Karol Conká abre a nova temporada do TVZ Ao Vivo no Multishow com estilo e atitude

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Foto: Reprodução/ Internet

A nova temporada do TVZ Ao Vivo chega como um verdadeiro estouro sonoro e visual, pronta para dar início a mais uma série de encontros musicais marcantes. E quem tem a missão de inaugurar essa fase é Karol Conká, um dos nomes mais expressivos do pop e do hip-hop brasileiro. A artista será a primeira convidada especial do programa, que vai ao ar nesta quinta-feira (7), às 18h, no Multishow, ao lado da apresentadora Marina Sena e do coapresentador Gominho.

O público pode esperar um programa vibrante, repleto de performances energéticas, conversas afiadas e aquela dose de autenticidade que já é marca registrada de Karol. “Vai ser um encontro cheio de música, estilo e troca verdadeira”, promete a rapper.

Além de sua participação no palco, o formato do TVZ Ao Vivo garante a interação direta com a audiência. Os fãs podem participar enviando mensagens pelas redes sociais com a hashtag #TVZAoVivo ou pelo WhatsApp do programa: (21) 99252-5737. A nova temporada será exibida todas as segundas e quintas-feiras, sempre com convidados especiais e apresentações ao vivo.

Para entender a relevância de Karol Conká no cenário musical brasileiro, é preciso voltar ao início de sua história. Nascida Karoline dos Santos Oliveira em 1º de janeiro de 1986, em Curitiba (PR), ela cresceu no bairro do Boqueirão. Sua infância foi marcada pelo amor às artes — queria ser atriz de comédia e cantora de música popular brasileira, além de ter aulas de dança contemporânea, balé e teatro.

A veia artística foi fortemente influenciada pela mãe, que escrevia poemas e incentivava a filha a se expressar criativamente. Aos 16 anos, Karol participou de um concurso musical escolar na categoria rap — sendo a única mulher. A experiência foi o estopim para decidir que seguiria profissionalmente na música.

No início dos anos 2000, Karol integrou o quarteto Agamenon, com MC Cadelis e Cilho, lançando uma mixtape que abriu portas para apresentações em Curitiba. Mais tarde, fez parte do grupo Upground, acumulando experiência de palco e fortalecendo sua presença na cena independente.

O nome artístico “Karol Conká” surgiu por influência do pai, que dizia para ela sempre corrigir quem escrevesse seu nome com “C” — “Karol com K”.

Sua ascensão começou a ganhar fôlego em 2011, quando lançou o EP Promo e o single “Boa Noite”, que a levou a ser indicada ao MTV Video Music Brasil. A faixa ganhou visibilidade internacional ao integrar a trilha do jogo FIFA 14.

Em 2013, veio o primeiro álbum, Batuk Freak, produzido por Nave, com singles como “Gandaia” e “Corre, Corre Erê”. O disco rendeu a Karol o prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow e a levou a turnês internacionais.

O grande estouro veio em 2014 com “Tombei”, parceria com Tropkillaz, que se tornou um hino do empoderamento e da estética ousada. O sucesso rendeu o prêmio de Nova Canção no Prêmio Multishow 2015 e consolidou Karol no mainstream.

Seguiram-se outros marcos: a faixa “É o Poder” (2015), a participação na abertura das Olimpíadas Rio 2016 com MC Soffia e a estreia como apresentadora do Superbonita no GNT em 2017. Nesse período, Karol diversificou seu trabalho, transitando entre música, televisão e moda.

Em 2018, lançou o álbum Ambulante, com destaque para os singles “Kaça”, “Vogue do Gueto” e “Saudade”. O disco foi elogiado pela crítica, figurando entre os melhores do ano. No ano seguinte, Karol subiu ao palco Sunset do Rock in Rio, ao lado de Linn da Quebrada e Gloria Groove, e lançou a faixa “Alavancô”.

O capítulo polêmico no BBB 21

Em 2021, a cantora aceitou o convite para participar do Big Brother Brasil 21. Sua passagem pelo reality foi marcada por conflitos e falas polêmicas, resultando em rejeição recorde de 99,17% dos votos na eliminação. As consequências foram duras: cancelamento de shows, críticas de colegas de profissão e impacto na imagem pública.

