Homem-Aranha: Um Novo Dia | Fotos de set revelam encontro explosivo com o Justiceiro

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Poucas coisas mexem tanto com a internet geek quanto a combinação de duas figuras icônicas dividindo a mesma cena. E foi exatamente isso que aconteceu quando novas fotos do set de Homem-Aranha: Um Novo Dia começaram a circular online, mostrando o amigão da vizinhança, interpretado por Tom Holland, lado a lado com ninguém menos que Frank Castle, o Justiceiro, vivido por Jon Bernthal.

Não demorou para as imagens viralizarem, reacendendo a empolgação pelo quarto filme do Aranha no Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) e levantando uma série de teorias sobre como esse encontro vai mudar o rumo da história de Peter Parker.

E, pelo que já sabemos, não se trata apenas de um “crossover de luxo”. Há indícios claros de que o Justiceiro terá um papel narrativo central no longa — algo que pode aproximar o tom do filme a um território mais sombrio, sem perder a essência do herói mais popular da Marvel.

O que as fotos revelam — e o que elas escondem

As imagens, feitas durante as filmagens em Glasgow, na Escócia, mostram Peter Parker em seu traje mais recente, com um design que mistura o clássico uniforme vermelho e azul com detalhes tecnológicos herdados de sua experiência como Vingador. Ao lado dele, Frank Castle surge vestindo seu característico colete com a caveira branca estampada no peito — embora a versão vista no set seja mais tática, menos “quadrinhesca”, com detalhes de couro e kevlar.

Por que o Justiceiro é um divisor de águas para o MCU

A introdução de Frank Castle no universo do Aranha não é apenas um “presente para os fãs”, mas uma jogada estratégica da Marvel Studios e da Sony. O Justiceiro é um personagem que carrega uma bagagem emocional e moral pesada, conhecido por sua brutalidade e por levantar questões éticas profundas sobre justiça e vingança.

No contexto de Um Novo Dia, onde Peter Parker vive de forma anônima após os eventos de Sem Volta para Casa, esse encontro pode funcionar como um espelho distorcido: Frank é o que Peter poderia se tornar caso desistisse de seu idealismo e abraçasse métodos extremos para combater o crime.

Kevin Feige já adiantou que a “tonalidade” do Justiceiro neste filme será diferente de suas aparições anteriores, especialmente na série da Netflix (agora canonizada no MCU). Isso não significa suavizar o personagem, mas ajustá-lo ao tom PG-13 do universo cinematográfico, sem perder sua essência.

Destin Daniel Cretton e a direção de um encontro improvável

O comando da direção ficou nas mãos de Destin Daniel Cretton, conhecido por Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. A escolha não foi aleatória: Cretton tem experiência em equilibrar sequências de ação grandiosas com momentos de intimidade e vulnerabilidade dos personagens.

Fontes próximas à produção revelam que Cretton está tratando o encontro entre Peter e Frank como um ponto emocionalmente carregado do filme, não apenas como uma cena de ação para agradar o público.

A importância de “Um Novo Dia” para a nova fase do Aranha

Desde Sem Volta para Casa, Peter Parker vive um momento único em sua trajetória cinematográfica. O feitiço do Doutor Estranho fez o mundo inteiro esquecer sua identidade, deixando-o livre para recomeçar, mas também completamente sozinho.

Em Um Novo Dia, veremos um Peter mais maduro, menos dependente dos Vingadores e mais focado no combate ao crime urbano. Essa mudança abre espaço para histórias mais “pé no chão” e para a interação com vigilantes de Nova York como Demolidor (Charlie Cox) e, claro, o Justiceiro.

Ao mesmo tempo, o filme promete apresentar novos aliados e inimigos, como o Escorpião (Michael Mando) e até mesmo possíveis conexões com simbiontes — o que pode preparar o terreno para futuras aparições de Venom.

O que podemos esperar do roteiro

Chris McKenna e Erik Sommers, responsáveis pelos roteiros da trilogia anterior, retornam com a missão de equilibrar ação, emoção e desenvolvimento de personagens. Eles já mostraram habilidade para criar histórias que funcionam tanto para fãs de longa data quanto para um público mais casual. Desta vez, o desafio é ainda maior: inserir personagens como Hulk (Mark Ruffalo), Demolidor, Justiceiro e possivelmente Mephisto (Sacha Baron Cohen) sem transformar o filme em um amontoado de participações especiais sem propósito narrativo.

Quando o filme estreia?

Programado para estrear em 31 de julho de 2026, o filme chega em um momento crucial para o MCU. A Fase Seis está repleta de produções de peso, incluindo Avengers: Doomsday, e o sucesso do quarto filme do Aranha pode influenciar diretamente o fôlego da franquia no cinema. A parceria entre Sony e Marvel Studios também continua sendo observada de perto. Depois de altos e baixos nas negociações, ambos os estúdios parecem comprometidos em manter o personagem no MCU, mas cada filme precisa provar seu valor de bilheteria e crítica.

Song Joong-ki faz grande retorno aos k-dramas no emocionante My Youth

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Os fãs de k-dramas têm motivos de sobra para comemorar. Após três anos longe da televisão sul-coreana, o ator Song Joong-ki, conhecido internacionalmente por papéis marcantes em produções como Vincenzo e Descendants of the Sun, está de volta às telinhas. Seu novo projeto, My Youth, acaba de ganhar o primeiro trailer — e já promete mexer com as emoções do público.

O drama, que estreia no dia 5 de setembro de 2025 pela emissora JTBC, marca o retorno do ator à TV desde Renascendo Rico (Reborn Rich, 2022), que se tornou um fenômeno de audiência e crítica. Agora, Song Joong-ki se afasta de personagens cercados por intrigas corporativas ou tramas de vingança para viver um papel mais intimista e delicado, explorando a simplicidade, as memórias e as segundas chances na vida.

Um ex-astro que troca os holofotes por flores

Na nova série, Song interpreta Sun Woo-hae, um ex-astro da indústria do entretenimento que, após uma infância e juventude marcadas pela exposição, decide abandonar a carreira artística em busca de paz. Ele encontra essa tranquilidade em um cenário improvável: uma pequena floricultura, onde se dedica a cultivar e vender flores enquanto escreve romances.

A vida calma de Woo-hae, no entanto, é virada de cabeça para baixo quando ele reencontra Sung Je-yeon, interpretada por Chun Woo-hee (The 8 Show), seu amor de infância e primeira paixão. Je-yeon, agora uma executiva determinada e líder de equipe em uma grande empresa, carrega consigo cicatrizes emocionais e responsabilidades que a afastaram de seu passado — até esse encontro inesperado.

Um reencontro que reacende memórias

O drama se aprofunda no reencontro desses dois personagens, que precisam revisitar sentimentos antigos e lidar com escolhas que os moldaram. Entre lembranças doces e mágoas mal resolvidas, My Youth apresenta uma narrativa que mistura romance, amadurecimento e superação, com foco na jornada emocional de seus protagonistas.

Segundo a sinopse oficial, Woo-hae e Je-yeon serão obrigados a enfrentar não apenas o passado, mas também dilemas atuais — desde pressões profissionais até a dificuldade de abrir o coração novamente após desilusões. O enredo promete diálogos sensíveis, cenas contemplativas e uma estética visual que captura a beleza da vida simples.

Elenco de peso e personagens promissores

Além do casal principal, My Youth conta com um elenco coadjuvante que já vem chamando atenção: Lee Joo-myung (Vinte e Cinco, Vinte e Um) vive Mo Tae-rin, uma personagem que deve desempenhar papel crucial nas reviravoltas emocionais do casal central. Seo Ji-hoon (Meu Adorável Mentiroso) interpreta Kim Seok-ju, que trará camadas de tensão e afeto à trama. O elenco ainda inclui nomes como Jin Kyung, Jo Han-cheol, Yoon Byeong-hee e Lee Bong-ryun, todos reconhecidos por papéis marcantes em produções coreanas.

