Truque de Mestre – O 3º Ato ganha novo trailer e promete ilusionismo ainda mais ousado

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A famosa trupe de mágicos conhecida como Os Quatro Cavaleiros está pronta para novos desafios em Truque de Mestre: O 3º Ato. A produção acaba de ganhar um trailer oficial, que já revela grandes reviravoltas, novos personagens e os planos ainda mais ousados da equipe de ilusionistas, deixando os fãs ansiosos para a estreia. O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 13 de novembro de 2025, prometendo manter a tradição da franquia de combinar truques mirabolantes, crimes audaciosos e muita tensão cinematográfica.

Com direção de Ruben Fleischer, responsável por filmes como Zumbilândia, o longa se propõe a elevar o conceito de ilusionismo nas telas, misturando ação, suspense e humor, sem perder o ritmo acelerado que marcou os filmes anteriores.

Em O 3º Ato, a história continua acompanhando Danny Atlas (Jesse Eisenberg), Merrit McKinney (Woody Harrelson), Henley Reeves (Isla Fisher) e Jack Wilder (Dave Franco), os quatro mágicos que se tornaram sensação com truques audaciosos que desafiam a lógica. A trama promete expandir a narrativa, apresentando novos personagens que entram para desafiar, auxiliar ou rivalizar com os Cavaleiros, mantendo o suspense sobre quem está do lado do bem e do mal.

Nos filmes anteriores, a equipe ficou famosa por executar truques aparentemente impossíveis, como transferir dinheiro de cofres em Paris para o público em Las Vegas, sempre conseguindo escapar das autoridades. O novo longa mantém essa tradição e promete elevar a ousadia, com truques ainda maiores e mais elaborados, além de situações que colocam os protagonistas frente a desafios pessoais e profissionais inéditos.

O sucesso da franquia sempre se apoiou em um elenco talentoso, e em O 3º Ato essa tradição continua. Os fãs poderão conferir os retornos de Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Isla Fisher, Mark Ruffalo, Morgan Freeman, Lizzy Caplan, Dave Franco, Daniel Radcliffe e Michael Caine, garantindo continuidade para os personagens que conquistaram o público.

Além disso, o longa introduz novos talentos que prometem trazer frescor à narrativa: Justice Smith, Rosamund Pike, Ariana Greenblatt e Dominic Sessa. Essa combinação de veteranos e novos integrantes cria oportunidades para interações inéditas, rivalidades instigantes e uma expansão natural da mitologia da franquia, mantendo a história dinâmica e envolvente.

Produção e direção

Com Ruben Fleischer à frente, O 3º Ato deve explorar cenas de ação visualmente impressionantes e truques de ilusionismo que desafiam a percepção do espectador. Fleischer já demonstrou em sua carreira habilidade para equilibrar humor, suspense e ritmo acelerado, elementos essenciais para a narrativa da franquia.

A direção também aposta na inserção de efeitos visuais modernos e sequências de tirar o fôlego, criando experiências cinematográficas que mesclam realidade e ilusão, mantendo o público em constante expectativa sobre o próximo truque.

Antecedentes da franquia

O primeiro filme, lançado em 2013, apresentou o público aos quatro mágicos de palco e aos complexos truques que se tornariam marca da série. A narrativa misturava ilusionismo com crimes inteligentes e a investigação do FBI, liderada por Dylan Rhodes (Mark Ruffalo) e Alma Dray (Mélanie Laurent). O segundo filme, de 2014, continuou essa fórmula, consolidando o sucesso da franquia nas bilheteiras, com arrecadações globais de US$ 350 milhões e US$ 334 milhões, respectivamente.

O charme da franquia está na capacidade de surpreender o espectador a cada sequência, mostrando que nada é o que parece e que cada truque esconde camadas de planejamento e mistério.

O que podemos esperar do novo filme?

Com a estreia de O 3º Ato, a expectativa é que a franquia explore truques ainda mais grandiosos, novas cidades e desafios complexos para os Cavaleiros. O trailer indica que haverá grandes reviravoltas, segredos a serem desvendados e personagens que desafiarão tanto a equipe quanto o público.

Além disso, o longa promete aprofundar os conflitos internos entre os Cavaleiros, revelando motivações pessoais e dilemas éticos, enquanto mantém o espetáculo visual que se tornou marca registrada da série.

Bloco Happy traz Um Filme Minecraft para o Carnaval de Salvador com distribuição de brindes

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Já imaginou curtir o Carnaval de Salvador com um toque pixelado? Pois é exatamente isso que vai acontecer amanhã (1º) no Bloco Happy! Um Filme Minecraft, aguardada adaptação do game de sucesso, promete transformar a folia em um verdadeiro mundo quadrado – e o melhor: com brinde especial para os foliões!

Se você é fã do jogo ou só quer garantir um look inusitado para o bloquinho, pode comemorar: milhares de “cabeças de Creepers” serão distribuídas ao longo do percurso, garantindo aquela vibe Minecraft no meio da festa. E não para por aí! O trio elétrico do Bloco Happy ainda vai trazer comunicações especiais sobre o filme, então pode esperar muita animação, música e, claro, um gostinho do que vem por aí nas telonas.

Quando o filme chega nos cinemas?

A estreia de Um Filme Minecraft está marcada para o dia 3 de abril, com versões acessíveis para todo mundo curtir. Mas se a ansiedade já bateu, a pré-venda de ingressos começa no dia 13 de março – ou seja, já dá para garantir seu lugar nessa aventura épica.

