Sucesso! As Filhas da Senhora Garcia bate recorde de audiência e consolida SBT na vice-liderança

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O SBT celebra um marco em sua programação noturna com a novela mexicana As Filhas da Senhora Garcia. Na última quarta-feira (20/08), a trama exibida às 20h45 registrou 5,1 pontos de média e atingiu pico de 5,8 na Grande São Paulo, segundo dados da Kantar Ibope Media. O desempenho garantiu ao canal a vice-liderança isolada, superando a Record e ficando atrás apenas da Globo, consolidando a produção como um sucesso dentro da faixa noturna. O momento foi comemorado na própria tela do canal com a aparição do famoso “boneco do Silvinho”, mascote que se tornou símbolo da celebração dos bons resultados de audiência.

Qual foi o recorde de audiência?

De acordo com a métrica vigente da Kantar (2025), cada ponto equivale a 77.488 domicílios ou 199.313 telespectadores na região metropolitana de São Paulo. Com isso, o episódio mais recente da novela foi acompanhado por mais de 1 milhão de pessoas, demonstrando o engajamento do público com os conflitos familiares, romances e intrigas que marcam a narrativa. Com 85 capítulos previstos, a produção deve ser concluída no dia 31 de outubro, e o SBT ainda não anunciou qual novela ocupará o horário após o término da trama.

Quando foi o lançamento original?

Produzida por José Alberto Castro para a TelevisaUnivision, a novela estreou originalmente no canal Las Estrellas entre novembro de 2024 e março de 2025, substituindo El precio de amarte e sendo sucedida por El gallo de oro. As Filhas da Senhora Garcia é um remake da telenovela turca Fazilet Hanım ve Kızları (2017), adaptando a história para o contexto mexicano e preservando os elementos centrais de drama familiar e conflito intergeracional.

O elenco principal conta com nomes de destaque da televisão latina. María Sorté interpreta Ofelia García, uma mulher ambiciosa que sonha em tirar suas filhas da pobreza e alcançar luxo e prestígio. Ela Velden vive Mar, a filha mais nova, cuja beleza e talento são explorados pela mãe em busca de fama. Oka Giner dá vida a Valeria, a filha mais velha, com beleza discreta e personalidade firme, dedicada a cuidar da família. No núcleo masculino, Brandon Peniche interpreta Arturo Portilla Borbón, herdeiro de uma das famílias têxteis mais influentes do país, e Emmanuel Palomares vive Nicolás Portilla Borbón, responsável e ético, que se envolve emocionalmente com Valeria.

A trama gira em torno da relação entre as famílias García e Portilla, explorando ambição, amor e conflitos de interesses. Ofelia García vê na busca pela nova imagem da linha de roupas esportivas de Arturo uma oportunidade de transformar a vida de suas filhas. Ela se torna governanta da mansão dos Portilla e leva Mar consigo, determinada a apresentá-la à família como candidata ideal. Enquanto isso, Valeria conhece Arturo na academia onde trabalha, e a química entre os dois começa a se desenvolver, criando um triângulo amoroso que também envolve Nicolás, que se apaixona pela jovem.

O enredo não se limita ao romance; ele aborda também temas como responsabilidade familiar, ética e a influência das ambições pessoais sobre as relações interpessoais. A morte da matriarca Cecília Borbón de Portilla gera impactos profundos na família, revelando fragilidades, motivações e ressentimentos entre os membros do núcleo Portilla. Leonardo Portilla, o filho mais velho, vive um casamento marcado por interesses e desconfiança em relação a Paula, enquanto Arturo se mostra mulherengo, e Nicolás se destaca como a figura mais equilibrada e consciente. Camila, a filha mais nova, adiciona um contraponto à narrativa ao demonstrar desinteresse pelas obrigações familiares, trazendo diversidade de perspectivas e desafios internos à família.

Além da narrativa envolvente, a produção impressiona pela qualidade técnica. Cenários ricos e detalhados, direção de arte caprichada e fotografia que ressalta a emoção e a tensão contribuem para uma experiência imersiva. A trilha sonora complementa cada cena, reforçando momentos de drama, romance ou suspense, criando uma atmosfera que prende o espectador e intensifica o impacto das reviravoltas narrativas.

Que horas a novela passa na TV?

A novela vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre após o SBT Brasil, ocupando um horário estratégico e consolidando o público que acompanha produções latino-americanas de qualidade. A repercussão nas redes sociais reforça o sucesso da produção, com cenas emblemáticas e personagens carismáticos gerando comentários, compartilhamentos e debates, ampliando o alcance e a conexão com o público.

Prime Video lança trailer de A Lista Terminal: Lobo Negro e revela prequela intensa com Taylor Kitsch

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Foto: Reprodução/ Internet

O Prime Video revela ao público o trailer de A Lista Terminal: Lobo Negro, prequela da aclamada série The Terminal List, prometendo explorar as origens de um personagem central do universo criado por Jack Carr. A nova produção traz Taylor Kitsch no papel de Ben Edwards, acompanhado por Tom Hopper, Robert Wisdom e Chris Pratt, garantindo um elenco sólido e capaz de transmitir a intensidade emocional e o suspense que os fãs esperam. Abaixo, confira o vídeo:

Co-criado por Jack Carr, autor do best-seller que deu origem à série original, e David DiGilio, showrunner da primeira temporada, Lobo Negro se situa cinco anos antes dos acontecimentos de A Lista Terminal. A narrativa foca em Ben Edwards, um jovem agente da Marinha que, após vivenciar eventos traumáticos no campo de batalha, evolui para operador paramilitar da CIA. O projeto, segundo os criadores, não apenas apresenta sequências de ação impressionantes, mas também investiga o impacto psicológico da guerra e das operações secretas sobre o indivíduo.

A série original, A Lista Terminal, introduziu o público ao universo de James Reece, interpretado por Chris Pratt, um veterano do exército americano que retorna aos Estados Unidos depois que seu pelotão da Marinha sofre uma emboscada durante uma missão secreta. O sucesso da primeira temporada mostrou a combinação de ação intensa, suspense psicológico e dilemas morais, estabelecendo a base para a expansão do universo com Lobo Negro. Agora, a prequela amplia o contexto, permitindo que os espectadores conheçam as experiências que moldaram Ben Edwards antes mesmo de cruzar com Reece.