Bastidores e direção experiente

A direção do drama está nas mãos de Lee Sang-yeob, responsável por sucessos como Yumi’s Cells (2021-22), Familiar Wife (2018) e A Piece of Your Mind (2020). Conhecido por seu cuidado estético e sensibilidade ao lidar com histórias emocionais, Lee tem a habilidade de equilibrar cenas íntimas com um visual cinematográfico, algo que pode ser um dos grandes diferenciais da série.

O roteiro foi escrito por Park Si-hyun, que conquistou o público com Run On (2020), um drama romântico elogiado pela naturalidade dos diálogos e pela construção realista dos relacionamentos. Essa combinação de diretor e roteirista reforça a expectativa de que My Youth será uma produção que une profundidade emocional e qualidade técnica.

O retorno aguardado de Song Joong-ki

Para os fãs, a volta do ator à TV não é apenas mais um lançamento no calendário de k-dramas: é um evento. O ator construiu uma carreira sólida, alternando entre gêneros e personagens, e sempre trazendo uma intensidade cativante para seus papéis.

Em Vincenzo (2021), por exemplo, ele interpretou um advogado mafioso com carisma e frieza calculada, conquistando o público global. Já em Reborn Rich, seu papel de homem em busca de vingança e justiça lhe rendeu um dos maiores índices de audiência da década na TV a cabo coreana.

Na trama, Joong-ki promete mostrar um lado mais vulnerável e introspectivo, fugindo do perfil de protagonistas envoltos em ação e suspense, e se aproximando de histórias sobre reconciliação, crescimento pessoal e amor genuíno.

Dias Perfeitos | Globoplay transforma suspense psicológico em experiência imersiva para fãs

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Foto: Reprodução/ Internet

O suspense psicológico de Dias Perfeitos deixa as telas e se materializa em uma experiência única para o público em São Paulo. A partir desta quinta-feira, 14 de agosto, os fãs da série original Globoplay poderão vivenciar a Experiência Dias Perfeitos, uma ativação que recria cenários centrais da trama e desafia os visitantes a decifrar enigmas inspirados no enredo do best-seller de Raphael Montes. Localizada na Praça de Eventos do Shopping Metrô Boulevard Tatuapé, a experiência ficará aberta até 22 de agosto, oferecendo aos visitantes uma oportunidade rara de mergulhar no universo psicológico da história.

A iniciativa promete conectar os espectadores diretamente com os personagens e situações que definem a narrativa da série. Elementos icônicos como o pedalinho, a mala rosa, o chalé em Teresópolis e a casa em Ilha Grande ganham vida, permitindo que os participantes se sintam parte do enredo e enfrentem desafios que ecoam momentos cruciais da história. Para Tiago Lessa, Diretor de Marketing e Growth dos Produtos Digitais da Globo, a proposta é aproximar ainda mais o público da produção: “Essa experiência aproxima os fãs do universo da série e desperta a curiosidade de quem ainda não conhece a trama de Dias Perfeitos”.

Baseada no romance homônimo de Raphael Montes, a série acompanha Téo (Jaffar Bambirra), um estudante de medicina solitário que cuida de sua mãe paraplégica e mergulha nos estudos de anatomia. Em um encontro casual, ele conhece Clarice (Julia Dalavia), aspirante a roteirista, e sua fascinação pela jovem rapidamente se transforma em obsessão. Diante da recusa de Clarice, Téo toma uma decisão drástica: sequestrá-la e embarcar em uma viagem pelos lugares descritos no roteiro da própria jovem, na esperança de conquistá-la.

O enredo, carregado de tensão e imprevisibilidade, explora as nuances da mente humana, os limites da moralidade e a linha tênue entre fascínio e perigo. Cada episódio conduz o espectador a refletir sobre as motivações do protagonista e as consequências de seus atos, enquanto a série mantém um ritmo envolvente, marcado por reviravoltas e momentos de suspense psicológico.

Um elenco de peso e personagens complexos

A força da série também se deve ao seu elenco talentoso, que reúne nomes como Debora Bloch, Fabiula Nascimento, Felipe Camargo, Lee Taylor, Teca Pereira e Giovanni Venturini. Julia Dalavia e Jaffar Bambirra carregam o peso da narrativa em seus ombros, interpretando personagens complexos que desafiam a empatia do público. A química entre os protagonistas é essencial para transmitir a intensidade do thriller e sustentar o clima de tensão que permeia toda a série.

Debora Bloch interpreta Patrícia, a mãe de Téo, trazendo profundidade emocional à relação entre mãe e filho e revelando a complexidade familiar que influencia as decisões do protagonista. Já Fabiula Nascimento, como Helena, mãe de Clarice, equilibra fragilidade e firmeza, representando os desafios que cercam a jovem roteirista. O elenco complementar contribui para criar um universo coeso e realista, essencial para envolver o espectador e tornar cada cena memorável.

Direção e adaptação literária

A adaptação da série foi conduzida por Claudia Jouvin, renomada roteirista do cinema brasileiro, com direção geral de Joana Jabace, que retorna à TV Globo após passagens por produções internacionais e pela HBO Max. Jouvin e a equipe de roteiristas – incluindo o próprio Raphael Montes, Dennison Ramalho e Yuri Costa – conseguiram traduzir para a tela o suspense, a tensão psicológica e os detalhes ricos presentes no livro original, mantendo a essência da narrativa literária.

Joana Jabace ressalta que o trabalho exigiu cuidado na criação de atmosferas e cenários que refletissem a complexidade dos personagens: “Queríamos que cada ambiente fosse mais do que um pano de fundo; ele precisava ser parte da narrativa, transmitindo o clima de inquietação e expectativa que permeia a história de Téo e Clarice.”

Experiência imersiva: mais do que assistir, sentir

A Experiência Dias Perfeitos é um reflexo desse compromisso com a imersão do público. Ao entrar no espaço, os visitantes não são apenas espectadores; tornam-se participantes ativos de enigmas e desafios que reproduzem momentos centrais da série. A proposta é que cada elemento do cenário conte uma história, incentivando a exploração e a resolução de problemas, enquanto os visitantes se conectam emocionalmente com a trama.

A experiência também serve como porta de entrada para novos públicos, permitindo que aqueles que ainda não conhecem a série sintam a atmosfera do thriller psicológico e despertem interesse pela narrativa. A integração de cenários físicos com enigmas baseados na história cria um diálogo entre o mundo real e o ficcional, aproximando o espectador da experiência sensorial e emocional que a série proporciona.

Lançamento em episódios e estratégia de streaming

A estreia da produção no Globoplay será feita em blocos estratégicos: quatro episódios iniciais serão disponibilizados em 14 de agosto, seguidos de dois episódios em 21 de agosto e os dois últimos em 28 de agosto. Essa divisão permite que o público absorva gradualmente a intensidade da narrativa, criando expectativa e gerando discussões sobre cada revelação.

A escolha de lançar a série em blocos também se alinha à experiência imersiva, permitindo que o público que participa da ativação física acompanhe a evolução da história de forma sincronizada e participe de debates e discussões sobre os enigmas e os dilemas morais apresentados.

Cenários que contam histórias

Entre os cenários reproduzidos na ativação, destacam-se locais emblemáticos do enredo, como o pedalinho, a mala rosa, o chalé em Teresópolis e a casa em Ilha Grande. Cada um desses espaços não é apenas visualmente fiel à série, mas carrega simbolismos importantes, representando a obsessão de Téo, os desafios de Clarice e os momentos de tensão que definem a narrativa.

