto, Crepúsculo subverte a mitologia clássica ao apresentar os Cullen como vampiros “vegetarianos”, que se alimentam apenas de sangue animal e buscam coexistir com os humanos sem causar danos.

Essa abordagem foi um dos principais diferenciais da saga e ajudou a redefinir a imagem dos vampiros para o público jovem. Edward Cullen não é apenas um predador sobrenatural, mas um personagem profundamente dividido entre seus instintos e sua moral. O romance com Bella, portanto, não é apenas proibido — é perigoso.

A relação entre os dois passa a ser marcada por escolhas difíceis, autocontrole e sacrifício, temas que ressoaram fortemente entre adolescentes e jovens adultos da época.

O perigo que transforma o romance em suspense

O tom romântico da história ganha contornos mais sombrios com a chegada de vampiros nômades, entre eles James, um rastreador implacável que se alimenta de sangue humano. Ao perceber o vínculo entre Edward e Bella, James transforma a jovem em alvo de uma caçada cruel, motivada tanto pelo desafio quanto pelo prazer do perigo.

A perseguição culmina em um dos momentos mais tensos do filme, quando Bella é atraída para um antigo estúdio de balé sob a falsa promessa de que sua mãe foi capturada. O ataque de James deixa Bella gravemente ferida e à beira da transformação em vampira.

A intervenção de Edward e de sua família impede o pior, mas não sem consequências. O momento em que Edward suga o veneno do corpo de Bella simboliza, ao mesmo tempo, amor, controle e o risco constante que define a relação dos dois.

Amor eterno ou perda da humanidade?

Após se recuperar, Bella retorna à rotina escolar e participa do baile de primavera, onde compartilha um momento de aparente normalidade com Edward. No entanto, a tranquilidade é ilusória. Bella expressa seu desejo de se tornar vampira, para que possam permanecer juntos para sempre.

Esse pedido, longe de ser apenas romântico, levanta questões centrais da saga: até que ponto vale a pena abrir mão da própria humanidade por amor? Quem toma essa decisão — e com quais consequências?

Esses dilemas, vistos hoje, ganham novas camadas de interpretação, especialmente quando considerados sob a ótica de uma Kristen Stewart adulta, consciente e criativamente inquieta.

O que um reboot dirigido por Kristen Stewart poderia representar

Imaginar Crepúsculo sob a direção de Kristen Stewart é imaginar uma obra mais introspectiva, talvez menos idealizada e mais ancorada em conflitos internos. Como cineasta, Stewart tem demonstrado interesse por narrativas autorais, personagens complexos e atmosferas menos convencionais.

Um reboot poderia aprofundar a subjetividade de Bella, explorar com mais densidade suas escolhas e dar maior protagonismo à sua voz. Em vez de apenas repetir fórmulas, a nova versão poderia dialogar com temas contemporâneos como identidade, consentimento, amadurecimento emocional e relações de poder.

Não se trata de corrigir o passado, mas de reinterpretá-lo com a bagagem de quem viveu o impacto da saga por dentro — e agora enxerga suas nuances com distanciamento crítico e sensibilidade artística.

MasterChef Celebridades desta terça (6) entra em clima de semifinal com prova de moqueca criativa e sobremesas carregadas de memória

0
Foto: Melissa Haidar/Band

A próxima terça, 6 de janeiro de 2026, promete fortes emoções para os fãs do MasterChef Celebridades. A Band exibe, a partir das 22h20, o oitavo episódio da temporada, que marca a entrada definitiva do reality em sua fase mais decisiva. Restando apenas cinco competidores, qualquer erro pode ser fatal, e cada prato passa a valer muito mais do que elogios: está em jogo uma vaga direta na semifinal. Dodô, Gilmelândia, Julianne Trevisol, Maurren Maggi e Valesca Popozuda formam o Top 5 e sabem que, a essa altura da competição, não há espaço para improvisos sem estratégia.

Caixa Misteriosa desafia criatividade e identidade dos participantes

Logo no início da noite, a famosa Caixa Misteriosa surge como o primeiro grande obstáculo. Dentro dela, ingredientes que exigem sensibilidade e domínio técnico, como diferentes tipos de peixes, frutas e frutos do mar. A regra é simples, mas estratégica: cada participante deve escolher um insumo diferente para criar uma moqueca totalmente autoral. Os jurados esperam pratos que respeitem a tradição da moqueca, mas que também revelem o estilo e a assinatura de cada celebridade. Com o tempo correndo e escolhas difíceis pela frente, o clima de tensão toma conta da cozinha.

