Mario volta com tudo! Universal libera primeiro trailer de “Super Mario Galaxy: O Filme”

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L to R: Mario, Bowser, and Luigi in Nintendo and Illumination’s THE SUPER MARIO GALAXY MOVIE, directed by Aaron Horvath and Michael Jelenic.

A Universal Pictures finalmente deu o que os fãs estavam esperando: o primeiro trailer oficial de Super Mario Galaxy: O Filme saiu, e promete levar o encanador mais famoso do mundo para uma aventura ainda maior e mais divertida. Depois do sucesso do primeiro filme lançado em 2023, que conquistou tanto a crítica quanto o público, a sequência chega com estreia marcada para abril de 2026 nos cinemas brasileiros. E já dá pra sentir no trailer que vai ser uma viagem e tanto!

O longa é mais uma parceria da Illumination com a Nintendo, mantendo a mesma equipe do primeiro filme: Aaron Horvath e Michael Jelenic na direção, Matthew Fogel no roteiro e Brian Tyler na trilha sonora. Ou seja, quem gostou do clima do filme anterior pode esperar mais do mesmo – só que maior, mais colorido e, claro, mais espacial.

Mario e sua turma estão de volta

No trailer, vemos Mario e seus amigos enfrentando novos desafios em galáxias cheias de cores, planetas malucos e cenários que parecem saídos diretamente do jogo Super Mario Galaxy (2007). Mario, dublado por Chris Pratt, continua cheio de energia e carisma, enquanto Anya Taylor-Joy volta como Princesa Peach, mostrando que não está só para ser resgatada.

O irmão atrapalhado Luigi, dublado por Charlie Day, também retorna, trazendo aquela mistura de medo e coragem que os fãs adoram. Já o vilão Bowser, com a voz de Jack Black, promete ser tão ameaçador quanto engraçado, mantendo o humor que marcou o filme de 2023. E não podemos esquecer de Toad (Keegan-Michael Key) e Kamek (Kevin Michael Richardson), que ajudam a dar aquela pitada de diversão e confusão que todo filme do Mario precisa.

Uma aventura nas estrelas

O grande diferencial deste filme é que a história sai do Reino dos Cogumelos e vai parar no espaço. Mario e seus amigos têm que enfrentar um novo vilão e embarcar em uma missão intergaláctica cheia de ação, desafios malucos e, claro, muitas risadas. O trailer mostra planetas flutuantes, gravidade maluca e até power-ups que lembram diretamente o jogo, dando aquela sensação de nostalgia que qualquer fã vai amar.

Além da aventura, o filme promete momentos emocionantes. É aquele tipo de história que fala sobre amizade, coragem e união, mas sem perder o humor que a franquia sempre teve. A Princesa Peach, por exemplo, tem participação ativa e mostra que pode sim liderar e salvar o dia, reforçando uma narrativa mais moderna e inclusiva.

Por que a gente está animado

Se o primeiro filme era divertido, emocionante e cheio de referências, a sequência promete elevar tudo isso a outro nível. A ideia de levar Mario, Luigi, Peach e companhia para o espaço dá liberdade para criar situações malucas, risadas garantidas e momentos emocionantes, tudo enquanto homenageia os jogos clássicos que marcaram gerações.

Para quem é fã da Nintendo, é uma chance de ver os personagens ganhando vida de um jeito que só o cinema consegue proporcionar. Para quem nunca jogou Mario, é a oportunidade perfeita de entrar nesse universo de aventuras, cores e gargalhadas.

A estreia, marcada para abril de 2026, promete ser um dos grandes lançamentos de animação do ano, unindo nostalgia, diversão e inovação em um só filme. E pelo trailer, já dá pra sentir que Mario continua sendo o herói que conquistou o mundo – agora, literalmente, entre as estrelas.

Netflix confirma 2ª temporada de Os Donos do Jogo! Sucesso brasileiro sobre o império do jogo do bicho conquista o mundo

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Foto: Reprodução/ Internet

Nem sempre o crime compensa — mas, no caso de Os Donos do Jogo, compensou (e muito). A série brasileira que mergulha fundo no universo do jogo do bicho e nas engrenagens do poder carioca foi confirmada para a segunda temporada pela Netflix, após um sucesso estrondoso que ultrapassou fronteiras.

Desde a estreia em 29 de outubro, a série não saiu do topo do ranking das produções mais assistidas da Netflix Brasil. E o impacto não parou por aí: o drama também alcançou o Top 1 global de séries de língua não inglesa, somando 5,9 milhões de visualizações em poucos dias. Um feito que coloca a produção entre as mais bem-sucedidas da história recente do streaming brasileiro.

A máfia com sotaque carioca que o mundo aprendeu a amar

Produzida pela Paranoïd, Os Donos do Jogo é um projeto ambicioso e ousado que trouxe o estilo de máfia — antes dominado por produções italianas ou americanas — para o coração do Rio de Janeiro.

A série nasceu da mente criativa de Heitor Dhalia (DNA do Crime, O Cheiro do Ralo), Bernardo Barcellos e Bruno Passeri, com direção dividida entre Dhalia, Rafael Miranda Fejes (Irmandade) e Matias Mariani (Cidade Pássaro).
A proposta era clara: construir uma história de poder, família e corrupção com DNA 100% brasileiro — e o resultado foi uma mistura irresistível de drama, violência e emoção.

Com uma fotografia quente, trilha pulsante e diálogos que soam autênticos, a série é o tipo de ficção que te prende não só pela ação, mas pelas camadas humanas por trás de cada personagem.

O sonho e o preço do poder

No centro da trama está Jefferson Moraes, o Profeta, vivido por André Lamoglia, um jovem do interior que cresce sonhando com o topo — o lugar reservado aos chefões do jogo do bicho. Filho de um bicheiro tradicional (Adriano Garib, de Avenida Brasil e Tropa de Elite 2), Profeta é ambicioso, inteligente e, acima de tudo, impaciente. Ele quer o poder e não está disposto a esperar.

