Separe a pipoca, vista seu uniforme (ou pelo menos sua camiseta geek favorita) e ajeite o sofá: neste domingo, dia 22 de junho de 2025, a Temperatura Máxima vai te levar para uma aventura eletrizante do Universo Marvel com “Homem-Aranha: Longe de Casa”, a partir da tarde na TV Globo.
Se você achou que férias escolares seriam tranquilas para Peter Parker… achou bem errado.
🧳 Aracnídeo em modo turista? Nem tanto! Depois dos acontecimentos bombásticos de Vingadores: Ultimato, Peter Parker (vivido com carisma de sobra por Tom Holland) só quer descansar um pouco a cabeça. Ele embarca com a turma do colégio em uma viagem para a Europa — e parece o plano perfeito para se desconectar de tudo e, quem sabe, até se declarar para MJ (Zendaya).
Mas claro que o universo Marvel não deixa ninguém em paz por muito tempo. Eis que surge Nick Fury (Samuel L. Jackson), exigindo atenção imediata: criaturas monstruosas, conhecidas como Elementais, estão ameaçando o planeta, e um misterioso herói de outra dimensão, o tal do Mysterio (Jake Gyllenhaal), entra em cena com promessas de salvador.
🧠 Legado de Tony Stark, dilemas adolescentes e uma reviravolta épica Além das batalhas contra monstros e das cenas de ação de cair o queixo, Longe de Casa também é sobre luto, amadurecimento e legado. Peter recebe os poderosos óculos de Tony Stark, que vêm com acesso direto à inteligência artificial da Stark Industries — e com uma responsabilidade do tamanho do mundo.
Mas será que o novo “herói” da jogada é confiável? Nem tudo é o que parece nesse jogo de ilusões — e Peter vai precisar aprender, na marra, o que significa realmente ser o novo Homem-Aranha.
🎬 Dirigido por Jon Watts, com roteiro afiado de Chris McKenna e Erik Sommers, o filme mistura comédia teen, espionagem, drama e superpoderes na medida certa. No elenco, ainda brilham Zendaya, Jacob Batalon e Marisa Tomei, além de dubladores como Wirley Contaifer (voz de Peter) e Ana Elena Bittencourt (voz de MJ) garantindo a emoção em português. Onde mais assistir? Se perder na TV ou quiser rever quantas vezes quiser, Homem-Aranha: Longe de Casa também está disponível nas plataformas de streaming Netflix e Universal+, para assinantes. Uma ótima pedida para maratonar com os outros filmes do Miranha e completar a saga!
Então anota aí: 🗓️ Domingo, 22 de junho 📺 Temperatura Máxima – TV Globo 🎥 Homem-Aranha: Longe de Casa
Capítulo 056 – terça, 01 de julho Kami deixa claro para Ryan que não quer reatar a relação, demonstrando que algumas feridas ainda são profundas demais para serem esquecidas, enquanto Rosa fica surpresa com a inesperada defesa que Jaques faz de Vanderson, criando uma tensão palpável entre os envolvidos. Jaques provoca Sofia, e Leo, tomado pela fúria, parte para cima dele, com Samuel aprovando o gesto do amigo, ao mesmo tempo em que Nina tenta esconder sua ligação com Deco, enquanto Leo questiona Samuel sobre um poema que encontrou, tentando decifrar os verdadeiros sentimentos do amigo. No meio dessa confusão, Rosa pede a Abel e Jaques que parem com as brigas para evitar que tudo desmorone. Paralelamente, Davi organiza uma festa na casa de Ayla e Gisele sem o consentimento delas, gerando desconforto, enquanto Marlon e Adriano saem da detenção, e Jaques sugere que Danilo seja o motorista de Rosa. Dedé revela a Marlon que conheceu Ryan, e Leo confessa a Stephany que acha que Samuel gosta dela, enquanto Abel descobre que Vanderson está movendo um processo para reconhecimento da paternidade de Sofia, desencadeando novos conflitos.