No entanto, a rapper transformou a crise em conteúdo. O documentário A Vida Depois do Tombo, no Globoplay, mostrou sua reconstrução pessoal e profissional. Ainda naquele ano, lançou o single “Dilúvio”, apresentado na final do BBB, que registrou aumento de 978% nos streamings.

Em 2022, Karol lançou Urucum, seu terceiro álbum, descrito como “terapia musical”. O trabalho mistura pagode baiano, trap, reggae e referências pessoais, evidenciando uma artista mais introspectiva, mas ainda provocadora. Canções como “Mal Nenhum” e “Subida” reforçam seu experimentalismo sonoro.

Saiba qual filme vai passar no Cine Aventura deste sábado (09/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste sábado, 9 de agosto de 2025, o Cine Aventura da Record TV leva ao ar um dos thrillers de ficção científica mais comentados dos últimos anos: 57 Segundos, longa norte-americano de 2023 que combina ação, suspense e questionamentos éticos profundos sobre até onde o ser humano pode — ou deve — ir para alterar seu próprio destino.

Dirigido por Rusty Cundieff e baseado no conto Fallen Angel, do escritor britânico E.C. Tubb, o filme é estrelado por Josh Hutcherson (Jogos Vorazes, O Círculo) e pelo lendário Morgan Freeman (Um Sonho de Liberdade, Invictus). Com uma narrativa que une alta tecnologia, vingança pessoal e dilemas morais, a produção se destaca não apenas pelo ritmo acelerado, mas também pela reflexão que provoca no público.

Uma história que começa com perda e vingança

A trama acompanha Franklin Fausti (Hutcherson), um blogueiro de tecnologia movido por uma dor pessoal. Sua irmã gêmea, Natalie, morreu após desenvolver dependência de um poderoso analgésico chamado Zonastin, fabricado por uma das maiores farmacêuticas do mundo. O responsável por esse império é o inescrupuloso Sig Thorensen (Greg Germann), homem de negócios que não mede esforços para proteger seus lucros — mesmo que isso signifique esconder os efeitos devastadores de seus produtos.

Determinando a expor a verdade, Franklin investe seu tempo em investigar os bastidores da indústria farmacêutica, publicando matérias afiadas em seu blog. Sua chance de ouro surge quando consegue uma entrevista exclusiva com o magnata da tecnologia Anton Burrell (Morgan Freeman), conhecido por suas invenções revolucionárias e seu carisma no mundo corporativo.

O encontro que muda tudo

Durante a entrevista, Burrell se prepara para apresentar ao mundo sua mais nova criação: o Tri-Band 5, um dispositivo de saúde vestível capaz de ajudar no tratamento de doenças como diabetes, hipertensão e vícios sem o uso de medicamentos tradicionais. É um salto tecnológico que poderia transformar milhões de vidas.

Mas antes que a revelação seja concluída, um homem armado invade o evento. Franklin, agindo por instinto, intervém e salva Burrell. Na confusão, ele encontra um anel misterioso deixado para trás — aparentemente sem valor, mas que guarda um segredo impressionante: quem o usa pode voltar exatamente 57 segundos no tempo.

O poder e a tentação

No início, Franklin vê no anel uma oportunidade de resolver pequenos problemas: corrigir erros triviais, ganhar dinheiro em jogos de azar, conquistar a atenção de Jala (Lovie Simone), colega por quem sente atração. Mas a euforia inicial logo dá lugar a uma ambição maior: usar o poder para derrubar Thorensen e expor seus crimes.

O protagonista mergulha então em um jogo perigoso. Ele se infiltra na empresa de Thorensen, coletando provas de que o executivo sabia dos efeitos letais do Zonastin e tentou acobertar a morte de uma funcionária, Susan Miller, que denunciava as práticas ilegais.

Com a ajuda de seu amigo Andy, Franklin divulga as informações para a imprensa, provocando um terremoto no mundo corporativo.

A escalada da tensão

A vitória de Franklin, no entanto, é breve. Ciente de que está encurralado, Thorensen parte para o contra-ataque. Ele sequestra Franklin e tenta fugir de avião, mas a intervenção da polícia provoca uma pane na aeronave. O acidente é inevitável. Franklin sobrevive, mas o vilão encontra seu fim.

