Sessão da Tarde – Saiba qual filme vai passar nesta sexta (15/08)

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Nesta sexta-feira, 15 de agosto, a TV Globo traz para a Sessão da Tarde um dos filmes mais eletrizantes da década de 1990: Velocidade Máxima, obra que não apenas redefiniu o gênero de ação, mas também consolidou a carreira de Keanu Reeves como astro de Hollywood. Lançado originalmente em 1994, o longa dirigido por Jan de Bont em sua estreia na direção de longas-metragens permanece relevante mais de 30 anos depois, combinando tensão, romance e sequências de ação que deixaram o público à beira do assento.

O filme é estrelado por um elenco de peso, incluindo Keanu Reeves, Dennis Hopper, Sandra Bullock, Joe Morton e Jeff Daniels. A trama gira em torno de Jack Traven (Reeves), um policial da SWAT de Los Angeles, que se vê diante de um desafio quase impossível: impedir que um ônibus urbano, cheio de passageiros, exploda caso sua velocidade caia abaixo de 80 km/h. O responsável pelo atentado é Howard Payne (Dennis Hopper), um ex-policial convertido em terrorista, cujas motivações e obsessão por vingança tornam cada momento do filme uma corrida contra o tempo. (Via AdoroCinema)

O ponto de partida do filme é engenhoso em sua simplicidade. Um ônibus repleto de civis se transforma em uma bomba ambulante, e a tensão não surge de situações complexas ou diálogos rebuscados, mas da constante ameaça de explosão. O conceito, que poderia parecer exagerado, se torna crível graças à execução precisa do roteiro e à direção segura de Jan de Bont, que utiliza cada recurso técnico para manter a adrenalina sempre no limite.

Ao longo do filme, Jack precisa improvisar, lidar com passageiros em pânico e tomar decisões rápidas, enquanto mantém o ônibus em movimento. Entre eles está Annie Porter (Sandra Bullock), uma passageira que, após o motorista ser ferido, assume o volante e se transforma em co-piloto na missão de salvar vidas. Essa dinâmica entre Jack e Annie não apenas gera tensão, mas também cria um romance que não soa forçado, mesclando ação e emoção de forma equilibrada.

Enredo: ação sem pausa

O enredo é construído como um relógio, cada cena contribuindo para o ritmo frenético da narrativa. Após frustrar uma tentativa de atentado em um elevador, Jack se depara com o ônibus armado por Payne. A situação é clara: se o veículo cair abaixo da velocidade mínima, a explosão será inevitável. Jack embarca no ônibus em movimento, já percebendo que a bomba está ativa. Entre tiros disparados por passageiros desesperados e ferimentos inesperados, o policial precisa trabalhar contra o tempo para identificar e neutralizar Payne.

O filme não economiza em sequências memoráveis. Desde a fuga pela rodovia até o salto sobre uma ponte incompleta, cada cena é calculada para surpreender o espectador. O clímax ocorre quando Jack e Annie enfrentam Payne novamente, desta vez em um trem do metrô, com explosivos e tensão máxima. A resolução mantém o padrão do filme: ação inteligente e execução impecável, culminando no desfecho romântico que fecha a narrativa com satisfação para o público.

Uma estreia de diretor que se tornou icônica

Jan de Bont, conhecido por seu trabalho como diretor de fotografia em grandes produções como Rambo: Programado para Matar e Instinto Selvagem, trouxe para o filme um olhar técnico excepcional. Cada plano do ônibus em movimento, cada ângulo de câmera e cada detalhe de iluminação contribuem para que o filme funcione não apenas como entretenimento, mas como uma experiência cinematográfica intensa.

A estreia de De Bont na direção foi amplamente elogiada, principalmente por sua habilidade em equilibrar ação e narrativa, sem sacrificar o desenvolvimento dos personagens. A escolha do diretor em trabalhar com Keanu Reeves e Sandra Bullock trouxe química natural entre os protagonistas, essencial para que o público se conectasse emocionalmente com os acontecimentos da tela.

Keanu Reeves: um herói vulnerável

Antes de ser Jack Traven, Keanu Reeves já era conhecido por papéis em filmes de ação e drama, como Point Break – Caçadores de Emoção (1991). Para o papel no filme, ele teve que transformar seu físico e presença cênica, raspando quase totalmente a cabeça e passando meses em treinamento físico intenso. Reeves trouxe para Jack uma combinação rara de vulnerabilidade e determinação, criando um policial que, embora altamente competente, é humano, sensível às vidas ao seu redor e emocionalmente acessível ao público.

O trabalho de Reeves foi complementado por Joss Whedon, contratado para reescrever partes do roteiro pouco antes do início das filmagens. Whedon transformou Jack de um personagem simplista em um herói com moral, inteligência e empatia, ajustando diálogos e criando momentos que tornaram o filme mais crível e cativante.

Sandra Bullock: a heroína inesperada

Sandra Bullock, inicialmente considerada para um papel mais secundário, tornou-se peça-chave na trama. Annie Porter não era apenas uma personagem coadjuvante: ela assume o controle da situação, dirige o ônibus em alta velocidade e se transforma em parceira de Jack. A atuação de Bullock, repleta de coragem, emoção e humor contido, trouxe equilíbrio ao filme, tornando-o não apenas um espetáculo de ação, mas também uma história de colaboração e superação.

Bullock e Reeves tiveram que realizar muitas cenas físicas juntos, incluindo sequências em que rolavam pelo chão ou lidavam com obstáculos inesperados dentro do ônibus. Essa proximidade aumentou a química entre os protagonistas, resultando em um romance que, embora sutil, enriquece a narrativa.

Dennis Hopper: vilania memorável

Nenhum herói é completo sem um antagonista à altura, e Dennis Hopper entrega uma performance inesquecível como Howard Payne. Ex-policial e agora terrorista, Payne é metódico, inteligente e psicologicamente instável. Hopper equilibra charme e ameaça, tornando o vilão mais memorável do que simples caricatura. Suas demandas absurdas e estratégias complexas aumentam a tensão, e seu confronto final com Jack é um dos momentos mais icônicos do cinema de ação dos anos 1990.

O impacto comercial e crítico

O filme foi lançado em 10 de junho de 1994 nos Estados Unidos e rapidamente conquistou o topo das bilheteiras. Com um orçamento de US$ 30 milhões, o longa-metragem arrecadou impressionantes US$ 350,4 milhões mundialmente, consolidando-se como um dos maiores sucessos de seu ano. Além do sucesso comercial, o longa também recebeu reconhecimento da crítica, vencendo dois Óscars na sexagésima sétima cerimônia: melhor edição de som e melhor mixagem de som. Esses prêmios evidenciam não apenas a qualidade técnica, mas também o cuidado com os detalhes que fizeram de Velocidade Máxima um filme marcante.

A escolha do elenco e curiosidades de produção

O papel de Jack Traven quase foi de Stephen Baldwin, cuja versão do personagem lembrava John McClane de Duro de Matar. Jan de Bont, no entanto, optou por Keanu Reeves após observar sua performance em Point Break, apreciando a vulnerabilidade e o carisma natural do ator. O roteiro passou por ajustes significativos, incluindo diálogos e desenvolvimento de personagens, graças à colaboração de Joss Whedon.

Sandra Bullock também teve seu papel redefinido. Inicialmente pensada como uma amiga do protagonista, ela se tornou a parceira ativa de Jack e interesse amoroso, garantindo cenas de ação compartilhadas e uma dinâmica emocional sólida. Alan Ruck, que interpreta Doug Stephens, teve sua personagem transformada de advogado vilão para turista ingênuo, contribuindo para o humor e leveza do longa.

Sequências icônicas e efeitos práticos

Uma das marcas do filme é a realização de cenas de ação com efeitos práticos, evitando depender exclusivamente de CGI, que na época ainda era limitado. O salto do ônibus sobre a ponte incompleta e a explosão final envolvendo um avião Boeing 707 vazio são exemplos de como a combinação de planejamento meticuloso, direção de fotografia e efeitos especiais físicos gerou momentos memoráveis.

O filme também explorou ruas reais de Los Angeles, incluindo a Interstate 110, inserindo o público em um cenário familiar e urbano, o que aumentou a sensação de realismo e urgência. A precisão das cenas de condução e os riscos calculados para os atores e dublês se tornaram referência para futuros filmes do gênero.

Vought Rising | Série prequela de The Boys revela primeiras imagens dos atores caracterizados

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O universo de The Boys está prestes a ganhar uma nova dimensão com Vought Rising, a aguardada prequela que mergulha nas origens da enigmática Vought Enterprises. Ambientada na década de 1950, a série promete não apenas expandir a narrativa conhecida pelos fãs, mas também oferecer uma reflexão crítica sobre poder, ambição e a manipulação ética que sustentou a ascensão dos super-heróis corporativos, ou Supes, no mundo de Eric Kripke.

