Neste sábado, 16 de agosto, o Pequenas Empresas e Grandes Negócios (PEGN) chega com um cardápio variado de histórias que mostram que empreender pode nascer tanto de uma boa ideia quanto de um talento cultivado por anos. Na tela, desfilam desde marcas que unem design e funcionalidade, passando por inovações tecnológicas que aproximam pessoas e natureza, até tradições que resistem ao tempo e eventos que movimentam bilhões.
A primeira parada é em Salvador (BA), onde Léo Barros decidiu transformar a habilidade de criar bolsas térmicas artesanais em um negócio de alto padrão. As peças, feitas à mão, se destacam não só pelo visual sofisticado, mas também por detalhes técnicos que conquistam o público exigente: isolamento térmico de até 12 horas e bandeja antivazamento patenteada. Hoje, com 500 unidades produzidas por mês e faturamento anual de R$ 3,5 milhões, Léo prepara a próxima etapa — levar sua marca ao varejo de luxo e ampliar a presença no mercado nacional.
De lá, o programa segue para São Carlos (SP), onde quatro pesquisadoras formadas pela UFSCar criaram um aplicativo de educação ambiental que vai muito além da informação básica. Ele funciona offline, oferece dados históricos, culturais e ambientais de trilhas, parques e museus, e ainda inclui audiodescrição, Libras e jogos interativos para tornar a experiência mais inclusiva e divertida. O projeto já está ativo em lugares icônicos, como o Parque Nacional do Iguaçu e o Parque Lage (RJ), e garante à startup um faturamento de cerca de R$ 80 mil por mês, com apoio de instituições e programas de inovação.
A nova série especial sobre a Festa do Peão de Barretos estreia com um personagem que carrega a cultura sertaneja nas mãos há quase quatro décadas. Artesão de selas e acessórios, ele vê sua produção e suas vendas dispararem durante o evento, provando que tradição e negócio podem andar juntos.
No quadro “Dica do Bacca”, Marcelo Baccarini abre o mapa de oportunidades no setor de eventos, que deve movimentar R$ 140 bilhões em 2025. O número impressiona, mas o que chama atenção é a previsão de contratação de mais de 2,7 milhões de microempreendedores individuais, em áreas que vão de montagem de estandes e alimentação a tecnologia e brindes personalizados.
Para encerrar, a história de Matheus Vitor, um chef apaixonado pelo churrasco americano, que encontrou no tempero dry rub e nas carnes defumadas a receita para reescrever sua vida. No início da pandemia, com a esposa grávida e a ameaça de perder o emprego, investiu R$ 280 em carnes e começou a vender seus preparos por delivery. A aposta deu tão certo que hoje ele comanda uma equipe de quase 20 pessoas e é reconhecido como referência no segmento.
Nesta sexta, 15 de agosto de 2025, às 16h, a TV Brasil abre espaço para uma edição especial e repleta de emoção do Sem Censura. Sob o comando carismático de Cissa Guimarães, o programa recebe um dos nomes mais queridos e respeitados da música brasileira: Diogo Nogueira. Cantor, compositor e legítimo representante do samba, ele chega para uma conversa descontraída e cheia de memórias, que mistura histórias de família, música e até futebol.
Além de Diogo, o encontro conta com a presença da sambista Marina Íris — que também carrega a música no sangue e é prima do artista — e do eterno craque Junior, ex-jogador do Flamengo e da seleção brasileira, que hoje brilha como comentarista esportivo. A roda de conversa tem a mediação da jornalista Fabiane Pereira, especialista em música e cultura.
Para quem não puder acompanhar ao vivo pela TV, o programa será exibido simultaneamente no aplicativo TV Brasil Play e no canal da emissora pública no YouTube. E, para os fãs de podcast, o Sem Censura também estará disponível no Spotify, permitindo que a experiência vá além da telinha. Haverá ainda uma reapresentação na própria TV Brasil, às 23h30 do mesmo dia.
Uma tarde de samba, histórias e emoção
O programa promete ser muito mais que uma simples entrevista: será um mergulho afetivo na trajetória de Diogo Nogueira. Filho do saudoso sambista João Nogueira, ele cresceu em um lar onde a música não era apenas trilha sonora, mas um modo de viver. E, embora tenha sido criado entre rodas de samba e bastidores de shows, seu caminho até a carreira musical não foi imediato.
Durante a conversa, Diogo relembra que, na juventude, o futebol quase falou mais alto. Chegou a treinar em clubes e sonhar com a carreira de jogador profissional, mas a música acabou sendo o chamado mais forte — e o palco, seu destino inevitável. Essa transição, recheada de dúvidas e descobertas, será contada com o humor e a leveza que marcam sua personalidade.
Para os fãs, o ponto alto da atração será vê-lo deixar a bancada e assumir o microfone no palco do Sem Censura, interpretando sucessos que se tornaram parte da história recente do samba, como “Alma Boêmia”, “Tô Fazendo a Minha Parte”, “Clareou”, “Pé na Areia” e “Poder da Criação”. Entre uma música e outra, ele também vai revisitar canções imortalizadas pelo pai, reforçando a herança artística que mantém viva com orgulho.
Encontros que viram histórias
Um dos momentos mais aguardados será a interação entre Diogo e o craque Junior, que traz memórias de sua carreira como jogador e comentarista, mas também revela bastidores da amizade com o sambista e sua família. A conexão entre os dois vai muito além da admiração mútua: eles compartilham duas paixões intensas — o samba e o Flamengo. Histórias de arquibancada, bastidores de shows e momentos de celebração prometem render boas risadas.
A presença de Marina Íris acrescenta ainda mais calor ao encontro. Prima de Diogo, ela cresceu junto dele, partilhando festas familiares, primeiras composições e a convivência com João Nogueira. Ao lado do primo, Marina relembra causos da juventude, revelando um lado mais íntimo e afetuoso do artista, longe dos holofotes. É aquela conversa de família que o público raramente vê, mas adora assistir.
A debatedora Fabiane Pereira conduz o diálogo com sensibilidade e conhecimento de causa. Especialista em música brasileira, ela ajuda a costurar a narrativa, destacando momentos marcantes da carreira de Diogo, desde os primeiros passos até a consolidação como um dos principais nomes do samba contemporâneo. Fabiane também provoca reflexões sobre o papel do samba hoje, em um cenário musical cada vez mais diverso.
O legado de João Nogueira e a construção de uma identidade
Não há como falar de Diogo sem mencionar o pai, João Nogueira, figura fundamental para a história do samba. Fundador do Clube do Samba e compositor de obras-primas, João deixou um legado de resistência cultural, poesia e brasilidade. Diogo, por sua vez, carrega o sobrenome com respeito, mas sempre fez questão de trilhar seu próprio caminho, encontrando sua voz e estilo.
No programa, ele deve revisitar essas memórias, contando como foi crescer ao lado de artistas como Beth Carvalho, Martinho da Vila e Clara Nunes, que frequentavam sua casa e serviam de inspiração. Ao mesmo tempo, relembra a dor da perda do pai em 2000, quando tinha apenas 19 anos, e como a música foi um instrumento de cura e reconexão com a própria história.
