Crítica – A Odisseia transforma a fantasia de Homero em um doloroso e fascinante acerto de contas de Matt Damon consigo mesmo

0

A Odisseia, dirigido por Christopher Nolan, foi alvo de estranheza e desconfiança do público desde seu anúncio. Afinal, uma história envolvendo mitologia grega, fantasia, deuses e criaturas mitológicas nas mãos desse diretor não parecia a escolha mais óbvia. Por mais excelência que ele possua em seus trabalhos, como no recente Oppenheimer, A Odisseia não soava como um filme que poderia ter sua fantasia preservada sem ser filtrada pelo realismo, sua marca registrada. Entretanto, mesmo com a fantasia reduzida como esperado, Nolan surpreende. Ele entrega não só um dos melhores filmes do ano, mas também um dos trabalhos mais ambiciosos de sua carreira. Um verdadeiro espetáculo visual em IMAX, sustentado por um elenco à altura. A Odisseia não é apenas um filme, mas uma experiência cinematográfica que dificilmente passa despercebida.

A trama acompanha Odisseu (Matt Damon) tentando retornar ao seu lar, Ítaca, após a queda de Tróia. Os deuses, no entanto, não estão contentes com ele. Depois de uma sequência de infortúnios, o herói leva mais de quinze anos para conseguir voltar para casa. Nesse caminho, enfrenta criaturas monstruosas, a ira de Poseidon e, principalmente, o maior obstáculo da própria história: o seu ego.

Longe dali, acompanhamos Penélope (Anne Hathaway), esposa de Odisseu, que durante todos esses anos rejeita pretendentes interessados em assumir o trono de Ítaca por meio do casamento. A personagem carrega uma dor silenciosa que sustenta o filme nos momentos em que Odisseu está distante. Entre esses pretendentes, o destaque fica para Antinous, vivido por Robert Pattinson, que transita com precisão entre a inveja e a covardia, criando um antagonista incômodo sem precisar recorrer a exageros.

Ao mesmo tempo, o filho de Penélope e Odisseu, Telêmaco (Tom Holland), que nunca conheceu o pai, decide partir em busca de respostas sobre seu paradeiro. É uma escolha interessante de elenco, embora Holland demore para encontrar o ritmo do personagem. No início, ele parece deslocado e jovem demais para o peso da história, mas, conforme a narrativa avança, encontra o equilíbrio necessário.

Nolan transforma A Odisseia em um épico que vai além da aventura mitológica. O diretor utiliza a história de Homero para discutir uma questão bastante humana: a capacidade do homem de construir a própria ruína sem perceber. O filme coloca esse conflito dentro de Odisseu e acompanha sua queda através de uma narrativa não linear, na qual passado e presente se conectam aos poucos. Tudo funciona como um quebra-cabeça, mas a grande diferença é que cada peça desperta interesse imediato.

Odisseu é um personagem dominado pelo próprio orgulho. Seu ego não apenas coloca sua vida em risco, como também destrói aqueles que caminham ao seu lado. A história se distancia da ideia simples de acompanhar um herói enfrentando monstros em uma aventura fantástica e prefere observar a batalha interna de um homem tentando lidar com as consequências das próprias escolhas. Nolan conduz esse caminho com segurança, principalmente graças à atuação de Matt Damon, que entrega uma das performances mais fortes de sua carreira.

A Odisseia não depende de uma única cena marcante. O impacto vem do conjunto, de momentos que continuam ecoando depois que os créditos começam. Isso não significa que o filme seja perfeito. A longa duração pesa em alguns trechos, principalmente na metade do segundo ato, quando algumas sequências poderiam ser encurtadas para manter o ritmo mais constante.

Ainda assim, Nolan entende exatamente como conduzir os sentimentos dos personagens. A solidão de Penélope depois de tantos anos de espera é evidente, assim como a dor de Telêmaco, que cresceu sem conhecer o próprio pai. Esse peso emocional atinge seu ponto máximo em uma das cenas mais tristes da obra, quando o cachorro de Odisseu aguarda o retorno do dono a Ítaca durante anos e finalmente parte após acreditar até o fim que ele voltaria.

Visualmente, Nolan trabalha dentro de uma estética que já faz parte da sua identidade: imagens grandiosas construídas com elementos reais, fotografia marcada e uma forte presença física dos cenários. A fotografia é um dos maiores destaques do longa. O diretor posiciona personagens e ambientes com precisão, criando composições que valorizam tanto a escala épica quanto os momentos mais íntimos.

O longa alterna tons azulados nos momentos de melancolia envolvendo Telêmaco com cores mais intensas nas sequências de maior tensão. A utilização das cores chama atenção pela forma como contrasta estados emocionais: os tons frios acompanham a ausência e a perda, enquanto as cores quentes aparecem em momentos de isolamento, como quando Odisseu se encontra sozinho sob o sol em uma praia iluminada por tons alaranjados.

Em diversos momentos, o filme se aproxima do terror. Isso fica evidente na chegada do Ciclope, no ambiente de Hades e, principalmente, quando Circe transforma homens em porcos, uma das sequências mais perturbadoras da produção. Nolan acerta ao tratar a magia como algo físico e desconfortável, utilizando efeitos práticos para criar uma transformação que causa estranhamento sem depender apenas da computação gráfica.

Por outro lado, quando o diretor aposta exclusivamente no CGI, o resultado perde força. O monstro marinho Cila é um exemplo disso. A criatura tenta seguir uma linha fantasiosa mais realista, mas acaba sem o mesmo impacto visual e narrativo de outros momentos do filme.

O extremo oposto acontece com o Ciclope. O visual da criatura é impressionante e assustador, um dos grandes trabalhos práticos do longa. Mesmo com possíveis complementos digitais, o personagem possui uma presença física que torna sua aparição uma das sequências mais tensas da produção. Quando Odisseu e seus companheiros conseguem feri-lo, fica claro que o retorno para Ítaca acaba de se tornar ainda mais difícil. Afinal, o Ciclope pede ajuda ao pai, e esse pai é Poseidon.

A direção de arte é outro ponto de destaque. Tudo parece existir de forma concreta dentro daquele mundo, resultado da decisão de Nolan de evitar o uso excessivo de tela verde. Isso dá ao filme uma sensação de realidade mesmo quando ele mergulha no fantástico. Os figurinos podem não seguir uma reprodução histórica rigorosa, mas essa nunca parece ser a proposta da obra. Estamos diante de uma adaptação mitológica, e não de uma reconstrução documental.

Entre os detalhes visuais, o traje de Agamenon, interpretado por Ben Safdie, merece atenção especial. O personagem praticamente nunca revela o rosto, mas sua armadura possui uma presença impressionante, reforçando a imponência de sua posição dentro da narrativa.

Mesmo com alguns momentos mais lentos, Nolan conduz o longa-metragem até um terceiro ato poderoso, no qual todas as questões levantadas ao longo da história encontram seu ponto de encontro. O reencontro entre Odisseu e Penélope revela o verdadeiro conflito do personagem: ele entende que o maior obstáculo nunca esteve apenas nos monstros ou nos deuses, mas dentro dele próprio. Retornar para casa não era o encerramento da jornada, mas o começo de uma transformação.

Apesar das dúvidas iniciais sobre como Nolan lidaria com uma obra tão ligada à fantasia, o diretor encontra uma forma de adaptar A Odisseia sem abandonar sua própria linguagem. Ele transforma uma aventura mitológica em uma história sobre culpa, orgulho e redenção, colocando o maior confronto da narrativa dentro da mente de seu protagonista.

No fim, acompanhamos Odisseu enfrentar batalhas físicas e emocionais, e quando a história termina, a sensação é de que ainda existe muito a explorar naquele mundo. A Odisseia mantém a grandiosidade da fantasia, mas encontra sua verdadeira força no retrato de um homem tentando encarar o próprio reflexo. O maior monstro que ele precisa enfrentar não está nas profundezas do oceano, mas dentro de si mesmo.

Resumo A Infância de Romeu e Julieta 18/09/2023 segunda-feira

0
Foto: Reprodução/ Internet

Resumo da novela A Infância de Romeu e Julieta de 18/09/2023, segunda-feira. A exibição está prevista para acontecer às 21h, no SBT.

No capítulo da novela A Infância de Romeu e Julieta, quando Romeu chega em casa, ele abre um envelope e depara-se com uma foto de si mesmo e Julieta quando eram bebês. Vitor compartilha com Pórcia que Vera aceitou o projeto de adaptação do café no Monter Mercado e sugere que o Armazém poderia obter sucesso com uma iniciativa semelhante. No Mundo da Imaginação, Dimitri, Ellen, Ian e Nath aprendem a história de “João e o Pé de Feijão” e embarcam em uma aventura para ajudar João a recuperar os ovos de ouro roubados pelo gigante. Enquanto estão escondidos, Julieta e Romeu conversam sobre a possível inocência de Mariana no crime, e Karen flagra os dois juntos.