Capítulo 057 – quarta, 02 de julho Abel enfrenta Jaques diretamente sobre o processo que Vanderson move contra a família, enquanto Nina discute o comportamento complicado de Filipa, e Lúcio rouba Danilo, que busca ajuda desesperada em Marlon. Filipa acompanha Rosa à consulta médica com Letícia, e Deco ameaça Nina, aumentando a sensação de perigo ao redor dela. Abel revela a Rebeca que registrou Sofia como sua filha mesmo sabendo que não é o pai biológico, e Jaques, calculista, grava o depoimento do irmão para usar como munição. Danilo confessa a Pam que está pensando em aceitar a proposta de Jaques para trabalhar como motorista de Rosa, enquanto Leo e Samuel seguem Vanderson e acabam discutindo, mostrando as tensões que cercam a família. Marlon apresenta Dedé a Ryan, e a cena se emociona quando Dedé chama Marlon de pai na frente dele, deixando no ar um sentimento profundo de pertencimento e conflitos por resolver.
Capítulo 058 – quinta, 03 de julho Marlon reforça para Dedé que é seu tio e que sempre estará presente, trazendo um conforto importante para o garoto. Ryan agradece sinceramente a ajuda que Marlon tem dado, mostrando que, mesmo em meio ao caos, laços podem se fortalecer. Danilo pede para voltar a trabalhar para Abel como motorista de Rosa, tentando se reerguer, enquanto Ryan corta o cabelo de Dedé, o que deixa Fabiana apreensiva com a possível reação de Kami. Nina aceita o convite para ir à praia com Rosa e Danilo, deixando Filipa surpresa com essa aproximação inesperada. Kami repreende Ryan pelo corte de cabelo de Dedé, demonstrando seu lado protetor. Enquanto isso, Ayla dá apoio a Davi junto a Samuel, em uma aliança que traz esperanças. Adriano decide filmar uma ocorrência policial, atitude que desagrada Marlon, e Nina, numa mistura de rebeldia e insegurança, furta algo na praia, com Danilo tentando ajudá-la. Filipa e Nina acabam discutindo, enquanto Davi, saindo com Letty e Thelma, as leva para a mansão dos Boaz, cenário de muitos segredos e emoções à flor da pele.
Capítulo 059 – sexta, 04 de julho Davi pede a Letty e Thelma que mantenham segredo sobre sua presença na mansão para não serem descobertas, reforçando o clima de mistério e tensão. Leo observa Nina se tatuando, um gesto que pode ser símbolo de rebeldia ou busca por identidade, enquanto Kami confronta Marlon com intensidade por ter permitido o corte do cabelo de Dedé, demonstrando seu cuidado e ciúmes. Patrícia agride Vanderson, e para surpresa de todos, Ricardo aprova o comportamento da irmã, revelando alianças inesperadas. Filipa sugere que Nina faça uma tatuagem para ela, tentando criar um vínculo, enquanto Samuel confidencia a Abel que descobriu que Patrícia é irmã de Ricardo, informação que pode abalar as estruturas da família. Rebeca anuncia que a audiência sobre a paternidade de Sofia já está marcada, trazendo apreensão para todos. Abel pede a Samuel que investigue se Jaques desvia dinheiro da Boaz, e Danilo, em sua lealdade dúbia, passa informações da mansão para Jaques. Kami recebe uma carta de Ryan, e Vanderson finalmente conhece Sofia, deixando no ar um misto de expectativa e medo.