Uma vaga na semifinal muda completamente o jogo

O peso da prova aumenta ainda mais com a recompensa em disputa. O dono do melhor prato da noite garante a primeira vaga direta na semifinal, um privilégio que pode redefinir o rumo da competição. Para isso, será preciso agradar o paladar criterioso de Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça, atentos a cada detalhe de sabor, textura e apresentação.

Doce favorito vira teste de empatia e estratégia

Na etapa decisiva, o episódio ganha um tom ainda mais emocional. Os chefs recebem a visita especial de Diego Lozano, jurado do MasterChef Confeitaria, que chega para reforçar a análise técnica das sobremesas e compartilhar dicas valiosas.

A proposta inicial parece simples: preparar uma sobremesa favorita, daquelas que carregam memórias afetivas. No entanto, como já virou tradição no programa, a dinâmica sofre uma reviravolta. Em vez de cozinhar o próprio doce preferido, os participantes descobrem que terão de preparar a sobremesa favorita de um adversário.

Degustação às cegas coloca o paladar à prova

Antes mesmo de ligar os fogões, os famosos enfrentam um desafio surpresa: uma degustação às cegas de cupcakes com sabores exóticos e combinações inusitadas. A prova testa a sensibilidade gustativa dos competidores e pode render uma vantagem estratégica importante.

Cronômetro zerando, emoções à flor da pele

Com o relógio em contagem regressiva, a cozinha se transforma em um verdadeiro campo de batalha emocional. Cada sobremesa precisa equilibrar técnica, sabor e fidelidade ao gosto do colega homenageado. Errar o ponto, exagerar no açúcar ou descuidar da apresentação pode ser determinante.

Uma despedida amarga às portas da semifinal

Ao final do episódio, apenas um participante terá o pior desempenho e se despedirá da competição, ficando a um passo da semifinal. Para os que seguem na disputa, a sensação é de alívio momentâneo, misturada à consciência de que o nível da competição só tende a aumentar.

Giba revive glórias e mostra novos caminhos no The Noite com Danilo Gentili desta segunda (5)

0
Foto: Reprodução/ Internet

Um dos maiores ícones do esporte brasileiro, Giba é o convidado especial do The Noite desta segunda-feira, 5 de janeiro, em uma entrevista que mistura emoção, bom humor e muita memória afetiva para os fãs do vôlei. Ídolo de uma geração, o ex-atleta chega ao palco do SBT disposto a revisitar conquistas históricas, contar bastidores pouco conhecidos da Seleção Brasileira e mostrar que sua trajetória vencedora não terminou com a aposentadoria das quadras.

Logo nos primeiros minutos do bate-papo com Danilo Gentili, fica evidente que o carisma que marcou sua carreira permanece intacto. Giba fala com brilho nos olhos sobre os anos mais intensos de sua vida, quando vestia a camisa da Seleção e carregava a responsabilidade de representar um país inteiro apaixonado pelo vôlei. Em tom leve, ele relembra a convivência diária com Bernardinho, técnico que se tornou sinônimo de disciplina, cobrança extrema e vitórias consecutivas.

Segundo Giba, a relação com Bernardinho nunca foi simples, mas sempre foi verdadeira. Ele descreve o treinador como alguém que enxergava além do talento, exigindo entrega total, foco mental e espírito coletivo. Para o ex-jogador, essa combinação foi determinante para transformar a Seleção Brasileira em uma potência mundial quase imbatível por mais de uma década. “A gente não entrava em quadra para participar, entrava para ganhar”, relembra, deixando claro o espírito competitivo que moldou aquele time histórico.

Entre as lembranças mais marcantes, não poderia faltar o famoso bordão “Giba neles”, eternizado nas arquibancadas e nas transmissões esportivas. Mais do que um simples grito da torcida, a frase se tornou um símbolo de confiança e identificação com o atleta. Giba conta que ouvir seu nome ecoando em ginásios lotados era, ao mesmo tempo, motivador e desafiador. Cada ponto exigia intensidade máxima, porque o público acreditava que algo especial estava prestes a acontecer.