Ainda em A Infância de Romeu e Julieta, Hélio anuncia o encerramento das inscrições para o campeonato, e o Lado Vila solicita mais tempo ao treinador, já que a equipe não está completa, mas Hélio nega o pedido. Telma, incomodada, questiona Mariana sobre seus sentimentos por Mauro, e a mãe de Julieta afirma que Mauro é apenas um amigo. Telma chama Mariana de sonsa e insinua que a dona do Armazém interferiu em seu relacionamento com Daniel e agora com Mauro. Téo descobre uma jovem talentosa no futebol, Sofia, que explica que é nova no bairro e mora no Lado Vila. Téo convida Sofia para fazer parte do CEC. Romeu busca explicações de Vera sobre seu passado com Mariana, enquanto Vera percebe que Romeu voltou a falar com Julieta. Alex encontra uma pulseira que Lívia deixou cair no chão e fica feliz, pensando em uma oportunidade para animá-la.

O resumo da novela A Infância de Romeu e Julieta é de total responsabilidade da emissora, de modo que o Almanaque Geek se isenta de possíveis mudanças na exibição.

Saiba quais são os filmes da Sessão da Tarde (02/03 a 05/03) – Miss Simpatia 2, Luta Pela Fé, Annie e Tire 5 Cartas

0

A Sessão da Tarde desta segunda, 2 de março, traz uma comédia repleta de ação, carisma e muito brilho. A clássica faixa vespertina apresenta Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa, sequência estrelada por Sandra Bullock que conquistou o público ao misturar universo policial com concursos de beleza e situações completamente improváveis.

Lançado originalmente como Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, o longa dá continuidade à história da agente do FBI Gracie Hart. Depois de impedir um atentado durante o concurso Miss Estados Unidos no primeiro filme, Gracie se torna uma celebridade nacional. O problema é que a fama atrapalha — e muito — sua vida como agente secreta. Agora conhecida do grande público, ela já não consegue mais trabalhar infiltrada.

Para aproveitar a popularidade repentina, o FBI decide transformá-la na nova “cara” oficial da agência. Em vez de perseguir criminosos, Gracie passa a circular por programas de televisão, dar entrevistas e até oferecer dicas de moda. A agente durona que mal sabia usar salto alto se vê, de repente, promovendo sua imagem em atrações como Live with Regis and Kelly e The Oprah Winfrey Show, além de divulgar seu próprio livro.

Se no início ela resiste à nova função, aos poucos começa a gostar da atenção. O problema é que nem todos levam essa transformação a sério. Dentro da própria corporação, Gracie ganha o apelido irônico de “Barbie do FBI”, especialmente por parte de sua nova parceira, a agente Sam Fuller, interpretada por Regina King. Sam é transferida de Chicago para Nova York e designada como guarda-costas de Gracie — uma missão que nenhuma das duas recebe com entusiasmo.

A tensão entre elas é imediata. Sam é prática, séria e pouco paciente com o estrelismo involuntário da colega. Já Gracie ainda tenta equilibrar sua essência de agente com a nova rotina glamourosa. A relação começa marcada por atritos, mas a dinâmica entre as duas é um dos pontos altos do filme, trazendo diálogos afiados e situações cômicas que exploram o contraste de personalidades.

A história ganha novo rumo quando Cheryl Frazier, atual Miss Estados Unidos e amiga de Gracie, e o apresentador Stan Fields são sequestrados em Las Vegas. Mesmo contra as ordens do FBI, que não quer arriscar perder sua “mascote”, Gracie decide agir. Oficialmente, ela viaja à cidade para participar de uma conferência de imprensa, acompanhada por Sam. Extraoficialmente, está determinada a resolver o caso.

A investigação leva a dupla a ambientes inusitados, incluindo um clube drag onde precisam improvisar uma performance musical para conseguir informações. A sequência, que envolve interpretações inspiradas em Tina Turner e uma personagem caracterizada como Dolly Parton, é um dos momentos mais divertidos do longa e reforça o tom leve da produção.

Dirigido por John Pasquin, o filme aposta na mistura de comédia física, situações absurdas e uma trama policial relativamente simples, mas eficiente para sustentar o ritmo. Embora não tenha repetido o mesmo impacto cultural do primeiro filme, a sequência mantém o carisma de Sandra Bullock como seu principal trunfo. A atriz consegue equilibrar vulnerabilidade, humor e ação, tornando Gracie uma personagem fácil de torcer.

Com orçamento de aproximadamente 60 milhões de dólares e arrecadação superior a 100 milhões mundialmente, o longa mostrou desempenho modesto nas bilheterias, mas consolidou seu espaço na televisão aberta, tornando-se presença frequente em sessões da tarde e maratonas de comédia.

Na terça, 3 de março, a emissora apresenta o emocionante drama Father Stu, exibido no Brasil com o título “Luta Pela Fé: A História do Padre Stu”. Inspirado em fatos reais, o longa acompanha a trajetória intensa e transformadora de Stuart Long, um homem que saiu dos ringues de boxe para os púlpitos da Igreja Católica, marcando a vida de muitas pessoas com sua fé e perseverança.

Estrelado por Mark Wahlberg, o filme apresenta Stuart como um jovem de temperamento forte, determinado e acostumado a enfrentar desafios físicos. Sua carreira como boxeador, no entanto, é interrompida de forma abrupta após uma lesão séria, obrigando-o a abandonar o esporte que sempre definiu sua identidade. Sem saber exatamente qual caminho seguir, Stu decide tentar a sorte como ator e se muda para Los Angeles em busca de novas oportunidades.

É nesse período de incertezas que ele conhece Carmen, interpretada por Teresa Ruiz, uma professora católica dedicada e de fé inabalável. Encantado por ela, Stu começa a frequentar a igreja inicialmente com a intenção de se aproximar. O que começa como um gesto motivado por interesse amoroso logo se transforma em algo muito mais profundo.

Um grave acidente de moto muda completamente o rumo de sua vida. Confrontado com a fragilidade da própria existência, Stuart passa a refletir sobre seus erros, seus impulsos e o vazio que sente apesar de toda a postura confiante que sempre exibiu. A experiência traumática funciona como um divisor de águas, despertando nele um chamado espiritual inesperado.

A decisão de se tornar padre não é simples. Stu carrega um histórico de brigas, orgulho e comportamentos autodestrutivos que entram em choque com a imagem tradicional de um sacerdote. Seu pai, vivido por Mel Gibson, representa parte dessa resistência, refletindo conflitos familiares e emocionais mal resolvidos. A mãe, interpretada por Jacki Weaver, também enfrenta o desafio de entender a transformação do filho.

Dirigido por Rosalind Ross, o filme aposta em uma narrativa direta e emocional, explorando não apenas a fé, mas também as falhas humanas. “Luta Pela Fé” não retrata Stuart como um homem perfeito após sua conversão. Pelo contrário, mostra que sua personalidade intensa continua presente, agora canalizada para defender aquilo em que acredita. Sua franqueza e linguagem simples aproximam fiéis e pessoas afastadas da religião, tornando-o um padre pouco convencional, mas profundamente autêntico.

Outro ponto marcante da história é a batalha de Stu contra uma doença degenerativa que surge posteriormente, limitando seus movimentos e impondo novas provações físicas. Para alguém que construiu sua identidade na força do corpo, enfrentar a fragilidade se torna mais um teste de fé. Ainda assim, ele transforma o sofrimento em instrumento de conexão com aqueles que também enfrentam dores e desafios.

Com orçamento modesto de cerca de 4 milhões de dólares e arrecadação superior a 20 milhões mundialmente, o longa encontrou seu público principalmente pela força de sua mensagem e pela curiosidade em torno da história real de Stuart Long, que viveu entre 1963 e 2014. Mark Wahlberg, que também produziu o filme, demonstra envolvimento pessoal com o projeto, entregando uma atuação comprometida, marcada por intensidade e vulnerabilidade.

Nesta quarta, 4 de março, o grande destaque é a comédia brasileira Tire 5 Cartas. Estrelado por Lilia Cabral e Stepan Nercessian, o filme entrega uma história leve, espirituosa e cheia de personalidade, daquelas que misturam risadas com um toque de emoção e identidade cultural.

No centro da trama está Fátima, uma mulher de 60 anos que já viveu grandes sonhos e algumas decepções. Anos atrás, ela deixou São Luís, no Maranhão, decidida a conquistar o Rio de Janeiro com sua voz. Queria ser cantora, brilhar nos palcos, ouvir aplausos. Mas a vida, como costuma acontecer, seguiu por outro caminho. O sucesso não veio, as oportunidades não se concretizaram e ela precisou se reinventar.