Capítulo 060 – sábado, 05 de julho Leo tenta impedir Vanderson de se aproximar de Sofia, preocupado com a segurança e o bem-estar dela, enquanto Abel e Sofia se submetem ao teste de DNA que pode definir o futuro da menina. Sofia revela a Leo seu medo de voltar à escola, pedindo para ficar sob os cuidados de Rosa, que se mostra um porto seguro. Filipa sugere que Sofia faça terapia e pede para Danilo acompanhá-la, tentando cuidar do emocional da garota. Danilo, sempre envolvido nas tramas da mansão, alerta Jaques sobre movimentações suspeitas no local, enquanto Nina confronta Danilo sobre Filipa, acendendo mais faíscas nas tensões internas. Abel faz uma proposta direta a Vanderson na presença de Jaques, impondo seus termos. Marlon pede a Adriano que pare de filmá-lo, buscando preservar sua privacidade. Nina desabafa com Denise sobre Filipa, e Filipa, preocupada com o sumiço da filha, recebe as amigas de Nina na mansão, na esperança de encontrar respostas. Dedé, acompanhado por Kami, vai visitar Ryan no salão, enquanto Danilo ajuda Filipa a procurar Nina, em uma busca que envolve medo e esperança. Por fim, Stephany, Peter, Dara, Jeff e Ivy avistam Nina, uma presença que pode mudar tudo.
Depois de conquistar Hollywood e emocionar plateias ao redor do mundo, “Anora”, o grande vencedor do Oscar 2025, tem data marcada para chegar ao streaming. A partir de 23 de julho, o longa estará disponível no Prime Video, sem custo adicional para os assinantes. Basta abrir o aplicativo e dar play. Nenhuma compra, nenhum aluguel, só uma história potente esperando para ser vivida — ou revivida — em casa.
Aclamado pela crítica e pelo público, o filme levou cinco estatuetas da Academia: Melhor Filme, Melhor Direção (Sean Baker), Melhor Atriz (Mikey Madison), Melhor Roteiro Original e Melhor Edição. Com sua estética crua, ritmo envolvente e narrativa surpreendentemente delicada, Anora é mais que um filme — é uma experiência humana.
Uma fábula moderna com os dois pés na realidade
Dirigido e roteirizado por Sean Baker (conhecido por obras como The Florida Project), o filme nos leva ao coração do Brooklyn, Nova York, para contar a história de Anora, interpretada com brilho pela atriz Mikey Madison. Jovem, perspicaz e trabalhadora do sexo, ela vê sua rotina ganhar contornos de conto de fadas moderno ao se envolver com Ivan (Mark Eydelshteyn), um herdeiro russo que cruza seu caminho numa noite comum — e com quem ela se casa impulsivamente.
Mas o que começa como um romance improvável logo mergulha em conflito e ironia quando os poderosos pais de Ivan tomam conhecimento da união. A partir daí, a relação entre os dois é colocada à prova em uma sucessão de decisões difíceis, encontros desconfortáveis e descobertas emocionais.
“Será que o amor sobrevive quando o mundo inteiro está contra você?” — essa parece ser a pergunta que paira ao longo de cada cena, ao passo que Anora, entre ingenuidade e pragmatismo, tenta encontrar um espaço para existir sem abrir mão de si mesma.
De Hollywood ao Brasil: Mikey Madison e Fernanda Torres
Durante a temporada de premiações, a protagonista Mikey Madison emocionou plateias com sua entrega visceral e, ao subir ao palco do Oscar para receber sua estatueta, tornou-se um dos rostos mais lembrados da cerimônia. Em entrevista recente, Madison revelou que conheceu a atriz Fernanda Torres após a cerimônia, e que se encantou com o trabalho da brasileira: “Ela é uma força. Uma mulher que entende a comédia, o drama, o tempo certo das coisas. Me senti inspirada conversando com ela.”
O encontro inesperado entre duas gerações de atrizes — de lados opostos do continente — simboliza bem a forma como Anora atravessa barreiras e encontra ressonância universal. A história de uma mulher em busca de dignidade e afeto, em meio a desigualdades, expectativas e julgamentos, poderia se passar no Brooklyn, em São Paulo ou em Moscou.
Uma estreia imperdível
Se você perdeu Anora nas telonas, o streaming te dá agora uma segunda chance. E, para quem já assistiu, talvez seja a hora de reviver a trama com mais calma, reparando nas sutilezas, nos silêncios e nos olhares que fizeram do filme um dos mais premiados do ano.
O épico sci-fi comandado por Denis Villeneuve entra em sua fase mais ousada. Após o sucesso estrondoso de Duna: Parte 2, que consolidou a saga como um marco do cinema contemporâneo, “Duna: Parte 3 – Messias” já tem data para dar início às filmagens: a partir de 7 de julho, as câmeras voltam a rodar — e o deserto de Arrakis volta a respirar.
