Saiba qual filme vai passar na Supercine deste sábado (09/08)

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Na noite do próximo sábado, 9 de agosto de 2025, a TV Globo leva ao ar no Supercine o longa-metragem O Amanhã é Hoje, uma produção espanhola que combina comédia, drama e fantasia para contar a história de uma família comum que, de repente, se vê transportada para um futuro repleto de mudanças tecnológicas e sociais.

De acordo com informações do AdoroCinema, dirigido por Nacho G. Velilla, o longa é estrelado por Carmen Machi, Javier Gutiérrez e Carla Díaz e se passa inicialmente no verão espanhol de 1991. É nesse cenário ensolarado, entre praias, roupas coloridas e a energia de uma década marcada pela música pop e pela ausência de smartphones, que a narrativa começa a se desenrolar.

O filme, que também está disponível por assinatura no Amazon Prime Video, promete uma sessão de sábado à noite cheia de momentos divertidos, mas também de situações que convidam à reflexão sobre o tempo, as relações e as transformações do mundo.

O enredo: quando um dia muda para sempre

A trama acompanha uma grande família durante as férias em uma praia espanhola. Entre os integrantes, está Lulu (interpretada por Carla Díaz), uma adolescente que vive o turbilhão de emoções típico da idade. Após uma discussão familiar, ela decide fugir com o namorado — um gesto impulsivo, mas carregado de intenções dramáticas, como se quisesse dizer aos pais que precisa ser ouvida.

No entanto, seus planos são interrompidos por uma tempestade inesperada. E não se trata de qualquer chuva de verão: o fenômeno meteorológico desencadeia algo inexplicável. Quando a tempestade passa, os pais de Lulu — vividos por Carmen Machi e Javier Gutiérrez — descobrem que não estão mais no mesmo tempo.

O ano não é mais 1991. É 2022.

O choque do futuro

O que para o espectador pode ser apenas uma mudança numérica de três décadas, para os personagens é um mergulho em um universo completamente novo. A Espanha que eles conheciam já não existe como antes. Os telefones públicos desapareceram, substituídos por celulares com telas sensíveis ao toque. As ruas estão cheias de pessoas com fones de ouvido sem fio, e as conversas acontecem tanto pessoalmente quanto por mensagens instantâneas.

O filme explora, com humor e uma pitada de melancolia, a reação dos pais diante dessas novidades: a alta tecnologia, as novas formas de comportamento e comunicação, a diversidade mais visível, os costumes reformulados. É um retrato divertido e, ao mesmo tempo, realista do choque cultural que qualquer pessoa sentiria ao pular 31 anos no tempo.

Mais do que isso, “O Amanhã é Hoje” usa o artifício da viagem temporal para falar de temas universais: a passagem do tempo, a dificuldade de adaptação e, sobretudo, a importância da família como ponto de referência, independentemente da época.

Humor e emoção na medida certa

O diretor Nacho G. Velilla é conhecido por equilibrar comédia e emoção em seus trabalhos. Aqui, ele constrói cenas hilárias — como o momento em que os personagens tentam entender um aplicativo de mensagens — ao lado de diálogos carregados de afeto e saudade.

As piadas não estão apenas no texto, mas também na atuação física dos atores, que exageram de forma proposital os gestos e reações para realçar o contraste entre os anos 1990 e o presente. Mas, por trás das gargalhadas, o roteiro traz momentos de introspecção. Afinal, o que fazer quando se percebe que perdeu anos da vida em um piscar de olhos?

Elenco que dá vida ao tempo

Além do trio principal, o filme conta com um elenco de peso no cinema espanhol: Asier Rikarte, Pepón Nieto, Antonia San Juan, Silvia Abril, Marta Fernández-Muro, Antonio Pagudo, Mina El Hammani, Aixa Villagrán, Gabriel Guevara, Toni Garrido, Elena de Lara, Blanca Tamarit e Claudia García.

Carmen Machi e Javier Gutiérrez, intérpretes dos pais de Lulu, entregam atuações que transitam com naturalidade entre o exagero cômico e a vulnerabilidade emocional. Carla Díaz, por sua vez, traz para Lulu uma intensidade que ajuda o público a entender que a trama não é apenas sobre pais deslocados, mas também sobre os conflitos e buscas da juventude.

Reflexões que ficam após a sessão

Apesar de seu tom leve e divertido, o longa deixa algumas questões no ar. O que faríamos se pudéssemos ver o futuro? Como lidaríamos com a constatação de que as pessoas e os lugares que conhecemos mudaram — e nós não participamos desse processo?

O roteiro não oferece respostas definitivas, mas provoca reflexões. Em tempos de avanço tecnológico acelerado, a experiência dos personagens serve como metáfora para a sensação que muitos já têm: de que o mundo muda mais rápido do que conseguimos acompanhar.

Por que vale a pena assistir

Em um mundo em que a rotina e as obrigações muitas vezes nos impedem de parar para refletir sobre nossas relações, “O Amanhã é Hoje” oferece um respiro. É entretenimento, sim, mas também um convite para pensar sobre como o tempo molda quem somos — e sobre como, no fim, o que realmente importa são as conexões humanas.

Ao levar essa história para a televisão aberta, o Supercine mantém sua tradição de apresentar filmes que equilibram diversão e conteúdo. Para quem gosta de rir, se emocionar e, de quebra, se lembrar de como eram as coisas antes da internet, esta é uma ótima pedida.


Pequenas Empresas e Grandes Negócios deste domingo (09/08) destaca negócios familiares, mercado pet e confeitaria artesanal

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Em todo canto do Brasil, histórias de empreendedores que começam pequenos e sonham grande se repetem, mas cada uma carrega sua própria marca: um sotaque, um tempero, um jeito de atender, uma lembrança de infância. É nesse universo que o Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN) mergulha mais uma vez neste sábado, 9 de agosto de 2025, com uma edição especial para celebrar o Dia dos Pais.

O programa, que há décadas é referência para quem busca inspiração no mundo dos negócios, aposta em histórias reais para mostrar que empreender não é apenas abrir uma empresa — é transformar vivências, afetos e talentos em oportunidades. Nesta semana, os repórteres percorrem diferentes regiões do país para conhecer famílias que mantêm viva a tradição ao mesmo tempo em que abraçam a inovação, empreendedores que apostam na tecnologia para se destacar, profissionais que fazem da cozinha de casa um ponto de partida e empresas que enxergaram no cuidado com os animais um nicho promissor.

O elo familiar como força empreendedora

Para abrir o programa, o repórter Max Tavares apresenta o especial “Giro Dia dos Pais”, dedicado a histórias onde o amor de pai e filho se transforma em combustível para o sucesso empresarial.

