A Netflix apresentou nesta terça-feira, 30 de setembro, o primeiro trailer de sua nova comédia romântica, De Férias Com Você, adaptação do aclamado livro da autora norte-americana Emily Henry. A produção promete envolver o público com uma mistura de humor, romance e uma boa dose de nostalgia, explorando amizade, amor e descobertas inesperadas. Abaixo, confira o vídeo:
O trailer já revela os elementos centrais da narrativa: viagens de verão, encontros inesperados, conversas sinceras e momentos de humor espontâneo. A química entre os protagonistas é evidente, assim como o conflito emocional que surge ao perceberem que poderiam ser algo mais do que amigos.
O filme acompanha a história de Poppy (Emily Bader) e Alex (Tom Blyth), dois melhores amigos com personalidades completamente diferentes, mas ligados por uma conexão que já dura mais de uma década. Poppy é divertida, espontânea e muitas vezes impulsiva, enquanto Alex é metódico, racional e reservado. Todos os verões, os dois aproveitavam para viajar juntos, fortalecendo a amizade que nasceu na adolescência.
A trama muda de ritmo quando, depois de alguns anos sem se ver, Poppy e Alex se reencontram em uma aventura que vai testar não apenas a amizade, mas também os sentimentos que ambos tentaram ignorar. É nesse reencontro que a história ganha profundidade: os protagonistas precisam lidar com vulnerabilidades, expectativas não ditas e a possibilidade de transformar uma relação de amizade em algo mais intenso.
O roteiro da adaptação é assinado por Yulin Kuang, conhecida por trabalhos como O Meu Amigo Dude, enquanto a direção fica por conta de Brett Haley, diretor de Fale-me de Um Dia Perfeito. Segundo Haley, a adaptação buscou capturar o espírito do livro, equilibrando momentos cômicos e emocionais. “Nosso objetivo foi criar uma narrativa fiel ao livro, mas que também explorasse a química natural entre os personagens e a sensação nostálgica dos verões. Queríamos que o público sentisse que está revivendo essas férias junto com Poppy e Alex”, afirmou o diretor.
Além de Bader e Blyth, o elenco conta com nomes como Sarah Catherine Hook (Pretty Little Liars: Original Sin), Jameela Jamil (The Good Place), Lucien Laviscount (Emily in Paris), Lukas Gage (Euphoria), Miles Heizer (13 Reasons Why), Alan Ruck (Succession) e Molly Shannon (Saturday Night Live). A escolha dos atores principais chamou atenção pelo cuidado em selecionar talentos capazes de transmitir tanto a amizade genuína quanto a tensão romântica que permeia a história. Emily Bader, conhecida por papéis dramáticos e cômicos (Everything I Know About Love), se encaixa perfeitamente como Poppy, enquanto Tom Blyth, conhecido por sua atuação em dramas intensos (The Gilded Age), traz a sensibilidade necessária para interpretar Alex.
Mais do que uma simples comédia romântica, De Férias Com Você aborda temas universais como amizade, amor, amadurecimento e a coragem de se arriscar em relações que podem mudar a vida. O filme também reflete sobre o tempo e suas transformações, mostrando como reencontros podem reacender memórias e abrir caminhos para novas decisões afetivas.
Com estreia marcada para o dia 9 de janeiro de 2026, exclusivamente na Netflix, o filme chega com potencial para se tornar um dos destaques do início do ano. A produção reforça a tendência do streaming em adaptar best-sellers para o audiovisual, atraindo tanto fãs da obra original quanto o público que aprecia histórias românticas inteligentes, divertidas e emocionantes.
A Netflix prepara uma das estreias mais aguardadas de 2025 com Last Samurai Standing, adaptação em live-action do aclamado anime e do romance homônimo de Shogo Imamura, ilustrado por Katsumi Tatsuzawa. Com estreia global marcada para 13 de novembro, a série já ganhou um trailer eletrizante, prometendo sequências de ação intensas, drama emocional e sutis críticas sociais ambientadas no turbulento período Meiji, no final do século XIX. A expectativa é alta, e não é à toa: a produção combina uma narrativa envolvente com visuais impactantes e um elenco de peso. Abaixo, confira o vídeo divulgado pela plaforma de streaming:
A trama gira em torno de 292 guerreiros reunidos no Templo Tenryūji, em Kyoto, após o pôr do sol, todos em busca de um prêmio monumental de ¥100 bilhões. O que parecia ser apenas um torneio de habilidades rapidamente se transforma em uma corrida mortal: cada competidor deve arrancar a etiqueta de madeira dos rivais e seguir até Tóquio para conquistar a recompensa. No centro dessa competição letal está Shujiro Saga, interpretado por Junichi Okada, um samurai movido por uma missão pessoal — salvar sua esposa e filho doentes. Essa combinação de drama familiar e ação extrema dá à série uma tensão imediata, onde cada confronto é carregado não só de risco físico, mas de emoção intensa.
O elenco é outro ponto forte da produção. Junichi Okada, além de protagonista, assina a produção e coreografia das cenas de ação, garantindo autenticidade e intensidade a cada duelo. Ao lado dele, Yumia Fujisaki vive Futaba Katsuki e Kaya Kiyohara interpreta Iroha Kinugasa, personagens que acrescentam camadas de emoção à narrativa. Nomes consagrados como Masahiro Higashide, Shota Sometani e Taichi Saotome completam o elenco, reforçando a imersão histórica e o peso dramático das competições. Cada guerreiro da série tem motivações próprias, criando uma dinâmica complexa de rivalidade, estratégia e dilemas éticos, elevando a história muito além das simples exibições de combate.