Os visitantes são convidados a interagir com esses elementos, decifrando pistas e resolvendo enigmas que aprofundam a compreensão dos personagens e de suas motivações. Essa abordagem transforma o público em coautores da experiência, tornando cada visita única e personalizada.

Uma série brasileira com alcance internacional

Embora seja uma produção original do Globoplay, a série possui potencial para se destacar além das fronteiras brasileiras. A combinação de suspense psicológico, personagens complexos e narrativa intensa é capaz de atrair públicos internacionais, especialmente aqueles que valorizam thrillers com construção detalhada de personagens e ambientação realista.

O projeto reforça a força do audiovisual brasileiro contemporâneo, mostrando que histórias nacionais podem dialogar com temas universais, como obsessão, moralidade e limites da mente humana, e ainda conquistar públicos em diferentes contextos culturais.

Expectativa e impacto cultural

A estreia da série e da experiência imersiva já gera grande expectativa entre fãs de Raphael Montes e do gênero de suspense. A oportunidade de vivenciar fisicamente o universo de Dias Perfeitos transforma a experiência de consumir conteúdo audiovisual em algo interativo e memorável. Para Tiago Lessa, essa iniciativa reforça a conexão do público com a narrativa: “Queremos que as pessoas sintam o suspense, o mistério e a intensidade emocional da série, e que essa experiência seja uma extensão natural da história que contamos na tela.”

O Último Azul | Rodrigo Santoro é destaque no novo cartaz do drama distópico brasileiro

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Foto: Reprodução/ Internet

O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional com O Último Azul, dirigido por Gabriel Mascaro (Boi Neon, Divino Amor), que conquistou o prestigiado Urso de Prata – Grande Prêmio do Júri – no Festival de Berlim. O longa, aguardado ansiosamente pelo público nacional, estreia nos cinemas do Brasil em 28 de agosto e terá sua exibição de abertura no 53º Festival de Cinema de Gramado, nesta sexta-feira (15), no Palácio dos Festivais. A presença do diretor e do elenco principal, incluindo Rodrigo Santoro e Denise Weinberg, promete transformar a estreia em um evento que une prestígio, arte e emoção.

Rodrigo Santoro é o grande destaque no novo cartaz do longa, divulgado para celebrar a exibição em Gramado. Na imagem, que você pode conferir logo abaixo, o ator divide o espaço com Denise Weinberg, transmitindo a intensidade e a complexidade emocional de seus personagens. O pôster reforça a força dramática da narrativa e antecipa ao público a profundidade da relação entre Cadu e Tereza, protagonistas do filme, despertando ainda mais expectativa para a experiência cinematográfica que aguarda os espectadores.

Com produção da Desvia, de Rachel Daisy Ellis, e Cinevinay, de Sandino Saravia Vinay, e coprodução da Globo Filmes, Quijote Films (Chile) e Viking Film (Países Baixos), o longa já gera expectativa pela qualidade artística, pelo elenco envolvente e pela narrativa potente, situada na Amazônia brasileira. A Vitrine Filmes, responsável pela distribuição nacional, divulgou recentemente um novo cartaz do longa, destacando os personagens centrais Tereza e Cadu, interpretados por Denise Weinberg e Rodrigo Santoro, respectivamente, transmitindo a intensidade emocional que permeia todo o filme.

Situado em um Brasil quase distópico, o longa-metragem acompanha Tereza, uma mulher de 77 anos, que é obrigada pelo governo a se mudar para uma colônia habitacional destinada a idosos, local onde deveria “desfrutar” seus últimos anos de vida. Recusando-se a se resignar, Tereza embarca em uma jornada pelos rios da Amazônia para realizar seu último desejo. Ao longo do percurso, ela encontra personagens que refletem diferentes perspectivas sobre envelhecimento, liberdade e resistência.

Rodrigo Santoro, que interpreta Cadu, personagem próximo de Tereza, ressalta a importância de trabalhar em um projeto tão sensível e visualmente impactante. “O filme mistura a força humana com a força da natureza, e estar em cena com Denise e a equipe de Mascaro foi uma experiência transformadora. Cada detalhe do rio, da luz e das expressões humanas contribui para contar essa história”, comenta.

Denise Weinberg entrega uma interpretação carregada de emoção e nuance. Sua Tereza é resiliente, sensível e cheia de pequenas contradições que a tornam profundamente humana. Ao longo da narrativa, ela confronta não apenas as imposições externas do governo fictício, mas também os medos internos que acompanham o envelhecimento e a perda de autonomia.

Exibição de abertura e pré-estreias pelo Brasil

A exibição em Gramado marca um momento simbólico, reunindo elenco, equipe e público em torno de um cinema brasileiro que transcende fronteiras. Além disso, o filme terá sessões especiais em nove cidades brasileiras, com debates mediados pelo diretor Gabriel Mascaro e participação do elenco. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Manaus, Manacapuru, Fortaleza, Salvador, Curitiba e Belo Horizonte receberão pré-estreias, proporcionando aos espectadores um contato direto com os bastidores e a criação artística do longa.

Em Recife, o público poderá ainda conferir o Urso de Prata conquistado em Berlim, exposto na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) a partir do dia 24 de agosto, em evento aberto e gratuito. Essa ação aproxima os fãs da produção e celebra a presença internacional do cinema brasileiro.

Uma trajetória de reconhecimento internacional

O filme já percorreu uma carreira de destaque antes mesmo de chegar aos cinemas nacionais. Vencedor de três prêmios na 75ª edição do Festival de Berlim, incluindo o Grande Prêmio do Júri, o longa teve reconhecimento também em festivais internacionais de prestígio, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF), onde integrou o programa Centrepiece, voltado a diretores contemporâneos de destaque.

A obra foi ainda selecionada para festivais como Guadalajara, Melbourne, Lima, Shanghai e Sydney, recebendo elogios de críticos e público. No Rotten Tomatoes, o filme atingiu 100% de aprovação, consolidando sua reputação como uma produção de alta qualidade, capaz de dialogar com plateias de diferentes culturas e contextos.

O elenco amazônico e a valorização local

Um dos aspectos mais notáveis de O Último Azul é a valorização da cultura local. Com filmagens em Manaus, Manacapuru e Novo Airão, o longa integra mais de 20 atores amazonenses, proporcionando autenticidade e inserindo vozes regionais em uma narrativa universal. A presença desses artistas contribui para a construção de personagens verossímeis, refletindo realidades e experiências próprias da Amazônia.

Essa escolha reforça o compromisso de Mascaro com a diversidade e a inclusão, transformando o longa em um projeto de reconhecimento e valorização da cultura local, ao mesmo tempo em que dialoga com questões globais sobre envelhecimento, liberdade e direitos humanos.

Produção e coprodução internacional

A produção do longa-metragem contou com parcerias nacionais e internacionais, envolvendo a Desvia, Cinevinay, Globo Filmes, Quijote Films e Viking Film. A Vitrine Filmes assume a distribuição nacional, garantindo que o longa chegue ao público brasileiro de maneira ampla e acessível. Essa colaboração internacional reforça a qualidade técnica e artística do projeto, permitindo que o filme mantenha padrão elevado de produção e seja competitivo nos festivais globais.

Gabriel Mascaro destaca que cada elemento da produção foi pensado para reforçar a narrativa: “Desde a escolha dos rios e cidades da Amazônia até o elenco local, tudo foi planejado para que a história tivesse densidade, verossimilhança e beleza visual. Queríamos que o espectador sentisse que estava dentro do percurso de Tereza, sentindo suas emoções e descobertas.”