Em São Paulo e Curitiba, a câmera registra a rotina de uma pizzaria familiar que conseguiu, ao longo de gerações, manter a essência das receitas originais enquanto se adapta às mudanças de mercado. O forno a lenha continua sendo o coração do negócio, mas o cardápio ganhou novos sabores e a divulgação migrou para as redes sociais, com campanhas criativas que aproximam a marca de um público mais jovem.

O que impressiona é a forma como as decisões são tomadas: o pai, guardião das tradições, e o filho, atento às novas tendências, encontram um equilíbrio entre passado e futuro. É um retrato claro de como diferentes visões podem se complementar quando há respeito e objetivo em comum.

Mais ao norte do país, em Belém (PA), o programa apresenta uma família quilombola que decidiu transformar o orgulho de suas raízes em um restaurante de comida amazônica. O negócio vai muito além da gastronomia: é também uma forma de manter viva a história e a cultura herdadas dos antepassados. Cada prato servido é resultado de um saber que atravessou gerações, carregando temperos, aromas e memórias. Ali, o empreendedorismo é também uma forma de resistência cultural.

Quando tecnologia e estética andam juntas

O repórter Pedro Lins conta a história de Daniela Mustafci, dona de uma clínica estética em São Paulo que soube unir dois elementos fundamentais para quem quer crescer no setor de serviços: tecnologia e planejamento estratégico.

Daniela percebeu que, para se destacar, não bastava oferecer bons tratamentos. Era preciso criar experiências completas, que começassem no agendamento online e se estendessem ao atendimento personalizado. Investiu em equipamentos modernos, treinou a equipe para oferecer um serviço de excelência e apostou em promoções inteligentes.

Com a Black Friday se aproximando, ela preparou combos exclusivos de tratamentos para atrair novos clientes e fidelizar os antigos. Mas o mais interessante é que, para Daniela, as promoções não são apenas sobre preços menores: são uma estratégia para apresentar novos serviços ao público, aumentar o ticket médio e reforçar a relação de confiança com quem já frequenta a clínica.

“Quando entendemos o que o cliente realmente valoriza, conseguimos oferecer algo que faça sentido para ele e também para o negócio”, diz Daniela, reforçando a importância de planejar antes de agir.

Da cozinha de casa para o próprio ateliê

Ainda com Pedro Lins, o programa viaja até Araraquara (SP) para conhecer Joana D’Arc Pereira, que começou produzindo doces artesanais na cozinha de casa e conquistou o público com seu cuidado quase artesanal em cada detalhe.

As maçãs do amor são o carro-chefe: lisas, brilhantes, com acabamento impecável e sabor marcante. Mas o sucesso não veio da noite para o dia. Joana precisou aprender sobre precificação, fornecedores e logística de entrega. A divulgação boca a boca deu lugar às redes sociais, onde fotos bem produzidas e depoimentos de clientes ajudaram a impulsionar as vendas.

Agora, diante de uma demanda crescente, ela se prepara para abrir seu próprio ateliê de confeitaria. Será o passo mais importante desde o início da jornada e, para ela, a realização de um sonho. “Quero um espaço onde as pessoas possam sentir o carinho que coloco em cada doce, desde a produção até o atendimento”, afirma.

Mercado pet: um setor em expansão e cheio de oportunidades

No quadro “Negócio de Estimação”, apresentado por Déborah Morato, o programa mostra como o mercado pet segue em alta no Brasil, impulsionado pelo crescente cuidado e atenção que os tutores dedicam aos animais.

A primeira história é de uma empresa especializada em transporte internacional de pets. Mais do que logística, a proposta é oferecer segurança, conforto e acompanhamento durante todo o processo, garantindo que cães e gatos cheguem ao destino com o menor estresse possível. A atenção aos detalhes vai desde a adaptação das caixas de transporte até o monitoramento em tempo real.

Já a segunda empresa aposta em algo relativamente novo no Brasil: planos de saúde para animais como benefício corporativo. Funcionários de empresas parceiras podem incluir seus pets no pacote, garantindo acesso a consultas, vacinas e exames. A iniciativa reforça uma tendência de mercado: tratar os animais como membros da família e, ao mesmo tempo, criar diferenciais para a retenção de talentos nas empresas.

A escolha das entregas: próprio sistema ou aplicativos?

Encerrando o programa, no quadro “Dica do Bacca”, o especialista Marcelo Baccarini aborda um dilema que afeta milhares de empreendedores que vendem online: vale mais a pena investir em um sistema próprio de entregas ou aderir aos aplicativos já existentes?

Baccarini apresenta os prós e contras de cada modelo. No sistema próprio, há maior controle sobre a experiência do cliente, mas os custos com equipe, treinamento e divulgação podem pesar no orçamento. Já nos aplicativos, o alcance é maior e a estrutura já está pronta, mas a concorrência é acirrada e as taxas podem reduzir a margem de lucro.

A recomendação é analisar fatores como volume de pedidos, área de atendimento e perfil do cliente antes de tomar a decisão. Não existe resposta única: o ideal é escolher o modelo que se encaixe melhor na realidade do negócio.

No Terra da Padroeira deste domingo (10/09), pais e filhos dividem o palco em especial de Dia dos Pais

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No próximo domingo, 10 de agosto de 2025, a TV Aparecida abre o coração e o palco do Terra da Padroeira para um encontro que vai além da música. A partir das 9h da manhã, sob o comando carismático de Kleber Oliveira, com a irreverência de Tonho Prado e o bom humor do Menino da Porteira, o especial de Dia dos Pais chega para celebrar histórias, memórias e melodias que atravessam o tempo.

Não será apenas um programa musical — será um mosaico de afetos. De um lado, pais que ensinaram seus filhos a dedilhar os primeiros acordes. Do outro, filhos que cresceram embalados por modões nas varandas de casa e hoje dividem o microfone com quem os inspirou. Entre risadas, lembranças e refrões que o Brasil inteiro sabe cantar, o Terra da Padroeira quer mostrar que o sertanejo é muito mais do que música: é herança, identidade e forma de viver.

Primeiros acordes da manhã: Ailson e Ailsinho

Abrindo o especial, sobem ao palco Ailson e Ailsinho, dupla que já carrega a sintonia no nome e no sangue. Unidos oficialmente nos palcos desde 2016, pai e filho transformaram a cumplicidade familiar em harmonia musical. Inspirados por lendas como o Trio Parada Dura, misturam respeito pela tradição com arranjos próprios e cheios de personalidade.

No YouTube, já são mais de 135 mil inscritos que acompanham de perto essa parceria. Para Ailson, cantar ao lado do filho não é apenas um ato profissional, mas uma extensão natural da vida: “Quando a música vem de dentro, de casa, tudo se torna mais verdadeiro. E com meu filho, cada canção é também uma lembrança nossa.”

