Resumo da novela Reis de segunda-feira, 19/05

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O capítulo desta segunda-feira, 19 de maio de 2025, promete fortes emoções e momentos intensos na trama bíblica de Reis. Prepare-se para traições, desespero e um Davi encurralado mais uma vez pelo destino…

😢 Urias entra em desespero ao saber o que aconteceu com Agé. A dor o abala profundamente, e o clima entre os guerreiros fica pesado.

🧭 Enquanto isso, Davi segue tentando manter sua fé e seu propósito, mas sua vida vira de cabeça para baixo quando é capturado pelos filisteus e levado até Áquis, o rei inimigo. Mais uma provação difícil no caminho do futuro rei de Israel.

👑 Do outro lado, Saul está cada vez mais perdido e tomado pelo rancor. Em um ato extremo, o rei ordena algo cruel e impiedoso contra os sacerdotes — uma decisão que pode selar seu destino de vez.

🙏 Em meio a tanta tensão, Davi busca consolo em oração. Mas no silêncio do momento com Deus, ele sente a presença de alguém se aproximando… Quem será? Um aliado ou mais um inimigo?

Dica na Reserva Imovision – Em Rumo a Uma Terra Desconhecida é um drama palestino que revela o custo invisível da esperança

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Já disponível no catálogo da Reserva Imovision, o premiado drama Em Rumo a Uma Terra Desconhecida (Vers Un Pays Inconnu) lança um olhar potente e profundamente humano sobre os impactos da crise migratória contemporânea. Dirigido pelo cineasta Mahdi Fleifel, o longa é uma narrativa austera, sensível e corajosa sobre dois jovens palestinos que apostam tudo na chance de recomeçar.

Aclamado em mais de 100 festivais internacionais, incluindo a Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes, o filme é um dos destaques recentes do cinema autoral europeu e se destaca por sua capacidade de traduzir em imagens o que tantas vezes se esconde nas estatísticas: o drama silencioso da esperança em exílio.

A história gira em torno de Chatila e Reda, primos que vivem como refugiados em Atenas. Cercados por instabilidade, burocracia e invisibilidade social, os dois buscam um novo começo na Alemanha. Para isso, decidem juntar recursos para comprar passaportes falsos — uma decisão que os leva a confrontar não apenas os perigos do submundo migratório, mas também dilemas éticos e perdas emocionais profundas. Quanto custa atravessar uma fronteira? E o que se deixa para trás quando se tenta reconstruir a própria vida?

Fleifel constrói o filme com sobriedade e realismo, sem apelar ao melodrama. Seus personagens não são símbolos idealizados, mas pessoas de carne e osso — movidas por fé, frustração, medo e desejo. A câmera, muitas vezes inquieta e próxima dos rostos, nos obriga a testemunhar cada escolha com desconforto e empatia.

Com 95 minutos de duração, o longa é uma experiência intensa, que propõe ao espectador um mergulho na intimidade daqueles que vivem à margem — não por escolha, mas por necessidade. Mais do que uma crítica social, Em Rumo a Uma Terra Desconhecida é um chamado à escuta, à reflexão e à humanidade.

Resumo da novela A.Mar de quarta (08/10) – Estrella enfrenta acusações e revelações de Fabian

No capítulo 02 da novela A.Mar que vai ao ar nesta quarta-feira, 08 de outubro, Fabian se aproxima do pai com o coração pesado, sentindo que precisa ser sincero. Ele confessa que, ao conhecer Estrella, sentiu uma conexão especial, algo que não consegue ignorar. A revelação provoca uma tensão imediata no ambiente. Érika, ao ouvir as palavras de Fabian, não consegue conter o ciúme que cresce dentro dela. A sensação de perda e rivalidade a domina, deixando-a inquieta.

Sem pensar duas vezes, Érika vai até a casa de Estrella. Sua chegada é marcada por urgência e determinação. Ela informa Estrella de algo alarmante: Fabian acusa Ulisses de ter roubado um milhão de pesos do sindicato. A notícia cai como um choque sobre Estrella, que sente a raiva subir. Sem conseguir se controlar, ela dá um tapa em Fabian, exigindo respostas e explicações.

Fabian tenta manter a calma, segurando o arrependimento e a preocupação que transparecem em seu rosto. Ele pede que Estrella respire fundo e ouça-o com atenção. Lamenta a confusão e tudo o que está acontecendo, mas afirma que não está inventando nada: existem documentos que comprovam a acusação.