A produção, de fato, é monumental. Com quase 300 atores envolvidos, figurinos detalhados e cenários meticulosamente recriados, Last Samurai Standing exigiu esforço comparável ao de três longas-metragens. Dirigida por Michihito Fujii e Kento Yamaguchi, a série preserva os temas centrais do romance original — honra, sacrifício e sobrevivência — enquanto reforça o apelo visual e dramático da narrativa. Locais reais em Kyoto e recriações minuciosas de ambientes históricos transportam o público diretamente para o Japão do século XIX, com o Templo Tenryūji ganhando vida em cada plano, sombra e movimento.
Antes mesmo de chegar à Netflix, os dois primeiros episódios foram exibidos no 30º Festival Internacional de Cinema de Busan, na seção “Na Tela”, em 18 de setembro de 2025. O feedback inicial foi positivo, destacando a qualidade das coreografias, a profundidade emocional dos personagens e a estética geral da série. Alguns críticos alertaram que a complexidade de tantos personagens e motivações poderia ser desafiadora para quem não conhece o material original, mas a promessa de uma experiência intensa e visualmente impressionante parece ter convencido.
O grande diferencial de Last Samurai Standing é seu equilíbrio entre ação e drama. As lutas são mais do que espetáculos visuais; cada golpe e cada confronto revelam medos, passados e motivações profundas dos personagens. Shujiro, por exemplo, não combate apenas por glória, mas para proteger sua família, dando às cenas de ação uma carga emocional que transcende a coreografia. Paralelamente, a série explora o choque entre tradições e modernidade durante o período Meiji, incluindo tensões políticas, pressões sociais e conflitos internos dos guerreiros, evitando que a produção se limite a um simples show de espadas.
O cinema de fantasia romântica nos presenteou em 2025 com A Grande Viagem Da Sua Vida, dirigido por Kogonada e escrito por Seth Reiss. O filme reúne nomes de peso como Margot Robbie, Colin Farrell, Kevin Kline e Phoebe Waller-Bridge, e chegou aos cinemas do Brasil e Portugal em 18 de setembro pela Sony Pictures. Mas, apesar do elenco talentoso e da premissa intrigante, será que a obra realmente vale a pena?
A história é, à primeira vista, curiosa: David (Colin Farrell) tem seu carro guinchado e acaba em uma misteriosa “Companhia de Aluguel de Carros”, recebendo um Saturn SL 1994 com um GPS especial que o leva a uma sequência de viagens que misturam fantasia e introspecção. Ao longo do caminho, ele conhece Sarah (Margot Robbie), uma mulher cética sobre amor e relacionamentos, e juntos embarcam numa jornada que desafia a lógica, explorando memórias e arrependimentos.
A ideia é original, mas a execução nem sempre acompanha a ambição. A narrativa salta de uma fantasia para outra com tanta frequência que, em alguns momentos, o espectador se perde entre portas misteriosas, faróis no Canadá e estufas que remetem à infância de David. O roteiro de Seth Reiss aposta muito na metáfora e na emoção, mas deixa lacunas que podem irritar quem prefere uma história mais coesa e linear.
Atuação que salva a experiência
O ponto forte do filme é, sem dúvida, o elenco. Colin Farrell dá vida a David com vulnerabilidade e charme, equilibrando nostalgia e arrependimento. Margot Robbie brilha como Sarah, transmitindo ao mesmo tempo força, fragilidade e ceticismo emocional. A química entre os dois funciona como o fio condutor da narrativa, mantendo o público engajado mesmo quando a história se torna confusa.
Kevin Kline e Phoebe Waller-Bridge têm papéis menores, mas importantes para equilibrar o tom do filme. Kline oferece momentos de ternura paternal, enquanto Waller-Bridge adiciona humor sutil em meio à intensidade dramática. Sem essas atuações, o filme correria ainda mais risco de se perder em sua própria ambição.
Fantasia ou exagero?
O GPS mágico do carro é a principal ferramenta narrativa e, ao mesmo tempo, seu maior desafio. Ele conduz os protagonistas por locais surreais e emocionalmente carregados, desde portas misteriosas em florestas até reencontros com o passado. A ideia de usar um objeto cotidiano como catalisador para reflexões profundas é interessante, mas o filme exagera na quantidade de eventos fantasiosos, tornando-se, por vezes, cansativo.
A beleza visual é indiscutível: a fotografia, os cenários e o design de produção criam uma experiência estética de primeira linha. Mas quando a fantasia se sobrepõe à narrativa, perde-se o equilíbrio entre emoção e coerência, deixando o público mais confuso do que inspirado.
Romance com nuances reais
Apesar disso, A Grande Viagem Da Sua Vida acerta ao tratar do amor de forma honesta. David e Sarah não são personagens perfeitos; ambos têm falhas, arrependimentos e medos, o que os torna humanos. A jornada deles questiona expectativas irreais sobre relacionamentos e destaca a importância do perdão e da compreensão — tanto de si mesmo quanto do outro.
No entanto, o filme se torna indulgente com o sentimentalismo. Muitas cenas parecem calculadas para emocionar, e a combinação de flashbacks, viagens surreais e confrontos emocionais pode cansar. É um romance bonito, mas que exige paciência e disposição do público para aceitar o que, em outras mãos, poderia parecer excessivo ou desconexo.
Ousadia que nem sempre compensa
O maior mérito de Kogonada é a ousadia. Ele tenta algo diferente, combinando fantasia, romance e introspecção de forma quase poética. Mas essa ambição também é sua maior fraqueza. A história às vezes se perde em simbolismos e sequência de eventos sem muita lógica interna, e alguns momentos de emoção intensa não têm o mesmo impacto porque a narrativa exige demais do espectador.
O filme, em muitos momentos, se parece com uma série de vinhetas ligadas por um carro e um GPS, em vez de um arco coeso. Isso não significa que não haja momentos de brilho — existem, e são intensos — mas eles estão espalhados em um mar de experimentações que nem todos apreciarão.
