No capítulo da novela A.mar que vai ao ar nesta terça-feira, 28 de outubro, Marina toma a difícil decisão de deixar a casa de Gabriel, o que causa profunda tristeza em Íker, que sente a ausência da mãe de forma intensa. Enquanto isso, Fabián, exausto das tentativas de Érika em retomar o antigo relacionamento, decide ser sincero e revela que está começando a se interessar por Estrella, sua amiga.
No velório de Gertrudis, Fabián comparece para dar apoio a Yazmín, mas acaba sendo criticado por sua ausência como pai. Mesmo diante da rejeição, ele insiste em demonstrar afeto e a abraça, tentando restabelecer um vínculo. Mais tarde, Estrella aceita sair com Fabián e o surpreende com um ceviche preparado especialmente para ele. Tocada por sua atitude, ela aceita o convite para ir até a casa dele, onde os dois têm uma conversa sincera e emocional após um dia repleto de despedidas e reflexões.
Saiba o que vem por aí na novela A.mar
Fabián pede a Estrella que aceite seus sentimentos e a surpreende com um beijo terno, tentando mostrar que o amor entre eles merece uma chance. No entanto, o clima de romance é interrompido pela chegada inesperada de Érika, que, tomada pelo ciúme, chama Estrella de idiota por se envolver com o homem que ama. Abalada pela cena, Estrella tenta se explicar, mas Érika sai furiosa.
Enquanto isso, Rosalba, ao ver a filha arrasada, aconselha Érika de forma dura: diz que às vezes é preciso “sujar as mãos” para conquistar o que se deseja. Dividida entre a lealdade e o sentimento, Estrella confessa a Fabián que não quer trair a amiga e que é melhor se afastarem. Fabián, por sua vez, insiste para que ela não desperdice o que a vida está lhes oferecendo.
Mesmo com o apelo, Estrella decide se manter firme. Ela jura a Fabián que não pode se apaixonar pelo mesmo homem que Érika e pede que ele a esqueça, revelando ainda que pretende deixar a cidade em breve.
Paralelamente, Sergio informa a Juanjo que só poderá assumir sua herança se se casar com a mãe de sua suposta filha. Decidido a resolver o passado, ele vai até a casa de Estrella e exige provas de que Azul é realmente sua filha. Indignada, ela o expulsa, dizendo que não quer nada dele — nem o dinheiro, nem o nome.
Mais tarde, Azul confronta Sergio ao descobrir que ele pagou sua mãe para não ter o bebê. Envergonhado e comovido, Sergio confessa que não se sentiu preparado para ser pai, dando início a uma nova e dolorosa fase de acertos entre eles.
O diretor Cristiano Burlan lança nesta quinta-feira (13) nos cinemas de São Paulo o longa Ulisses, produção da Bela Filmes em parceria com a Chatrone. O filme marca o início de uma trilogia que inclui ainda Nosferatu — exibido no Festival de Brasília em setembro — e o inédito Dom Quixote.
Em Ulisses, Burlan revisita o mito grego em uma narrativa ambientada na São Paulo contemporânea. O protagonista, interpretado por Rodrigo Sanches, percorre as ruas do centro da cidade em busca de lembranças e significados, reconstruindo a própria história a partir de fragmentos de memória, afetos e perdas.
A jornada do personagem se desenrola em meio a uma cidade que reflete seu estado emocional. A fotografia em preto e branco de Helder Martins transforma São Paulo em um labirinto de concreto, sombras e ruídos. Os viadutos, as fachadas degradadas e os espaços de passagem são filmados como extensões da mente do protagonista, revelando uma metrópole que pulsa entre presença e ausência.
A narrativa incorpora elementos experimentais e poéticos, característicos da filmografia de Burlan. Vozes, silêncios e lembranças se sobrepõem, criando uma experiência cinematográfica que mistura realidade e imaginação. O diretor mantém sua tradição de trabalhar com estruturas narrativas fragmentadas, valorizando o gesto, o som e a respiração da cidade tanto quanto o drama humano.