Com a ajuda do irmão Nelinho (Pedro Lamin, de Verdades Secretas), Profeta decide entrar de vez na guerra que divide as famílias do crime. Seu objetivo? Garantir um lugar na mesa da cúpula que comanda o império da contravenção no estado do Rio de Janeiro.

Mas no mundo dos Donos do Jogo, ninguém chega ao topo sem pagar o preço.

As famílias que comandam o submundo

Profeta cruza o caminho das três famílias que dividem o poder: os Guerra, os Fernandez e os Saad. Cada uma representa um tipo de domínio — e todas estão dispostas a qualquer coisa para não perder espaço.

Entre os Guerra, brilha o nome de Victor Guerra, o Búfalo, interpretado pelo cantor e ator Xamã (Justiça 2, Rensga Hits!). Um ex-lutador que trocou o ringue pelas ruas e encontrou no crime sua nova arena. Casado com Susana Guerra (Giullia Buscacio, de Mar do Sertão e Velho Chico), Búfalo tenta garantir seu lugar na sucessão do patriarca Jorge Guerra (Roberto Pirillo, de Malhação), cuja saúde já não inspira confiança.

Mas é Mirna Guerra, vivida por Mel Maia (Vai na Fé, Avenida Brasil), quem rouba a cena. Ambiciosa, inteligente e sem paciência para o machismo dos negócios da família, Mirna sonha em comandar o império — algo “proibido” para uma mulher naquele universo.

O destino, claro, faz questão de provocá-la: é quando Mirna conhece Profeta. Unidos pela mesma fome de poder, eles selam uma aliança — um casamento de fachada que une crime, política e desejo. O que começa como um acordo calculado logo se transforma em uma paixão intensa, perigosa e imprevisível.

O poder por trás dos bastidores

Se o jogo é dominado por homens, Leila Fernandez joga em outra liga. Interpretada com força e elegância por Juliana Paes (Pantanal, A Força do Querer), Leila é a atual “primeira-dama” da contravenção carioca, casada com Galego (Chico Díaz, de Amores Roubados e Carandiru).

Leila é a típica personagem que carrega o peso do poder e o fardo dos segredos. Seu passado, repleto de escolhas difíceis, ressurge quando Profeta entra em cena, bagunçando as alianças e despertando lembranças que ela jurava ter enterrado.

Juliana entrega uma performance magnética — uma mulher que domina os salões da elite e as sombras do crime com a mesma naturalidade, equilibrando o charme e a brutalidade de quem sabe que o poder não perdoa.

O fenômeno global e o que vem pela frente

O sucesso de Os Donos do Jogo ultrapassou qualquer expectativa. A série entrou no Top 10 de mais de 40 países, incluindo Portugal, Argentina, Espanha e França, consolidando a Netflix Brasil como uma produtora capaz de exportar histórias complexas e visualmente impactantes. Com a segunda temporada confirmada, a expectativa é alta.

HBO divulga vídeo de bastidores da 2ª temporada de Duna: A Profecia e mostra os bastidores do nascimento do Bene Gesserit

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de Duna segue se expandindo — e, desta vez, é a televisão que assume o papel de guia nesse novo mergulho pelas areias do tempo. A HBO divulgou um vídeo inédito dos bastidores da segunda temporada de Duna: A Profecia, série que explora as origens da misteriosa irmandade Bene Gesserit. Com imagens e depoimentos sinceros de elenco e equipe, o vídeo revela o cuidado quase artesanal que a produção tem para construir um mundo que pareça, ao mesmo tempo, antigo e futurista. É uma viagem pelos bastidores que mistura fantasia, política e emoção — tudo aquilo que faz o universo de Duna ser uma experiência cinematográfica única, mesmo na TV. Abaixo, confira o vídeo:

Enquanto os filmes dirigidos por Denis Villeneuve exploram o destino épico de Paul Atreides (Timothée Chalamet), Duna: A Profecia retorna milhares de anos no passado, mostrando um tempo em que o nome “Atreides” ainda nem existia. A trama acompanha as irmãs Valya e Tula Harkonnen, interpretadas por Emily Watson e Olivia Williams, duas mulheres que se tornam peças-chave na criação do Bene Gesserit — uma organização secreta que viria a influenciar todo o curso da história humana. O vídeo dos bastidores da 2ª temporada mostra como essas personagens se desenvolvem ainda mais, ganhando camadas emocionais e novos conflitos.

Filmada em locações exuberantes e estúdios gigantes, a segunda temporada promete elevar o padrão visual que já impressionou os fãs no primeiro ano. No vídeo, é possível ver o trabalho minucioso do design de produção e dos figurinos, que combinam luxo e austeridade — uma marca do universo criado por Frank Herbert nos livros originais. Os bastidores também destacam o retorno da diretora Anna Foerster, que comandou episódios da primeira temporada e volta com uma visão ainda mais madura sobre os temas de poder e fé que permeiam a narrativa.

Enquanto a primeira temporada se concentrou em apresentar o contexto político e religioso das irmãs Harkonnen, a 2ª promete mergulhar mais fundo nas consequências de suas escolhas. O vídeo mostra flashes de rituais, conflitos internos e uma tensão crescente entre as líderes da futura irmandade. Há um clima de misticismo no ar — e de transformação. Os cenários mais escuros, a fotografia quase etérea e a trilha sonora imersiva sugerem uma narrativa mais densa, voltada para o questionamento da fé e do poder.

O legado de Duna continua crescendo

Com o sucesso dos filmes (Duna: Parte 1 em 2021 e Duna: Parte 2 em 2024), o público demonstrou que há espaço — e muito interesse — por histórias que combinem ficção científica, política e espiritualidade. Duna: A Profecia surge como uma ponte entre o cinema e a TV, expandindo o universo criado por Frank Herbert com um olhar mais intimista e feminino.