De Minas para o Brasil: Paulo Sousa e Andressa

Direto de Elói Mendes (MG), Paulo Sousa e Andressa trazem ao especial uma história que começa bem antes da formação oficial da dupla, há cerca de oito anos. Andressa cresceu acompanhando o pai em ensaios e apresentações, absorvendo cada verso e cada história do sertanejo de raiz. Hoje, como parceira de palco, mantém viva a chama dessa tradição enquanto imprime seu próprio estilo.

Ela resume a sensação de cantar com o pai como um reencontro com o passado: “No palco, tudo volta. Lembro das vezes em que ensaiávamos na sala de casa e percebo que, de alguma forma, cada música conta um pedaço da nossa história.”

Homenagem de filho para pai: Barrerito Jr.

O momento mais nostálgico do programa ficará nas mãos de Barrerito Jr., que sobe ao palco para homenagear seu pai, o eterno Barrerito, integrante histórico do Trio Parada Dura. Sucessos como “As Andorinhas” se transformam, nas mãos do filho, em cartas abertas de gratidão e saudade.

Para Barrerito Jr., manter vivo o repertório do pai é uma missão de vida, não apenas um gesto artístico. A emoção de sua apresentação promete atravessar a tela e alcançar cada lar, especialmente aqueles onde a música também é um elo familiar.

Modão para todas as idades: Durval e Alladin

Outra atração imperdível será a dupla Durval e Alladin, que nasceu de experiências musicais distintas, mas encontrou no modão um ponto de encontro perfeito. Em 2021, eles já haviam pisado no palco do programa para lançar a parceria — desde então, seguem conquistando plateias Brasil afora.

O repertório inclui hinos como “Dois Passarinhos”, “Lembrança de Quem Eu Amo” e “Oração Pela Família”, entremeados por histórias de estrada e lembranças de bastidores que reforçam a essência afetiva do especial.

Encerramento em tom de afeto: Leyde e Laura

Para fechar com chave de ouro, o especial recebe as irmãs Leyde e Laura, vozes femininas que há mais de 25 anos dão brilho à música sertaneja. De Rondonópolis (MT) para o país inteiro, Lucineide (Leyde) e Marinilza (Laura) construíram uma carreira marcada pela harmonia impecável e por sucessos como “De Volta Pra Casa”, “História do Meu Avô” e “Amor da Minha Vida”.

Elas carregam o DNA da música de raiz e, no especial, prometem um reencontro emocionante com o público que as acompanha há décadas.

Paulistar deste sábado (09/08) destaca a história da Calçada do Samba e o legado da família Mina no Jardim Almanara

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No próximo sábado, 9 de agosto de 2025, o programa Paulistar convida o público para mergulhar em uma das histórias mais inspiradoras da Zona Norte de São Paulo: a da Calçada do Samba, no Jardim Almanara, Brasilândia. Em uma edição carregada de emoção, música e afeto, a apresentadora Valéria conduz uma verdadeira viagem pelo coração cultural e comunitário da região, revelando como a família Mina transformou sua casa e calçada em um ponto de encontro onde o samba é mais que música — é resistência, identidade e cura coletiva.

O samba que nasceu da porta de casa

A abertura do programa já dá o tom do episódio. Ao som de “Alguém Me Avisou”, de Dona Ivone Lara, interpretada por Luiz Mina, o espectador é transportado para o clima caloroso da Brasilândia. As imagens mostram crianças brincando na rua, vizinhos conversando nas calçadas e tambores sendo afinados, enquanto a voz de Luiz embala memórias e sentimentos.

No centro dessa história estão Dona Ivani e Seu Luiz, casados há 68 anos, protagonistas de um amor que atravessou décadas e crises, sempre com o samba como pano de fundo. Entre sorrisos e olhares cúmplices, eles relembram como chegaram ao bairro e como, pouco a pouco, sua casa se tornou um farol de cultura e convivência.

— “O samba sempre esteve com a gente. Não é só música, é como a gente aprendeu a resistir e a se alegrar, mesmo nas dificuldades”, diz Dona Ivani, com a voz embargada.

Seus cinco filhos cresceram embalados por rodas de samba improvisadas na sala, no quintal e, mais tarde, na própria calçada. Assim nasceu, há dez anos, a Calçada do Samba, um movimento espontâneo que hoje é patrimônio afetivo da comunidade.

Do quintal para o bairro: a força da união

O Jardim Almanara, como muitos bairros da periferia paulistana, é feito de histórias de superação. O programa mostra como a família Mina soube transformar a simplicidade da vida cotidiana em um legado cultural. A cada encontro na Calçada do Samba, vizinhos e amigos encontram não só música, mas também um espaço seguro para compartilhar, rir e lembrar.

O episódio traz depoimentos emocionantes de moradores que viram no samba uma forma de superar perdas, enfrentar crises e celebrar conquistas. Há relatos de quem conheceu o espaço em um momento difícil e encontrou ali acolhimento e incentivo para seguir.

— “Eu vinha aqui só para ouvir, depois comecei a cantar. Foi assim que voltei a acreditar em mim”, conta uma moradora, com lágrimas nos olhos.

A força empreendedora do bairro

O Paulistar também abre espaço para mostrar como o espírito comunitário do Jardim Almanara vai além da música. Valéria visita um restaurante que se tornou referência local, comandado por Flávio, morador e empreendedor nascido e criado na região. Ele relembra as ruas da infância e revela como decidiu investir no próprio bairro, transformando memórias em oportunidade.

— “Aqui é minha raiz. Quis criar um negócio que valorizasse o que temos de melhor e que trouxesse movimento para a nossa comunidade”, afirma Flávio. Seus planos de expansão prometem gerar empregos e fomentar ainda mais a economia local.

A Igreja de Zinco e a fé que une

Outro ponto de destaque no episódio é a Igreja Santo Apóstolos, carinhosamente apelidada de Igreja de Zinco. Sua arquitetura chama atenção: o teto em formato de Bíblia é símbolo da persistência e da criatividade dos moradores.

Carlos e Vânia, dois dos filhos de Dona Ivani e Seu Luiz, contam histórias vividas no templo e refletem sobre como a diversidade religiosa sempre foi respeitada na família. Católicos, evangélicos e umbandistas convivem lado a lado, reforçando a ideia de que, no Jardim Almanara, a fé é mais ponte do que muro.

— “A gente aprendeu cedo que respeito é a base de tudo. Aqui, ninguém precisa deixar de ser quem é para fazer parte da roda”, diz Vânia.

Cultura viva na Casa de Cultura da Brasilândia

O roteiro do programa também passa pela Casa de Cultura da Brasilândia, espaço que ganhou nova vida após reformas e hoje pulsa com atividades culturais. Valéria participa de aulas de samba rock e cavaquinho, e conhece o trabalho das trancistas locais, que transformam cada penteado em uma afirmação de identidade e orgulho da beleza negra.