No elenco, Ana Carolina Marinho interpreta Penélope, figura que atravessa a trama de forma múltipla e ambígua. Sua presença funciona como eco da memória e do desejo do protagonista, compondo o aspecto emocional do filme. Burlan constrói a relação entre Ulisses e Penélope de maneira simbólica, sugerindo que ambos habitam tempos e espaços diferentes, unidos por uma busca que jamais se completa.
O longa reafirma o estilo autoral de Burlan, reconhecido pela abordagem introspectiva e pelo olhar crítico sobre o urbano. Em Ulisses, o diretor explora a cidade como metáfora do inconsciente coletivo, criando um retrato da solidão contemporânea. As ruas do centro, o Minhocão e os espaços esquecidos de São Paulo se tornam cenário e personagem de uma travessia existencial.
Com uma linguagem visual rigorosa e ritmo contemplativo, o filme investiga o limite entre o real e o simbólico. A ausência de linearidade narrativa convida o espectador a acompanhar o fluxo da memória e da percepção, mais do que uma história tradicional. Burlan aposta em um cinema sensorial, que convida à reflexão e à imersão.
Além de estrear na capital paulista, o longa-metragem deve chegar nas próximas semanas a outras cidades brasileiras. O filme é o primeiro capítulo de uma trilogia inspirada em figuras arquetípicas — Ulisses, Nosferatu e Dom Quixote — que dialogam com o imaginário ocidental e com temas recorrentes na obra do cineasta, como a busca por identidade, o desamparo e o pertencimento.
Reconhecido por títulos como Mataram Meu Irmão (2013), A Mãe (2022) e Sinfonia de um Homem Só (2012), Burlan reafirma em Ulisses seu interesse por personagens à margem e por uma estética que valoriza o risco e o desconforto. Seu cinema segue comprometido com a investigação da linguagem e com o retrato das contradições urbanas e humanas do país.
Zootopia 2 chegou aos cinemas com a força de quem carrega uma das animações mais queridas da última década. O lançamento, que já era aguardado pelo público desde o anúncio oficial, superou expectativas e se tornou um dos fenômenos de bilheteria mais impressionantes do ano. Os primeiros números indicam que a sequência deve ultrapassar rapidamente a marca de 500 milhões de dólares e pode repetir o feito do filme original, alcançando o cobiçado bilhão mundial.
De acordo com o The Hollywood Reporter, o desempenho inicial é expressivo em praticamente todos os territórios. Somente nos dois primeiros dias de exibição, a animação arrecadou quase 54 milhões de dólares na China, que se consolida como o grande motor internacional da franquia. Nos Estados Unidos e no Canadá, o filme somou 39 milhões de dólares entre terça e quarta-feira, um resultado acima do esperado para o período.
Essa combinação de força nos EUA e explosão no mercado asiático coloca Zootopia 2 lado a lado com estreias recentes de enorme impacto, como Moana e Frozen 2. Na China, o sucesso chama ainda mais atenção, já que o novo longa da Disney caminha para registrar a maior abertura de um filme americano na região desde 2020. Para analistas, esse é um sinal claro de que a marca continua muito forte e que a sequência encontrou o tom certo para reconquistar o público.
Enquanto impressiona nas bilheterias, o longa também tem chamado atenção por sua história mais ampla e emocional. Ambientado uma semana após os eventos do primeiro filme, o novo filme acompanha Judy Hopps e Nick Wilde tentando se adaptar ao trabalho conjunto na Polícia de Zootopia. Embora agora sejam parceiros oficiais, suas personalidades colidem com frequência, o que coloca a dupla em risco diante das responsabilidades cada vez maiores dentro da corporação.
Essa tensão fica evidente logo no início, quando uma operação contra contrabandistas de tamanduás sai de controle. O fracasso irrita o Chefe Bogo, que ameaça separar os dois agentes caso eles não passem por uma sessão de terapia com a quokka Dra. Fuzzby. A situação parece simples, mas se torna o estopim para investigar um novo mistério que se aproxima silenciosamente da cidade.
Durante a ação desastrosa, Judy encontra um pedaço de pele de cobra e pistas que a fazem suspeitar da presença de um réptil em meio àquela rede de contrabando. Somado a isso, o Baile Zootenário, evento luxuoso que celebra os cem anos de Zootopia, se aproxima. Para Judy, esse pode ser o ponto de encontro que revelará quem realmente está por trás da movimentação suspeita.