Agora, a pergunta que fica é: será que os Creepers vão explodir de tanto pular no Carnaval? Para descobrir, é só aparecer no Bloco Happy e entrar nessa folia pixelada!

Cinesystem lança combo exclusivo de Branca de Neve

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Os admiradores da clássica história de Branca de Neve já podem adquirir um item exclusivo para celebrar a nova versão live-action do filme. A Cinesystem apresenta um combo temático especial, proporcionando uma experiência cinematográfica ainda mais imersiva.

O kit inclui um balde personalizado, estampado com cenas icônicas da animação original da Disney. Com um design exclusivo, a peça presta homenagem ao conto de fadas atemporal, sendo uma lembrança ideal para os fãs que desejam levar um fragmento dessa magia para casa.

O combo pode ser adquirido nas bombonieres das unidades da Cinesystem. No entanto, por se tratar de uma edição limitada, a disponibilidade do item pode variar de acordo com cada cinema. Recomenda-se consultar a unidade antes da compra para garantir a aquisição dessa coleção especial.

O produto está disponível exclusivamente nos cinemas da rede Cinesystem, enquanto durarem os estoques. Aproveite essa oportunidade para reviver a magia de Branca de Neve e tornar sua experiência cinematográfica ainda mais especial.

Sobre o filme

A aguardada adaptação live-action de Branca de Neve, produzida pela Disney, chegou aos cinemas, trazendo uma nova abordagem para o conto clássico dos Irmãos Grimm. Sob a direção de Marc Webb, conhecido por seu trabalho em O Espetacular Homem-Aranha, e com roteiro de Erin Cressida Wilson, o filme promete resgatar a essência da animação de 1937, ao mesmo tempo em que moderniza a narrativa para o público contemporâneo.

No papel da icônica princesa está Rachel Zegler, que ganhou notoriedade em Amor, Sublime Amor (2021). Ela interpreta uma Branca de Neve destemida, cuja beleza desperta a inveja da Rainha Má, vivida por Gal Gadot (Mulher-Maravilha). Determinada a eliminar sua enteada, a vilã arquiteta um plano cruel, mas a princesa encontra refúgio na floresta, onde é acolhida por sete anões. A trama se desenrola entre momentos de aventura, fantasia e musicalidade, trazendo uma nova perspectiva para essa história atemporal.

Além das performances do elenco, um dos destaques do filme é a trilha sonora, que conta com canções originais compostas por Benj Pasek e Justin Paul, dupla premiada responsável pelas músicas de La La Land e O Rei do Show. A sonoridade promete enriquecer ainda mais a experiência cinematográfica, combinando elementos clássicos e contemporâneos.

Domingo explosivo: Invasão a Londres traz ação de alto nível para o Cine Maior da Record TV

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No próximo domingo, 13 de julho de 2025, o Cine Maior da Record TV exibe Invasão a Londres (London Has Fallen), um thriller de ação eletrizante que mistura tensão política, ataques surpreendentes e um verdadeiro teste de sobrevivência no coração da capital britânica.

Sinopse: Quando um funeral vira palco de guerra

Tudo começa com a morte misteriosa do primeiro-ministro britânico. A ocasião reúne os principais líderes mundiais em Londres para o funeral, um evento que deveria ser de respeito e diplomacia, mas acaba se tornando o alvo de um ataque terrorista planejado para eliminar as maiores potências globais.

No meio do caos, o agente de segurança Mike Banning (Gerard Butler) assume a responsabilidade de proteger o presidente dos Estados Unidos, Benjamin Asher (Aaron Eckhart), que consegue escapar da emboscada. Paralelamente, o vice-presidente Trumbull (Morgan Freeman) mobiliza esforços para caçar o líder terrorista que orquestrou o atentado, determinado a impedir que o ataque tenha consequências ainda mais devastadoras.

Elenco de peso e papéis marcantes

Gerard Butler, que vive Mike Banning, é conhecido por seus papéis em filmes de ação como 300 (2006), onde interpretou o rei Leônidas, e À Prova de Morte (2007). Sua presença na franquia Invasão a Londres reforça o tom intenso e físico do filme.

Aaron Eckhart, no papel do presidente Asher, ganhou destaque em produções como O Cavaleiro das Trevas (2008), onde interpretou Harvey Dent, o Duas-Caras, mostrando seu talento para personagens complexos.

Morgan Freeman, um dos atores mais respeitados de Hollywood, completa o trio principal como o vice-presidente Trumbull. Com uma carreira marcada por papéis icônicos em filmes como Um Sonho de Liberdade (1994) e Invictus (2009), Freeman traz gravidade e carisma à narrativa.

Direção e roteiro: experiência e estilo

A direção é de Babak Najafi, cineasta sueco que também dirigiu o thriller de ação Força de Ataque (2014). Seu estilo é marcado por uma abordagem quase documental em cenas de ação, conferindo realismo e intensidade ao caos vivido pelos personagens.

O roteiro foi escrito por Katrin Benedikt e Creighton Rothenberger, dupla que colaborou em diversos roteiros de suspense e ação, incluindo A Casa da Escuridão (2016). Eles criam uma trama que combina sequências de ação explosivas com momentos de tensão política e estratégia.

Uma sequência que mantém a adrenalina

Invasão a Londres é a sequência do filme Olympus Has Fallen (2013), que já apresentou o agente Mike Banning enfrentando uma crise na Casa Branca. Nesta continuação, a escala do conflito se amplia para a capital britânica, com cenas de destruição urbana e perseguições que fazem o espectador prender a respiração.