Mais de uma década à frente do Samba na Gamboa
O público que acompanha a TV Brasil também se lembra de Diogo como apresentador. Durante mais de dez anos, ele comandou o Samba na Gamboa, um espaço dedicado a mostrar a diversidade e a vitalidade do samba brasileiro, recebendo artistas consagrados e novos talentos. O programa ajudou a reforçar sua imagem como um verdadeiro embaixador do gênero.
Hoje, o Samba na Gamboa segue no ar sob o comando da cantora Teresa Cristina, mas a marca de Diogo permanece viva no formato. No Sem Censura, ele deve compartilhar bastidores dessa experiência, desde encontros inesperados até descobertas musicais que se tornaram parte do seu repertório.
Samba, futebol e a alma carioca
O episódio especial também é uma celebração da cultura carioca. Samba e futebol, duas paixões que movimentam corações no Brasil, são temas recorrentes na conversa. Junior traz memórias de vitórias históricas com a camisa do Flamengo e da seleção brasileira, enquanto Diogo relembra jogos inesquecíveis no Maracanã, seja como torcedor ou como garoto sonhando em ser jogador.
Essa interseção entre música e esporte é um reflexo da própria história do Rio de Janeiro, onde a festa e a paixão se encontram nas ruas, nas rodas de samba e nos estádios. O programa mostra como essas expressões populares são parte da identidade nacional.
Para além da tela: a experiência multiplataforma
Um dos diferenciais dessa edição é a possibilidade de acompanhar o conteúdo em diferentes formatos. A transmissão simultânea pela TV, pelo TV Brasil Play e pelo YouTube permite que o público esteja presente de onde estiver. E, com o episódio também disponível em formato de podcast no Spotify, o Sem Censura se adapta aos hábitos de consumo contemporâneos, ampliando seu alcance e reforçando seu papel como vitrine da cultura brasileira.
Neste sábado, 16 de agosto, o Cine Aventura, na Record TV, traz uma história que promete encantar crianças, jovens e adultos. Às 15h, o público terá a oportunidade de conhecer Alice e Peter: Onde Nascem os Sonhos, um filme que mergulha nas origens de personagens tão conhecidos do imaginário coletivo quanto Alice, do País das Maravilhas, e Peter Pan, da Terra do Nunca. Diferente das adaptações clássicas, a produção apresenta os dois como irmãos e explora a infância deles, revelando como suas experiências moldaram as aventuras que se tornariam tão famosas nos contos de fadas.
Dirigido por Brenda Chapman, co-diretora do aclamado filme Valente, e lançado em 2020, o longa mescla drama e fantasia em uma narrativa delicada, que toca temas universais como a perda, a imaginação e o vínculo familiar. Com um elenco estrelado incluindo Angelina Jolie, David Oyelowo, Anna Chancellor, Clarke Peters, Gugu Mbatha-Raw, Michael Caine, David Gyasi e Derek Jacobi, a produção se destaca pela sofisticação de suas interpretações e pela riqueza de seu universo visual.
A premissa do filme é ao mesmo tempo simples e profundamente tocante: Alice e Peter são irmãos que tentam lidar com a dor da perda de seu irmão mais velho, ao mesmo tempo em que descobrem a força da imaginação. Antes de se tornarem símbolos de mundos fantásticos, eles enfrentam os desafios comuns da infância, incluindo a dificuldade de superar traumas e de se conectar com seus pais em luto. É nessa delicada mistura de realidade e fantasia que o filme encontra sua beleza e sua força narrativa.
O roteiro, sensível e bem estruturado, apresenta aos espectadores uma versão inédita dos personagens, permitindo que conheçamos sua vida familiar, suas descobertas e o modo como a imaginação se tornou um refúgio para enfrentar a dor. A narrativa propõe um olhar afetivo sobre como histórias de fantasia podem emergir de experiências humanas universais, mostrando que até os mundos mais extraordinários nascem de sentimentos genuínos.
Um elenco de peso
O elenco do longa é um dos grandes destaques da produção. Angelina Jolie, como Rose Littleton, entrega uma interpretação que mistura firmeza e ternura, mostrando uma mãe que, mesmo sofrendo com a perda, se esforça para manter a família unida. Ao lado dela, David Oyelowo, como Jack Littleton, dá vida a um pai preocupado e sensível, que busca proteger os filhos do luto e das adversidades.
As crianças Keira Chansa (Alice) e Jordan Nash (Peter) encantam com a naturalidade de suas performances, transmitindo emoção e inocência de forma cativante. O restante do elenco, incluindo Anna Chancellor, Clarke Peters, Gugu Mbatha-Raw, Michael Caine, David Gyasi e Derek Jacobi, contribui com personagens memoráveis que enriquecem o universo do filme e oferecem camadas adicionais à narrativa.
O elenco também atua como produtores, o que demonstra um comprometimento ainda maior com a história. Angelina Jolie e David Oyelowo, por exemplo, estiveram diretamente envolvidos na produção, garantindo que a narrativa mantivesse coerência emocional e sensibilidade estética.
Produção e cenário
A produção de filme começou a ganhar forma em 2016, quando Brenda Chapman foi contratada para dirigir o projeto. O filme contou com financiamento de diferentes estúdios e produtoras, incluindo Ace Pictures, Creasun Entertainment USA e Tin Res Entertainment, com uma equipe executiva robusta liderada por profissionais como David Haring, Minglu Ma e Timur Bekbosunov.
As filmagens ocorreram em locais cuidadosamente escolhidos para criar uma atmosfera de encantamento e realismo. Shad Thames, em Londres, serviu como palco urbano, enquanto o Windsor Great Park e a região ao redor da lagoa de Johnson trouxeram o frescor e a liberdade da natureza para a narrativa. A produção ainda se deslocou para Los Angeles para concluir as filmagens, mantendo um padrão visual consistente e explorando diferentes paisagens que reforçam o aspecto fantástico do filme.
A direção de arte e o design de produção se destacam por equilibrar elementos de fantasia e realidade, criando cenários que parecem saídos de um livro de contos de fadas, mas que permanecem ancorados em uma história de emoções autênticas. Essa abordagem permite que o espectador se conecte tanto com os personagens quanto com os mundos que eles imaginam.
Lançamento e recepção
O filme teve sua estreia mundial no Festival de Cinema de Sundance em janeiro de 2020, recebendo atenção por sua abordagem única e seu elenco de destaque. Nos Estados Unidos, foi lançado em 13 de novembro do mesmo ano pela Relativity Media, marcando o primeiro filme da distribuidora a chegar aos cinemas em quatro anos. No Reino Unido, o lançamento ocorreu em dezembro de 2020.
Apesar do elenco e da produção robusta, o filme recebeu críticas mistas. No Rotten Tomatoes, apenas 36% das resenhas foram positivas, enquanto no Metacritic, a pontuação média ponderada foi de 43 em 100. Alguns críticos apontaram que o filme não alcançou toda a magia que propunha, apesar de reconhecerem o mérito de seu visual e das performances.
Entretanto, outras análises foram bastante favoráveis, destacando a sensibilidade da narrativa e seu potencial de se tornar um clássico infantil. Ben Pearson, da Slash Film, afirmou que o filme é “um novo clássico infantil” capaz de encantar gerações futuras, enquanto John DeFore, do The Hollywood Reporter, criticou a execução, mas elogiou o elenco e a beleza da produção. Esse contraste revela que, apesar de não ter agradado a todos os críticos, o filme tem potencial para conquistar o coração do público, especialmente crianças e famílias.