O vídeo dos bastidores da segunda temporada chega exatamente nesse momento em que os fãs estão mais curiosos do que nunca. Afinal, o terceiro filme, Duna: Parte 3, já encerrou as filmagens, e a série deve servir como um elo perfeito para entender o que move esse império que se sustenta em segredos, fé e ambição.

Quando estreia?

Ainda sem data oficial divulgada, a nova temporada de Duna: A Profecia deve chegar ao Max em 2026, após a conclusão da longa pós-produção. Mas, se o vídeo divulgado serve de termômetro, os fãs podem esperar algo grandioso — visualmente impressionante e, ao mesmo tempo, profundamente humano.

Hamlet, novo filme de Chloé Zhao, ganha trailer emocionante e desponta como favorito ao Oscar 2026

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A espera acabou: a Searchlight Pictures divulgou o novo trailer de Hamnet, o aguardado filme de Chloé Zhao, que já desponta como o favorito ao Oscar 2026. O vídeo, repleto de imagens poéticas e uma trilha suave de melancolia, antecipa o tom intimista e devastador da produção — uma história sobre amor, perda e inspiração que promete emocionar o público. Além do trailer, o longa também ganhou um pôster oficial e será exibido neste sábado no Festival do Rio, marcando sua primeira exibição no Brasil. Abaixo, confira o trailer:

Baseado no aclamado romance de Maggie O’Farrell, Hamnet apresenta uma versão ficcional da vida doméstica de William Shakespeare, interpretado por Paul Mescal (Aftersun). Ao lado de Jessie Buckley (A Filha Perdida), que vive sua esposa Agnes Shakespeare, o filme mostra o casal enfrentando uma tragédia quando o filho de 11 anos, Hamnet, morre durante uma das pragas que devastaram a Inglaterra do século XVI. A perda marca profundamente a família e se torna, na visão da diretora, a semente emocional para a criação de Hamlet, uma das obras-primas do dramaturgo.

Uma diretora no auge da maturidade artística

Com Hamnet, Chloé Zhao consolida sua reputação como uma das cineastas mais sensíveis e autorais da atualidade. Após conquistar o Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme por Nomadland (2021), Zhao agora mergulha em uma narrativa histórica e emocionalmente universal. Longe dos desertos norte-americanos, a diretora encontra poesia nos campos úmidos e silenciosos da Inglaterra elisabetana, transformando o luto em matéria-prima para um estudo sobre a criação artística.

A escolha de colocar Agnes como narradora e protagonista é uma das mais poderosas do filme. Ao contrário das inúmeras obras que exploram Shakespeare sob a ótica da genialidade, Zhao e O’Farrell revelam o homem por trás do mito — e a mulher que o inspirou. Hamnet é, acima de tudo, a história de uma mãe que tenta compreender o inaceitável, e o trailer já adianta que Buckley entrega uma de suas atuações mais intensas até hoje.

Elenco de prestígio e atuações aclamadas

Além de Paul Mescal e Jessie Buckley, o filme conta com Emily Watson, que interpreta a sogra de Agnes e traz à trama um contraponto pragmático e terreno ao lirismo da protagonista. Mescal, por sua vez, encarna um Shakespeare vulnerável e introspectivo, mais homem do que lenda.

Críticos que assistiram à prévia internacional têm destacado o poder da química entre Buckley e Mescal, além da delicadeza com que Zhao retrata o cotidiano de uma família do século XVI. As primeiras impressões indicam um filme visualmente deslumbrante e emocionalmente devastador — um dos concorrentes mais fortes às principais categorias do Oscar 2026, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz e Roteiro Adaptado.

Da tragédia à criação

O coração de Hamnet está na forma como a arte nasce da dor. A história conecta a perda do filho Hamnet à gênese de Hamlet, como se o teatro se tornasse um espelho do luto. Em uma das frases mais marcantes do trailer, Agnes diz: “As palavras são tudo o que restará de nós.” É uma síntese perfeita da proposta de Zhao — explorar a criação artística como um ato de sobrevivência emocional.

O filme evita transformar Shakespeare em um mártir ou gênio inalcançável. Em vez disso, o mostra como um homem moldado por seu entorno, suas perdas e sua humanidade. É uma abordagem que aproxima o mito da realidade e reforça o olhar feminino e compassivo que Chloé Zhao imprime a todas as suas obras.

Favorito absoluto ao Oscar 2026

Desde sua exibição inicial no exterior, o longa vem sendo saudado pela crítica como o favorito ao Oscar 2026. A combinação entre direção autoral, atuações impecáveis e profundidade emocional já coloca o longa como forte candidato em diversas categorias. Zhao parece repetir a fórmula que a consagrou em Nomadland, mas com uma densidade ainda maior, explorando o poder transformador da arte diante do sofrimento.

Alien: Earth | Segunda temporada é confirmada com retorno de Noah Hawley e produção marcada para 2026

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo de Alien está longe de descansar em paz. A FX confirmou oficialmente a segunda temporada de Alien: Earth, série que expandiu a icônica franquia de ficção científica e terror para a televisão. A notícia vem acompanhada de um novo acordo milionário entre a Disney, o FX e o criador da série, Noah Hawley, responsável também por Fargo e Legion.

De acordo com informações da Variety, Hawley firmou um contrato de nove dígitos com o estúdio, consolidando sua posição como um dos principais criadores de conteúdo do grupo. A nova temporada de Alien: Earth deve começar a ser filmada em Londres em 2026, uma mudança de cenário em relação à primeira temporada, que teve suas filmagens realizadas na Tailândia. A estreia ainda não tem data confirmada, mas considerando o calendário de produção, é provável que o novo ano chegue em 2027.