Com um elenco de peso liderado por Jensen Ackles e Aya Cash, a série tem a difícil missão de equilibrar a nostalgia de uma época histórica marcante com os tons sombrios e satíricos que fizeram The Boys se tornar um fenômeno global. Abaixo, confira as primeiras imagens oficiais do elenco. As fotos mostram Jensen Ackles como Soldier Boy em um uniforme que remete aos anos 1950, evocando o patriotismo e a estética da época, enquanto Aya Cash surge como Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação.

O contexto histórico e a ascensão da Vought

A década de 1950 foi um período de grandes transformações para os Estados Unidos e para o mundo. O fim da Segunda Guerra Mundial trouxe esperança, mas também um clima de tensão, com a Guerra Fria se intensificando e a corrida armamentista e tecnológica contra a União Soviética em pleno auge. É nesse cenário que Vought Rising se situa, explorando como uma pequena empresa farmacêutica evoluiu para a gigante corporativa que dominaria o mercado de Supes décadas mais tarde.

A narrativa da série promete mostrar os primeiros passos da Vought Enterprises: experimentos científicos aparentemente inofensivos, investimentos em propaganda e marketing, e o desenvolvimento inicial do Composto V, substância responsável por conferir habilidades sobre-humanas. Esses elementos não apenas transformam pessoas comuns em heróis e vilões, mas também revelam o lado sombrio da ciência quando usada para lucro e poder, em vez de bem-estar social.

Segundo fontes envolvidas na produção, a série irá aprofundar como as decisões éticas questionáveis e a ambição desenfreada de Clara Vought, a fundadora da corporação, moldaram a trajetória da empresa e definiram os padrões morais que ainda seriam vistos em personagens como Homelander e companhia. A perspectiva histórica combina com a ficção de forma inteligente, permitindo que o público compreenda como eventos globais e interesses corporativos se entrelaçam na criação dos Supes.

O herói de guerra com segredos

Um dos destaques da série é o personagem Soldier Boy, interpretado por Jensen Ackles. Diferente de Homelander, cuja imagem de líder dos Sete é marcada pelo culto à personalidade, Soldier Boy representa uma era anterior, onde heróis estavam intimamente ligados à guerra, patriotismo e propaganda militar. Mas, como a série promete revelar, por trás da máscara heroica há segredos sombrios.

As primeiras imagens divulgadas mostram Ackles com um uniforme que remete diretamente aos anos 1950, adaptado para suas habilidades sobre-humanas. Esse visual não é apenas uma homenagem aos heróis da época, mas também uma representação da militarização e da disciplina que cercava os primeiros Supes. Soldier Boy será o elo entre a realidade histórica e a ficção fantástica, mostrando o impacto humano e psicológico de ser um “experimento vivo” da Vought.

Além disso, a série promete explorar a tensão entre imagem pública e realidade pessoal. Soldier Boy surge como um símbolo de heroísmo e sacrifício, mas também como um reflexo das consequências éticas da manipulação genética e da propaganda. O personagem será peça-chave para que o público compreenda como os Supes se tornaram ferramentas corporativas, ao mesmo tempo em que se questiona a moralidade de usar seres humanos como armas.

A visionária Clara Vought

Aya Cash, que retorna à franquia como Tempesta, terá a oportunidade de mostrar uma nova faceta de sua personagem: Clara Vought, a ambiciosa fundadora da corporação. Nesta fase da história, Clara ainda não é a figura totalmente vilanesca que os fãs conhecem, mas sim uma visionária determinada a consolidar seu legado, independentemente do preço ético.

Clara Vought representa a face corporativa da narrativa: manipuladora, estratégica e disposta a usar todos os recursos à sua disposição, incluindo a mídia e a opinião pública, para promover seus Supes. Sua trajetória em Vought Rising mostrará como a ambição e a visão de longo prazo podem ser usadas tanto para o progresso quanto para a corrupção, estabelecendo as bases para os eventos que moldariam o universo de The Boys.

A complexidade de Clara Vought também permitirá à série explorar temas de gênero, poder e liderança em um contexto historicamente dominado por homens. Ao mostrar uma mulher comandando os rumos da ciência e da mídia na década de 1950, a

Criatividade por trás das câmeras

A produção da série está sob o comando de Paul Grellong, conhecido por seu trabalho em The Boys, em parceria com Eric Kripke, criador da série original. A dupla promete manter o tom irreverente e satírico que tornou a franquia um sucesso global, enquanto mergulha nas complexidades morais e históricas da origem da Vought. A direção criativa visa equilibrar ação, drama e crítica social, criando uma experiência audiovisual única.

O design de produção, figurinos e ambientação refletem cuidadosamente a década de 1950, trazendo elementos que remetem ao contexto histórico, como a Guerra Fria, a propaganda política e o surgimento da cultura pop americana. Essa atenção aos detalhes não apenas cria autenticidade, mas também reforça a crítica social e cultural que permeia toda a franquia. narrativa amplia a discussão sobre ética, ambição e moralidade corporativa, sem perder o humor negro característico da franquia.

Depois da Caçada | Sony divulga cartaz oficial do suspense estrelado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri

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O suspense psicológico que promete mexer com o público e a crítica nos próximos meses já tem nome e cartaz oficial: Depois da Caçada. Dirigido pelo visionário cineasta Luca Guadagnino — conhecido por obras como Me Chame Pelo Seu Nome e Rivais —, o longa reúne um elenco estelar formado por Julia Roberts, Andrew Garfield e Ayo Edebiri, e traz à tona um enredo envolvente sobre segredos do passado, dilemas éticos e relações humanas no ambiente acadêmico.

A Sony Pictures revelou nesta quinta-feira o cartaz oficial da produção, e junto dele cresceu a expectativa por aquele que já é considerado, segundo o site Rotten Tomatoes, um dos filmes mais aguardados do ano. Com estreia mundial marcada para 29 de agosto de 2025 no 82º Festival Internacional de Cinema de Veneza — fora de competição —, o suspense também será o filme de abertura do 63º Festival de Cinema de Nova York. No Brasil, a data de estreia será anunciada em breve, mas já está confirmado que a distribuição internacional ficará a cargo da Sony Pictures. Abaixo, confira o cartaz do filme:

Uma trama que mistura mistério, moral e drama humano

No centro da história está Alma Olsson (Julia Roberts), uma professora universitária respeitada e querida, que leciona em uma tradicional instituição da Ivy League. Conhecida por seu rigor acadêmico e dedicação aos alunos, Alma vê seu mundo virar de cabeça para baixo quando sua protegida, a estudante de filosofia Margaret “Maggie” Price (Ayo Edebiri), faz uma acusação grave contra Henrik “Hank” Gibson (Andrew Garfield), amigo próximo e colega de profissão de Alma.

A acusação não apenas abala as estruturas da universidade, mas também traz à tona um segredo sombrio que Alma vinha mantendo enterrado por anos — um episódio obscuro de seu próprio passado que, se revelado, pode destruir sua reputação, sua carreira e seus relacionamentos pessoais.

O longa, escrito por Nora Garrett, mergulha nos dilemas éticos e morais que surgem quando o passado colide com o presente. Guadagnino constrói um ambiente sufocante, em que as lealdades são constantemente testadas e as certezas desmoronam, criando um retrato instigante do que acontece quando a verdade ameaça emergir.

Elenco de peso e interpretações esperadas

O trio de protagonistas é formado por atores com trajetórias marcantes e que, juntos, prometem entregar performances memoráveis: Julia Roberts interpreta Alma Olsson, trazendo à personagem a profundidade e a carga dramática que a consagraram em produções como Erin Brockovich e Closer. Aqui, Roberts deve explorar camadas mais sombrias e ambíguas, em um papel que exige vulnerabilidade e força. Ayo Edebiri, vencedora de prêmios pela série O Urso, assume o papel de Maggie Price, uma estudante inteligente, determinada e ao mesmo tempo complexa, que se vê no centro de um turbilhão de poder e consequências.

Andrew Garfield, conhecido tanto por papéis icônicos em blockbusters (O Espetacular Homem-Aranha) quanto por dramas aclamados (Até o Último Homem, tick, tick… BOOM!), interpreta Henrik Gibson, um professor carismático, mas misterioso, cuja imagem pública entra em colapso após a acusação.

O elenco conta ainda com nomes de peso como Michael Stuhlbarg (Me Chame Pelo Seu Nome), no papel de Frederik Olsson, marido de Alma e psiquiatra, e Chloë Sevigny (Meninos Não Choram, We Are Who We Are), interpretando Kim, representante estudantil e amiga próxima da protagonista. Outros atores que completam o time incluem Lío Mehiel, Ariyan Kassam, Will Price, Thaddea Graham, Christine Dye e Burgess Byrd.

Produção com assinatura de excelência

O projeto começou a ganhar forma em março de 2024, quando foi anunciado que Julia Roberts assumiria o papel principal e que Luca Guadagnino seria o diretor. A parceria entre Roberts e Guadagnino foi vista desde o início como um encontro promissor entre uma atriz veterana e um diretor conhecido por extrair o máximo de seus intérpretes.