O universo dos animes nunca deixa de surpreender, e 2026 já desponta como um ano promissor para os fãs de Hell’s Paradise. O aclamado anime, inspirado no mangá de Yuji Kaku, acaba de revelar o primeiro trailer oficial de sua segunda temporada, reacendendo a expectativa daqueles que acompanham a jornada de Gabimaru e do carrasco Yamada Asaemon Sagiri desde 2023. Com visuais de tirar o fôlego, cenas de ação ainda mais intensas e a promessa de explorar profundamente a complexidade de seus personagens, esta nova fase promete não apenas encantar os fãs de longa data, mas também conquistar novos espectadores. Abaixo, confira o vídeo:
A primeira temporada de Hell’s Paradise estreou em abril de 2023 e rapidamente se destacou entre os lançamentos do ano. Com 13 episódios exibidos até julho, o anime conquistou o público não apenas pelo enredo envolvente, mas também pelo cuidado meticuloso do estúdio MAPPA na criação de cenas visualmente impactantes e sequências de combate eletrizantes. No Brasil, a série está disponível pela Crunchyroll e Netflix, com áudio original legendado em português e dublagem nacional, garantindo uma experiência acessível e imersiva.
Agora, a segunda temporada chega para expandir ainda mais esse universo. Prevista para estrear em janeiro de 2026, o trailer oficial indica que a história seguirá intensa e implacável, apresentando desafios ainda maiores para Gabimaru e Sagiri. De acordo com a sinopse, a era Edo se aproxima do fim, e Gabimaru, reconhecido como o ninja mais forte de Iwagakure, permanece condenado à morte. Sua única chance de sobrevivência é encontrar o lendário Elixir da Vida em uma ilha misteriosa, descrita por rumores como a terra budista de Sukhavati.
A jornada de Gabimaru
Gabimaru, também conhecido como “O Vazio”, é um personagem fascinante não apenas por suas habilidades extraordinárias, mas também por sua complexidade emocional. Condenado à morte, ele carrega um passado sombrio e um amor profundo por sua esposa — um sentimento que guia todas as suas ações. A segunda temporada promete aprofundar esse lado humano, revelando que, por trás de um corpo quase imortal, existe um homem guiado por perda, esperança e desejo de redenção.
Ao lado de Sagiri, seu carrasco designado, Gabimaru embarca em uma missão que vai muito além da busca pelo elixir. O caminho até a ilha é repleto de perigos: criaturas desconhecidas, estátuas assustadoras e ermitões nativos que guardam segredos antigos. Além disso, ele não está sozinho — outros condenados à morte também foram enviados à ilha, cada um acompanhado por seu próprio carrasco, criando uma dinâmica complexa de rivalidade, alianças e sobrevivência.
Essa configuração permite que os espectadores não apenas apreciem os confrontos físicos, mas também mergulhem nas batalhas internas e dilemas morais de cada personagem. Gabimaru não é apenas um herói de ação; ele é um personagem tridimensional cujas decisões têm consequências profundas para todos ao seu redor.
O mangá original
A base da série está no mangá Hell’s Paradise: Jigokuraku, publicado no serviço online Shonen Jump+ entre 2018 e 2021. Criado e ilustrado por Yuji Kaku, o mangá compreende 13 volumes que exploram o mundo sombrio da era Edo, misturando história, fantasia e terror. A obra conquistou fãs não apenas no Japão, mas internacionalmente, sendo publicada simultaneamente em inglês na plataforma Manga Plus e licenciada para lançamento digital e impresso na América do Norte pela Viz Media.
Além da história principal, Kaku lançou capítulos especiais e um one-shot chamado Forest of Misfortune em 2023, que expandem o universo de Hell’s Paradise e aprofundam a mitologia da lendária ilha de Shinsenkyo. Para os fãs que desejam compreender todas as nuances da trama, esses conteúdos extras oferecem contexto e enriquecem a experiência narrativa, preparando o terreno para os desafios da segunda temporada.
Spin-offs e conteúdos derivados
O sucesso de Hell’s Paradise também gerou um spin-off cômico chamado Jigokuraku: Saikyō no Nukenin Gaman no Gabimaru, ilustrado por Ōhashi e publicado entre 2019 e 2020. Com tom leve e humorado, o spin-off mostra o lado mais descontraído de Gabimaru e outros personagens, oferecendo um contraponto à intensidade da série principal.
Essa diversidade de conteúdos é comum em franquias de sucesso e evidencia a habilidade de Yuji Kaku em equilibrar drama e humor, mantendo o público engajado em diferentes níveis. Novos leitores e fãs de longa data encontram, assim, múltiplos pontos de conexão com a história.
A produção do anime
A adaptação para anime de Hell’s Paradise foi um marco para o estúdio MAPPA, conhecido por títulos como Jujutsu Kaisen e Attack on Titan (temporadas finais). A primeira temporada já impressionou com seu alto padrão de animação, detalhando combates e respeitando fielmente o traço de Kaku.
Com a segunda temporada, a expectativa é que MAPPA eleve ainda mais esses padrões. O trailer indica sequências de ação mais rápidas e intensas, somadas a efeitos visuais que prometem tornar a ilha de Shinsenkyo ainda mais imersiva.
A trilha sonora também desempenha papel crucial na atmosfera da série. Misturando elementos tradicionais japoneses e composições modernas, a música intensifica tanto o clima histórico quanto a tensão das cenas de combate. Espera-se que a segunda temporada continue essa tradição, usando a música para amplificar emoções e marcar momentos-chave da narrativa.
O universo dos k-dramas continua a surpreender fãs de todo o mundo, e 2025 promete um lançamento que já gera grande expectativa: Nice to Not Meet You. O drama reúne duas estrelas de peso: Lee Jung-jae, que conquistou fama internacional com Round 6, e Lim Ji-yeon, reconhecida por sua atuação em A Lição. Abaixo, confira os primeiros pôsteres oficiais divulgados pelo Prime Video.