Zendaya na linha de frente: os olhos azuis de Chani brilham em Budapeste
A atriz Zendaya, que roubou a cena como Chani, já se encontra em Budapeste, cidade que mais uma vez servirá como base para a ambiciosa produção. É lá que a saga inicia sua terceira fase, que promete ser a mais densa, política e espiritual até aqui. A atriz será ainda mais central na narrativa, o que já aumenta as expectativas de fãs e críticos.
Filmar para resistir: Warner quer estrear em dezembro de 2026, sem atrasos
Com um cronograma apertado e muitas locações a percorrer, a Warner Bros. colocou o pé no acelerador para garantir que o filme chegue às telonas em 18 de dezembro de 2026, data estratégica no calendário de blockbusters. Villeneuve, fiel à sua proposta artística e aos detalhes visuais, se vê agora diante do desafio de equilibrar a grandiosidade da história com a precisão do tempo.
Messias e o peso do destino: Paul Atreides no centro do turbilhão
Se a Parte 2 mostrou Paul Atreides amadurecendo entre os Fremen e assumindo seu lugar como líder, Messias mergulha nas consequências desse poder. Inspirado no segundo livro de Frank Herbert, o novo filme vai além da guerra e da vingança — explora o peso de ser um mito vivo, o fardo de carregar nas mãos o futuro de um povo inteiro. O foco agora não é apenas sobreviver, mas enfrentar as sombras que vêm junto com a luz de um “salvador”.
Elenco cada vez mais poderoso: novas peças no tabuleiro imperial
A força da saga também se reflete em seu elenco estelar. Timothée Chalamet volta com intensidade ao papel de Paul. Zendaya ganha protagonismo definitivo. Rebecca Ferguson, Javier Bardem, Josh Brolin e Stellan Skarsgård retornam com seus personagens marcantes.
Mas é o reforço que impressiona:
Christopher Walken, com sua presença imperial, vive o Imperador Shaddam IV; Florence Pugh assume o papel da estratégica princesa Irulan; Austin Butler retorna como o impiedoso Feyd-Rautha; Léa Seydoux, Souheila Yacoub e Anya Taylor-Joy entram para ampliar o peso dramático e simbólico da narrativa, com personagens que ainda guardam segredos.
O deserto está inquieto: o futuro de Duna será também uma reflexão
Com Duna: Messias, Villeneuve promete sair da zona de conforto dos efeitos visuais para entregar algo ainda mais complexo: uma história sobre fé, fanatismo, destino e consequências do poder. Não é apenas uma continuação — é um aprofundamento. Os dilemas humanos estarão mais vivos do que nunca, em uma produção que se equilibra entre o espetáculo e a filosofia.
Já parou pra pensar no que faria se pudesse criar uma nova versão de si mesmo? Uma cópia fiel, só que mais jovem, mais bonita, mais “aprimorada”? Em A Substância, essa fantasia vira realidade — mas o preço, como sempre, é mais alto do que parece.
Dirigido e roteirizado pela francesa Coralie Fargeat (Revenge), o filme é uma bomba estética e emocional, com uma performance corajosa de Demi Moore, que entrega aqui um dos papéis mais impactantes (e autoficcionais) da carreira. Ela vive Elisabeth Sparkle, uma ex-estrela do mundo fitness que, depois de décadas sendo símbolo de juventude e disciplina, é descartada pela TV como quem joga fora um pote de creme vencido.
Humilhada, esquecida e à beira de um colapso, Elisabeth aceita experimentar uma droga experimental — uma substância misteriosa que promete “regenerar” sua juventude. Mas essa não é uma fórmula mágica de rejuvenescimento. É outra coisa. A substância cria outra você. Literalmente.
É aí que entra Margaret Qualley, vivendo a nova Elisabeth — mais nova, mais confiante, mais livre. Por contrato, as duas precisam dividir o mesmo corpo em turnos semanais: sete dias para a original, sete dias para a nova. Simples na teoria. Mas no fundo, quem vai querer abrir mão da própria existência assim, tão facilmente?