Rojas, percebendo a gravidade da situação, mostra a Estrella os papéis assinados por seu próprio pai, explicando detalhadamente cada ponto. Ele a assegura de que dará três meses para que a dívida seja quitada, oferecendo um prazo que parece ser a única esperança para Estrella lidar com a crise que ameaça sua família. A tensão permanece no ar, mas agora com a clareza dos fatos e a necessidade urgente de decisões.

Confira o que vai acontecer nos próximos capítulos de A.Mar

Fabian se aproxima de Gertrudes com desespero. Ele implora que ela esqueça o passado e permita que ele esteja perto de sua filha, argumentando que esse é o único caminho para a felicidade de todos. No entanto, Fabian não hesita em ameaçar: se Gertrudes não ceder, ele está disposto a denunciá-la, lembrando que Yasmin quase morreu sob seus cuidados. A tensão entre eles é palpável, carregada de ressentimento e urgência.

Enquanto isso, Gabriel patrulha a costa e percebe algo estranho: uma mulher flutua no mar. Sem pensar, ele se apressa para ajudá-la, enfrentando o perigo das ondas com determinação e coragem.

Em casa, Estrella reúne a família para dar notícias difíceis: o empréstimo bancário foi negado. Com o futuro financeiro comprometido, ela informa que todos deverão dedicar ainda mais tempo e esforço ao negócio da praia. Determinada, Estrella se oferece para se tornar a primeira pescadora da família, disposta a trabalhar duro para pagar a Fabian cada último centavo que deve.

Iker, por sua vez, visita a ‘Sirena’ no hospital para entregar o desenho que fez dela. Ao descobrir que ela terá alta em breve, ele pede ao pai para cuidar dela, garantindo sua segurança.

Estrella, cheia de coragem, anuncia aos trabalhadores do pai que se tornará a capitã deles. A reação, porém, é imediata e hostil: ninguém aceita ser liderado por uma mulher. Paralelamente, Gertrudes manipula Yasmin, fazendo-a acreditar que Fabian recuperou a custódia legal, e instiga a menina a tomar uma atitude que prejudique o pai.

No dia seguinte, Estrella se prepara para ir pescar. Ao tentar mover o barco, perde o equilíbrio e cai na água. O ‘Tiburón’ aproveita a oportunidade para zombar, debochando de sua força e capacidade. Estrella, já ciente das interferências de Érika em seus problemas com Fabian, a confronta com firmeza, pedindo que se mantenha fora disso. Mas, silenciosamente, ela promete que não descansará até ver Érika fora da cidade, determinada a proteger sua família e seu futuro.

Resumo da novela A Viagem de terça (21/10) – Bia reencontra Ismael e Diná recebe a notícia de que verá Alexandre

No capítulo da novela A Viagem que vai ao ar nesta terça-feira, 21 de outubro, Bia volta a se aproximar dos amigos da vila, tentando retomar a rotina após dias conturbados. No entanto, Johnny a procura com um recado urgente de Ismael, o que a deixa apreensiva. Raul e Estela voltam a discutir por causa de Diná, e o clima entre o casal fica cada vez mais tenso. Movida pela curiosidade e pelo desejo de entender as intenções do pai, Bia vai até o local onde Ismael está escondido. Lá, ele revela seu plano de vingança contra Diná, deixando a filha abalada e dividida entre o amor e o medo.

Enquanto isso, Agenor percebe que Fátima anda sobrecarregada, lidando com inúmeras contas e preocupações financeiras. Em outro núcleo, Lisa tenta esclarecer um mal-entendido com Téo: explica que Igor estava em sua casa apenas para conhecer Carmem, pois irá expor suas obras na galeria. Mesmo assim, Téo demonstra desconfiança e pergunta o que teria dito durante uma de suas crises. Lisa responde com sinceridade — ele a chamou de “traidora”, o que reacende mágoas antigas.

Maroca, tomada pela saudade, chora abraçada ao retrato de Diná, enquanto no plano espiritual Diná sente a dor da mãe e implora a Otávio permissão para vê-la. No Mosteiro, Adonai decide ir embora, mas Tibério o convence a ficar, pressentindo que algo importante está prestes a acontecer. Pouco depois, André comunica a Diná que ela finalmente poderá rever Alexandre. A notícia enche a jovem de emoção e esperança, marcando um dos momentos mais esperados da trama, quando amor, perdão e espiritualidade se entrelaçam em um novo reencontro.

Vem aí nos próximos capítulos da novela A Viagem

Diná finalmente obtém respostas sobre o mistério que sempre a atormentou: em uma conversa reveladora, André confirma que Alexandre realmente se suicidou — sua morte não foi um acidente. A notícia abala profundamente Diná, que sente o peso da culpa e da dor. Carlota, por sua vez, afirma que o espírito de Alexandre está preso no Vale das Sombras, e Diná, determinada a ajudá-lo, pede a André e Samuel que Otávio a acompanhe nessa jornada espiritual.