O enredo acompanha a transformação de Ben Edwards de um jovem marinheiro idealista em um operador paramilitar da CIA, revelando os desafios que enfrenta em missões de alto risco e o preço humano da guerra. O desenvolvimento do personagem é cuidadosamente explorado, mostrando não apenas suas habilidades estratégicas, mas também sua vulnerabilidade emocional, questionamentos éticos e o impacto psicológico que as operações secretas têm sobre ele. O público tem a oportunidade de testemunhar a evolução de Edwards, compreendendo os fatores que o levam a se tornar o homem determinado, mas atormentado, que a série original apresenta.

O elenco da série contribui significativamente para a profundidade da narrativa. Taylor Kitsch, conhecido por papéis em produções de ação e drama, entrega uma performance que equilibra intensidade física e emocional. Tom Hopper e Robert Wisdom completam o time com papéis estratégicos, representando aliados e figuras de autoridade que desafiam Edwards em diferentes níveis. Chris Pratt, embora não seja o protagonista, mantém sua presença simbólica no universo compartilhado, conectando diretamente Lobo Negro à série original e reforçando a continuidade narrativa que os fãs valorizam.

A abordagem da trama também explora temas mais amplos, como lealdade, traição e a linha tênue entre justiça e vingança. Ao acompanhar Edwards, os espectadores são convidados a refletir sobre as consequências das decisões tomadas em nome da segurança nacional e sobre como experiências traumáticas podem redefinir a vida de uma pessoa. Essa profundidade temática sugere que a série não se limita à ação, mas busca apresentar uma narrativa madura e relevante, capaz de engajar tanto fãs de thrillers militares quanto público interessado em dramas psicológicos.

Além do foco em Edwards, a série oferece um olhar detalhado sobre o funcionamento interno da CIA e de operações paramilitares, mostrando os processos de seleção, treinamento e execução de missões secretas. Essa atenção aos detalhes contribui para a verossimilhança da série, criando uma experiência imersiva para o público. O realismo das sequências de ação, aliado ao desenvolvimento de personagens complexos, permite que a série se destaque no cenário de thrillers de espionagem, combinando entretenimento com autenticidade narrativa.

Para os fãs de The Terminal List, a prequela representa uma oportunidade de vivenciar a jornada de Edwards desde o início, compreendendo suas escolhas e os eventos que moldam sua personalidade. A série também convida novos espectadores a mergulhar no universo criado por Jack Carr, oferecendo uma narrativa autossuficiente que combina tensão, emoção e reflexão sobre os impactos da guerra e do serviço militar na vida de um indivíduo.

O Dono de Kingstown | Paramount+ lança teaser da 4ª temporada com Jeremy Renner e Edie Falco em nova guerra pelo poder

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Foto: Reprodução/ Internet

O universo sombrio e envolvente de O Dono de Kingstown está prestes a ganhar um novo capítulo. A Paramount+ divulgou recentemente o teaser oficial da quarta temporada da série, confirmando que o público poderá conferir os próximos desdobramentos da história a partir do dia 26 de outubro, domingo, exclusivamente na plataforma de streaming premium. A produção, criada por Taylor Sheridan e Hugh Dillon, é reconhecida por seu tom intenso e realista, que explora os meandros da corrupção, da violência e das complexas relações humanas dentro de uma cidade dominada pelo sistema penitenciário.

A quarta temporada promete elevar ainda mais a tensão. No teaser, vemos que Mike McLusky, interpretado pelo indicado ao Oscar® Jeremy Renner, terá seu controle sobre Kingstown ameaçado por novos oponentes que buscam ocupar o vácuo de poder deixado pelos russos. A situação força o protagonista a enfrentar uma verdadeira guerra de gangues, precisando agir rapidamente para evitar que a cidade caia em caos total. Paralelamente, Mike lida com um novo prefeito obstinado, que representa um desafio adicional para proteger aqueles que ama, enquanto confronta os fantasmas de seu passado, elementos que adicionam camadas de complexidade emocional à narrativa.

L-R: Clayton Cardenas as Torres and Jeremy Renner as Mike McLusky in Mayor of Kingstown season 4, streaming on Paramount+, 2025. Credit: Dennis P. Mong Jr./Paramount+ ©2025 Viacom International Inc. All Rights Reserved. Mayor of Kingstown and all related titles, logos and characters are trademarks of Viacom International Inc.

Além de Renner, a quarta temporada conta com o talento da vencedora do Emmy® e do Globo de Ouro®, Edie Falco, que se junta ao elenco para dar vida à personagem Nina Hobbs. A série também traz Lennie James (vencedor do BAFTA®) e Laura Benanti (vencedora do Tony®), somando forças a um grupo que já inclui nomes como Hugh Dillon, Taylor Handley, Tobi Bamtefa, Derek Webster, Hamish Allan-Headley e Nishi Munshi. A diversidade do elenco, combinada com a força narrativa, garante que cada episódio seja repleto de tensão e surpresas.

A produção executiva continua sob o comando de Taylor Sheridan, Hugh Dillon, Jeremy Renner, Antoine Fuqua e outros nomes de peso, incluindo David C. Glasser, Ron Burkle, David Hutkin, Bob Yari, Michael Friedman, Dave Erickson, Christoph Schrewe, Wendy Riss, Evan Perazzo e Keith Cox. Dave Erickson atua também como showrunner da série, garantindo uma continuidade criativa que mantém a coerência narrativa e a intensidade dramática que conquistou o público desde a estreia.

Uma cidade onde o crime é regra

A cidade de Kingstown, Michigan, embora fictícia, é o cenário perfeito para explorar os dilemas do poder e da justiça. Nela, o negócio é o encarceramento. A família McLusky, central na narrativa, desempenha o papel de mediadora entre gangues de rua, prisioneiros, guardas e policiais. Desde a primeira temporada, o público acompanha como essa família tenta manter a ordem em um ambiente permeado por racismo, corrupção, doenças mentais e violência. A série não apenas retrata os conflitos externos, mas também se aprofunda nos dilemas internos dos personagens, oferecendo uma visão crua e realista da luta por justiça em um lugar que parece não conhecê-la.