Reflexão sobre envelhecimento e liberdade

Mais do que uma obra visualmente impactante, o filme provoca reflexão. A jornada de Tereza pelos rios da Amazônia simboliza resistência, autonomia e a luta por dignidade diante de sistemas que muitas vezes limitam escolhas individuais. O filme aborda questões universais de envelhecimento, memória e desejo, mostrando que o fim da vida não precisa ser sinônimo de passividade ou resignação.

Rodrigo Santoro complementa: “Cadu acompanha Tereza em sua jornada, mas cada personagem tem sua própria forma de resistência. A mensagem do filme é clara: a vida pode ser intensa e significativa até seus últimos momentos, e a busca por autonomia é um direito de todos.”

Os Enforcados | Fernando Coimbra retorna ao Brasil com thriller sobre ambição e corrupção

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quinta-feira, 14 de agosto, os cinemas brasileiros recebem Os Enforcados, novo longa-metragem de Fernando Coimbra, diretor consagrado por trabalhos como O Lobo Atrás da Porta, além de séries internacionais como Narcos, Perry Mason e Outcast. Distribuído pela Paris Filmes, o filme reúne um elenco de peso, com Leandra Leal e Irandhir Santos nos papéis principais, além de participações especiais de Irene Ravache e Stepan Nercessian. A produção é assinada pela Gullane, em coprodução com Fado Filmes, Globo Filmes, Telecine e Pavuna Pictures.

Após anos dirigindo projetos no exterior, Coimbra volta ao Brasil para explorar temas próximos da realidade brasileira, combinando suspense, drama e crítica social. “Estava morrendo de saudade de trabalhar no Brasil, falando na minha língua e sobre algo que conheço profundamente e vivo diariamente”, explica o cineasta. Para Coimbra, essa conexão com o país é essencial para construir histórias autênticas, onde o cotidiano se entrelaça com dilemas universais de ambição, poder e moralidade.

O longa acompanha Valério (Irandhir Santos) e Regina (Leandra Leal), um casal que vive confortavelmente na Zona Oeste do Rio de Janeiro graças ao império do jogo do bicho, construído pelo pai e pelo tio de Valério. Apesar de acreditar ter mantido suas mãos limpas, Valério se vê pressionado a lidar com questões familiares e exigências de um meio que obedece a suas próprias regras. Motivados pela ambição, o casal planeja um último golpe que acreditam ser infalível, mas a realidade se mostra implacável. “Os Enforcados é, antes de tudo, sobre um casamento”, afirma Coimbra. “O casal sela um pacto e faz um plano de vida que é incapaz de cumprir. Só que esse plano se faz a partir de um crime. Um último crime que os levaria à realização de seus sonhos. Mas a realidade é muito diferente do sonho, e as coisas desandam.”

A narrativa do filme foi inspirada em Macbeth, de William Shakespeare, mas Coimbra optou por contar a história sob a perspectiva feminina, destacando a complexidade de Regina. Assim como na tragédia clássica, os protagonistas se veem presos em uma escalada de ambição e violência, mas com um toque de humor ácido e crítica social tipicamente brasileira. “O jogo do bicho é um pano de fundo para retratar esse universo corrupto que eles habitam. Mas o filme é construído em cima dos personagens”, detalha o diretor. “Ele disseca essas personalidades em todas as suas camadas e explora a dinâmica de poder que existe na maioria das relações passionais.”

Para dar vida a personagens tão complexos, Coimbra precisou de atores capazes de transmitir múltiplas camadas emocionais. A parceria com Leandra Leal se repete após o sucesso de O Lobo Atrás da Porta, onde a atriz demonstrou grande capacidade de mergulhar em papéis densos. “Eu sabia do que a Leandra é capaz e que ela potencializaria as camadas de Regina”, explica o diretor. Irandhir Santos, escolhido para interpretar Valério, já era um desejo antigo de Coimbra, que elogia a intensidade e a criatividade do ator. “Os dois são muito focados e criativos. Construímos os personagens juntos”, acrescenta.

A ambiguidade moral dos protagonistas é uma característica marcante tanto em Os Enforcados quanto em O Lobo Atrás da Porta. “Não há bem e mal claros. Eles mesmos são seus piores antagonistas, cruzam limites que não deveriam e que vão levá-los à ruína”, explica o diretor. No entanto, enquanto o filme anterior focava em crimes de cunho pessoal e intimista, o filme mergulha na corrupção da elite econômica brasileira, trazendo uma abordagem crítica sobre o poder e as falhas estruturais da sociedade.

Coimbra revela que a ideia para o longa surgiu ainda durante as filmagens de O Lobo Atrás da Porta, ao observar a Barra da Tijuca. “Temos índices de criminalidade gigantes e desigualdade de renda absurda, mas o audiovisual tende a olhar o crime apenas na periferia, no subúrbio, na comunidade. E a elite? Boa parte é extremamente corrupta. São aqueles que se declaram cidadãos de bem, mas fazem muita coisa ilegal para enriquecer”, afirma o diretor. Essa percepção crítica permeia todo o roteiro, conferindo à narrativa uma dimensão social além do suspense e do drama íntimo.

O roteiro passou por aprimoramentos em laboratórios internacionais, incluindo o Laboratório de Sundance em 2015, e recebeu reconhecimento com o Sundance Global Filmmaking Awards. A pandemia e os trabalhos de Coimbra fora do país atrasaram a produção, mas o cineasta nunca deixou de trabalhar no projeto. “Eu precisava constantemente adaptar o roteiro para refletir o sentimento de absurdo que vivíamos. O filme cresceu junto com o país”, comenta.

O longa combina elementos de thriller, drama e crítica social de forma equilibrada. O jogo do bicho, símbolo da ilegalidade que permeia a vida dos protagonistas, serve de metáfora para a corrupção estrutural, enquanto a relação entre Valério e Regina oferece um estudo íntimo de ambição, desejo e limites morais. A tensão entre sonho e realidade, planos e consequências, transforma a narrativa em uma tragédia moderna que dialoga com o público brasileiro de maneira direta e envolvente.

O elenco de apoio, incluindo Irene Ravache e Stepan Nercessian, contribui para reforçar a densidade dramática da trama, ao mesmo tempo em que complementa a história central com atuações sólidas. A ambientação no Rio de Janeiro, com locações cuidadosamente escolhidas, ajuda a construir o contraste entre riqueza, poder e ilegalidade, tornando o cenário quase um personagem dentro da narrativa.

Os Enforcados não se limita a contar uma história de crime e ambição: é também um estudo sobre relações humanas, escolhas morais e a pressão que a busca pelo poder exerce sobre os indivíduos. Fernando Coimbra constrói uma narrativa em que o público é convidado a refletir sobre o que leva pessoas comuns a cruzar limites e até que ponto o desejo por status, dinheiro ou reconhecimento pode ser perigoso.

O diretor também explora o casamento como núcleo central do filme, mostrando como os desejos individuais se entrelaçam e colidem com a realidade, criando situações imprevisíveis e, muitas vezes, trágicas. Regina e Valério são cúmplices e antagonistas ao mesmo tempo, refletindo sobre o delicado equilíbrio entre parceria e ambição desmedida.

Com estreia marcada para 14 de agosto, o filme chega com expectativas elevadas, tanto pelo histórico do diretor quanto pela repercussão em festivais internacionais como Toronto, Rio, São Paulo, Recife e Havana. O longa promete se destacar pelo suspense, pela profundidade dos personagens e pela crítica social sutil, mas contundente, mostrando um Brasil onde a moralidade e a ilegalidade se entrelaçam de forma complexa e intrigante.

SuperPop desta quarta (13/08) debate os riscos dos anabolizantes e modulações hormonais com especialistas e influenciadoras

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Crédito: Divulgação/RedeTV!