É aí que surge sua nova versão: Fátima, a taróloga. Sentada diante de uma mesa cheia de cartas e símbolos místicos, ela atende clientes aflitos em busca de respostas sobre amor, dinheiro e futuro. Só que existe um pequeno detalhe que torna tudo ainda mais divertido. Suas previsões não vêm exatamente de um dom sobrenatural. Com a ajuda do marido Lindoval, ela pesquisa a vida dos clientes nas redes sociais antes das consultas e transforma informações simples em “revelações” surpreendentes.

Lindoval é cúmplice em todos os sentidos. Interpretado por Stepan Nercessian, ele é um eterno apaixonado pela música e faz cover de Sidney Magal, mantendo viva, de forma bem-humorada, a ligação do casal com o universo artístico. Entre figurinos extravagantes e apresentações cheias de charme, ele representa o parceiro fiel que embarca nas loucuras da esposa sem pensar duas vezes.

A rotina de pequenas armações e consultas místicas sai do controle quando um anel valioso aparece misteriosamente na casa de Fátima. Sem saber como a joia foi parar ali, ela e Lindoval acabam se envolvendo em uma confusão perigosa com criminosos interessados no objeto. De repente, a vida tranquila dá lugar a uma fuga às pressas.

O destino os leva de volta ao Maranhão. O retorno à terra natal não é apenas uma estratégia para despistar os bandidos, mas também um reencontro com o passado. Lá, Fátima descobre que herdou um antigo casarão da família e precisa lidar com a irmã, com quem mantém uma relação marcada por distâncias e ressentimentos antigos. O que começa como uma fuga se transforma em uma oportunidade inesperada de reconciliação e recomeço.

O grande charme do filme está justamente nessa mistura de comédia e humanidade. Fátima é exagerada, dramática, cheia de frases de efeito e segurança quando fala do destino alheio. Mas, no fundo, carrega frustrações e medos como qualquer pessoa. Ela passou a vida tentando prever o futuro dos outros, mas nunca conseguiu antecipar os próprios tropeços.

A direção de Diego Freitas aposta em um humor caloroso, valorizando as raízes maranhenses e a cultura local. A cidade, os costumes e os personagens secundários ajudam a dar textura à história, tornando o filme mais do que uma simples comédia de situação.

Lilia Cabral brilha ao construir uma protagonista intensa e carismática. Sua Fátima é ao mesmo tempo engraçada e vulnerável. O público ri de suas armações, mas também se identifica com seus sonhos interrompidos e com a necessidade de encontrar um novo sentido para a própria vida. A química com Stepan Nercessian reforça o tom leve da narrativa, criando momentos de cumplicidade que aquecem a tela.

Na Sessão da Tarde de quinta, 4 de março, a emissora apresenta a versão moderna de Annie, musical inspirado no clássico da Broadway que conquistou gerações. Colorido, atual e embalado por novas canções, o longa traz uma releitura contemporânea da história da órfã mais otimista do cinema.

Na trama, conhecemos Annie, vivida por Quvenzhané Wallis, uma garota esperta e cheia de esperança que vive em um orfanato no Brooklyn. Apesar das dificuldades e da rotina dura imposta pela senhora Hannigan, Annie mantém um olhar positivo sobre o mundo. Seu maior sonho é reencontrar os pais biológicos, que um dia prometeram voltar para buscá-la.

A responsável pelo orfanato é a amarga senhorita Hannigan, interpretada por Cameron Diaz. Diferente das vilãs tradicionais, esta versão aposta em um tom mais cômico e exagerado. Hannigan é desorganizada, sarcástica e claramente frustrada com a própria vida, o que acaba rendendo momentos divertidos ao longo do filme.

O rumo da história muda quando Annie cruza o caminho de Will Stacks, um empresário bilionário e candidato à prefeitura de Nova York, vivido por Jamie Foxx. Após salvá-la de um acidente em plena rua, Stacks percebe que o gesto pode render bons pontos em sua campanha eleitoral. A ideia de acolher Annie temporariamente surge como uma estratégia de marketing, cuidadosamente planejada por sua equipe.

O que começa como uma jogada política vai, aos poucos, se transformando em algo mais sincero. Na luxuosa mansão de Stacks, Annie conquista os funcionários, especialmente Grace, sua dedicada assistente, e começa a quebrar as barreiras emocionais do empresário. Acostumado a viver cercado de números, metas e compromissos, ele se vê diante da espontaneidade e da doçura da menina.

Dirigido por Will Gluck, o filme transporta a história clássica para a Nova York contemporânea, com celulares, redes sociais e estratégias políticas modernas. A produção apostou em uma trilha sonora renovada, com participação de Jay-Z como produtor musical, trazendo novas versões para canções icônicas como “Tomorrow”.

A trajetória do longa até as telas também passou por mudanças. Inicialmente anunciado em 2011, o projeto teria Will Smith e Jay-Z como produtores, e a jovem Willow Smith cotada para viver a protagonista. Com o tempo, o elenco e a direção foram redefinidos até chegar à versão final lançada nos cinemas.

Com orçamento estimado em 65 milhões de dólares e arrecadação global superior a 130 milhões, o filme encontrou seu público principalmente entre famílias e fãs de musicais leves. Embora tenha dividido opiniões da crítica, conquistou espaço como entretenimento despretensioso e acessível.

O coração da história continua sendo a força do otimismo infantil. Annie representa aquela capacidade rara de acreditar que dias melhores virão, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis. Sua presença ilumina ambientes, transforma relações e faz com que adultos endurecidos revisitem sentimentos esquecidos.

Para fechar a semana com emoção, a Globo exibe o tocante drama The Art of Racing in the Rain, conhecido no Brasil como “Meu Amigo Enzo”. Baseado no livro homônimo de Garth Stein, o filme acompanha a trajetória do piloto Denny Swift, interpretado por Milo Ventimiglia. Ambicioso e talentoso nas pistas, Denny vive em busca de seu espaço no automobilismo profissional. Mas, longe dos autódromos, sua maior corrida é equilibrar sonhos, família e desafios inesperados.

Tudo começa quando ele adota um filhote carismático chamado Enzo. O cão, que ganha voz na narração de Kevin Costner, não é apenas um companheiro de quatro patas. Ele se torna observador atento da vida humana, refletindo sobre sentimentos, escolhas e aprendizados com uma sensibilidade que surpreende.

Enzo cresce ao lado de Denny e acompanha cada fase de sua vida. Quando o piloto conhece Eve, vivida por Amanda Seyfried, o cachorro também passa a fazer parte dessa nova dinâmica familiar. O relacionamento floresce, o casal constrói uma vida juntos e a chegada da pequena Zoe transforma a casa em um lar ainda mais completo.

Mas, assim como nas corridas, a vida traz curvas perigosas. Problemas de saúde, conflitos familiares e batalhas judiciais colocam Denny à prova de maneiras que ele jamais imaginou. Em meio às dificuldades, Enzo permanece firme, observando tudo com a esperança de que seu dono consiga aplicar nas adversidades as mesmas técnicas que usa nas pistas: foco, paciência e coragem.

O grande diferencial do filme é justamente essa perspectiva canina. Enzo acredita que, ao compreender profundamente os humanos, poderá evoluir espiritualmente e, quem sabe, voltar em outra vida como uma pessoa. Suas reflexões sobre amor, perda e persistência dão à narrativa um tom poético e delicado.

Dirigido por Simon Curtis, o longa aposta em uma fotografia sensível e em cenas de corrida que contrastam com momentos intimistas dentro de casa. O roteiro equilibra drama familiar com a paixão pelo automobilismo, mostrando que a verdadeira vitória nem sempre acontece sob aplausos, mas sim nas pequenas escolhas diárias.

Saiba quanto tempo dura “Maldição da Múmia” e por que o filme já chega cercado de polêmicas

0

Antes mesmo de chegar aos cinemas, “Maldição da Múmia” já conseguiu algo que muitos filmes passam meses tentando conquistar: a curiosidade do público. O novo terror da Warner Bros. vem sendo comentado não apenas por sua proposta sombria, mas principalmente por um detalhe que foge completamente ao padrão do gênero. Com 2 horas e 17 minutos de duração, segundo confirmação da rede AMC Theatres, o longa se posiciona como uma aposta incomum dentro de um tipo de cinema que, historicamente, prefere narrativas mais curtas e diretas.