Temas universais e relevância
O grande mérito de do filme é sua capacidade de tratar de temas profundos de forma acessível e delicada. A narrativa aborda a perda, o luto e a resiliência, mas sempre com uma abordagem poética que convida à imaginação. O filme mostra como a infância, mesmo diante de desafios, pode ser um período de descobertas e de criação de mundos próprios.
Além disso, ao explorar a relação entre irmãos e a importância do vínculo familiar, o longa reforça valores universais, como empatia, compreensão e amor incondicional. Essa combinação de fantasia e realidade faz com que a história seja rica não apenas visualmente, mas também emocionalmente, oferecendo uma experiência completa ao espectador.
Nesta sexta-feira, 15 de agosto, às 22h45, o público da Record conhecerá uma das histórias mais emocionantes e desafiadoras já exibidas em Quilos Mortais. O episódio acompanha a trajetória de Julius, conhecido como J.T., um homem de 32 anos que carrega não apenas 404 quilos no corpo, mas também um passado marcado por abandono, dor e compulsão alimentar.
Desde a infância, Julius percebeu que o mundo poderia ser cruel. Seus pais, viciados em drogas, não conseguiram oferecer o cuidado e o afeto que ele precisava. Esse vazio foi sendo preenchido, aos poucos, pela comida. Comer se tornou seu refúgio, uma forma de escapar e, ao mesmo tempo, uma prisão invisível.
O sobrepeso, que começou na infância, evoluiu de forma alarmante. Aos 22 anos, ele foi diagnosticado com linfedema — um inchaço crônico e doloroso causado por problemas no sistema linfático — que atingiu proporções tão graves que os médicos previram que ele não viveria além dos 30 anos. Hoje, aos 32, J.T. sabe que cada dia é uma luta contra o tempo.
O peso de um passado difícil
A relação de Julius com a comida nunca foi apenas sobre fome. Cada refeição representava uma tentativa de preencher lacunas emocionais deixadas pela negligência familiar. Quando criança, ele não encontrava conforto nas palavras ou nos gestos de afeto, mas sim em pratos fartos que proporcionavam um alívio momentâneo.
Com o passar dos anos, esse hábito se transformou em dependência. Comer deixou de ser uma necessidade biológica e virou compulsão, levando-o a um peso que limitou drasticamente sua vida. Atividades simples, como se levantar da cama ou tomar banho sozinho, se tornaram desafios diários.
O linfedema agravou ainda mais a situação. A dor constante, a dificuldade de locomoção e o risco crescente de infecções faziam J.T. sentir-se preso ao próprio corpo. Cada dia parecia uma batalha perdida.
Um pedido de socorro
Ao perceber que estava à beira do colapso físico, Julius decidiu buscar ajuda. Entrou em contato com o renomado cirurgião Dr. Nowzaradan, conhecido por sua franqueza e por aceitar apenas pacientes realmente comprometidos com a mudança.
O tratamento começou com uma meta clara: perder peso suficiente para viabilizar uma cirurgia bariátrica e, posteriormente, a remoção do linfedema. No início, os resultados apareceram — J.T. perdeu cerca de 57 quilos. No entanto, manter a disciplina mostrou-se um desafio imenso.
A perda da namorada abalou profundamente sua motivação. Em meio à dor emocional, ele começou a faltar às sessões de fisioterapia e a relaxar nos cuidados indicados pelo médico. Essa instabilidade levou o Dr. Nowzaradan a dar um ultimato: ou Julius levava o tratamento a sério, ou perderia a chance de mudar sua vida.
Apoio da família
Nesse momento crítico, o primo de J.T. se tornou peça fundamental. Ele acompanhou as consultas, auxiliou nos cuidados diários e incentivou Julius a persistir, mesmo nos dias em que tudo parecia desmoronar.
Aos poucos, o protagonista retomou o foco. Seguiu a dieta prescrita, participou das sessões de fisioterapia e manteve o compromisso com o programa de emagrecimento. Sua dedicação foi recompensada: atingiu o peso necessário para ser aprovado na cirurgia bariátrica.
O grande passo: cirurgias e novas conquistas
A cirurgia bariátrica marcou uma virada na vida de J.T. Não apenas reduziu o tamanho do estômago, mas abriu portas para um novo estilo de vida. Com a perda de peso constante, ele pôde se submeter à cirurgia de remoção do linfedema — um procedimento arriscado, mas essencial para recuperar a mobilidade e aliviar a dor crônica.
No episódio especial Onde Eles Estão Agora?, Julius revelou ter perdido mais 68 quilos após as cirurgias, alcançando 169 kg. Embora ainda acima do ideal, essa conquista representa uma transformação radical para alguém que anos antes era considerado a segunda pessoa mais pesada a participar do programa.
Mais que uma mudança física
A trajetória de Julius em Quilos Mortais vai além de números na balança. Sua história evidencia a importância do suporte emocional, da persistência diante das recaídas e da coragem de enfrentar verdades difíceis. Perder peso não foi apenas uma questão estética — para J.T., significou a chance de viver plenamente. E, embora o caminho ainda seja longo, cada passo representa uma vitória contra o passado que quase o destruiu.
Neste sábado, 16 de agosto, a partir das 14h, a Globo apresenta mais uma edição da Sessão de Sábado, levando aos lares brasileiros uma das aventuras mais emblemáticas do cinema: Indiana Jones e o Templo da Perdição. Logo após a exibição de um Edição Especial, o público poderá se envolver novamente na jornada do arqueólogo mais famoso da história do cinema, Indiana Jones, interpretado pelo carismático Harrison Ford.
Lançado originalmente em 1984, o filme é a segunda produção da franquia criada por George Lucas e dirigida pelo mestre do cinema de aventura, Steven Spielberg. Apesar de muitas vezes ser lembrado por sua intensidade e por cenas marcantes que causaram controvérsia na época, “O Templo da Perdição” continua sendo referência em narrativa cinematográfica de ação e aventura. A produção também funciona como prequela de “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981), oferecendo ao público um mergulho nas origens e na vida de Indiana antes de enfrentar os nazistas.
O roteiro, assinado por Willard Huyck e Gloria Katz, foi baseado na ideia original de Lucas, que queria explorar um contexto completamente diferente, evitando repetir os vilões da primeira produção. Lucas passou por diversas propostas de enredo antes de finalizar a versão que chegaria às telas. A inspiração para algumas sequências veio do clássico “Gunga Din” (1939), e o resultado é um filme que mistura elementos de ação, mistério, suspense e, claro, aquela dose característica de humor presente em todas as aventuras do arqueólogo.
Uma história que mistura misticismo e ação
O enredo do filme leva Indiana Jones diretamente à Índia, onde é procurado por uma aldeia que vive em desespero. A comunidade busca a ajuda do arqueólogo para recuperar uma pedra mística roubada, item de grande importância espiritual. Ao longo da trama, Indy enfrenta os Tuges, um culto religioso liderado pelo aterrorizante sacerdote Mola Ram, que pratica escravidão infantil, rituais de magia negra e sacrifícios humanos.
A história se destaca não apenas pela ação, mas pelo ritmo intenso e pelas sequências inovadoras de aventura, como a famosa perseguição de avião, a fuga em carrinho de mina e o icônico número musical de abertura em Xangai, no qual a atriz Kate Capshaw, interpretando Willie Scott, surpreende com sua performance. O filme também introduz o carismático ajudante Short Round, interpretado por Jonathan Ke Quan, que rapidamente se tornou um personagem querido pelo público por sua coragem e inteligência, apesar da pouca idade.