Dirigido por Kim Ga-ram e roteirizado por Jung Yeo-rang, s série se apresenta como uma história contemporânea que mistura investigação, jornalismo e complexidades das relações humanas. A trama acompanha Lim Hyun-joon (Lee Jung-jae), um ator especializado em papéis de detetive que, apesar do sucesso, sente que perdeu o propósito que o levou à carreira artística. Ao seu lado, Wi Jeong-shin (Lim Ji-yeon) é uma repórter talentosa cuja trajetória foi interrompida após um escândalo de corrupção de grande repercussão. Juntos, eles embarcam em uma jornada inesperada de autodescoberta, reconciliação pessoal e dilemas éticos, enquanto lidam com os desafios do passado e do presente.
O elenco de apoio traz nomes renomados da indústria sul-coreana. Kim Ji-hoon (Cidade Invisível, Kingdom) interpreta Lee Jae-hyung, ex-jogador de beisebol e atual presidente da revista esportiva Sports Eunseong, adicionando camadas corporativas e mediáticas à história. Seo Ji-hye (Crash Landing on You, Gourmet) assume Yoon Hwa-young, jovem chefe do departamento de entretenimento da revista, prometendo tramas de ambição e estratégias nos bastidores.
Complementando o time, Choi Gwi-hwa (Signal, Kingdom 2), Na Young-hee (The World of the Married, Secret Boutique), Kim Hyun-jin (Move to Heaven, Sweet Home) e Jin Ho-eun (All of Us Are Dead, Love Alarm) dão corpo ao núcleo familiar e de apoio. Kim Hyun-jin interpreta Lim Seon-woo, irmão de Hyun-joon, enquanto Jin Ho-eun vive Wi Hong-shin, irmão mais novo de Jeong-shin. Esses personagens aprofundam a narrativa, mostrando como relações familiares e experiências passadas influenciam escolhas, conflitos e conexões emocionais.
O processo de produção do drama começou a se desenhar em março de 2024, com a leitura completa do roteiro, etapa essencial para a compreensão das personagens e avaliação da química entre os atores. As filmagens principais tiveram início ainda na primeira metade do ano, sob supervisão rigorosa de Kim Ga-ram. Lee Jung-jae decidiu assumir o papel após analisar a complexidade emocional do personagem, enquanto Lim Ji-yeon se mostrou entusiasmada com a oportunidade de explorar camadas de força e vulnerabilidade em Jeong-shin.
A imprensa especializada destacou o envolvimento de todos os integrantes do elenco. O anúncio da participação de Lee Jung-jae em novembro de 2024 causou grande repercussão, consolidando o drama como um dos mais esperados do ano. Nos meses seguintes, confirmações de Choi Gwi-hwa, Kim Hyun-jin, Jin Ho-eun e Na Young-hee mantiveram o interesse do público elevado, reforçando a expectativa por uma produção de alta qualidade, com elenco equilibrado entre experiência e química natural.
Programada para estrear na segunda metade de 2025, a série será exibida na tvN às segundas e terças-feiras, com episódios também disponíveis para streaming no Amazon Prime Video em territórios selecionados. A estratégia reflete a internacionalização crescente dos k-dramas, que conquistam audiência global graças às plataformas digitais. Para os fãs, é uma oportunidade de acompanhar performances intensas e nuances dramáticas, unindo o talento de Lee Jung-jae e Lim Ji-yeon em uma história que promete misturar tensão, emoção e humanidade.
Os fãs de My Hero Academia têm motivos de sobra para celebrar: a oitava e última temporada da famosa série de anime ganhou sua primeira imagem oficial, revelando que a reta final da jornada de Izuku Midoriya está prestes a começar. Criada por Kōhei Horikoshi, a franquia se tornou um fenômeno mundial, conquistando leitores e espectadores com sua combinação de ação eletrizante, personagens cativantes e dilemas emocionais, e agora se aproxima do capítulo definitivo de uma história que começou há mais de dez anos.
O mangá de My Hero Academia foi publicado na revista Weekly Shōnen Jump de julho de 2014 a agosto de 2024, totalizando 42 volumes. No Brasil, a obra é licenciada pela JBC, enquanto em Portugal é publicada pela Editora Devir, garantindo que leitores de língua portuguesa pudessem acompanhar a saga desde seu início. A narrativa acompanha um mundo onde cerca de 80% da população possui superpoderes, conhecidos como “individualidades” (ou singularidades, na versão portuguesa).
Izuku Midoriya nasceu sem poderes, um verdadeiro ponto fora da curva nesse universo, mas seu sonho de se tornar um herói nunca morreu. Admirador do lendário All Might, o “Símbolo da Paz”, Midoriya enfrenta bullying e desafios diários, especialmente por parte do arrogante Katsuki Bakugo, mas mantém seu espírito altruísta e sua determinação intactos. Seu destino muda quando All Might, reconhecendo sua coragem e potencial, transmite a ele o One For All, iniciando a trajetória que o levaria à escola de heróis U.A., onde aprenderá a controlar seus poderes e enfrentar vilões perigosos.
O anime, produzido pelo estúdio Bones, estreou em abril de 2016 e rapidamente conquistou uma base de fãs internacional. Ao longo dos anos, a série teve diversas temporadas e adaptações cinematográficas, incluindo Boku no Hero Academia: Futari no Hero e Heroes Rising, que exploraram histórias originais e expandiram o universo da obra. No Brasil, o anime chegou à TV aberta pelo canal Loading em janeiro de 2021, enquanto em Portugal foi exibido pelo Biggs desde julho de 2019, tornando a franquia acessível para uma audiência cada vez maior.