Enquanto isso, no plano terreno, Alberto revela a Glória que Tato está sendo obsediado por Alexandre. Glória, chocada, sente alívio ao compreender que o rapaz não age por maldade própria, mas sim sob influência espiritual. Na pensão, Carmem surpreende Adonai ao declarar seu amor por ele e afirma que, se quisesse apenas beleza, estaria com Mauro. O gesto sincero impede que Adonai vá embora, reforçando os laços entre os dois.

Em meio a reviravoltas emocionais, Lisa aceita o pedido de casamento de Téo, o que deixa Agenor radiante de alegria. Enquanto isso, Naná dança em uma boate e chama a atenção de Mauro, que fica encantado por ela. No Vale das Sombras, o clima é tenso: Alexandre reage com fúria ao ver Diná acompanhada de Otávio e a acusa de traição. O espírito atormentado rejeita qualquer tentativa de aproximação e ainda insinua que Marcos está passando mal.

De volta ao mundo dos vivos, a influência negativa de Alexandre começa a se dissipar, e Guiomar gradualmente recupera sua lucidez. Diná, abalada, pede a Samuel que a leve até a mãe. Otávio consola a amada, explicando que o maior tormento é ver o sofrimento de quem se ama sem poder intervir. Júlia então revela que Diná e Otávio estão unidos há várias encarnações, destinados a se reencontrar sempre. Diná deseja lembrar suas vidas passadas e compreender o elo eterno que os une.

Enquanto isso, Téo — ainda sob influência espiritual — confunde seus sentimentos e diz que esteve com Diná, o que gera tensão. Mais tarde, recuperado, ele admite a Alberto que começa a acreditar em tudo o que o médico dizia sobre o plano espiritual. Sofia decide voltar à fazenda com a mãe, e Diná percebe que todas as desavenças entre Guiomar, Raul e Téo eram causadas por Alexandre.

Chega o dia do casamento de Fátima e Agenor, mas o noivo não aparece. Fátima, devastada, insiste em permanecer com o vestido de noiva, acreditando que ele voltará. Mesmo sem a cerimônia, os convidados comparecem à festa em solidariedade. Agenor, envergonhado e confuso, se esconde no porão da pensão.

Em outro momento, Ismael ameaça Johnny com uma faca, exigindo que ele providencie documentos falsos para sua fuga. Durante a festa de aniversário de Guiomar, o espírito de Alexandre aparece e tenta acariciar Lisa, deixando-a perturbada e fraca. Tato, cada vez mais agressivo sob influência espiritual, maltrata Glória e tenta expulsá-la de casa, mas ela resiste. Bia chega e joga o rapaz debaixo do chuveiro para contê-lo. Alberto, que presencia a cena, vê claramente a presença de Alexandre na casa, confirmando o domínio espiritual.

Enquanto o amor e a fé tentam resistir à escuridão, Alexandre continua provocando o caos — até mesmo entre Raul e a sogra, que acabam em mais uma briga. O capítulo é marcado por fortes emoções, revelações espirituais e a luta entre a luz e as sombras que dominam os destinos dos personagens.

Tremembé | Série do Prime Video sobre detentos famosos e o sistema prisional já está disponível

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Nesta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, o Prime Video estreia Tremembé, série original que explora o cotidiano de um dos presídios mais emblemáticos do Brasil. Conhecido popularmente como “o presídio dos famosos”, Tremembé II é palco de histórias de detentos que ganharam notoriedade nacional. A produção combina true crime e drama, com direção de Vera Egito (que também assina o roteiro ao lado de Ulisses Campbell, Juliana Rosenthal, Thays Berhe e Maria Isabel Iorio) e chega justamente no Halloween, reforçando o clima de tensão, mistério e reflexão sobre crime e punição.

Um olhar que vai além do fato policial

Tremembé não se limita a recriar casos famosos, como os de Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga e os irmãos Cravinhos. A série aprofunda-se na convivência diária dentro do presídio, mostrando rivalidades, alianças, estratégias de sobrevivência e as pequenas fragilidades humanas que surgem mesmo em um ambiente extremo.

Cada episódio convida o público a refletir sobre dilemas universais: medo, arrependimento, orgulho e a busca por reconhecimento. Ao mesmo tempo, a produção evidencia problemas estruturais do sistema prisional brasileiro, como superlotação, falhas de gestão e os impactos sociais de se tornar notório no país. Dessa forma, Tremembé oferece não apenas entretenimento, mas debate e reflexão social.