O clima descontraído da entrevista abre espaço para histórias curiosas e situações inesperadas vividas ao longo da carreira. Giba compartilha episódios de viagens internacionais, momentos de tensão antes de decisões importantes e até situações engraçadas que só quem viveu a rotina do esporte de alto rendimento conhece. Em um dos momentos mais divertidos do programa, ele transforma os corredores do SBT em quadra improvisada e dá uma verdadeira aula prática de saque, mostrando que técnica e precisão não se perdem com o tempo.

Nascido em Londrina, no Paraná, em 23 de dezembro de 1976, Giba construiu uma trajetória que vai muito além das estatísticas impressionantes. Ainda na infância, enfrentou um dos maiores desafios de sua vida ao ser diagnosticado com leucemia. A doença quase interrompeu seus sonhos antes mesmo que eles ganhassem forma, mas a superação dessa fase difícil se tornou um marco definitivo em sua história. Para Giba, vencer o câncer foi a primeira grande vitória de muitas que ainda estavam por vir.

Após mudar-se para Curitiba, onde concluiu o ensino fundamental no Colégio Estadual Conselheiro Zacarias, ele iniciou oficialmente sua carreira esportiva em 1991, atuando pelo Círculo Militar do Paraná. A evolução foi rápida, e o talento logo o levou às seleções de base e, posteriormente, à equipe principal do Brasil. Atuando como atacante de ponta, Giba se destacou pela explosão física, inteligência tática e capacidade de decidir partidas em momentos cruciais.

Com ele em quadra, a Seleção Brasileira viveu um período praticamente ininterrupto de sucesso. Foram oito medalhas de ouro na Liga Mundial, três títulos mundiais, o ouro olímpico em Atenas 2004 e três pratas olímpicas conquistadas em Pequim 2008 e Londres 2012. O currículo ainda inclui conquistas em Copas do Mundo, Copas dos Campeões, Jogos Pan-Americanos e Campeonatos Sul-Americanos, consolidando um dos maiores legados da história do vôlei.

O reconhecimento individual também veio em momentos decisivos. Em 2006, após a conquista do Campeonato Mundial com uma vitória incontestável sobre a Polônia, Giba foi eleito o melhor jogador de vôlei do mundo. Anos depois, em 2018, seu nome foi eternizado no Hall da Fama do Vôlei, honra reservada apenas aos atletas que marcaram época e ajudaram a transformar o esporte globalmente.

Após longos anos atuando no exterior, Giba retornou ao Brasil em 2009 como grande reforço do Pinheiros/Sky. No entanto, uma sequência de lesões acabou limitando seu desempenho. Mesmo assim, ele ainda passou por equipes como Cimed, Vôlei Taubaté, além de experiências internacionais na Argentina e nos Emirados Árabes. Em agosto de 2014, anunciou oficialmente sua aposentadoria, encerrando uma carreira de 23 anos e tendo conquistado todos os títulos possíveis no vôlei.

Hoje, longe das quadras profissionais, Giba segue ativo em novos projetos. Ele se dedica a palestras motivacionais, iniciativas esportivas e ações voltadas à formação de jovens atletas, compartilhando aprendizados que vão além do esporte. No The Noite, ele deixa claro que sua missão agora é inspirar pessoas, usando sua história como exemplo de superação, disciplina e paixão.

Curta! revisita a vida e os contrastes de Cássia Eller em documentário premiado

0
Foto: Reprodução/ Internet

Ícone da música brasileira e dona de uma presença de palco arrebatadora, Cássia Eller volta ao centro das atenções com a exibição do documentário Cássia Eller no canal Curta!. A produção, dirigida por Paulo Henrique Fontenelle, propõe um mergulho sensível e profundo na trajetória da cantora, que morreu precocemente aos 39 anos, em 2001, deixando um legado artístico que atravessa gerações.

Reconhecida como uma das vozes femininas mais marcantes da MPB, Cássia construiu uma carreira pautada pela intensidade. No palco, era explosiva, carismática e entregue à música. Fora dele, no entanto, revelava uma personalidade introspectiva, marcada pela timidez e por conflitos internos. Esse contraste entre a artista e a mulher é um dos fios condutores do documentário, que busca apresentar Cássia de forma humana, longe de idealizações.