Onde e quando assistir

O filme será exibido no Cine Maior, domingo, 13 de julho, na Record TV — uma ótima pedida para quem busca entretenimento de qualidade em casa.

Para quem prefere controlar o momento, Invasão a Londres está disponível para aluguel no Prime Video, em HD, a partir de R$ 11,90.

“Jurassic World: Reino Ameaçado” é o destaque da Temperatura Máxima deste domingo (20/07) na TV Globo

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 20 de julho de 2025, o Temperatura Máxima da TV Globo traz para a tela Jurassic World: Reino Ameaçado, um filme que vai muito além da ação e dos dinossauros imponentes. Mais do que uma sequência de suspense e aventura, o longa convida o público a pensar sobre a relação entre a humanidade e a natureza, e os desafios éticos que emergem quando tentamos controlar o que não dominamos por completo.

A trama se passa três anos depois do fim do Jurassic Park, numa Ilha Nublar onde os dinossauros vivem livres — sem humanos por perto. Mas o equilíbrio está ameaçado: um vulcão adormecido está prestes a entrar em erupção e colocar em risco a vida dessas criaturas pré-históricas. É aí que entra Claire, interpretada por Bryce Dallas Howard (O Abrigo, A Vila), uma mulher determinada que acredita que esses animais merecem uma chance de sobrevivência. Para isso, ela pede ajuda de Owen (Chris Pratt, Guardiões da Galáxia, Passageiros), um ex-treinador de velociraptors, para juntos retornarem à ilha e resgatar os dinossauros.

Esse chamado para salvar o que poderia ser uma nova extinção traz à tona um debate profundo — até onde vai nossa responsabilidade quando criamos vida em laboratório? Quando temos o poder, temos também o dever? O filme entrega cenas de ação emocionantes, mas é no dilema moral que ele realmente se destaca.

Além de Bryce Dallas Howard e Chris Pratt, o filme conta com Jeff Goldblum (Independence Day, O Grande Hotel Budapeste), que retorna no papel icônico do Dr. Ian Malcolm, trazendo à tona sua famosa crítica sobre os limites da ciência e o perigo da arrogância humana.

O elenco também inclui James Cromwell (Babe – O Porquinho Atrapalhado, L.A. Confidential), Geraldine Chaplin (Barry Lyndon, The Artist), Ted Levine (O Silêncio dos Inocentes, Monstros S.A.), Rafe Spall (Prometheus, O Agente da U.N.C.L.E.) e Toby Jones (Capitão América: O Primeiro Vingador, O Espião que Sabia Demais), trazendo profundidade ao enredo que vai além da ação.

Dirigido por J.A. Bayona, conhecido por seu olhar sensível e visual impactante em filmes como O Impossível e Sete Minutos Depois da Meia-Noite, o longa une efeitos especiais de última geração com uma narrativa que toca o coração — e faz o espectador sair da zona de conforto.

Para quem quiser reviver a aventura depois da exibição, o filme também está disponível nas plataformas Globoplay e Telecine, com toda a qualidade que os fãs merecem.

Foto: Reprodução/ Internet

Lançamento nos cinemas

Em cartaz nos cinemas, Jurassic World: Recomeço chega como um convite para mergulhar não só em ação e efeitos espetaculares, mas em uma história que pulsa com os dilemas do nosso tempo. Depois de cinco anos dos eventos que transformaram o mundo dos dinossauros, a Terra se tornou um lugar onde essas criaturas gigantes só conseguem sobreviver em bolsões isolados, cercados por um clima tropical que lembra a era em que dominaram o planeta.

Nesse cenário delicado, uma equipe corajosa embarca numa missão que vai muito além do simples resgate: eles buscam coletar o DNA das três maiores criaturas da terra, do ar e do mar. Essas amostras podem ser a chave para um medicamento capaz de salvar vidas humanas, unindo assim os destinos da natureza e da humanidade numa única jornada.

O filme conduzido por Gareth Edwards, que já mostrou sensibilidade em grandes produções, ganha vida pelas interpretações de Scarlett Johansson, Jonathan Bailey e Mahershala Ali. Mais do que heróis de aventura, seus personagens carregam dúvidas, medos e a responsabilidade de lidar com forças que nem sempre podem controlar. É nesse entrelace entre o humano e o selvagem que a história ganha seu impacto emocional.

Cine Pipoca exibe neste domingo, no Samsung TV Plus, os filmes “Por Amor”, “As Coisas Impossíveis do Amor” e “Pegando Fogo”

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Nem sempre os melhores filmes são os que nos fazem rir. Às vezes, são justamente aqueles que nos colocam diante da nossa própria vulnerabilidade, que nos lembram das perdas que atravessamos e nos fazem ver o quanto somos capazes de resistir, mesmo quando tudo parece ruir. É nesse espírito que o canal Cine Pipoca, disponível gratuitamente no Samsung TV Plus, apresenta neste domingo (27), a partir das 16h15, o especial “A Dor Ensina o Caminho” – uma programação que convida o espectador a mergulhar em três histórias potentes, sensíveis e profundamente humanas.

A seleção de filmes não só emociona como oferece um raro espaço de contemplação em tempos apressados. São tramas que lidam com a dor do luto, o peso da culpa, a fragilidade das relações familiares e, sobretudo, a capacidade do ser humano de amar – mesmo (ou especialmente) quando tudo parece desmoronar.