O programa SuperPop, apresentado por Luciana Gimenez, traz nesta quarta-feira, 13 de agosto de 2025, um tema que desperta atenção de atletas, praticantes de academia e do público em geral: as transformações físicas provocadas pelo uso de anabolizantes e de modulações hormonais. Exibida ao vivo, a atração aborda os efeitos, riscos e consequências do consumo indiscriminado desses hormônios, além de discutir as mudanças estéticas obtidas por treinos intensos e rotinas de alta performance.

Luciana Gimenez abre o programa com um alerta direto: “O corpo humano tem limites, e ultrapassá-los sem acompanhamento médico pode gerar consequências sérias, tanto físicas quanto psicológicas.” O debate se propõe a ser informativo, equilibrando experiências de quem vive o dia a dia em busca de resultados estéticos com orientações de especialistas em saúde e medicina esportiva.

Para trazer diversidade de perspectivas, o SuperPop recebe a modelo e apresentadora Juju Salimeni, conhecida por sua disciplina em treinos e por compartilhar dicas de exercícios e alimentação nas redes sociais. Juju é reconhecida por sua dedicação ao corpo e por inspirar milhares de seguidores, mas também alerta sobre a pressão estética que muitas vezes leva ao uso de substâncias sem orientação profissional. Durante o programa, ela comenta: “É importante diferenciar dedicação de excesso. Treinar duro é saudável, mas buscar resultados rápidos com hormônios pode trazer problemas sérios para o corpo e a mente.”

Ao lado de Juju, participa do debate Victoria Villarim, ex-participante de reality show e influenciadora digital. Victoria compartilha com os telespectadores sua rotina de cuidados com o corpo e a importância de manter a saúde como prioridade. Ela destaca que as redes sociais muitas vezes promovem padrões inalcançáveis de beleza e força física, aumentando a tentação de recorrer a anabolizantes e moduladores hormonais. “Mostramos nosso treino e alimentação, mas nem sempre falamos sobre os desafios e riscos que existem por trás do corpo perfeito”, comenta Victoria, reforçando a necessidade de diálogo aberto sobre o tema.

Para fundamentar o debate com informações científicas, Luciana Gimenez convida o Dr. Paulo Muzy, especialista em medicina esportiva e referência no desenvolvimento da saúde muscular. Muzy explica os efeitos fisiológicos dos anabolizantes, incluindo alterações hormonais, sobrecarga nos órgãos internos e impactos a longo prazo no sistema cardiovascular. “O uso indiscriminado de hormônios pode trazer consequências irreversíveis. Nosso objetivo é orientar as pessoas sobre como otimizar o corpo de forma saudável e segura, sem colocar a saúde em risco”, alerta o médico.

O programa também destaca que a busca por resultados rápidos muitas vezes ignora fatores essenciais, como descanso adequado, alimentação balanceada e acompanhamento profissional. Luciana conduz a conversa com sensibilidade, equilibrando relatos pessoais de Juju e Victoria com explicações técnicas do Dr. Muzy, promovendo um debate acessível e informativo.

Além de discutir os perigos do uso de hormônios, o programa aborda as pressões sociais e culturais que incentivam a busca por corpos “perfeitos”. A discussão evidencia que o problema vai além do treino intenso: envolve autoestima, influências digitais e expectativas irreais de beleza. Juju comenta: “O que vemos nas redes nem sempre reflete a realidade. Por trás de cada corpo esculpido, há esforço, disciplina e, às vezes, decisões que não são saudáveis.”

Victoria Villarim acrescenta: “Precisamos falar sobre o que é sustentável. O público jovem, principalmente, acaba sendo impactado por conteúdos que mostram apenas resultados, sem explicar o processo ou os riscos envolvidos.” O diálogo promovido pelo programa reforça a importância de responsabilidade tanto de influenciadores quanto de profissionais da saúde ao compartilhar informações sobre performance e estética.

O especialista Dr. Paulo Muzy destaca ainda que o acompanhamento médico não é apenas uma medida de segurança, mas um fator crucial para otimizar resultados. Ele explica que moduladores hormonais podem ser utilizados em contextos específicos, mas somente quando há avaliação profissional e monitoramento constante. “A diferença entre um uso seguro e um uso arriscado está na prescrição, na supervisão médica e no conhecimento do próprio corpo”, afirma.

O programa também procura desmistificar algumas ideias equivocadas sobre anabolizantes e modulação hormonal. Luciana Gimenez ressalta que muitos jovens acreditam que esses métodos são soluções rápidas e sem consequências, o que é um equívoco perigoso. O programa busca esclarecer que a construção de força e massa muscular requer tempo, consistência e atenção à saúde integral.

O episódio ao vivo inclui interações com o público, que pode enviar perguntas e comentários. Esse formato permite que dúvidas comuns sobre treinos, nutrição e uso de hormônios sejam esclarecidas em tempo real, reforçando o papel educativo do programa. Luciana ressalta que o objetivo é promover consciência, prevenção e escolhas responsáveis.

Além do debate principal, o programa apresenta histórias de pessoas que enfrentaram complicações decorrentes do uso de anabolizantes, trazendo um olhar humano e realista sobre o tema. Os relatos reforçam que cada corpo reage de forma diferente e que decisões impulsivas podem gerar consequências duradouras. Juju e Victoria compartilham ainda dicas de como manter disciplina, motivação e saúde sem recorrer a substâncias de risco.

Para finalizar, Luciana Gimenez reforça a mensagem central do programa: buscar resultados estéticos ou de performance deve estar sempre aliado à saúde. “A estética não pode vir acima da vida. É possível ter um corpo saudável e bonito, mas sem comprometer órgãos, hormônios e bem-estar mental”, conclui a apresentadora.

The Noite com Danilo Gentili desta quarta (13/08) recebe Katiusha a Russa e Morgan Jay

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Foto: Reprodução/ Internet

O The Noite com Danilo Gentili promete uma noite de pura diversão e diversidade cultural nesta quarta, 13 de agosto de 2025. O programa traz duas atrações internacionais que já conquistaram o público brasileiro: Katiusha a Russa, comediante nascida na Rússia e radicada no Brasil, e Morgan Jay, comediante, músico e fenômeno das redes sociais nos Estados Unidos. A mistura de humor, histórias pessoais e talento musical promete render momentos memoráveis aos telespectadores.

No quadro Roda Solta, Gentili recebe Katiusha, que já mora no Brasil há quase cinco anos. A comediante compartilha sua trajetória de adaptação, aprendizado da língua portuguesa e paixão pelo país. “Já estou há quase cinco anos no Brasil. Comecei a aprender português na Rússia, mas eram apenas palavras soltas, então não conseguia formar muitas frases completas”, relembra Katiusha. Sua narrativa cativa pela sinceridade e pelo encanto que demonstra ao falar sobre sua vida no Brasil. Ela conta ainda que conheceu seu marido brasileiro ainda na Rússia, e que uma viagem pelo país acabou consolidando seu amor pelo país e sua decisão de permanecer durante a pandemia. “Veio a pandemia, tudo fechou, fiquei aqui e não quis mais voltar”, afirma a comediante, revelando que sua estadia se transformou em uma história de vida e adaptação cultural.

Katiusha aproveita sua participação no The Noite para interagir com a plateia e ensinar algumas palavras em russo, mostrando seu lado lúdico e didático. A artista traz ao palco não apenas seu humor peculiar, mas também uma conexão afetiva com o público, explorando a riqueza de dois universos culturais diferentes: o russo e o brasileiro. Sua presença no programa reforça como o humor pode ser universal e transcender barreiras linguísticas e geográficas.