Um thriller de identidade com sangue, brilho e crítica social
A Substância é grotesco, estiloso, dolorido e brilhante — tudo ao mesmo tempo. Um terror corporal que conversa com filmes como A Mosca ou Cisne Negro, mas com uma linguagem muito própria. É uma fábula feminista sobre envelhecer sob os holofotes, ser descartada pelo sistema, e sobre o desejo desesperado de continuar sendo vista.
Entre cenas que beiram o absurdo e outras que apertam o peito, o longa constrói uma metáfora visceral sobre fama, vaidade, autoimagem e o terror de ser esquecida. E o mais interessante é que nada disso é pregado com discurso — tudo vem pelo corpo, pela imagem, pelo desconforto que a câmera imprime.
Demi Moore se entrega de corpo e alma. Literalmente. Ao lado de Margaret Qualley (em mais uma atuação física e vibrante), as duas constroem um embate tenso, emocional e até melancólico entre a mulher que tenta manter sua identidade e a outra que só quer existir — custe o que custar.
E no meio disso tudo, o espectador assiste à guerra silenciosa (e às vezes sangrenta) entre essas duas versões de uma mesma mulher. Quem vence, afinal? A que já viveu ou a que promete durar para sempre?
🎬 A Substância (The Substance) • Direção e roteiro: Coralie Fargeat • Elenco: Demi Moore, Margaret Qualley, Dennis Quaid • Duração: — • Classificação: 18 anos • Disponível agora na MUBI • Também para aluguel no Prime Video
Se a arte é um espelho do tempo, poucos atores brasileiros refletiram tantas eras, estilos e formatos quanto Fúlvio Stefanini. Com impressionantes sete décadas de carreira, ele já foi galã de novela, patriarca de família, homem em crise, político, cômico, trágico, sonhador e realista. Aos 87 anos, não apenas continua em cena — como continua com algo raro: relevância.
Na noite desta quarta-feira (9), Fúlvio é o convidado do apresentador Ronnie Von no programa Companhia Certa, da RedeTV!, onde relembra passagens marcantes da vida artística, compartilha aprendizados e joga luz sobre um tema que lhe é caro: a vocação verdadeira pela arte de interpretar.
“A televisão mudou porque o mundo mudou”
Durante o papo com Ronnie, Fúlvio fala com franqueza e serenidade sobre as transformações que assistiu — de dentro — no fazer televisivo. O tempo das famílias reunidas no sofá, esperando o capítulo das 20h, parece coisa de um Brasil que já não existe. E ele sabe disso. “As pessoas não têm mais tempo para assistir novela”, observa. “Mudou o comportamento, a vida do telespectador. É preciso acompanhar a vida como ela se apresenta.”
Longe de um saudosismo amargo, Stefanini encara as mudanças com maturidade. Ele entende que os formatos precisam se adaptar ao mundo veloz, múltiplo e fragmentado de hoje — mas reconhece, com certa nostalgia, que as novelas perderam a centralidade que um dia tiveram na formação cultural do brasileiro.
Uma vida dedicada à arte — e à persistência
Sete décadas de carreira não se constroem com sorte. E Fúlvio é direto ao falar sobre isso: “Só os apaixonados conseguem seguir em frente, porque não é fácil. É uma profissão competitiva, que exige talento, perseverança, determinação e, acima de tudo, vocação.”
A fala tem peso. Afinal, Stefanini viu gerações de artistas irem e virem, viu modas passarem e estilos nascerem. E seguiu ali, reinventando-se sem trair sua essência. Ele sabe que, no palco ou diante da câmera, quem não ama profundamente o que faz, desiste no primeiro tropeço.
Palco e paternidade: o encontro entre gerações em O Pai
Hoje, Fúlvio está em cartaz com o espetáculo “O Pai”, no Teatro UOL, onde interpreta um homem em processo de perda cognitiva, num mergulho íntimo, sensível e devastador sobre o avanço da demência. A peça lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator (2017) e o Prêmio Bibi Ferreira (2023).