Personagens memoráveis
Harrison Ford retorna ao papel de Indiana Jones, combinando seu charme inconfundível com a habilidade de arqueólogo destemido. Para se preparar para o papel, Ford passou por um intenso treinamento físico, garantindo que suas cenas de ação fossem convincentes e emocionantes.
Kate Capshaw como Willie Scott entrega uma personagem que contrasta com Marion Ravenwood, de “Os Caçadores da Arca Perdida”. Inicialmente considerada uma “donzela em perigo”, Willie ganha destaque pela evolução ao longo da aventura, mostrando coragem e determinação, mesmo diante dos perigos mais inusitados.
O pequeno e intrépido Short Round, vivido por Jonathan Ke Quan, adiciona uma dimensão leve e divertida à narrativa. Sua química com Indy é notável, e as cenas em que os dois improvisam soluções criativas para escapar dos vilões permanecem como momentos icônicos do cinema de aventura.
O antagonista Mola Ram, interpretado por Amrish Puri, se tornou um dos vilões mais memoráveis da franquia. Com uma presença imponente e rituais assustadores, o personagem combina elementos históricos e fictícios, oferecendo um desafio convincente para o herói da trama.
Bastidores e produção
O filme é fruto da parceria criativa entre Steven Spielberg e George Lucas, que buscavam explorar um tom mais sombrio e ousado do que o primeiro filme da franquia. O desenvolvimento do roteiro envolveu diversas mudanças e adaptações, incluindo a criação de personagens e cenários que equilibrassem ação, drama e momentos de leveza.
Devido a questões culturais e políticas, grande parte das filmagens não pôde ser realizada na Índia, sendo transferida para o Sri Lanka, que serviu como cenário para a aldeia e o palácio onde se desenrola grande parte da trama. A equipe também utilizou estúdios em Elstree, Inglaterra, além de locações nos Estados Unidos para algumas sequências de ação.
O trabalho de efeitos especiais foi pioneiro para a época, contando com a colaboração da Industrial Light & Magic, enquanto Ben Burtt, da Skywalker Sound, desenvolveu efeitos sonoros que se tornariam referência em filmes de aventura. Cada detalhe, desde os figurinos até os efeitos de mágica e perigos, foi cuidadosamente planejado para criar uma experiência cinematográfica envolvente.
Polêmica e recepção
Apesar do sucesso de bilheteria, “O Templo da Perdição” gerou polêmica em seu lançamento devido a algumas representações da cultura indiana e cenas de violência intensa. O filme acabou influenciando a criação da classificação PG-13 nos Estados Unidos, orientando pais sobre conteúdos potencialmente inadequados para crianças pequenas.
Ao longo dos anos, entretanto, a crítica passou a valorizar mais os elementos positivos da produção, como a intensidade narrativa, a criatividade das sequências de ação, os efeitos especiais inovadores para a época e o talento do elenco principal. Apesar das controvérsias iniciais, o filme consolidou seu lugar na história do cinema como uma aventura clássica e indispensável para fãs do gênero.
Legado e curiosidades
“O Templo da Perdição” influenciou não apenas o cinema, mas também a cultura pop como um todo. Quadrinhos, jogos de vídeo game e produtos licenciados expandiram a presença da franquia, enquanto fãs de várias gerações continuam a se encantar com as aventuras de Indy.
Algumas curiosidades revelam o comprometimento da equipe de produção. Por exemplo, Harrison Ford sofreu uma hérnia de disco durante as filmagens, exigindo cuidados especiais e ajustes na programação. Kate Capshaw precisou aprender a cantar em mandarim e ensaiar sapateado para o número musical de abertura. Já os efeitos de stop-motion, miniaturas e dublês criaram cenas que desafiam a imaginação até hoje.
O filme também marcou a vida pessoal de Spielberg, pois foi durante as filmagens que ele conheceu Kate Capshaw, que mais tarde se tornaria sua esposa, adicionando um elemento pessoal à produção de um clássico cinematográfico.
Premiações
Além de seu sucesso financeiro, o filme foi reconhecido em premiações importantes. Entre os destaques estão o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e indicações para Melhor Trilha Sonora, consolidando sua importância técnica e artística na indústria cinematográfica.
Nesta sexta-feira, 15 de agosto, às 23h15, o SBT leva ao ar mais uma edição do clássico Tela de Sucessos, e o destaque da noite é uma história que mistura ação, aventura, humor e muita imaginação: “O Garoto-Formiga” (Antboy), produção dinamarquesa que conquistou crianças e adultos ao redor do mundo desde seu lançamento em 2013.
O longa, dirigido por Ask Hasselbalch e estrelado por Oscar Dietz, é inspirado na série de quadrinhos de Kenneth Bøgh Andersen e apresenta um herói improvável: um menino comum, de apenas 12 anos, que ganha poderes incríveis após um acidente curioso e, a partir daí, precisa enfrentar desafios que vão muito além da vida escolar.
O protagonista da história é Pelle Norhmann, interpretado por Oscar Dietz. Ele é um menino tímido e, de certa forma, invisível para a maioria dos colegas da escola. Vive o dia a dia típico de qualquer criança de sua idade, lidando com tarefas, professores, amizades e pequenas frustrações. No entanto, sua vida muda completamente quando, durante um passeio, ele é mordido por uma formiga de espécie incomum.
O que poderia ser apenas um momento estranho e passageiro acaba se transformando no início de uma grande aventura. Aos poucos, Pelle percebe que está desenvolvendo habilidades fora do comum: força sobre-humana, agilidade impressionante e até mesmo a capacidade de escalar paredes.
Com a ajuda de Wilhelm (Samuel Ting Graf), um colega que é fanático por histórias em quadrinhos, o garoto cria uma identidade secreta: Garoto-Formiga. E, como todo super-herói, não demora para que surja um vilão à altura: Dr. Gaemelkra, também conhecido como Pulga (vivido por Nicholas Bro), que ameaça não só Pelle, mas todos ao seu redor.
Um herói que conquista pela simplicidade
O que torna o longa-metragem tão cativante é que ele não tenta ser apenas mais um filme de super-herói cheio de efeitos especiais e explosões. A produção aposta no carisma dos personagens e em um enredo divertido, que conversa diretamente com o público infantil, mas que também guarda lições valiosas para os adultos.
Pelle não é perfeito. Ele erra, sente medo, e muitas vezes se vê inseguro sobre suas próprias decisões. Essa vulnerabilidade o torna mais humano e próximo de quem está assistindo. Ao contrário de heróis que nascem destinados à grandeza, o projeto cinematográfico aprende no dia a dia que ser um herói é muito mais sobre fazer o que é certo do que sobre ter superpoderes.
Do quadrinho para as telas
A transição do filme dos quadrinhos para o cinema foi conduzida com cuidado para preservar o espírito original da obra. A série de livros de Kenneth Bogh Andersen já era um sucesso na Dinamarca, conquistando leitores com seu humor leve, personagens bem construídos e um mundo onde o extraordinário se mistura ao cotidiano.