Três filmes, três jornadas emocionantes

Cada um dos títulos escolhidos para compor o especial representa uma forma diferente de viver e transformar a dor. Não há fórmulas fáceis nem finais previsíveis. O que une os três longas é o olhar delicado sobre pessoas partidas, mas ainda inteiras o suficiente para seguir.

Por Amor – Quando dois mundos quebrados se encontram

Estrelado por Ashton Kutcher e Michelle Pfeiffer, Por Amor (título original: Personal Effects) é mais do que uma história de luto. É um filme sobre os acasos que aproximam pessoas em ruínas. Kutcher interpreta um jovem devastado pela perda da irmã assassinada. Ele carrega nos olhos uma raiva silenciosa e uma tristeza que não encontra palavras.

Ao conhecer uma mulher mais velha, interpretada com imensa sensibilidade por Pfeiffer, que também vive o luto pela morte do marido, ele descobre que o afeto pode surgir dos escombros. Ambos estão marcados, mas se reconhecem na dor. O filme, dirigido por David Hollander, é um retrato sutil sobre como o amor pode nascer não da completude, mas da vulnerabilidade compartilhada.

As Coisas Impossíveis do Amor – O peso invisível da culpa

Em As Coisas Impossíveis do Amor (The Other Woman), Natalie Portman entrega uma de suas atuações mais emocionantes. No papel de Emilia, uma jovem advogada que perde a filha recém-nascida e se vê isolada entre o luto, o casamento em crise e a tentativa de construir um vínculo com o enteado, o filme revela a complexidade da maternidade, da dor silenciosa e da pressão social sobre as mulheres que não seguem o “roteiro ideal”.

Dirigido por Don Roos, o longa evita os clichês do melodrama e mergulha fundo na psique de sua protagonista. É sobre o que não se diz, sobre os olhares julgadores, sobre a expectativa de superação instantânea. E, principalmente, sobre o longo e solitário processo de perdoar a si mesma.

Pegando Fogo – Um recomeço temperado pela redenção

Para encerrar a seleção, Pegando Fogo (Burnt) traz Bradley Cooper em um papel que combina intensidade, caos e transformação. Ele interpreta Adam Jones, um chef genial e egocêntrico que perdeu tudo por causa do próprio temperamento destrutivo. Tentando reerguer sua carreira e sua vida pessoal, ele enfrenta antigos fantasmas e aprende, a duras penas, que talento sem humildade é um prato frio demais para se digerir.

O filme, dirigido por John Wells, equilibra a tensão das cozinhas de alto nível com o drama existencial de um homem que precisa reaprender a viver. Mais do que uma história de superação profissional, é um estudo sobre redenção e a necessidade de se deixar ajudar – mesmo quando o orgulho insiste em cozinhar tudo sozinho.

Um domingo para se emocionar – e refletir

O especial “A Dor Ensina o Caminho” não é feito apenas para os fãs de drama. É uma curadoria pensada para quem busca sentido, para quem reconhece na arte um espelho possível da vida real. Assistir a esses filmes em sequência não é apenas maratonar – é atravessar uma experiência que nos convida a olhar para dentro.

O Samsung TV Plus, plataforma gratuita de canais por streaming disponível em smart TVs da marca, tem se destacado justamente por oferecer conteúdos variados e com fácil acesso. O canal Cine Pipoca, onde a programação especial será exibida, é uma dessas boas surpresas: uma janela gratuita para grandes histórias.

Samsung TV Plus e o compromisso com narrativas que importam

Enquanto muitos serviços de streaming apostam em volume e algoritmos, o Samsung TV Plus mostra que a curadoria ainda importa. A plataforma oferece dezenas de canais temáticos com programação 24h, e o Cine Pipoca é um dos que mais chama atenção por sua combinação de clássicos e estreias discretas, que muitas vezes passaram batido nas salas de cinema.

A proposta do canal é clara: aproximar o público de filmes que contam boas histórias, que emocionam, provocam e divertem. E o especial do dia 27 é um exemplo de como a televisão gratuita pode, sim, oferecer conteúdo de qualidade – desde que exista atenção aos detalhes e respeito pela inteligência emocional do espectador.

Entre perdas e recomeços: o que aprendemos com esses filmes

Mais do que entretenimento, os três longas reunidos neste domingo têm algo em comum: todos tratam da reconstrução de algo que foi perdido. Um ente querido, uma carreira, uma confiança, uma identidade. São narrativas que colocam seus protagonistas em rota de colisão com o passado, mas não para que eles se destruam – e sim para que aprendam a construir um novo presente, ainda que torto, ainda que imperfeito.

É impossível não se identificar. Afinal, todos nós já perdemos algo. Todos nós, em algum momento, tentamos seguir adiante com o coração em frangalhos. E é por isso que filmes assim importam. Porque, mesmo em suas ficções, eles nos dizem: você não está sozinho

Onde assistir

📺 Canal: Cine Pipoca – disponível no Samsung TV Plus (acesso gratuito em Smart TVs Samsung)

🗓️ Data: Domingo, 27 de julho

🕓 Horário: A partir das 16h15

Crítica | “Quarteto Fantástico – Primeiros Passos” é um recomeço corajoso, imperfeito e estranhamente poético para a Primeira Família da Marvel

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Foto: Reprodução/ Internet

“Ele não é como a gente. Ele é mais.” Essa frase, dita em um momento chave de Quarteto Fantástico – Primeiros Passos, sintetiza a ambição do filme: tentar reimaginar heróis exaustos por adaptações falhas com um olhar que seja, finalmente, mais. Mais maduro. Mais humano. Mais à altura do que o público sempre quis ver nessas figuras que, embora cósmicas, nasceram da intimidade disfuncional de uma família.

