Estrelado por Jorma Tommila, Sisu 2: Road to Revenge ganha data de estreia nos cinemas

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Quando “Sisu” chegou aos cinemas em 2023, poucos poderiam prever que um filme finlandês de ação histórica, ambientado nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, conquistaria tanta atenção internacional. A história de Aatami Korpi, um ex-comando que enfrenta sozinho um pelotão de soldados nazistas para proteger um tesouro de ouro, impressionou pelo ritmo eletrizante, pelas cenas de ação brutais e pela forma quase mitológica como retratou seu protagonista. Agora, pouco mais de dois anos depois, essa lenda silenciosa retorna às telas em “Sisu 2: Road to Revenge”, trazendo mais sangue, mais emoção e uma nova jornada pela selvageria da guerra — e além dela.

A primeira imagem e a data que os fãs esperavam

O estúdio responsável pela sequência divulgou recentemente a primeira imagem oficial do filme, revelando Aatami (novamente vivido por Jorma Tommila) em um cenário desolado, carregando um caminhão com o que restou de sua antiga casa. A fotografia já entrega o tom da história: um homem que, mesmo após ter sobrevivido ao impossível, não encontra paz — e carrega consigo tanto o peso físico de suas perdas quanto a determinação de reconstruir algo no meio do caos.

A data de estreia também foi confirmada: 21 de novembro de 2025, com lançamento simultâneo em diversos países. A expectativa é que o filme chegue ao circuito internacional com mais força do que o primeiro, já que “Sisu” se tornou um fenômeno cult fora da Finlândia, especialmente nos Estados Unidos.

Entre a reconstrução e a vingança

Se o primeiro filme mostrava Aatami defendendo seu ouro e sua vida de um pelotão nazista, a sequência promete mergulhar ainda mais fundo em sua história pessoal. Na nova sinopse, descobrimos que o protagonista retorna às ruínas da casa onde sua família foi assassinada durante a guerra. Determinado a preservar a memória deles, ele desmonta o que restou da construção, carrega tudo em um caminhão e parte em busca de um lugar seguro para reconstruí-la.

Mas o destino — e a guerra — não dão trégua. O comandante do Exército Vermelho responsável pelo massacre retorna, decidido a terminar o que começou. O resultado é uma perseguição implacável por terras devastadas, numa luta de vida ou morte que mistura ação de tirar o fôlego e uma profunda carga emocional.

Um herói que não morre e não fala muito

Parte do fascínio de Aatami Korpi está no seu silêncio. No primeiro filme, ele pronuncia apenas uma frase — e isso acontece nos momentos finais. Seu carisma não vem de discursos inflamados, mas da forma como se movimenta, reage e sobrevive, mesmo quando tudo está contra ele.

Jorma Tommila, que retorna ao papel, já declarou em entrevistas que interpretar Aatami é um desafio único: “É um personagem que fala pouco, mas expressa muito. Cada gesto, cada olhar, precisa carregar o peso da história dele. É quase como atuar em silêncio, mas com o corpo inteiro.”

A visão do diretor Jalmari Helander

O diretor e roteirista Jalmari Helander também retorna, mantendo a autoria total da obra. Conhecido por criar filmes visualmente impactantes, Helander revelou que o processo criativo para a sequência começou ainda durante a pós-produção do primeiro longa.

“Eu sabia que Aatami tinha mais histórias para contar. Ele é um personagem que sobreviveu ao impensável, mas isso não significa que está em paz. O que acontece depois? Onde ele encontra sentido? Essas perguntas ficaram comigo, e ‘Road to Revenge’ é minha tentativa de respondê-las — com muita ação, claro”, afirmou.

Helander também revelou que, desta vez, a narrativa será mais abrangente geograficamente. Enquanto o primeiro filme se passava majoritariamente nas paisagens geladas da Lapônia, a sequência levará o público a outros cenários da Finlândia e até mesmo a zonas controladas pelo Exército Vermelho.

Novos rostos, velhas cicatrizes

Além de Tommila, o elenco ganha reforços de peso. Entre os nomes confirmados estão Stephen Lang — conhecido por “Avatar” e “O Homem nas Trevas” — e Richard Brake, que brilhou como antagonista em “Game of Thrones” e “Batman Begins”. A presença desses atores promete elevar ainda mais o nível das interações entre heróis e vilões, com personagens que não apenas representam ameaças físicas, mas também psicológicas.

Einar Haraldsson e Ergo Küppas também se juntam à produção, interpretando soldados e oficiais que cruzam o caminho de Aatami. Embora detalhes sobre seus papéis sejam mantidos em sigilo, sabe-se que a dinâmica entre o protagonista e esses novos inimigos será marcada por confrontos intensos e imprevisíveis.

Da inspiração à produção

Helander já admitiu que o primeiro “Sisu” teve como referências o clássico “First Blood” (1982) e a figura real de Simo Häyhä, o lendário atirador finlandês que combateu o Exército Vermelho. Para “Road to Revenge”, ele afirma ter buscado inspiração também em filmes de estrada e narrativas de perseguição incessante, como “Mad Max: Fury Road”.

As filmagens aconteceram em diferentes regiões da Finlândia, explorando tanto ambientes gelados e isolados quanto áreas urbanas destruídas pela guerra. Com um orçamento de 11 milhões de euros — quase o dobro do filme original —, a produção teve liberdade para criar cenas mais elaboradas, explosões de maior escala e coreografias de combate ainda mais detalhadas.

Uma ação crua, mas com coração

Embora o primeiro filme tenha se destacado pela violência gráfica, muitos críticos elogiaram o equilíbrio entre brutalidade e emoção. Aatami não é apenas uma máquina de matar; ele é um homem marcado por perdas irreparáveis, que encontra motivação na memória da família.

Helander já avisou que esse elemento emocional será ainda mais forte na sequência. “Não se trata apenas de vingança. É sobre memória, sobre preservar algo em um mundo que parece querer destruir tudo. A ação é o veículo, mas o motor do filme é o coração de Aatami”, disse o diretor.

O peso cultural de ‘Sisu’

A palavra “sisu” é um termo finlandês intraduzível, que expressa coragem, determinação e resiliência diante de adversidades extremas. Ao dar esse título ao filme, Helander não apenas apresentou uma história de ação, mas também transmitiu um conceito profundamente ligado à identidade finlandesa.

O sucesso internacional de “Sisu” ajudou a popularizar essa ideia, transformando Aatami em uma espécie de embaixador cultural — mesmo que seu método de “resiliência” envolva picaretas, minas terrestres e confrontos sangrentos.

Expectativa dos fãs

Desde o anúncio da sequência, fóruns e redes sociais têm sido palco de discussões sobre como será a nova jornada de Aatami. Muitos fãs esperam que o filme mantenha o tom estilizado e exagerado do original, enquanto outros estão curiosos para ver se haverá mais profundidade dramática.

O lançamento da primeira imagem e a confirmação da data só aumentaram a ansiedade. “Sisu” se tornou um daqueles filmes que geram uma comunidade fiel, disposta a rever cada detalhe, especular sobre a trama e criar teorias sobre o destino do protagonista.

O caminho até novembro de 2025

Com a produção já concluída e a pós-produção em andamento, a sequência segue firme para seu lançamento no fim de 2025. A Sony Pictures, por meio da Screen Gems, será responsável pela distribuição internacional, garantindo que o filme chegue a um público ainda maior.

Se o primeiro longa foi uma surpresa, a sequência chega com expectativas elevadas — e, ao que tudo indica, pronta para entregar um espetáculo visual e narrativo que mistura brutalidade, poesia e um senso inabalável de justiça.

Homem-Aranha: Um Novo Dia | Foto sugere a presença de Venom e levanta expectativas dos fãs

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O universo cinematográfico do Homem-Aranha está prestes a entrar em um novo capítulo, e os fãs não poderiam estar mais animados. Recentemente, uma foto do set de Homem-Aranha: Um Novo Dia em Glasgow, Escócia, chamou atenção por trazer um cartaz com a palavra “Simbiose”, levantando especulações sobre a possível introdução do simbionte alienígena que origina o traje preto do herói e, eventualmente, cria o icônico vilão Venom. A imagem, simples à primeira vista, é suficiente para reacender debates entre os seguidores da Marvel e estimular teorias sobre como a narrativa do quarto filme solo de Peter Parker poderá se desenvolver.