Saiba quem dá vida aos detentos

O elenco de Tremembé é um dos grandes atrativos da série, reunindo nomes consagrados e emergentes da televisão e do cinema brasileiro. Marina Ruy Barbosa (Império, Totalmente Demais, Deus Salve o Rei) interpreta uma detenta inspirada em Suzane von Richthofen, combinando intensidade e vulnerabilidade. Bianca Comparato (3%, Avenida Brasil) assume papel baseado em Elize Matsunaga, trazendo profundidade emocional à trama. Carol Garcia (A Dona do Pedaço, Quanto Mais Vida, Melhor!) vive outra detenta central, transmitindo a complexidade do dia a dia prisional.

Entre os personagens masculinos, Felipe Simas (Totalmente Demais, Salve-se Quem Puder) interpreta Daniel Cravinhos, enquanto Kelner Macêdo (Guerreiros do Sol, cinema e séries independentes) vive Christian Cravinhos, explorando o peso de suas decisões dentro da prisão. Completam o elenco Letícia Rodrigues (Malhação, Verdades Secretas), Anselmo Vasconcelos (O Auto da Compadecida, Velho Chico) e Lucas Oradovschi (Outras Produções Independentes), todos contribuindo para a densidade dramática da produção e fortalecendo a autenticidade da narrativa.

Participação do sistema e críticas sociais

Mais do que drama, Tremembé se propõe a levantar questões sociais e estruturais do sistema prisional brasileiro. Ao mostrar a rotina de um presídio que abriga detentos célebres, a série aborda superlotação, ressocialização, estigmatização e os impactos da fama dentro da prisão. A pesquisa para a produção foi extensa e detalhada, incluindo livros, entrevistas e estudos sobre os casos reais, garantindo fidelidade aos fatos sem perder o ritmo dramático. Ao equilibrar entretenimento e reflexão, Tremembé provoca debates sobre ética, justiça e a forma como a sociedade encara o crime e a punição.

Gerson Fogaça leva a força da arte brasileira à Argentina com a exposição “Caos In Itinere”, em Mendoza

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Há artistas que pintam o que veem. Outros, como Gerson Fogaça, pintam o que sentem — e, de alguma forma, nos fazem sentir também. A partir de 7 de novembro, o Museu Carlos Alonso, em Mendoza, na Argentina, se torna o palco de uma travessia emocional e estética com a exposição “Caos In Itinere”, uma mostra que ocupa os três andares do espaço e apresenta 39 obras produzidas entre 2007 e 2025.

A retrospectiva não é apenas uma reunião de trabalhos, mas uma jornada pela alma criativa de um artista que aprendeu a transformar o caos — interno e urbano — em movimento, cor e pensamento. Nascido em Goiás, Fogaça faz da pintura uma linguagem viva, pulsante, que desafia os limites entre o figurativo e o abstrato, entre o gesto livre e a forma controlada. Cada traço, cada textura, parece conter um pedaço de vida, um respiro, uma memória em suspensão.

O gesto como poesia

“Caos In Itinere” — expressão em latim que remete a algo em processo, em deslocamento — traduz bem o espírito da exposição. A curadora Patrícia Avena Navarro, franco-argentina radicada em Buenos Aires, explica que a mostra se concentra no período entre 2013 e 2025, quando o urbano se torna ritmo e linguagem na obra de Fogaça.

Ao caminhar pelas salas do museu, o visitante encontrará uma sucessão de pulsações visuais — fragmentos de cidades, sombras de corpos em movimento, atmosferas que ora lembram ruído, ora silêncio. Em muitas telas, o tempo parece suspenso, como se o artista quisesse nos lembrar de que toda criação nasce do instante em que a desordem se transforma em harmonia.

A exposição tem produção de Malu da Cunha e KA Produções Culturais, realização do Instituto Cultural Urukum e foi viabilizada pelo Programa Goyazes, do Governo de Goiás, através da Secretaria de Estado da Cultura. É uma articulação que vai além da burocracia: representa o diálogo entre o Brasil e a América Latina, uma ponte construída pela arte e pelo afeto.

Entre o veto e a liberdade

Quem vê a serenidade e o equilíbrio da obra de Fogaça talvez não imagine o quanto ela foi atravessada por resistência. Em 2019, o artista viveu um episódio que marcaria sua trajetória: a censura à exposição “O Sangue no Alguidá”, que seria apresentada no Museu dos Correios, em Brasília.

Inspirada na literatura provocadora do cubano Pedro Juan Gutiérrez e nas vertentes mais cruas do realismo latino-americano, a mostra foi desmontada um dia antes da abertura. As telas, que falavam sobre o corpo, o desejo e a vida nas margens, foram retiradas sem explicação pública convincente.