A visita evidencia como a arte, a moda e a música se entrelaçam na preservação da memória e no fortalecimento da autoestima comunitária.

A grande roda: 10 anos de Calçada do Samba

O clímax do episódio chega com a roda de samba especial em homenagem aos dez anos da Calçada. O encontro reúne gerações da família Mina, vizinhos e amigos, todos unidos em um círculo onde a música dita o compasso do afeto.

Carlos abre cantando “Foram Me Chamar”, enquanto olhares e aplausos aquecem a noite. Em seguida, Vânia faz um discurso emocionado, relembrando momentos em que o samba foi cura para tristezas profundas.

O encerramento fica por conta de uma convidada especial: Eliana de Lima, que interpreta seu clássico “Desejo de Amar”. Sua presença sela a importância da Calçada como símbolo da força cultural periférica, reconhecida além dos limites do bairro.

— “A periferia é um celeiro de talento, e espaços como este são fundamentais para manter nossa história viva”, declara Eliana.

Acumuladores desta quinta (07/08) revela diferentes traumas que desencadeiam o distúrbio e transforma vidas

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Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, a série documental Acumuladores traz ao público uma abordagem sensível e profunda sobre o transtorno de acumulação compulsiva, apresentando histórias reais que revelam como diferentes traumas de vida podem desencadear o mesmo distúrbio, impactando famílias e comunidades. O episódio de hoje destaca a diversidade das causas que levam à compulsão por juntar objetos, mostrando que, por trás do comportamento muitas vezes incompreendido, existem histórias de dor, perda, ansiedade e resistência. Com uma narrativa humanizada, o programa reforça a importância do apoio multidisciplinar e do entendimento empático para que os afetados possam reencontrar o equilíbrio.

Compreendendo o transtorno: mais que simples desordem, um distúrbio multifacetado

O transtorno de acumulação compulsiva é caracterizado pela dificuldade persistente em se desfazer de pertences, independentemente do seu valor ou utilidade. Essa condição, que pode se manifestar em graus variados, muitas vezes resulta em ambientes domésticos caóticos, prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos e daqueles que convivem com eles. O que a série evidencia é que, apesar da semelhança na manifestação externa — o acúmulo exagerado — as raízes desse comportamento são diversas e complexas. Traumas como perdas afetivas, abuso, negligência, separações traumáticas e até o impacto de doenças mentais associadas, como depressão e ansiedade, podem estar por trás do distúrbio.

Histórias que sensibilizam e educam

No episódio, são retratadas diferentes trajetórias que convergem para o mesmo desafio: a luta contra o apego excessivo a objetos materiais. Cada participante traz uma narrativa única, com suas dores e esperanças. Essas histórias ajudam o público a compreender que o transtorno não é resultado de preguiça ou falta de higiene, mas sim uma resposta psicológica a experiências difíceis que marcaram a vida dessas pessoas. O acúmulo, muitas vezes, funciona como uma tentativa de proteção emocional, um modo de preservar memórias ou manter um controle diante de situações traumáticas.

O papel da família e dos profissionais na transformação

A série mostra, também, como o processo de recuperação depende da colaboração entre familiares, terapeutas, psicólogos e especialistas em organização. O acompanhamento multidisciplinar é fundamental para que os pacientes possam superar resistências, desenvolver estratégias de desapego e reconstruir suas relações pessoais. Além do tratamento clínico, o suporte emocional da família aparece como um elemento essencial para o sucesso das intervenções, embora muitas vezes os vínculos estejam fragilizados pela convivência com o transtorno.

Sensibilização e combate ao preconceito

Ao trazer à tona os diferentes traumas que levam ao transtorno, Acumuladores cumpre um papel social importante: desmistificar preconceitos e ampliar a empatia da sociedade com as pessoas afetadas. Muitas vezes, o distúrbio é visto com julgamento e incompreensão, o que pode dificultar ainda mais o acesso a tratamentos e o apoio necessário. Com uma linguagem acessível e depoimentos reais, a série reforça a ideia de que o distúrbio deve ser encarado como uma questão de saúde mental e que o acolhimento é o primeiro passo para a transformação.

Desconhecidos estreia no Telecine: Suspense e tensão imersiva na selvagem floresta do Oregon

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O universo do suspense e do terror psicológico ganha um novo capítulo intenso e envolvente com a chegada do filme Desconhecidos (Strange Darling, 2023) ao catálogo do Telecine no streaming nesta sexta-feira, dia 8 de agosto. A produção também terá sua estreia na TV paga no sábado, 9, às 22h, pelo canal Telecine Premium, e será reapresentada no domingo, 10, às 20h, no Telecine Pipoca.

Dirigido e roteirizado por JT Mollner, o filme é um thriller que desafia o espectador a acompanhar uma caçada implacável através das densas florestas do Oregon, nos Estados Unidos, ao mesmo tempo em que explora as nuances psicológicas de uma mulher perseguida por um assassino em série cruel e calculista.

A trama: uma luta pela sobrevivência entre a selva e o medo

No centro da narrativa está uma mulher — interpretada de forma intensa pela atriz Willa Fitzgerald — que se encontra ferida, vulnerável e isolada no meio da vasta e hostil floresta do Oregon. Ela é caçada por um homem cujo único objetivo é capturá-la a qualquer custo, um predador frio, implacável e cruel.

O longa inicia mostrando um crime aparentemente isolado, mas conforme a trama avança, essa ocorrência se transforma em uma onda de assassinatos brutais, compondo o retrato dos últimos meses conhecidos de um assassino em série, que aterroriza a região.

À medida que a perseguição se intensifica, o público é conduzido por um jogo de gato e rato onde a sobrevivência é a única motivação da protagonista — que, apesar da dor e do desgaste físico, tenta a todo custo se manter um passo à frente de seu agressor. A cada cena, o suspense cresce, com a narrativa trazendo reviravoltas e uma tensão quase palpável que culmina num desfecho impactante.

O diretor e roteirista JT Mollner: um nome a acompanhar

JT Mollner é um cineasta que vem ganhando destaque na cena do cinema de suspense e terror por sua habilidade em construir atmosferas densas e histórias emocionalmente envolventes. Sua abordagem tem como marca a criação de universos sombrios, onde os personagens são colocados em situações extremas, explorando seus limites psicológicos.

Com Desconhecidos, Mollner consolida seu estilo, trazendo um roteiro que não se apoia apenas nos sustos fáceis, mas aposta numa narrativa tensa, imersiva e psicológica. A escolha de ambientar a caçada na natureza selvagem do Oregon acrescenta uma camada extra de isolamento e perigo, transformando a floresta num personagem adicional que amplia a sensação de vulnerabilidade da protagonista.