A palavra “Simbiose” carrega um peso simbólico no universo do Homem-Aranha. Nos quadrinhos, o simbionte é uma entidade alienígena que se liga a seu hospedeiro, alterando suas habilidades e personalidade. Para os fãs, ver essa referência em um cartaz de produção sugere que o MCU poderá explorar essa conexão entre Peter Parker e a ameaça do Venom, ou pelo menos a presença do simbionte, que se tornou um dos elementos mais populares das histórias do herói. Mas até o momento, os detalhes oficiais permanecem escassos, mantendo o público em um clima de expectativa e especulação.

O novo longa-metragem será o quarto filme solo do Amigo da Vizinhança no MCU e o trigésimo oitavo filme do universo cinematográfico da Marvel. O longa é dirigido por Destin Daniel Cretton, cineasta já conhecido por seu trabalho em “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis” e no desenvolvimento da série “Wonder Man” para o Disney+. O roteiro é assinado por Chris McKenna e Erik Sommers, que já trabalharam nos três filmes anteriores de Tom Holland como o Homem-Aranha, garantindo coesão narrativa e continuidade na construção do personagem.

A produção do filme é uma parceria da Columbia Pictures com a Marvel Studios, e sua distribuição fica a cargo da Sony Pictures Releasing. A decisão de manter Holland no papel de Peter Parker reafirma o compromisso da Sony e da Marvel em continuar a jornada do jovem herói que conquistou fãs de todas as idades. Ao lado de Holland, o elenco traz nomes conhecidos e novos reforços, incluindo Zendaya, Jacob Batalon, Sadie Sink, Liza Colón-Zayas, Jon Bernthal, Mark Ruffalo e Michael Mando, criando uma mistura de familiaridade e novidade para o público.

Rumores, expectativas e a presença do simbionte

Desde que a foto com a palavra “Simbiose” circulou nas redes sociais, teorias surgiram rapidamente. Alguns fãs acreditam que o filme poderia introduzir o simbionte como um elemento central, talvez abrindo caminho para uma futura aparição de Venom no MCU. Outros acreditam que a presença do simbionte possa ser apenas simbólica, como uma referência ao passado do herói ou uma alusão a conflitos internos de Peter Parker. A possibilidade, no entanto, mantém os fãs em alerta e aumenta a expectativa para o que está por vir.

O simbionte é um dos conceitos mais complexos do universo do Homem-Aranha, pois representa não apenas uma ameaça física, mas também psicológica. Ele amplifica emoções negativas, instintos agressivos e desejos de poder, colocando Peter Parker diante de dilemas éticos profundos. A introdução de elementos relacionados ao simbionte promete trazer uma abordagem mais sombria e introspectiva para o quarto filme, equilibrando a ação característica do herói com o desenvolvimento emocional do personagem.

História de desenvolvimento do quarto filme

O caminho para Homem-Aranha: Um Novo Dia não foi linear. A Sony e a Marvel começaram a discutir um quarto filme do Homem-Aranha já em 2019, junto ao desenvolvimento de No Way Home. Inicialmente, houve divergências sobre os termos de produção entre a Sony e a Disney, o que chegou a gerar rumores de que o MCU não participaria do próximo filme. A reação negativa dos fãs, no entanto, levou a um novo acordo, garantindo que a Marvel Studios e Kevin Feige voltassem a colaborar na produção do longa.

Tom Holland expressou em várias entrevistas que retornaria para um quarto filme apenas se este fizesse justiça ao personagem. A atriz Zendaya, que interpreta MJ, também teve seu retorno confirmado, mas com um papel ajustado devido à sua agenda, incluindo a terceira temporada de Euphoria e o filme Dune: Part Three. Jacob Batalon retorna como Ned Leeds, mantendo o vínculo afetivo e cômico com Peter, e Jon Bernthal reprisará seu papel como Frank Castle, o Justiceiro, trazendo um tom mais realista e tenso à narrativa.

A fase de pré-produção também contou com especulações sobre a inclusão de Charlie Cox como Matt Murdock / Demolidor, reforçando a ideia de que o filme pretende explorar o lado mais urbano e menos cataclísmico do MCU, concentrando-se na vida de heróis em Nova York que enfrentam criminosos cotidianos, ao mesmo tempo que lidam com dilemas morais complexos.

Um elenco diversificado e promissor

Além dos retornos já conhecidos, Sadie Sink, que ganhou destaque em Stranger Things, se junta ao elenco em um papel ainda não totalmente revelado. Liza Colón-Zayas também integra o elenco, enquanto Mark Ruffalo reprisa seu papel como Bruce Banner / Hulk, indicando possíveis interações significativas com Peter Parker. Michael Mando volta como Mac Gargan / Escorpião, expandindo a continuidade da narrativa iniciada em Homecoming.

Jon Bernthal como Justiceiro representa uma adição intrigante. Tradicionalmente, o Justiceiro é um personagem extremamente violento, e a adaptação para um filme do Homem-Aranha exige equilíbrio para não fugir do tom “family-friendly” do herói. Ainda assim, a presença de Bernthal sugere que o longa abordará histórias urbanas mais sombrias, com Peter enfrentando vilões de moral ambígua em situações que desafiam sua ética.

Filmagens em Glasgow e Londres

As filmagens do filme começaram em agosto de 2025, em Glasgow, Escócia, sob o título provisório Blue Oasis. Locais como Merchant City, George Square e Trongate foram transformados para representar a cidade de Nova York, trazendo autenticidade e um visual urbano impressionante. As filmagens também ocorreram no Cemitério Brookwood, em Surrey, e no Pinewood Studios, em Buckinghamshire, Inglaterra, para cenas internas e sequências de ação.

Fotos do set mostraram veículos blindados com logotipos de demônio vermelho, despertando especulações sobre a possível presença de gangues ou vilões clássicos do universo do Homem-Aranha, como o Senhor Negativo. Um busto no formato de uma cabeça de rinoceronte sugere que o vilão Rino pode aparecer em alguma sequência, conectando referências clássicas dos quadrinhos com a narrativa cinematográfica.

Tom Holland demonstrou entusiasmo ao retornar às filmagens em locações, uma experiência que ele descreve como nostálgica e emocionante, lembrando o início de sua jornada em Homecoming. Diferente de No Way Home, que teve restrições impostas pela pandemia, este filme retorna ao charme das filmagens em ambientes urbanos reais, permitindo que a cidade se torne quase um personagem da história.

O papel do simbionte e os rumores de Venom

O cartaz com a palavra “Simbiose” reacendeu debates entre fãs e especialistas em quadrinhos sobre como o simbionte será explorado. Nas histórias originais, o alienígena se liga a Peter Parker, criando o famoso traje negro que altera não apenas suas habilidades, mas também seu comportamento. Eventualmente, o simbionte encontra outro hospedeiro: Eddie Brock, dando origem ao vilão Venom. Essa narrativa é uma das mais icônicas e controversas da mitologia do Homem-Aranha, e a possibilidade de adaptá-la para o MCU desperta curiosidade sobre o tom do filme.

Se Venom ou o simbionte forem de fato introduzidos, isso pode abrir portas para futuras interações entre o Homem-Aranha e vilões clássicos, ampliando a complexidade do universo cinematográfico. Além disso, a presença do simbionte permite explorar dilemas morais e psicológicos, algo que os fãs têm pedido desde a primeira trilogia de Holland. A combinação de ação, drama urbano e elementos de horror ou suspense poderia tornar este filme um dos mais intrigantes da franquia.

Expectativa e lançamento

O próximo longa do Cabeça de Teia está programado para estrear nos Estados Unidos em 31 de julho de 2026, um pouco depois do lançamento de The Odyssey, outro projeto de Tom Holland. A data de estreia foi estrategicamente escolhida para evitar conflitos de agenda e garantir que o público possa absorver completamente a nova história do Homem-Aranha sem distrações externas. Este filme fará parte da Fase Seis do MCU, que promete conectar diferentes narrativas e expandir o universo de forma inédita.