No filme, essa essência é mantida, mas com o reforço visual que só o cinema pode oferecer. As cenas de ação são dinâmicas e divertidas, sem abrir mão de momentos de ternura e amizade. É aquele tipo de aventura que as crianças podem assistir sem medo, e que os pais encaram como um bom entretenimento familiar.
Elenco e personagens marcantes
O elenco do filme entrega atuações convincentes e carismáticas. Oscar Dietz dá vida a um Pelle que oscila entre a timidez e a coragem, retratando de forma realista a jornada de amadurecimento do personagem. Nicholas Bro, no papel do vilão Pulga, consegue equilibrar o tom cômico e ameaçador na medida certa, evitando caricaturas exageradas. Samuel Ting Graf interpreta Wilhelm com simpatia e inteligência, sendo o cérebro por trás das estratégias do Garoto-Formiga.
O time de apoio também é composto por Amalie Kruse Jensen (Ida), Lark Winther (mãe), Frank Thiel (pai), Cecilie Alstrup Tarp (Amanda) e outros nomes que ajudam a dar profundidade à narrativa.
Foto: Reprodução/ Internet
Uma produção com identidade própria
Lançado em 3 de outubro de 2013 na Dinamarca, O Garoto-Formiga foge da fórmula típica dos blockbusters americanos. É um filme com orçamento mais modesto, mas que compensa a ausência de megaefeitos com uma história bem contada, humor na medida certa e uma direção que sabe onde quer chegar.
A trilha sonora é envolvente e ajuda a criar o clima das cenas, alternando momentos de ação com passagens mais emotivas. A fotografia aposta em cores vivas e ambientes claros, reforçando a ideia de que essa é uma aventura para toda a família.
Dublagem e acessibilidade no Brasil
No Brasil, o filme ganhou duas versões de dublagem — a primeira realizada pela Beck Studios, com a voz de João Victor Granja no papel principal, e a segunda pela H2D Productions, trazendo Fernanda Crispim como voz do herói. Ambas buscaram manter a leveza e o humor da obra original, permitindo que o público brasileiro se conectasse com a história sem perder o charme da produção dinamarquesa. Essa preocupação em adaptar bem o conteúdo para outros países é um dos motivos pelos quais O Garoto-Formiga conseguiu conquistar plateias fora de seu mercado original.
Lições escondidas atrás da fantasia
Embora seja, à primeira vista, um filme divertido sobre um menino com poderes de formiga, O Garoto-Formiga carrega mensagens importantes sobre amizade, coragem e autoestima. Pelle aprende que não é preciso ser grande para fazer a diferença — algo que serve tanto para crianças quanto para adultos.
O longa também aborda, de forma sutil, questões como bullying, insegurança e a importância de acreditar em si mesmo, sem deixar a história pesada ou moralista demais. É entretenimento com conteúdo, algo que pais e educadores valorizam.
Curiosidades sobre o filme
O Garoto-Formiga foi tão bem recebido na Dinamarca que gerou continuações, ampliando o universo do personagem.
O longa teve grande parte das cenas gravadas em locações reais, o que contribui para a atmosfera autêntica da narrativa.
Apesar de ser um filme infantil, o roteiro foi cuidadosamente escrito para que os adultos também se divirtam.
A relação entre Pelle e Wilhelm lembra a clássica parceria entre herói e ajudante nos quadrinhos, mas com um toque mais realista e afetuoso.
Algumas histórias não se contentam em apenas entreter — elas chegam para cutucar feridas, provocar conversas e deixar uma marca duradoura na audiência. Twinless, novo drama LGBTQIA+ protagonizado por Dylan O’Brien e James Sweeney, é uma dessas obras. Com estreia marcada para 5 de setembro nos cinemas dos Estados Unidos, o filme já chega cercado de expectativa, elogios e polêmicas, após ter se tornado um dos títulos mais comentados do Festival de Cinema de Sundance 2025.
Dirigido, roteirizado e coestrelado por James Sweeney, o longa mergulha nas zonas cinzentas da intimidade humana, onde luto, atração e segredos perigosos se misturam. Mas o que torna o filme tão diferente de outras produções do gênero não é apenas o tema — é a forma como ele encara a dor sem filtros e expõe o desejo sem concessões.
No coração da trama está Roman (Dylan O’Brien), um jovem que vê seu mundo desmoronar após a morte trágica de seu irmão gêmeo, Rocky — também interpretado por O’Brien, em um trabalho que exige entrega física e emocional para diferenciar duas personalidades tão próximas e, ao mesmo tempo, tão distintas. O acidente que tira a vida de Rocky é descrito como “bizarro”, e desde os primeiros minutos o público sente que há algo mais nessa história do que um simples infortúnio.
Buscando apoio para lidar com a perda, Roman se junta a um grupo de suporte para pessoas que, como ele, perderam seus gêmeos. É lá que conhece Dennis (James Sweeney), um jovem de humor ácido, intelecto afiado e comportamento ambíguo. Entre os dois, nasce uma conexão imediata — mas não necessariamente saudável. O que começa como uma relação de cumplicidade vai ganhando contornos de obsessão, sedução e, possivelmente, manipulação.
O roteiro não se preocupa em traçar linhas claras entre o que é amor, desejo ou dependência emocional. Em vez disso, convida o público a navegar junto com os personagens em um território desconfortável, onde vulnerabilidade e perigo caminham lado a lado.
Do herói adolescente ao drama adulto
Para muitos, Dylan O’Brien ainda é o rosto do carismático Stiles de Teen Wolf ou do determinado Thomas na trilogia Maze Runner. Mas quem acompanha sua trajetória percebe que o ator vem buscando papéis cada vez mais maduros e arriscados.
Em Twinless, O’Brien se afasta de qualquer resquício de zona de conforto. Ao interpretar tanto Roman quanto Rocky, ele explora contrastes sutis: um é reservado, contido e introspectivo; o outro, extrovertido e imprevisível. A dualidade exige um trabalho corporal preciso, mudanças de postura e até de ritmo de fala para que o público acredite estar diante de dois indivíduos reais.
Além disso, o ator encara cenas de intimidade explícita com coragem e entrega raramente vistas em astros de sua geração. Essa ousadia não passou despercebida: em Sundance, O’Brien recebeu o prêmio de Melhor Atuação, consolidando o filme como um marco em sua carreira.James Sweeney: criando e vivendo Dennis
James Sweeney não é apenas o parceiro de cena de O’Brien — ele é o cérebro por trás de Twinless. Assinando roteiro e direção, o cineasta e ator já havia conquistado a crítica com Almas Gêmeas (Straight Up), mas aqui mergulha em um território mais sombrio e sensual.
Dennis, seu personagem, é uma figura magnética, daquelas que você não sabe se quer abraçar ou manter à distância. Ele é espirituoso e sedutor, mas também carrega uma inquietante aura de segredos. Sweeney constrói esse perfil com delicadeza, nunca deixando claro quais são as verdadeiras intenções do personagem, o que alimenta o suspense até o final.
Em entrevistas, o diretor afirmou que seu objetivo era “explorar o que acontece quando a atração e o trauma se entrelaçam, criando um tipo de ligação que pode ser tanto cura quanto veneno”.