Mas o que torna essa montagem ainda mais especial é quem está por trás da direção: seu filho, Léo Stefanini. É sobre esse laço artístico-familiar que o ator reflete com ternura: “Essa é uma das poucas profissões que não são institucionais. Pai não doa espectador para o filho”, diz, com sorriso no rosto e olhos marejados. “Mas estar em cena dirigido por ele é uma troca rara. Um diálogo entre gerações que vai muito além do texto.”
Trata-se, aqui, não só de encenar uma peça, mas de dividir o palco da vida — e da arte — com quem herdou o ofício, mas trouxe novos olhares, novas perguntas e nova escuta.
Um tributo em forma de conversa
A participação de Fúlvio no Companhia Certa é mais do que uma entrevista: é uma celebração em vida. Um tributo a um artista que não parou no tempo, que acompanha as transformações do mundo com humildade, mas sem perder a memória de onde tudo começou.
Aos 87 anos, ele segue atuando com a vitalidade de um estreante e a sabedoria de um mestre. Sabe que envelhecer em cena é resistir, mas também aceitar a passagem do tempo como matéria-prima da arte.
Em tempos de pressa, superficialidade e fama instantânea, Fúlvio Stefanini é o oposto disso tudo: consistência, profundidade e entrega.
Neste sábado, 12 de junho, às 19h, a TV Cultura embarca novamente em sua nave da memória e da fantasia com mais um episódio da nova temporada de Mundo da Lua. Só que desta vez, quem assume o controle do foguete não é apenas Lucas Silva e Silva — é a própria vida, costurada com lembranças, afeto e uma visita que carrega segredos guardados há décadas.
No episódio, a personagem Carolina (vivida por Bárbara Bruno) recebe em casa sua irmã Juju — uma figura que chega soprando as cortinas do passado e mexendo com as gavetas mais profundas do coração. O que o público talvez demore alguns segundos para perceber é que esse reencontro na tela carrega uma verdade poderosa por trás das câmeras: Juju é interpretada por Beth Goulart, irmã de Bárbara também fora da ficção. O encontro entre as duas atrizes é um gesto delicado de cumplicidade, arte e memória compartilhada — dessas que não cabem num roteiro, mas transbordam no olhar.
A criança que ficou guardada em nós
Mais do que uma participação especial, o episódio se revela como um resgate silencioso da infância — aquela que, às vezes, a gente esconde entre compromissos e boletos, mas que insiste em bater à porta de vez em quando, pedindo colo ou apenas uma lembrança boa. Juju traz exatamente isso: uma memória viva da menina que Carolina foi um dia. E, com ela, um segredo. Mas diferente dos que assustam ou dividem, este tem o poder de aproximar.
É nesse ponto que Mundo da Lua volta a cumprir com maestria o papel que sempre teve: lembrar aos adultos que sonhar nunca foi coisa só de criança. A série atravessa décadas sem perder sua doçura, fazendo do cotidiano um terreno fértil para a fantasia, e da família, um espaço onde a imaginação floresce livre, entre sustos, risos e abraços sinceros.
Um reencontro que também é homenagem
Ao lado de sua irmã na ficção e na vida, Beth Goulart se entrega com a sensibilidade de quem conhece o poder do palco — e da memória. Sem precisar dizer nomes, o episódio parece reverenciar a grande atriz e matriarca Nicette Bruno, que tanto ensinou com o exemplo. É como se, em cena, Bárbara e Beth estendessem um laço invisível de três pontas: entre elas, com o público, e com tudo o que permanece mesmo quando os créditos sobem.
Um resumo da notícia
📺 Mundo da Lua vai ao ar todo sábado, às 19h, na TV Cultura 🔁 Reprise na segunda-feira, às 18h 👨👩👧👦 Reúna quem você ama — e quem você foi — e viaje de volta ao que importa.