Determinada, ela convence Nick a acompanhá-la ao baile organizado pelos Lincesley, uma das famílias mais tradicionais da cidade. Lá, Judy acaba se aproximando de Patalberto, o filho mais novo do clã, enquanto Nick identifica uma figura encapuzada escondida sobre o salão. O clima de festa rapidamente se transforma em caos quando a figura salta de um lustre e finalmente se revela: trata-se de uma víbora que sequestra Milton, patriarca dos Lincesley, e foge levando um diário antigo que registra a criação das muralhas climáticas de Zootopia.
A cena desencadeia uma reação em cadeia. Desesperado para proteger a reputação de sua família, Milton acusa Judy e Nick de serem cúmplices da víbora, levando o caso ao prefeito Cavalgante. A tensão aumenta quando a cobra acidentalmente envenena Bogo. Com isso, a polícia passa a perseguir Judy e Nick, que fogem com o diário recuperado enquanto a víbora escapa junto de um aliado desconhecido.
A fuga os leva até o submundo de Zootopia, onde o chefão do crime Sr. Big os coloca em contato com Nibbles Castanheira, uma castora que acredita em várias teorias da conspiração envolvendo a cidade. É ela quem os conduz à Feira do Brejo, uma zona marginalizada onde vive uma comunidade de répteis isolada do resto da cidade. Ali, o basilisco Jesús revela que o diário pode ser a chave para entender a expulsão histórica dos répteis de Zootopia e o soterramento do território original onde viviam, hoje escondido sob a região de Tundralândia.
Quando a polícia invade o local e causa uma confusão generalizada, Judy e Nick encontram novamente a víbora, que engole o diário para impedir que ele caia em mãos erradas e foge por um túnel submerso. Na perseguição, Judy quase se afoga e é salva por Nick, um momento que expõe as fragilidades emocionais dos dois. A relação se rompe depois de uma discussão intensa na qual Judy questiona se eles realmente combinam como dupla. A briga fica marcada pela queda da caneta de cenoura que simbolizava o vínculo entre eles.
Pouco depois, a víbora finalmente se revela. Seu nome é Gary A’Cobra e seu aliado é justamente Patalberto, o jovem lince que Judy conheceu na festa. A revelação abre espaço para novas camadas da trama. Judy descobre que a verdadeira inventora das muralhas climáticas foi Agnes, bisavó de Gary, que acabou criminalizada e apagada da história quando Ebenezer Lincesley roubou sua patente. No passado, ele ainda incriminou Agnes pela morte de sua empregada tartaruga para justificar sua expulsão.
Com essa descoberta, Judy, Gary e Nick seguem para a muralha climática em busca da patente original, que estaria escondida nas ruínas soterradas da antiga Ravina dos Répteis. A escalada emocional da história atinge o ponto mais tenso quando Patalberto, decidido a proteger o nome de sua família, trai o grupo, envenena Judy e rouba o antídoto que poderia salvá-la.
O confronto final acontece à beira de um penhasco. Nick, desesperado, enfrenta Patalberto e consegue recuperar o frasco com o antiveneno. Em um gesto de confiança, ele o arremessa para Gary, que cura Judy momentos antes de perder a consciência. Na luta, Patalberto cai, mas é salvo por Judy, que se recusa a deixá-lo morrer, mesmo após sua traição.
Com a patente finalmente recuperada e os crimes revelados, a polícia prende os Lincesley, e a história de Agnes é restituída. O reconhecimento reacende o vínculo entre Zootopia e a comunidade de répteis, agora reintegrada à cidade. Judy e Nick são inocentados, Bogo se recupera e a dupla volta ao trabalho com um novo entendimento sobre confiança e parceria.
No fim, Nick aparece com a caneta de cenoura consertada. Judy grava com ela uma declaração inesperada do parceiro, em que ele admite seu amor por ela. A gravação é exibida na cena pós-créditos, criando uma espécie de epílogo emocional que sugere que uma nova fase está prestes a começar.