Esse tempo de exibição chama atenção por um motivo simples. O terror costuma funcionar melhor quando é intenso, quase sufocante, sem dar muito espaço para o espectador respirar. Filmes mais enxutos tendem a manter a tensão constante, enquanto produções mais longas correm o risco de perder ritmo. Ainda assim, o filme parece seguir na contramão dessa lógica, sugerindo uma história mais densa, que precisa de tempo para se desenvolver e impactar.

A escolha ganha ainda mais peso quando se observa quem está por trás do projeto. A produção reúne duas potências do terror contemporâneo, a Blumhouse Productions, liderada por Jason Blum, e a Atomic Monster, comandada por James Wan. Ambas construíram suas reputações apostando em filmes de orçamento controlado, ideias criativas e narrativas ágeis. Justamente por isso, a duração mais extensa do longa acaba soando como um sinal de que há algo diferente sendo tentado aqui, talvez uma abordagem mais ambiciosa, mais emocional e menos convencional.

Mas não é apenas o tempo de tela que tem alimentado as conversas em torno do filme. Nos bastidores, o longa-metragem teria enfrentado um caminho turbulento até chegar à sua versão final. Relatos que circulam na indústria indicam que as primeiras exibições-teste não tiveram uma recepção positiva. Há até histórias de que o próprio James Wan não teria conseguido assistir ao filme completo em uma dessas versões iniciais. Embora nada disso tenha sido confirmado oficialmente, o tipo de rumor é suficiente para aumentar ainda mais o interesse em torno da produção.

Em Hollywood, esse tipo de situação geralmente leva a mudanças profundas. Refilmagens, cortes e ajustes no roteiro são comuns quando um estúdio percebe que algo não está funcionando. No caso de “Maldição da Múmia”, porém, tudo indica que a Warner Bros. optou por não intervir de forma radical. Chegou-se a cogitar, nos bastidores, a possibilidade de alterar o título do filme e retirar a palavra “Múmia”, talvez como uma tentativa de reposicionar o projeto e evitar associações com outras produções do subgênero. A ideia, no entanto, não foi adiante.

Essa decisão sugere que, apesar das incertezas, houve uma escolha consciente de preservar a identidade do longa. Em vez de reformular completamente a obra, o estúdio parece ter confiado na visão de seus criadores. E isso pode ser um diferencial importante, especialmente em um mercado onde muitos filmes acabam perdendo personalidade ao longo do processo de produção.

A condução da história está nas mãos de Lee Cronin, que também assina o roteiro. O cineasta ganhou reconhecimento ao dirigir “A Morte do Demônio: A Ascensão”, um filme que conseguiu equilibrar violência, tensão psicológica e respeito ao material original. Sua presença em “Maldição da Múmia” indica que o público pode esperar algo mais do que sustos fáceis. Existe a possibilidade de uma narrativa que se constrói aos poucos, explorando o desconforto de maneira mais profunda.

A trama reforça essa impressão. No centro da história está um casal que vive uma perda devastadora ao ver sua filha desaparecer durante uma viagem. O tempo passa, a dor se transforma em ausência permanente, até que o impossível acontece. A menina retorna. O que deveria ser um momento de alívio rapidamente se transforma em inquietação. A criança que volta não parece a mesma. Seus comportamentos são estranhos, suas atitudes causam medo e a sensação de que algo está profundamente errado começa a crescer dentro da própria casa.

Para dar vida a essa história, o filme aposta em um elenco internacional que reforça seu tom dramático. Jack Reynor assume um dos papéis centrais, trazendo na bagagem experiências em produções intensas como “Midsommar”. Ao seu lado está Laia Costa, conhecida por performances emocionalmente carregadas no cinema europeu. O elenco ainda conta com May Calamawy, que ganhou visibilidade com “Cavaleiro da Lua”, além de Natalie Grace e Veronica Falcón, ampliando a diversidade de interpretações e estilos em cena.

A combinação de diferentes origens e experiências pode contribuir para uma narrativa mais rica, especialmente em um filme que parece interessado em explorar emoções complexas. No Brasil, a estreia está marcada para o dia 16 de abril de 2026, com exibições em salas tradicionais e também em IMAX. A escolha por esse formato reforça a aposta na experiência visual e sonora, algo essencial para o gênero.

“Nada”, de Adriano Guimarães, estreia nos cinemas como uma experiência sensorial sobre o tempo, a ausência e o que não se diz

0

Hoje, 31 de julho, chega às telonas brasileiras uma obra que não grita, mas sussurra. Que não entrega respostas fáceis, mas convida à contemplação. “Nada”, o primeiro longa-metragem solo de Adriano Guimarães, estreia em cinco capitais — São Paulo, Recife, Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte — trazendo uma proposta rara: desacelerar. Escutar. Sentir.

O projeto, que já passou por uma respeitável trajetória em festivais dentro e fora do país, se afasta das fórmulas prontas para apostar num tipo de narrativa que reverbera pela delicadeza. É o tipo de filme que caminha devagar, olha ao redor e encontra beleza até mesmo no que parece insignificante. Um convite à presença, à escuta, ao silêncio.

Muito além da história

A trama gira em torno de Ana, artista plástica interpretada com notável sutileza por Bel Kowarick, que retorna à fazenda da infância para reencontrar a irmã, Tereza (vivida pela dançarina e atriz Denise Stutz), agora fragilizada por uma condição misteriosa que altera sua percepção do real. Mas é importante dizer: este não é um filme que se sustenta por reviravoltas ou explicações racionais. O que interessa aqui não é o “o que” acontece, mas “como” aquilo ecoa dentro da gente.

Adriano não parece preocupado em oferecer clareza — e isso é libertador. Em vez de detalhar, ele insinua. Em vez de narrar com pressa, ele observa. É como se, ao entrar na casa onde Ana cresceu, o público também fosse convidado a respirar mais fundo, a perceber o chiado de um rádio distante, o ranger de uma porta, a brisa cortando a poeira do tempo.

Desde os primeiros quadros, percebemos que NADA pertence a um tipo de cinema raro — aquele que confia na imagem, na pausa, na sugestão. A direção de fotografia de André Carvalheira faz questão de nos manter próximos: o foco nos rostos, nas rachaduras das paredes, no grão da luz que entra pela janela. Um olhar que transforma pequenos detalhes em portais sensoriais.

O desenho de som, assinado por Guile Martins, é uma peça fundamental na engrenagem emocional da obra. Não se trata apenas de acompanhar o que se vê, mas de criar texturas invisíveis. Em muitos momentos, é o som que nos guia, que indica presenças ocultas ou memórias que insistem em permanecer. Há barulhos que parecem vir de dentro da casa… ou de dentro de nós.

O peso do que não está mais ali

Mais do que um reencontro entre irmãs, NADA fala daquilo que se foi — mas nunca deixou de reverberar. A infância, o pai ausente, a própria sanidade que escapa por entre os dedos. É como se o tempo tivesse deixado rastros que não se apagam, fantasmas que não assustam, mas pairam. Invisíveis, porém densos.

A fazenda onde se passa boa parte da ação parece suspensa no tempo, como se resistisse a seguir adiante. E nesse espaço quase imobilizado, os personagens se arrastam entre lembranças e sensações que não sabem nomear. O tempo aqui não corre, ele se dobra.

Para Guimarães, o projeto nasceu de uma inquietação com “memórias que insistem em retornar”, como ele próprio definiu em entrevistas. Não são lembranças escolhidas, mas aquelas que nos invadem sem pedir licença. O filme, portanto, não tenta organizar o passado — ele o acolhe em sua desordem silenciosa.

Literatura, teatro e o invisível

Quem conhece a trajetória do diretor sabe que ele vem do teatro e tem uma forte ligação com a literatura. Isso transparece em NADA, mas não de forma explícita. As influências estão ali, misturadas à poeira da narrativa. Manoel de Barros, por exemplo, aparece como referência — não em citações, mas no espírito de observar grandeza no ínfimo. Já Samuel Beckett ecoa nos silêncios, na repetição, no absurdo cotidiano.

“Quando li o Livro sobre Nada, do Manoel, tive a impressão de que ele estava escrevendo sobre um lugar dentro de mim”, disse Guimarães em uma das exibições do longa. “O filme tem muito disso: coisas que não precisam servir pra nada, mas que são. Que estão ali e pronto.”

Essa percepção do ordinário como extraordinário costura toda a obra. Não há explicação para a condição de Tereza. Tampouco se fala sobre a origem de um dispositivo tecnológico que aparece na trama. Nada é mastigado. E tudo, paradoxalmente, é sentido com força.