Jeremy Renner, como Michael “Mike” McLusky, é o protagonista que carrega a responsabilidade de manter Kingstown sob controle. Inicialmente o braço direito de seu irmão mais velho, Mitch, Mike assume o papel de “Prefeito” da cidade após a morte de Mitch. A trajetória do personagem é marcada por desafios pessoais e profissionais: ele já foi detento na prisão de Kingstown, e agora precisa lidar com as consequências de seu passado, suas relações familiares e a ameaça constante de novos inimigos que surgem na cidade.

Edie Falco, por sua vez, traz profundidade e complexidade à nova personagem Nina Hobbs, que se envolve em uma trama de poder e manipulação política dentro de Kingstown. Sua presença amplia o leque de tensões da narrativa, trazendo novos elementos que prometem alterar as dinâmicas já conhecidas da série. O elenco principal também inclui Lennie James como Frank Moses, um personagem que promete agregar ainda mais intensidade à temporada.

Elenco de apoio e personagens recorrentes

Além do núcleo central, a série conta com um elenco de apoio que se destaca pela força dramática de suas atuações. Hugh Dillon, cocriador da série, interpreta o Tenente Ian Ferguson, um detetive durão e experiente, parceiro de Kyle McLusky, o irmão mais novo de Mike, vivido por Taylor Handley. A relação entre os irmãos McLusky e a polícia local é um dos fios condutores da narrativa, mostrando como a linha entre o bem e o mal pode ser tênue em uma cidade onde todos têm interesses conflitantes.

Outros personagens que retornam ou ganham maior relevância na quarta temporada incluem Tobi Bamtefa como Deverin “Bunny” Washington, líder dos Crips em Kingstown, e Derek Webster como Stevie, detetive aliado da família McLusky. Hamish Allan-Headley assume o papel de Robert Sawyer, sargento da SWAT, trazendo ação e estratégias de confronto que prometem impactar diretamente o equilíbrio de poder na cidade.

Entre os personagens recorrentes, destaca-se Nishi Munshi como Tracy McLusky, esposa de Kyle, e Michael Beach como Capitão Kareem Moore, líder dos guardas da prisão. A interação entre esses personagens mostra não apenas os desafios do crime organizado, mas também os dilemas pessoais e familiares que permeiam a vida em Kingstown.

História e evolução da série

O Dono de Kingstown estreou em 14 de novembro de 2021 no Paramount+, rapidamente conquistando o público com seu tom intenso e realista. A primeira temporada apresentou a dinâmica da cidade, os conflitos entre gangues e a ascensão de Mike ao papel de “Prefeito”. Em fevereiro de 2022, a série foi renovada para uma segunda temporada, que estreou em 15 de janeiro de 2023, aprofundando a narrativa e introduzindo novos personagens.

A terceira temporada, lançada em 2 de junho de 2024, manteve o padrão de tensão e violência, explorando ainda mais o passado dos McLusky e os desafios de manter o controle de Kingstown. Em dezembro de 2024, a Paramount+ confirmou a quarta temporada, que promete ser ainda mais intensa, explorando as consequências de decisões passadas e a constante luta pelo poder em uma cidade onde a lei muitas vezes parece inexistente.

Produção e filmagens

A série é marcada por uma produção cuidadosa, que busca retratar Kingstown de forma autêntica. As filmagens da primeira temporada ocorreram em diversas locações no Canadá, incluindo Toronto, Hamilton, Burlington e Kingston, utilizando inclusive a penitenciária local como cenário principal. A segunda temporada expandiu as locações para a Pensilvânia, com cenas gravadas em Erie e seus arredores. A terceira temporada teve como base Pittsburgh, trazendo ainda mais realismo urbano e intensidade visual à narrativa.

A música da série, composta por Andrew Lockington, desempenha papel fundamental na criação da atmosfera sombria e tensa que caracteriza O Dono de Kingstown. A trilha sonora, lançada pela Lakeshore Records, complementa as cenas de ação, suspense e drama, reforçando a imersão do público na cidade fictícia e nos dilemas de seus personagens.

O universo Taylor Sheridan no Paramount+

A série integra a crescente lista de produções de Taylor Sheridan no Paramount+, incluindo títulos como Landman, 1923, Lioness, Tulsa King, 1883, Homens da Lei: Bass Reeves e o próximo Nola King, estrelado por Samuel L. Jackson. A presença de Sheridan garante uma assinatura narrativa marcada por intensidade dramática, personagens complexos e tramas que exploram tanto a violência quanto os dilemas morais.

Expectativas para a quarta temporada

A divulgação do teaser da quarta temporada gerou grande expectativa entre os fãs. A narrativa promete aprofundar ainda mais a tensão em Kingstown, explorando a guerra de gangues, a política local e os desafios pessoais de Mike McLusky. A presença de novos personagens interpretados por Edie Falco, Lennie James e Laura Benanti adiciona camadas de complexidade, oferecendo novas perspectivas sobre os conflitos que já foram explorados nas temporadas anteriores.

Os fãs podem esperar confrontos intensos, estratégias de poder, dilemas morais e reviravoltas inesperadas. A série continua a explorar temas sensíveis, como racismo, corrupção e saúde mental, mantendo-se fiel à sua proposta de retratar a realidade de uma cidade dominada pelo encarceramento e pela luta pelo controle.

Vale a pena assistir Faça Ela Voltar? Um terror que ultrapassa os limites da dor e do luto

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Foto: Reprodução/ Internet

O terror contemporâneo raramente consegue unir suspense, emoção e crítica social de maneira tão precisa quanto em Faça Ela Voltar. Dirigido pelos irmãos Justin e Aaron Philippou — responsáveis pelo aclamado Fale Comigo — o longa não se limita a sustos: ele mergulha em camadas profundas de dor, culpa e obsessão, entregando uma experiência angustiante e memorável.