O que acontece quando o gato mais preguiçoso das histórias em quadrinhos resolve sair do sofá e abrir uma doceria? O resultado pode ser conferido até o dia 31 de agosto no Tietê Plaza Shopping, que se transforma, nestas férias, no ponto de encontro entre a infância de quem cresceu nos anos 90 e a imaginação dos pequenos que estão descobrindo agora o charme rabugento de Garfield.
Depois de devorar lasanhas nas telonas com Garfield – Fora de Casa, o personagem que odeia segundas-feiras, mas ama uma boa comilança, ganha um espaço temático com o seu nome em letras maiúsculas (e recheadas de açúcar): a Doceria Garfield. Mas não se engane — aqui, os doces são cenográficos e gigantes, pensados não para comer, e sim para brincar, escorregar, saltar e se perder em gargalhadas.
Uma sobremesa de parque de diversões
Ao atravessar os portais dessa doceria maluca, a criançada é recebida por uma avalanche de cores, texturas e desafios: escorregadores em forma de calda, tobogãs que lembram cobertura de bolo, uma piscina de bolinhas tão profunda quanto o apetite do Garfield, além do irresistível Sorvete Pula-Pula — um espaço que parece ter saído direto dos devaneios mais hiperativos do Nermal (aquele gato fofo que irrita o Garfield, lembra?).
O circuito é voltado para crianças a partir de 2 anos, com entrada a partir de R$ 40 para 30 minutos de atividades. Menores de 6 anos precisam de acompanhante (que não paga ingresso) e crianças com deficiência têm direito à meia-entrada.
Quando o ídolo aparece sem avisar
E porque todo parque de diversão merece uma boa história para contar, o próprio Garfield aparecerá por lá em datas especiais, do jeitinho que ele gosta: sem pressa, com muita pose e pronto para tirar selfies com quem tiver coragem de encarar seu olhar blasé. Mas vai por mim: por trás daquela cara de tédio, tem um coração felino que adora carinho — e foto no feed.
Uma experiência que atravessa gerações
Se você tem mais de 30 anos, provavelmente se lembra de folhear tirinhas do Garfield no jornal do domingo, ou de assistir aos desenhos enquanto devorava seu próprio prato favorito. Agora, chegou a hora de dividir esse universo com seus filhos, sobrinhos, netos ou com a sua criança interior — que, convenhamos, também merece férias de vez em quando.
Depois de agitar o cenário musical com o projeto Open Mé, Dan Cândido & Matheus voltam a se destacar com uma novidade quente: o lançamento do single “Para de Me Dar Moral”, em colaboração com a dupla Rayane & Rafaela. O que chama atenção na música é a forma como ela fala sobre os desencontros amorosos, mas sem drama, com leveza e uma boa dose de bom humor.
Quando a parceria vira papo de amigo
Essa música nasceu de um encontro descontraído entre os quatro artistas, que logo perceberam ter algo a mais para criar juntos. Entre conversas e brincadeiras, surgiu uma faixa que soa como aquela conversa franca entre exs que tentam colocar um ponto final nas voltas e recaídas. “Foi um processo natural, sem pressão, onde cada ideia ganhou espaço para crescer”, contam Dan e Matheus, animados com o resultado.
Sertanejo com alma jovem e uma pitada de malícia
O diferencial da canção está justamente nessa mistura de autenticidade com um toque de ironia — nada pesado, só aquele deboche que faz a gente sorrir de si mesmo. Rayane & Rafaela refletem essa pegada com sua voz firme e o estilo que conquistou fãs pelo Brasil afora. “É uma música que tem a nossa cara: direta, forte e cheia de personalidade”, destacam as meninas.
Da caneta ao palco: quem são Dan Cândido & Matheus
Mais do que intérpretes, eles são nomes importantes na composição de hits para grandes nomes do sertanejo nacional. Com um olhar fresco para o gênero, eles investem numa mistura de letras autorais, melodias contemporâneas e uma vontade de manter o sertanejo conectado com o público jovem. O single “Grudou” foi só o começo de uma trajetória que promete muita inovação.