Um elenco que reforça o peso dramático
O elenco do drama areúne nomes que transitam entre o cinema independente e produções de grande apelo popular, criando uma mistura de experiências e estilos que se complementam. Dylan O’Brien (Maze Runner, Teen Wolf, Amor(es) Verdadeiro(s)) assume o duplo desafio de viver Roman e Rocky, explorando nuances sutis entre os dois irmãos. James Sweeney (Almas Gêmeas) interpreta Dennis com uma presença enigmática e magnética, enquanto Aisling Franciosi (O Pintassilgo, The Nightingale) surge como Marcie, amiga próxima de Rocky que guarda mais informações do que aparenta.
Lauren Graham (Gilmore Girls, Parenthood) entrega uma atuação contida, mas emocionalmente potente como a mãe dos gêmeos. Já Tasha Smith (Empire, Why Did I Get Married?) traz força e franqueza à conselheira Charlotte, enquanto Chris Perfetti (Abbott Elementary), François Arnaud (Os Bórgias), Susan Park (Fargo, Snowpiercer) e Cree Cicchino (Mr. Iglesias, That ’90s Show) completam o conjunto, enriquecendo o drama com participações marcantes.
Filmado com intimidade e melancolia
Rodado em Portland, Oregon, durante o segundo semestre de 2024, o longa-metragem se beneficia do clima úmido e das paisagens cinzentas da cidade. Ruas vazias, luzes frias e interiores claustrofóbicos compõem um cenário que reflete o estado emocional dos personagens. O uso da câmera é propositalmente íntimo: muitos enquadramentos fechados nos rostos, respirando junto com os atores, capturam cada hesitação, cada olhar e cada silêncio desconfortável. É um filme que, visualmente, não grita — ele sussurra e deixa o desconforto crescer aos poucos.
O que “Twinless” representa no cinema LGBTQIA+
O cinema queer já percorreu um longo caminho — de personagens marginalizados a protagonistas complexos que não precisam servir como exemplos perfeitos. O longa é herdeiro dessa evolução, recusando-se a oferecer uma história “limpa” ou moralmente reconfortante.
Aqui, o amor não é necessariamente redentor. Ele pode ser confuso, contraditório e até perigoso. Ao colocar dois homens no centro de uma relação carregada de desejo e desconfiança, o filme desafia a ideia de que a representatividade LGBTQIA+ precisa vir sempre embrulhada em mensagens positivas. Essa abordagem, no entanto, não é gratuita. Ela questiona até que ponto estamos preparados para ver histórias queer tão imperfeitas quanto as heterossexuais, sem que isso seja usado como justificativa para preconceito.
Prêmios e caminho até as salas de cinema
Além do prêmio de Melhor Atuação para O’Brien, o filme levou para casa o Prêmio do Público na Competição Dramática dos Estados Unidos em Sundance — um feito significativo para um filme independente com conteúdo tão ousado. A distribuidora Republic Pictures prepara a campanha de lançamento nos EUA para setembro, mirando não apenas o público LGBTQIA+, mas também cinéfilos que buscam dramas intensos e autorais. No Brasil, ainda não há data confirmada, mas o burburinho crescente nas redes sociais indica que a estreia por aqui é questão de tempo.
A tão aguardada segunda temporada da série norte-americana Paradise finalmente encerrou suas filmagens, trazendo ao público uma expectativa renovada para os próximos episódios. A notícia foi compartilhada pelo astro Sterling K. Brown em suas redes sociais, com um vídeo dos bastidores que rapidamente viralizou, mostrando momentos de descontração entre o elenco e cenas de ação que prometem manter os fãs à beira do sofá. A série, que combina suspense político e drama intenso, consolidou-se como um dos grandes fenômenos televisivos recentes, tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente, e a segunda temporada surge como uma oportunidade de aprofundar os conflitos e segredos que já marcaram a primeira fase da produção.
A série foi criada por Dan Fogelman, responsável também pela produção executiva ao lado de Sterling K. Brown, John Requa, Glenn Ficarra, John Hoberg, Jess Rosenthal e Steve Beers. A série estreou no Hulu em 26 de janeiro de 2025 nos Estados Unidos e, desde então, conquistou a crítica e o público com seu enredo intrigante e personagens complexos. No Brasil, o público acompanha a trama pelo Disney+, o que permite que a série alcance fãs de diferentes partes do mundo e conquiste uma base sólida de espectadores fiéis.
A trama central gira em torno do agente do Serviço Secreto Xavier Collins, interpretado por Sterling K. Brown, que se vê envolvido em uma teia de intrigas após o assassinato do Presidente dos Estados Unidos, Cal “Wildcat” Bradford, vivido por James Marsden. À medida que a história se desenrola, Xavier se torna um dos principais suspeitos e precisa descobrir a verdade por trás da morte do presidente, enquanto lida com traições, conspirações e revelações que desafiam sua confiança nas pessoas ao seu redor. O suspense político, aliado a dramas pessoais e éticos, é o que torna a série um marco no gênero.
A segunda temporada traz novidades significativas no elenco e na narrativa. Entre os nomes confirmados, destacam-se Sterling K. Brown, Julianne Nicholson e James Marsden, que retornam em seus papéis centrais. Eles são acompanhados por Sarah Shahi, Nicole Brydon Bloom, Aliyah Mastin e Percy Daggs IV, reforçando a densidade do elenco. A grande novidade é a inclusão de Shailene Woodley, cuja entrada promete acrescentar ainda mais tensão e dinâmica emocional à trama. Cada personagem é construído com camadas de complexidade, tornando as relações interpessoais tão cruciais quanto os acontecimentos políticos que movem a história.
O elenco de apoio e recorrente também desempenha um papel fundamental no desenrolar da narrativa. Cassidy Freeman interpreta a Primeira-Dama Jessica Bradford, Gerald McRaney dá vida a Kane Bradford, Matt Malloy atua como Henry Baines, e Richard Robichaux como Carl, todos complementando os conflitos centrais e oferecendo diferentes perspectivas sobre os eventos que assolam a Casa Branca e o círculo de pessoas que orbitam o poder. Essa diversidade de personagens permite que a série explore múltiplas dimensões do suspense político, incluindo ambições pessoais, dilemas éticos e decisões que têm impacto direto sobre vidas e carreiras.
A produção da série também merece destaque. As filmagens da segunda temporada começaram em fevereiro de 2024 em Los Angeles, sob o título provisório Paradise City, e seguiram intensamente até o encerramento, com cenas gravadas em locações internas e externas que capturam a atmosfera dramática e tensa da narrativa. A série é produzida pela 20th Television e pela Rhode Island Ave. Produções, com Dan Fogelman e Sterling K. Brown à frente da produção executiva. A colaboração criativa entre Fogelman e Brown é um dos pilares que fortalece a autenticidade da série, garantindo que cada episódio equilibre ação, suspense e emoção de maneira envolvente.
A narrativa da série não se limita apenas ao assassinato do presidente. Ela explora temas como lealdade, traição, corrupção política, ambição e o impacto do poder sobre as relações pessoais. Xavier Collins se vê constantemente em conflito entre seu dever como agente do Serviço Secreto e suas próprias convicções éticas, enquanto precisa lidar com figuras poderosas que estão prontas para manipular fatos e pessoas em prol de interesses próprios. Esse equilíbrio entre ação, mistério e drama pessoal é o que mantém a audiência engajada e ansiosa por cada novo episódio.
O que podemos esperar da nova temporada?