A Globo preparou uma noite especial para o Supercine deste sábado, 29 de novembro, com a exibição do filme “Acertando o Tom”. A produção norte-americana, conhecida originalmente como “Praise This”, mistura música, humor, drama e espiritualidade em uma narrativa que fala sobre descobertas, pertencimento e a força das segundas chances.
A protagonista é Sam, interpretada por Chloe Bailey (conhecida por produções como Swarm, Jane e pela carreira musical ao lado da irmã no duo Chloe x Halle). Sam é uma jovem talentosa que sempre sonhou em viver de música, mas seu temperamento explosivo e algumas decisões equivocadas acabam a surpreendendo com uma mudança repentina de cidade. Longe do ambiente que conhece, ela se vê obrigada a ingressar em um coral gospel, experiência que inicialmente rejeita, mas que acaba transformando sua vida de maneiras profundas.
De acordo com a sinopse do AdoroCinema, o enredo acompanha a adaptação de Sam a um universo completamente diferente do seu, marcado por disciplina, espiritualidade e trabalho coletivo. O que ela acreditava ser um castigo se torna um ponto de virada: novos amigos surgem, barreiras emocionais começam a cair e a relação com a música ganha um novo significado. Paralelamente, Sam também se envolve na preparação do coral para uma grande competição musical, desafiando seus próprios limites e ajudando o grupo a encontrar sua identidade.
O elenco reúne nomes de destaque. Quavo (ator e membro do grupo Migos, também presente em Atlanta e Narcos: Mexico) adiciona carisma ao longa, enquanto Anjelika Washington (Stargirl, Tall Girl, Dear Vivian) entrega uma performance simpática e divertida que equilibra bem os tons mais leves da história.
A direção fica por conta de Tina Gordon Chism (Little, Drumline, Peeples), que imprime ao filme uma linguagem vibrante, alinhando musicalidade, humor e drama. Ela também assina o roteiro ao lado de Brandon Broussard (The Blackening, The Perfect Guy, The Lovebirds), que contribui para o ritmo dinâmico e envolvente da narrativa.
A produção é de Jonathan Glickman (Creed II, Missão: Impossível – Protocolo Fantasma, O Turista) e Leslie Small (Kevin Hart: What Now?, 2 Minutes of Fame, Hair Show). Na produção executiva, destaca-se Will Packer, conhecido por sucessos como Girls Trip, Straight Outta Compton, Ride Along e Think Like a Man, sempre marcando presença em projetos que combinam entretenimento popular com desenvolvimento emocional.
O filme conta com fotografia de Larry D. Horricks (Coração de Cowboy, The Shack, Enemy Way) e edição de David Moritz (Os Fantasmas se Divertem, Mulan, Kung Fu Panda 2). O design de produção ficou nas mãos de Keith P. Cunningham (Um Parto de Viagem, À Procura da Felicidade, O Mentiroso), que cria a atmosfera certa para os palcos, ensaios e momentos íntimos da protagonista.
“Acertando o Tom” vai além de uma história musical. Trata-se de um filme sobre amadurecimento, fé em si mesmo e a capacidade de encontrar novos caminhos mesmo quando tudo parece fora de lugar. É uma obra leve, emocional e divertida, ideal para quem busca inspiração ou simplesmente deseja encerrar a noite com um sorriso e uma boa trilha sonora.
O Supercine vai ao ar logo após o Altas Horas. O filme também está disponível para streaming no Prime Video.
O Você Bem Melhor, exibido neste sábado, 21 de março, às 16h, leva ao público um relato que evidencia as dificuldades enfrentadas por pacientes com doenças raras no sistema de saúde. A edição acompanha a história do guia de turismo Fabrício Tancredo, que enfrentou um longo percurso até descobrir que convivia com a narcolepsia, condição crônica que afeta diretamente o controle do sono e da força muscular.
Sob o comando do médico Rodrigo Gurgel, o programa recebe ainda a neurologista Bruna Bacico, que contribui para a análise do caso e para a explicação dos aspectos clínicos da doença. A conversa, realizada nos estúdios da TV Aparecida, destaca não apenas os sintomas, mas também os obstáculos enfrentados até a confirmação do diagnóstico.