Paulistar deste sábado (16/08) visita Paraisópolis e revela a arte, cultura e gastronomia da maior favela de São Paulo

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Neste sábado, 16 de agosto, o programa Paulistar convida o público para uma viagem diferente pela cidade de São Paulo, explorando o coração pulsante de Paraisópolis, a maior favela da capital paulista, localizada na Zona Sul e lar de quase 60 mil habitantes. Sob o olhar atento da fotógrafa Marcela Novais, natural da comunidade, a apresentadora Valéria Almeida conduz o espectador por ruas, feiras, ateliês e espaços culturais, revelando que Paraisópolis é muito mais do que os noticiários costumam mostrar sobre violência. É um território de trabalho, arte, solidariedade e diversão.

A jornada começa cedo, com o cheiro inconfundível de comida de feira no ar. Val e Marcela se perdem entre barracas coloridas e o burburinho típico da comunidade, chegando a um clássico paulistano: pastel com caldo de cana. É nesse cenário que conhecem Adriana Dias, que há 23 anos comanda uma barraca junto da família. A experiência de Adriana vai além do comércio: seu sorriso acolhedor e a tradição passada de geração em geração transformam o simples lanche em um ponto de encontro comunitário. “Aqui a gente conhece gente, troca histórias e se fortalece”, conta Adriana, enquanto prepara com habilidade os pastéis que já viraram marca registrada do local.

Logo depois, a equipe do programa segue para o Batukebrada, projeto social criado por Odair Veríssimo, conhecido como Dáda. O espaço reúne crianças e adolescentes, oferecendo aulas de música, percussão e disciplina, com ensaios abertos ao público todos os sábados. Entre o ritmo contagiante dos tambores e o entusiasmo dos jovens, Marcela Novais registra cada detalhe com sua câmera, mostrando seu olhar sensível e artístico, que já lhe rendeu prêmios internacionais. Dáda explica que o projeto não é apenas sobre música: “É sobre ensinar valores, criar oportunidades e mostrar que cada um pode ser protagonista da própria história”. Para Val, a experiência é uma lição de humanidade: “É inspirador ver como a arte transforma vidas aqui em Paraisópolis.”

O passeio cultural continua na galeria criada por Marcela, um espaço que se tornou ponto de referência para artistas locais. Ali, o público encontra trabalhos que narram a história da comunidade, retratando cotidiano, festas, rituais e sonhos. Val se encanta com a riqueza visual e simbólica das obras, enquanto Marcela compartilha histórias de resistência e criatividade que moldam a identidade do bairro. “Não é apenas sobre arte, é sobre memória, pertencimento e orgulho de onde viemos”, explica a fotógrafa.

A visita artística não termina ali. A equipe se desloca até a oficina do escultor Antônio Ednaldo da Silva, mais conhecido como Berbela. Com sucata, ferro velho e muita imaginação, Berbela cria esculturas que já chamaram atenção de todo o país. Suas peças foram destaque na abertura da novela I Love Paraisópolis e na icônica Casa de Pedra, projeto arquitetônico inspirado em Antoni Gaudí. Para Berbela, cada obra é uma forma de dialogar com o espaço urbano e mostrar que, mesmo diante da escassez, a criatividade pode florescer. “Minha arte é feita do que a cidade me oferece. É transformar o que sobra em algo que emociona”, explica, enquanto Val e Marcela observam atentamente suas esculturas.

O programa também destaca iniciativas esportivas que fortalecem a comunidade. Entre elas, o projeto social Rugby para Todos, que há 21 anos forma atletas e cidadãos, promovendo valores como disciplina, trabalho em equipe e autoestima. Bianca e Leila, jogadoras que hoje defendem a Seleção Brasileira de Rugby, compartilham suas trajetórias e lembram que o esporte foi decisivo para transformar vidas. Para elas, Paraisópolis não é apenas casa, mas também campo de sonhos e conquistas. O futebol de várzea também ganha destaque com o tradicional time Palmeirinha, fundado há mais de 50 anos, que segue reunindo moradores para partidas de fim de semana e reforçando a união local.

Entre uma visita e outra, Val e Marcela se rendem à gastronomia da comunidade. No ateliê de Tânia Soares, confeiteira e empreendedora, provam bolos artesanais que se tornaram referência em Paraisópolis. Tânia começou com poucos recursos, mas transformou seu talento em um negócio de sucesso. Hoje, sua loja é ponto de encontro e celebração: “Minha cozinha é meu espaço de amor, onde cada bolo leva um pedaço da minha história e da nossa comunidade”, explica a doceira. Entre risadas e degustações, Val destaca como a culinária se torna uma forma de conectar gerações e compartilhar memórias.

O dia se encerra em grande estilo, em um espaço criado por Kauê Oliveira, que oferece uma vista panorâmica de Paraisópolis e promove shows ao vivo. Kauê transformou seu sonho em ponto turístico e cultural, incentivando a música e a convivência entre os moradores. “Quis criar um lugar onde arte, música e natureza se encontram. Aqui, cada pôr do sol é uma festa e cada apresentação é uma celebração da vida”, diz o idealizador. Entre notas musicais e aplausos, Val reflete sobre a intensidade e a diversidade de Paraisópolis, percebendo que a comunidade pulsa com criatividade, afeto e energia.

O programa reserva ainda uma surpresa emocionante. O fotógrafo Cristiano Mascaro, referência nacional, visita a galeria de Marcela e presenteia a artista com uma de suas obras para exposição. O momento é de reconhecimento e emoção, evidenciando que Paraisópolis é um celeiro de talentos que merece visibilidade e respeito. Marcela, visivelmente emocionada, afirma que o gesto representa a valorização da arte produzida na comunidade e o reconhecimento do potencial criativo local. “É uma confirmação de que nosso olhar e nossa história têm valor, e que arte é linguagem universal”, comenta.

Ao longo do episódio, o Paulistar constrói um retrato humano e sensível de Paraisópolis, desconstruindo estereótipos e mostrando que, por trás das manchetes sobre violência, existe um território vibrante, repleto de histórias, projetos e pessoas que fazem a diferença. O programa evidencia como a arte, o esporte, a gastronomia e a música transformam vidas e fortalecem a identidade comunitária. Mais do que um passeio turístico, a experiência conduz o público a enxergar Paraisópolis sob uma nova perspectiva, valorizando a diversidade cultural e a força de seus moradores.

O episódio também reforça a importância de iniciativas locais que incentivam jovens a sonhar, aprender e transformar a realidade ao seu redor. Projetos como o Batukebrada e Rugby para Todos mostram que, com orientação, dedicação e apoio, é possível abrir caminhos e criar oportunidades que ultrapassam os limites do bairro. Da mesma forma, artistas como Marcela Novais e Berbela demonstram que a arte não conhece barreiras e pode se tornar instrumento de expressão, resistência e diálogo com o mundo.

Ao final do passeio, Valéria Almeida compartilha com os espectadores suas impressões: “O que vemos aqui é a força do cotidiano, a criatividade que nasce da simplicidade e o amor que move cada pessoa que faz Paraisópolis existir. É um lembrete de que cada comunidade tem suas riquezas e que olhar para elas com atenção e respeito transforma nossa percepção do mundo.”

Sessão da Tarde desta sexta (15/08) exibe Velocidade Máxima, o clássico da ação dos anos 90

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Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a Sessão da Tarde da TV Globo traz aos telespectadores um verdadeiro marco do cinema de ação dos anos 90: Velocidade Máxima (Speed). Lançado em 1994, o filme não apenas consolidou Keanu Reeves e Sandra Bullock como protagonistas de ação, mas também elevou os padrões de tensão, efeitos especiais e narrativa cinematográfica em Hollywood. Com uma trama eletrizante, personagens cativantes e cenas que desafiam os limites da gravidade, Velocidade Máxima continua sendo uma experiência envolvente, mesmo décadas após seu lançamento.

Dirigido por Jan de Bont, que fazia sua estreia na direção de longas-metragens após uma carreira consolidada como diretor de fotografia, o filme conta a história do policial Jack Traven (Keanu Reeves), que precisa impedir um desastre iminente: um ônibus urbano carregado de passageiros equipado com uma bomba, que explode caso sua velocidade caia abaixo de 80 km/h. Ao lado de Jack, surge Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira corajosa que assume o volante após o motorista ser ferido, transformando-se em co-protagonista em uma jornada repleta de suspense e heroísmo.