No desfecho, Burrell oferece a Franklin um lugar em sua equipe de pesquisa para desenvolver a tecnologia do anel. É uma proposta tentadora, mas ele recusa. O peso ético e o risco de abuso são grandes demais. Em um gesto definitivo, Franklin destrói o anel, convencido de que poder manipular o tempo é algo que ninguém deveria ter.

Entretenimento com reflexão

Embora o longa tenha todas as marcas de um blockbuster — perseguições, ação, efeitos visuais e reviravoltas —, ele também funciona como uma parábola sobre ambição, responsabilidade e limites morais. A premissa da viagem no tempo não é usada apenas como um recurso narrativo, mas como uma metáfora sobre segundas chances e sobre a tendência humana de querer controlar o destino.

A performance de Hutcherson é intensa, transmitindo bem o conflito entre desejo e prudência. Já Morgan Freeman, com seu carisma habitual, entrega um Burrell enigmático: não se sabe ao certo se ele é um benfeitor ou alguém que tem seus próprios interesses ocultos.

Os bastidores da produção

As filmagens do filme começaram em abril de 2022, em Lafayette, Louisiana. Antes disso, Freeman foi visto na cidade explorando locações e, segundo reportagens locais, chegou a contribuir com ideias para partes do roteiro.

Dirigido por Rusty Cundieff — conhecido por trabalhos que mesclam crítica social e entretenimento —, o longa também tem no roteiro Macon Blair, que ajuda a equilibrar a tensão com momentos de humor e humanidade.

O lançamento e a recepção

O filme estreou nos cinemas e no formato digital em 29 de setembro de 2023, distribuído pela The Avenue. A crítica especializada se dividiu: alguns elogiaram o ritmo e a originalidade da premissa, enquanto outros acharam que o roteiro poderia explorar mais as implicações filosóficas da viagem no tempo.

Ainda assim, o público que gosta de thrillers com toques de ficção científica encontrou em 57 Segundos uma opção vibrante e instigante.

Onde assistir além da TV

SeAlém da exibição na Record TV, o filme também pode ser encontrado em diferentes plataformas para quem prefere escolher o melhor horário para assistir. O filme está disponível no Telecine e no Adrenalina Pura, acessível para assinantes, garantindo qualidade de imagem e som de cinema. Já no Prime Video, é possível adquirir a produção em HD, com compra a partir de R$ 29,90, ideal para quem deseja ter o título sempre à disposição na biblioteca digital.

A ética da viagem no tempo: e se fosse você?

Um dos elementos mais interessantes da produção é a provocação que ele lança ao público: o que você faria se pudesse voltar menos de um minuto no tempo?.

Poderia parecer pouco, mas imagine as possibilidades: evitar um acidente, mudar uma frase mal colocada, impedir uma perda financeira. Por outro lado, como mostra o filme, cada interferência abre espaço para manipulação, abuso de poder e até vício.

Esse debate sobre o uso responsável da tecnologia ecoa temas atuais, como inteligência artificial e manipulação genética: até onde devemos ir? E quem decide quando é “longe demais”?

As atuações que sustentam o filme

Além da dupla protagonista, o elenco conta com Greg Germann no papel de um vilão calculista e frio, Lovie Simone como Jala, o interesse amoroso que representa para Franklin uma espécie de âncora emocional, e Bevin Bru e Sammi Rotibi em papéis de apoio que ajudam a construir a rede de aliados e adversários do protagonista.

Morgan Freeman, com sua presença inconfundível, dá peso à narrativa, criando um Burrell que transita entre a figura de mentor e a de enigma moral. Já Hutcherson prova que consegue carregar um papel principal com energia e vulnerabilidade.

Um thriller que conversa com o presente

Embora seja ambientado em um cenário fictício, 57 Segundos dialoga com preocupações muito reais: a ganância corporativa, a manipulação de informações e a relação entre tecnologia e saúde.

A escolha de colocar como antagonista uma indústria farmacêutica não é aleatória. O filme ressoa com debates contemporâneos sobre transparência, ética médica e o impacto de medicamentos no bem-estar da população.