Nos meses seguintes, Andrew Garfield e Ayo Edebiri se juntaram ao elenco, seguidos por Michael Stuhlbarg e Chloë Sevigny. Guadagnino revelou que escalou Edebiri após assistir à sua performance em Bottoms (2023), considerando-a perfeita para o papel de Maggie. Garfield, por sua vez, declarou que desejava trabalhar com o diretor desde que assistiu ao filme Eu Sou o Amor (I Am Love).

As filmagens começaram em 6 de julho de 2024 em Londres e na Universidade de Cambridge, aproveitando a imponência arquitetônica para reforçar o clima acadêmico e claustrofóbico da trama. Em apenas seis semanas, a produção foi concluída, encerrando oficialmente em 16 de agosto do mesmo ano.

Festivais e expectativa do público

A estreia mundial do filme acontece em 29 de agosto de 2025 no Festival de Veneza, um dos eventos de cinema mais prestigiados do mundo. Apesar de estar fora de competição, a escolha de Veneza para apresentar o filme reforça sua importância no calendário cinematográfico. Em seguida, o longa abrirá o Festival de Nova York em outubro, antes de chegar ao circuito comercial.

Nos Estados Unidos, o lançamento limitado está marcado para 10 de outubro de 2025, com expansão para todo o país em 17 de outubro. Este será o primeiro filme da Amazon MGM Studios a ter distribuição internacional feita pela Sony Pictures Releasing International após o fim do contrato de quatro anos com a Warner Bros. Pictures.

Julia Roberts em um papel desafiador

Para Julia Roberts, o longa-metragem representa um mergulho profundo em territórios dramáticos mais sombrios, distantes das comédias românticas que a tornaram mundialmente famosa nos anos 1990. A atriz já demonstrou sua versatilidade em obras mais densas, mas aqui terá de equilibrar a imagem de uma professora respeitada com a vulnerabilidade de alguém prestes a ter sua vida exposta.

Em entrevistas recentes, Roberts descreveu a experiência como “emocionalmente exaustiva, mas artisticamente recompensadora”. Ela também destacou o trabalho de Guadagnino, afirmando que o diretor cria “um ambiente de confiança total”, permitindo que os atores explorem seus limites sem medo.

Globo Repórter desta sexta (15/08) realiza viagem pelo universo boiadeiro e a cultura caipira do Brasil

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Nesta sexta, 15 de agosto de 2025, o Globo Repórter convida o público a uma viagem pelo interior do Brasil, para conhecer de perto a vida no campo e o universo boiadeiro. Em uma edição especial, o programa mostra não apenas o trabalho diário de peões e peoas, mas também a tradição que se mantém viva há décadas, entrelaçando história, música, moda e gastronomia rural. A coprodução com a EPTV, afiliada da Globo, leva o telespectador a um mergulho no cotidiano sertanejo, destacando o orgulho de quem nasceu e cresceu em meio à roça e aos rodeios. As reportagens, assinadas por Dirceu Martins e Paulo Gonçalves, capturam os detalhes que tornam essa cultura tão rica e autêntica.

A cultura caipira vai muito além da estética: está no sotaque carregado, nas expressões típicas, nas vestimentas e no jeito de viver. Mesmo com a modernização, essas tradições permanecem como pilares do estilo de vida rural, adaptando-se ao tempo sem perder a essência. No interior de São Paulo, por exemplo, o “r” puxado é uma marca registrada, assim como o apego à vida no campo e o cuidado com os animais.

José Maria, conhecido como ‘Seu Zelão’, de 73 anos, é um exemplo vivo dessa tradição. Casado há 54 anos com Dona Lúcia, que trabalha na produção de queijos desde os 12 anos, ele mantém em seu sítio 60 cabeças de gado e 28 vacas leiteiras, cada uma com nome próprio. “Sou caipira do pé rachado mesmo! Daqueles que vivem e gostam da roça”, conta. Para ele, nomear as vacas não é apenas sentimental: ajuda a organizar a ordenha de cada animal, mesmo que o processo hoje seja mecanizado. “Gostoso é levantar de manhã e ouvir o galo cantando, o mugido das vacas. Eu gosto da cidade, mas meu lugar é aqui”, diz Zelão com orgulho.

O universo das festas de peão

Em 2025, a famosa Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos completa 70 anos. Muito além das competições de montaria, esses eventos movimentam a economia, o turismo e consolidam a cultura sertaneja no país. São mais de 1.100 festas de peão realizadas anualmente no Brasil, sendo 180 integradas ao Circuito Mundial de Rodeios, que garante vagas em competições internacionais.

O programa mostra, nos bastidores, a dedicação de cada participante. Entre eles, o papel das mulheres se destaca. Ana Claudia Garcia, pioneira na função de “madrinheira”, percorre o país acompanhando os principais rodeios. As madrinheiras são essenciais: ajudam na preparação dos animais, orientam os peões e garantem que os animais retornem com segurança aos currais. “Ser madrinheira é mais do que acompanhar os peões. É cuidar dos animais e garantir que tudo aconteça da melhor forma possível. É uma responsabilidade enorme, mas o amor pelo rodeio supera tudo”, afirma Ana Claudia.

Moda sertaneja: tradição e inovação

O Globo Repórter também mostra como a moda sertaneja evoluiu ao longo dos anos. Dirceu Martins explica que o estilo cowboy conquistou as ruas, se modernizou e virou referência nacional. Jeans, botas, chapéus e couro se reinventam com bordados, brilhos e novas tecnologias. Designers estudam tendências e criam peças que unem tradição e contemporaneidade, tornando a moda sertaneja um fenômeno de criatividade e mercado.

“É impressionante acompanhar como a moda do mundo sertanejo evoluiu. A criatividade nas botas e nas calças jeans é incrível. Fiquei surpreso com a quantidade de bordados e brilhos que a indústria sertaneja está usando e com o impacto que isso tem no mercado”, comenta Dirceu Martins. A moda, assim como a música e as festas, serve como expressão de identidade. Cada detalhe do vestuário transmite orgulho e pertencimento, reforçando a ligação entre o peão, o campo e a tradição.

Música raiz e a Orquestra de Viola de Piracicaba

No interior de São Paulo, a música caipira é outro ponto alto da cultura. A Orquestra de Viola de Piracicaba resgata, há 20 anos, o que há de mais genuíno na música raiz. A região é berço de importantes sucessos sertanejos, e os músicos preservam essa herança, mostrando como a música se conecta com a família e o dia a dia do interior.

“A música sertaneja é uma linguagem do coração. Ela fala de amor, de trabalho, de dor e alegria, mas sempre com um pé na roça e outro na história das famílias”, comenta um dos músicos da orquestra. No programa, eles mostram a importância de manter viva a essência da viola, instrumento símbolo do universo caipira.

Peão moderno x peão raiz

A reportagem também evidencia a diferença entre o peão moderno e o peão raiz. Enquanto o primeiro busca modernidade e tecnologias para otimizar o trabalho, o segundo mantém hábitos tradicionais, valorizando o contato direto com os animais e a rotina rural. No entanto, ambos compartilham a mesma paixão pelo rodeio, o cuidado com os animais e o orgulho de representar a cultura caipira.

Paulo Gonçalves, repórter que também mergulhou nesse universo, relata: “Eu sou do interior, de Marília, e me considero um repórter caipira também. Foi uma experiência enriquecedora visitar propriedades rurais e sentir a receptividade das pessoas, um povo que gosta de uma boa prosa”. Ele enfatiza como o contato humano e o respeito pelas tradições são fundamentais para compreender a essência da vida no interior.

Economia, turismo e identidade cultural

As festas de peão e o universo sertanejo vão além da tradição e da diversão. Elas têm impacto direto na economia local e no turismo, gerando empregos e atraindo visitantes de todo o país. Hotéis, restaurantes, lojas de artigos sertanejos e produtores rurais se beneficiam do movimento desses eventos, que também promovem intercâmbio cultural e preservação de costumes regionais.

Além disso, essas festas reforçam a identidade cultural brasileira. Cada montaria, cada apresentação musical e cada peça de roupa contam uma parte da trajetória do povo sertanejo, mantendo viva a memória coletiva e fortalecendo os laços entre gerações.

Histórias de vida e amor pelo campo

O programa dedica parte da reportagem a histórias de vida que refletem o amor pelo campo. Dona Lúcia mantém técnicas tradicionais de produção de queijos, transmitindo seu conhecimento à família e à comunidade. Seu Zelão, além de cuidar do gado, compartilha memórias que atravessam décadas, mostrando que a vida no campo é marcada por disciplina, paciência e respeito pela natureza.

O cotidiano rural vai além do trabalho: é também lazer, cultura e convivência. Reuniões familiares, almoços aos domingos, celebrações e música compõem um mosaico que torna a vida no interior única. “A roça ensina o valor do tempo e da dedicação. Cada dia é uma lição de paciência, amor e respeito”, reflete Zelão.