Ao longo do filme, são abordados temas delicados e fundamentais para compreender sua trajetória: a relação conturbada com as drogas, o impacto do sucesso repentino, a pressão da fama, a maternidade inesperada e os desafios emocionais que acompanharam sua vida pessoal e profissional. Tudo isso é apresentado com cuidado e respeito, sem sensacionalismo, permitindo que o público se aproxime da artista de maneira honesta.

Premiado pelo público como Melhor Documentário na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo em 2014, o longa se apoia em uma rica combinação de depoimentos, imagens de arquivo e registros íntimos. Entre os entrevistados estão familiares, amigos, jornalistas e parceiros de estrada que ajudam a construir um retrato multifacetado de Cássia Eller.

A companheira Maria Eugênia Martins, com quem a cantora manteve um relacionamento de 14 anos, compartilha relatos emocionantes sobre a convivência com Cássia e sobre a transformação quase espiritual que ela vivia ao subir no palco. Já o filho Chicão, hoje conhecido artisticamente como Chico Chico, aparece como parte fundamental dessa história, representando a continuidade do legado musical deixado pela mãe.

O documentário também reúne depoimentos de nomes importantes da música e do jornalismo cultural brasileiro, como Zélia Duncan, Nando Reis, Oswaldo Montenegro, Tárik de Souza e Arthur Dapieve. Cada um contribui com memórias, análises e observações que ajudam a contextualizar a importância de Cássia no cenário musical dos anos 1990 e início dos anos 2000.

Imagens de shows históricos, ensaios, entrevistas e momentos do cotidiano da cantora se misturam aos relatos, criando uma narrativa fluida e envolvente. Em um dos trechos mais marcantes, a própria Cássia fala sobre sua dificuldade de lidar com as pessoas e como a música se tornou um refúgio. Para ela, cantar era mais do que uma profissão: era uma forma de existir no mundo e de enfrentar seus medos.

Além da exibição no canal Curta!, o documentário também está disponível no CurtaOn – Clube de Documentários, acessível por meio do Prime Video Channels, da Amazon, da Claro TV+ e pelo site oficial da plataforma. Essa ampla distribuição permite que novas gerações descubram — ou redescubram — a força, a vulnerabilidade e a genialidade de Cássia Eller.

O que vem por aí no universo de Stranger Things? Spin-offs prometem novos mistérios após o final da série

0
Foto: Reprodução/ Internet

Após quase uma década moldando a cultura pop e conquistando fãs ao redor do mundo, Stranger Things encerrou oficialmente sua trajetória com a estreia da quinta e última temporada. O desfecho marcou o fim da história central ambientada em Hawkins, mas está longe de representar o encerramento definitivo desse universo que se tornou um dos maiores fenômenos da Netflix. Pelo contrário: os irmãos Matt e Ross Duffer já confirmaram que novas histórias estão a caminho, prometendo expandir ainda mais a mitologia do Mundo Invertido e responder a questões que ficaram em aberto após o episódio final.

Desde sua estreia, Stranger Things sempre foi pensada como uma narrativa maior do que apenas uma série. Ao longo dos anos, os criadores demonstraram interesse em explorar esse mundo sob diferentes perspectivas, formatos e linhas do tempo. Agora, com a conclusão da trama principal, esse plano começa a se concretizar de forma mais clara, com projetos derivados já anunciados e outros em fase inicial de desenvolvimento.

Atualmente, dois spin-offs da série estão confirmados. O primeiro deles é Stranger Things: Tales from ’85, uma animação que se passa entre os eventos da segunda e da terceira temporadas. A produção acompanha Eleven, Mike, Will, Dustin, Lucas e Max durante novas investigações envolvendo o Mundo Invertido, apresentando mistérios inéditos que se desenrolam paralelamente à narrativa já conhecida pelo público. O formato animado permite uma abordagem mais livre, tanto visualmente quanto narrativamente, abrindo espaço para criaturas, situações e conceitos que talvez não fossem possíveis em live-action.

O segundo projeto derivado, que vem despertando grande curiosidade entre os fãs, ainda não teve muitos detalhes revelados, mas já foi confirmado pelos irmãos Duffer como prioridade. Segundo os criadores, os trabalhos nesse novo spin-off devem começar ainda em janeiro, indicando que a expansão do universo de Stranger Things será rápida e estratégica. A proposta é explorar histórias que não dependam diretamente dos protagonistas originais, mas que mantenham a essência da série: suspense, terror, ficção científica e forte carga emocional.