Saiba quais filmes vão passar na Sessão da Tarde (11/08 a 15/08)

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Foto: Reprodução/ Internet
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Nesta segunda, 11 de agosto, a Sessão da Tarde promete transportar o público para um reino sombrio, mágico e visualmente deslumbrante com a exibição de Branca de Neve e o Caçador (2012), uma das releituras mais ousadas e épicas do conto que atravessou séculos: a história da princesa que enfrentou a inveja de uma rainha obcecada por juventude e beleza. Mas aqui, esqueça as maçãs encantadas, os passarinhos cantando e os anões simpáticos cantando “Heigh-Ho”. O que o filme dirigido por Rupert Sanders entrega é bem diferente: uma narrativa cheia de densidade, ação, batalhas grandiosas e uma Branca de Neve muito mais guerreira do que donzela.

Quando a fantasia ganha músculos

Inspirado no conto clássico dos Irmãos Grimm, o filme reimagina a lenda com uma roupagem mais sombria e épica, quase como se tivesse saído do universo de “O Senhor dos Anéis”. Em vez de uma jovem delicada que espera por um príncipe encantado, temos uma heroína que sobrevive a uma infância encarcerada, enfrenta uma bruxa poderosa e lidera um exército — tudo isso com coragem, escudo e espada. Kristen Stewart, conhecida à época por seu papel em “Crepúsculo”, assume o protagonismo com uma Branca de Neve introspectiva, mas determinada. Seu olhar não é de quem espera ser salva, e sim de quem sabe que, para reconquistar seu reino, terá que lutar com as próprias mãos. Ao lado dela, surge o Caçador Eric, vivido por um carismático e bruto Chris Hemsworth, ainda embalado pelo sucesso de “Thor”. Inicialmente contratado pela rainha para capturar a jovem fugitiva, Eric logo percebe que está do lado errado da história — e se torna seu aliado mais leal.

Uma Rainha feita para brilhar — e aterrorizar

Mas se há um nome que rouba todas as atenções no longa, ele atende por Charlize Theron. A atriz sul-africana dá vida à Rainha Ravenna, uma vilã grandiosa, trágica e sedutora, movida pelo medo da decadência. Obcecada por permanecer jovem e bela para sempre, ela se alimenta literalmente da força vital de outras mulheres, enquanto observa o espelho mágico em busca de respostas que a tranquilizem. A atuação de Theron é uma força da natureza — elegante e cruel, frágil e monstruosa. Seu grito de desespero ao perceber que Branca de Neve ameaça sua supremacia estética é mais que uma explosão de vaidade: é o reflexo de uma mulher que teme desaparecer.

A estética que encanta (e assusta)

Desde as primeiras cenas, o visual do filme impressiona. Florestas encantadas, criaturas mágicas, castelos imponentes e figurinos detalhados criam uma atmosfera envolvente que transita entre o sombrio e o poético. O trabalho da figurinista Colleen Atwood (vencedora de três Oscars) é um espetáculo à parte — tanto que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Figurino e Melhores Efeitos Visuais em 2013. A floresta, por exemplo, não é apenas pano de fundo: ela respira, muda de forma e até assusta. É ali que o Caçador encontra Branca de Neve pela primeira vez, e é também onde o espectador percebe que a jornada da jovem princesa será tudo, menos leve.

Sete anões, mas com alma de guerreiros

Se no conto original os anões eram mais próximos de figuras cômicas, aqui eles aparecem com gravidade e propósito. Interpretados por atores consagrados como Bob Hoskins, Nick Frost, Ian McShane, Ray Winstone e outros nomes britânicos do teatro e do cinema, os sete anões formam um grupo de exilados que, apesar da desilusão com o mundo, ainda acreditam na esperança de um futuro melhor. Com vozes roucas, cicatrizes e histórias de lutas, eles se tornam parte essencial do plano para recuperar o trono e trazer de volta a luz ao reino. São eles que ajudam Branca a lembrar quem ela realmente é — e o que precisa fazer.

Uma produção com cara de desafio

A jornada para transformar essa releitura sombria em um blockbuster de verdade começou em 2010, quando a Universal Pictures iniciou o desenvolvimento do projeto em resposta direta à produção de “Mirror Mirror” (a versão mais colorida e infantil da história, com Julia Roberts como Rainha Má). Para se destacar, os produtores de “Branca de Neve e o Caçador” optaram por um tom mais adulto, denso e visualmente cinematográfico — algo como um conto de fadas com alma de épico medieval. Rupert Sanders, então um estreante em longas-metragens, assumiu a direção com ousadia. E mesmo com críticas divididas, conseguiu entregar um filme visualmente marcante e com ritmo envolvente.