Uma história que prende o espectador

O grande diferencial do filme é a forma como constrói a tensão. Cada segundo importa: desacelerar significa risco de morte instantâneo, e a ameaça do terrorista Howard Payne (Dennis Hopper) se faz sentir em cada curva e reta da cidade de Los Angeles. A narrativa combina a ação vertiginosa dentro do ônibus com a estratégia policial externa, liderada pelo tenente Mac McMahon (Jeff Daniels), criando um ritmo ininterrupto que mantém o espectador atento do início ao fim.

O filme também equilibra ação e humanidade. Jack não é apenas um policial habilidoso, mas um personagem com sensibilidade, empatia e capacidade de improviso. Annie, por sua vez, representa a coragem do cidadão comum diante do perigo, mostrando que heroísmo nem sempre está ligado a uniformes ou treinamento especializado. Essa dinâmica entre protagonistas cria uma conexão emocional com o público, tornando as sequências de tensão ainda mais impactantes.

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Personagens e atuações memoráveis

O sucesso do filme também se deve ao talento do elenco. Keanu Reeves entrega um Jack Traven convincente, que combina agilidade física, raciocínio rápido e presença emocional, permitindo ao público torcer por ele a cada desafio. Sandra Bullock, como Annie, não é apenas uma coadjuvante: ela se destaca em uma performance que equilibra coragem, vulnerabilidade e humor sutil, tornando suas cenas com Jack ainda mais memoráveis.

Dennis Hopper, no papel de Howard Payne, é outro destaque. Sua interpretação de um terrorista calculista, frio e imprevisível confere ao filme a tensão necessária para que cada ameaça pareça real. Com olhares ameaçadores, gestos minuciosos e uma presença intimidadora, Hopper transforma Payne em um vilão inesquecível, que é tão inteligente quanto perigoso.

O restante do elenco, incluindo Joe Morton, Alan Ruck e Jeff Daniels, complementa a trama com personagens secundários sólidos, que ajudam a criar um ambiente mais verossímil e envolvente. No Brasil, a dublagem realizada por Márcio Simões, Manolo Rey e Sheila Dorfman contribuiu para tornar a narrativa acessível e emocionante para o público nacional, sem perder nuances da interpretação original.

Efeitos visuais e técnicos que marcaram época

Mesmo passadas quase três décadas, Velocidade Máxima mantém seu impacto visual. Jan de Bont trouxe para a direção uma expertise em fotografia que se traduz em sequências de ação impecáveis, incluindo perseguições de ônibus e saltos arriscados sobre rodovias interrompidas. As cenas foram planejadas com precisão e muitas vezes envolviam efeitos práticos, garantindo realismo e tensão contínua.

A trilha sonora pulsante e a mixagem de som, premiadas com Oscars, também desempenham papel fundamental na experiência do espectador. Cada ronco de motor, explosão ou freada em falso é amplificado de forma a aumentar a sensação de perigo iminente, tornando impossível desviar o olhar da tela. Esses elementos técnicos não só impressionaram a crítica na época, mas continuam a influenciar produções modernas de ação e suspense.

Sucesso comercial e legado

Quando estreou, o filme arrecadou US$ 350,4 milhões mundialmente, um feito notável considerando o orçamento de apenas US$ 30 milhões. O filme também conquistou dois Oscars, em categorias técnicas, consolidando sua importância no cinema e garantindo que fosse lembrado não apenas pelo público, mas também pela indústria cinematográfica.

O sucesso do filme gerou uma sequência, Speed 2: Cruise Control, lançada em 1997. Apesar de trazer de volta Sandra Bullock, a continuação não alcançou a mesma aclamação crítica ou comercial, sendo amplamente criticada por perder a tensão e o dinamismo do original. Ainda assim, o longa-metragem permanece como referência obrigatória para filmes de ação, especialmente aqueles que exploram tensão em ambientes confinados.

Momentos icônicos que marcaram o cinema

Algumas cenas do filme se tornaram emblemáticas e permanecem na memória do público:

O ônibus que não pode reduzir a velocidade: O conceito de uma bomba que explode se o veículo desacelera tornou a narrativa imediatamente envolvente e inovadora para a época.

Annie ao volante: A decisão de uma passageira assumir o ônibus adicionou uma dimensão emocional e heróica à trama, mostrando coragem e protagonismo feminino.

O salto sobre a estrada interrompida: Um dos momentos mais memoráveis do cinema de ação, combinando planejamento meticuloso e execução arriscada.

Confronto final no trem do metrô: A sequência culminante onde Jack e Annie enfrentam Howard Payne, demonstrando criatividade, coragem e tensão máxima.

Terror The Ugly Stepsister tem estreia oficial nos cinemas brasileiros anunciada

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O cinema de hoje está cada vez mais ousado ao revisitar histórias clássicas, mostrando que os contos de fadas podem ter lados inesperados e sombrios. É exatamente isso que o público brasileiro vai descobrir com The Ugly Stepsister, filme de terror e drama que estreia nos cinemas em 23 de outubro de 2025, com distribuição da Mares Filmes e da Alpha Filmes. Exibido no Festival de Sundance 2025, o longa chega após conquistar a crítica internacional com sua visão inovadora do clássico conto de Cinderela.

Dirigido e escrito pela cineasta Emilie Blichfeldt, o filme não se limita a repetir o que já conhecemos. Pelo contrário, ele nos coloca dentro da mente de Elvira, uma das “irmãs feias” do conto, mostrando seus desejos, frustrações e a pressão de viver à sombra da meia-irmã Agnes. Esta abordagem transforma um clássico infantil em uma experiência intensa, cheia de tensão, drama psicológico e até horror.

Enquanto a Cinderela tradicional é celebrada por sua bondade e beleza, Elvira é apresentada como uma personagem complexa, vulnerável e, ao mesmo tempo, ambiciosa. Interpretada por Lea Myren, ela sonha em ser perfeita e conquistar o coração do príncipe Julian (Isac Calmroth), mas enfrenta obstáculos impostos tanto pela madrasta Rebekka (Ane Dahl Torp) quanto pela própria irmã, Agnes (Thea Sofie Loch Næss).

O filme explora de maneira sensível e brutal a pressão para se encaixar em padrões de beleza e perfeição. Elvira passa por tratamentos dolorosos e métodos extremos, desde cirurgias improvisadas até dietas extremas, que colocam sua saúde e sanidade em risco. Essa abordagem torna a história mais próxima da realidade, mostrando como a ambição e a pressão podem transformar relações familiares e afetar a autoestima.

A história começa com a união das famílias de Rebekka e Otto, motivada por interesses financeiros. Mas a promessa de riqueza se desfaz com a morte inesperada de Otto, deixando todos diante de dificuldades inesperadas. É nesse cenário que se desenrola a tensão entre as irmãs: Agnes, privilegiada e naturalmente confiante, e Elvira, pressionada pela mãe a ser perfeita e a superar a irmã.

Enquanto Elvira luta para conquistar o príncipe e provar seu valor, Agnes mantém sua postura firme e independente. O confronto entre as irmãs é o motor do filme, e cada gesto, cada olhar e cada decisão carregam uma carga emocional que faz o espectador torcer e sofrer junto com as personagens.

O baile real, cena central do conto, é reimaginado de forma sombria e intensa. Elvira consegue inicialmente chamar a atenção do príncipe, mas Agnes, com sua naturalidade e elegância, rouba o momento, mostrando que a autenticidade muitas vezes supera a aparência forçada. O suspense e o desconforto presentes nesta sequência tornam o filme único, lembrando que o terror não precisa vir apenas de monstros ou sangue, mas também das pressões humanas e familiares.

O sucesso do filme se deve muito às atuações do elenco. Lea Myren entrega uma Elvira cheia de nuances, alternando entre inocência, ambição e desespero. Thea Sofie Loch Næss oferece uma Agnes segura e encantadora, servindo como contraponto perfeito para o drama de sua meia-irmã. Ane Dahl Torp, como Rebekka, interpreta a madrasta com firmeza e frieza, lembrando que o verdadeiro horror muitas vezes vem das relações humanas, e não apenas das situações sobrenaturais.

Outros personagens, como Alma (Flo Fagerli), irmã mais nova de Elvira, e Isak (Malte Myrenberg Gårdinger), amigo de Agnes, contribuem para a profundidade da narrativa, trazendo humanidade e complexidade ao enredo. Cada personagem tem seu espaço, sua história e sua influência nos acontecimentos, tornando o filme rico e completo.