Willa Fitzgerald: uma protagonista que transmite força e fragilidade

A atriz Willa Fitzgerald, que vem se destacando em produções de suspense e terror na televisão e no cinema, entrega uma performance multifacetada em Desconhecidos. Sua personagem é ao mesmo tempo forte, determinada e humana — alguém que não desiste mesmo diante das adversidades extremas.

Willa tem em seu currículo trabalhos importantes em séries como Scream (2015-2016) e Dare Me (2019), onde desenvolveu papéis que exigem profundidade emocional e capacidade de carregar o peso da narrativa. No longa-metragem, sua atuação foi elogiada pela crítica por conseguir transmitir as nuances da luta pela sobrevivência de forma convincente e com intensidade crescente.

Como assistir Desconhecidos no Telecine

O filme está disponível a partir de 8 de agosto no streaming do Telecine, acessível por meio do Globoplay e das operadoras de TV por assinatura que oferecem o serviço. Para quem prefere a experiência da televisão, o longa será exibido no sábado, 9, às 22h, no canal Telecine Premium, e no domingo, 10, às 20h, no Telecine Pipoca.

Essa variedade de opções permite que o público escolha a forma mais confortável de assistir ao thriller, seja no conforto do sofá com a qualidade do Telecine Premium, seja em dispositivos móveis via streaming.

Por que Desconhecidos merece sua atenção?

Em um mercado saturado de filmes de suspense que muitas vezes se apoiam em fórmulas desgastadas, o filme se destaca por oferecer uma narrativa que equilibra o psicológico e o visceral, o instinto de sobrevivência e o medo primal.

A jornada da protagonista, em meio a um cenário natural hostil e um inimigo implacável, é um convite para o espectador refletir sobre os limites humanos, a força interior e a luta constante pela vida.

Além disso, o filme se insere em um contexto contemporâneo em que produções que exploram o thriller psicológico ganham mais espaço, especialmente aquelas que valorizam personagens complexos e histórias que fogem do maniqueísmo tradicional.

JT Mollner e a evolução do cinema de suspense contemporâneo

Para além do filme, a trajetória do diretor JT Mollner é um ponto importante para entender o potencial de Desconhecidos. Seu trabalho vem sendo notado por trazer frescor e originalidade ao cinema de suspense, investindo em roteiros que privilegiam a imersão emocional do público e personagens tridimensionais. Mollner representa uma nova geração de cineastas que valorizam a construção de atmosferas e o desenvolvimento psicológico, afastando-se dos artifícios excessivos e da violência gratuita que por vezes marcam o gênero.

Fernando Meirelles revela bastidores da minissérie Pssica em trailer exclusivo

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A Netflix revelou recentemente o trailer de bastidores da aguardada minissérie brasileira Pssica, uma produção que reúne alguns dos maiores nomes do cinema nacional, entre eles o aclamado diretor Fernando Meirelles, responsável por obras icônicas como Cidade de Deus (2002). Com estreia marcada para 20 de agosto de 2025, a série já causa expectativa por sua proposta ousada e narrativa envolvente, que une elementos de suspense, realismo social e mitologia amazônica.

A trama é uma minissérie original da Netflix que adapta o romance homônimo do escritor paraense Edyr Augusto, autor conhecido por retratar a riqueza e as tensões da Amazônia em suas obras. O projeto conta com direção de Fernando Meirelles, em parceria com Quico Meirelles, diretor experiente e filho do cineasta, que traz uma sensibilidade especial para a direção de cenas de tensão e ação na floresta.

O roteiro é assinado por Bráulio Mantovani — indicado ao Oscar pelo roteiro de Cidade de Deus — junto com Fernando Garrido e Stephanie Degreas, trazendo uma narrativa que equilibra poesia e violência, explorando temas como tráfico humano, conflitos territoriais e forças sobrenaturais.

A história gira em torno de Janalice (Domithila Cattete), uma jovem que é raptada por uma rede de tráfico humano na Amazônia e precisa lutar para sobreviver em meio aos perigos dos rios e da floresta. Paralelamente, o personagem Preá (Lucas Galvino) lidera uma gangue de “ratos d’água”, criminosos que controlam as rotas fluviais da região, enfrentando dilemas morais e os fantasmas de seu passado.

Outro núcleo importante é a busca de Mariangel (Marleyda Soto) por vingança após a morte de sua família. Ela enfrenta uma entidade misteriosa conhecida como “pssica” — uma espécie de maldição que persegue e destrói aqueles que cruzam seu caminho, misturando o sobrenatural com o cotidiano de violência.

Segundo o diretor Fernando Meirelles, “a série é um mergulho na alma da Amazônia, onde o real e o mítico se confundem e a luta pela sobrevivência ganha contornos poéticos e sombrios”. A produção promete explorar as nuances culturais e sociais da região, sem esquecer da tensão e do drama humano.

O peso do elenco na construção da narrativa

O elenco da minissérie é formado majoritariamente por atores brasileiros, muitos deles estreantes ou vindos do teatro regional, garantindo um frescor e autenticidade aos personagens. A protagonista Domithila Cattete, que interpreta Janalice, é uma jovem atriz que vem se destacando em produções independentes.

Além dela, Lucas Galvino vive Preá, trazendo intensidade para o papel do líder de gangue em conflito. Marleyda Soto, conhecida por seu trabalho em teatro e cinema periférico, dá vida à vingativa Mariangel, que encara a maldição “pssica” com coragem e dor.

Complementam o elenco nomes como Claudio Jaborandy, Wesley Guimarães, Ademara, Bruno Goya, Luca Dan, Ricardo Teodoro, Sandro Guerra, Welket Bungué, Felipe Rocha, Andrés Castañeda e Fátima Macedo, que enriquecem a trama com personagens que trazem diferentes perspectivas e histórias de vida na Amazônia.

A diversidade do elenco reforça o compromisso da produção com a representatividade regional e cultural, apresentando vozes e rostos pouco vistos nas produções nacionais de grande alcance.

Bastidores e produção: uma jornada desafiadora

A minissérie é uma produção da O2 Filmes, com Andrea Barata Ribeiro e Fernando Meirelles na produção executiva, além de Cristina Abi como co-produtora. A escolha de filmar em locações na própria Amazônia adiciona uma camada de desafio à realização, devido às condições climáticas e logísticas.

O trailer de bastidores divulgado pela Netflix revela parte do processo intenso de gravação em meio à floresta, com cenas em rios e áreas remotas que exigiram uma equipe técnica altamente especializada. O cuidado em preservar o ambiente natural, sem perder a qualidade cinematográfica, foi um dos compromissos da produção.