Além da obra principal, My Hero Academia gerou vários spin-offs, cada um explorando diferentes aspectos do mundo dos heróis. Entre eles estão Boku no Hero Academia Smash!!, uma série de tirinhas cômicas no estilo chibi, Vigilante: Boku no Hero Academia Illegals, que acompanha heróis sem licença, e Team-Up Missions, focado em missões cooperativas entre estudantes da U.A. Essas histórias complementam o mangá original, oferecendo diferentes perspectivas sobre coragem, justiça e amizade.
A Netflix lançou nesta segunda-feira o trailer oficial de Jay Kelly, o novo filme do diretor Noah Baumbach, conhecido por obras que exploram com sensibilidade relações humanas e dilemas existenciais, como Marriage Story (2019) e The Squid and the Whale (2005). Estrelado por George Clooney, Adam Sandler e Laura Dern, o longa promete combinar drama, humor e reflexões sobre amizade, fama e legado pessoal, oferecendo uma narrativa que vai além do entretenimento e mergulha na complexidade da vida adulta.
A história acompanha Jay Kelly (George Clooney), um famoso ator de Hollywood que já alcançou o auge da fama, e seu dedicado empresário e amigo de longa data Ron Sukenick (Adam Sandler). Ao longo de uma viagem pela Europa, ambos se veem confrontados com escolhas do passado, relacionamentos familiares complicados e questionamentos sobre o legado que deixarão para o mundo. É um filme que mistura a grandiosidade da fama com os desafios mais íntimos da existência humana, equilibrando momentos de humor, drama e introspecção.
O roteiro é assinado por Noah Baumbach e Emily Mortimer (Lovely & Amazing, 2001; The Bookshop, 2017), que também integra o elenco. O filme contará ainda com nomes renomados, incluindo Billy Crudup (Almost Famous, 2000; Big Fish, 2003), Riley Keough (Mad Max: Estrada da Fúria, 2015; Daisy Jones & The Six, 2023), Jim Broadbent (Moulin Rouge!, 2001; The Iron Lady, 2011), Patrick Wilson (Watchmen, 2009; Aquaman, 2018), Eva Hewson (Behind Her Eyes, 2021; Sanditon, 2019), Greta Gerwig (Lady Bird, 2017; Barbie, 2023), Isla Fisher (O Grande Gatsby, 2013; Confissões de uma Adolescente em Crise, 2004) e Louis Partridge (Enola Holmes, 2020).
O lançamento está programado para 20 de novembro em cinemas selecionados, com estreia global na Netflix marcada para 5 de dezembro de 2025. O trailer já sugere uma narrativa emocionante, com paisagens deslumbrantes da Europa servindo como pano de fundo para diálogos inteligentes e situações que alternam leveza e reflexão profunda.
Produção e bastidores
O projeto foi anunciado em dezembro de 2023, quando Baumbach revelou seu acordo com a Netflix. A parceria com George Clooney e Adam Sandler gerou grande expectativa, unindo dois atores com carreiras distintas que, juntos, prometem criar uma química única. Amy Pascal, por meio da Pascal Pictures, e David Heyman, pela Heyday Films, atuam como produtores, garantindo experiência e credibilidade à produção.
As filmagens começaram em março de 2024, com locações em Nova York, Londres e Toscana. O diretor de fotografia Linus Sandgren (La La Land, 2016; Nope, 2022) utilizou filme de 35 mm, conferindo ao longa uma estética clássica e visualmente sofisticada, enquanto Valerio Bonelli e Rachel Durance ficaram responsáveis pela edição. A direção de arte de Mark Tildesley e o figurino de Jacqueline Durran (Anna Karenina, 2012; Little Women, 2019) contribuem para a criação de um mundo visualmente rico e detalhado, onde cada cenário e peça de vestuário reforça a personalidade e a trajetória dos personagens.
A direção de elenco ficou a cargo de Douglas Aibel e Nina Gold (O Grande Gatsby, 2013; The Crown, 2016), garantindo que cada ator trouxesse autenticidade e profundidade aos papéis, seja nos momentos cômicos ou dramáticos.
Nicholas Britell (Succession, 2018; Não Olhe para Cima, 2021) assina a trilha sonora de Jay Kelly, criando composições que acompanham a narrativa de maneira sensível. Sua música realça emoções e dá ritmo às reflexões dos personagens, intensificando a experiência do espectador e conectando-o à jornada interna de Jay e Ron.
Temas e relevância do filme
No cerne de Jay Kelly está a exploração de amizade, fama, escolhas de vida e legado. O filme propõe reflexões sobre o impacto da carreira profissional nas relações pessoais e na própria identidade. Ao mesmo tempo, a narrativa mostra como o tempo e a experiência moldam a percepção de quem somos, tanto em nível pessoal quanto profissional.
A dinâmica entre Jay e Ron evidencia a importância da lealdade e da amizade verdadeira, enquanto a relação com suas filhas e outros personagens explora os desafios da paternidade e das expectativas familiares. A história também levanta questões sobre oportunidades, mentoria e as chances que a vida oferece ou nega, adicionando camadas de complexidade ao roteiro.
O cinema sul-coreano continua a se destacar no cenário mundial por sua habilidade em combinar ação, suspense e complexidade psicológica. Mantis (Samagwi), recém-lançado na Netflix, é um exemplo perfeito dessa tendência. Funcionando como spin-off de Kill Boksoon (2023), o filme dirigido e co-escrito por Lee Tae-sung aprofunda o universo dos assassinos profissionais, explorando rivalidades, lealdade e ambição em um submundo marcado pela violência e pela intriga.