O programa também aborda a educação no campo. Escolas rurais e projetos comunitários buscam conciliar o ensino formal com a valorização da cultura local, garantindo que crianças cresçam conectadas às suas raízes. Atividades como ordenha, cuidado com animais e cultivo de hortas complementam o aprendizado acadêmico, fortalecendo a identidade caipira e incentivando práticas sustentáveis.

O futuro da cultura sertaneja

Mesmo com modernização e urbanização, a cultura sertaneja segue viva, adaptando-se às novas gerações sem perder a essência. Festas de peão, música, moda e vida rural se reinventam, mantendo jovens e adultos conectados às tradições.

O Globo Repórter mostra que a cultura caipira é mais do que um estilo de vida: é um patrimônio vivo, que envolve história, arte, economia e emoção. Ao mergulhar nesse universo, o programa não apenas informa, mas emociona, transmitindo o orgulho de um povo que preserva suas raízes e as compartilha com o Brasil e o mundo.

Interestelar | Warner Bros. anuncia sessões especiais do filme épico de Christopher Nolan

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A partir do dia 28 de agosto, os fãs de ficção científica e cinema de qualidade terão uma oportunidade rara: ver novamente Interestelar, de Christopher Nolan, na tela grande. A Warner Bros. Pictures Brasil anunciou sessões especiais que se estendem até 3 de setembro, e a pré-venda já está aberta desde esta quarta-feira, 14 de agosto.

Mais de uma década após sua estreia original, o longa volta aos cinemas em um momento que promete ser nostálgico para quem já viveu a experiência e eletrizante para quem nunca teve a chance de assistir ao épico espacial em projeção cinematográfica. Com efeitos visuais premiados, uma trilha sonora inesquecível de Hans Zimmer e uma história que une ciência, emoção e dilemas humanos, o filme se tornou uma das produções mais marcantes da última década.

Lançado originalmente em 2014, o longa-metragem rapidamente conquistou tanto o público quanto a crítica. A produção é uma fusão rara entre entretenimento de massa e rigor científico — resultado da colaboração entre os irmãos Christopher e Jonathan Nolan e o físico teórico Kip Thorne, que atuou como consultor científico e produtor executivo.

A narrativa parte de um cenário sombrio: a Terra está em colapso, com pragas dizimando as colheitas e ameaçando a sobrevivência da humanidade. É nesse contexto que conhecemos Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto da NASA que é convocado para uma missão quase impossível: encontrar um novo planeta habitável para salvar a espécie humana.

Ao lado de Amelia Brand (Anne Hathaway) e outros membros da tripulação, Cooper atravessa um buraco de minhoca próximo a Saturno, em busca de respostas e esperança. O filme não apenas nos leva a planetas distantes, mas também coloca em primeiro plano temas como o amor, a passagem do tempo e o sacrifício — todos explorados com a assinatura emocional e visual de Nolan.

Por que o retorno aos cinemas importa

Ver Interestelar em uma tela grande é, para muitos, a única forma de compreender plenamente a ambição técnica e estética da obra. Filmado em 35 mm anamórfico e IMAX 70 mm por Hoyte van Hoytema, o longa foi pensado para o formato cinematográfico, com imagens e sons que ganham outra dimensão quando experienciados em salas equipadas para tal.

Além disso, a reexibição oferece ao público mais jovem — que talvez tenha conhecido o filme apenas via streaming ou mídias domésticas — a chance de vivenciar a imersão completa. A trilha sonora de Hans Zimmer, com seu uso icônico do órgão de tubos, e o design sonoro que valoriza o silêncio tanto quanto o estrondo, tornam-se experiências quase tácteis em projeções de alta qualidade.

Para os fãs veteranos, a volta aos cinemas é uma oportunidade de revisitar os detalhes que tornam o filme inesgotável em camadas de interpretação: desde a precisão das representações de buracos negros até a complexidade emocional do reencontro entre pai e filha.

O impacto cultural e científico

Mais do que um filme, a produção se tornou um fenômeno cultural. O longa reacendeu o interesse do grande público por temas científicos como física quântica, relatividade do tempo e exploração espacial. O buraco negro Gargântua, por exemplo, foi modelado com base em cálculos reais de Kip Thorne, e a renderização visual criada pela equipe de efeitos especiais da Double Negative acabou gerando material que foi posteriormente usado em estudos acadêmicos.

A fusão entre arte e ciência no filme fez com que Interestelar fosse discutido não apenas em fóruns de cinema, mas também em salas de aula, conferências científicas e debates sobre o futuro da humanidade. Em tempos de mudanças climáticas e preocupações com a sustentabilidade, a trama ganha contornos ainda mais urgentes e reflexivos.

Do set às estrelas: bastidores de uma superprodução

As filmagens de Interestelar começaram no fim de 2013 e passaram por Alberta (Canadá), Islândia e Los Angeles, criando a diversidade de paisagens necessárias para representar diferentes planetas e cenários. Christopher Nolan optou por usar muitos efeitos práticos e miniaturas, reduzindo ao mínimo o uso de computação gráfica — uma escolha que dá à obra um senso palpável de realismo.

O elenco, liderado por McConaughey, Hathaway e Jessica Chastain, inclui nomes como Michael Caine, Mackenzie Foy, Bill Irwin (voz de TARS) e Matt Damon, cuja participação foi mantida em segredo até a estreia. A performance de McConaughey, em especial, foi amplamente elogiada por sua carga emocional, especialmente na cena das mensagens de vídeo, que se tornou um dos momentos mais lembrados do cinema recente.

Prêmios e reconhecimento

Na cerimônia do Oscar de 2015, Interestelar recebeu cinco indicações: Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Edição de Som, Melhor Mixagem de Som, Melhor Direção de Arte e Melhores Efeitos Visuais — categoria na qual saiu vencedor.

Além da estatueta, o longa também quebrou recordes de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 758 milhões mundialmente contra um orçamento de US$ 165 milhões. Foi o filme não-franquia de maior bilheteria de Nolan até então e estabeleceu recordes de exibição em IMAX. Mesmo com tamanho sucesso comercial, a obra ganhou nova vida no boca a boca e no streaming, consolidando-se como um clássico moderno.

Mais que ficção científica, um drama humano

A força do filme está no equilíbrio entre sua grandiosidade científica e a intimidade das histórias pessoais. Enquanto Cooper enfrenta perigos cósmicos, o coração da trama pulsa na relação com sua filha Murphy, interpretada na infância por Mackenzie Foy e na fase adulta por Jessica Chastain.

A relatividade do tempo é usada não apenas como conceito físico, mas como ferramenta dramática: enquanto minutos se passam para Cooper, décadas se acumulam para Murph na Terra. Essa assimetria cria momentos de tensão e melancolia que transcendem o gênero, aproximando o filme de um drama familiar ambientado no espaço.

O papel de Hans Zimmer

A trilha sonora de Hans Zimmer é outro elemento indispensável para entender o poder de Interestelar. Nolan pediu ao compositor que criasse uma música sem saber detalhes da trama, focando apenas no vínculo entre pai e filho. O resultado é uma partitura que mistura grandiosidade orquestral com intimismo, criando atmosferas que acompanham cada virada da narrativa.

O uso de órgãos, cordas e silêncios estratégicos faz com que a música funcione quase como um personagem próprio, guiando o espectador pelas emoções e tensões da história. O impacto foi tão grande que a trilha é constantemente citada entre as melhores da carreira de Zimmer.

Por que vale rever (ou ver pela primeira vez) no cinema

A experiência de assistir a Interestelar em casa pode ser confortável, mas perde boa parte do impacto sensorial que Nolan e sua equipe conceberam. O filme foi projetado para telas gigantes, com som imersivo e qualidade de imagem que revela detalhes sutis — desde a textura das naves até o brilho preciso das estrelas no espaço profundo.

Rever no cinema também é uma chance de captar diálogos e nuances que talvez tenham passado despercebidos na primeira vez. Além disso, a história se renova a cada revisão: temas como sacrifício, esperança e sobrevivência ganham novas camadas conforme o espectador acumula experiências de vida.

HBO revela trailer de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, nova minissérie brasileira

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Foto: Reprodução/ Internet

A HBO Max acaba de liberar o trailer oficial de Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente, minissérie brasileira que estreia em 31 de agosto de 2025. A produção promete envolver o público em uma narrativa carregada de emoção, tensão e reflexão sobre uma época marcada pelo medo e pela incompreensão diante de uma doença que transformou vidas: a AIDS. Com uma estética cuidadosamente elaborada e elenco de peso, a série busca retratar a solidariedade e a coragem humana em tempos extremos, convidando o espectador a mergulhar em uma história inspirada em acontecimentos reais.

O trailer, divulgado recentemente, revela uma produção que aposta na força das imagens e na intensidade das relações humanas. É possível sentir a tensão desde os primeiros segundos: cenas de aviões decolando, salas de hospital abarrotadas e olhares carregados de preocupação e decisão. A minissérie foca em um grupo de comissários de bordo no Rio de Janeiro que, diante do avanço da AIDS e da escassez de tratamentos disponíveis no país, se vê em uma encruzilhada moral e emocional.