Mas, como toda boa história de resistência, essa também encontrou sua reviravolta. Em menos de 24 horas, “O Sangue no Alguidá” foi transferida para o Museu Nacional da República, onde ganhou um novo público e uma nova força. A imprensa nacional repercutiu o caso, e Fogaça se tornou, sem pretender, símbolo da luta pela liberdade artística.

“Foi um momento difícil, mas também necessário”, relembra o artista. “A arte precisa incomodar. Quando ela é silenciada, é sinal de que tocou em algo verdadeiro.”

Esse episódio atravessou seu trabalho desde então. Suas obras mais recentes parecem carregar uma espécie de respiração política — uma necessidade de ocupar o espaço, de não se curvar ao medo. “Caos In Itinere” é, nesse sentido, uma espécie de renascimento: a celebração de quem sobreviveu ao silêncio e voltou a falar com mais força.

A travessia de um artista goiano pelo mundo

Gerson começou sua trajetória em Goiás, mas sua arte rapidamente cruzou fronteiras. Já expôs em instituições importantes na Europa, América Latina e Estados Unidos, como a Casa de América Latina (Lisboa), a Casa Brasil (Bruxelas), a Galería Luz y Oficio (Havana), o Museu Nacional da República (Brasília), o MAC/GO, o Museu de Arte de Goiânia (MAG), o Museo Alejandro Otero (Caracas), e a Sanger Gallery – The Studios of Key West, na Flórida.

Essa trajetória internacional não é fruto do acaso, mas da coerência com que o artista constrói sua poética. Em suas telas, a cor é corpo. A matéria, memória. O gesto, um registro do tempo. Há sempre uma tensão entre controle e impulso — como se Fogaça buscasse, a cada pincelada, um ponto de equilíbrio entre o caos e a calma.

A exposição revela exatamente isso: um artista maduro, consciente do próprio caminho, mas ainda disposto a correr riscos. “A arte só vive se houver risco”, costuma dizer. E é essa entrega que faz de suas pinturas uma experiência viva — algo que o espectador sente na pele antes mesmo de compreender com a razão.

Nova imagem vazada de Demolidor: Renascido revela uniforme sombrio e detalhes inéditos do herói

Uma imagem recente, divulgada de forma vazada, trouxe aos fãs do Demolidor uma primeira olhada no novo uniforme do herói para a próxima temporada da série Demolidor: Renascido. O icônico traje vermelho, conhecido desde as temporadas da Netflix, agora surge em tons predominantemente negros, com pequenos detalhes em vermelho ainda visíveis, e as letras “DD” discretamente posicionadas no peitoral. A mudança visual gerou grande repercussão nas redes sociais, com fãs especulando sobre como essa nova versão refletirá a personalidade e os desafios de Matt Murdock.

Segundo informações confirmadas pelo Omelete, a imagem vazada parece ter se originado de um ensaio fotográfico promocional, reforçando sua autenticidade. O novo uniforme não apenas altera a estética do personagem, mas também sinaliza uma abordagem mais madura e sombria da série, que promete explorar os dilemas de Murdock como advogado e vigilante.

Um retorno aguardado

A nova temporada de Demolidor é uma produção do Disney+ baseada no herói da Marvel Comics, criada por Dario Scardapane, Christopher Ord e Matthew Corman. A série retoma a história do personagem, que ganhou destaque nas temporadas originais lançadas pela Netflix entre 2015 e 2018, e estabelece conexões diretas com o Universo Cinematográfico Marvel (UCM).

Charlie Cox retorna ao papel de Matt Murdock, enquanto Vincent D’Onofrio reprisa seu icônico Wilson Fisk. Outros nomes do elenco incluem Margarita Levieva, Deborah Ann Woll, Elden Henson, Wilson Bethel, Zabryna Guevara, Nikki M. James, Genneya Walton, Arty Froushan, Clark Johnson, Michael Gandolfini, Ayelet Zurer e Jon Bernthal.

Após o cancelamento da série original em 2018, a expectativa de fãs por um retorno do Demolidor cresceu ao longo dos anos, especialmente depois que Cox e D’Onofrio participaram de projetos da Marvel Studios a partir de 2021. Renascido surge, então, como uma oportunidade de revisitar a história do herói, conectando-a tanto com o passado quanto com o presente do UCM.