Mantis se passa após a morte de Cha Min-kyo, líder da MK Entertainment e personagem central de Kill Boksoon. Com a queda da organização, abre-se um vácuo de poder que muda completamente o equilíbrio do mundo dos assassinos de elite. É nesse contexto que surge Han-ul (Im Si-wan), um matador de alto nível que retorna de férias acreditando que sua reputação será suficiente para garantir sua posição. Logo, ele descobre que rivalidade, alianças instáveis e figuras experientes, como Dok-go (Jo Woo-jin), ainda dominam o submundo. A trama acompanha Han-ul enquanto ele navega por um cenário imprevisível, onde cada decisão pode significar vida ou morte.
O ponto mais notável de Mantis é a forma como a ação se entrelaça com a narrativa. As cenas de combate são elaboradas com uma precisão impressionante: desde lutas corpo a corpo em espaços apertados até embates estratégicos em ambientes abertos. Cada golpe e cada perseguição não serve apenas para gerar adrenalina; eles revelam detalhes sobre os personagens, suas habilidades, limites e dilemas internos. Essa abordagem transforma a ação em uma extensão da história, tornando cada sequência crucial para o desenvolvimento da trama.
Han-ul não é apenas um assassino habilidoso: ele enfrenta dilemas morais e questiona suas próprias escolhas, tornando-se um protagonista multidimensional. O filme constrói uma dinâmica tensa entre ele, seu antigo parceiro e rival Jae-yi (Park Gyu-young), e Dok-go, que representa experiência e segredos do passado. Essa tríade cria uma rede de relações marcada por rivalidade, lealdade e ambição, garantindo que cada interação tenha profundidade emocional.
Além disso, Mantis explora o conceito de sucessão dentro do submundo dos assassinos. Habilidade e reputação sozinhas não garantem segurança; inteligência estratégica e compreensão da hierarquia são essenciais para sobreviver. Esse olhar quase político sobre o submundo adiciona camadas à narrativa, mostrando que traições silenciosas e alianças instáveis são tão importantes quanto a ação física.
O elenco se destaca pela química e autenticidade. Im Si-wan equilibra frieza e humanidade, enquanto Park Gyu-young e Jo Woo-jin entregam performances que misturam tensão emocional e credibilidade física. A participação de Sul Kyung-gu reforça a continuidade com Kill Boksoon, oferecendo um elo narrativo que enriquece a experiência para o público familiarizado com o universo original.
Visualmente, Mantis é impecável. Lee Tae-sung alterna entre planos amplos, que destacam a ação estratégica, e enquadramentos fechados, que aumentam a tensão. A trilha sonora contribui de forma significativa para a atmosfera, intensificando os momentos de suspense e introspecção. A edição ágil mantém o ritmo, sem sacrificar a clareza narrativa, garantindo que o espectador esteja constantemente envolvido.
Além da ação, o filme aborda questões profundas sobre legado, reputação e o custo pessoal de viver no submundo. Han-ul e seus colegas enfrentam dilemas sobre lealdade versus ambição, respeito conquistado versus necessidade de adaptação. Esses temas conferem densidade ao roteiro, transformando Mantis em mais do que um simples filme de ação: é uma reflexão sobre poder, ética e sobrevivência.
Pontos críticos
Apesar de suas qualidades, o longa-metragem não é perfeito. Algumas subtramas poderiam ter sido mais exploradas, e certos desfechos podem parecer previsíveis para quem acompanha regularmente thrillers de assassinos profissionais. No entanto, essas pequenas falhas não comprometem a experiência geral, que equilibra ação, suspense e drama emocional com eficácia.
Então, realmente vale a penaassistir?
A resposta é sim. O filme consegue combinar ação coreografada, tensão constante e desenvolvimento psicológico de personagens de forma equilibrada e envolvente. Lee Tae-sung entrega uma direção segura, o elenco performa com intensidade, e a narrativa mantém o público engajado do início ao fim. Mesmo com algumas previsibilidades, o filme se firma como um spin-off de qualidade, capaz de enriquecer o universo de Kill Boksoon e conquistar novos espectadores.
Para fãs de ação coreana, thrillers psicológicos e narrativas de assassinos de elite, o filme é mais do que recomendado: é uma experiência cinematográfica que combina entretenimento, profundidade e inovação narrativa.
Neste domingo, 28 de setembro, às 15h30, o Acerte ou Caia! retorna à Record TV com um episódio repleto de emoção, desafios e competição acirrada. O game show, comandado pelo irreverente Tom Cavalcante, segue seu formato único que combina conhecimento, estratégia e coragem física, colocando participantes de diferentes áreas do entretenimento frente a provas que testam equilíbrio emocional, raciocínio rápido e tomada de decisão sob pressão.
Com um prêmio que pode chegar a R$ 300 mil, o programa não se limita apenas a entretenimento. Ele cria situações de tensão e expectativa, em que cada movimento pode ser decisivo, mostrando que concentração e inteligência estratégica são tão importantes quanto força ou carisma. O episódio deste domingo promete momentos de risadas, surpresas e, claro, disputas emocionantes entre celebridades, músicos e influenciadores digitais.
O ator, diretor e produtor Igor Cotrim retorna aos reality shows com a experiência de quem conhece bem os bastidores da televisão. Ficou conhecido do grande público em 2009, com sua participação em A Fazenda, e consolidou sua carreira na Record TV em produções como Chamas da Vida, Reis e a minissérie A Vida de Jó.
Vocalista do grupo de pagode Atitude 67, Leandro Osmar traz ao palco do game show toda a experiência adquirida em apresentações ao vivo. Sua habilidade de improvisar, lidar com imprevistos e manter a calma sob pressão são diferenciais que podem fazer a diferença nas provas mais desafiadoras. Além do talento musical, Leandro promete divertir o público com seu carisma, tornando cada desafio mais leve e ao mesmo tempo competitivo.
Com mais de quatro décadas de carreira, Luiza Tomé é referência de versatilidade na televisão brasileira. Seus trabalhos em novelas como Cidadão Brasileiro, Luz do Sol, Bela, a Feia, Dona Xepa e Máscaras consolidaram sua trajetória. No Acerte ou Caia!, Luiza alia experiência, inteligência estratégica e controle emocional, mostrando que habilidade para analisar cenários e tomar decisões rápidas é essencial para enfrentar adversários igualmente competitivos.