Em um período em que o preconceito se espalhava com a mesma rapidez da doença, os personagens enfrentam dilemas complexos, entre obedecer às regras e salvar vidas. A narrativa evidencia não apenas a urgência de acesso aos medicamentos, mas também os desafios sociais e éticos impostos por uma sociedade despreparada para lidar com a epidemia. As escolhas dos protagonistas, muitas vezes arriscadas e clandestinas, transformam-se em atos de heroísmo silencioso, oferecendo uma luz de esperança para aqueles que, até então, estavam à margem do cuidado médico.

Contexto histórico: a AIDS no Brasil

Nos anos 1980 e 1990, o Brasil, assim como grande parte do mundo, enfrentava uma epidemia desconhecida e estigmatizada. Pouco se sabia sobre o vírus HIV e o impacto devastador da AIDS gerava medo, desinformação e preconceito. Pacientes eram frequentemente marginalizados, e o acesso a medicamentos eficazes era limitado ou inexistente.

É neste cenário que a trama original da HBO insere sua narrativa. Inspirada por fatos reais, a minissérie explora a trajetória de comissários de bordo que, ao testemunharem o sofrimento de pessoas infectadas, decidem contrabandear o AZT, o primeiro antirretroviral aprovado no exterior, mas ainda não disponível legalmente no Brasil. Este gesto arriscado não apenas simboliza a luta pela vida, mas também expõe os dilemas éticos que surgem quando a lei e a moral entram em conflito.

O roteiro, assinado por Patricia Corso, Leonardo Moreira e Bruna Linzmeyer, traz autenticidade e profundidade às relações, mostrando que, mesmo diante do caos, a solidariedade e a coragem podem florescer. O contraste entre a indiferença institucional e a ação individual reforça a dimensão humana da história, tornando a série um relato histórico e emocionalmente envolvente.

Personagens e protagonistas

O elenco da minissérie é um dos grandes destaques da produção. Entre os nomes confirmados estão Johnny Massaro, conhecido por trabalhos em filmes como Se Nada Mais Der Certo (2008) e a série Sessão de Terapia (2012); Bruna Linzmeyer, que ganhou destaque em Ligações Perigosas (2016) e Doutor Gama (2021); Ícaro Silva, lembrado por O Negócio (2013–2018) e Malhação: Viva a Diferença (2017); Eli Ferreira, que participou de Verdades Secretas 2 (2021); e Kika Sena, com passagens por Sob Pressão (2017–2020). Também integram o elenco Andréia Horta (A Vida Invisível, 2019), Duda Matte (3%, 2016–2020), Lucas Drummond (Dom, 2021) e Igor Fernandez (Nos Tempos do Imperador, 2021). Cada ator assume um papel que não apenas representa a luta contra a doença, mas também explora conflitos internos, relacionamentos complexos e a tensão entre o dever e a empatia.

O personagem central, um chefe de cabine gay e portador do vírus HIV, é interpretado por Johnny Massaro. Sua trajetória, marcada pela descoberta da doença e pelo enfrentamento do preconceito, serve como fio condutor da narrativa. A coragem de planejar o contrabando do AZT e a responsabilidade de proteger vidas transformam-no em um símbolo de resistência e humanidade.

Ao seu lado, Bruna Linzmeyer e Ícaro Silva interpretam colegas que, apesar do medo, se unem ao esforço para levar esperança a quem mais precisa. Cada decisão tomada pelos personagens reflete não apenas o drama individual, mas também o peso coletivo de uma sociedade em crise. A série, portanto, não se limita a retratar a epidemia como um fato histórico; ela humaniza a experiência, mostrando o impacto emocional, social e moral sobre quem vivenciou a época.

Direção e estética da série

A direção de Marcelo Gomes e Carol Minêm garante à minissérie um estilo visual e narrativo que equilibra realismo e sensibilidade. As cenas aéreas, os ambientes hospitalares e os interiores de aviões são captados de forma a criar tensão e imersão, enquanto a fotografia ressalta o clima de urgência e vulnerabilidade.

A escolha estética reforça o drama humano: cores mais sóbrias, luzes difusas e enquadramentos intimistas aproximam o espectador da experiência dos personagens. Cada detalhe, desde o figurino até a ambientação, busca reconstruir fielmente o contexto histórico, sem deixar de lado a força emocional que atravessa toda a trama.

O AZT e a luta pela vida

Um dos elementos centrais da série é o AZT, medicamento antirretroviral que se tornou símbolo de esperança para pacientes com AIDS nos anos 1980. Na narrativa, o contrabando do AZT pelos comissários de bordo representa não apenas um ato de desobediência legal, mas também um gesto de coragem e empatia em meio ao desamparo social.

A série consegue explorar essa dimensão histórica de maneira sensível: ao mesmo tempo em que mostra o impacto da medicação na vida dos pacientes, evidencia o risco que os personagens correm para garantir que a vida de outros seja preservada. É uma história sobre como a solidariedade pode desafiar barreiras legais e sociais, inspirando reflexões sobre ética, responsabilidade e humanidade.

Temas centrais: solidariedade, coragem e preconceito

Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente aborda uma série de questões complexas, como o preconceito contra pessoas vivendo com HIV, o estigma social da doença, e a necessidade de coragem individual para enfrentar sistemas burocráticos e injustos. Ao mesmo tempo, a série celebra a solidariedade e a união, mostrando que, mesmo em tempos sombrios, é possível construir redes de apoio e esperança.

O roteiro também não hesita em mostrar o lado emocional dos personagens: o medo da doença, a ansiedade diante de decisões arriscadas, a dor pela perda de amigos e pacientes, e a alegria e alívio quando conseguem salvar vidas. Essa combinação de tensão dramática e momentos de humanização cria um envolvimento profundo com o público, tornando a série não apenas um relato histórico, mas uma experiência emocional intensa.

Uma produção brasileira de relevância internacional

Produzida pela Morena Filmes em parceria com a HBO Max, a minissérie reafirma a capacidade do Brasil de criar conteúdos originais, relevantes e de qualidade internacional. A colaboração entre direção, roteiro e elenco resulta em uma narrativa coesa, envolvente e impactante, capaz de dialogar tanto com o público brasileiro quanto com espectadores globais interessados em histórias humanas e socialmente relevantes.

Além disso, a série reforça a importância de contar histórias sobre episódios históricos que, embora dolorosos, moldaram a consciência social e a luta por direitos no país. Ao trazer à tona a experiência de comissários de bordo que arriscaram tudo para salvar vidas, a produção celebra heróis anônimos e coloca em evidência a importância da memória e do registro cultural.

Relevância cultural e social

A minissérie também chega em um momento de renovado interesse pela história da AIDS e pelo impacto social da doença. Ao abordar o período em que o preconceito e a desinformação eram tão devastadores quanto o próprio vírus, a produção abre espaço para discussões sobre inclusão, direitos humanos, saúde pública e empatia.

Mais do que uma narrativa de época, Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente funciona como um lembrete do quanto a sociedade evoluiu e do quanto ainda é necessário avançar na luta contra estigmas e desigualdades. É uma oportunidade para refletir sobre a importância de agir com coragem, solidariedade e humanidade, mesmo diante de circunstâncias extremamente desafiadoras.

Universal+ estreia quarta e última temporada de Evil, série de terror aclamada

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Foto: Elizabeth Fisher/Paramount+

Para quem acompanha Evil desde sua estreia em 2019, o próximo dia 18 de agosto promete ser um marco: o Universal+ lança a quarta e última temporada da série que se consolidou como um dos maiores fenômenos do terror psicológico contemporâneo. Criada pelo casal de roteiristas Robert e Michelle King — responsáveis por sucessos como The Good Wife e The Good Fight —, a produção sempre se destacou por sua habilidade em equilibrar suspense sobrenatural com drama humano intenso.

No centro da história está a Dra. Kristen Bouchard, interpretada magistralmente por Katja Herbers (Westworld). Psicóloga forense cética, Kristen é uma mente racional em um mundo repleto de acontecimentos que desafiam a lógica. Ao seu lado está David Acosta (Mike Colter, de Luke Cage), um ex-jornalista em preparação para se tornar padre, cuja fé inabalável contrasta diretamente com o ceticismo da colega. Juntos, eles investigam eventos que parecem ultrapassar a barreira da realidade: possessões, milagres e fenômenos que não podem ser explicados por ciência ou religião isoladamente.

A equipe ainda conta com Ben Shakir (Aasif Mandvi, de Homem-Aranha 2), especialista em tecnologia e ateu convicto, cuja lógica é constantemente testada pelos acontecimentos cada vez mais estranhos que surgem à frente do trio. Essa mistura de crenças e personalidades cria uma dinâmica fascinante, que se desenrola ao longo das temporadas com tensão, humor sutil e reviravoltas inesperadas.

E não se pode falar de EVIL sem mencionar seu antagonista mais perturbador, Dr. Leland Townsend (Michael Emerson, Lost). Townsend não é apenas um vilão tradicional; ele representa o mal que se infiltra na mente e na vida daqueles que ousam confrontá-lo. Obcecado por Kristen, ele é um catalisador de tensão emocional, psicológico e sobrenatural, tornando cada confronto uma batalha não apenas física, mas moral e ética.