Mudanças nos bastidores

O desenvolvimento da nova série começou em 2022, com Corman e Ord inicialmente como roteiristas principais. O projeto planejava uma narrativa episódica com um tom mais leve, mas a Marvel decidiu reformular a produção no final do ano, contratando Dario Scardapane como showrunner, ao lado dos diretores Justin Benson e Aaron Moorhead. Essa mudança deu à série uma abordagem mais serializada, com episódios interligados e uma conexão mais direta com as temporadas da Netflix.

Originalmente, a primeira temporada tinha 18 episódios planejados, mas acabou sendo dividida em duas partes, cada uma com nove episódios. As filmagens ocorreram em Nova York, garantindo que a cidade continuasse a ser protagonista, cenário essencial para as histórias do Demolidor.

Entenda a trama da nova temporada

A história de Renascido se passa alguns anos após os eventos da série original e um ano depois que Matt Murdock interrompeu suas atividades como vigilante. A primeira temporada acompanha o advogado cego tentando equilibrar sua vida pessoal com o combate ao crime em Nova York. Enquanto isso, Wilson Fisk, o ex-chefe do crime, agora concorre à prefeitura da cidade, colocando a dupla em rota de colisão.

Além do conflito central entre Murdock e Fisk, a série explora os desafios de ser um herói em um mundo cada vez mais complexo. Karen Page e Foggy Nelson retornam como aliados de Matt, reforçando a dimensão humana da narrativa e mostrando como o trabalho em equipe e os laços pessoais continuam sendo fundamentais para o herói.

Aqui Não Entra Luz, de Karol Maia, é selecionado para o IDFA e reafirma a força do cinema documental brasileiro

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O cinema brasileiro volta a conquistar espaço no exterior com o documentário “Aqui Não Entra Luz”, dirigido por Karol Maia. A produção, que arrebatou os prêmios de Melhor Direção e Prêmio Zózimo Bulbul no 58º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, foi selecionada para o Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA) — considerado um dos eventos mais importantes do gênero no mundo. O longa será exibido na mostra Frontlight, dedicada a obras que refletem sobre verdade, justiça e as urgências sociais do nosso tempo.

A presença do filme no festival europeu marca uma vitória não apenas para o cinema nacional, mas também para as vozes historicamente silenciadas que ele representa. A produção mergulha na vida de mulheres negras trabalhadoras domésticas, trazendo à tona não só a luta por direitos, mas também as alegrias, afetos e sonhos que sustentam sua existência.

De senzalas aos quartos de empregada: um percurso de memória e afeto

O projeto nasceu em 2017, a partir de uma pesquisa pessoal da diretora sobre a arquitetura das senzalas e dos quartos de empregada — espaços físicos que, ao longo da história, traduzem as marcas do racismo e da desigualdade no Brasil. A princípio, o foco era investigar como o passado escravocrata ainda molda a organização doméstica contemporânea. Mas, conforme o processo avançava, o documentário ganhou novos contornos.

“Comecei interessada em entender o espaço, o quarto, o símbolo. Mas, no caminho, percebi que estava diante de algo muito maior — de histórias vivas, de mulheres que continuam sendo o pilar do país. Esse filme foi se transformando junto comigo. No fim, é um filme sobre amor, resistência e ancestralidade”, explica Karol.

A diretora destaca que sua intenção foi construir uma narrativa a partir da escuta — permitindo que as próprias trabalhadoras contassem suas trajetórias, suas dores e, sobretudo, suas conquistas. “A história do Brasil costuma ser contada de cima para baixo. Quis inverter esse olhar e dar o protagonismo a quem sempre sustentou tudo, mas quase nunca teve voz”, completa.

Um retrato de força, alegria e sobrevivência

Distribuído pela Embaúba Filmes, o documentário propõe uma abordagem sensível, evitando clichês ou discursos de vitimização. Em vez disso, o documentário celebra a vitalidade e o poder das mulheres retratadas — sua capacidade de criar beleza e esperança mesmo nas condições mais adversas.

A crítica especializada tem reconhecido essa delicadeza. Para Maria do Rosário, da Revista de Cinema, a obra “herda o melhor do espírito de Eduardo Coutinho, dando às personagens a chance de narrar suas próprias vidas com encanto e profundidade”. Ela destaca ainda o talento da diretora em encontrar, junto à pesquisadora Isabella Santos, quatro mulheres carismáticas “dotadas do poder da fabulação”.

Em cada depoimento, o espectador é convidado a refletir sobre o Brasil que existe dentro das casas — aquele onde a desigualdade social convive com gestos de afeto, e onde a rotina das trabalhadoras domésticas revela não apenas sobrevivência, mas também dignidade e sabedoria.