O nascimento de uma nova era para a franquia Alien

Alien: Earth marcou um passo ousado e histórico: foi a primeira série de TV da franquia Alien, expandindo o universo criado por Ridley Scott em 1979. Ambientada dois anos antes dos eventos de Alien – O Oitavo Passageiro, a série combina terror cósmico e crítica social em uma trama que mistura biotecnologia, desigualdade e o horror existencial típico da saga.

A história se passa em um futuro próximo, em que a Weyland-Yutani Corporation — a megacorporação onipresente nos filmes da franquia — experimenta uma nova forma de poder e controle biológico sobre o planeta Terra. Mas quando as experiências secretas escapam ao controle, o horror xenomorfo encontra um novo lar: o próprio berço da humanidade.

O elenco da primeira temporada inclui Sydney Chandler (Don’t Worry Darling) como a protagonista Wendy, Alex Lawther (The End of the F*ing World), Essie Davis (The Babadook), Samuel Blenkin, Babou Ceesay, Adarsh Gourav e Timothy Olyphant (Justified), em papéis que transitam entre cientistas, agentes corporativos e sobreviventes improváveis.

Entre o terror e a filosofia: o toque de Noah Hawley

Conhecido por transformar universos consagrados em obras autorais e introspectivas, Noah Hawley trouxe para Alien: Earth uma abordagem mais psicológica e filosófica do horror. O showrunner reimaginou o universo da franquia sob um olhar mais humano — e, paradoxalmente, mais aterrorizante.

Enquanto Ridley Scott — que atua como produtor executivo — sempre enfatizou o terror físico e a estética biomecânica criada por H.R. Giger, Hawley preferiu mergulhar em dilemas morais e existenciais: o que significa ser humano em um mundo dominado por máquinas, corporações e mutações genéticas? O resultado é uma série que dialoga tanto com Blade Runner quanto com o Alien original, fundindo a tensão claustrofóbica com questionamentos sobre identidade e evolução.

Uma produção marcada por obstáculos e persistência

O caminho até o lançamento de Alien: Earth não foi fácil. O projeto começou a ser desenvolvido em 2019, quando Ridley Scott firmou parceria com o FX on Hulu para levar o universo Alien à TV. A pré-produção só foi oficializada em abril de 2023, e Sydney Chandler foi confirmada como protagonista no mês seguinte.

Mas o destino parecia conspirar contra os planos da Weyland-Yutani. A pandemia de COVID-19 atrasou a preparação, e quando tudo parecia finalmente pronto, a greve da SAG-AFTRA em 2023 interrompeu as filmagens em agosto. A equipe só pôde retornar aos estúdios em abril de 2024, concluindo a produção em julho do mesmo ano.

O esforço valeu a pena. Alien: Earth estreou com aclamação crítica e alta audiência no FX e FX on Hulu, além de ser disponibilizada no Disney+ internacionalmente em 12 de agosto de 2025. A série foi elogiada por resgatar o terror atmosférico dos filmes originais, ao mesmo tempo em que apresentou uma nova mitologia e um elenco diversificado.

Expectativas para a segunda temporada

Ainda não há detalhes sobre o enredo da nova temporada, mas fontes próximas à produção indicam que Hawley continuará explorando o conflito entre criação e destruição, ampliando o alcance da ameaça xenomorfa. A ambientação em Londres também levanta suspeitas de que o segundo ano poderá apresentar novos centros corporativos da Weyland-Yutani e até um elo mais direto com o filme de 1979.

Rumores apontam ainda para o retorno de parte do elenco principal, com Sydney Chandler e Timothy Olyphant praticamente garantidos. O foco deve se expandir para mostrar o impacto global das experiências genéticas, transformando o planeta Terra em um laboratório de horrores em escala mundial.

Crítica – Truque de Mestre: O 3º Ato é um espetáculo de ilusão que não tenta reinventar a mágica, apenas nos diverte com ela

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Foto: Reprodução/ Internet

Os Cavaleiros voltaram — ou quase. Uma década após o primeiro Truque de Mestre conquistar o público com seu equilíbrio entre charme, truques impossíveis e tramas cheias de reviravoltas, a franquia retorna com uma energia renovada, mas consciente de que o verdadeiro segredo nunca foi a complexidade dos truques, e sim o prazer de vê-los acontecer. Truque de Mestre: O 3º Ato aposta em nostalgia e frescor, colocando as antigas e novas gerações de mágicos frente a frente — e o resultado é um espetáculo despretensioso, mas irresistivelmente divertido.

Nesta nova aventura, o mundo dos ilusionistas entra na era digital. O lendário grupo original — liderado por Atlas (Jesse Eisenberg) — é surpreendido ao ver uma nova geração de golpistas tomando seu lugar nas redes sociais. Charlie (Justice Smith), Bosco (Dominic Sessa) e June (Ariana Greenblatt) se autoproclamam os novos Cavaleiros e reproduzem os truques do passado com tanto carisma que o público mal nota a diferença. Essa releitura cheia de filtros e likes desperta o espírito competitivo do grupo original, forçando uma reunião inesperada e repleta de feridas antigas.

O grande antagonista da vez é Veronika Vanderberg (Rosamund Pike), herdeira de uma dinastia de diamantes e especialista em transformar lavagem de dinheiro em arte. Seu plano envolve um diamante em forma de coração, um símbolo de poder, cobiça e vaidade — um MacGuffin tão vistoso que parece saído de um heist clássico dos anos 2000. Naturalmente, os Cavaleiros decidem roubá-lo — não apenas pelo valor, mas pelo prazer de provar que ainda dominam o jogo.

Sob a direção de Ruben Fleischer, conhecido por Venom e Zumbilândia, o filme assume de vez seu caráter de espetáculo. Fleischer filma com ritmo ágil, cortes precisos e um senso de humor que transforma até os absurdos mais improváveis em momentos de pura diversão. A narrativa é construída como um número de mágica: o que importa não é entender o truque, mas se deixar enganar por ele. Quando as reviravoltas surgem, é quase impossível não sorrir — mesmo quando o roteiro desafia qualquer noção de lógica.