Uma produção cuidadosa e intimista

Robert e Michelle King não apenas roteirizam, mas também dirigem grande parte da série, garantindo que cada episódio seja cuidadosamente construído para gerar impacto e engajamento. Para a quarta temporada, eles contaram com colaborações de diretores renomados, como Peter Sollett (Nick & Norah: Uma Noite de Amor e Música) e John Dahl (Dexter e House of Cards), adicionando nuances visuais e narrativas que intensificam o suspense e a imersão do público.

Cada cenário, cada enquadramento, cada silêncio é cuidadosamente pensado para que o espectador sinta-se parte daquele mundo. As cenas de terror psicológico não dependem apenas de efeitos ou sustos repentinos: elas exploram o medo humano, o desconforto do desconhecido e as decisões que testam a moral de cada personagem.

A narrativa que vai além do sobrenatural

O grande diferencial da produção é que ela não se limita a investigar o sobrenatural. A série explora os medos e segredos mais íntimos de seus personagens, mostrando como traumas, dilemas éticos e relações familiares moldam suas escolhas. A família Bouchard, por exemplo, está sempre presente como um contraponto à investigação sobrenatural: Lynn (Brooklyn Shuck), Lila (Skylar Gray) e Lexis (Maddy Crocco) revelam os impactos do medo e do segredo na vida cotidiana, tornando a história mais próxima do público.

Enquanto isso, personagens recorrentes, como o Monsenhor Matthew Korecki (Boris McGiver) e a detetive Mira Byrd (Kristen Connolly), adicionam complexidade ao enredo, mostrando como fé, lei e ciência se entrelaçam em uma realidade que não é preto no branco, mas cheia de tons de cinza moral.

Foto: Elizabeth Fisher/Paramount+

Uma trajetória de sucesso e reconhecimento

Desde sua estreia no canal CBS, em 26 de setembro de 2019, EVIL se consolidou como um sucesso crítico e popular. A mudança para a Paramount+ em 2021, que produziu a segunda temporada, deu à série maior liberdade para explorar histórias mais ousadas e complexas, e o público respondeu com entusiasmo. No Brasil, EVIL – Contatos Sobrenaturais está disponível no Globoplay desde novembro de 2019, conquistando fãs que se dedicam a teorizar sobre cada episódio e a discutir os dilemas apresentados pela série.

A recepção crítica é igualmente positiva. No Rotten Tomatoes, a série mantém impressionantes 92% de aprovação, com críticos elogiando seu roteiro inteligente e a capacidade de equilibrar terror com questões humanas profundas. Já o Metacritic atribuiu 76 de 100, destacando críticas “geralmente favoráveis”, um reconhecimento raro para séries do gênero que equilibram suspense com drama psicológico.

O que esperar da quarta temporada

A nova temporada promete respostas para perguntas deixadas ao longo das três primeiras, além de intensificar o suspense e explorar ainda mais os limites entre ciência, fé e sobrenatural. Os fãs podem esperar confrontos finais com o Dr. Leland Townsend, dilemas éticos intensos e momentos que desafiarão a percepção da realidade de cada personagem — e do próprio espectador.

Além disso, novos episódios introduzem ainda mais camadas dramáticas e personagens cativantes. Kurt Fuller, Danny Burstein e Andrea Martin se juntam ao elenco, adicionando tensão, humor e humanidade às histórias já complexas, enquanto a série continua a desafiar o público a questionar a natureza do mal e o poder das escolhas individuais.

Por que Evil é mais do que uma série de terror

O sucesso da série vai além de sustos e efeitos visuais: ele reside na forma como a série aborda dilemas universais. O mal não é sempre externo; muitas vezes está presente nas decisões humanas, nos segredos guardados e nas falhas de comunicação entre fé, ciência e moralidade. Cada episódio é uma oportunidade de reflexão, convidando o público a se perguntar o que faria em situações de medo, dúvida ou perigo.

O ceticismo de Kristen, a fé de David e a lógica de Ben são representações de debates que existem na vida real. A série consegue, assim, transformar cada episódio em uma experiência emocional e intelectual, um dos motivos pelos quais conquistou tanta notoriedade.

Saiba quando Thunderbolts* chega na plataforma de streaming Disney+

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Foto: Reprodução/ Internet

Após sua estreia nos cinemas em maio de 2025, Thunderbolts, o mais novo filme do Universo Cinematográfico Marvel (MCU), finalmente chega ao streaming. A partir do dia 27 de agosto, os assinantes do Disney+ poderão acompanhar a saga desse grupo de anti-heróis, que desafia convenções e coloca à prova conceitos clássicos de heroísmo. Para muitos fãs, esta é a oportunidade de reviver a emoção das telonas ou conhecer um dos projetos mais ousados da Fase Cinco da Marvel.

Dirigido por Jake Schreier, com roteiro de Eric Pearson e Joanna Calo, o filme traz um elenco robusto e talentoso, incluindo Florence Pugh, Sebastian Stan, Wyatt Russell, Olga Kurylenko, Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, Chris Bauer, Wendell Pierce, David Harbour, Hannah John-Kamen e Julia Louis-Dreyfus. Diferente de outros filmes do MCU, a trama gira em torno de personagens que não são heróis convencionais; cada um deles carrega um passado conturbado e dilemas morais que tornam a narrativa mais intensa e imprevisível.

A Marvel começou a construir a ideia de uma equipe de anti-heróis em 2021, com sutis referências em filmes e séries. A proposta era apresentar um grupo capaz de desafiar os padrões estabelecidos pelos Vingadores, reunindo indivíduos com habilidades excepcionais, mas com motivações duvidosas. Em junho de 2022, o desenvolvimento de o longa foi oficialmente anunciado, com Schreier e Pearson à frente do projeto.

O elenco principal foi revelado em setembro de 2022, e novos nomes foram adicionados ao longo de 2023. Entre os roteiristas que ajudaram a aprimorar o projeto, Lee Sung Jin se juntou para reescrever o roteiro em março de 2023, trazendo contribuições importantes para o desenvolvimento emocional dos personagens. A produção enfrentou desafios significativos devido às disputas trabalhistas de Hollywood, o que acarretou mudanças no elenco e ajustes no cronograma. Joanna Calo entrou posteriormente para realizar reescritas adicionais.

As filmagens aconteceram entre fevereiro e junho de 2024, principalmente no Trilith Studios e Atlanta Metro Studios, em Atlanta, Geórgia, com locações adicionais em Utah e Kuala Lumpur. A diversidade de cenários e a qualidade técnica das filmagens ajudaram a criar um universo visualmente impressionante, capaz de equilibrar momentos de ação intensa e drama psicológico profundo.

Anti-heróis em ação

O filme começa na Malásia, onde Yelena Belova destrói um laboratório para proteger a diretora da CIA, Valentina Allegra de Fontaine, e esconder seu envolvimento no projeto super-humano “Sentinela”, desenvolvido pelo Grupo O.X.E.. Quando Valentina enfrenta um possível processo de impeachment, ela envia mercenários como Yelena, John Walker, Ava Starr e Antonia Dreykov para uma instalação secreta do O.X.E., instruindo-os a se enfrentarem até a morte.

Durante o confronto, Ava elimina Antonia, e um homem amnésico chamado Bob é libertado de uma cápsula de animação suspensa. Ao perceberem que foram manipulados para morrer, os mercenários conseguem escapar, mas não sem enfrentar confrontos internos e reviver memórias dolorosas. Ao interagir com Bob, Yelena e Walker revivem traumas do passado, mostrando que o filme não se limita a sequências de ação, mas explora profundamente a psicologia de cada personagem.

Valentina descobre a sobrevivência do grupo e do próprio Bob, que cria uma distração heroica para permitir a fuga dos demais. Bob é capturado e levado para a antiga Torre dos Vingadores em Nova York, agora transformada na “Torre de Vigilância”. Paralelamente, Alexei Shostakov resgata Yelena, Walker e Ava, nomeando-os de “Thunderbolts”, em homenagem a um antigo time de futebol da infância de Yelena.

Confronto com o Sentinela e surgimento do Vácuo

Os Thunderbolts logo se tornam alvos dos agentes de Valentina e acabam presos pelo Congressista Bucky Barnes, que deseja que testemunhem no processo de impeachment. Quando descobrem que Bob foi alvo de experimentos secretos, o grupo une forças com Barnes para enfrentar Valentina.

Bob foi transformado em um super-humano chamado Sentinela, que derrota facilmente os Thunderbolts. Ao desenvolver uma ilusão de superioridade divina, ele se volta contra Valentina, mas é contido por sua assistente Mel. Esse evento desencadeia o surgimento do alter ego destrutivo de Bob, o Vácuo, capaz de aprisionar os cidadãos de Nova York em dimensões baseadas em suas memórias traumáticas.