De acordo com o relato apresentado, os primeiros sinais surgiram de forma inesperada e difícil de interpretar. Fabrício passou a vivenciar episódios repentinos de fraqueza muscular, que comprometiam atividades simples do dia a dia. Em alguns momentos, ele perdia a força nas mãos, deixando objetos caírem; em outros, sentia os joelhos cederem sem aviso, o que gerava insegurança e medo.
Sem uma explicação clara para os sintomas, teve início uma jornada marcada por incertezas. Durante cerca de dois anos, o paciente percorreu diferentes especialidades médicas, realizou exames e recebeu hipóteses diagnósticas que não se confirmavam. O processo, além de prolongado, trouxe desgaste emocional e frustração diante da ausência de respostas concretas.
Nesse período, a falta de um diagnóstico preciso levou a decisões médicas equivocadas. Fabrício foi submetido a duas cirurgias que, posteriormente, se mostraram desnecessárias, já que não houve qualquer melhora em seu quadro. O caso ilustra um problema recorrente no tratamento de doenças raras, em que a dificuldade de identificação pode resultar em intervenções inadequadas e atraso no cuidado correto.
A virada na trajetória ocorreu quando surgiu a recomendação de procurar um especialista em distúrbios do sono. A partir dessa avaliação mais direcionada, foi possível identificar a narcolepsia, condição neurológica que, embora não tenha cura, pode ser controlada com acompanhamento médico e mudanças na rotina. O diagnóstico trouxe, sobretudo, compreensão sobre o que estava acontecendo e permitiu a adoção de estratégias para melhorar a qualidade de vida.
A narcolepsia é caracterizada por sonolência excessiva durante o dia e episódios súbitos de perda de força muscular, conhecidos como cataplexia. Esses sintomas podem impactar significativamente a autonomia do paciente, exigindo adaptações no cotidiano e atenção constante. Apesar de sua gravidade, a doença ainda é pouco conhecida, o que contribui para diagnósticos tardios.
Ao apresentar o caso, o Você Bem Melhor amplia o debate sobre a importância de uma investigação clínica aprofundada, especialmente diante de sintomas persistentes e de difícil explicação. A participação da neurologista reforça a necessidade de maior conscientização sobre distúrbios do sono e destaca o papel do diagnóstico precoce na redução de riscos e na melhoria do prognóstico.
A edição também evidencia a importância da escuta ativa e do acompanhamento multidisciplinar, fundamentais para evitar erros e garantir um tratamento mais eficaz. Em um cenário em que muitos pacientes enfrentam trajetórias semelhantes, histórias como a de Fabrício ajudam a dar visibilidade a condições ainda pouco discutidas.
O filme “Surda” segue ampliando sua circulação nos cinemas e entra na segunda semana em cartaz com estreia confirmada em Volta Redonda. A produção espanhola de 2025 já passou por alguns dos festivais mais importantes do mundo e vem chamando atenção tanto da crítica quanto do público por sua abordagem sensível sobre a experiência de uma mulher surda em um ambiente pensado majoritariamente para ouvintes.
O que explica o impacto do filme nos festivais internacionais?
O longa-metragem ganhou projeção internacional ao estrear no Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde recebeu o Prêmio do Público na mostra Panorama. O reconhecimento ajudou a colocar o filme no radar global e abriu caminho para sua passagem por outros eventos importantes.
Depois de Berlim, o longa também se destacou no circuito espanhol e acabou sendo reconhecido no Prêmio Goya, reforçando sua força tanto artística quanto temática. O conjunto de premiações consolidou a obra como uma das produções europeias mais comentadas do período.
Quem é Ángela e qual é o foco da história?
A trama acompanha Ángela, uma mulher surda que trabalha com cerâmica em uma região rural da Espanha. Ela vive um momento decisivo ao descobrir a gravidez do seu primeiro filho com Héctor, seu parceiro ouvinte.
A partir desse ponto, a história se concentra nas mudanças emocionais e práticas que surgem na vida do casal. O nascimento do bebê intensifica as diferenças entre eles e coloca em evidência desafios de comunicação, autonomia e adaptação dentro da família.