Criada, escrita e dirigida por Matt e Ross Duffer, a trama é uma série estadunidense de ficção científica, terror, suspense e drama adolescente produzida para a Netflix. Além dos irmãos Duffer, a produção executiva conta com nomes como Shawn Levy e Dan Cohen. O elenco principal reúne atores que se tornaram ícones da televisão contemporânea, como Winona Ryder, David Harbour, Finn Wolfhard, Millie Bobby Brown, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin, Noah Schnapp, Natalia Dyer, Charlie Heaton, Joe Keery, Cara Buono e Matthew Modine. Ao longo das temporadas, o elenco foi expandido com adições marcantes, como Sadie Sink, Maya Hawke, Jamie Campbell Bower e até mesmo Linda Hamilton.

A série estreou em 15 de julho de 2016 e permaneceu em exibição até 31 de dezembro de 2025. A primeira temporada se passa na fictícia cidade de Hawkins, nos Estados Unidos, durante os anos 1980, e acompanha o misterioso desaparecimento do garoto Will Byers. Pouco depois, surge Eleven, uma menina com poderes telecinéticos que foge de um laboratório secreto e acaba ajudando os amigos de Will em sua busca. Esse ponto de partida simples rapidamente se transforma em algo muito maior, revelando a existência do Mundo Invertido e de experimentos governamentais obscuros.

A segunda temporada, lançada em 27 de outubro de 2017, se passa um ano após os acontecimentos iniciais e explora as tentativas dos personagens de retomar uma vida normal, enquanto lidam com as consequências deixadas pelo contato com o Mundo Invertido. Will, em especial, passa a sofrer sequelas físicas e psicológicas, tornando-se uma peça central na continuidade da ameaça sobrenatural.

Já a terceira temporada, lançada em 4 de julho de 2019, é ambientada no verão de 1985 e marca uma mudança significativa no tom da série. Com a inauguração de um shopping center em Hawkins e a introdução de uma conspiração envolvendo agentes russos, a trama mistura amadurecimento dos personagens, romance adolescente e um novo nível de perigo, consolidando Stranger Things como um espetáculo cada vez mais ambicioso.

Em 2019, a Netflix renovou a série para uma quarta temporada, que acabou sendo lançada apenas em 2022, dividida em dois volumes. Essa fase aprofundou ainda mais a mitologia do Mundo Invertido, apresentou o vilão Vecna e preparou o terreno para o confronto final. Pouco depois, foi confirmado que a quinta temporada seria a última, dividida em três volumes lançados entre novembro e dezembro de 2025, culminando no episódio final exibido na virada do ano.

O sucesso foi imediato. A série recebeu aclamação do público e da crítica especializada, que destacou as atuações, o clima nostálgico, a trilha sonora marcante e a habilidade dos criadores em equilibrar terror e emoção. Esse impacto transformou Stranger Things em uma franquia multimídia, com livros, quadrinhos, jogos, produtos licenciados, uma peça teatral prelúdio (Stranger Things: The First Shadow) e agora uma nova fase focada em spin-offs.

The Beauty revela trailer perturbador e transforma a busca pela perfeição em um pesadelo mortal

0
Foto: Reprodução/ Internet

O universo da moda, tradicionalmente associado ao glamour, à elegância e à busca incessante pela perfeição, ganha contornos sombrios e perturbadores em The Beauty, nova produção criada por Ryan Murphy em parceria com Matt Hodgson. Teve seu trailer oficial revelado nesta segunda-feira (5), a série é baseada na aclamada HQ homônima escrita por Jeremy Haun e Jason A. Hurley e promete ser um dos lançamentos mais impactantes da televisão em 2026. Misturando drama, suspense, terror psicológico e crítica social, a obra mergulha fundo nos limites da vaidade humana e nos perigos de uma sociedade obcecada pela aparência. Abaixo, confira o vídeo:

A trama se inicia quando o mundo da alta costura é abalado por uma sequência de mortes misteriosas e extremamente macabras envolvendo supermodelos internacionais. O que, a princípio, parece uma série de crimes isolados logo se revela parte de algo muito maior e mais perigoso. Para investigar o caso, o FBI envia a Paris os agentes Cooper Madsen e Jordan Bennett, dois profissionais experientes que rapidamente percebem que estão lidando com uma ameaça que ultrapassa fronteiras, leis e até mesmo conceitos básicos de ética e humanidade.