O elenco veterano retorna com energia familiar. Jesse Eisenberg continua impecável como Atlas, mesclando arrogância e genialidade com naturalidade irritante. Woody Harrelson rouba cenas com seu sarcasmo e olhar de “já vi de tudo”, equilibrando o tom cômico e cínico que a franquia sempre cultivou. O restante da equipe segue a fórmula: carisma acima de profundidade. É um time que brilha mais quando está junto do que quando tenta brilhar sozinho.

Já os novos integrantes, liderados por Justice Smith, representam o contraste entre gerações. São influenciadores digitais transformados em mágicos, com truques moldados pela estética das redes — rápidos, superficiais e impressionantes. Essa atualização traz fôlego à narrativa, mas também reforça o subtexto irônico do filme: na era dos filtros e das deepfakes, a verdadeira mágica é fazer alguém acreditar em algo real.

O roteiro, por sua vez, não busca surpreender com originalidade. A estrutura segue o padrão da franquia — um golpe dentro de um golpe, revelações que mudam tudo no último ato, e aquele toque de “ah, era isso o tempo todo”. Mas o que poderia soar repetitivo ganha graça pelo ritmo e pela autopercepção. Truque de Mestre: O 3º Ato sabe rir de si mesmo, e isso o torna mais leve, mais honesto e até mais coerente do que muitos blockbusters que se levam a sério demais.

Visualmente, o longa é um deleite. As cenas de ilusionismo são coreografadas como balés visuais, com truques que misturam tecnologia, edição e efeitos práticos de forma fluida. Fleischer entende que o público não quer realismo, quer deslumbramento — e entrega isso com sobras. Mesmo os momentos mais inverossímeis têm estilo o bastante para justificar sua existência.

No campo temático, o filme toca brevemente em discussões sobre autenticidade, legado e relevância — questões que poderiam render um drama mais denso, mas que aqui aparecem apenas como pano de fundo para a diversão. O recado é simples: em um mundo saturado de ilusões digitais, a magia ainda pode ser uma arte genuína.

O primeiro Truque de Mestre (2013) foi um sucesso inesperado justamente por entender essa simplicidade. Entre críticas mornas e elogios ao ritmo, conquistou o público por ser puro entretenimento — um show de escapismo, brilho e ilusão. A sequência tentou expandir o universo, mas perdeu parte do encanto. Agora, o terceiro capítulo encontra o meio-termo perfeito: nem tão sério quanto o segundo, nem tão inocente quanto o primeiro. Apenas divertido, charmoso e consciente de suas próprias limitações.

Em tempos em que franquias buscam justificar cada sequência com drama e peso excessivo, o terceiro filme faz o oposto: assume que seu papel é entreter. E faz isso com a mesma confiança de um mágico que já conhece as reações da plateia. O truque pode ser o mesmo, mas a execução continua impecável.

Sabrina Carpenter vai estrelar um musical de Alice no País das Maravilhas pela Universal — uma nova viagem por um dos mundos mais icônicos da literatura

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O universo de Alice no País das Maravilhas está prestes a ganhar uma nova roupagem — e, dessa vez, com muito ritmo e brilho pop. Foi revelado nesta terça-feira (11) que a cantora e atriz Sabrina Carpenter vai estrelar uma nova adaptação cinematográfica da clássica história de Lewis Carroll. O longa, que será produzido pela Universal Pictures, promete ser um musical, misturando fantasia, imaginação e as batidas modernas que se tornaram marca registrada de Carpenter. As informações são do Omelete.

A direção e o roteiro ficam nas mãos de Lorene Scafaria, cineasta conhecida por seu olhar sensível e autoral em filmes como Hustlers: O Golpe Perfeito e Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo. Além de protagonista, Sabrina também assina como produtora, reforçando sua nova fase de ascensão criativa em Hollywood. Fontes próximas à produção revelaram que a Universal se aproximou da cantora em 2024, quando o projeto ainda era apenas uma ideia. À medida que o conceito foi evoluindo, Scafaria assumiu a direção e o roteiro, consolidando a visão de um filme que promete equilibrar o espírito original de Alice com o frescor de uma nova geração.

Sabrina Carpenter: da música para o País das Maravilhas

A escolha de Sabrina Carpenter não poderia ser mais simbólica. A artista vive um dos momentos mais importantes de sua carreira: após o sucesso estrondoso de hits como Espresso e Feather, ela se tornou um fenômeno global do pop. Além do sucesso musical, Sabrina já mostrou talento nas telas — participou de produções como Work It: Quase Pronta e da série Girl Meets World — e vem sendo cada vez mais reconhecida por sua presença magnética e autenticidade.

Agora, ao assumir o papel de Alice, Carpenter ganha a chance de unir suas duas paixões: atuação e música. E tudo indica que o resultado será uma experiência visual e sonora única, com coreografias exuberantes, figurinos surreais e canções originais que devem capturar a essência de um dos universos mais amados da literatura.

Em tempos em que Hollywood revisita constantemente os clássicos, a promessa de uma Alice moderna, cantada e dançada, soa como um convite irresistível para o público jovem e nostálgico ao mesmo tempo.

Um clássico que nunca envelhece

Publicado originalmente em 4 de julho de 1865, As Aventuras de Alice no País das Maravilhas é uma das obras mais emblemáticas da literatura mundial. Escrito por Charles Lutwidge Dodgson — sob o pseudônimo de Lewis Carroll —, o livro ultrapassou séculos e fronteiras ao misturar humor, lógica absurda e metáforas que encantam tanto crianças quanto adultos.