Dirigido com competência e senso de estrutura por Matt Shakman, o novo Quarteto Fantástico entrega, acima de tudo, funcionalidade. E isso, vindo de um histórico cinematográfico que inclui um desastre de 2015 e uma tentativa esquecível em 2005, já é motivo de celebração. Mas o filme vai além do básico. Ele entrega um frescor emocional inesperado, uma sobriedade elegante e até um toque poético que confere ao longa sua própria identidade dentro do saturado Universo Marvel.

Um drama quase existencial por trás das malhas e poderes

Diferente de outras produções do MCU, que se apoiam demais em piadas ou explosões, Primeiros Passos tem um ritmo que beira o contemplativo em certos trechos. A formação da equipe não é tratada como um grande evento, mas como uma consequência melancólica de decisões tomadas por amor à ciência — e, muitas vezes, por medo de envelhecer no anonimato.

Reed Richards (interpretado com precisão nerd, mas emocionalmente acessível por Pedro Pascal é o centro gravitacional do grupo — o cérebro que sonha alto demais. Sue Storm (vivida por Vanessa Kirby é mais do que a esposa do cientista: ela é um ventre metafórico e literal para o futuro. A comparação que o filme faz entre um buraco negro em expansão e a dilatação uterina durante o parto pode soar absurda no papel, mas em cena, curiosamente, funciona. É o tipo de imagem que nos lembra que super-heróis não são apenas armas — são espelhos de nossas esperanças mais primitivas.

Johnny Storm, por sua vez, é um personagem que o filme trata com certa hesitação. Há tentativas de construí-lo como um jovem gênio com instabilidade mental, numa espécie de cruzamento entre Tocha Humana e John Nash (Uma Mente Brilhante), mas essa proposta nunca deslancha por completo. Seu arco parece colado, como se estivesse em busca de um filme próprio. Ben Grimm, o Coisa, sofre ainda mais: sua tragédia pessoal — um homem transformado num monstro de pedra — merecia mais tempo de tela e mais coragem narrativa. O filme insinua seu sofrimento, mas logo recua, como se temesse deixar a sessão de cinema pesar demais.

O tempo, o vácuo e a luta contra o fim

Se há um inimigo real em Primeiros Passos, ele não usa capa nem armadura. É o tempo. Ou melhor: o vácuo. A inevitabilidade do nada. O filme é obcecado por buracos — negros, emocionais, temporais. E nessa obsessão, encontra uma beleza rara. A narrativa é pontuada por imagens que representam o ciclo da existência: bebês em incubadoras, foguetes em lançamento, anéis de acoplamento, cordões umbilicais rompidos pela ciência, pelo destino, pela ambição. Tudo começa e termina em algum tipo de vazio — e o Quarteto é convocado a preenchê-lo com o que há de mais frágil: a esperança.

Não é uma proposta exatamente divertida. Mas é honesta.

O cansaço do gênero… e o sopro de uma resistência

Há quem diga que o cansaço dos filmes de super-herói é inevitável. E talvez seja. Thunderbolts, lançado recentemente, parecia mais um sinal de exaustão do que de reinvenção. Mas Primeiros Passos desafia esse destino com dignidade. Mesmo dentro de um universo já sobrecarregado, o filme encontra espaço para perguntar: o que deixamos para os nossos filhos? Que legado nasce da destruição? Como proteger uma família que nasceu da exposição ao desconhecido?

Nessa perspectiva, o longa se aproxima mais de Os Incríveis do que dos próprios filmes da Marvel. E faz isso sem vergonha. Ao contrário: homenageia, implicitamente, aquela que continua sendo a melhor narrativa cinematográfica sobre super-famílias até hoje. E essa autoconsciência — essa humildade criativa — é um dos grandes trunfos da produção.

Limitações, sim — mas também uma nova promessa

É verdade que o filme peca em momentos importantes. O segundo ato é acelerado, sem o aprofundamento emocional que o primeiro promete. Há uma certa pressa em resolver conflitos, como se o roteiro ainda estivesse tentando atender a checklists impostos pelo estúdio. A química entre os quatro protagonistas funciona mais pela ideia do que pela execução. E, claro, a ausência de um vilão realmente memorável (o retorno de Victor Von Doom, embora estilizado, é tímido) impede que o clímax atinja sua potência máxima.

Mas talvez isso seja parte do projeto. Primeiros Passos parece menos interessado em criar um épico definitivo e mais em assentar bases sólidas para um futuro — algo que as adaptações anteriores jamais conseguiram.

Um recomeço com alma

Quarteto Fantástico – Primeiros Passos não é perfeito, nem revolucionário. Mas é humano. E, neste ponto da história do gênero, isso já é quase um milagre. Ao optar por um tom mais contemplativo, por metáforas inesperadas e por perguntas incômodas, o filme se aproxima de uma nova linguagem dentro do cinema de super-heróis — uma linguagem que não despreza o espetáculo, mas que coloca o afeto e o significado no centro da cena.

Na Tela de Sucessos desta sexta (01/08), SBT mergulha no suspense com “Do Fundo do Mar 2”

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Na próxima sexta-feira, 1º de agosto, o SBT exibe um dos thrillers aquáticos mais comentados dos últimos anos na sua “Tela de Sucessos”: Do Fundo do Mar 2 (Deep Blue Sea 2), sequência espiritual do cultuado longa lançado em 1999. Com direção de Darin Scott e protagonizado por Danielle Savre e Michael Beach, o filme mergulha em águas perigosas onde a ciência se transforma em ameaça, e a sobrevivência passa a ser a única missão possível.