Terror psicológico e simbolismo

Diferente de filmes de terror convencionais, o longa-metragem trabalha o medo de forma psicológica. A violência não está apenas em eventos externos, mas nas pressões, na competição entre irmãs e na obsessão por perfeição. O desconforto do espectador vem do que é familiar e próximo: relações familiares tensas, expectativas esmagadoras e conflitos internos.

O simbolismo do filme é forte. O vestido destruído, os sapatos do baile e as cirurgias dolorosas são metáforas da pressão social e do preço da vaidade. Cada elemento visual reforça a narrativa e nos conecta às emoções das personagens, permitindo uma experiência de cinema intensa e reflexiva.

A coprodução envolvendo Noruega, Polônia, Suécia e Dinamarca trouxe riqueza cultural e diversidade estética ao filme. As locações e figurinos criam um mundo visualmente impressionante, que combina elementos de conto de fadas com um toque sombrio e realista.

A direção de Emilie Blichfeldt equilibra fantasia e realidade, criando cenas visualmente belas, mas carregadas de tensão. Desde o túmulo do pai de Agnes até o baile real, cada detalhe é pensado para intensificar a experiência emocional e psicológica do espectador.

Recepção internacional

O filme foi aplaudido no Festival de Sundance 2025 e também no Festival Internacional de Cinema de Berlim, recebendo elogios por sua abordagem ousada e inovadora. Críticos destacaram a coragem de revisitar um clássico infantil sob uma perspectiva sombria e madura, transformando um conto de fadas em uma reflexão sobre ambição, pressão social e relações familiares.

A recepção positiva aumenta as expectativas para a estreia brasileira, mostrando que o público pode esperar muito mais do que um simples filme de terror: é uma obra que mistura suspense, drama e crítica social de maneira envolvente e impactante.

Extermínio | Quarto capítulo da saga tem título oficial e data de estreia revelados

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A franquia Extermínio está prestes a retornar às telas brasileiras com seu quarto capítulo, que também inaugura uma nova trilogia dentro do universo já estabelecido. Com o título confirmado como ‘O Templo dos Ossos‘, o longa promete transportar os fãs de volta a um mundo devastado por um vírus mortal e explorar histórias inéditas de sobrevivência, medo e resiliência. A estreia no Brasil está marcada para 15 de janeiro de 2026, oferecendo aos espectadores a oportunidade de vivenciar mais uma intensa experiência cinematográfica de terror pós-apocalíptico.

O título original, 28 Years Later: The Bone Temple, sugere que a narrativa se passa quase três décadas após os eventos do filme original de 2002, 28 Days Later, dirigido por Danny Boyle. A escolha do subtítulo brasileiro mantém a referência temporal, ao mesmo tempo em que desperta curiosidade sobre o significado de “O Templo dos Ossos”, que promete ser um elemento central da trama.

Um marco no cinema de terror moderno

Quando foi lançado, 28 Days Later mudou para sempre a forma como o público percebe o terror pós-apocalíptico. Com uma história crua e intensa, a produção não se limitava a sustos: ela explorava a fragilidade da sociedade diante de uma epidemia devastadora, mostrando o colapso de valores, instituições e relações humanas. O filme apresentou ao público a figura icônica do vírus da raiva, que transforma pessoas em versões agressivas e perigosas de si mesmas, criando um cenário em que a sobrevivência é um desafio constante.

O roteiro, assinado por Alex Garland, e a direção de Boyle combinavam tensão psicológica e terror físico de maneira magistral. Ao mesmo tempo, a cinematografia estilizada e a trilha sonora envolvente criavam uma sensação de imersão quase documental, fazendo com que os espectadores se sentissem dentro de uma Londres devastada e silenciosa, tomada pelo medo.

A história que marcou gerações

O enredo original acompanha Jim, interpretado por Cillian Murphy, um mensageiro de bicicleta que acorda de um coma no Hospital St. Thomas, apenas para descobrir que a cidade e o país foram transformados por um vírus mortal. Com ruas desertas e sinais de caos por toda parte, ele precisa aprender rapidamente a sobreviver em um mundo em que a violência humana e o medo se misturam de maneira assustadora.

Junto com os sobreviventes Selena, Mark, Frank e Hannah, Jim percorre ruas abandonadas, prédios destruídos e locais de refúgio temporários, enfrentando tanto os infectados quanto os dilemas morais que surgem em situações extremas. A história vai além do terror físico, explorando emoções humanas como luto, culpa, esperança e coragem, elementos que continuam a fazer da franquia uma obra relevante e impactante.

A narrativa também apresenta críticas sutis, mas contundentes, sobre abuso de poder e corrupção, especialmente na figura do Major Henry West, cuja promessa de proteção se transforma em um esquema de controle e exploração. Esse tipo de abordagem adiciona profundidade à trama e diferencia a saga de outros filmes de zumbis, tornando-a memorável e instigante.

O que esperar do novo filme

Com a nova trilogia, a expectativa é que o universo de Extermínio seja expandido de maneira significativa. Embora detalhes específicos sobre o enredo ainda não tenham sido divulgados, o título sugere uma conexão com locais misteriosos ou sagrados, possivelmente envolvendo segredos antigos que podem mudar a trajetória dos sobreviventes.

O subtítulo “O Templo dos Ossos” traz uma dimensão simbólica que vai além do terror visual. Ele pode representar memórias de um passado traumático, lições da história da humanidade e os desafios que a sociedade enfrenta ao tentar se reconstruir em meio ao caos. Para os fãs de longa data, é uma oportunidade de explorar não apenas sustos, mas também elementos narrativos ricos em significado e emoção.

Direção, elenco e expectativas

Embora o elenco ainda não tenha sido totalmente divulgado, a produção deve seguir a tradição da franquia de apostar em atores capazes de transmitir intensidade emocional e complexidade psicológica. Novos personagens serão introduzidos, e há a possibilidade de referências aos protagonistas anteriores, criando um elo emocional entre passado e presente.

A direção do filme promete manter o equilíbrio entre suspense, ação e terror psicológico. Cenários realistas, efeitos práticos e CGI avançado devem trabalhar em conjunto para criar uma experiência imersiva, colocando o espectador no centro da narrativa e ampliando a sensação de perigo constante que caracteriza a franquia.

O impacto cultural da franquia

Mais do que simples filmes de terror, os longas da franquia tiveram papel fundamental na transformação do gênero no século XXI. Antes de 28 Days Later, os zumbis eram frequentemente associados a comédia ou ficção fantástica leve. A franquia introduziu uma abordagem mais sombria e realista, mostrando a brutalidade do colapso social e as consequências das escolhas humanas diante de uma epidemia mortal.

Essa abordagem influenciou uma geração de cineastas e produções televisivas, contribuindo para a popularização de histórias pós-apocalípticas que equilibram ação, drama e terror psicológico. A nova trilogia tem a oportunidade de continuar esse legado, explorando temas contemporâneos como pandemias, crises sociais e dilemas éticos que ressoam com o público moderno.

Legado britano-estadunidense

A franquia também representa uma colaboração significativa entre o cinema britânico e estadunidense. Danny Boyle trouxe uma visão criativa e ousada para o terror, enquanto a parceria com a indústria americana possibilitou recursos maiores, efeitos visuais de ponta e ampla distribuição internacional.

Além do cinema, o filme influenciou diversas mídias, incluindo videogames, quadrinhos e séries, reforçando seu impacto cultural e ampliando o interesse por narrativas pós-apocalípticas. O novo filme tem o potencial de expandir ainda mais esse legado, apresentando novas histórias, personagens e cenários que podem se tornar referência dentro do gênero.

Pré-venda de ingressos para Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito começa oficialmente no Brasil

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A espera finalmente está chegando ao fim para os fãs de Demon Slayer. A partir desta sexta-feira (15), está disponível a pré-venda de ingressos para o aguardado filme Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito, distribuído pela Crunchyroll e pela Sony Pictures Entertainment. Com estreia marcada para 11 de setembro, o longa poderá ser conferido em versões dubladas e legendadas, permitindo que cada espectador escolha a experiência que mais se aproxima da sua preferência. É importante que os fãs verifiquem a disponibilidade nas salas de cinema de sua região, garantindo lugar nessa exibição que promete emoção e adrenalina.