A trama acompanha uma mulher determinada a reverter uma perda irreparável. Ao invés de se apoiar em clichês do gênero, o roteiro constrói uma narrativa intensa, na qual cada escolha da protagonista reflete não apenas seu luto, mas também a complexidade de sua psique. O terror, aqui, nasce da humanidade dos personagens: é o impacto da perda, do arrependimento e da obsessão que gera os momentos mais assustadores e perturbadores do filme.

Um terror que faz sentir

O grande mérito de Faça Ela Voltar está na forma como transforma sofrimento em horror tangível. O filme não apenas mostra o que acontece; ele faz o espectador sentir cada instante de angústia e cada decisão extrema. A violência e a tensão não são gratuitas; surgem organicamente da narrativa, tornando cada cena dolorosamente real. É uma abordagem rara no cinema de terror, que muitas vezes se apoia em choques visuais superficiais.

A estética do filme contribui para essa sensação. A direção dos Philippou combina planos fechados, iluminação estratégica e sons ambientes para amplificar o desconforto sem exageros artificiais. Cada detalhe — desde um olhar, um objeto do cotidiano ou uma interação silenciosa — carrega significado, transformando elementos simples em instrumentos de suspense.

Luto, obsessão e natureza humana

O coração da história é o luto. A protagonista não busca redenção; ela busca reparar o que foi perdido, e essa busca se torna obsessiva e, eventualmente, monstruosa. O filme mostra que a dor não é apenas uma emoção a ser superada, mas uma força ativa que pode distorcer a realidade e moldar comportamentos de forma extrema. É nesse ponto que Faça Ela Voltar ultrapassa o convencional: ele não apenas assusta, mas provoca reflexão sobre os limites da dor humana e a complexidade das relações afetivas.

Essa abordagem transforma o terror em algo mais profundo. Não se trata apenas de sustos ou efeitos visuais: trata-se de estudar a mente humana, o impacto da culpa e do arrependimento, e as consequências de desejos impossíveis de realizar. O espectador é levado a sentir empatia e repulsa ao mesmo tempo, uma dualidade que raramente é explorada com tamanha precisão.

Performances memoráveis

As atuações são outro destaque. A protagonista entrega um desempenho visceral, equilibrando fragilidade e determinação. Cada gesto transmite intensidade emocional, e o espectador sente o peso de suas escolhas em tempo real. O elenco de apoio complementa a narrativa com sutileza, oferecendo camadas de tensão e humanidade que enriquecem o drama central.

É o tipo de atuação que não se limita a interpretar uma personagem; ela incorpora a experiência do luto, tornando cada momento da história tangível e angustiante. Esse nível de comprometimento transforma a obra em uma experiência cinematográfica completa, capaz de marcar profundamente quem assiste.

Crescimento dos Irmãos Philippou

Comparado a Fale Comigo, Faça Ela Voltar demonstra um amadurecimento notável dos Philippou como diretores. Há maior controle de cena, segurança narrativa e clareza artística. O filme não se perde em efeitos exagerados ou reviravoltas baratas: tudo é intencional, pensado para amplificar o impacto psicológico da história.

O roteiro, também escrito por eles, é elegante e conciso. Cada cena é cuidadosamente construída para servir ao terror emocional e ao desenvolvimento da protagonista, sem distrações desnecessárias. Essa economia narrativa fortalece a tensão e aumenta a imersão, tornando a experiência do espectador intensa e quase sufocante.

Por que assistir Faça Ela Voltar?

O longa não é apenas um filme de terror; é uma experiência emocional completa. Ele combina tensão, horror psicológico e exploração profunda do luto, mostrando que o terror mais eficaz é aquele que nasce da vida real e da humanidade dos personagens.

Para fãs do gênero, Faça Ela Voltar representa uma rara oportunidade de vivenciar um horror que é, ao mesmo tempo, assustador, comovente e perturbador. Não se trata apenas de assistir: trata-se de sentir, refletir e permanecer marcado muito tempo depois que os créditos finais sobem.

Em última análise, Faça Ela Voltar confirma que os irmãos Philippou não são apenas mestres do susto, mas também artesãos do terror emocional. Com narrativa intensa, atuações memoráveis e direção segura, o filme redefine o que significa sentir medo e empatia ao mesmo tempo. É obrigatório para quem busca um terror que vá além do superficial, tocando as camadas mais profundas da experiência humana.

Crítica | O Último Azul é um filme poético e distópico sobre liberdade e resistência

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O filme O Último Azul se passa em um Brasil futurista e distópico, no qual idosos são enviados compulsoriamente a colônias habitacionais. A justificativa governamental é permitir que os jovens produzam sem “preocupações”, transformando o envelhecimento em mercadoria social. É nesse contexto que surge Tereza, interpretada por Denise Weinberg, uma mulher de 77 anos que decide realizar seu último desejo antes de ser expulsa de casa. A premissa, embora política, é tratada com sensibilidade: o foco do longa está nas consequências humanas do deslocamento e na jornada de autonomia da protagonista, e não no detalhamento burocrático da distopia.

Denise Weinberg é o coração do filme. Como Tereza, ela combina fragilidade e vigor, transmitindo experiência, resistência e autonomia em cada gesto e olhar. Sua interpretação transforma a personagem em um símbolo de força feminina e dignidade na velhice, reforçando que a vida não termina com a idade avançada ou com a opressão institucional. É uma atuação que promete ficar na memória do público, oferecendo profundidade emocional a uma narrativa já potente.

Foto: Reprodução/ Internet

A cinematografia naturalista de Mascaro merece destaque. A Amazônia é retratada quase como um personagem vivo: rios, ventos e árvores não apenas compõem o cenário, mas acompanham a protagonista em sua jornada, reforçando o simbolismo da liberdade buscada por Tereza. A luz natural, as cores e a movimentação da água criam uma experiência visual poética, que dialoga com a narrativa e transforma cada cena em metáfora sobre passagem do tempo, resistência e memória.