À medida que a investigação avança, os agentes descobrem a existência de um vírus sexualmente transmissível capaz de transformar pessoas comuns em versões fisicamente perfeitas de si mesmas. Corpos esculturais, rostos simétricos e juventude quase eterna passam a ser possíveis graças a essa “benção” científica. No entanto, o que parece um milagre moderno cobra um preço alto e brutal. As consequências da infecção são tão devastadoras quanto imprevisíveis, levando a deformações, surtos violentos e, em muitos casos, à morte.

No centro desse pesadelo está uma figura conhecida apenas como “A Corporação”, um bilionário da tecnologia interpretado por Ashton Kutcher. Misterioso, frio e extremamente calculista, ele é o criador da droga revolucionária apelidada de “A Beleza”. Por trás de um discurso de progresso, inovação e liberdade estética, esconde-se um império trilionário construído sobre experimentos ilegais, manipulação genética e exploração humana. Para proteger seus segredos e manter o controle absoluto sobre o mercado da perfeição, A Corporação não hesita em recorrer à violência extrema, acionando seu executor pessoal conhecido apenas como O Assassino, vivido por Anthony Ramos.

Enquanto Cooper e Jordan tentam juntar as peças desse quebra-cabeça mortal, a narrativa se expande para outros personagens igualmente impactados pela epidemia. Um deles é Jeremy, interpretado por Jeremy Pope, um forasteiro perdido e desesperado que se vê envolvido no caos causado pela disseminação da droga. Em busca de um propósito e tentando sobreviver em um mundo que valoriza apenas a aparência, ele representa o olhar mais humano e vulnerável da história, funcionando como um contraponto emocional à frieza das grandes corporações e ao cinismo da indústria da beleza.

A série adota uma narrativa global, levando os personagens a uma corrida contra o tempo por cidades icônicas como Paris, Veneza, Roma e Nova Iorque. Cada cenário não serve apenas como pano de fundo estético, mas também reforça a crítica central da obra: a padronização da beleza e o culto ao corpo perfeito são fenômenos globais, alimentados por redes de poder, consumo e influência midiática. Ryan Murphy utiliza essas paisagens para criar um contraste constante entre o belo e o grotesco, o luxo e a decadência.

No elenco, Evan Peters, colaborador frequente de Murphy, assume o papel do agente Cooper Madsen, entregando mais uma atuação intensa e complexa. Rebecca Hall interpreta Jordan Bennett, uma investigadora inteligente, pragmática e emocionalmente marcada pelos horrores que descobre ao longo do caso. Isabella Rossellini surge como Franny Forst, uma figura influente e enigmática ligada ao mundo da moda, cuja presença adiciona ainda mais camadas de mistério à trama. Bella Hadid, supermodelo na vida real, interpreta Ruby, personagem que dialoga diretamente com a crítica à indústria fashion e ao culto à imagem.

Do ponto de vista temático, a série se encaixa perfeitamente na filmografia e no estilo narrativo de Ryan Murphy. Conhecido por explorar os limites da sociedade contemporânea em séries como American Horror Story, Nip/Tuck e Pose, o criador volta a provocar o público ao questionar até onde a humanidade está disposta a ir em nome da perfeição. A série aborda questões como bioética, capitalismo extremo, exploração do corpo, identidade e o impacto psicológico da busca incessante por aceitação e reconhecimento.

O desenvolvimento da série foi anunciado oficialmente em 30 de setembro de 2024, quando o canal FX confirmou que estava trabalhando em uma adaptação da HQ com Ryan Murphy e Matt Hodgson à frente do projeto. Em agosto de 2025, a emissora revelou que a estreia estava prevista para 2026, informação reforçada pelo próprio Murphy em outubro do mesmo ano, quando indicou janeiro como o mês escolhido. Finalmente, em 3 de dezembro de 2025, o FX confirmou a data oficial de estreia: 21 de janeiro de 2026.

As filmagens aconteceram entre novembro de 2024 e junho de 2025, passando por diversas locações internacionais, o que reforça a ambição visual e narrativa da série. O cuidado com a fotografia, o figurino e a ambientação já é evidente no trailer, que apresenta uma estética elegante, perturbadora e altamente estilizada, alinhada ao tom crítico e provocador da história.

almanaque recomenda