A segunda temporada, em especial, promete intensificar esses conflitos. Com a chegada de Shailene Woodley, espera-se que novas alianças e rivalidades transformem ainda mais a trama. A atriz trará um personagem que desafiará Xavier e outros membros do elenco principal, criando uma dinâmica de incerteza que promete prender o público. Além disso, a narrativa explorará consequências de decisões tomadas na primeira temporada, revelando segredos que podem mudar a trajetória de cada protagonista.
A questão da paternidade, alianças políticas secretas e estratégias de poder também ganham destaque. A complexidade da série permite que os roteiristas explorem múltiplas camadas de intriga, incluindo conspirações internas dentro da Casa Branca e ameaças externas que colocam todos em risco. A série não apenas entretém, mas também convida o público a refletir sobre questões de moralidade, responsabilidade e confiança em contextos de alta pressão.
O processo de produção da segunda temporada envolveu desafios significativos. Entre eles, a logística de gravações em múltiplas locações, a coordenação de um elenco extenso e a manutenção da consistência narrativa foram cruciais para garantir que a qualidade visual e dramática permanecesse elevada. O envolvimento de Sterling K. Brown como produtor executivo permitiu que houvesse uma visão integrada entre a atuação e o desenvolvimento da história, o que reforça a coesão da narrativa.
O lançamento da primeira temporada no Hulu, em janeiro de 2025, foi um sucesso de público e crítica, o que motivou a rápida renovação para a segunda temporada em fevereiro do mesmo ano. Internacionalmente, o Disney+ tornou possível que a série alcançasse um público mais amplo, incluindo espectadores brasileiros que acompanharam atentamente os acontecimentos da primeira temporada. O sucesso de audiência e o engajamento nas redes sociais refletem a capacidade da série em gerar discussões sobre política, ética e relações humanas em contextos de poder.
Entre os destaques da segunda temporada, os fãs podem esperar novas reviravoltas, confrontos inesperados e a exploração mais profunda dos dilemas internos de cada personagem. O suspense político continua sendo o fio condutor da trama, mas o foco em relações pessoais e segredos familiares garante que a série não perca sua dimensão humana. Essa combinação de elementos faz de Paradise uma experiência completa para quem aprecia drama, ação e narrativa complexa.
Vinte anos após partir para a Guerra de Troia, Odisseu retorna ao seu lar em Ítaca, mas o que encontra não é apenas seu reino, e sim um cenário marcado pelo caos, pela desordem e pelo peso do tempo. É nesse contexto que chega aos cinemas brasileiros O Retorno, dirigido por Uberto Pasolini, cineasta reconhecido por filmes como Ou Tudo ou Nada e Uma Vida Comum. O longa promete não apenas recontar a história clássica de Homero, mas também dar uma dimensão humana às feridas físicas e emocionais deixadas pela guerra. A estreia está marcada para 4 de setembro, com versões dubladas e legendadas, uma primeira iniciativa da O2 Play em lançamentos internacionais.
O trailer dublado do épico moderno já está disponível e traz um vislumbre intenso do longa-metragem. As imagens mostram Odisseu chegando a Ítaca marcado pela guerra, o reino em desordem e Penélope cercada por pretendentes gananciosos, enquanto Telêmaco enfrenta o peso de assumir responsabilidades cedo demais. Abaixo, assista ao trailer:
O que chama atenção logo de início é o reencontro de Ralph Fiennes e Juliette Binoche. A dupla, que conquistou o público mundial em O Paciente Inglês (1996), retorna às telas quase 30 anos depois. Em O Paciente Inglês, a química entre os atores rendeu a Binoche o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Antes disso, já haviam trabalhado juntos em O Morro dos Ventos Uivantes, mas foi na história do enfermeiro e da aristocrata que o público se apaixonou pela intensidade de suas interpretações.
Agora, Fiennes e Binoche exploram Odisseu e Penélope em uma fase madura, trazendo não apenas a habilidade técnica, mas também uma carga emocional construída ao longo de décadas de carreira. “Foi como revisitar velhos amigos, mas com personagens completamente diferentes, mais complexos e cheios de cicatrizes”, afirmou Binoche em entrevista recente. Fiennes complementa: “O que nos atraiu foi a possibilidade de mostrar o impacto humano de uma guerra, a ausência prolongada e as escolhas que moldam um lar e uma família.”
Humanizando a mitologia
Diferente de outras adaptações da Odisseia, o filme não inclui deuses, monstros ou intervenções sobrenaturais. Pasolini e os roteiristas John Collee e Edward Bond decidiram concentrar-se na dimensão humana da história, explorando as consequências da guerra sobre o corpo e a mente de Odisseu. “Nosso foco foi a vulnerabilidade e a força de um homem que, mesmo depois de vinte anos longe, precisa reencontrar seu lugar no mundo”, explica Pasolini.
O filme se destaca ao mostrar que os verdadeiros desafios de Odisseu não são enfrentados no campo de batalha, mas dentro de casa. Ele retorna para um reino em desordem, uma esposa cercada por pretendentes e um filho que precisa crescer rápido diante das ameaças de quem deseja usurpar o poder. A narrativa transforma o mito em algo palpável, próximo da experiência contemporânea de qualquer espectador que já enfrentou conflitos, perdas ou desafios familiares.
Sinopse oficial
Em O Retorno, Odisseu chega a Ítaca abatido, irreconhecível, e é recebido por Eumeu e Iias, que o ajudam a se recuperar. A guerra deixou marcas profundas, não apenas em seu corpo, mas também em sua mente. Penélope, esposa fiel, enfrenta a pressão de pretendentes gananciosos que acreditam que Odisseu está morto. Seu filho, Telêmaco, interpretado por Charlie Plummer, se vê diante de escolhas difíceis, tentando proteger a mãe e a integridade do reino.
Enquanto Penélope mantém sua estratégia de tecer a mortalha do sogro, ganhando tempo para decidir sobre um pretendente, Odisseu se disfarça de velho soldado e enfrenta humilhações e lutas forçadas pelos invasores. Em um dos momentos mais emocionantes, seu cão Argos o reconhece após anos de espera, simbolizando lealdade e a espera do lar perdido.
A descoberta de sua identidade por Euricléia, antiga ama, marca o ponto de virada da narrativa, enquanto a batalha final com os pretendentes evidencia a coragem, a estratégia e a determinação de Odisseu. Telêmaco, inicialmente ressentido com o abandono do pai, finalmente compreende a complexidade de sua experiência e ajuda a restabelecer a ordem em Ítaca. O filme culmina na reconciliação entre Odisseu e Penélope, trazendo à tona os temas universais do amor, da paciência e da reconstrução da família.
Produção e locações
As filmagens começaram na Grécia, nas regiões históricas de Corfu e Peloponeso, capturando a beleza natural e a autenticidade da ambientação. Depois, a equipe seguiu para locações na Itália, onde cenas complementares ajudaram a criar o cenário do reino em crise. As gravações principais se encerraram em junho de 2023.
Com um orçamento de US$ 20 milhões, O Retorno é uma produção relativamente modesta em comparação a outros épicos do mesmo gênero, como a adaptação de Christopher Nolan em 2026, que custou US$ 250 milhões. No entanto, a economia não compromete a grandiosidade emocional do filme, que se apoia em performances sólidas e narrativa intensa, em vez de efeitos visuais exuberantes.