Reconhecimento nos festivais e aplauso da crítica

Antes de chegar às salas comerciais, o longa-metragem percorreu um caminho respeitável. No Festival de Cinema de Tiradentes, ainda como projeto em construção, já chamou atenção e levou o prêmio de Work in Progress. No circuito internacional, passou por países como Espanha, Índia, Rússia, Argentina, México e Colômbia, recebendo menções honrosas e prêmios importantes — como o WIP Iberoamericano e o LatAm Cinema, no Festival de Málaga.

No Brasil, brilhou no Festival de Brasília, garantindo os troféus de Melhor Direção, Direção de Arte e Edição de Som — reconhecimento ao cuidado artesanal da obra, feita com precisão quase cirúrgica nos detalhes.

Para o crítico Bruno Carmelo, do Portal Meio Amargo, o longa cria “uma hipnose do olhar”, como se estivéssemos presos em um tempo que não avança. Ele destaca que NADA “não precisa decifrar seus enigmas, apenas sugeri-los”.

Quem vai gostar de assistir?

Não é uma obra para quem busca ação, clímax ou respostas. Talvez, inclusive, provoque incômodo em quem espera por lógica. Mas quem se permitir entrar nesse universo sensorial e subjetivo, muito provavelmente sairá transformado — ou, no mínimo, mexido.

“NADA” é um convite para lidar com o não dito. Com a falta. Com as perguntas que ninguém responde. É para quem já sentiu saudade sem saber do quê. É para quem escutou um barulho e não conseguiu dormir. Para quem carrega lembranças que não se explicam, mas seguem vivas.

Elenco e equipe em sintonia com o invisível

O trabalho de Bel Kowarick é daqueles que ficam na pele. Sua Ana não precisa de grandes falas para transmitir dor, saudade ou estranhamento. É tudo no olhar, no modo como caminha pela casa, nos silêncios carregados de sentido. Já Denise Stutz, com sua trajetória na dança, entrega uma Tereza quase translúcida — vulnerável e, ao mesmo tempo, cheia de presença.

O time técnico reforça essa atmosfera cuidadosamente construída. A montagem de Sérgio Azevedo aposta no ritmo lento, mas nunca entediante. O cuidado com a luz, os sons, os vazios — tudo colabora para que o espectador mergulhe num estado entre o sonho e a lembrança.

Five Nights at Freddy’s 2 | Sequência do terror da Blumhouse tem pré-venda iniciada e promete revelar os segredos sombrios da Freddy Fazbear’s Pizza

0

Os animatrônicos mais assustadores do cinema estão de volta — e com data marcada para invadir novamente as telonas. A Universal Pictures deu início nesta quarta-feira à pré-venda de ingressos de Five Nights at Freddy’s 2, aguardada continuação do sucesso de 2023 que levou quase 3 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros. A sequência estreia em 4 de dezembro, e os fãs já podem garantir seus lugares no site de sua rede de cinema favorita.

Produzido pela Blumhouse, estúdio responsável por hits como M3GAN e O Homem Invisível, o novo capítulo promete mergulhar ainda mais fundo no universo sombrio criado por Scott Cawthon, criador da franquia de games que conquistou milhões de fãs pelo mundo.

O retorno de um pesadelo

Com direção de Emma Tammi, que também comandou Five Nights at Freddy’s – O Pesadelo Sem Fim (2023), a sequência retoma o clima tenso e claustrofóbico que transformou o primeiro filme em um fenômeno. Tammi volta a trabalhar lado a lado com Scott Cawthon, que além de assinar o roteiro, também produz o longa ao lado de Jason Blum — um dos nomes mais poderosos do cinema de terror atual.

O elenco traz de volta Josh Hutcherson (Ponte para Terabítia, Viagem 2: A Ilha Misteriosa e Viagem ao Centro da Terra: O Filme), Elizabeth Lail (A Hora da Sua Morte, Você e Era Uma Vez), Piper Rubio e Matthew Lillard (Scooby-Doo, Pânico Ela É Demais), que retorna com ainda mais destaque. O ator, aliás, firmou contrato para participar de três filmes da franquia, o que reforça a ideia de que Five Nights at Freddy’s 2 é apenas o começo de uma expansão ainda maior do chamado Freddyverse.

Entre as novidades do elenco, nomes de peso entram em cena: Skeet Ulrich (Pânico), Mckenna Grace (Capitã Marvel, Ghostbusters: Mais Além), Teo Briones (Chucky) e Wayne Knight (Jurassic Park).

A nova trama

Um ano se passou desde o primeiro filme, mas o terror está longe de acabar. Em Five Nights at Freddy’s 2, Abby Schmidt (Piper Rubio) tenta se reconectar com os misteriosos animatrônicos que marcaram sua infância. Essa busca por respostas acaba abrindo feridas antigas e revelando a origem sombria da Freddy Fazbear’s Pizza.

Enquanto isso, Mike Schmidt (Josh Hutcherson), ainda tentando colocar a vida nos trilhos, é forçado a retornar ao local que mudou tudo. Ele descobre que há segredos enterrados nas sombras do restaurante — e que nem tudo o que está “morto” permanece adormecido por muito tempo. A sequência promete unir terror psicológico e ação, com momentos de puro suspense e reviravoltas que devem agradar tanto os fãs de longa data quanto quem conheceu o universo da franquia pelo primeiro filme.

Por trás das câmeras

Se tem uma coisa que o público pode esperar, é o retorno dos assustadores animatrônicos em toda a sua glória prática. As criaturas voltam a ser criadas pela lendária Jim Henson’s Creature Shop, responsável por dar vida aos bonecos do primeiro filme — com uma mistura de efeitos práticos e tecnologia digital que mantém o charme e o horror do material original.

As gravações aconteceram entre novembro de 2024 e fevereiro de 2025, em Nova Orleans, e segundo o próprio Jason Blum, o objetivo da sequência é “tornar o terror mais íntimo, mas também mais épico”. Em outras palavras: o público pode esperar sustos maiores, emoções mais intensas e uma mitologia mais complexa.

Um sucesso que ninguém esperava (mas todo mundo adorou)

Quando o primeiro Five Nights at Freddy’s estreou em 2023, muita gente duvidava que a adaptação de um jogo de terror independente pudesse causar tanto impacto. Mas o resultado surpreendeu: o filme arrecadou mais de US$ 290 milhões globalmente e conquistou tanto os fãs dos games quanto o público casual.

O longa combinou nostalgia dos anos 80, tensão psicológica e mistério, mostrando que a fórmula do terror ainda pode emocionar — e assustar — de forma criativa. Agora, o segundo filme promete expandir essa atmosfera, explorando o passado da pizzaria, o legado dos animatrônicos e o elo entre Abby e Mike.

O que vem por aí?

A diretora Emma Tammi já adiantou que o segundo filme será “mais maduro e emocional”. Segundo ela, a sequência “não é apenas sobre medo, mas sobre o peso do passado e o que estamos dispostos a enfrentar para seguir em frente”. A expectativa dos fãs também está nas novas criaturas inspiradas nos personagens clássicos do game FNAF 2, como Toy Freddy, Balloon Boy, Mangle e The Puppet, que devem aparecer em versões inéditas nos cinemas.

Vale a pena assistir Corações Jovens? Um retrato sensível do primeiro amor e da coragem de ser verdadeiro

0
Foto: Reprodução/ Internet

O cinema europeu tem um talento raro para tratar de temas delicados com leveza, verdade e silêncio. Corações Jovens, dirigido por Anthony Schatteman em sua estreia como cineasta, é exatamente esse tipo de filme: um drama de amadurecimento que não precisa de grandes gestos ou discursos para emocionar. Basta um olhar, um gesto contido, uma pausa — e o espectador entende tudo.

A história é simples, mas profundamente humana. Elias, um garoto de 14 anos, vê sua rotina mudar quando Alexander, da mesma idade, se muda para a casa ao lado. Aos poucos, a amizade entre os dois cresce e se transforma em algo mais: uma afeição que desafia o medo, as inseguranças e os códigos rígidos da adolescência. Quando Alexander revela ser gay e questiona Elias sobre sua vida amorosa, o garoto se vê dividido entre o sentimento e o receio do julgamento. O medo o faz mentir, afastar quem ama e mergulhar na solidão. Até que, inspirado por uma conversa com o avô sobre amor e coragem, Elias entende que esconder o que sente é o mesmo que abrir mão de viver.

Um retrato autêntico da adolescência

Diferente de tantas produções que romantizam a juventude, o drama aposta na autenticidade. Schatteman filma os adolescentes como eles são: confusos, vulneráveis, inseguros e cheios de desejo por pertencimento. A relação entre Elias e Alexander nunca é tratada como “um grande drama gay”, e sim como a descoberta do primeiro amor — algo universal, que todos podem reconhecer, independentemente de gênero ou orientação.