Após o bate-papo com Katiusha, o programa muda de ritmo e recebe Morgan Jay, artista norte-americano conhecido por sua combinação de stand-up, música e improviso. Jay está no Brasil com sua turnê The Goofy Guy, que já lotou sessões em São Paulo e seguirá para apresentações no Rio de Janeiro, no dia 15, e em Porto Alegre, dia 21. Durante a entrevista, o comediante compartilha detalhes de sua vida e carreira, revelando uma trajetória marcada por curiosidade, talento e influência multicultural. “Minha mãe é brasileira, meu pai nasceu na Sicília e cresceu na Argentina. Eles se conheceram em Nova York e eu nasci em Nova Jersey”, explica Morgan Jay, destacando a mistura de culturas que influencia seu trabalho.

Nascido em Teaneck, Nova Jersey, no dia 2 de fevereiro de 1987, Morgan Jay Venticinque sempre teve a comédia como parte de sua identidade. Durante o ensino médio, ele se destacava como o “palhaço da turma” e começou a explorar o stand-up em microfones abertos já na faculdade. Jay estudou na NYU Tisch School of the Arts e recebeu formação complementar no Stella Adler Studio of Acting e na Upright Citizens Brigade, instituições reconhecidas por desenvolver artistas completos em atuação e improviso. Esses anos de estudo e prática ajudaram a moldar seu estilo único, que combina comédia, música e interação com o público.

Morgan Jay começou sua carreira com apresentações tradicionais de stand-up em Nova York, participando de shows abertos e pequenos teatros. Além disso, trabalhou como guia turístico de bicicleta na cidade, experiência que, segundo ele, ajudou a desenvolver sua capacidade de comunicação e improvisação diante de diferentes públicos. A virada em sua carreira veio quando incorporou a música ao seu ato de comédia, transformando suas apresentações em um espetáculo híbrido que conquistou seguidores pelo mundo.

Durante a pandemia de COVID-19, Morgan Jay encontrou nas redes sociais uma plataforma para expandir seu público. Seus vídeos virais no TikTok e no Instagram rapidamente chamaram atenção, combinando humor, vocais autoajustados com Auto-Tune, guitarra e participação da audiência. Jay incentiva os espectadores a interagirem musicalmente com ele, criando um show interativo e dinâmico que mistura improviso, comédia e música. Um de seus vídeos mais populares, Just Friends?, acumulou mais de 129 milhões de visualizações, consolidando seu sucesso internacional.

A popularidade de Morgan Jay nas redes sociais é impressionante: 7,2 milhões de seguidores no TikTok e 4,2 milhões no Instagram acompanham suas criações, além de centenas de milhares de fãs que lotam seus shows. Ele descreve sua base de fãs como a “gangue pateta”, um grupo que acompanha seu trabalho desde a primeira interação e que aprecia tanto seu humor quanto sua abordagem inovadora à comédia musical. A interatividade é uma marca registrada de suas apresentações, fazendo com que cada show seja único.

A trajetória de Jay também inclui aparições na televisão e no cinema. Ele atuou em séries como St. Denis Medical e Girls5Eva, além de participar de Wild’n’Out da MTV, Bring the Funny e do reboot de Night Court. No cinema, atuou em Cotton Candy Bubble Gum, apresentado no South by Southwest. Esses trabalhos complementam sua carreira como performer, mostrando versatilidade entre palco, tela e redes sociais.

No The Noite, Morgan Jay promete não apenas entreter, mas também compartilhar experiências pessoais e curiosidades sobre sua carreira e sua relação com o Brasil. Sua turnê The Goofy Guy é marcada por apresentações interativas, nas quais o público é parte integrante do espetáculo, participando de músicas improvisadas e esquetes cômicas. “Meu show hoje é bem interativo”, ressalta Jay, antecipando a energia que levará ao palco do programa. A combinação de humor, música e improviso é um convite para que a audiência se envolva de maneira direta, tornando cada apresentação uma experiência memorável.

O encontro de Danilo Gentili com Katiusha e Morgan Jay evidencia a capacidade do The Noite de trazer diversidade cultural e entretenimento de qualidade. Katiusha representa o humor que nasce da adaptação, da observação do cotidiano e da integração entre culturas. Já Morgan Jay personifica a inovação na comédia musical, onde tecnologia, interatividade e talento se encontram para criar um espetáculo único. Juntos, eles mostram que o riso é uma linguagem universal, capaz de conectar pessoas independentemente de origem, língua ou trajetória de vida.

Katiusha e Morgan Jay, embora vindos de mundos diferentes, compartilham a paixão pelo Brasil e pelo público brasileiro. Para Katiusha, o país se tornou uma segunda casa, lugar onde construiu uma família e desenvolveu seu trabalho artístico. Para Morgan Jay, a conexão vem do legado familiar e da admiração pelo público local, que acompanha suas apresentações com entusiasmo. Esse encontro de talentos internacionais no palco de Gentili reforça o charme e a pluralidade do The Noite, consolidando o programa como espaço de diálogo cultural e celebração do humor global.

Além das entrevistas, o episódio promete momentos de leveza e curiosidade. Katiusha ensinará palavras russas, brincando com o público e mostrando sua fluência crescente no idioma português. Morgan Jay, por sua vez, apresentará trechos de sua comédia musical, convidando o público a interagir, cantar e improvisar ao seu lado. O contraste entre o humor baseado em observações culturais e o espetáculo musical interativo cria uma dinâmica envolvente, capaz de agradar diferentes perfis de espectadores.

A trajetória de Katiusha no Brasil é um exemplo de como a cultura e o humor podem se adaptar e florescer em contextos diversos. Chegando ao país sem dominar a língua e com poucas referências culturais, ela construiu uma carreira sólida a partir da observação, criatividade e senso de humor. Seu trabalho nas redes sociais e no palco mostra que o riso é uma ferramenta poderosa de conexão, capaz de traduzir experiências pessoais em diversão compartilhada.

Por outro lado, Morgan Jay mostra como a comédia pode evoluir com a tecnologia e a interatividade. Seu uso de Auto-Tune, vocais improvisados e participação ativa do público transforma cada apresentação em um evento único, onde o espectador não é apenas um observador, mas protagonista de momentos cômicos e musicais. Essa abordagem inovadora evidencia o potencial de novas formas de entretenimento, que combinam performance artística com engajamento digital.

James Gunn revela primeiro roteiro da sequência de Superman

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Foto: Reprodução/ Internet

Enquanto o novo Superman ainda chama atenção dos fãs nas salas do cinema, James Gunn já mira no futuro do herói. O diretor revelou recentemente que concluiu o tratamento – um esboço detalhado do roteiro – para a sequência da saga que dará continuidade à história iniciada com o novo filme do Homem de Aço. Embora o diretor ainda mantenha em segredo os detalhes específicos do próximo longa-metragem, ele garante que a narrativa será uma evolução direta da trama atual, aprofundando personagens, relações e desafios inéditos para Clark Kent e a Liga da Justiça.

Segundo Gunn, o tratamento está “muito bem estruturado”, com arcos claros para todos os personagens principais. Ele comentou que David Corenswet, que interpreta Superman, sabe que fará parte da sequência, mas ainda não conhece o conteúdo completo do roteiro. “Ele sabe que faz parte disso, mas não sabe exatamente o que é”, explicou Gunn em entrevista ao Omelete, mostrando como o planejamento da nova fase do DCU combina surpresa, estratégia narrativa e desenvolvimento gradual da mitologia do personagem.

David Zaslav, CEO da Warner Bros. Discovery, reforçou a visão do diretor ao confirmar que Gunn estará à frente do próximo capítulo da Super-Família, garantindo coesão e continuidade. O planejamento meticuloso busca criar um universo interligado, em que cada filme se conecta ao anterior, mas também pode ser apreciado isoladamente, algo que a Warner pretende consolidar como marca do novo DCU.