O filme evita respostas fáceis e prefere acompanhar de perto os sentimentos da protagonista, mostrando como pequenas situações do dia a dia podem se tornar grandes barreiras ou pontes entre pessoas que vivem realidades diferentes.
Como o filme trabalha a experiência surda na narrativa?
Um dos aspectos mais elogiados da obra é justamente a forma natural com que a surdez é incorporada à história. Em vez de tratar a condição como um problema central, o filme a apresenta como parte da identidade da protagonista e de sua forma de se relacionar com o mundo.
A direção aposta em uma abordagem mais silenciosa e observacional, valorizando expressões, gestos e momentos de pausa. Isso aproxima o público da vivência de Ángela sem recorrer a explicações didáticas, criando uma experiência mais sensorial e emocional.
Quem está no elenco e por que isso importa?
O papel principal é interpretado por Miriam Garlo, atriz surda que já havia participado do curta que deu origem ao longa. Ao seu lado está Álvaro Cervantes, no papel de Héctor, além de Elena Irureta e Joaquín Notario em papéis de apoio que ajudam a construir o ambiente emocional da história.
Quando o público pode assistir no Brasil?
No Brasil, o longa-metragem já está em sua segunda semana de exibição e começa a expandir suas sessões para novas cidades, incluindo a estreia em Volta Redonda. A chegada do filme ao interior reforça a ampliação do circuito de filmes independentes no país.
A A24 divulgou o primeiro teaser de Primetime, novo thriller policial estrelado e produzido por Robert Pattinson. O filme chama atenção por se inspirar em um dos formatos mais polêmicos da televisão americana, misturando drama investigativo com crítica à forma como crimes reais viram entretenimento.
Dirigido por Lance Oppenheim, que estreia no cinema de ficção em longa-metragem, o projeto parte do modelo do programa To Catch a Predator, conhecido por exibir investigações em que suspeitos eram confrontados ao vivo após interações online. Em Primetime, essa ideia é usada como base para uma história que explora o impacto desse tipo de exposição tanto para o público quanto para quem conduz as investigações.
O que Primetime mostra na prática?
O teaser divulgado pela A24 não aposta em ação tradicional nem em cenas de perseguição. Em vez disso, o foco está no ambiente de produção televisiva e nos bastidores de gravações de confrontos investigativos. O material sugere um tom mais tenso e psicológico, com destaque para o desconforto das situações encenadas para a TV.
A proposta do filme parece girar em torno de uma pergunta central: até que ponto esse tipo de investigação é jornalismo e quando ele passa a ser entretenimento? O longa deve trabalhar essa linha tênue mostrando como decisões de produção, audiência e exposição pública influenciam diretamente o rumo das investigações.
Qual é a história do filme?
A trama acompanha um jornalista investigativo da televisão que se tornou conhecido por expor criminosos da internet em programas ao vivo. O personagem interpretado por Robert Pattinson é inspirado em Chris Hansen, figura real que ficou famosa por conduzir esse tipo de abordagem na TV americana.
Ao longo da história, o filme deve mostrar não apenas os confrontos com suspeitos, mas também os bastidores desse formato televisivo, incluindo a pressão por audiência e o impacto emocional de transformar investigações criminais em conteúdo público.
Quem está no elenco?
Além de Robert (The Batman, Twilight, Tenet, Good Time, Harry Potter e o Cálice de Fogo, O Farol), o elenco inclui Skyler Gisondo (The Righteous Gemstones, Santa Clarita Diet, Férias Frustradas, Booksmart, Era Uma Vez em… Hollywood), Merritt Wever (Godless, Nurse Jackie, Inacreditável, The Walking Dead, Marriage Story), Phoebe Bridgers (Swarm, BoJack Horseman), Matthew Maher (The Wrestler, American Honey, Jack Goes Boating, Ladder 49, Our Idiot Brother) e Anna Faris (Todo Mundo em Pânico, A Casa das Coelhinhas, Amor à Segunda Vista, O Segredo de Brokeback Mountain).
Quando chega aos cinemas?
O longa-metragem tem estreia marcada para setembro de 2026, com distribuição da A24. Este será o primeiro filme de ficção dirigido por Lance Oppenheim, cineasta conhecido por documentários sobre comportamento humano e cultura midiática.