Fernando Meirelles comentou sobre a importância de retratar a Amazônia de forma realista, “não apenas como cenário, mas como personagem central, viva e pulsante, que influencia cada decisão dos personagens e o desenrolar da história”.

Além das dificuldades naturais, a equipe teve que lidar com questões sociais da região, buscando incluir no roteiro elementos que dialogassem com a realidade das comunidades ribeirinhas, indígenas e das populações vulneráveis afetadas pelo tráfico e pelo crime organizado.

O impacto cultural e social da minissérie

A série chega em um momento em que a produção audiovisual brasileira tem se fortalecido internacionalmente, com séries e filmes que conquistam espaço nas plataformas digitais. A aposta em um enredo que dialoga com questões amazônicas, tão pouco exploradas em produções de grande público, é um diferencial que pode ampliar a visibilidade dos problemas e da cultura da região.

A obra também propõe reflexões importantes sobre violência, desigualdade e a presença constante do mito na construção das identidades locais. Ao trazer a maldição “pssica” como elemento central, a série transita entre o suspense psicológico e o folclore regional, resgatando narrativas populares e dando-lhes novo significado.

Para a crítica de cinema e cultura, Helena Fonseca, “a minissérie tem potencial para romper com clichês sobre a Amazônia, mostrando uma faceta complexa, multifacetada, onde a brutalidade e a beleza coexistem, e onde o ser humano se confronta com forças além de sua compreensão.”

Expectativas do público e da crítica

A divulgação do trailer de bastidores da série gerou grande repercussão nas redes sociais, com fãs do diretor Fernando Meirelles, admiradores da literatura amazônica e entusiastas do audiovisual brasileiro manifestando ansiedade pela estreia.

Especialistas do setor audiovisual destacam que “Pssica” pode ser uma das grandes apostas nacionais da Netflix em 2025, capaz de trazer um novo olhar para a produção local e atrair público internacional com uma narrativa original e ambientação exótica.

O envolvimento de profissionais renomados como Bráulio Mantovani, diretor criativo de peso, também adiciona credibilidade e qualidade ao projeto, prometendo diálogos e roteiros que respeitam a profundidade dos personagens e das tramas.

Fernando Meirelles: um retorno ao universo brasileiro

Para o diretor Fernando Meirelles, “Pssica” representa um retorno ao seu universo de origem, depois de trabalhos internacionais de grande repercussão. Conhecido por sua sensibilidade para contar histórias brasileiras que dialogam com o mundo, Meirelles aposta na minissérie para ampliar a narrativa do país, mostrando suas contradições, beleza e tragédias.

Em entrevista recente, ele afirmou: “Este projeto é uma viagem de autoconhecimento, um desafio para traduzir em imagens o que está no livro de Edyr Augusto, que é a alma da floresta e das pessoas que vivem nela.”

Além disso, ele destaca a importância de valorizar talentos regionais e dar voz a histórias que muitas vezes ficam à margem das grandes produções comerciais

Após duas temporadas, série Goosebumps é cancelada pelo Disney+; futuro da franquia é repensado

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Foto: Reprodução/ Internet

A série de terror sobrenatural Goosebumps, produzida pela Sony Pictures Television e exibida nas plataformas Disney+ e Hulu, foi oficialmente cancelada após duas temporadas. A decisão, comunicada recentemente e revelada com exclusividade pela revista Variety, marca o fim de uma tentativa contemporânea de renovar uma das franquias mais icônicas da literatura infantojuvenil de horror.

Contudo, a produtora responsável já estuda possibilidades para a continuidade do universo Goosebumps em outras plataformas, além de explorar diferentes direções criativas para o licenciado que R.L. Stine criou na década de 1990 e que se transformou em um fenômeno cultural global.

Uma franquia com história e legado

Lançada originalmente como uma série de livros na década de 1990 pelo autor americano R.L. Stine, Goosebumps rapidamente se tornou um fenômeno mundial. Com mais de 300 milhões de cópias vendidas em todo o mundo, a obra conquistou gerações por sua combinação única de suspense, terror acessível e personagens com os quais o público jovem se identificava.

Além dos livros, a franquia ganhou diversas adaptações televisivas, com destaque para a série de 1995 que utilizava o formato antológico, apresentando episódios independentes com histórias diferentes e monstrinhos icônicos. Em 2015, os livros voltaram às telas em forma de filme, estrelado por Jack Black, e um segundo longa estreou em 2018.

Essa popularidade e o potencial para alcançar novos públicos motivaram a Sony Pictures Television a apostar numa nova série live-action para o streaming, em um momento de expansão do mercado audiovisual e da popularidade de plataformas digitais.

Desenvolvimento e proposta da nova série

Anunciada em 2020, em meio à pandemia de COVID-19, a nova série Goosebumps representou uma tentativa de modernizar o universo criado por Stine. Diferentemente do formato antológico episódico do passado, a produção optou por uma narrativa serializada, em que cada temporada tem um arco contínuo e um elenco fixo, ainda que elementos clássicos e criaturas do universo Goosebumps fossem inseridos em alguns episódios.

Rob Letterman, diretor do filme original de 2015, voltou para atuar como roteirista, produtor executivo e diretor do episódio piloto, trabalhando ao lado de Nicholas Stoller, colaborador de longa data. Essa parceria visava garantir uma fidelidade ao tom dos livros, mas com uma roupagem mais atual e voltada para um público jovem adulto.

A produção envolveu a Scholastic Entertainment (detentora dos direitos dos livros), a Sony Pictures Television e a Original Film, estúdio responsável pelos filmes anteriores da franquia. Devido às restrições impostas pela pandemia, parte do desenvolvimento e das reuniões ocorreu via videoconferência, uma adaptação necessária para manter o cronograma.

A filmagem principal começou em outubro de 2022, em Vancouver, no Canadá, contando com equipes experientes e forte aposta em efeitos práticos para conferir realismo às cenas assustadoras, além do uso de efeitos visuais digitais quando necessário.

Sinopse das temporadas e elenco principal

Primeira temporada

Estreou em 13 de outubro de 2023 simultaneamente no Disney+ e Hulu, como parte dos blocos temáticos “Hallowstream” e “Huluween”. A narrativa acompanha cinco estudantes do ensino médio que investigam a misteriosa morte, ocorrida 30 anos antes, de um adolescente chamado Harold Biddle. Conforme desvendam pistas, descobrem segredos obscuros ligados ao passado de suas próprias famílias. A temporada misturou suspense, drama familiar e terror, com jovens atores como Justin Long, Ana Yi Puig, Miles McKenna, Will Price e Zack Morris.