O roteiro equilibra drama e lirismo com habilidade. Detalhes do cotidiano — barcos, fraldas, peixes dourados e até tigelas de açaí — funcionam como elementos simbólicos que enriquecem a narrativa e adicionam nuances de humor e reflexão. São pequenos gestos que reforçam a humanidade da história e conectam o público ao universo de Tereza, sem diminuir a tensão da trama.

O elenco complementar, com Rodrigo Santoro e Miriam Socarrás, adiciona densidade e sensibilidade à narrativa. Santoro contribui com intensidade e profundidade, mesmo em participações breves, enquanto Socarrás equilibra a história com humanidade, fortalecendo o impacto emocional do filme sem roubar o protagonismo de Tereza.

Mais do que uma distopia, o filme é uma meditação sobre liberdade, autonomia e dignidade. A jornada de Tereza mostra que resistir à opressão não é apenas uma necessidade individual, mas uma afirmação da humanidade. O filme sugere que liberdade é simultaneamente individual e coletiva, tornando a narrativa relevante tanto para o contexto brasileiro quanto para dilemas universais.

A obra também destaca a capacidade do cinema brasileiro de falar do local para o universal. Ao transformar a Amazônia em espaço simbólico e Tereza em figura de resistência, o filme une crítica social, poesia visual e sensibilidade humana. Há uma atenção delicada aos detalhes, que dá à narrativa textura e profundidade sem sacrificar a leveza poética.

O longa é uma produção promissora, que equilibra estética, crítica social e emoção de forma rara no cinema brasileiro contemporâneo. A combinação de atuação memorável, roteiro sensível e direção poética cria expectativas altas: trata-se de um filme que deve emocionar, inspirar reflexão e permanecer na memória do público muito antes mesmo da estreia. É, acima de tudo, uma obra que reafirma a força do cinema nacional em abordar temas universais com sensibilidade, poesia e humanidade.

Quando chega aos cinemas?

Com estreia marcada para 28 de agosto de 2025, O Último Azul é uma das produções brasileiras mais aguardadas do ano. Dirigido por Gabriel Mascaro e roteirizado por Mascaro e Tibério Azul, o longa-metragem combina ficção científica e drama para explorar questões universais: envelhecimento, liberdade, resistência e memória.

A Grande Viagem da Sua Vida | Sony Pictures revela cartaz do romance estrelado por Margot Robbie e Colin Farrell

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A Sony Pictures acaba de divulgar o cartaz oficial de A Grande Viagem da Sua Vida, filme que promete levar o público a uma jornada inesperada de autodescoberta, romance e fantasia. Estrelado por Margot Robbie (“Barbie”, Aves de Rapina) e Colin Farrell (“Os Banshees de Inisherin”, O Lobisomem), o longa é dirigido pelo cineasta sul-coreano Kogonada, conhecido pelo delicado olhar poético em produções como Columbus e After Yang.

O cartaz já transmite a essência da produção: Margot Robbie e Colin Farrell aparecem lado a lado, sugerindo uma conexão instantânea, enquanto o cenário evoca uma atmosfera mágica, marcada por cores vibrantes e uma estética que mistura realidade e fantasia. O elenco ainda conta com participações especiais de Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”, Solo: A Star Wars Story) e Kevin Kline (“Um Peixe Chamado Wanda”, In & Out), trazendo peso cênico e diversidade de estilos à narrativa. Essas escolhas reforçam o apelo do filme, unindo talentos consagrados do drama, comédia e fantasia em uma produção que promete equilíbrio entre emoção e encantamento visual.

Uma história sobre encontros e escolhas

Na trama, Sarah (Margot Robbie) e David (Colin Farrell) são dois solteiros que se conhecem durante o casamento de um amigo em comum. O encontro casual, que poderia ser apenas mais um na vida de ambos, se transforma em uma experiência extraordinária graças a uma reviravolta do destino. O antigo carro de David, guiado por um GPS aparentemente comum, leva a dupla a um campo isolado, onde encontram uma porta vermelha misteriosa.

Ao atravessá-la, Sarah e David entram em uma viagem única, capaz de conectá-los aos momentos decisivos de suas vidas. Cada passagem pelo passado permite que eles revivam memórias importantes, compreendam escolhas feitas e reflitam sobre possibilidades futuras. O filme, portanto, funciona como um convite à reflexão: se pudéssemos revisitar certas decisões da vida, quais mudanças faríamos?

Entre fantasia e emoção

O grande diferencial do longa está no equilíbrio entre drama humano e elementos fantásticos. Kogonada é mestre em transformar pequenas ações em experiências visuais e emocionais profundas, e em “A Grande Viagem da Sua Vida”, cada cena parece cuidadosamente planejada para despertar empatia e surpresa.

A química entre Robbie e Farrell é outro destaque. Margot, que recentemente conquistou o público com Barbie, mostra seu lado mais introspectivo, enquanto Farrell transita com naturalidade entre o humor sutil e a intensidade dramática. Essa combinação garante momentos leves, divertidos e, ao mesmo tempo, reflexivos, permitindo que o público se conecte com os personagens de forma genuína.

Phoebe Waller-Bridge e Kevin Kline completam o elenco com participações que acrescentam camadas de humor e experiência à história, tornando a narrativa ainda mais rica e envolvente.

A magia da narrativa

Mais do que uma viagem pelo tempo, o filme explora a complexidade das relações humanas e a força das memórias. Cada decisão tomada pelos protagonistas revela facetas de suas personalidades e reforça a ideia de que o passado e o presente estão profundamente conectados.

A porta vermelha que guia Sarah e David simboliza essa ligação entre experiências e escolhas. É um recurso narrativo que desperta curiosidade e fascínio, ao mesmo tempo em que oferece um espelho para o público refletir sobre sua própria vida.

Estreia e expectativa

O longa-metragem chega aos cinemas brasileiros em 18 de setembro, com previsão de ser uma das produções mais comentadas do semestre. A combinação de elenco internacional, direção sensível e roteiro que mistura fantasia e emoção promete atrair tanto fãs de dramas reflexivos quanto espectadores em busca de histórias envolventes e visuais impressionantes.