Encontrar um novo amor já pode ser complicado por conta própria. Agora imagine ter que submeter cada escolha romântica à aprovação dos seus melhores amigos. Essa é a premissa da nova comédia que está sendo desenvolvida pelo Hulu, projeto criado pelo comediante, ator e roteirista Dewayne Perkins. A série, que ainda não teve seu título revelado, aposta em uma ideia incomum para explorar temas que fazem parte da vida de muitos jovens adultos: relacionamentos, autoconfiança, amizade e as pressões de descobrir qual caminho seguir na fase dos 30 anos.
De acordo com informações da Variety, a trama acompanha um grupo de amigos que decide transformar sua vida amorosa em uma espécie de conselho permanente. Em vez de tomarem decisões individualmente, eles passam a votar coletivamente sobre seus encontros, possíveis namoros e até sobre quem merece ou não uma nova oportunidade. O resultado é um cenário perfeito para conflitos, situações constrangedoras e momentos de humor que surgem justamente da interferência constante de pessoas bem-intencionadas — mas nem sempre sensatas.
No centro dessa história está Denny, personagem descrito como alguém impulsivo e completamente confortável em mergulhar no caos. Ao seu lado está Nelson, que tenta levar uma vida mais organizada e previsível, embora frequentemente acabe envolvido nos planos e nas confusões criadas pelos amigos. A relação entre os dois deve servir como um dos pilares da narrativa, explorando visões muito diferentes sobre amor, amadurecimento e identidade.
Mais do que apresentar romances e desilusões amorosas, a série pretende abordar as transformações que acontecem quando a juventude começa a dar lugar a novas responsabilidades. Os personagens não estão apenas procurando parceiros; eles também tentam reconstruir a confiança em si mesmos, lidar com expectativas frustradas e descobrir quem desejam ser no futuro. Esse aspecto pode dar à produção uma camada emocional que vai além das piadas e das situações exageradas.
A proposta chama atenção por refletir comportamentos cada vez mais comuns na vida moderna. Em tempos de aplicativos de mensagens, grupos de amigos e redes sociais, muitas pessoas recorrem constantemente à opinião de terceiros antes de tomar decisões afetivas. O que a série faz é levar essa realidade ao extremo, transformando conselhos ocasionais em um verdadeiro sistema de votação coletiva.
Esse conceito abre espaço para diversas situações curiosas. Afinal, o que acontece quando a maioria do grupo aprova alguém que você não gosta? Ou quando todos acreditam que uma relação tem futuro, mas você não está convencido disso? A partir dessas perguntas, a produção pode explorar não apenas o lado cômico das relações humanas, mas também questões ligadas à independência emocional e à influência que amigos exercem sobre nossas escolhas.
O fato de Dewayne estar à frente do projeto também aumenta o interesse em torno da série. Nos últimos anos, ele se consolidou como um dos nomes mais criativos da comédia norte-americana, construindo uma carreira que reúne atuação, escrita, produção e stand-up. Seu trabalho costuma combinar humor afiado com observações inteligentes sobre comportamento, característica que pode se encaixar perfeitamente na proposta da nova produção.
O romance Fazenda Camélia, de Katia Parente, utiliza elementos do folclore brasileiro para construir uma história de suspense ambientada no interior do país. A obra acompanha uma investigação familiar marcada por documentos antigos, acontecimentos inexplicáveis e conflitos que atravessam gerações.
A trama acompanha Pietra, uma especialista em biotecnologia que decide deixar a rotina dos laboratórios para viver na fazenda Poço Fundo. A mudança representa uma tentativa de começar uma nova fase da vida, mas a chegada ao local revela conexões com um passado que ela desconhecia.
Na propriedade, Pietra encontra diários e registros antigos que colocam em dúvida a versão conhecida sobre a morte de seus pais, ocorrida quase três décadas antes. A partir dessas descobertas, ela passa a investigar a história da família Ferrazzo e encontra informações que foram mantidas em segredo durante anos.