Uma trajetória que continua iluminando caminhos

Com sua exibição no IDFA, o documentário se insere no circuito internacional de produções que desafiam o olhar e ampliam o entendimento sobre o mundo. Para Karol Maia, mais do que um prêmio, a conquista representa um gesto de reparação simbólica: “Essas mulheres merecem ser vistas e celebradas. São elas que, há séculos, mantêm o país de pé. A luz que o título menciona pode não entrar nos quartos, mas vem de dentro delas, e é essa luz que o filme quer mostrar.”

Diamond Films libera trailer intenso de “Marty Supreme”, novo drama esportivo com Timothée Chalamet em busca do Oscar

A Diamond Films virou o dia de cabeça para baixo nesta sexta, 14, ao publicar o primeiro trailer de Marty Supreme, um drama esportivo intenso e estilizado que coloca Timothée Chalamet (Um Completo Desconhecido, Duna, Me Chame Pelo Seu Nome) em uma de suas performances mais ousadas até agora.

O vídeo caiu nas redes como uma faísca em um galpão cheio de gasolina: fãs, críticos e curiosos começaram imediatamente a comentar o tom frenético das imagens, a estética carregada de tensão e, claro, a entrega visceral do ator, que parece completamente transformado.
Sem repetir qualquer fórmula de seus trabalhos anteriores, Chalamet surge mais bruto, inquieto e elétrico — e já há quem enxergue no filme um forte candidato à temporada de prêmios. Abaixo, confira o vídeo:

Uma Nova York subterrânea, um esporte improvável e um diretor que ama o caos

O projeto é comandado por Josh Safdie (Joias Brutas, Bom Comportamento), cineasta que se tornou sinônimo de histórias claustrofóbicas e personagens à beira de um ataque nervoso. Depois do impacto de Joias Brutas, Safdie troca o universo das apostas ilegais modernas pela Nova York dos anos 1950, mas leva consigo a mesma energia anárquica.

Desta vez, ele mira o mundo do tênis de mesa — um cenário quase mítico para quem viveu aquela época e que, curiosamente, o cinema sempre ignorou. O trailer já mostra que o diretor não tem qualquer interesse em seguir padrões: o pingue-pongue aqui ganha aura de rock sujo, suor quente e um tipo de intensidade que faz a bola parecer uma pequena granada quicando de um lado ao outro.

Safdie assina o roteiro ao lado de Ronald Bronstein (Daddy Longlegs, Joias Brutas), parceiro de longa data e igualmente obcecado por personagens quebrados. Juntos, eles constroem uma Nova York viva, densa e barulhenta: um mosaico de artistas, esportistas, boêmios e figuras excêntricas que habitavam clubes esfumaçados, porões apertados e galpões improvisados — todos querendo provar alguma coisa para si mesmos e para o mundo.

Não é biografia — é obsessão

Embora o filme beba levemente da trajetória de Marty Reisman (ídolo do tênis de mesa nos anos 1950), a proposta passa longe de uma cinebiografia tradicional. Marty Supreme é, antes de tudo, uma história sobre fixação: a de um jovem que se recusa a desaparecer na multidão. No trailer, Marty aparece como um garoto talentoso, mas constantemente desacreditado. A câmera o segue de perto — perto demais — em treinos frustrados, competições clandestinas e momentos de pura autodestruição emocional. A Nova York recriada no filme não serve apenas como pano de fundo; ela pulsa junto com o protagonista. É como se cada esquina ecoasse os conflitos dele.

A transformação de Timothée Chalamet

As reações mais entusiasmadas ao trailer giram em torno da metamorfose de Chalamet. Ele adota um corpo inquieto, gestos fragmentados, olhares que queimam de determinação e desespero. Não é o charme melancólico de Me Chame Pelo Seu Nome nem o heroísmo contido de Duna — é outra coisa.
Há uma agressividade silenciosa, uma vulnerabilidade exposta, uma energia que sugere que o personagem está sempre um passo de perder tudo — inclusive a si mesmo.
Para muitos, essa pode ser a atuação mais arriscada da carreira do ator.

Um elenco inesperado e cheio de personalidades

O filme reúne um grupo improvável (e delicioso) de participações. Gwyneth Paltrow (Shakespeare Apaixonado, Contágio) interpreta Kay Stone, uma figura enigmática que aparece pouco, mas diz muito com os olhos.
Odessa A’zion (Hellraiser, Convite Maldito) surge como Raquel, presença que parece tanto impulsionar quanto desequilibrar Marty emocionalmente.

A grande surpresa é Fran Drescher (The Nanny, Beautician and the Beast), conhecida por décadas pelo humor brilhante na TV. Aqui, ela interpreta a mãe do protagonista em um papel grave, denso e completamente distante do que o público espera dela.