Para deter a ameaça, Yelena entra na dimensão das sombras e confronta seu próprio passado como Viúva Negra, enquanto ajuda Bob a retomar o controle de sua mente. Com o apoio da equipe, Bob consegue superar o Vácuo, libertando a cidade da escuridão sobrenatural.

De Thunderbolts a Novos Vingadores

Após a vitória, a equipe se prepara para prender Valentina. No entanto, a vilã manipula a mídia e realiza uma conferência de imprensa, apresentando os Thunderbolts como os Novos Vingadores. Embora relutantes, eles aceitam o novo título, percebendo que a imagem pública é tão importante quanto os atos heroicos.

A cena pós-créditos mostra que, quatorze meses depois, os Novos Vingadores e Bob enfrentam tensões com a equipe de Sam Wilson, enquanto uma nave espacial extradimensional com o símbolo “4” sugere futuras conexões com o Quarteto Fantástico.

Recepção e crítica

Apesar das críticas majoritariamente positivas, o filme teve arrecadação de 382,3 milhões de dólares, abaixo das expectativas. Analistas apontam que a complexidade da trama e o número elevado de personagens pode ter dificultado a identificação imediata do público. No entanto, a narrativa foi elogiada por explorar temas como trauma, redenção e moralidade ambígua, raramente abordados em filmes de super-heróis.

O elenco foi destacado como um dos pontos mais fortes, especialmente a química entre Florence Pugh, Sebastian Stan e Wyatt Russell. O desenvolvimento emocional dos personagens e os dilemas morais criaram momentos de tensão e empatia, tornando a experiência mais rica e envolvente.

Produção e desafios

O projeto enfrentou desafios logísticos e criativos, como mudanças no elenco e ajustes de roteiro devido a disputas trabalhistas. Schreier, com experiência em séries intimistas como Beef, trouxe uma abordagem que equilibra sequências de ação com momentos de introspecção e vulnerabilidade. As locações internacionais e os efeitos visuais de ponta contribuíram para criar cenas espetaculares, do combate físico ao confronto psicológico com Bob e o Vácuo.

O asterisco no título e a mudança de nome

O asterisco no título gerou curiosidade e debates entre os fãs. Ao final do filme, a equipe assume o nome Novos Vingadores, conectando o grupo ao legado dos Vingadores e reforçando a ideia de redenção. A mudança também sinaliza a importância da percepção pública na construção de heróis modernos.

Wandinha está de volta! Netflix libera trailer da parte 2 da 2ª temporada, repleta de mistérios e perigos

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Foto: Helen Sloan/Netflix

A contagem regressiva começou para os fãs de Wandinha. Na manhã desta quinta (14), a Netflix divulgou o trailer e as primeiras fotos inéditas da Parte 2 da segunda temporada da série que conquistou o público ao redor do mundo. Com estreia marcada para 3 de setembro de 2025, os quatro episódios finais prometem mergulhar os espectadores em um universo ainda mais sombrio, excêntrico e cheio de mistérios, reafirmando a fórmula única que tornou a produção um fenômeno de audiência e crítica. Abaixo, confira o vídeo:

A série retorna aos corredores góticos da Escola Nunca Mais, onde Wandinha Addams, interpretada por Jenna Ortega, enfrentará novos desafios, inimigos inesperados e antigos adversários. A narrativa da segunda temporada continua a explorar a mistura de comédia dramática, suspense e terror que caracteriza a história da família mais icônica do imaginário pop, trazendo à tona a capacidade de Wandinha de equilibrar humor negro, inteligência afiada e uma dose de charme inexpressivo.

Foto: Helen Sloan/Netflix

Desde sua estreia em 16 de novembro de 2022, em evento especial em Los Angeles, e lançamento mundial em 23 de novembro na Netflix, a série tornou-se rapidamente uma das séries mais assistidas da plataforma. A performance de Jenna Ortega foi amplamente elogiada, consolidando a jovem atriz como uma das principais revelações do entretenimento internacional.

Com críticas predominantemente positivas, a série ultrapassou rapidamente recordes: duas semanas após a estreia, já era a terceira série em inglês mais assistida no mundo pela Netflix. Após mudanças na métrica de audiência da plataforma, Wandinha conquistou o título de série de língua inglesa mais vista na história do serviço, superando até mesmo a quarta temporada de Stranger Things.

O reconhecimento da crítica e do público se refletiu em premiações. A série recebeu duas indicações ao Globo de Ouro — incluindo Melhor Série de Televisão – Musical ou Comédia e Melhor Atriz para Jenna Ortega — e conquistou quatro prêmios Primetime Emmy. Esse sucesso impulsionou a renovação para a segunda temporada, que estreou no Brasil em 6 de agosto de 2025, dividida em duas partes, com a segunda parte confirmada para 3 de setembro. Recentemente, em julho de 2025, a plataforma de streaming anunciou a renovação da série para uma terceira temporada, garantindo que o universo sombrio e peculiar de Wandinha continue a encantar os fãs.

Foto: Helen Sloan/Netflix

Um olhar sobre a segunda temporada

A segunda temporada da trama retoma a história de uma adolescente fora do comum, cuja inteligência e habilidades psíquicas a colocam em constante confronto com o mundo à sua volta. Depois de ser expulsa de um colégio tradicional — episódio que envolveu piranhas vivas na piscina como vingança contra valentões que maltratavam seu irmão, Feioso — Wandinha é matriculada na Escola Nunca Mais, um internato reservado para descendentes de monstros.

Ali, Wandinha precisa lidar com uma realidade repleta de poderes sobrenaturais, rivalidades estudantis e mistérios inquietantes. O clima gótico e exótico da escola, com corredores labirínticos e arquitetura sombria, reforça o charme visual da produção, enquanto a protagonista encara antigos inimigos e novas ameaças. Na Parte 2 da segunda temporada, os episódios prometem intensificar os conflitos: amizades serão testadas, inimigos surgirão em momentos inesperados e mistérios sobrenaturais levarão Wandinha a situações ainda mais complexas.

Os criadores e showrunners Alfred Gough e Miles Millar, junto com o produtor executivo e diretor Tim Burton, retornam para conduzir os quatro episódios finais, garantindo que a assinatura visual e narrativa da série permaneça consistente. O envolvimento de Burton é particularmente significativo, dado seu histórico com a Família Addams: ele foi originalmente associado à adaptação cinematográfica de 1991, que acabou rejeitando, e a um projeto de animação em stop motion que foi cancelado.

Personagens: rostos conhecidos e novos aliados

A força da série está também na riqueza de seu elenco, que combina jovens talentos e veteranos do cinema e da televisão. No centro, Jenna Ortega retorna como Wandinha Addams, trazendo à personagem sua mistura característica de sarcasmo, frieza e curiosidade investigativa. Ortega também interpreta Goody Addams, ancestral que surge em visões, adicionando camadas ao mistério da trama.

Entre os personagens principais, destacam-se: Gwendoline Christie como Larissa Weems, diretora da Escola Nunca Mais e confidente de Morticia Addams, cujas decisões muitas vezes desafiam Wandinha. Riki Lindhome como Dra. Valerie Kinbott, a terapeuta que busca compreender a mente complexa de Wandinha. Jamie McShane como Donovan Galpin, xerife da cidade de Jericho, que segue desconfiado das atividades da escola. Hunter Doohan como Tyler Galpin, filho do xerife e interesse romântico da protagonista, cuja amizade com Wandinha se aprofunda. Percy Hynes White como Xavier Thorpe, artista capaz de dar vida às próprias criações, que se envolve em conflitos com Wandinha. Emma Myers como Enid Sinclair, lobisomem alegre e colega de quarto de Wandinha, que representa um contraponto colorido à protagonista. Christina Ricci, em participação especial, como Marylin Thornhill, reforçando o vínculo nostálgico com a franquia clássica.

Participações de Catherine Zeta-Jones e Luis Guzmán, como Morticia e Gomez Addams, respectivamente, retornam para manter o charme familiar que define a série, enquanto novos personagens e antagonistas adicionam camadas de tensão e humor negro. Entre eles, Calum Ross como Rowan Laslow, um estudante telecinético e inimigo de Wandinha, promete complicar ainda mais o ambiente escolar.

O elenco jovem e diversificado permite explorar diferentes facetas de relacionamentos adolescentes sob uma perspectiva sobrenatural, mantendo o equilíbrio entre drama, suspense e comédia.

Trama e suspense: uma receita de sucesso

A narrativa da segunda temporada mantém os elementos que cativaram os espectadores na primeira: mistérios sobrenaturais, investigação de assassinatos e a constante tensão entre a vida escolar e o mundo exterior. Wandinha, com suas habilidades psíquicas herdadas de Morticia, se vê frente a desafios que exigem inteligência, coragem e sagacidade.

Na Parte 2, os episódios prometem aprofundar a exploração de antigas rivalidades, dilemas familiares e segredos do passado. O trailer e as imagens divulgadas pela Netflix revelam momentos de tensão, confrontos inesperados e cenários ainda mais sombrios, reforçando a atmosfera de suspense que se tornou marca registrada da série. A expectativa dos fãs é que a temporada conclua arcos narrativos importantes e abra portas para novos mistérios a serem explorados na terceira temporada.