Essa abordagem naturalista é o maior mérito do filme. Não há cenas forçadas ou apelos melodramáticos. O roteiro confia no público e deixa espaço para o não dito, para os silêncios entre as palavras. O resultado é uma narrativa íntima, quase sensorial, que se apoia mais nas emoções do que nos acontecimentos.

Visualmente, o filme é impecável. A fotografia é suave e contemplativa, alternando cores frias e tons quentes que refletem o estado emocional dos personagens. Cada enquadramento parece construído para capturar o despertar interior de Elias — uma câmera que observa, mas não invade. A trilha sonora discreta reforça essa sensação de introspecção e melancolia.

A força das atuações

Os jovens atores Marius De Saeger (Elias) e Elias Vandenbroucke (Alexander) são um achado. Ambos entregam atuações de uma naturalidade desarmante, fugindo completamente dos estereótipos que muitas vezes marcam histórias de amadurecimento queer. Há química, cumplicidade e, acima de tudo, verdade em cada troca de olhar.

De Saeger constrói Elias com uma vulnerabilidade que emociona — um menino dividido entre o desejo e o medo, entre a necessidade de aceitação e a descoberta de si mesmo. Já Vandenbroucke faz de Alexander o contraponto perfeito: ousado, direto, dono de uma autoconfiança que Elias ainda busca. Juntos, formam um retrato belíssimo da juventude em conflito com o mundo e consigo mesma.

Um filme sobre amor e coragem

O grande tema do filme não é apenas a descoberta da sexualidade — é o medo de amar em um mundo que julga. O roteiro entende que o amor na adolescência é, antes de tudo, um ato de coragem: o primeiro passo para se afirmar como pessoa. Quando Elias decide correr atrás de Alexander, o gesto é pequeno, mas carregado de significado. É o início de uma libertação emocional, de um amadurecimento silencioso, que não precisa de grandes declarações para tocar o espectador.

Schatteman trata tudo com uma delicadeza comovente. Não há vilões, apenas pessoas tentando entender o que sentem. O preconceito existe, mas está nas entrelinhas — nas atitudes, nos olhares, nas omissões. É um filme que acredita na empatia como ferramenta de mudança, e na sensibilidade como força transformadora.

Por que vale a pena assistir

Corações Jovens é um sopro de frescor. É um daqueles filmes pequenos, mas cheios de significado, que ficam com você depois que os créditos sobem. Ele não tenta ser “importante” — e justamente por isso se torna essencial.

Assistir a Corações Jovens é um lembrete de que o amor, em sua forma mais pura, nasce do olhar, da cumplicidade e da coragem de se mostrar vulnerável. É uma história que conversa não só com o público jovem, mas com qualquer um que já tenha sentido medo de amar — e ainda assim amou.

Com uma narrativa sensível, atuações inspiradas e uma direção que valoriza o silêncio tanto quanto a palavra, Corações Jovens se firma como uma das obras mais bonitas e sinceras do cinema europeu recente.

Resumo semanal novela Cheias de Charme 09/04/2024 a 13/04/2024

0

Confira o resumo dos acontecimentos mais recentes na emocionante trama de Cheias de Charme, que vai de 05/04/2024 a 13/04/2024. Esteja preparado para as reviravoltas emocionantes que vão surpreender os telespectadores. Não deixe de assistir à exibição desta envolvente história, programada para as 16h00, na tela da TV Globo.

Cheias de Charme: Resumo da semana 09 de abril a 13 de abril de 2024

Resumo da novela Cheias de Charme de terça-feira, 09/04/2024 –

Rosário desabafa com Inácio sobre as suas desavenças com Chayene. Cida decide abordar Conrado, cheia de esperanças. Alejandro fica surpreso ao encontrar Naldo se exercitando. Penha, Cida e Rosário se reúnem na loja de Messias e compartilham as suas dificuldades. Sandro aparece na casa de Penha e é repreendido por Elano. Máslova encontra Isadora em sua casa, acompanhada de seu neto. Cida espera por Conrado na loja de Messias, enquanto é observada por Rodinei. Chayene propõe a Rosário gravar a canção que compôs para Fabian. Rosário informa a Inácio que conseguiu o dinheiro para a cirurgia do pai. Conrado não aparece no encontro, e Isadora conforta Cida. Sônia expressa satisfação por Isadora ter superado Cida. Conrado afirma para a avó que Isadora está apaixonada por ele. Preocupada com a mensagem de Penha, Lygia retorna mais cedo para o Rio, irritando Sarmento. Penha renuncia ao trabalho, deixando Lygia desolada. Socorro perde o emprego na loja de Messias e é contratada por Máslova. Rosário vende sua composição para Chayene. Lygia suspeita da demissão de Penha e questiona Alejandro. Sônia revela a Sarmento que Isadora e Conrado estão envolvidos romanticamente. Chayene exige que Rosário pague pelo vaso quebrado em sua casa. Penha é pressionada a saldar sua dívida com Lygia e entra em desespero. Cida flagra Isadora e Conrado juntos.

Resumo da novela Cheias de Charme de quarta-feira, 10/04/2024 –

Cida presencia um beijo entre Conrado e Isadora, deixando-a devastada. Chayene insiste em descontar o valor do vaso quebrado do pagamento de Rosário. Laércio avisa que acompanhará Chayene em uma viagem para Salvador e instrui o segurança a vigiar Rosário. Rodinei revela a Niltinho que Cida flagrou Conrado com Isadora. Penha confessa a Elano que não denunciou Alejandro para Lygia por medo de separá-lo da filha. Isadora admite estar em um relacionamento com Conrado e revela que seus pais já estão cientes. Conrado aceita o emprego oferecido no escritório de Sarmento. Humberto informa a Lygia sobre a proposta de sociedade de Sarmento para Conrado, o que a desagrada. Alejandro tenta ajudar nas tarefas domésticas. Máslova reclama de Socorro e lamenta a perda de Penha. Alana conta a Sandro que Penha está profundamente abalada, e ele planeja animá-la. Cida confronta seus empregadores e é repreendida por eles. Determinada, Cida decide deixar sua casa. Rosário, Cida e Penha optam por passar a noite juntas na casa de Chayene e se preparam para se divertir.

Resumo da novela Cheias de Charme de quinta-feira, 11/04/2024 –

Rosário e suas amigas exploram a residência de Chayene, divertindo-se ao imitar suas patroas. Manuela enfrenta desafios com a ausência de Lygia e Penha, deixando Alejandro se sentir culpado. Enquanto Conrado e Isadora desfrutam de seu relacionamento, Elano, Kleiton e Naldo saem juntos. Sidney tem uma conversa com Inácio, buscando descobrir mais sobre seu passado. Rosário cria uma nova música e decide convidar Kleiton para gravá-la no estúdio de Chayene. Socorro ouve a conversa entre Kleiton e Rosário e elabora um plano contra a empregada. Elano anuncia que irá acampar, deixando Sandro responsável por Patrick e Alana. Sarmento manifesta interesse em conhecer Otto, enquanto Humberto percebe uma tensão entre Conrado e o pai, optando por investigar. Cida e Penha gravam uma música com Rosário, enquanto Dinha semeia discórdia entre Inácio e Rosário. Socorro tenta invadir a casa de Chayene, mas é impedida pelo segurança. Humberto suspeita que Conrado esteja escondendo algo sobre seu pai. Cida confessa a Rodinei que Brunessa armou para Conrado descobrir sua verdadeira identidade. Kleiton sugere que as empregadas gravem um vídeo da música de Rosário para publicar na internet, animando-as.

Resumo da novela Cheias de Charme de sexta-feira, 12/04/2024 –

Rosário, Cida e Penha se preparam para gravar o vídeo musical, enquanto Socorro tenta alertar Laércio. Sarmento oferece pagar um curso para Cida, que pede um tempo para considerar. Rosário e Inácio reatam seu relacionamento. Isadora fica animada com a boa convivência entre seu pai e Conrado. Elano adverte Kleiton sobre possíveis complicações caso o vídeo das empregadas seja divulgado na internet, e Socorro escuta a conversa. Rosário celebra a recuperação de seu pai. Rodinei revela a Cida que Brunessa não foi responsável pela mensagem enviada a Conrado, levando Cida a suspeitar de uma armação de Isadora. Humberto recebe informações sobre Penha. Sandro surpreende Elano e Penha durante a formatura deste último e é ignorado por Penha. Cida confronta Conrado sobre a manipulação de Isadora. Elano faz um discurso emocionante durante sua formatura, homenageando sua irmã. Máslova recebe Sônia, Isadora e Ariela para um lanche em sua casa. Rosário compartilha com Tom seu desejo de se tornar cantora. Conrado trata Isadora com indiferença, o que é notado por Máslova. Rosário procura Inácio na pensão, enquanto Rodinei vai à procura de Cida na residência dos Sarmento.