Globo confirma 2ª temporada de Chef de Alto Nível após sucesso de audiência

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Quando a Globo anunciou que lançaria uma versão brasileira do Next Level Chef, sucesso da FOX nos Estados Unidos, muitos duvidaram do potencial. Afinal, a grade da emissora já estava repleta de realities culinários e a pergunta era inevitável: será que havia espaço para mais um?

Menos de dois meses após a estreia, a resposta veio em forma de números impressionantes e na adesão calorosa do público. Chef de Alto Nível, comandado por Ana Maria Braga, não apenas encontrou seu espaço no horário nobre, como também se consolidou como fenômeno de audiência — algo cada vez mais raro fora da temporada do Big Brother Brasil. Agora, com a final da primeira temporada marcada para esta quinta-feira (21), a Globo confirma a segunda edição do reality em 2026. O anúncio oficial será feito ao vivo, durante a revelação do grande campeão, com a presença dos jurados Alex Atala, Renata Vanzetto e Jefferson Rueda.

Números que impressionaram

Segundo dados do Kantar Ibope, o programa alcançou média de 14,2 pontos em São Paulo, praça de maior relevância para o mercado publicitário. Em alguns episódios, chegou a bater picos de 16 pontos, consolidando-se como um dos maiores acertos recentes da linha de shows da Globo.

O impacto foi sentido em todo o Brasil. Em 14 das 15 principais regiões metropolitanas medidas, o reality culinário registrou aumento de audiência em comparação à média da faixa horária. Recife, Salvador e Belém foram destaques, com crescimentos de 25%, 23% e 20%, respectivamente. Para um formato estreante, tais resultados reforçam o poder de engajamento e a capacidade de dialogar com diferentes públicos.

O formato que desafiou os competidores

Parte do êxito do reality está em sua estrutura única. Ao contrário de outros programas culinários, o reality coloca os competidores em cozinhas com recursos distintos: uma de alto padrão, moderna e sofisticada; uma intermediária, que exige criatividade; e uma precária, onde o improviso é indispensável.

Essa dinâmica, que faz os participantes subirem ou descerem de nível conforme o desempenho, gera não apenas tensão dramática, mas também uma metáfora clara sobre desigualdade e adaptação. No Brasil, esse contraste ganhou um peso ainda maior, já que muitos telespectadores reconheceram no formato um reflexo do dia a dia — entre a fartura de alguns e a escassez de outros.

Ana Maria Braga: a alma do programa

Aos 76 anos, Ana Maria Braga provou mais uma vez sua relevância como comunicadora. Com sua mistura de firmeza, empatia e humor, ela conseguiu equilibrar a pressão das provas com momentos de leveza. Seu famoso bordão “Acorda, menina!” encontrou novo fôlego no reality, e até Louro Mané fez participações especiais que renderam momentos divertidos.

Além de sua presença carismática, Ana Maria tem autoridade no universo gastronômico. Seja com livros de receitas, programas culinários ou sua trajetória afetiva ligada à comida caseira, ela deu ao reality uma credibilidade que foi fundamental para aproximar o público.

Participantes carismáticos e histórias de vida

A seleção de competidores foi outro grande acerto. Entre os 24 participantes, havia profissionais e amadores, cada um com histórias e sonhos distintos. Muitos buscavam uma segunda chance, outros queriam provar seu valor e alguns sonhavam em abrir o próprio restaurante.

Essa pluralidade de trajetórias garantiu identificação com diferentes perfis de espectadores. Nas redes sociais, expressões engraçadas, reações emocionadas e até gafes viraram memes, ampliando o alcance digital da atração.

O que podemos esperar da 2ª temporada?

Embora os detalhes ainda estejam em sigilo, a previsão é que a nova temporada estreie no segundo semestre de 2026, logo após a Copa do Mundo. A estratégia é aproveitar o aquecimento da audiência em grandes eventos esportivos.

Entre as novidades especuladas, estão a inclusão de desafios com ingredientes regionais brasileiros, a participação de chefs convidados internacionais e maior interação digital, com o público influenciando o andamento de algumas provas. Também se espera que a diversidade de histórias seja ampliada, fortalecendo a representatividade.

Cauã Reymond encara novo desafio em Último Lance, série intensa do Globoplay que mistura futebol, poder e vulnerabilidade

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O universo do futebol é repleto de glórias, idolatrias e histórias de superação. Mas, por trás das quatro linhas, também existem sombras: corrupção, abuso de poder, exploração e dramas pessoais de jovens que tentam transformar um sonho em carreira. É exatamente nesse território de contradições que vai mergulhar a nova série original do Globoplay, inicialmente batizada de Mata-Mata e agora oficialmente intitulada Último Lance.

O projeto, protagonizado por Cauã Reymond, entrou em pré-produção no início de agosto de 2025 e já movimenta bastidores. A plataforma busca jogadores profissionais de futebol entre 18 e 35 anos, além de árbitros e estudantes de arbitragem, para compor o elenco e dar mais autenticidade às cenas. As gravações começam em novembro, no Rio de Janeiro, e a estreia está prevista para 2026.

Uma trama de reinvenção e bastidores sombrios

A narrativa acompanha um ex-jogador de futebol que, após encerrar a carreira precocemente, encontra no trabalho como agente de atletas uma forma de se reinventar. Longe da fama dos estádios, mas ainda ligado à bola, o protagonista vive o dilema de reconstruir a própria identidade, ao mesmo tempo em que se depara com um mercado cruel e competitivo.

Ao lado dele estará uma jovem advogada — personagem ainda mantida em sigilo — que se torna sua parceira de confiança. Ela não apenas o ajuda nos aspectos legais do novo ofício, mas também se torna um elo fundamental em sua tentativa de criar um espaço mais justo para jovens jogadores.

A série não pretende romantizar esse universo. Pelo contrário: trará à tona questões pesadas e pouco exploradas na ficção brasileira, como o assédio sexual sofrido por atletas em formação, o consumo de drogas nos bastidores do esporte, e a exploração emocional e financeira de jovens talentos. Com apenas oito episódios, Último Lance promete ritmo ágil e denso, abordando cada tema com realismo e intensidade.