O filme marca a primeira parte da batalha final da saga, acompanhando Tanjiro Kamado, sua irmã Nezuko e os lendários Hashiras em um confronto decisivo contra Muzan Kibutsuji e seus poderosos Onis. A expectativa é enorme, já que este arco é considerado um dos mais importantes do mangá, trazendo intensas cenas de combate, momentos emocionantes e reviravoltas capazes de deixar qualquer fã à beira do assento.

Para intensificar a imersão do público, o canal da Crunchyroll Brasil no YouTube realizará uma maratona ao vivo neste sábado (16), às 14h, exibindo todos os arcos anteriores da série. Além disso, a Crunchyroll abriu os episódios do Arco do Distrito do Entretenimento até 17 de agosto, e o Arco da Vila dos Ferreiros estará disponível entre 18 e 31 de agosto, ambos gratuitos para quem ainda não possui assinatura. Essa é uma excelente oportunidade para novos fãs se atualizarem ou para os veteranos reviverem momentos marcantes antes da estreia do longa.

A franquia também oferece experiências adicionais aos fãs. Estão disponíveis quatro álbuns da série e concertos orquestrais dedicados à obra, permitindo que a magia de Demon Slayer continue fora das telas. A trilha sonora, composta para intensificar os momentos de tensão e emoção, já pode ser ouvida em diversas plataformas digitais de música, complementando a experiência audiovisual do anime e do filme.

O filme é um longa de animação japonesa que mistura ação e fantasia sombria. Baseado no arco homônimo do mangá criado por Koyoharu Gotouge, publicado entre 2016 e 2020, o filme é uma sequência direta da quarta temporada do anime e representa a quarta adaptação cinematográfica da franquia, sucedendo Mugen Ressha-hen (2020), To the Swordsmith Village (2023) e Hashira Training (2024).

Diferente das adaptações anteriores que compilaram episódios do anime, Castelo Infinito é um longa-metragem original, desenvolvido para o cinema devido ao ritmo dramático e à densidade do arco. A produção foi anunciada em junho de 2024, logo após o episódio final da quarta temporada, como a primeira parte de uma trilogia cinematográfica que promete concluir os eventos do mangá. No Japão, o lançamento oficial ocorrerá em 18 de julho de 2025, distribuído pelas empresas Aniplex e Toho.

A história acompanha Tanjiro, um jovem determinado que se junta à Demon Slayer Corps, organização responsável por caçar demônios, após sua irmã Nezuko ser transformada em um deles. Durante o treinamento coletivo conhecido como “Treinamento dos Hashiras”, os membros da corporação se fortalecem para o confronto final. É nesse contexto que Muzan Kibutsuji ataca a Mansão Ubuyashiki, colocando a vida do líder da corporação em risco. Tanjiro e os Hashiras correm para interceder, mas acabam sendo lançados em uma profunda descida que os leva ao Castelo Infinito, o reduto dos demônios e palco do confronto decisivo.

O elenco de dubladores originais retorna para dar vida aos personagens que conquistaram fãs ao redor do mundo. Entre os destaques estão: Natsuki Hanae como Tanjiro Kamado, Akari Kitō como Nezuko Kamado, Hiro Shimono como Zenitsu Agatsuma, Yoshitsugu Matsuoka como Inosuke Hashibira, e Reina Ueda como Kanao Tsuyuri. Outros nomes consagrados completam o time de vozes, garantindo fidelidade ao anime e a intensidade dramática que os espectadores esperam.

A franquia do anime se tornou um fenômeno global desde seu lançamento. O mangá rapidamente conquistou milhões de leitores, e o anime se firmou como uma das maiores produções de animação japonesa da década. O filme Mugen Train (2020) quebrou recordes de bilheteria no Japão, demonstrando a força da série e o carinho do público. O sucesso se deve não apenas ao enredo envolvente e aos personagens cativantes, mas também à qualidade técnica da animação produzida pelo estúdio Ufotable, reconhecido pelo detalhamento das cenas de ação, efeitos visuais impressionantes e trilha sonora imersiva.

Para os fãs, Castelo Infinito representa a oportunidade de vivenciar a batalha final em sua forma mais completa, com narrativa contínua, ritmo cinematográfico e impacto emocional máximo. O filme promete explorar a coragem, o sacrifício e a determinação de Tanjiro e seus aliados, enquanto enfrentam Muzan e seus demônios em uma disputa que pode definir o destino da humanidade.

Além do cinema, o filme incentiva os espectadores a revisitar os arcos anteriores do anime, oferecendo contexto e preparando emocionalmente os fãs para o confronto que está por vir. A maratona da Crunchyroll, a abertura temporária de episódios gratuitos e os concertos orquestrais reforçam a experiência imersiva, tornando a estreia do longa um verdadeiro evento cultural.

A expectativa pelo arco “Castelo Infinito” é gigante, não apenas pela ação, mas também pelo drama e profundidade emocional que permeiam cada cena. Como a primeira parte de uma trilogia, o filme deixa perguntas no ar e mantém os fãs ansiosos pelo desfecho, gerando debates sobre possíveis alianças, sacrifícios e reviravoltas nos próximos capítulos.

Para os espectadores, a dica é garantir os ingressos antecipadamente e se preparar para uma experiência cinematográfica completa, seja assistindo à versão legendada ou dublada. Com o som imersivo e as telas grandes dos cinemas, cada detalhe da animação e cada momento de tensão e emoção prometem impactar o público de maneira única.

O lançamento nos cinemas brasileiros reforça a importância da franquia e a paixão de uma base de fãs que acompanha Tanjiro, Nezuko e os Hashiras desde o início. Com maratonas preparatórias, trilhas sonoras, concertos e episódios gratuitos, cada elemento foi pensado para tornar a experiência ainda mais memorável.

A batalha final está prestes a começar, e o Castelo Infinito aguarda os fãs para uma das maiores aventuras já vistas no mundo do anime. Não há dúvida: Demon Slayer continua a redefinir o que significa emoção, coragem e união em uma história de tirar o fôlego.

Cantai ao Senhor | Pedro Bial anuncia documentário sobre a música evangélica brasileira

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Na noite desta quinta-feira (14), Pedro Bial trouxe ao público uma notícia que promete abrir uma nova janela para a cultura brasileira. Durante a exibição do Conversa com Bial, o jornalista e apresentador anunciou a produção de uma série documental intitulada Cantai ao Senhor – A História da Música Evangélica Brasileira. Para marcar o momento, Bial reuniu no programa duas figuras centrais da cena gospel: a cantora Shirley Carvalhaes, um ícone do gênero, e o pesquisador Arthur Martins, especialista em música evangélica e suas ramificações históricas. As informações são do Gshow.

O anúncio não se tratou apenas de mais um projeto televisivo. Bial ressaltou a importância de compreender um fenômeno cultural muitas vezes negligenciado: a música produzida por artistas evangélicos, que cresceu exponencialmente nas últimas décadas e desempenha papel significativo na vida de milhões de brasileiros. “Olha quanta coisa está acontecendo, e eu acho que a mídia está tendo dificuldade de explicar (…) A valorosa equipe do Conversa com Bial está tomando conta disso, está produzindo uma série documental dirigida pelo Ricardo Alexandre e pelo Dudu Levi, gente muito preparada para cuidar desse assunto”, destacou o apresentador, enfatizando a responsabilidade de profissionais experientes para retratar com profundidade um universo tão rico e complexo.

O despertar para um universo cultural pouco explorado

Para Arthur Martins, a produção documental representa mais do que entretenimento; é uma oportunidade de colocar luz sobre uma narrativa histórica esquecida. “Acho que a maior importância é a gente começar a contar a história da música popular brasileira incluindo o que os evangélicos fazem há quase 100 anos, e que a elite intelectual e a elite que tem o poder de contar a história do Brasil nunca prestou atenção, ou nunca quis prestar atenção. Então, pela primeira vez a gente está conseguindo jogar luz sobre isso, que estava meio nebuloso, escuro, agora a gente vai finalmente descobrir”, afirmou o pesquisador no programa.

A história da música evangélica no Brasil é antiga e multifacetada. Desde os hinos protestantes do início do século XX até a música cristã contemporânea, a produção evangélica passou por diferentes fases, incorporando ritmos regionais, influências populares e elementos de gêneros como samba, forró, rock e pop. Mais do que expressão religiosa, essas canções refletem contextos sociais, culturais e históricos, servindo de ponte entre fé, comunidade e identidade cultural.