A protagonista, acostumada a lidar com pesquisas científicas e explicações baseadas em evidências, precisa analisar acontecimentos que não se encaixam facilmente em uma lógica racional. A investigação conduzida por ela envolve memórias familiares, relatos de moradores e acontecimentos ligados às antigas histórias da região.
A fazenda Poço Fundo tem papel importante na narrativa. O local não funciona apenas como cenário, já que seus moradores e seus relatos ajudam a revelar partes do passado. As lendas compartilhadas pela comunidade fazem parte da rotina da região e acabam se relacionando diretamente com os mistérios investigados por Pietra.
Entre as pessoas que cruzam o caminho da protagonista está Roberto, proprietário da fazenda vizinha, que auxilia sua adaptação ao novo ambiente e participa da busca por respostas. Outro personagem essencial é Rosa, tia de Pietra e moradora da Casa de Pedras, uma figura que guarda informações importantes sobre a família Ferrazzo e sobre acontecimentos que permaneceram escondidos por 28 anos.
A relação entre Pietra e Rosa ajuda a revelar diferentes versões sobre os eventos do passado. Conforme novas informações surgem, a protagonista precisa reavaliar histórias que acreditava conhecer e entender como os segredos familiares influenciaram a vida de diferentes personagens.
O folclore brasileiro aparece no livro como parte da cultura dos moradores e das tradições preservadas pela comunidade. As lendas não funcionam apenas como referências fantásticas, mas como elementos ligados à memória coletiva e às histórias transmitidas entre gerações.
A escolha pelo interior brasileiro também contribui para a construção do clima da narrativa. A distância dos grandes centros, os costumes locais e a relação dos moradores com antigas histórias ajudam a criar o cenário em que o mistério familiar se desenvolve.
O Corujão, da Globo, exibe nesta quarta-feira (1º) a comédia brasileira Muito Gelo e Dois Dedos D’Água, filme dirigido por Daniel Filho que reúne Mariana Ximenes, Paloma Duarte, Laura Cardoso, Thiago Lacerda e Ângelo Paes Leme em uma história marcada por conflitos familiares e uma vingança que foge completamente do controle.
Lançado em 2006, o longa acompanha as irmãs Roberta (Mariana Ximenes) e Suzana (Paloma Duarte), que decidem colocar em prática um plano contra a avó Judite (Laura Cardoso). Durante a infância, as duas foram criadas sob as regras rígidas da matriarca, que cobrava comportamento, etiqueta e disciplina de maneira exagerada. Anos depois, já adultas, elas resolvem enfrentar essas antigas mágoas de uma forma nada convencional.
A ideia das irmãs é levar a avó para a casa de praia da família como parte de uma espécie de acerto de contas. O problema é que elas não planejam as consequências da própria decisão. A viagem, que deveria ser uma vingança particular, acaba envolvendo outras pessoas e criando uma série de situações inesperadas.
Entre os envolvidos está Renato (Ângelo Paes Leme), amigo de Roberta e advogado que aceita acompanhar a viagem sem saber o verdadeiro motivo do passeio. Ele descobre aos poucos que está no meio de uma situação muito mais complicada do que imaginava.
A história também acompanha Francisco (Thiago Lacerda), marido de Suzana, que percebe mudanças no comportamento da esposa e começa a desconfiar que existe algo escondido por trás daquela viagem repentina. A partir daí, o plano das irmãs fica ainda mais difícil de controlar.
Com roteiro de Alexandre Machado e Fernanda Young, o filme trabalha o humor a partir do choque entre gerações e das diferenças entre os personagens. A trama coloca em conflito a criação tradicional da avó e a relação das netas com as marcas deixadas por uma educação baseada em regras e cobranças.
O elenco é um dos pontos fortes da produção. Mariana Ximenes, que naquele período já tinha trabalhos conhecidos em novelas como Chocolate com Pimenta e A Favorita, interpreta Roberta, enquanto Paloma Duarte vive Suzana. No papel da avó Judite está Laura Cardoso, atriz com uma longa trajetória no cinema e na televisão brasileira.
Também fazem parte do filme Carla Daniel, Aílton Graça e Matheus Costa. A direção fica por conta de Daniel Filho, produtor e diretor conhecido por comandar sucessos como Se Eu Fosse Você e A Dona da História.