Com pouco mais de 1h30 de duração, a produção entrega ação, tensão e um alerta que reverbera além da ficção: até onde a humanidade está disposta a ir quando o lucro e o ego se sobrepõem à ética científica?

O retorno ao terror das profundezas

De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o filme começa como uma visita de rotina a uma instalação científica localizada abaixo da superfície do oceano. Lá, conhecemos a Dra. Misty Calhoun (interpretada com intensidade por Danielle Savre), uma especialista em preservação marinha e pesquisadora dedicada ao estudo dos tubarões. Convidada pelo misterioso bilionário Carl Durant (Michael Beach) para atuar como consultora em um projeto sigiloso, Misty é atraída pela promessa de um avanço científico: a ideia de utilizar anticorpos de tubarões como chave para o tratamento de doenças humanas.

Mas rapidamente essa proposta idealista se mostra apenas a superfície de algo muito mais sombrio. O que Misty descobre ao chegar na base submersa é alarmante: Durant está conduzindo experimentos com tubarões-cabeça-chata — espécies notoriamente imprevisíveis e agressivas — geneticamente modificados para se tornarem mais inteligentes, rápidos e mortais.

Aos poucos, o espectador é conduzido por uma espiral de horror tecnológico. A cada cena, fica mais evidente que os limites da ética foram deixados para trás, substituídos por uma obsessão com o poder, o controle e a ideia de dominação por meio da engenharia genética. O que era para ser uma missão científica se transforma em um jogo mortal de sobrevivência.

Carl Durant: o vilão contemporâneo

Interpretado com presença marcante por Michael Beach, Carl Durant é o típico antagonista moderno. Inteligente, carismático e convicto de suas ideias, ele não se vê como um vilão. Ao contrário, acredita estar à frente de seu tempo.

Durant representa uma figura cada vez mais comum na ficção contemporânea: o magnata da tecnologia movido por um narcisismo intelectual, que acredita ter todas as respostas e o direito de brincar de Deus. Seus experimentos com os tubarões modificados não têm limites morais. Para ele, o sofrimento de outras espécies — e até de seres humanos — é apenas um efeito colateral de um bem maior: o progresso.

Michael Beach, veterano de séries e filmes de ação e drama, consegue dar profundidade ao personagem, evitando caricaturas. Seu Durant é complexo, inquietante e, acima de tudo, humano em sua falibilidade, o que o torna ainda mais perigoso.

Danielle Savre e uma heroína realista

Do outro lado dessa equação moral está Misty Calhoun, vivida por Danielle Savre — atriz que já demonstrou versatilidade em séries como Station 19. Sua performance em Do Fundo do Mar 2 é marcada por uma entrega física e emocional que confere credibilidade à personagem.

Misty não é uma heroína com superpoderes. Ela é uma cientista, movida por ética, empatia e racionalidade. Quando se vê encurralada em um ambiente claustrofóbico e hostil, sua força não está em armas ou explosões, mas na inteligência, no conhecimento sobre os animais e na resistência diante do absurdo.

A atriz consegue equilibrar o lado técnico da personagem com a vulnerabilidade necessária para que o público se identifique com ela. Misty é alguém que luta não só pela própria sobrevivência, mas pela preservação da vida marinha — mesmo diante da morte.

O terror subaquático como crítica social

Embora seja um filme de entretenimento, repleto de cenas de ação, tensão e criaturas assassinas, Do Fundo do Mar 2 também convida o público à reflexão.

Assim como outros filmes do subgênero “terror científico”, como Esfera, O Enigma do Horizonte ou o próprio primeiro Do Fundo do Mar, esta continuação expande o debate sobre os limites da ciência e os perigos de ultrapassá-los sem responsabilidade.

A ideia de manipular a genética de tubarões — animais já naturalmente poderosos e imprevisíveis — para potencializar suas habilidades é uma metáfora para o desequilíbrio da relação entre ciência e ética. A mensagem é clara: quando o conhecimento é usado apenas como instrumento de poder, o resultado é o caos.

Ambientação claustrofóbica e cenas impactantes

Grande parte da tensão do longa-metragem vem de sua ambientação. A base subaquática onde se passa a maior parte da trama é opressiva, cheia de corredores estreitos, portas automáticas que podem trancar a qualquer momento e sons constantes de água e metal se comprimindo.

A sensação de confinamento, somada à ameaça invisível dos tubarões espreitando pelas janelas e túneis de acesso, cria um ambiente de paranoia crescente. A qualquer momento, tudo pode ruir — literalmente.

A direção de Darin Scott aposta em planos fechados e câmeras em movimento para transmitir a instabilidade emocional dos personagens e a insegurança do ambiente. As cenas de ataques são bem coreografadas, equilibrando sustos com efeitos especiais relativamente modestos, mas eficientes.

O destaque vai para uma sequência em que os personagens precisam atravessar um corredor parcialmente inundado, sabendo que há algo à espreita. A tensão é real, construída sem pressa, e culmina em um momento de brutalidade surpreendente.

Uma sequência que não tenta superar o original, mas segue outro caminho

Lançado em 1999, o primeiro Do Fundo do Mar conquistou o público com uma mistura inusitada de suspense, ação e cenas memoráveis — como o ataque repentino que levou um dos protagonistas no meio de um discurso inspirador.