A história acompanha Alice, uma menina curiosa que, ao seguir um coelho apressado, cai em uma toca e é transportada para um mundo completamente fora das regras. Lá, encontra personagens icônicos como o Chapeleiro Maluco, o Gato de Cheshire, a Rainha de Copas e a Lagunha Dorminhoca. Cada um representa uma peça do quebra-cabeça filosófico que Carroll construiu — um retrato cômico e caótico da própria sociedade vitoriana.

O livro é, na verdade, duas histórias em uma só: um conto de fantasia para crianças e uma crítica sutil (e brilhante) para adultos. A narrativa é repleta de enigmas, trocadilhos e paródias, brincando com a lógica e com as convenções literárias da época. E talvez seja exatamente por isso que Alice nunca perdeu relevância — porque fala de confusão, curiosidade e identidade, temas que permanecem universais.

De um passeio de barco ao mito literário

O nascimento de Alice no País das Maravilhas é quase tão encantador quanto sua história. Em 4 de julho de 1862, Dodgson — então um tímido professor de matemática de Oxford — saiu para um passeio de barco pelo rio Tâmisa na companhia de um amigo e das três irmãs Liddell: Lorina, Edith e Alice Liddell, a menina que inspiraria o nome da protagonista.

Durante o trajeto, para entreter as crianças, ele começou a contar uma história improvisada sobre uma garota que caía em uma toca de coelho e vivia aventuras em um mundo bizarro. Alice ficou tão encantada que pediu que ele escrevesse tudo. Assim nasceu Alice’s Adventures Under Ground, o manuscrito original que, anos depois, seria expandido e publicado como Alice’s Adventures in Wonderland.

O livro, ilustrado por John Tenniel, foi lançado em 1865 — e, mesmo após uma primeira edição retirada das prateleiras por problemas de impressão, tornou-se um sucesso absoluto. A rainha Vitória leu. Oscar Wilde adorou. E, mais de 150 anos depois, a obra segue sendo adaptada, reinterpretada e reinventada nos mais variados formatos.

Duna: Parte 3 encerra filmagens e promete um final épico para a trilogia de Denis Villeneuve — com Timothée Chalamet, Zendaya e Robert Pattinson no elenco

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Os ventos de Arrakis voltaram a soprar — e dessa vez é pra se despedir. Foi anunciado nesta terça-feira (11) que Duna: Parte 3 terminou oficialmente suas filmagens. O último capítulo da trilogia de Denis Villeneuve chega aos cinemas no dia 18 de dezembro de 2026, marcando o fim de uma das sagas mais grandiosas e visualmente deslumbrantes da ficção científica moderna. Agora, o longa entra em 13 longos meses de pós-produção — tempo suficiente para lapidar cada grão de areia e cada nota da trilha sonora de Hans Zimmer. As informações são do Omelete.

Villeneuve (de A Chegada, Blade Runner 2049 e Sicario: Terra de Ninguém), que também coescreve o roteiro ao lado de Jon Spaihts (Doutor Estranho, Prometheus), promete fechar a história de Paul Atreides de um jeito emocional, político e, acima de tudo, humano. O filme é baseado em O Messias de Duna, livro de Frank Herbert publicado em 1969, e dá continuidade direta aos acontecimentos intensos de Duna: Parte Dois (2024).

E sim, o elenco é daqueles de fazer qualquer fã de cinema suspirar: Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome, Wonka), Zendaya (Euphoria, Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa), Rebecca Ferguson (Missão: Impossível – Efeito Fallout, O Iluminado: Doutor Sono), Florence Pugh (Midsommar, Viúva Negra), Anya Taylor-Joy (O Gambito da Rainha, Furiosa: Uma Saga Mad Max), Jason Momoa (Aquaman, Game of Thrones), Josh Brolin (Vingadores: Guerra Infinita, Sicario: Terra de Ninguém) e, para completar o time, Robert Pattinson (The Batman, O Farol), que chega trazendo mistério e carisma para esse universo de poeira, poder e profecias.

A despedida de um sonho de areia

Desde que Duna (2021) estreou, ficou claro que Villeneuve não estava apenas fazendo mais um blockbuster de ficção científica. Ele estava construindo um sonho — árido, lento, contemplativo — e o público mergulhou junto. A primeira parte foi o início de uma lenda; a segunda, o despertar do messias. Agora, Duna: Parte 3 vem para mostrar as consequências de tudo isso: o peso do poder, o preço da fé e o perigo de transformar heróis em deuses.

Villeneuve já disse em entrevistas que este será o capítulo mais “espiritual e trágico” da trilogia. E faz sentido: O Messias de Duna é um livro mais denso, mais silencioso e cheio de dilemas internos. Paul Atreides, que começou como um jovem príncipe tentando sobreviver à traição, agora é o líder supremo de um império galáctico — e talvez o próprio profeta que ele tanto temia se tornar.

O elenco dos sonhos (e das dunas)

O time que Villeneuve reuniu é simplesmente impecável. Timothée Chalamet retorna no auge, mostrando um Paul mais maduro, complexo e cheio de cicatrizes — tanto físicas quanto emocionais. Zendaya, que roubou a cena na Parte Dois, agora deve ter papel central, não só como parceira de Paul, mas como peça-chave do destino político e emocional da história.

Rebecca Ferguson, como a poderosa Lady Jessica, continua sendo uma das figuras mais fascinantes desse universo — uma mãe dividida entre a fé e o amor. Florence Pugh, que chegou em Parte Dois como a princesa Irulan, promete mais destaque, com suas intrigas políticas e olhares cheios de segredos.

E há Anya Taylor-Joy, que entra na trama como Alia Atreides, a irmã de Paul. Para quem leu os livros, sabe que essa personagem é… peculiar, para dizer o mínimo. Alia é uma criança nascida com memórias ancestrais — algo entre uma bênção e uma maldição. A expectativa para ver Anya nesse papel é altíssima.