O anúncio da sequência chega pouco depois do sucesso de Superman, lançado em 11 de julho, e estrelado por David Corenswet, Rachel Brosnahan e Nicholas Hoult. O longa-metragem marca o início do Capítulo 1: Deuses e Monstros, encerrando a fase do Universo Estendido DC (DCEU) que perdurou entre 2013 e 2023, e abrindo uma nova era de narrativas conectadas, emocionantes e contemporâneas.

Um Superman jovem e humano

Diferente das versões anteriores, o filme apresenta Clark Kent com 25 anos, três anos após iniciar sua carreira como herói. O filme explora sua vida como repórter em Metrópolis e os desafios de manter sua identidade secreta enquanto protege a humanidade. David Corenswet entrega uma performance que combina força física e sensibilidade emocional, mostrando um herói jovem, porém confiante, e ao mesmo tempo vulnerável, diante das pressões de um mundo que espera perfeição dele.

A trama se inicia com Clark intervindo em um conflito internacional entre Borávia, aliada dos Estados Unidos, e seu país vizinho, Jarhanpur. O bilionário Lex Luthor manipula os acontecimentos nos bastidores, usando um clone chamado Ultraman para incriminar Superman, o que desencadeia uma série de eventos que colocam o herói em uma posição delicada diante da opinião pública. Ferido e emocionalmente abalado, Superman recua para a Fortaleza da Solidão, apenas para descobrir que Luthor roubou mensagens deixadas por seus pais kryptonianos e as distorceu para parecer que Kal-El planejava dominar a Terra.

Essa abordagem mostra uma versão do herói mais complexa do que muitas anteriores, explorando não apenas a força física de Superman, mas também sua ética, vulnerabilidade emocional e responsabilidade moral. Ao enfrentar a manipulação de Luthor e a hostilidade do público, Clark é forçado a se reinventar, reafirmando valores de coragem, altruísmo e integridade que definem o personagem.

Rachel Brosnahan assume o papel de Lois Lane com uma abordagem moderna e empoderada. Sua versão da jornalista não é apenas interesse amoroso ou espectadora da ação; Lois é protagonista, investigativa e parte fundamental na resolução da trama. Ela trabalha para expor os planos de Luthor, ajudando Superman a limpar seu nome e garantindo que a verdade venha à tona.

A parceria entre Clark e Lois é apresentada de forma profunda e colaborativa. Eles compartilham confiança mútua e um vínculo que vai além do romance, mostrando que a heroína tem papel ativo na narrativa, influenciando diretamente o desenrolar dos acontecimentos. Essa abordagem respeita a tradição das HQs, mas adiciona nuances contemporâneas, refletindo uma sociedade mais consciente sobre representatividade e protagonismo feminino.

Nicholas Hoult entrega uma interpretação de Lex Luthor intensa e sofisticada. O vilão do novo DCU é astuto, carismático e, ao mesmo tempo, ameaçador. Luthor não se limita a planos de dominação; ele manipula emoções, eventos globais e a opinião pública, tornando Superman alvo de desconfiança e questionamento ético.

A escolha de Hoult se mostrou acertada por Gunn, que buscava um antagonista com presença física e capacidade de criar tensão real, sem perder a complexidade emocional. Lex Luthor do DCU não é apenas rival físico do herói; ele representa um desafio moral e intelectual, questionando as decisões e princípios de Clark Kent, e tornando a narrativa mais densa e envolvente.

A Liga da Justiça e novos aliados

O filme apresenta vários novos membros da Liga da Justiça, expandindo o universo de forma orgânica e preparando o terreno para futuras produções. Entre eles estão Kendra Saunders / Mulher-Gavião (Isabela Merced), Guy Gardner / Lanterna Verde (Nathan Fillion), Michael Holt / Senhor Incrível (Edi Gathegi) e Rex Mason / Metamorfo (Anthony Carrigan). Essa diversidade de personagens cria oportunidades para explorar diferentes tipos de conflitos, alianças e dinâmicas de equipe, ao mesmo tempo em que fortalece o papel de Superman como líder moral da Liga.

A interação entre os heróis vai além da ação e do combate: há diálogos que exploram dilemas éticos, o valor da confiança e a importância de trabalhar em equipe. A narrativa consegue equilibrar momentos de leveza, tensão e heroísmo, proporcionando uma experiência completa para o público, tanto veterano dos quadrinhos quanto novos espectadores.

A visão de Gunn para o Homem de Aço

James assumiu o comando criativo após se tornar co-CEO da DC Studios em novembro de 2022. Desde então, ele se concentrou em criar uma versão de Superman que respeitasse o legado do personagem, mas que também refletisse a modernidade e os dilemas contemporâneos. Gunn enfatizou que a prioridade era desenvolver uma narrativa que fosse acessível, emocionalmente rica e que pudesse servir como base sólida para todo o DCU.

David Corenswet passou por uma rigorosa transformação física para interpretar Superman, sob orientação do especialista em fitness Paolo Masciti. A intenção era refletir um herói que fosse imponente, mas também jovem e em início de carreira, equilibrando força, agilidade e presença cênica.

A inspiração principal veio da HQ All-Star Superman (2005–2008) de Grant Morrison e Frank Quitely, mas Gunn também incorporou elementos de Superman for All Seasons (1998), criando um equilíbrio entre nostalgia e inovação. Assim, a narrativa consegue manter a essência clássica do personagem, enquanto adiciona elementos inéditos e complexos, que dialogam com o público moderno.

Filmagens e cenografia

As filmagens ocorreram entre março e julho de 2024, inicialmente no Trilith Studios em Atlanta, e depois em locações de Ohio. A direção de fotografia de Henry Braham trouxe estética vibrante, equilibrando cenas grandiosas de ação com momentos mais íntimos, como as interações de Clark com seus pais adotivos na fazenda Kent ou reflexões na Fortaleza da Solidão.

A cenografia combina elementos futuristas da tecnologia kryptoniana com a estética urbana de Metrópolis, criando contraste entre a origem alienígena do herói e sua vida terrestre. Essa fusão visual reforça a narrativa, mostrando tanto a grandiosidade quanto a humanidade do Superman.

Recepção crítica e pública

Desde a estreia no TCL Chinese Theater, o Homem de Aço recebeu elogios de críticos e público. A narrativa equilibrada, que combina ação, drama e humor, foi destacada, assim como o desenvolvimento de personagens complexos e relacionáveis. David Corenswet e Rachel Brosnahan foram particularmente elogiados pela profundidade emocional de suas performances, enquanto Nicholas Hoult conquistou reconhecimento pela interpretação de um vilão multifacetado e intimidador.

Críticos também destacaram a reinvenção do vilão Lex Luthor e a introdução de novos membros da Liga da Justiça, apontando que o filme consegue equilibrar nostalgia, inovação e construção de universos, preparando o terreno para futuras histórias do DCU.

O futuro do DCU

O tratamento de Gunn para a sequência indica que o DCU continuará com arcos conectados, desenvolvendo a Super-Família e seus aliados de maneira planejada. David Corenswet deve retornar como Superman, consolidando sua presença na franquia, enquanto novos personagens e vilões são aguardados para enriquecer o universo cinematográfico. Com o recente lançamento, James Gunn e Peter Safran estabelecem um novo padrão para os filmes da DC, mostrando que é possível atualizar personagens clássicos sem perder sua essência, equilibrando ação, emoção, representatividade e continuidade narrativa.

Conversa com Bial desta quarta (13/08) recebe o cientista político Sérgio Fausto e o jornalista Jamil Chade

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Foto: Reprodução/ Internet

Nesta quarta-feira, 13 de agosto, Pedro Bial recebe em seu programa Conversa com Bial dois nomes de peso para discutir temas que atravessam fronteiras e impactam diretamente o cenário político mundial. O cientista político Sérgio Fausto e o jornalista Jamil Chade trazem ao público análises sobre a política internacional, com especial atenção às relações do Brasil com os Estados Unidos e o recente episódio envolvendo o ex-presidente Donald Trump. A entrevista promete esclarecer os impactos dessas movimentações globais e as consequências para a democracia brasileira.