A sequência de 2018, no entanto, não tenta emular completamente o estilo do original. Ela caminha por sua própria trilha, mais voltada ao terror psicológico e à crítica tecnológica. Ainda que não tenha o mesmo impacto cultural, Do Fundo do Mar 2 consegue manter o espírito de perigo constante, enquanto atualiza o enredo para dialogar com os medos contemporâneos: inteligência artificial, manipulação genética, ganância corporativa e negligência científica.

Um elenco eficiente e funcional

Além de Savre e Beach, o elenco conta com Rob Mayes como Trent, um dos técnicos de segurança da base; Kim Syster como a corajosa Leslie; e Darron Meyer como Craig, um cientista dividido entre a lealdade à pesquisa e o medo crescente do que está por vir.

Embora os personagens secundários não sejam tão desenvolvidos, cada um cumpre bem seu papel no jogo de tensão da narrativa. As interações entre eles ajudam a construir o senso de urgência e a noção de que qualquer um pode não sair vivo dali.

Tragédia do voo Voepass 2283: Domingo Espetacular de hoje (03/08) traz registros exclusivos e investigações inéditas

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Foto: Reprodução/ Internet

Às 13h22 do dia 9 de agosto de 2024, o céu azul de um bairro tranquilo foi rompido por um som surdo, seco e definitivo. Em segundos, o que era silêncio virou caos. O avião da Voepass Linhas Aéreas, que seguia de Cascavel (PR) para São Paulo, caiu em parafuso sobre o condomínio Recanto Florido, levando consigo 62 vidas — entre elas médicos, professores, crianças, famílias inteiras.

Nesta semana em que a tragédia completa um ano, o Domingo Espetacular, da Record TV, apresenta uma reportagem especial que não se limita a rever o desastre. O programa mergulha fundo nas histórias humanas que ficaram enterradas sob os escombros, nas dúvidas que ainda pairam sobre a causa do acidente e nas dores que seguem vivas, dia após dia, para quem ficou. As informações são da Record TV.

O voo que não voltou

O ATR-72, matrícula PS-VPB, parecia mais uma aeronave rotineira da malha regional brasileira. O embarque, no aeroporto de Cascavel, começou por volta das 11h30. Passageiros com destino a reuniões, consultas médicas, eventos acadêmicos e reencontros familiares tomavam seus lugares. Nada anunciava o desfecho.

Mas 1 hora e 24 minutos depois da decolagem, o avião caiu em queda vertical. Especialistas chamam de “parafuso chato” — uma perda total de controle que faz a aeronave girar sobre si mesma até o impacto.

Testemunhas viram o avião em espiral no céu. Moradores ouviram o som da turbina cessando repentinamente antes do impacto, seguido de uma explosão. O que restou foi uma cratera, destroços carbonizados e uma dor que se espalhou por todo o país.

“Eu vi meu filho embarcar. Nunca pensei que seria a última vez”

No especial, o Domingo Espetacular traz relatos inéditos de familiares que, até hoje, tentam reconstruir suas rotinas em meio à ausência. A professora aposentada Ivone Bernardes, mãe de Gustavo, um dos oncologistas que embarcaram para um congresso em São Paulo, segura uma foto do filho durante a entrevista.

“Ele era meu único filho. O sonho dele era salvar vidas. E a vida dele foi levada por algo que ninguém explica direito até hoje.”

Na sala da casa dela, os quadros continuam nos mesmos lugares. A xícara do café, o porta-retratos, o jaleco no armário. Tudo ali. O tempo não passou. Ele apenas parou.

Imagens que congelam o tempo

O especial também revela vídeos feitos por passageiros minutos antes da decolagem. Um menino de quatro anos ri ao lado da irmã, segurando um ursinho de pelúcia. Um grupo de médicos tira uma selfie. Um casal celebra o aniversário de casamento. Momentos banais, íntimos e preciosos — que hoje se tornaram relíquias.

As imagens inéditas, obtidas com exclusividade pelo programa, são um soco no estômago e uma lembrança cruel de que por trás de estatísticas há sempre histórias, laços, afetos. Gente.

O que aconteceu com a aeronave?

Embora o relatório final do CENIPA ainda não tenha sido publicado, o que se sabe é que a queda foi repentina e catastrófica. Investigações iniciais apontaram para possível acúmulo de gelo nas asas, um problema conhecido na aviação com esse tipo de aeronave — o ATR-72. Mas o que preocupa especialistas é que alertas sobre manutenção precária e procedimentos operacionais inseguros já vinham sendo feitos nos bastidores da empresa.

Um ano depois, e ainda sem respostas

O avião caiu em agosto de 2024. Estamos em agosto de 2025. E o Brasil ainda não conhece o laudo final das causas do acidente. A Força Aérea Brasileira prometeu concluir os trabalhos até o fim do ano, mas para as famílias, o atraso é doloroso.

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados, criada para acompanhar o caso, realizou apenas duas audiências públicas em um ano. Nenhum representante da Voepass prestou depoimento formal. O Ministério Público Federal abriu procedimento investigativo, mas os avanços são lentos.

Enquanto isso, a empresa continua operando voos — inclusive na mesma rota de Cascavel para São Paulo.

Quando e que horas vai passar?

A matéria completa vai ao ar neste domingo, 3 de agosto, às 20h30, na Record TV. A reportagem mergulha na dimensão mais profunda da tragédia: a humana. Porque um acidente não termina quando as sirenes param. Ele continua — nas vidas de quem ficou.