Segunda temporada

Lançada em 10 de janeiro de 2025, a segunda temporada mudou o foco para um novo elenco, com gêmeos Cece e Devin explorando um forte abandonado, desencadeando eventos ligados ao desaparecimento de quatro adolescentes há três décadas. O elenco contou com nomes como David Schwimmer, Ana Ortiz e Sam McCarthy, trazendo uma atmosfera ainda mais sombria e misteriosa. O uso de novos personagens e histórias pretendia expandir o universo da série, trazendo diferentes facetas do horror e do suspense.

Recepção crítica e reação do público

Apesar da expectativa gerada pela nova abordagem, a série recebeu críticas mistas. Alguns elogiaram o visual moderno, a produção caprichada e o esforço para adaptar os elementos clássicos de Goosebumps para uma narrativa contínua. Contudo, muitos críticos apontaram que a mudança do formato antológico para um arco de temporada único comprometeu o dinamismo e o frescor característicos da franquia original.

Além disso, a série enfrentou desafios para conquistar um público amplo e consistente. A disputa acirrada pelo tempo de atenção dos espectadores nas plataformas de streaming, aliada a uma enorme oferta de produções similares de terror jovem, dificultou a consolidação da série entre os grandes sucessos do momento. Os índices de audiência, embora razoáveis, não justificaram investimentos maiores para uma terceira temporada, sobretudo considerando o alto custo de produção e a busca por resultados mais expressivos.

Cancelamento e o futuro da franquia

Em 7 de agosto de 2025, a Disney+ anunciou o cancelamento da série após duas temporadas. A decisão, segundo fontes internas, foi influenciada por uma combinação de fatores, incluindo a performance moderada da série, mudanças na estratégia editorial da plataforma e a necessidade de priorizar conteúdos com maior retorno comercial. Porém, a Sony Pictures Television, responsável pela produção, já manifestou interesse em continuar explorando a franquia, buscando novos parceiros e redes para possíveis adaptações. A ideia é não abandonar o universo Goosebumps e reinventar a narrativa, talvez até mesmo retomar o formato antológico que consagrou a série nos anos 90. Produtores como Conor Welch e Pavun Shetty já haviam declarado interesse em adaptar outros livros clássicos da coleção, como Night of the Living Dummy, para futuras temporadas, indicando que há muito conteúdo valioso ainda a ser explorado.

Desafios da adaptação em tempos modernos

Adaptar a trama para o streaming e para uma nova geração de espectadores não foi tarefa simples. A série precisou equilibrar o legado da obra original com as expectativas contemporâneas, que exigem narrativas mais complexas, personagens tridimensionais e temas atuais. Além disso, o mercado audiovisual atual é altamente competitivo, com grandes investimentos em produções originais para atrair e manter assinantes. Séries de terror para jovens adultos são muitas, e se destacar requer algo que vá além do nome conhecido. Outro desafio foi a produção em meio à pandemia, que exigiu adaptações no formato de trabalho, uso intensivo de tecnologia para reuniões e coordenação à distância, impactando cronogramas e custos.

Participações especiais e curiosidades da produção

A série trouxe momentos especiais para os fãs de Goosebumps. O próprio autor R.L. Stine participou como dublador de um personagem em forma de apresentador de podcast na segunda temporada, um toque divertido planejado para aproximar o criador do público. Os efeitos práticos usados na série foram um destaque, pois a equipe buscou criar monstros e situações que parecessem o mais real possível, visando aumentar a imersão do espectador, uma escolha aplaudida por fãs do terror clássico. O elenco variado, que trouxe desde jovens atores promissores até veteranos como Morgan Freeman (em participações especiais), também adicionou peso à produção, mesmo que a recepção não tenha sido unânime.

O legado e a esperança para novos projetos

Apesar do cancelamento, a série permanece uma marca valiosa e querida no universo do entretenimento jovem e infantojuvenil. A Sony Pictures Television, juntamente com a Scholastic Entertainment, continuará a explorar novas formas de revitalizar a franquia. Seja por meio de séries, filmes ou até projetos interativos, o mundo criado por R.L. Stine ainda possui enorme potencial para encantar e assustar as próximas gerações.

Samantha Schmütz e Adrian Younge lançam álbum que une Brasil e EUA em celebração à música negra contemporânea

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No dia 25 de julho, chegou às principais plataformas digitais o aguardado álbum “Samantha & Adrian”, fruto da parceria entre a atriz e cantora brasileira Samantha Schmütz e o renomado compositor e produtor norte-americano Adrian Younge. Lançado pelo selo Linear Labs, o projeto une o timbre marcante de Samantha a arranjos orgânicos e sofisticados, resultando em uma obra que transita entre o soul, o samba, a canção brasileira e a sonoridade vintage que caracteriza o trabalho de Younge. As informações são do Sessão Cinéfila.

Mais do que um simples encontro musical, o disco é um diálogo cultural entre Brasil e Estados Unidos, em que a música negra contemporânea é o ponto de conexão. Com faixas como “Nossa Cor”, “More Than Love” e “Samba Canção”, o álbum mergulha em temas como amor, resistência e vulnerabilidade, explorando narrativas pessoais e coletivas que refletem questões identitárias e sociais.

Um encontro que atravessa fronteiras

Samantha Schmütz é amplamente reconhecida pelo seu talento multifacetado — atriz, humorista, dubladora e cantora — mas aqui ela se apresenta de forma mais íntima e autoral. Ao lado de Adrian Younge, que já colaborou com nomes como Ali Shaheed Muhammad, Kendrick Lamar e Ghostface Killah, a artista se entrega a um repertório que privilegia a organicidade, com instrumentação analógica e texturas sonoras que evocam a estética da música gravada ao vivo.

“Esse álbum é sobre conexão. Não só entre duas pessoas de países diferentes, mas entre histórias, influências e raízes que se reconhecem na batida, no canto e na emoção”, comentou Schmütz em divulgação do projeto.

A construção de “Samantha & Adrian”

O processo criativo uniu a sensibilidade lírica de Samantha com o ouvido refinado de Younge para arranjos que soam atemporais. O resultado é um trabalho que flerta com o soul dos anos 70, o samba-canção brasileiro e elementos da música orquestral cinematográfica.

A faixa “Nossa Cor”, por exemplo, é um manifesto suave, mas firme, sobre orgulho racial e identidade, enquanto “More Than Love” mistura inglês e português em uma declaração de afeto universal. Já “Samba Canção” é uma homenagem às tradições musicais brasileiras, com interpretação carregada de emoção e arranjos que remetem às gravações clássicas.

Samantha Schmütz: da comédia à música com intensidade

Nascida em Niterói, em 28 de janeiro de 1979, Samantha Schmütz Cannet construiu uma carreira marcada pela versatilidade. Formada em Artes Cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras, começou sua trajetória no teatro no fim dos anos 1990, destacando-se tanto pela presença de palco quanto pela voz marcante.