Resumo da novela Cheias de Charme de sábado, 13/04/2024 –

Sarmento propõe pagar por um curso para Cida, que solicita um período para considerar a oferta. Rosário e Inácio reconciliam seu relacionamento. Isadora fica contente com a harmonia entre seu pai e Conrado. Elano alerta Kleiton sobre os potenciais problemas caso o vídeo das empregadas seja compartilhado online, e Socorro escuta a conversa. Rosário celebra a melhora de seu pai. Rodinei revela a Cida que Brunessa não foi a responsável pela mensagem enviada a Conrado, levantando suspeitas de uma conspiração de Isadora. Humberto recebe informações sobre Penha. Sandro surpreende Elano e Penha durante a formatura deste último e é ignorado por Penha. Cida confronta Conrado sobre os planos de Isadora. Elano faz um discurso emocionante durante sua formatura, prestando homenagem à sua irmã. Máslova recebe Sônia, Isadora e Ariela para um lanche em sua casa. Rosário compartilha com Tom seu desejo de se tornar cantora. Conrado mantém distância de Isadora, algo notado por Máslova. Rosário procura Inácio na pensão, enquanto Rodinei vai em busca de Cida na residência dos Sarmento.

Cheias de Charme: Resumo da semana 15 de abril a 20 de abril de 2024

Resumo da novela Cheias de Charme de segunda-feira, 15/04/2024 –

Sarmento oferece-se para financiar um curso para Cida, que pede um prazo para considerar a proposta. Rosário e Inácio reatam seu relacionamento. Isadora fica animada com a boa convivência entre seu pai e Conrado. Elano adverte Kleiton sobre as possíveis complicações caso o vídeo das empregadas seja compartilhado na internet, e Socorro escuta a conversa. Rosário celebra a recuperação de seu pai. Rodinei revela a Cida que não foi Brunessa quem enviou a mensagem para Conrado, levando Cida a suspeitar de uma conspiração de Isadora. Humberto recebe informações sobre Penha. Sandro surpreende Elano e Penha durante a formatura deste último e é ignorado por Penha. Cida confronta Conrado sobre o estratagema de Isadora. Elano faz um discurso emocionante durante sua formatura, homenageando sua irmã. Máslova recebe Sônia, Isadora e Ariela para um lanche em sua casa. Rosário compartilha com Tom seu desejo de se tornar cantora. Conrado trata Isadora com distância, o que é observado por Máslova. Rosário procura Inácio na pensão, enquanto Rodinei vai à procura de Cida na residência dos Sarmento. Além disso, Rodinei descobre que Cida foi se encontrar com um amigo e fica enciumado. Rosário considera desistir de seu sonho de cantar. Elano se aproxima de Cida. Inácio evita falar sobre seu passado, deixando Rosário intrigada. Rodinei expressa seu amor por Cida ao fazer um grafite romântico no muro da casa da família Sarmento. Sandro elabora um plano para reconquistar Penha. Humberto e Sarmento preparam a defesa de Chayene para a audiência, mas Conrado sugere uma nova estratégia. Sarmento pede a Lygia para testemunhar contra Penha. Sidney recebe alta do hospital. Elano propõe que Rosário testemunhe a favor de Penha. Otto chega ao Rio de Janeiro e é observado pelo detetive contratado por Humberto. Penha fica surpresa ao ver Sandro trabalhando. Lygia comenta sobre a necessidade de depor contra Penha, deixando Alejandro preocupado. Chayene concede uma entrevista para melhorar sua imagem e tenta usar Rosário para apoiá-la, mas a doméstica pede demissão. Humberto organiza um encontro casual entre Sarmento, Conrado e Otto. Kleiton tem uma nova ideia para divulgar a música das domésticas. Rosário anuncia que vai depor a favor de Penha. Sarmento se depara com Otto.

Resumo da novela Cheias de Charme de terça-feira, 16/04/2024 –

Otto percebe que Conrado enganou Sarmento e o repreende. Kleiton exibe o videoclipe de Rosário para Sidney, que fica impressionado com o talento da filha. Isadora flagra Cida na companhia de Rodinei e erroneamente presume que eles reataram o relacionamento. Sarmento desmascara Conrado e decide propor algo ao mesmo. Rosário comunica ao pai sua decisão de desistir da carreira de cantora e retornar ao trabalho no bufê. Penha chega à audiência acompanhada de seu irmão. Messias declara que testemunhará a favor de Penha. Humberto avista Sarmento e Conrado juntos na audiência. Humberto apresenta fotografias de Penha com o agiota, deixando a doméstica chocada. Ariela confronta Isadora e sugere que Conrado não é confiável. Rodinei leva Messias ao tribunal e encontra-se com Cida. Rosário é chamada para testemunhar, mas é dispensada por ser amiga de Penha. Lygia presta seu depoimento. Sarmento elogia a atuação de Elano. Ariela descobre a aliança entre Sarmento e Conrado. Penha vence o caso.

Resumo da novela Cheias de Charme de quarta-feira, 17/04/2024 –

Sarmento atribui a culpa da condenação de sua cliente a Humberto. Conrado e Cida têm um encontro no tribunal, e Elano percebe uma tensão entre os dois. Sandro descobre que Penha saiu vitoriosa no caso e fica de olho na indenização da esposa. Rodinei tenta beijar Cida, mas ela se esquiva. Sarmento elabora um plano para usar a disputa entre Otto e Conrado como uma oportunidade de se aproximar do empresário. Isadora alerta Conrado sobre uma possível tentativa de Humberto de prejudicar sua reputação. Ivone aconselha Sandro a lutar pelo amor de Penha. Socorro descobre que Chayene está sem empregada e decide se candidatar à vaga na casa da cantora. Sandro tenta arranjar emprego. Máslova convida Otto para uma conversa e intervém a favor de seu neto. Socorro planeja mostrar o videoclipe de Rosário para Chayene na tentativa de conquistar sua amizade. Kleiton leva o CD de Rosário para a rádio na esperança de divulgar sua música. Inácio planeja investir no bufê e recebe o apoio de Rosário. Cida acompanha Rodinei a um evento de hip hop, onde Brunessa se aproxima do grafiteiro. Otto encontra-se com Sarmento. Elano joga o CD com o videoclipe das empregadas no lixo, e Socorro testemunha a cena.

Resumo da novela Cheias de Charme de quinta-feira, 18/04/2024 –

Rodinei confessa a Brunessa que considera Cida a mulher de sua vida. Sarmento tenta persuadir Otto a conceder uma segunda chance a seu filho e elabora um plano para organizar um jantar de noivado falso entre Conrado e Isadora. Inácio recebe a visita de um consultor de negócios, que sugere associar a imagem de Rosário ao novo serviço de marmitas do bufê. Conrado descobre que Máslova teve um encontro com Otto. Socorro encontra o DVD de Rosário e assiste ao videoclipe das empregadas. Sandro recebe o pagamento por um serviço prestado a Ruço e decide não dividir o dinheiro com o amigo. Ivone informa a Penha que Sandro se comprometeu a ajudar nas despesas de Patrick. Tom tenta atrair Rosário para o lado de Chayene ao propor que ela grave uma música. Socorro compartilha o videoclipe de Rosário com Tom, Chayene e Laércio. Sandro leva Patrick para fazer compras de roupas e volta com um carro antigo. Conrado demonstra irritação com o falso noivado com Isadora. Cida passa o dia com Rodinei, mas fica abalada ao encontrar Conrado na residência dos empregadores. Laércio sugere que Chayene utilize o videoclipe no processo contra Penha e envia o link por e-mail para Sarmento. O videoclipe é visualizado por várias pessoas e rapidamente se espalha pela internet.

Resumo da novela Cheias de Charme de sexta-feira, 19/04/2024 –

Socorro revela a Laércio que possui uma carta na manga para persuadir Chayene a contratá-la. Rosário e Penha são abordadas na rua por desconhecidos, deixando-as surpresas. Sônia assiste ao videoclipe das empregadas e fica furiosa ao perceber que está sendo imitada por Cida. Determinada a se vingar das empregadas, Chayene acorda com essa ideia fixa, e Sarmento pede a Laércio que a acalme. Laércio prepara um suco de buriti com um calmante para Chayene, mas acaba sendo ingerido por Socorro. Lygia recebe sua nova funcionária doméstica. Chayene vai até a delegacia e denuncia Penha, Cida e Rosário. Ticiane informa a Lygia que está sendo imitada por Penha no videoclipe. O delegado adverte que o videoclipe de Rosário e suas amigas pode não constituir um crime, deixando Chayene desapontada. Penha descobre que o videoclipe foi divulgado na internet e fica apreensiva. Elano e Conrado realizam a prova da Ordem dos Advogados do Brasil. Cida, Penha e Rosário prestam depoimento na delegacia e se deparam com Chayene.