O time criativo: Thiago Dottori e Lucas Paraizo

O roteiro está a cargo de Thiago Dottori, conhecido por seu trabalho em Psi e no longa Turma da Mônica – Laços. Dottori é responsável pela redação final e já declarou em entrevistas que vê em Último Lance uma oportunidade de unir sua paixão pelo futebol com uma crítica social contundente.

A supervisão de texto ficará sob a responsabilidade de Lucas Paraizo, roteirista de prestígio na Globo, aplaudido por produções como Sob Pressão e Os Outros. A presença de Paraizo é um indicativo claro de que a série buscará equilíbrio entre a dramaticidade intensa e a construção de personagens verossímeis, que refletem dilemas reais da sociedade.

Cauã Reymond: entre o craque e o agente

A escolha de Cauã como protagonista não é à toa. O ator, que construiu uma carreira sólida com papéis complexos e desafiadores, chega à nova série logo após concluir as gravações do aguardado remake de Vale Tudo, no qual interpreta César Ribeiro.

Em Último Lance, Cauã dará vida a um ex-jogador que precisa enfrentar não apenas a frustração do fim da carreira nos gramados, mas também os dilemas morais de seu novo trabalho. A linha narrativa deve explorar o lado humano desse personagem: um homem dividido entre sua paixão pelo futebol e a necessidade de sobreviver em um meio onde a ética muitas vezes é colocada em segundo plano.

Cauã já revelou em outras oportunidades que sempre teve uma relação próxima com o esporte. Na juventude, praticou surfe e jiu-jítsu, e nunca escondeu o fascínio pelo futebol. A preparação para viver esse novo papel deve incluir treinos técnicos, pesquisa de campo e conversas com ex-jogadores e agentes reais, numa busca por naturalidade nas atuações.

De modelo a protagonista: a trajetória de Cauã

Para entender o peso da presença de Reymond em Último Lance, é preciso revisitar sua trajetória. Nascido no Rio de Janeiro em 20 de maio de 1980, Cauã iniciou a carreira como modelo, ainda na adolescência, desfilando em cidades como Milão, Paris e Nova York. Chegou a trabalhar para grandes estilistas e fotógrafos renomados, mas sua paixão pela interpretação falou mais alto.

Estudou no lendário Actor’s Studio, em Nova York, com a coach Susan Batson — a mesma que preparou astros como Nicole Kidman e Tom Cruise. O salto para a televisão aconteceu em 2002, quando interpretou o vaidoso Mau-Mau em Malhação. Dois anos depois, estreava em novelas no sucesso Da Cor do Pecado.

Dali em diante, vieram personagens marcantes: o michê Mateus de Belíssima, o carismático Halley de A Favorita, o ciclista Danilo de Passione e o sertanejo Jesuíno de Cordel Encantado. Em Avenida Brasil, deu vida a Jorginho, filho da inesquecível Carminha (Adriana Esteves), consolidando-se como um dos grandes atores de sua geração.

No cinema, também brilhou em filmes como Divã, Se Nada Mais Der Certo e Tim Maia. Mais recentemente, conquistou público e crítica ao interpretar irmãos gêmeos em Um Lugar ao Sol, mostrando versatilidade e profundidade dramática.

Novo cartaz de Invocação do Mal 4: O Último Ritual destaca os Warrens em sua despedida

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Foto: Reprodução/ Internet

O lançamento do novo cartaz de Invocação do Mal 4: O Último Ritual trouxe à tona a emoção e a expectativa de fãs ao redor do mundo. A imagem destaca Patrick Wilson e Vera Farmiga nos papéis de Ed e Lorraine Warren, colocando-os no centro de uma composição que respira mistério e tensão. Mais do que apenas um retrato visual do terror que os aguarda, o pôster transmite a despedida de uma dupla que se tornou símbolo da franquia, carregando consigo anos de histórias, suspense e a conexão afetiva construída com o público desde o primeiro filme.

Além de Wilson e Farmiga, Ben Hardy e Mia Tomlinson completam o elenco, trazendo novos elementos à história e ampliando a dimensão familiar e emocional do filme. A presença de Judy Warren, filha do casal interpretada por Tomlinson, adiciona profundidade à trama, mostrando que, por trás do terror, estão pessoas reais enfrentando dilemas de fé, coragem e proteção familiar.

O fim de uma era: Patrick Wilson e Vera Farmiga se despedem

Desde 2013, Patrick Wilson e Vera Farmiga vêm consolidando Ed e Lorraine Warren como protagonistas icônicos do terror moderno. Inspirados em pessoas reais que investigaram fenômenos paranormais nos anos 60 e 70, os personagens representam mais do que simples caçadores de fantasmas: são figuras humanas, com medos, dúvidas, esperanças e um amor que sustenta tudo o que fazem.

Em O Último Ritual, essa dimensão emocional se torna ainda mais intensa. O público terá a oportunidade de ver os Warrens não apenas enfrentando espíritos e demônios, mas lidando com conflitos pessoais e familiares, tornando o terror mais visceral e o envolvimento emocional mais profundo.

Uma narrativa inspirada em fatos reais

A franquia Invocação do Mal sempre se diferenciou por unir suspense e terror com histórias baseadas em eventos reais. Neste quarto filme, a narrativa foca no caso da família Smurl, famoso por alegações de possessão demoníaca nos anos 80. Essa escolha aumenta o peso dramático da trama, porque o público sabe que os acontecimentos retratados não são meramente ficcionais, mas refletem relatos de sofrimento real.

A construção do roteiro ficou a cargo de David Leslie Johnson-McGoldrick, Ian Goldberg e Richard Naing, que buscaram aprofundar os personagens e desenvolver uma trama que respira, permitindo que o terror não seja apenas visual, mas psicológico e emocional. A história aborda temas complexos como fé, dúvida e a luta contra o mal, trazendo autenticidade à narrativa.

O retorno de Michael Chaves e a direção do suspense

Após comandar o terceiro filme da franquia, Michael Chaves retorna para dirigir O Último Ritual, trazendo experiência e sensibilidade para equilibrar sustos, tensão e drama familiar. Diferente de muitos filmes de terror atuais, a direção de Chaves aposta na construção gradual do medo, transformando o suspense em algo quase palpável, onde cada sombra, som ou silêncio contribui para a atmosfera opressiva do longa.