Ganhou projeção nacional em 2007 no programa Zorra Total, com o icônico personagem Juninho Play, trabalho que lhe rendeu prêmios e reconhecimento popular. Também brilhou no humor televisivo como Jéssica no sucesso Vai que Cola, além de colecionar participações em produções cinematográficas que ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores, como a franquia Minha Mãe É uma Peça e Tô Ryca.

Apesar da forte associação com a comédia, Schmütz já havia demonstrado sua capacidade dramática, como na novela Totalmente Demais (2015), e agora reafirma sua faceta musical com um projeto que exige entrega e autenticidade.

Saiba qual filme é destaque na Super Tela deste sábado (09/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Na noite deste sábado, 9 de agosto de 2025, o Super Tela da Record TV leva ao ar um dos filmes mais intensos e emocionantes dos últimos anos: O Dia do Atentado, um drama de suspense baseado em fatos reais que reconstrói, com realismo e humanidade, um dos episódios mais marcantes da história recente dos Estados Unidos — o atentado à Maratona de Boston, em 2013.

Com direção de Peter Berg e protagonizado por Mark Wahlberg, o longa vai além da reconstituição policial. Ele mergulha na tensão, no medo e, principalmente, na coragem que emergiu de um dia de terror, mostrando como autoridades e cidadãos comuns se uniram para enfrentar uma ameaça e encontrar justiça.

No centro da narrativa está o sargento Tommy Saunders (Mark Wahlberg), um policial que estava de serviço na linha de chegada da Maratona de Boston no dia 15 de abril de 2013. O que deveria ser uma manhã de celebração esportiva se transformou em caos quando duas bombas caseiras explodiram no meio da multidão, deixando mortos e feridos, e espalhando medo pela cidade.

A partir desse momento, o filme mostra uma operação policial de urgência, liderada por Saunders e reforçada por figuras como o Agente Especial Richard Deslauries (Kevin Bacon), o Comissário de Polícia Ed Davis (John Goodman), o Sargento Jeffrey Pugliese (J.K. Simmons) e a enfermeira Carol Saunders (Michelle Monaghan).

Juntos, eles se unem a sobreviventes e outros profissionais para identificar e capturar os terroristas antes que possam fazer novas vítimas. É uma história sobre resiliência, trabalho em equipe e o espírito de uma cidade que se recusou a se render ao medo.

Baseado em uma tragédia real que comoveu o mundo

O atentado à Maratona de Boston de 2013 não foi apenas um ataque terrorista: foi um golpe direto ao coração de um evento que simbolizava superação e espírito esportivo. Naquele dia, mais de 23 mil corredores participavam da prova, acompanhados por centenas de milhares de espectadores.

As explosões, provocadas por dois irmãos extremistas, deixaram três mortos e mais de 260 feridos. As imagens de pânico e destruição correram o mundo, e, nos dias seguintes, a caçada aos suspeitos paralisou Boston — a cidade praticamente fechou enquanto policiais vasculhavam bairros inteiros.

“O Dia do Atentado” recria esses acontecimentos com precisão documental, mas também abre espaço para mostrar as pessoas por trás das estatísticas: vítimas, socorristas, policiais e familiares que tiveram suas vidas mudadas para sempre. Peter Berg, conhecido por trabalhos como “O Grande Herói” e “Horizonte Profundo”, mantém seu estilo de unir adrenalina e humanidade, evitando sensacionalismo e respeitando a memória dos envolvidos.

Elenco de peso e atuações marcantes

Mark Wahlberg, que nasceu em Boston, imprime autenticidade ao papel do sargento Saunders. Embora o personagem seja fictício, ele representa a soma de vários policiais que atuaram na operação, servindo como elo entre as diferentes frentes de investigação e ação.

Ao seu lado, o filme conta com Kevin Bacon em uma interpretação contida e precisa como o agente do FBI responsável pela investigação; John Goodman, no papel do comissário Ed Davis, figura fundamental na coordenação das forças policiais; e J.K. Simmons, vencedor do Oscar por “Whiplash”, como o sargento Jeffrey Pugliese, um dos heróis do confronto final com os suspeitos.

Michelle Monaghan traz emoção ao papel de Carol Saunders, mostrando o impacto da tragédia na vida pessoal dos envolvidos. Essa abordagem dá ao longa um equilíbrio entre ação eletrizante e drama humano.

Estreia e trajetória nos cinemas

O longa-metragem teve sua estreia mundial no AFI Fest em 17 de novembro de 2016. Pouco depois, chegou a um número limitado de salas nos Estados Unidos, em dezembro do mesmo ano, para concorrer à temporada de premiações. O lançamento amplo ocorreu em janeiro de 2017, sendo bem recebido tanto pelo público quanto pela crítica.

Em Portugal, estreou em 2 de fevereiro de 2017, e no Brasil, em 11 de maio do mesmo ano, conquistando admiradores pela forma respeitosa com que aborda um episódio tão doloroso.

Recepção da crítica

No Rotten Tomatoes, o filme registra 81% de aprovação, com a crítica especializada elogiando o equilíbrio entre tensão e emoção. O consenso do site descreve o filme como “uma homenagem emocionante e solidamente elaborada aos heróis de uma tragédia americana da vida real, sem se desviar para o território explorador”.

Muito mais que ação: um retrato da coragem

O grande mérito de “O Dia do Atentado” está em não se limitar a um filme policial. Ele é, sobretudo, um retrato de como comunidades podem reagir diante da adversidade. A produção mostra desde o heroísmo de policiais e bombeiros até a determinação de cidadãos comuns que ajudaram feridos, ofereceram abrigo e colaboraram com as autoridades.

Em uma das cenas mais marcantes, a tensão da investigação dá lugar a momentos de silêncio e solidariedade, lembrando que a tragédia foi vivida por pessoas reais, com famílias, sonhos e medos.

A direção precisa de Peter Berg

Peter Berg já havia trabalhado com Mark Wahlberg em outras produções baseadas em fatos reais, como “O Grande Herói” e “Horizonte Profundo”. Aqui, ele combina sua experiência em filmes de ação com uma sensibilidade especial para narrativas humanas.

Berg utiliza imagens reais da maratona e entrevistas com sobreviventes, misturando-as com a dramatização, o que dá à obra um caráter quase documental. Essa abordagem aumenta a imersão e faz o espectador sentir que está presenciando os eventos.

Impacto cultural e legado

O atentado à Maratona de Boston reforçou a importância da segurança em grandes eventos esportivos e levou autoridades de todo o mundo a rever protocolos. Ao mesmo tempo, gerou um movimento de união e resiliência conhecido como “Boston Strong”, que inspirou campanhas solidárias, arrecadações e mensagens de apoio a vítimas e familiares.

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