Open Mé: conectando a música ao lifestyle universitário
O lançamento faz parte de um movimento que vai além da música. O Open Mé, que já conta com mais de 110 grupos universitários pelo Brasil, cria experiências que juntam música, festa e cultura jovem, ressignificando o jeito de ouvir sertanejo. Goiânia foi o palco escolhido para dar vida a essa nova fase, com participações especiais que mostram a força dessa geração.
“Para de Me Dar Moral”: um convite para rir dos próprios tropeços
No fim das contas, a nova música é um reflexo do cotidiano da juventude, que encara as relações com sinceridade e leveza, mesmo quando o coração insiste em dar voltas. Com “Para de Me Dar Moral”, Dan Cândido & Matheus e Rayane & Rafaela entregam um som que vai fazer muita gente se identificar e, claro, cantar junto.
Se tem uma coisa que a gente aprendeu com os filmes da franquia Jurassic, é que brincar de Deus nunca acaba bem. E mesmo assim… a gente não consegue parar de assistir. Prova disso? Jurassic World: Recomeço já ultrapassou US$ 529 milhões nas bilheteiras globais, provando que dinossauro bem-feito (e bem filmado) nunca sai de moda.
Só nos Estados Unidos, o novo capítulo da saga jurássica já arrecadou US$ 232 milhões, mesmo tendo levado um “coice” de kryptonita com a estreia de Superman — que fez a bilheteria do longa cair 57% no segundo fim de semana. Ainda assim, Recomeço segurou a onda e ficou em segundo lugar no ranking, mostrando que tem casca grossa (ou melhor, escamas grossas).
A maior estreia do ano (com patas gigantes)
Logo na largada, o filme deu um rugido alto: foram US$ 322,6 milhões no primeiro fim de semana, fazendo dele a maior estreia de 2025 até agora. Só em solo americano, Recomeço começou com incríveis US$ 147,8 milhões. Parece que a saudade dos dinossauros falava mais alto do que a lógica — e que bom.
O sucesso não vem só de nostalgia, mas de uma trama que foge da repetição. Desta vez, a ameaça não é um parque fora de controle, mas uma missão de vida ou morte em busca de DNA de criaturas colossais. E quando a missão é no meio de uma selva tropical onde os dinossauros são os donos do pedaço… bem, não espere que as coisas corram como planejado.
Dinossauros, DNA e perigo real
A história se passa cinco anos depois de Jurassic World: Domínio. A Terra mudou. Os dinossauros agora vivem escondidos, em poucas regiões isoladas que ainda imitam o clima pré-histórico em que eles prosperavam. E é justamente nesses bolsões selvagens que uma equipe corajosa precisa entrar para coletar DNA de três das criaturas mais impressionantes já vistas — uma terrestre, uma aquática e uma aérea.
A missão tem um objetivo nobre: desenvolver um medicamento com potencial de salvar milhões de vidas. Só que, como todo mundo que já viu pelo menos um filme da franquia sabe, o problema não é a ciência — é o excesso de confiança. E o resultado? Um verdadeiro espetáculo de tensão, perseguições, efeitos de ponta e, claro, rugidos que fazem o som da sala tremer.
Por que ainda funciona?
Talvez a grande força de Jurassic World: Recomeço esteja justamente no equilíbrio entre o novo e o familiar. A gente já sabe que vai ter caos, vai ter dente, vai ter gente correndo. Mas sempre tem algo mais. Desta vez, o “algo mais” é uma missão com propósito, uma pegada de ficção científica que flerta com ética médica, ecologia e o eterno erro humano de achar que controla a natureza.
Mas no fim das contas, a real é que Jurassic World entrega o que promete: dinossauros gigantes em ação, humanos desesperados e cenas que fazem a gente prender a respiração. E enquanto esse combo continuar funcionando, pode vir mais que a gente compra ingresso feliz.
E agora?
Com US$ 529 milhões já no bolso e ainda com fôlego nas salas de cinema, Jurassic World: Recomeço caminha para se consolidar como um dos maiores blockbusters do ano. A pergunta que fica: será que ainda tem espaço pra mais dinossauros no futuro da franquia?