Aos 19 anos, Marília Tavares é uma das jovens promessas do sertanejo, conhecida por sua participação em reality shows infantis e forte presença nas redes sociais. No game show, a cantora busca transformar sua determinação e espírito competitivo em desempenho estratégico, enfrentando provas que exigem concentração, raciocínio rápido e capacidade de decisão em situações de alta pressão.
A drag queen Salete Campari retorna aos reality shows com presença marcante e grande carisma. Conhecida por sua atuação como hostess em casas noturnas de São Paulo e por participações em programas de TV, Salete conquistou destaque no Game dos 100, sendo eliminada apenas na última prova do terceiro episódio. No programa, ela busca aliar glamour, autenticidade e estratégia, prometendo momentos memoráveis e surpresas para os concorrentes e para o público.
Atriz, cineasta e apresentadora, Marina Person combina conhecimento técnico com habilidade diante das câmeras. Com experiência em direção de séries e filmes, cobertura de premiações internacionais e programas de TV, Marina traz ao programa um olhar estratégico apurado, usando criatividade e raciocínio rápido para se destacar nas provas. Sua presença reforça a importância de inteligência, observação e tomada de decisão no Acerte ou Caia!.
Descoberto pelo cantor Leonardo, Thiago Carvalho é autor de sucessos como “Beijoqueira”, “Arranhando Azulejo” e “O Que É Que Eu Sou Pra Você”. Além de talento musical, Thiago apresenta raciocínio rápido e carisma natural, atributos essenciais para se destacar nas provas que exigem atenção, memória e controle emocional. Ele promete trazer competitividade e entretenimento ao episódio.
A drag queen Salete Campari retorna aos reality shows com presença marcante e grande carisma. Conhecida por sua atuação como hostess em casas noturnas de São Paulo e por participações em programas de TV, Salete conquistou destaque no Game dos 100, sendo eliminada apenas na última prova do terceiro episódio. No Acerte ou Caia!, ela busca aliar glamour, autenticidade e estratégia, prometendo momentos memoráveis e surpresas para os concorrentes e para o público.
Os irmãos Vinícius e Venâncio, modelos de Salvador (BA) atualmente vivendo em São Paulo, chegam ao programa com entrosamento e espírito competitivo. Conhecidos por participações anteriores no Game dos 100, a dupla promete rivalidade saudável e momentos de tensão compartilhados, tornando a disputa ainda mais dinâmica. O episódio ganha intensidade extra com a presença dos dois, que poderão testar sua sintonia frente às provas mais desafiadoras.
Quem venceu?
Neste domingo, Igor Cotruim conquistou o coração do público e saiu como o grande vencedor do programa, em uma edição cheia de emoção e desafios eletrizantes. Desde o primeiro momento, ele impressionou com sua concentração, habilidade e rapidez nas provas, encantando a torcida e mostrando que paciência e estratégia podem fazer toda a diferença na hora de superar os concorrentes.
Em um futuro alternativo dos Estados Unidos, onde a obediência e a produtividade são impostas a qualquer custo, parar significa a morte. Essa é a premissa central de A Longa Marcha: Caminhe ou Morra, adaptação cinematográfica do clássico homônimo de Stephen King, publicado em 1979 sob o pseudônimo Richard Bachman. Lançado nos cinemas brasileiros em 18 de setembro de 2025, o filme não apenas transporta o espectador para uma competição mortal, mas também transforma o horror em uma ferramenta de crítica social, expondo como regimes autoritários podem reduzir vidas humanas a meras peças de espetáculo.
A narrativa acompanha cinquenta adolescentes, um representante de cada estado, selecionados anualmente para participar da chamada Longa Marcha. O desafio é cruel em sua simplicidade: caminhar sem parar. Qualquer desaceleração ou interrupção é punida com a morte, monitorada por soldados armados e transmitida ao vivo para toda a nação. O prêmio para o último sobrevivente não é apenas a sobrevivência, mas a realização de um desejo pessoal, capaz de justificar a dor extrema e o desgaste físico quase insuportável que cada caminhante enfrenta. Entre eles está Ray Garraty (Cooper Hoffman), jovem que enfrenta não apenas a prova física, mas o impacto psicológico de testemunhar a morte de seus colegas, enquanto tenta manter sua humanidade intacta.
A brutalidade como metáfora social
O filme estabelece desde os primeiros minutos sua crítica central: a vida humana transformada em mercadoria e a dor transformada em espetáculo. Cada passo dado pelos jovens caminhantes simboliza não apenas esforço físico, mas também resistência a um sistema que legitima o sofrimento e a competição extrema como entretenimento. Diferentemente de narrativas que romantizam a violência, A Longa Marcha força o espectador a reconhecer o valor de cada vida perdida, subvertendo a lógica de consumo imediato do horror.
Ray Garraty funciona como ponto de identificação do público. Sua trajetória oferece uma visão emocional da competição, mostrando medo, dúvida e determinação. Entretanto, Peter McVries (David Jonsson) se destaca ao equilibrar momentos de alívio e reflexão moral. Suas falas e atitudes apresentam um otimismo que contrasta com a brutalidade da marcha, embora em alguns momentos soem deslocadas frente ao clima de desespero coletivo. Ainda assim, a atuação de Jonsson imprime profundidade ao personagem, que se torna um contraponto necessário à violência e à desesperança que permeiam o longa.
O roteiro, de JT Mollner, mantém a tensão constante, mas por vezes recorre a diálogos didáticos para reforçar a crítica social. Essa escolha narrativa poderia prejudicar o ritmo, mas o impacto visual e a intensidade das cenas de ação e sofrimento compensam qualquer fragilidade verbal, garantindo que o público permaneça envolvido do início ao fim.