Shirley Carvalhaes: a voz que moldou o gospel brasileiro

A participação de Shirley Carvalhaes no programa foi especialmente significativa. Conhecida como a Rainha do Gospel, Shirley construiu uma carreira de quase cinco décadas, misturando ritmos nordestinos e mensagens de fé de maneira única. Sua trajetória exemplifica o que a série documental busca retratar: artistas que, através de talento, persistência e devoção, transformaram a música evangélica em um fenômeno cultural reconhecido e admirado.

“Sempre fizemos parte da história musical do país, mas muitas vezes não fomos vistos. Essa série vem para mostrar que nossa música não é apenas um segmento religioso, mas uma expressão cultural que dialoga com toda a sociedade”, afirmou Shirley, reforçando a relevância do projeto para o reconhecimento de gerações de músicos que atuaram fora dos holofotes tradicionais.

Um projeto que une pesquisa e arte

Dirigida por Ricardo Alexandre e Dudu Levi, a série documental promete equilibrar rigor acadêmico e sensibilidade artística. A proposta é apresentar não apenas os artistas e suas canções, mas também o contexto histórico e social que moldou a música evangélica no Brasil. Entre imagens de arquivo, apresentações históricas e entrevistas, o público poderá compreender como a música religiosa se entrelaça com a fé, a comunidade e a própria história do país.

Pedro Bial destacou que o projeto pretende mostrar a música evangélica em múltiplas dimensões. “Não é só sobre discos e artistas, é sobre pessoas, histórias, comunidades e transformações sociais. É sobre como a música influencia e é influenciada pela vida das pessoas que a criam e a vivem”, explicou. Essa abordagem promete dar ao público uma visão ampla e profunda, destacando o valor artístico, social e espiritual das canções.

A música evangélica como expressão cultural

Nas últimas décadas, o crescimento da população evangélica no Brasil transformou o gênero em um verdadeiro fenômeno cultural. Igrejas, gravadoras independentes e artistas autônomos contribuíram para a disseminação da música cristã, que hoje não se limita aos templos, mas alcança rádios, plataformas de streaming, shows e festivais com milhares de participantes.

Arthur Martins reforça que compreender essa música é essencial para entender a história cultural brasileira como um todo. “Ao ignorar a produção evangélica, a narrativa oficial da música popular fica incompleta. Este documentário corrige isso, trazendo à luz artistas, movimentos e histórias que até agora permaneceram nas sombras”, disse.

Expectativa e impacto social

O anúncio da série documental gerou grande expectativa entre artistas, pesquisadores e público em geral. Ao dar visibilidade à música evangélica, o projeto contribui para o reconhecimento da diversidade cultural brasileira e estimula uma reflexão sobre preconceitos e estigmas associados ao gênero. Mostrar a riqueza artística, a história e a dimensão social dessa música é também uma forma de promover diálogo e compreensão entre diferentes comunidades.

Além disso, a série terá potencial educativo e acadêmico. Pesquisadores e estudantes de música, sociologia e história terão acesso a um material rico e detalhado, capaz de ampliar o entendimento sobre como fé e cultura se entrelaçam em um país tão diverso como o Brasil.

Um projeto pioneiro

“Cantai ao Senhor – A História da Música Evangélica Brasileira” é pioneiro. Embora a música evangélica tenha influenciado inúmeros artistas e gêneros ao longo do século XX e XXI, nunca houve um registro audiovisual tão abrangente e aprofundado. A série documental pretende preencher essa lacuna, mostrando desde pequenas comunidades e grupos musicais até grandes gravadoras e concertos, permitindo compreender como o gênero se consolidou e se expandiu ao longo do tempo.

Além de Shirley Carvalhaes e Arthur Martins, o projeto deve reunir depoimentos de outros artistas, líderes religiosos e especialistas, oferecendo múltiplas perspectivas sobre a música evangélica e seu impacto na sociedade brasileira. Essa abordagem plural ajudará o público a compreender não apenas a produção musical, mas também o contexto social e histórico em que ela se desenvolveu.

Megalópolis | Obra-prima de Francis Ford Coppola chega ao Telecine com Adam Driver no papel principal

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Foto: Courtesy/ Lionsgate

O universo do streaming ganha nesta sexta-feira, 15 de agosto, uma obra que promete desafiar a imaginação do público: Megalópolis, o mais recente filme de Francis Ford Coppola, chega ao catálogo do Telecine. Após sua estreia nos cinemas em setembro de 2024, o longa desembarca agora na televisão brasileira, com exibição no Telecine Premium no sábado, 16 de agosto, às 22h, oferecendo ao público a chance de mergulhar em uma experiência cinematográfica grandiosa, futurista e, acima de tudo, profundamente humana.

A produção marca o retorno do cineasta a um estilo épico que mistura ficção científica, política, arquitetura e dilemas éticos, uma combinação que reflete décadas de amadurecimento artístico e pessoal. No centro dessa narrativa está Cesar Catilina, interpretado por Adam Driver, um arquiteto visionário cuja obsessão por perfeição transforma sua jornada em algo maior do que ele próprio: a reconstrução de Nova York, agora renomeada como “Nova Roma”, em uma metrópole que une tecnologia, sustentabilidade e justiça social.

Cesar Catilina não é apenas um arquiteto genial; ele é um sonhador determinado, capaz de transformar ideias grandiosas em realidade concreta. A catástrofe que atinge Nova York serve como catalisador para a criação de sua visão: uma cidade que transcenda o caos urbano, promovendo equilíbrio entre inovação, arte e convivência humana. O material revolucionário que Catilina descobre para a construção das novas estruturas se torna um símbolo de esperança, mas também de obsessão — afinal, seu ideal de perfeição é tão inspirador quanto perigoso.

O caminho de Catilina, porém, não é solitário. Ele enfrenta Franklin Cicero, prefeito da cidade e interpretado por Giancarlo Esposito, cuja visão de poder está enraizada na corrupção e nos interesses políticos estabelecidos. A tensão entre esses dois mundos — idealismo versus pragmatismo, sonho versus poder — é amplificada pela presença de Julia Cicero (Nathalie Emmanuel), filha do prefeito, que se vê dividida entre a lealdade à família e o amor por Cesar. Esse triângulo cria não apenas drama, mas também reflexões sobre ética, lealdade e os limites da ambição humana.

Além do trio principal, o filme conta com nomes de peso como Forest Whitaker, Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne, Talia Shire e Dustin Hoffman, reunindo uma geração de atores que combina talento, diversidade e experiência para dar vida a personagens complexos, humanos e memoráveis.

A gênese de um sonho cinematográfico

O filme é um projeto que acompanha Coppola há mais de quatro décadas. A ideia surgiu nos anos 1980, quando o diretor começou a desenhar o conceito de uma cidade utópica que refletisse suas preocupações com sociedade, poder e arquitetura. Ao longo dos anos, Coppola trabalhou em outros filmes, incluindo Drácula (1992), Jack (1996) e The Rainmaker (1997), muitas vezes com o objetivo de financiar seu grande sonho: criar uma narrativa grandiosa e pessoal, livre de limitações comerciais.

O diretor trabalhou lado a lado com o artista de quadrinhos Jim Steranko, responsável por dar forma visual às ideias de Nova Roma antes mesmo das filmagens. Cada detalhe da cidade, desde arranha-céus flutuantes até avenidas projetadas para o transporte sustentável, passou por esboços detalhados, refletindo o cuidado de Coppola em criar um universo coerente e esteticamente impactante.

Essa atenção aos detalhes e a busca por excelência visual evocam lembranças de Apocalypse Now, não apenas pela escala e ambição da produção, mas também pelos desafios enfrentados durante a realização do projeto. Megalópolis é, em muitos sentidos, um testamento da perseverança artística de Coppola e da sua capacidade de sonhar grande, mesmo diante de adversidades.

Filmagens e desafios da produção

As filmagens começaram oficialmente em 1º de novembro de 2022, nos Trilith Studios, na Geórgia, com a intenção de explorar tecnologias inovadoras de efeitos visuais. Inicialmente, Coppola pretendia usar a tecnologia OSVP no Prysm Stage para criar efeitos de grande escala de maneira revolucionária. No entanto, desafios técnicos e aumento de custos levaram a produção a adotar uma abordagem mais tradicional com tela verde, sem comprometer a ambição estética do filme.