Produção e direção: Tim Burton à frente da visão gótica

A presença de Tim Burton como diretor e produtor executivo dos primeiros episódios da temporada fortalece a identidade visual da série. Com um estilo único, Burton imprime à Escola Nunca Mais uma estética gótica e excêntrica, que remete às adaptações clássicas da Família Addams, mas com uma modernidade que dialoga com o público jovem contemporâneo.

As filmagens ocorreram na Romênia, entre setembro de 2021 e março de 2022, proporcionando cenários naturais e arquitetura histórica que reforçam o tom sombrio da produção. A escolha do país não apenas contribuiu para a ambientação visual, mas também permitiu que a equipe explorasse locações autênticas e atmosferas que remetem aos clássicos de terror e fantasia gótica.

A ascensão de Wandinha na cultura pop

Mais do que uma série de sucesso, a série tornou-se um fenômeno cultural. A personagem, originalmente criada por Charles Addams, ganhou nova vida na interpretação de Jenna Ortega, que combina inteligência, sarcasmo e uma presença que dialoga com diferentes gerações.

O impacto da série vai além da tela. Cosplays, fanarts, memes e debates sobre os mistérios de Wandinha proliferaram nas redes sociais, mostrando como a narrativa conseguiu conectar público jovem e nostálgico. Além disso, a série reforça discussões sobre diversidade, habilidades especiais e inclusão em ambientes escolares, mas sempre com uma abordagem lúdica e sombria que mantém o tom divertido e instigante.

As premiações e recordes de audiência confirmam que Wandinha não é apenas mais uma produção de streaming, mas um marco que estabelece padrões para séries de comédia dramática com elementos de suspense e terror.

Expectativa para a Parte 2

Com a estreia da Parte 2 marcada para 3 de setembro de 2025, o clima de antecipação entre os fãs é palpável. O trailer divulgado pela Netflix já sugere confrontos emocionantes, novas ameaças sobrenaturais e momentos de humor negro característicos da série.

Além de oferecer respostas a mistérios da Parte 1, a segunda metade da temporada promete apresentar reviravoltas que colocarão Wandinha frente a frente com desafios pessoais, familiares e sobrenaturais. A expectativa é que a série continue a expandir o universo da Escola Nunca Mais, consolidando personagens secundários e aprofundando relações complexas, ao mesmo tempo em que mantém o charme macabro e a ironia característica da protagonista.

Superação: O Milagre da Fé – A história real por trás do filme exibido na Sessão da Tarde hoje (14/08)

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Nesta quinta, 14 de agosto, a Sessão da Tarde traz ao público o emocionante drama cristão Superação: O Milagre da Fé, uma produção inspiradora que mistura fé, coragem e amor familiar. Dirigido por Roxann Dawson e distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures através da 20th Century Fox, o longa narra a história de John Smith, adolescente que sofreu um grave acidente em um lago congelado nos Estados Unidos, foi dado como morto pelos médicos, mas voltou à vida após uma oração fervorosa de sua mãe.

O acidente aconteceu na vida real em 19 de janeiro de 2015, em Lake St. Louis, uma pequena cidade no interior do Estado do Missouri. Durante um passeio em família, John caiu nas águas geladas do lago e permaneceu submerso por 15 minutos, mesmo com a rápida intervenção dos bombeiros locais. Ao ser levado ao hospital, ele foi dado como morto após 45 minutos sem pulso. No entanto, inconformada, Joyce Smith permaneceu ao lado do filho, chorando e orando com todas as suas forças até ouvir o inesperado: a pulsação de John retornou, salvando sua vida de maneira milagrosa. As informações são da Veja.

A história de John vai além do acidente. Ele foi adotado ainda criança por Joyce e seu marido, Brian Smith, na Guatemala. Após sobreviver ao episódio, o jovem passou a compartilhar sua experiência pelo país, participando de palestras motivacionais sobre fé, esperança e superação. Atualmente, John tem 23 anos, é casado com Abigail Elise e juntos são pais de um filho pequeno.

O filme também se destaca por retratar o contexto comunitário que tornou o milagre possível. Durante a produção, a diretora Roxann Dawson passou um tempo com a família Smith, visitando a casa onde moram, a igreja frequentada por eles, o hospital onde John foi atendido e os bombeiros que participaram do resgate. Em entrevista, Dawson revelou que sua inspiração veio justamente de observar a dedicação e a solidariedade de todos os envolvidos.

“Antes de escolher as locações para o filme, passei um fim de semana com eles. Almoçamos juntos, fiquei um tempo na casa em que eles moram, fomos à igreja que eles frequentam. Também visitei o hospital onde John foi atendido, assim como os bombeiros que responderam ao chamado inicial. Queria saber a história do ponto de vista de outras pessoas. Foi importante mergulhar na realidade daquela comunidade. Foi aí que surgiu minha inspiração”, contou.

Para Dawson, o verdadeiro impacto da história vai além do milagre em si. “O que me marcou foi o envolvimento de toda uma comunidade. Foram muitas pessoas trabalhando rapidamente no resgate dele. Os bombeiros que tiraram John da água não tinham esperança de que ele sobrevivesse. Os médicos ressaltaram como o caso desafiava qualquer histórico da medicina. E todos ainda ficam muito emocionados ao falar sobre o assunto. Foi essa comunidade que me fez perceber que a história não era só sobre um milagre, mas sim sobre as pessoas em torno do milagre”, afirmou a diretora.

Saiba mais sobre o filme

A história acompanha Joyce Smith (Chrissy Metz), uma mãe devota que enfrenta a pior noite de sua vida quando seu filho adotivo, John Smith (Marcel Ruiz), cai em um lago congelado no Missouri durante um passeio de inverno. Após o acidente, John é resgatado, mas permanece submerso e é considerado clinicamente morto por mais de uma hora. Os médicos lutam para salvá-lo, mas tudo indica que não há esperança. É nesse momento que Joyce se apega à fé, clamando a Deus com todas as suas forças para que seu filho sobreviva.

O que se segue é um verdadeiro milagre. A prece de Joyce, combinada com a determinação dos médicos e a coragem de socorristas como Tommy Shine (Mike Colter), resulta em uma recuperação extraordinária de John. O filme mostra não apenas a fragilidade da vida, mas também a força da fé e do amor materno, ressaltando como a esperança pode se tornar uma força transformadora mesmo nas situações mais desesperadoras.

O elenco do filme conta ainda com Josh Lucas como Brian Smith, marido de Joyce; Topher Grace como o pastor Jason Noble, que busca orientar e apoiar a juventude da comunidade; Sam Trammell como Dr. Kent Sutterer; e Dennis Haysbert como Dr. Garrett. Uma participação especial de Phil Wickham, artista cristão contemporâneo, complementa a trilha sonora inspiradora do filme. Curiosamente, o jogador de basquete Stephen Curry atuou como produtor executivo, ajudando a tornar a história acessível a um público ainda maior.

Lançado no Brasil em 11 de abril de 2019, o filme conquistou rapidamente o público, tornando-se o 14º maior filme cristão em bilheteria na América do Norte, com mais de 40,7 milhões de dólares arrecadados, e ultrapassando 50 milhões de dólares mundialmente, muito acima de seu orçamento de 14 milhões. Além disso, a canção original “I’m Standing with You”, interpretada por Chrissy Metz, foi indicada ao Oscar 2020 na categoria de melhor canção original, reforçando o impacto emocional da história.

A produção foi realizada em Manitoba, no Canadá, em cidades como Winnipeg, Selkirk e Portage la Prairie, em um período de 31 dias de filmagens. A atenção aos detalhes e a fidelidade aos eventos reais ajudaram a criar uma narrativa verossímil e emocionante, capaz de tocar o coração de qualquer espectador, independentemente de sua religião ou crença pessoal.

Para quem deseja assistir, o filme também está disponível no Disney+, permitindo que o público reviva essa história inspiradora e sinta a emoção da fé e da esperança em qualquer lugar. A plataforma oferece a oportunidade de acompanhar de perto a jornada de John e de sua família, mostrando que, mesmo diante do impossível, milagres podem acontecer.

Mais do que um filme de drama, o drama é uma lição sobre resiliência, amor e perseverança. Cada cena enfatiza como a força emocional de uma mãe, aliada ao cuidado de profissionais comprometidos e à fé, pode transformar uma situação desesperadora em um testemunho de esperança. A experiência cinematográfica vai além do entretenimento, convidando o espectador a refletir sobre a importância da fé e da determinação nos momentos mais críticos da vida.

Ao exibir o filme, a Sessão da Tarde oferece ao público brasileiro uma oportunidade única de se emocionar e se inspirar com uma narrativa verdadeira e profundamente humana. É impossível assistir sem se comover com o amor incondicional de Joyce, a coragem de John e a fé que permeia cada decisão tomada pelos personagens.

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