Sérgio Fausto, renomado cientista político e diretor executivo da Fundação FHC, é reconhecido por sua visão crítica sobre os desafios da democracia e a complexidade das relações internacionais. Com vasta experiência em eventos e debates que abordam desde a crise social e política na América do Sul até as relações entre Estados Unidos e China, Fausto é considerado uma referência no acompanhamento de tendências políticas globais e seu reflexo no Brasil. Entre suas participações recentes, destacam-se o lançamento do livro Inquietações de um Brasil Contemporâneo, debates sobre a COP26 e discussões sobre a autocracia na Venezuela e os riscos de contaminação para a América Latina.

Ao lado de Fausto, Jamil Chade oferece ao público um olhar direto do exterior. Correspondente na Europa há mais de duas décadas, Chade é especialista em política internacional e tem experiência única na cobertura de organizações globais, como a Organização Mundial do Comércio. Nascido em São Paulo, com descendência libanesa, Chade construiu uma carreira sólida como jornalista internacional, contribuindo para veículos como BBC, CNN, Al Jazeera, France24, El País e The Guardian. Ele também se destacou como pesquisador da Comissão Nacional da Verdade, dedicada a investigar violações de direitos humanos durante a Ditadura Militar no Brasil, e foi premiado pelo Comunique-se como o melhor correspondente brasileiro no exterior em 2011 e 2013.

O episódio desta quarta se concentra na política internacional e nos impactos do retorno de Donald Trump ao cenário político dos Estados Unidos. Chade, que está lançando um livro-reportagem sobre o tema, compartilha insights valiosos sobre a trajetória do ex-presidente, o contexto de sua base eleitoral e os reflexos desse movimento na política global. Fausto complementa a análise, apontando como decisões e discursos nos Estados Unidos reverberam em países como o Brasil, influenciando desde acordos comerciais até alianças diplomáticas.

A presença de Fausto e Chade no programa evidencia a importância de se entender a política internacional não apenas como uma sucessão de acontecimentos distantes, mas como um conjunto de decisões que afetam diretamente a vida política, econômica e social do Brasil. Em um momento em que a democracia mundial enfrenta desafios inéditos, a análise de especialistas fornece ao público ferramentas para compreender melhor o papel do país no cenário global e os riscos associados a mudanças abruptas de liderança em nações influentes.

A Hora do Mal vai ter continuação? Zach Cregger comenta planos e fãs já especulam futuro da franquia

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Quando A Hora do Mal chegou aos cinemas brasileiros no dia 7 de agosto de 2025, distribuído pela Warner Bros. Pictures, havia uma expectativa clara: receber um suspense denso, sombrio e perturbador, digno do histórico recente do diretor Zach Cregger. O que ninguém imaginava era que, poucos dias após a estreia, o longa não só se transformaria em um fenômeno de bilheteria para o gênero de terror, como também plantaria a semente para especulações sobre um possível universo expandido.

O impacto foi tão imediato que, já nas primeiras entrevistas pós-lançamento, começaram a surgir indícios de que a história poderia ir além. Em conversa exclusiva com a Variety, Cregger deixou escapar uma informação que mexeu com os fãs: ele já tem uma nova trama no mesmo universo de A Hora do Mal. Embora tenha enfatizado que esse não será seu próximo projeto, a simples ideia foi suficiente para colocar as redes sociais em ebulição.

“Tenho outra ideia para algo neste mundo que me empolga bastante. Não vou fazer isso agora, e provavelmente não farei depois do meu próximo filme, mas tenho um e gostaria de vê-lo nas telas um dia”, contou o cineasta.

Um universo sombrio que pede mais respostas

O sucesso do terror não se resume a cenas de violência gráfica ou a sustos pontuais. A construção de seu prestígio está no mosaico de histórias interligadas, que formam um retrato sufocante de uma comunidade marcada por segredos.

O ponto de partida é chocante: 17 crianças da mesma sala de aula desaparecem misteriosamente, todas saindo de casa na calada da noite, como se atendessem a um chamado silencioso. A partir daí, Cregger conecta fios narrativos que envolvem corrupção policial, traumas familiares, abuso religioso, bruxaria e rituais de sangue.

O filme não entrega respostas fáceis. Pelo contrário, deixa o público com mais perguntas do que certezas, criando um campo fértil para novas histórias — sejam continuações ou prelúdios. Essa ausência de amarras no roteiro final é um recurso narrativo que Cregger já havia usado em Barbarian (2022), mas aqui ele amplia a escala e a profundidade.

Outro ponto alto está no elenco. Nomes como Josh Brolin, Julia Garner, Alden Ehrenreich, Benedict Wong e Amy Madigan se revezam em atuações intensas e convincentes. Essa mistura de veteranos com talentos de gerações mais jovens dá ao longa um equilíbrio dramático raro no gênero.

O prelúdio que pode acontecer

Segundo informações do The Hollywood Reporter, a Warner Bros. e a New Line Cinema já iniciaram conversas com Cregger para desenvolver um prelúdio focado na personagem Gladys Lilly, interpretada por Amy Madigan.

Gladys é tia de Alex (Cary Christopher), a única criança que não desaparece junto com os colegas. Apesar de seu tempo de tela relativamente curto, ela carrega uma aura de mistério que sugere uma bagagem muito maior do que a mostrada.

Fontes próximas à produção revelaram que Cregger chegou a escrever um extenso capítulo sobre o passado de Gladys, mas optou por cortar o material para manter o ritmo do longa. Esse conteúdo, no entanto, não foi descartado — e pode servir de base para o prelúdio.

Por que os fãs estão empolgados?

Quem acompanha o gênero sabe identificar quando um filme tem potencial para se expandir. O mesmo aconteceu com Invocação do Mal, que deu origem a um verdadeiro ecossistema de spin-offs, ou com Hereditário, que, embora não tenha ganhado continuação, deixou marcas profundas no terror moderno.

No caso de A Hora do Mal, a narrativa tem um toque quase antológico. Cada núcleo de personagem é denso o suficiente para sustentar seu próprio filme. Um prelúdio sobre Gladys seria apenas uma das portas possíveis — há outras tramas dentro do mesmo universo que também poderiam ser exploradas.

Outro diferencial é o tipo de horror que Cregger pratica: menos dependente de “jump scares” e mais voltado para um desconforto crescente, sustentado pela sensação de que algo insidioso está se infiltrando no cotidiano. Essa abordagem mantém viva a chama de curiosidade do público.

O obstáculo no caminho

Apesar da empolgação, é importante conter a ansiedade. O próprio Cregger afirmou que o prelúdio não será seu próximo trabalho. O motivo é simples: ele já está comprometido com um projeto de peso — o reboot da franquia Resident Evil.

Previsto para chegar aos cinemas em 18 de setembro de 2026, o longa promete uma abordagem mais fiel aos jogos da Capcom, mas sem abrir mão da assinatura narrativa do diretor. A produção exigirá meses de pré-produção, filmagens e pós-produção, o que torna improvável qualquer lançamento de A Hora do Mal antes de 2027.

Zach Cregger: de comédia ao terror

Curiosamente, Cregger iniciou sua carreira na comédia, integrando o grupo The Whitest Kids U’ Know. Essa bagagem se reflete no terror de forma surpreendente: diálogos mais naturais, personagens tridimensionais e subversão de expectativas.

Seu trabalho anterior, Barbarian, já havia mostrado sua capacidade de quebrar regras e surpreender o público. O filme consolida essa reputação e o coloca como um dos nomes mais promissores do terror contemporâneo.

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