Ah, e não dá pra esquecer da cereja do bolo: Robert Pattinson. Ainda não se sabe oficialmente quem ele interpreta, mas o ator — conhecido por alternar entre papéis intensos e carismáticos — deve trazer uma nova energia para o universo de Duna. Villeneuve é fã declarado de Pattinson, então dá pra esperar algo especial.

O longo caminho até dezembro de 2026

Agora começa a parte mais longa — e mais tensa — para os fãs: a espera. Com as filmagens concluídas em novembro de 2025, Duna: Parte 3 entra em um extenso processo de pós-produção. Villeneuve é conhecido por sua paciência e perfeccionismo, então ninguém espera menos do que algo tecnicamente impecável.

Durante esse tempo, ele e Zimmer devem trabalhar lado a lado, ajustando cada som, cada cena e cada corte para que tudo soe como um único batimento — o coração do deserto pulsando pela última vez.

E quando dezembro de 2026 finalmente chegar, o público poderá testemunhar o fim de uma das sagas mais marcantes da história recente do cinema. Duna: Parte 3 promete ser mais do que um filme — será uma despedida, um ritual.

O adeus a Arrakis

Há algo quase poético em pensar que a história que começou com um jovem tentando sobreviver à traição termina com ele enfrentando o próprio destino. Duna sempre foi sobre poder, fé e desilusão — mas, acima de tudo, sobre humanidade.

Villeneuve não adaptou apenas um livro de ficção científica. Ele construiu uma meditação sobre o que significa ser humano num mundo governado por profecias, política e desespero. E talvez seja isso que torne o adeus a Duna tão doloroso — porque, de algum jeito, todos nós encontramos um pouco de nós mesmos nas areias de Arrakis.

Crítica – Amor Vingado é um drama provocante que expõe as contradições entre orgulho, poder e amor

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Existem séries que começam com raiva e terminam com ternura — e Amor Vingado é exatamente uma dessas. Adaptado do web novel de Chai Ji Dan, o drama chinês parte de uma premissa aparentemente simples — um homem traído que decide se vingar — mas rapidamente revela camadas de ironia, culpa e contradição emocional que transformam o enredo em algo muito mais humano. É uma história sobre o que acontece quando a vingança deixa de ser um plano e se torna um espelho — um reflexo do que o protagonista mais teme em si mesmo.

Wu Suo Wei (Zi Yu) é o tipo de personagem que nasce do ressentimento. Criado em uma família humilde, ele é o homem que a sociedade não espera ver vencer — e quando sua namorada rica o abandona e o humilha, o golpe atinge mais do que o coração: fere o orgulho, a masculinidade e a sensação de pertencimento. Suo Wei, então, decide mudar de vida, abrir seu próprio negócio e provar que pode alcançar o topo sem ajuda de ninguém.

Até aí, tudo parece um drama sobre superação. Mas a série não demora a mostrar que Suo Wei quer algo mais do que sucesso — ele quer revanche. E quando descobre que sua ex agora está com Chi Cheng (Tian Xu Ning), um herdeiro arrogante e mimado, a raiva se transforma em estratégia: ele vai seduzir o novo namorado dela e fazê-lo pagar com o coração.

A vingança como armadilha emocional

O plano de Suo Wei começa como um jogo: ele observa, calcula e manipula. E, por um tempo, o público quase torce por ele — há um certo prazer em ver o rapaz simples virar o jogo contra o mundo dos ricos. Mas a série tem uma carta na manga: ela transforma o manipulador em prisioneiro do próprio plano.

Conforme o relacionamento entre os dois se intensifica, Suo Wei descobre que não se pode brincar com o coração sem se ferir também. A suposta sedução vira um labirinto de sentimentos reais, e o público sente junto com ele o desconforto de perceber que o amor pode nascer do engano.

É aqui que o roteiro se destaca: ele não idealiza o romance, nem tenta limpá-lo. Ao contrário, a série se alimenta da ambiguidade — da culpa, do desejo, do medo de admitir que algo genuíno está florescendo no terreno da mentira.

Chi Cheng: o herdeiro que surpreende

Se Suo Wei é o cérebro do jogo, Chi Cheng é o seu ponto cego. O herdeiro, interpretado por Tian Xu Ning, começa como um clichê ambulante: bonito, arrogante, superficial. Mas a série o trata com empatia, mostrando que sua arrogância é, na verdade, uma forma de defesa.

O que poderia ser apenas uma caricatura de “rico mimado” se transforma em um personagem complexo — alguém que aprendeu a se proteger do mundo com cinismo, mas que, ao conhecer Suo Wei, começa a desmontar as próprias armaduras. A química entre os dois é intensa, mas nunca gratuita: há afeto, tensão, provocação e uma vulnerabilidade palpável que atravessa o olhar dos dois atores.

Entre o amor e o ego

O que faz Amor Vingado se destacar entre tantos dramas românticos é o fato de que ele não tem medo de ser desconfortável. A série fala sobre amor, sim — mas também fala sobre ego, poder e identidade. O romance entre Suo Wei e Chi Cheng não é construído para agradar; é um campo de batalha emocional onde cada um tenta dominar o outro, e acaba se perdendo no processo.

O público é convidado a assistir à desconstrução dos dois: o homem que queria se vingar descobre o amor; o herdeiro que se achava intocável aprende a ser vulnerável. Nenhum dos dois sai ileso — e é exatamente isso que torna a série tão humana.

Um romance que questiona mais do que responde

Amor Vingado é, no fundo, uma história sobre autodescoberta em meio ao caos emocional. A série se recusa a dar respostas fáceis. Ela não romantiza a vingança, nem idealiza o amor; mostra que ambos podem coexistir, se confundir e até se destruir.

E esse talvez seja o maior mérito da produção: ela trata o amor entre dois homens com naturalidade, sem rótulos, sem discurso — apenas como algo que acontece, mesmo quando não deveria. Em um cenário audiovisual ainda conservador, isso já é revolucionário por si só.