Um elenco que quase foi bem diferente

A escolha do elenco foi, por si só, uma epopeia. Para o papel de Branca de Neve, várias atrizes foram cogitadas — de Dakota Fanning a Alicia Vikander. Mas foi Kristen Stewart quem ficou com o papel após uma série de rumores e confirmações via redes sociais do produtor Palak Patel. No papel do Caçador, antes de Chris Hemsworth, nomes como Johnny Depp, Viggo Mortensen, Tom Hardy e até Hugh Jackman foram sondados. Todos recusaram. Foi então que Hemsworth, já em ascensão por conta de Thor, aceitou o desafio e deu um peso físico e emocional ao personagem. Já a escolha de Charlize Theron para viver Ravenna foi certeira desde o início. Antes dela, nomes como Angelina Jolie e Winona Ryder chegaram a ser cogitados — mas é difícil imaginar qualquer outra atriz naquele papel depois do resultado final.

O que a crítica falou?

Alguns críticos elogiaram a ousadia estética, as atuações (especialmente a de Theron) e o tom sombrio, enquanto outros apontaram falhas de ritmo e de desenvolvimento de personagens. Ainda assim, o filme foi um relativo sucesso de bilheteria, arrecadando mais de US$ 396 milhões no mundo todo. O suficiente para garantir não só uma sequência — “O Caçador e a Rainha do Gelo” (2016) — como também para transformar a produção em um marco dessa nova onda de contos de fadas reformulados para o público adulto.

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Na terça, 12 de agosto, a TV Globo convida você para uma verdadeira viagem emocional ao lado de um dos cachorros mais adoráveis e atrapalhados do cinema: Marley, o labrador que mudou para sempre a vida do casal John e Jenny Grogan no filme “Marley & Eu” (Marley & Me, 2008). Mais do que uma simples história sobre um cãozinho levado, o filme dirigido por David Frankel e estrelado por Owen Wilson e Jennifer Aniston é uma celebração sincera, divertida e tocante sobre a família, as pequenas confusões do dia a dia e o amor incondicional que só um pet pode ensinar.

Um cão que não cabe em si mesmo — e no sofá também

Quem já teve um cachorro em casa sabe que nem sempre é fácil lidar com toda a energia, a destruição e as peripécias que eles aprontam. Marley, porém, eleva isso a outro nível. Desde filhote, ele mostra que sua rotina será de muitas travessuras: derruba móveis, desarruma a casa, foge, late alto e é praticamente impossível de treinar — mesmo nas aulas de obediência. E é justamente essa personalidade explosiva que conquista corações, porque Marley é aquele caos adorável que transforma uma casa comum em um lar cheio de vida.

John e Jenny: um casal que aprende a amar junto com Marley

Owen Wilson e Jennifer Aniston dão vida aos Grogan, um jovem casal recém-casado que, após deixar o rigoroso inverno de Michigan para trás, recomeça a vida em Miami. Enquanto Jenny brilha como jornalista em um grande jornal, John se sente preso em uma rotina monótona, escrevendo obituários e artigos curtos. Quando decidem testar se estão prontos para serem pais, um amigo sugere a adoção de um cachorro — e aí entra Marley, com sua pelagem dourada, orelhas desengonçadas e um coração gigante. O que começa como uma experiência para preparar a chegada de um bebê vira uma lição de vida. Marley não só desafia a paciência dos dois, como também os ensina sobre responsabilidade, companheirismo e o verdadeiro significado de família.

Entre risadas e lágrimas

“Marley & Eu” tem aquele equilíbrio perfeito entre comédia e drama, conseguindo arrancar gargalhadas nas cenas de maior confusão — como a destruição do jardim ou a fuga em meio a um trânsito caótico — e emoções profundas quando o filme aborda temas como perda, amadurecimento e os ciclos da vida. É impossível assistir ao filme sem se lembrar de um pet querido, da alegria que ele trouxe e das lições que só um amigo tão fiel pode ensinar. A relação de Marley com a família Grogan é cheia de altos e baixos, mas sempre marcada por muito amor.