O orçamento do projeto ultrapassou os US$120 milhões iniciais, provocando comparações inevitáveis com os problemas enfrentados por Coppola em Apocalypse Now. Algumas mudanças na equipe, incluindo saídas da designer de produção Beth Mickle e do diretor de arte David Scott, não abalaram a determinação do cineasta. Adam Driver descreveu a experiência como “uma das mais intensas e enriquecedoras de sua carreira”, destacando a complexidade emocional exigida pelos personagens e a grandiosidade do cenário futurista.

O diretor Mike Figgis registrou os bastidores, documentando a magnitude do projeto e oferecendo ao público uma perspectiva única sobre o processo de criação de um filme de tamanha ambição. As filmagens foram concluídas em 30 de março de 2023, após cinco meses de dedicação intensa de toda a equipe.

Um futuro imaginado

Visualmente, o filme é uma obra de tirar o fôlego. Nova Roma surge como uma cidade que mistura futurismo, classicismo e utopia arquitetônica. Arranha-céus verticais e horizontais, avenidas com transporte sustentável, praças que unem arte e tecnologia: cada elemento foi concebido para impressionar e criar uma narrativa visual que dialogue com a complexidade humana dos personagens.

A cinematografia privilegia planos amplos que revelam a escala monumental da cidade, enquanto o drama humano permanece no centro da história. A equipe internacional de efeitos visuais trabalhou para transformar ideias impossíveis em realidade plausível, garantindo que cada cena transmitisse emoção, grandiosidade e verossimilhança. O resultado é uma experiência cinematográfica que prende o espectador e o convida a refletir sobre o futuro das cidades e da sociedade.

Ficção científica no Telecine

O lançamento do filme no Telecine chega em um momento em que o gênero de ficção científica está em alta. O catálogo da plataforma, integrado ao Globoplay, reúne clássicos como Metrópolis, de Fritz Lang, trilogias icônicas como De Volta para o Futuro, e produções contemporâneas como Lucy e a franquia Jurassic World. Ao entrar nesse contexto, Megalópolis dialoga com questões universais: sustentabilidade, responsabilidade social e os desafios éticos de um mundo cada vez mais tecnológico.

O elenco e a densidade emocional

O elenco do filme combina veterania e jovens talentos. Adam Driver entrega uma performance intensa e complexa, equilibrando idealismo, ambição e vulnerabilidade. Giancarlo Esposito dá profundidade ao antagonista Franklin Cicero, um político astuto e implacável. Nathalie Emmanuel representa Julia Cicero, o elo emocional entre os dois mundos, mostrando o peso da lealdade familiar versus a busca pelo amor e pelo sonho. A presença de atores como Aubrey Plaza, Shia LaBeouf, Jon Voight, Laurence Fishburne e Dustin Hoffman fortalece a narrativa, garantindo momentos de introspecção e emoção mesmo diante de cenários grandiosos e futuristas.

Disponibilidade na TV e streaming

Para quem prefere assistir em casa, o longa-metragem estreia no Telecine Premium no sábado, 16 de agosto, às 22h, e terá nova exibição no Pipoca no domingo, 17, às 20h. Além disso, estará disponível no catálogo de streaming do Telecine via Globoplay, garantindo acesso em diferentes dispositivos e horários, permitindo que cada espectador escolha a forma de se conectar com a cidade dos sonhos de Catilina.

Rabbit Trap | Terror psicológico estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen ganha trailer oficial

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Foto: Reprodução/ Internet

Foi revelado na última quinta-feira (14) o trailer oficial de Rabbit Trap, o mais novo longa-metragem de terror psicológico que estreia nos cinemas em 12 de setembro de 2025. Estrelado por Dev Patel e Rosy McEwen, o filme marca a estreia na direção de longa de Bryn Chainey, que assina também o roteiro, trazendo ao público uma narrativa tensa, envolvente e carregada de mistério. Abaixo, veja o vídeo:

Ambientado no interior isolado do País de Gales em 1973, o filme acompanha a vida de um casal de músicos que busca recomeçar, mas acaba despertando forças ancestrais ligadas à floresta ao redor de sua nova moradia. A trama explora temas de obsessão, ciúme, paranoia e a tênue linha entre realidade e mito, em uma experiência cinematográfica que mistura o psicológico e o sobrenatural.

Um novo começo que desperta o terror

Daphne (Rosy McEwen) e Darcy (Dev Patel) são músicos casados que decidem se mudar para uma cabana isolada em busca de inspiração e de um novo começo para seu trabalho. Darcy se dedica a coletar amostras de áudio da floresta, registrando sons para o novo disco do casal. Em um desses registros, ele inadvertidamente captura um som nunca antes ouvido, que desperta a energia criativa de Daphne, mas também aciona forças antigas e malévolas presentes na paisagem.

A presença da música parece perturbar o equilíbrio da floresta e, com o tempo, um estranho aparece à porta do casal. Inicialmente acolhido, ele auxilia os músicos a compreender seu novo ambiente, mas logo Darcy passa a desconfiar da obsessão do visitante. A tensão cresce à medida que o ciúme, a paranoia e a intriga se instalam, confundindo realidade e mito e transformando a cabana em um lugar de medo constante.

A mítica Tylwyth Teg e o elemento sobrenatural

O filme se inspira nas lendas galesas, particularmente nas Tylwyth Teg, fadas conhecidas por protegerem certos círculos da natureza. Ao perturbar esse círculo acidentalmente, o casal desencadeia eventos misteriosos, incluindo a aparição de uma criança enigmática que parece carregar intenções malévolas. Essa fusão de folclore e terror psicológico cria uma atmosfera única, aproximando Rabbit Trap de clássicos do gênero que exploram a interação entre seres humanos e forças sobrenaturais da natureza.

Elenco e produção

Dev Patel, conhecido por trabalhos como Lion: Uma Jornada para Casa e Slumdog Millionaire, interpreta Darcy Davenport e também assume a função de produtor executivo. Ao lado dele, Rosy McEwen dá vida a Daphne, compondo um casal que precisa lidar com a tensão crescente de eventos inexplicáveis. Jade Croot interpreta a criança misteriosa, adicionando um elemento de suspense e inquietação ao enredo.

A produção é assinada por Elijah Wood e Daniel Noah, da SpectreVision, em parceria com Lawrence Inglee, Elisa Lleras, Alex Ashworth e Sean Marley. A Bankside Films também está envolvida na produção, garantindo a execução de uma visão cinematográfica que combina estética visual apurada com narrativa intensa. A trilha sonora é composta por Lucrecia Dalt, enquanto Graham Reznick assina o design de som e Brent Kiser atua como supervisor de som, construindo um ambiente auditivo que potencializa a tensão do filme.

Filmagens e ambientação

A fotografia principal ocorreu em 2023, com locações em North Yorkshire, proporcionando um cenário natural e isolado que reforça a sensação de isolamento do casal e contribui para a atmosfera opressiva do longa. A escolha do País de Gales e suas florestas densas e misteriosas foi estratégica, criando um espaço onde a natureza e o mito se entrelaçam, desafiando a percepção dos personagens e do público.

Quando o filme estreia?

O longa-metragem teve sua estreia mundial na seção Midnight do Festival de Cinema de Sundance de 2025, em 24 de janeiro. A escolha da programação Midnight reflete a intensidade do filme e seu foco no suspense e terror psicológico. Nos Estados Unidos, o lançamento está programado para 12 de setembro de 2025 pela Magnolia Pictures, mas ainda não há informações sobre a data de estreia no Brasil.

Um thriller psicológico que vai além do sobrenatural

Além de dar muitos sustos e ser cercado de mistério, o filme investiga o comportamento humano em situações de estresse, medo e isolamento. A paranoia e o ciúme entre o casal refletem conflitos universais, enquanto a inserção do mito das Tylwyth Teg adiciona camadas de simbolismo que exploram como o desconhecido pode influenciar nossas ações. A criança misteriosa, por sua vez, funciona como catalisadora da tensão, personificando o limiar entre o sobrenatural e o psicológico.

Bryn Chainey, em sua estreia como diretor de longa-metragem, demonstra uma sensibilidade única para equilibrar ritmo, suspense e construção de personagens. Ao mesmo tempo, o roteiro faz uso do som e da música como elementos narrativos essenciais, mostrando como o ambiente auditivo pode se tornar parte da narrativa e amplificar a experiência do espectador.

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