Crítica – Cães de Caça é um retrato brutal da desigualdade e da corrupção coreana

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A Coreia do Sul vem se consolidando como uma potência audiovisual que vai muito além dos doramas românticos. Nos últimos anos, o país tem explorado, com maestria, os bastidores sombrios de sua própria sociedade — e Cães de Caça é um exemplo contundente dessa virada. Lançada pela Netflix, a primeira temporada da série é um soco no estômago: visceral, estilosa e crítica, ela mistura ação, drama social e comentários políticos, sem perder o ritmo ou a humanidade de seus personagens.

Entre o ringue e a rua: a luta pela sobrevivência

A trama se passa em plena pandemia de COVID-19 — um contexto que, mais do que pano de fundo, serve como metáfora da asfixia econômica e moral que paira sobre a sociedade. Kim Geon-woo (vivido com intensidade por Woo Do-hwan) é um jovem boxeador talentoso e honesto, que vê sua vida desabar quando sua mãe, dona de uma pequena mercearia, se endivida até o pescoço. O sonho de ser atleta profissional se transforma em um pesadelo de cobranças, humilhações e ameaças.

Ao lado do amigo Hong Woo-jin (interpretado por Lee Sang-yi, em um papel de lealdade comovente), Geon-woo acaba ingressando no universo dos empréstimos privados — uma indústria clandestina e brutal, onde cada dívida é uma sentença. Sob a tutela do lendário Sr. Choi (um excelente Heo Joon-ho), os dois aprendem que nem todos os agiotas são monstros — mas todos, em algum nível, estão presos a um sistema podre.

Choi, que outrora dominou o submundo financeiro, ressurge com uma nova proposta: emprestar dinheiro sem juros aos mais necessitados, tentando equilibrar a balança da injustiça. É um ideal nobre, mas ingênuo — e logo o grupo entra em rota de colisão com Kim Myeong-gil (vivido com frieza e carisma por Park Sung-woong), CEO da Smile Capital e símbolo máximo da ganância que consome os vulneráveis.

Corrupção como estrutura, não exceção

A série não economiza nas críticas à corrupção política e econômica que permeia a Coreia do Sul — e, por extensão, qualquer país moderno onde a desigualdade é normalizada. Desde o primeiro episódio, a série escancara o vínculo entre os agiotas e os bastidores do poder, revelando como empresários, políticos e forças policiais se entrelaçam em um mesmo jogo de interesses.

Em vez de transformar o crime em espetáculo, o roteiro faz o oposto: revela como ele se infiltra no cotidiano. As ruas, as academias, as pequenas lojas de bairro e os escritórios luxuosos se tornam arenas de guerra, onde os “caçadores” e os “caçados” trocam de papéis a todo instante.

A violência é seca, física, quase artesanal. Em um país com uma das legislações mais rigorosas do mundo contra armas de fogo, as cenas de luta ganham uma autenticidade visceral. Punhos, facas e canivetes substituem pistolas e explosões, e o resultado é uma brutalidade quase tátil — dolorosa de assistir, mas impossível de ignorar.

O corpo como campo de batalha

O corpo em Cães de Caça é tanto arma quanto símbolo. Kim Geon-woo carrega no rosto uma cicatriz profunda — resultado de um confronto que o marca física e emocionalmente. Essa ferida é mais que um traço estético: é o retrato da violência que o sistema imprime em quem ousa resistir.

A série é repleta de coreografias de luta impressionantes, com direção de ação digna dos melhores thrillers asiáticos. Nada é gratuito. Cada soco é uma escolha moral, cada queda um lembrete de que sobreviver, ali, é um ato de resistência. A ausência de armas de fogo amplifica o realismo e confere um senso de urgência que poucas produções ocidentais conseguem reproduzir.

Entre o drama humano e o noir urbano

Apesar da brutalidade, a trama é, acima de tudo, uma história sobre compaixão. O vínculo entre Geon-woo, Woo-jin e o Sr. Choi é o coração da narrativa. São personagens que tentam, de alguma forma, manter um resquício de ética em um mundo onde tudo tem preço. Há uma sensibilidade latente nos pequenos gestos — como o cuidado do protagonista com sua mãe, ou a solidariedade entre boxeadores em meio ao caos.

Visualmente, a série aposta em uma estética fria e contrastante. As ruas de Seul são filmadas com tons metálicos, enquanto os interiores — academias, lojas, apartamentos modestos — ganham uma luz mais quente e humana. Essa dicotomia reforça o embate central da trama: o sistema desumaniza, mas as relações ainda podem redimir.

Pandemia e desigualdade: um retrato de época

Ambientar a história durante a pandemia não é um acaso. A série transforma esse período recente em espelho social: enquanto muitos tentavam sobreviver ao vírus, outros enfrentavam uma crise econômica devastadora. Cães de Caça mostra como a desigualdade não é apenas estatística, mas uma questão de vida ou morte.

O vírus, nesse contexto, é apenas uma face de uma infecção muito mais antiga — a do dinheiro fácil, da exploração e da ausência de empatia. A mensagem é clara: a pandemia não criou a desigualdade, apenas escancarou o que já existia.

Elenco e atuações: um equilíbrio entre força e fragilidade

Woo Do-hwan entrega uma das atuações mais intensas de sua carreira, alternando vulnerabilidade e fúria com naturalidade impressionante. Seu Geon-woo é o herói relutante por excelência — alguém que apanha, sangra e ainda assim insiste em acreditar na bondade.

Lee Sang-yi funciona como o contraponto perfeito: mais racional, mas igualmente marcado pela lealdade. Já Park Sung-woong rouba todas as cenas em que aparece — seu vilão é tão elegante quanto aterrorizante. E Heo Joon-ho, veterano absoluto, oferece uma performance contida e magnética, transformando o Sr. Choi em uma figura quase mítica.

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