Enfim, esposas | Continuação do romance sáfico histórico de Vanessa Airallis mergulha no amor proibido entre duas mulheres

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Foto: Reprodução/ Internet

Em uma São Paulo que ainda respirava os ares coloniais, marcada por carruagens, vestidos longos, salões iluminados à vela e conversas sussurradas entre leques, um amor improvável floresceu. Entre paredes aristocráticas, convenções religiosas e expectativas que esmagavam o que era diferente, duas mulheres ousaram se olhar de outro jeito. E esse olhar, tão simples e ao mesmo tempo tão revolucionário, mudou tudo.

Foi isso que Vanessa Airallis contou em “Não somos melhores amigas”, o romance sáfico de época que arrebatou centenas de leitoras brasileiras nos últimos anos. Agora, com o lançamento de “Enfim, esposas”, a autora entrega não apenas uma continuação, mas um mergulho ainda mais intenso nos dilemas, escolhas e sentimentos de Alice Bell Air e Isis d’Ávila Almeida, duas personagens que vivem aquilo que, para muitas mulheres da época — e ainda hoje —, parecia inalcançável: um amor possível entre duas mulheres.

Uma carta de amor às que vieram antes

Ao escrever sobre o fim do século XIX, Vanessa não está apenas contando uma história de amor. Ela está escrevendo uma carta. Uma homenagem. Um registro silencioso, mas poderoso, daquilo que tantas mulheres viveram em segredo, muitas vezes sem nomear, sem poder contar, sem poder viver.

“Enfim, esposas” começa com Alice de volta a São Paulo após uma temporada no exterior. Mas ela retorna diferente. O corpo, a mente, o coração — tudo nela mudou desde que se permitiu sentir algo por Isis. Algo que ela mal consegue entender, mas que reconhece como verdadeiro. Como real. Ainda que sua família, extremamente religiosa, a pressione a se casar com um bom pretendente, ela já sabe que nenhum homem poderá provocar nela o que Isis provoca com um simples toque de olhar.

Isis, por sua vez, continua vivendo o drama silencioso de uma mulher presa em um casamento tradicional. Rica, bela e respeitada, ela parece ter tudo o que uma dama da elite paulistana poderia desejar — exceto liberdade para amar. A chegada de Alice reacende nela sentimentos que ela tentou sufocar, mas que nunca morreram de fato.

Um romance sobre escolhas que moldam destinos

O que torna a escrita de Vanessa Airallis tão especial é justamente sua habilidade de transformar o silêncio em palavra, a opressão em poesia, o toque negado em narrativa. Alice e Isis não estão apenas apaixonadas — elas estão lutando contra tudo o que aprenderam a ser. Estão se permitindo desejar num tempo em que o desejo feminino era visto com desconfiança. E mais ainda: estão lutando para viver um amor que não tinha nome, nem espaço, nem modelo. Se “Não somos melhores amigas” foi o nascimento desse amor, “Enfim, esposas” é o confronto com o mundo. O momento em que o que elas sentem precisa ser escolhido — ou abandonado. E nesse embate, Vanessa não oferece soluções fáceis. Suas personagens são humanas, falham, têm medo, se escondem. Mas também são valentes, ternas, leais ao que sentem — mesmo quando o mundo insiste em dizer que estão erradas.

A delicadeza de contar histórias que o tempo tentou apagar

É impossível falar de “Enfim, esposas” sem destacar o cuidado que a autora tem com os detalhes. Desde os trajes e costumes da elite paulista do século XIX até os modos de falar, os rituais sociais e a repressão velada que atravessava o cotidiano das mulheres, tudo é tratado com precisão e lirismo. Mas o que realmente brilha é o sentimento. A maneira como Vanessa escreve o amor. Não um amor idealizado, imune aos conflitos ou aos muros sociais. Mas um amor cheio de camadas, com desejo e ternura, silêncio e culpa, raiva e encantamento. A cada página, a autora parece sussurrar ao ouvido da leitora: “Sim, vocês existiram. Sim, vocês também amaram. Sim, suas histórias importam.” E talvez essa seja a principal força do livro — oferecer um espelho para quem, durante muito tempo, não pôde se ver.

Um passo importante na representatividade lésbica na literatura brasileira

Ainda é raro encontrar romances de época protagonizados por duas mulheres nos catálogos das grandes editoras brasileiras. E mais raro ainda quando essas histórias são ambientadas no Brasil, com nossa cultura, nossos conflitos e nossa história. Com o apoio da Verus Editora, “Enfim, esposas” chega como um gesto importante de representatividade. Não apenas por retratar o amor sáfico com respeito e profundidade, mas por resgatar um passado que foi vivido por muitas — mas contado por poucas. Vanessa constrói com firmeza uma ponte entre o presente e o passado. Seu livro fala com quem vive hoje, mas também com as tantas mulheres que não puderam viver o que sentiam. E isso é, por si só, um gesto político, poético e necessário.

O que esperar da leitura?

Leitoras que se encantaram com o primeiro livro vão encontrar em “Enfim, esposas” uma história ainda mais emocionalmente carregada. É um livro sobre escolhas difíceis, sobre segredos, sobre esperança. E, acima de tudo, sobre o que acontece quando duas mulheres descobrem que não dá mais para fugir do que sentem. A escrita da autora é elegante, envolvente, às vezes sensual, às vezes dolorida. Ela sabe dosar emoção sem cair na dramatização gratuita. E, como poucas autoras brasileiras contemporâneas, consegue construir um romance sáfico que é doce e político ao mesmo tempo.

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