Resumo da novela Cheias de Charme de sábado, 20/04/2024 –

Elano fica sabendo que Penha está na delegacia. Socorro resigna-se do seu trabalho com Máslova para aceitar um cargo na casa de Chayene. Rosário, Penha e Cida são detidas por desacato à autoridade. Inácio chega à delegacia e encontra Rosário lá. Sarmento repreende Cida, enquanto Elano demonstra apoio à empregada. Inácio informa Sidney sobre a prisão de Rosário. Chayene celebra a prisão das empregadas e exige que Socorro cumpra o acordo que fizeram. Elano tenta descobrir quem publicou o videoclipe das empreguetes na internet. Socorro dá uma entrevista em uma rádio elogiando Chayene como patroa, enquanto Penha, Cida e Rosário ouvem. Valda solicita a Sarmento que liberte Cida da prisão. Lygia é abordada por uma repórter para comentar sobre a detenção das empreguetes. Chayene e Fabian se apresentam no programa do Faustão, onde Rosário reconhece sua música. Kleiton sugere lançar uma campanha na internet para libertar as empreguetes. Conrado fica surpreso ao ver Cida no videoclipe.

Gostaríamos de ressaltar que todas as informações contidas no resumo semanal da novela Cheias de Charme são integralmente de responsabilidade da emissora, estando sujeitas a eventuais alterações durante a exibição. É importante salientar que os detalhes fornecidos no resumo semanal podem estar sujeitos a ajustes ou modificações, refletindo a dinâmica e a natureza do processo de produção televisiva.

A Fabulosa Máquina do Tempo estreia no Festival de Berlim e transforma a infância em lente para pensar o Brasil

0

O novo documentário da cineasta Eliza Capai, A Fabulosa Máquina do Tempo, acaba de dar seus primeiros passos rumo ao circuito internacional com o lançamento do trailer oficial e de três cartazes inéditos, apresentados às vésperas de sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Berlim, que acontece entre 12 e 22 de fevereiro. O filme abre a Mostra Generation Kplus, espaço dedicado a obras que colocam crianças e jovens no centro da narrativa e do olhar cinematográfico.

Produzido pela Amana Cine, em coprodução com Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil, o documentário propõe uma experiência sensorial e afetiva ao acompanhar um grupo de meninas do interior do Piauí. A partir de conversas espontâneas, jogos e fabulações, o filme constrói um retrato delicado da infância contemporânea, transformando temas complexos em reflexões acessíveis, curiosas e, muitas vezes, surpreendentemente profundas.

Conhecida por seu cinema comprometido com questões sociais e políticas, Eliza Capai opta aqui por um caminho narrativo distinto. Em vez do confronto direto, a diretora aposta na escuta e na imaginação como ferramentas de investigação. A infância surge como território de invenção, onde perguntas aparentemente simples revelam estruturas históricas e culturais que moldam a sociedade brasileira.

No centro do filme estão meninas que pertencem a uma geração inédita no país. São crianças que cresceram com acesso ampliado a direitos básicos e com a possibilidade real de sonhar com o futuro. A obra registra esse momento de transição com sensibilidade, destacando como a saída da miséria, o questionamento do machismo estrutural e as tensões entre tradição e mudança aparecem de forma orgânica no cotidiano das protagonistas.

Ao longo da narrativa, assuntos como casamento, diferenças de gênero, fé, medo da morte e escolhas de vida são abordados sem didatismo. As reflexões emergem a partir da própria vivência das meninas, que observam o mundo com curiosidade, humor e franqueza. O filme transforma essas falas em matéria cinematográfica, criando um espaço onde a infância não é romantizada, mas reconhecida como um campo potente de pensamento e criação.

A escolha da Mostra Generation Kplus para a estreia reforça o diálogo da obra com um público jovem e internacional. A seção da Berlinale é conhecida por valorizar produções que exploram processos de crescimento e amadurecimento por meio de linguagens inovadoras. A Fabulosa Máquina do Tempo concorre ao Urso de Cristal, prêmio que destaca filmes capazes de oferecer novas perspectivas sobre a experiência de ser jovem no mundo contemporâneo.

Visualmente, o documentário constrói uma atmosfera lúdica que dialoga com o imaginário das protagonistas. O trailer recém-divulgado antecipa essa proposta ao revelar cenas marcadas pela espontaneidade, pela brincadeira e pela intimidade, criando uma narrativa que flui entre realidade e fabulação sem fronteiras rígidas.

A realização do filme contou com o apoio da Riofilme e recursos do Fundo Setorial do Audiovisual, por meio da Ancine e do BRDE, evidenciando o papel fundamental do financiamento público na viabilização de projetos autorais e socialmente relevantes. A Descoloniza Filmes será responsável pela distribuição nos cinemas brasileiros, enquanto a Split Screen assume as vendas internacionais, ampliando o alcance da obra no exterior.

A Casa do Dragão | Nova imagem da 3ª temporada destaca Alicent e Helaena e antecipa próximos conflitos

0

A terceira temporada de A Casa do Dragão começou a dar novos sinais de vida nesta terça-feira (21), com a divulgação de uma imagem inédita que rapidamente movimentou as redes. O registro destaca Alicent Hightower, interpretada por Olivia Cooke, ao lado de sua filha Helaena Targaryen, vivida por Phia Saban. A legenda que acompanha a foto, “ilumine o caminho”, levanta interpretações e indica que as duas personagens podem ter um papel ainda mais decisivo nos próximos episódios.

Uma história que virou fenômeno desde o início

Não é exagero dizer que A Casa do Dragão nasceu grande. Derivada do universo de George R. R. Martin, a série funciona como um prelúdio de Game of Thrones e rapidamente conquistou público e crítica.

Inspirada no livro Fire & Blood, a trama mergulha na guerra civil da Casa Targaryen, conhecida como a Dança dos Dragões. O projeto foi conduzido por Ryan Condal, com participação de Miguel Sapochnik na fase inicial, e desde o primeiro episódio deixou claro que não seria apenas um “derivado”, mas uma produção com identidade própria.

A estreia, lá em 2022, reuniu milhões de espectadores e marcou um dos maiores lançamentos da história da HBO. De lá para cá, a série manteve o interesse do público, sempre alimentado por intrigas políticas, personagens complexos e reviravoltas pesadas.

Quem está no elenco principal

O elenco segue sendo um dos grandes trunfos da série. Além de Olivia Cooke e Phia Saban, nomes como Emma D’Arcy, que vive Rhaenyra Targaryen, e Matt Smith, no papel de Daemon, continuam liderando a narrativa.

Cada personagem carrega suas próprias motivações e dilemas, o que deixa a trama ainda mais imprevisível. E com a guerra já em andamento, a tendência é que essas relações fiquem ainda mais tensas e pessoais.

O que a nova temporada deve explorar

A história chega à terceira temporada com um cenário já completamente transformado. Após a morte do rei Viserys, o que era uma disputa política virou uma guerra aberta. De um lado, Alicent e seus aliados sustentam o reinado de Aegon II. Do outro, Rhaenyra reúne forças para tomar o trono que acredita ser seu por direito.

A nova fase deve aprofundar não só as batalhas, mas também o impacto emocional dessas perdas e decisões. A presença de Helaena na imagem divulgada sugere que personagens que antes ficavam mais à margem podem ganhar espaço e influência.

Ao mesmo tempo, a série deve continuar apostando no equilíbrio entre grandes momentos visuais e cenas mais silenciosas, que exploram o lado humano dessa disputa.

Uma produção que impressiona pelos números

Desde o começo, a ambição da série também aparece nos bastidores. A primeira temporada teve um orçamento próximo de 200 milhões de dólares, um valor alto até para padrões de TV. Isso se reflete na qualidade técnica, nos efeitos visuais e na construção dos cenários.

As gravações aconteceram em diferentes regiões da Europa, o que ajudou a dar ainda mais autenticidade ao universo de Westeros. Esse cuidado com a produção é um dos fatores que mantém a série relevante e visualmente marcante.

Quando os novos episódios chegam

A HBO ainda não divulgou a data oficial de estreia da terceira temporada, mas a previsão mais realista aponta para 2026. O intervalo entre as temporadas costuma ser longo justamente por conta da complexidade da produção.

A segunda temporada, lançada em 2024, manteve o alto nível técnico e narrativo, mesmo com uma leve queda na audiência em comparação com a estreia da série. Ainda assim, o desempenho foi suficiente para garantir a continuidade da história.

notícias em destaque