Estreia internacional e recepção
O filme teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) em setembro de 2024, recebendo elogios da crítica por sua abordagem humanizada e inovadora da Odisseia. Nos Estados Unidos, foi lançado em dezembro de 2024 pela Bleecker Street, seguido por estreias no Reino Unido e Irlanda em abril de 2025, com exibições especiais no Museu Britânico e no Curzon Mayfair.
Críticos destacaram a profundidade das interpretações e a capacidade do filme de transformar uma narrativa épica em um drama intimista. Como afirmou uma crítica do The Guardian, “O Retorno nos lembra que, mesmo nas histórias mais antigas, o maior conflito é humano e emocional.”
Lançamento no Brasil
A estreia nos cinemas nacionais em 4 de setembro promete reunir fãs de adaptações clássicas e espectadores interessados em dramas familiares e épicos modernos. O lançamento dublado amplia o alcance da produção e permite que o público jovem se conecte mais facilmente com a narrativa.
Temas universais
Apesar de ambientado há milênios, o filme aborda questões que continuam relevantes: a ausência prolongada, o impacto da guerra, a reconstrução de laços familiares e a responsabilidade de retomar o controle de uma vida desorganizada. Odisseu não enfrenta monstros mitológicos, mas as feridas da própria humanidade, mostrando que coragem, paciência e resiliência são universais.
Pasolini reforça: “O que nos interessa é a experiência humana. Odisseu pode ser uma figura épica, mas suas dores, perdas e escolhas são próximas de qualquer pessoa que luta para reconquistar seu lugar no mundo.”
Elenco e personagens
Além de Ralph Fiennes (Odisseu), Juliette Binoche (Penélope) e Charlie Plummer (Telêmaco), o filme conta com personagens como Eumeu e Iias, que representam lealdade e amizade, e Antínoo, símbolo da ambição e da corrupção. A interação entre os personagens é marcada por diálogos densos e cenas carregadas de emoção, que equilibram ação e reflexão.
Na manhã desta sexta-feira (15), o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Nata Vicente, foram detidos pela polícia em um caso que rapidamente ganhou repercussão nacional. A prisão acontece após denúncias de exposição de crianças e suspeita de exploração em vídeos compartilhados na internet, e despertou debates sobre os limites da exposição infantil, ética digital e responsabilidade dos adultos nas redes sociais. O episódio que desencadeou a prisão começou com a publicação de um vídeo pelo youtuber Felipe Bressanim Pereira, de 26 anos, mais conhecido como Felca. Intitulado“Adultização”, o conteúdo critica a forma como crianças são expostas em plataformas digitais, muitas vezes com atitudes ou roupas que remetem a comportamentos de adultos.
“Quando eu vi o que estava acontecendo, senti uma indignação imediata. Não podia ficar calado”, disse Felca durante entrevista ao programa Altas Horas, onde falou pela primeira vez sobre o caso em televisão aberta. “Se você não sente indignação, você não é um ser humano. Eu, como senti e tinha um público, simplesmente liguei a câmera e falei.” Segundo ele, a indignação diante do que considerava uma violação da infância o motivou a agir, mesmo sabendo que enfrentaria críticas e ameaças.
No vídeo que viralizou, o influenciador alerta para o que chamou de adultização das crianças nas redes sociais, expondo menores em contextos inadequados. Ele explicou que, mesmo quando não há intenção direta de sexualização, a simples exposição repetida torna os jovens vulneráveis a assédios, exploração e comentários maliciosos. “Não é só um vídeo engraçado. São crianças que estão sendo colocadas em um palco público sem entender os riscos. Quem tem que cuidar disso somos nós, adultos responsáveis”, afirmou. Ele destacou que a repercussão foi intensa: “Algumas pessoas tentaram me difamar, me ameaçaram, mas eu sabia que era um assunto sério e que precisava ser exposto. Não é fácil, mas a prioridade é proteger essas crianças. Quem deve ter medo não é quem denuncia, mas quem explora crianças. Quem está errado precisa ser responsabilizado.”
O vídeo viralizou rapidamente e alcançou milhares de visualizações em poucos dias. Felca comentou que recebeu mensagens de apoio e relatos de famílias que assistiram ao conteúdo juntas, mostrando que o tema mexe com a sociedade de forma ampla. Ele observou que muitas pessoas enviaram fotos assistindo ao vídeo na horizontal, um formato incomum que indica consumo em telas maiores, possivelmente em grupos familiares. “Ver famílias assistindo juntas mostra que estamos gerando reflexão. Isso é raro na internet, onde a maioria do conteúdo é consumida de forma rápida e individual”, contou Felca. Ele destacou ainda que a repercussão contribuiu para que autoridades analisassem a situação e agissem de forma concreta, resultando na prisão do influenciador e de seu marido. “Quando a denúncia é feita de maneira responsável, ela pode gerar mudanças reais. Isso é muito gratificante”, disse.
Convidado por Serginho Groisman, o influenciador participou do Altas Horas, que vai ao ar na noite deste sábado (16). Durante o programa, ele explicou sua motivação e falou sobre os desafios de lidar com a exposição pública de um tema sensível. “Não é sobre buscar fama ou likes. É sobre proteger pessoas que não têm como se proteger sozinhas. Quando eu vi que crianças estavam em risco, eu sabia que precisava agir”, afirmou. Felca também comentou sobre as ameaças recebidas: “Alguns ficaram incomodados, algumas pessoas me ameaçaram ou tentaram me difamar. Mas, sinceramente, eu não tenho medo. Quem deve ter medo são aqueles que exploram crianças. Denunciar é o mínimo que podemos fazer.”
Felipe Bressanim Pereira nasceu em Londrina, no norte do Paraná. Aos 26 anos, ele construiu sua carreira como youtuber e humorista, combinando entretenimento e engajamento social. Recentemente, passou a usar sua visibilidade para discutir temas de relevância social, como exploração infantil e segurança digital. “Eu sempre quis usar meu canal para algo que faça sentido. Quando vejo injustiça, não posso ficar quieto. A internet é uma ferramenta poderosa, mas precisa ser usada com responsabilidade”, disse Felca.
O caso de Hytalo Santos e Israel Nata Vicente se insere em um contexto de crescente preocupação com a proteção de menores online. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a legislação sobre crimes cibernéticos permitem que autoridades investiguem e punam situações de exploração, abuso ou exposição indevida de crianças. Especialistas alertam que, mesmo quando vídeos são publicados pelos próprios pais ou responsáveis, a criança não tem capacidade para consentir plenamente sobre sua exposição. “A responsabilidade recai sempre sobre o adulto. A criança não pode entender todas as consequências de ter sua imagem exposta online”, explicou Mariana Castro, advogada especializada em direito digital.
Psicólogos também destacam que a adultização precoce pode gerar sérios impactos emocionais, sociais e psicológicos. Quando crianças são expostas de forma inadequada, elas podem desenvolver ansiedade, baixa autoestima, insegurança e até dificuldades de relacionamento. “A internet é uma vitrine muito grande e perigosa. Crianças não têm filtros emocionais para lidar com comentários ou olhares externos. Denúncias como a do Felca são fundamentais para proteger a infância”, afirmou a psicóloga infantil Carla Mendes. Felca reforça esse ponto: “Não é só sobre denunciar um caso. É sobre conscientizar todos que usam a internet. Crianças precisam de limites, e adultos têm que cuidar delas.”