Com uma duração de 2h15, o filme ganha tempo para desenvolver seus personagens e tramas paralelas, sem se apressar em sustos gratuitos. O espectador sente a tensão crescer lentamente, quase como um sussurro que se transforma em gritos, criando uma experiência mais completa e imersiva.

A trilha sonora que marca o clima do filme

A música sempre foi um componente essencial na franquia, e neste capítulo, Benjamin Wallfisch assume a trilha sonora, substituindo Joseph Bishara. Wallfisch trouxe sons que amplificam a sensação de ansiedade e medo, tornando cada cena mais impactante. Em filmes de terror, a trilha sonora funciona quase como um personagem adicional, guiando o público e intensificando as emoções de cada momento.

O impacto emocional além do susto

O diferencial de Invocação do Mal 4 não está apenas nos efeitos sobrenaturais, mas na maneira como explora o lado humano da história. A luta de Ed e Lorraine Warren para proteger sua família, aliada à jornada de Judy, mostra que o terror pode ser uma metáfora para os desafios da vida real: perda, dúvida e coragem diante do desconhecido.

Essa abordagem transforma o filme em uma experiência emocional completa. O medo do público não é apenas pelo que aparece na tela, mas pelo que os personagens sentem e vivem, criando uma empatia única com a narrativa.

Por dentro da produção: Londres como cenário sombrio

As filmagens aconteceram em Londres, entre setembro e novembro de 2024, escolhida não apenas por questões logísticas, mas também pelo clima, arquitetura e atmosfera que contribuem para o tom sombrio do longa. Cada cenário, cada sombra e cada detalhe da ambientação foram pensados para reforçar a sensação de opressão e mistério.

O comprometimento da equipe de produção, aliado à direção precisa de Chaves, garantiu que o filme mantivesse o equilíbrio entre suspense, terror e drama familiar, respeitando a história real dos Warrens e ao mesmo tempo entregando algo novo para os fãs.

O legado dos Warrens

Invocação do Mal sempre foi mais do que uma franquia de terror: é uma homenagem à vida e ao trabalho de Ed e Lorraine Warren. Eles dedicaram anos a investigar o desconhecido, registrando casos que desafiam a lógica e a compreensão humana. A franquia consegue transmitir essa realidade de forma emocionante e envolvente, mostrando que o terror também pode ser educativo e reflexivo.

No Último Ritual, o público não acompanha apenas sustos e fenômenos sobrenaturais, mas a humanidade por trás de cada investigação. A presença de novos personagens, como Tony Spera e a família Smurl, contribui para a autenticidade e profundidade emocional, tornando cada cena mais significativa.

Expectativas para a estreia

Com a data de estreia se aproximando, a ansiedade dos fãs cresce. Invocação do Mal 4: O Último Ritual promete não só sustos, mas também uma narrativa que respeita o público, oferecendo momentos de reflexão e emoção. A despedida de Patrick Wilson e Vera Farmiga encerra uma era importante do terror moderno, deixando um legado que combina suspense, realidade e humanidade.

As Filhas da Senhora Garcia | Resumo semanal da novela de 21/08 a 22/08

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Capítulo 034 da novela As Filhas da Senhora Garcia | Quinta-feira, 21 de agosto

A luta por justiça ganha novos contornos. Leonardo e Arturo unem forças para armar uma cilada contra Saúl, convictos de que ele deve finalmente responder por todas as manipulações e crimes que espalhou ao longo do tempo. Mais do que uma simples revanche, a trama revela que, muitas vezes, é a inteligência e a coragem de quem busca a verdade que acabam equilibrando as contas quando a lei parece insuficiente.

Enquanto isso, a tensão também cresce dentro da família. Graciela, preocupada com o futuro dos filhos, pede a Luis que coloque um ponto final em seu casamento com Mar. Para ela, essa ruptura seria a única forma de ele assumir, com foco total, as responsabilidades de pai e de chefe da família.

No mesmo cenário, Leonardo passa a observar os passos de Paula com atenção redobrada. Sua visita à casa de Saúl desperta desconfiança: estariam seus gestos movidos apenas pela amizade, ou haveria algo oculto por trás de sua aproximação?

Longe dos conflitos, Nicolás celebra uma conquista. Orgulhoso do avanço de Valeria em suas aulas de modelo, ele prepara um jantar especial para comemorar. O gesto não apenas reforça os laços entre os dois, mas também dá a Valeria a confiança necessária para acreditar em seu talento e seguir sonhando, mesmo diante das incertezas que a cercam.

Capítulo 035 | Sexta-feira, 22 de agosto

O dia começa com lembranças e emoções à flor da pele. Nicolás visita o túmulo de Cecília e, diante do silêncio do cemitério, mergulha em reflexões profundas. Dividido entre a dor das lembranças e a necessidade de reconstruir sua vida, ele questiona as próprias escolhas, tentando encontrar forças para seguir em frente.

Enquanto isso, Graciela abre o coração para Luis e compartilha uma nova preocupação: o olhar curioso e insistente de Ofelia. Ela teme que tanta intromissão desestabilize os filhos e provoque rupturas dolorosas dentro da família.

Do outro lado, Mar mostra maturidade e generosidade. Em um gesto de empatia, ela se aproxima de Paula e lhe oferece apoio verdadeiro. Essa amizade inesperada traz a Paula coragem para enfrentar os desafios que ainda virão, criando um elo de confiança entre as duas mulheres.

Em meio a tantas tensões, Graciela também encontra espaço para um ato de desprendimento: ela dá a Rocío a chance de se afastar de vez da família Portilla, permitindo que a jovem reconstrua sua vida longe das rivalidades e ressentimentos que tanto a feriram.

O capítulo se encerra entre revelações e decisões importantes, deixando no ar a sensação de que o destino da família Portilla está prestes a ser redefinido. Cada escolha, cada gesto e cada silêncio poderá abrir um novo caminho – ou selar de vez as feridas do passado.

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