Outro nome que chamou a atenção é o de Tyler, The Creator (multivencedor do Grammy, videoclipes e projetos visuais), creditado como Tyler Okonma, fazendo sua estreia como ator. Mesmo com poucos segundos de trailer, sua presença já deixa claro que ele não entrou no projeto para fazer figuração.

A lista ainda inclui Kevin O’Leary (Shark Tank), Philippe Petit (O Equilibrista), Spenser Granese (The Last of Us), Emory Cohen (O Lugar Onde Tudo Termina, Brooklyn), Sandra Bernhard (Pose, Scandal), Isaac Mizrahi (Unzipped) e até ex-jogadores icônicos como Tracy McGrady (NBA Hall of Fame) e Kemba Walker (Boston Celtics, Charlotte Hornets).

Queen Lear conquista três prêmios no NZ WebFest e reforça presença do audiovisual brasileiro no cenário internacional

A produção brasileira Queen Lear, realizada pelo Canal Demais e inspirada na tragédia “King Lear”, de William Shakespeare, alcançou um novo marco em sua trajetória internacional. A série venceu três categorias no NZ WebFest 2025, um dos mais relevantes festivais dedicados a webséries no mundo. Os prêmios incluem Melhor Edição, Melhor Performance para Claudia Alencar e Melhor Série Narrativa Internacional, reconhecimento que consolida a força do projeto no circuito global.

O desempenho no festival já era esperado entre especialistas do setor, já que a produção havia acumulado sete indicações em categorias-chave, como Melhor Série em língua não inglesa, Direção, Roteiro e Trilha Sonora. A vitória, no entanto, colocou a obra em um novo patamar. No ranking da Copa do Mundo das Webséries, que reúne produções de mais de 50 países, a série ocupa atualmente a segunda colocação, um feito inédito para uma websérie brasileira recente.

Reconhecimento artístico e impacto profissional

Para o criador e diretor Quentin Lewis, os prêmios confirmam o potencial de exportação da produção nacional e reforçam o alcance da narrativa de Queen Lear no exterior.

“Ver ‘Queen Lear’ sendo reconhecida em um festival do porte do NZ WebFest é uma conquista enorme. É a confirmação de que a série dialoga com diferentes públicos e culturas”, afirma o diretor, destacando o esforço da equipe em construir um projeto de apelo universal sem perder a identidade brasileira.

Entre os destaques da noite, o prêmio de Melhor Performance para Claudia Alencar chamou atenção da crítica especializada. A atriz entrega uma interpretação complexa e vigorosa da Rainha Lear, personagem central da trama — uma líder de milícia cuja trajetória é marcada por poder, decadência e conflitos familiares.

“Ganhar o prêmio de melhor atriz no Festival da Nova Zelândia foi uma alegria desmesurada. Atuar sob a direção de Quentin Lewis foi uma das grandes bênçãos da minha carreira”, celebrou Alencar, destacando a importância do reconhecimento internacional.

Uma adaptação que atualiza Shakespeare para o Brasil contemporâneo

Ambientada no Rio de Janeiro, a websérie transforma a peça original de Shakespeare em uma leitura contemporânea ancorada em temas como violência urbana, disputas territoriais e relações de poder. No lugar do reino britânico, a narrativa apresenta uma vasta rede criminosa comandada pela protagonista, cuja decisão de dividir o controle do império entre suas três filhas desencadeia uma série de rupturas, traições e jogos políticos.

A produção se diferencia pela abordagem estética e pelo rigor narrativo, elementos que contribuíram fortemente para sua recepção internacional. O elenco reúne nomes como Mariana Lewis, recentemente confirmada no elenco de The Hunger Games On Stage em Londres, além de Will Crispin, Giul Abreu, Aline Azevedo, Ana Cecília Mamede, Hélio Amaral, Bruno Rafael, Simone Viana, Wagnera, Mano Melo e Ruan Vitor.

Trabalho em expansão e circulação internacional

Queen Lear continua em exibição em festivais ao redor do mundo e integra a programação de mostras especializadas em narrativas digitais. Embora ainda não haja previsão de lançamento aberto ao público, o desempenho no NZ WebFest e em outras competições sugere um caminho ascendente para a websérie, tanto em projeção internacional quanto em interesse de plataformas.

Os três prêmios conquistados na Nova Zelândia representam não apenas um feito para o Canal Demais, mas também um avanço para o audiovisual brasileiro no mercado global de webséries — área em constante expansão e competitividade crescente. Com sua estética refinada, abordagem contemporânea e sólida execução técnica, a série emerge como uma das produções brasileiras mais relevantes do ano no circuito internacional.

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