Entre violência explícita e horror psicológico
No conto original de King, a brutalidade física é sugerida mais do que mostrada: o leitor acompanha dores, cãibras, pés em carne viva e exaustão extrema, sem a exploração gráfica detalhada típica de adaptações cinematográficas de horror. A intenção é que o sofrimento simbolize a obediência cega ao sistema e a pressão sobre os jovens participantes.
A adaptação cinematográfica, porém, opta por um retrato mais direto do horror físico. Tornozelos quebrados, desmaios, defecações involuntárias e execuções são mostrados de maneira intensa, mas estrategicamente fragmentada, evitando que o choque visual se torne gratuito. Essa abordagem cria um equilíbrio entre impacto sensorial e reflexão crítica, permitindo que o público perceba a dimensão social do sofrimento sem perder a imersão na história. Cada ferida, cada passo doloroso e cada morte carregam peso simbólico, lembrando que a violência da Longa Marcha é também uma alegoria do abuso de poder e da exploração da juventude.
Crítica social e atualidade
O que diferencia A Longa Marcha de outras distopias é seu foco no espetáculo da violência. A transmissão da competição ao vivo reflete a forma como a sociedade contemporânea consome tragédias e sofrimento alheio como entretenimento. Reality shows extremos, redes sociais e cobertura midiática de desastres funcionam como ecos modernos da Longa Marcha, onde dor e medo se tornam produtos para o consumo.
O filme critica não apenas o regime fictício que organiza a marcha, mas também a indiferença do público que assiste passivamente, consumindo vidas humanas como se fossem números ou atrações esportivas. Essa dimensão ética e social é reforçada pelas escolhas narrativas que humanizam cada caminhante, permitindo que o espectador sinta empatia por suas esperanças, medos e perdas.
Personagens e performances
Cooper Hoffman entrega uma performance sensível e realista como Ray Garraty. O jovem ator traduz de forma convincente o impacto da violência, a pressão psicológica da competição e a luta interna para manter valores éticos em meio ao caos. David Jonsson, como Peter McVries, traz carisma e complexidade, funcionando como alívio moral e emocional, ao mesmo tempo em que desafia Ray e o público a refletir sobre escolhas e consequências.
O elenco de apoio contribui significativamente para o equilíbrio da narrativa. Garrett Wareing, Tut Nyuot, Charlie Plummer, Roman Griffin Davis e outros oferecem diversidade de perfis, garantindo que a marcha não se torne uma sequência monótona de sofrimento, mas um microcosmo da juventude americana, com suas contradições, ambições e fragilidades. O vínculo entre os personagens — alianças temporárias, rivalidades e gestos de solidariedade — humaniza ainda mais a história e reforça o peso de cada perda.
Produção e direção
Dirigido por Francis Lawrence e produzido pela Lionsgate Films, o longa é visualmente impactante e narrativamente coerente. A decisão de filmar a produção em ordem cronológica permitiu que os atores experimentassem o desgaste físico e emocional de seus personagens de forma progressiva, aumentando a verossimilhança das performances. A direção enfatiza planos longos, closes intensos e tomadas panorâmicas que ampliam a sensação de cansaço, claustrofobia e inevitabilidade.
A trilha sonora, composta por Jeremiah Fraites, reforça a tensão e a melancolia da narrativa. A canção country “Took a Walk”, interpretada por Shaboozey e Stephen Wilson Jr., contrapõe a brutalidade da marcha com uma sensibilidade sonora que remete às raízes culturais da América, criando uma camada adicional de interpretação e simbolismo. A cinematografia, cuidadosamente planejada, equilibra a exposição gráfica do horror com momentos de contemplação, permitindo ao público refletir sobre o significado mais profundo da narrativa.
O legado de Stephen King e a adaptação cinematográfica
O romance de 1979 já havia despertado interesse em Hollywood por décadas. George A. Romero foi considerado para dirigir em 1988, mas o projeto não avançou. Em 2007, Frank Darabont garantiu os direitos, planejando uma adaptação contida e introspectiva, mas sem concretização. Somente em 2023, a Lionsgate consolidou a produção com Francis Lawrence à frente, entregando uma versão que consegue traduzir para a tela a tensão psicológica, o horror físico e a crítica social presentes na obra original.
A adaptação respeita a essência do texto de King ao mostrar que o medo e a violência, mesmo em contextos extremos, são também construções sociais. Cada morte, cada passo forçado e cada gesto de solidariedade ou conflito entre os caminhantes reforçam a crítica à alienação, à espetacularização da dor e à pressão sobre os jovens. O filme amplia a narrativa original sem perder o simbolismo, conectando a história de 1979 a reflexões contemporâneas sobre poder, mídia e consumo da violência.
Trama e acontecimentos
Ao longo de cinco dias de marcha, os personagens enfrentam desafios físicos extremos e dilemas éticos complexos. Thomas Curley é o primeiro a morrer após cãibras incapacitantes. Barkovitch, responsável indireto pela morte de outro caminhante, sofre colapso mental e termina sua jornada tragicamente. Outros, como Collie e Art, enfrentam deterioração física e psicológica até suas mortes inevitáveis. Ray e Peter permanecem como protagonistas centrais, representando a luta entre sobrevivência, ética e desejo de justiça.
A jornada é também uma crítica ao autoritarismo e à guerra, ambientada em um Estados Unidos devastado por uma segunda guerra civil e governado por um regime militar totalitário. O Major, líder da competição, simboliza o controle absoluto, enquanto o público que assiste à marcha encarna a indiferença social diante da exploração da vida humana. A tensão cresce até o clímax, quando Peter executa o Major com o rifle concedido pelo prêmio, encerrando a marcha de forma simbólica e dramática.