Uma produção recheada de detalhes especiais

Para dar vida a esse personagem tão especial, o filme contou com 22 cães labradores diferentes — que se revezaram para interpretar Marley em suas várias fases, do filhote à velhice. Esse cuidado nos bastidores mostra a dedicação da produção em trazer veracidade e emoção para a tela. As filmagens aconteceram em vários lugares dos Estados Unidos, como Flórida e Pensilvânia, e também na Irlanda, onde foi gravada a lua de mel do casal, em um cenário encantador e romântico. A trilha sonora, assinada por Theodore Shapiro, complementa com maestria os momentos de humor e sensibilidade, reforçando o tom acolhedor e familiar do longa.

O elenco que faz tudo parecer real

Além da química perfeita entre Owen Wilson e Jennifer Aniston, o elenco de apoio é composto por nomes como Eric Dane no papel do amigo Sebastian e Alan Arkin como Arnie Klein, o editor do jornal onde John trabalha. A dublagem brasileira, por sua vez, mantém a naturalidade e o humor do original, com vozes que transmitem muito bem a espontaneidade dos personagens e a relação única entre Marley e sua família.

O sucesso que atravessou gerações

Lançado em 2008, o longa foi um sucesso de bilheteria, arrecadando cerca de US$ 247 milhões mundialmente — e conquistando um público que se identifica com a mistura de comédia, drama e sentimento. O filme, baseado no livro autobiográfico de John Grogan, foi responsável por popularizar ainda mais a relação entre humanos e seus pets no cinema, inspirando inclusive uma prequela, Marley & Me: The Puppy Years (2011).

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Na quarta, 13 de agosto, a Sessão da Tarde apresenta uma comédia leve, divertida e cheia de momentos em família: Um Tio Quase Perfeito 2 (2021). O longa brasileiro, estrelado por Marcus Majella, retorna para contar as novas trapalhadas do carismático Tony, que agora encara um inesperado rival — e futuro cunhado — na disputa pelo afeto dos sobrinhos. Se você gosta de filmes que misturam humor inocente, confusões do cotidiano e aquele calor gostoso da família unida, essa é a pedida certa para a tarde de quarta.

Tony, o tio que todo mundo queria ter (ou não…)

Depois de largar a vida de trambiqueiro, Tony tenta ser o tio ideal para seus sobrinhos Patrícia, Valentina e João, que o adoram — e não é para menos. Com sua personalidade divertida, jeito atrapalhado e um coração enorme, ele conquistou seu espaço na família. Mas a chegada de Beto (Danton Mello), o novo namorado da irmã Ângela (Letícia Isnard), vira tudo de cabeça para baixo. Encantando os pequenos, Beto se torna uma espécie de concorrente inesperado na atenção que antes era toda do tio Tony.

A guerra dos titãs… familiares

Cioso do seu posto de tio favorito, Tony não mede esforços para provar que Beto não é bem-vindo. Entre planos mirabolantes e armadilhas cheias de confusão — e, claro, muito bom humor —, ele tenta de tudo para desbancar o rival, contando até com a ajuda dos sobrinhos para armar suas estratégias. Mas, no meio de tantas confusões, o filme também fala de aceitação, amor e a complexidade das relações familiares. Porque, no fundo, nem Tony nem Beto querem outra coisa senão fazer parte dessa família.

Um elenco que transborda carisma

Com direção de Pedro Antônio Paes, o filme conta com a presença marcante de Marcus Majella, que reafirma sua habilidade para a comédia leve e acessível. Além dele, o elenco traz rostos conhecidos como Danton Mello, Letícia Isnard e Ana Lúcia Torre. As crianças, Julia Svacinna, Sofia Barros e João Barreto, dão vida aos sobrinhos que tornam tudo ainda mais divertido e cheio de energia. A química entre todos os personagens ajuda a criar um clima familiar que conquista desde os pequenos até os adultos.

Sucesso nacional e reconhecimento

O filme foi um dos destaques do cinema brasileiro em 2021, arrecadando mais de R$ 1 milhão durante sua passagem pelos cinemas. Além do sucesso comercial, o filme recebeu duas indicações no Grande Otelo, uma das principais premiações do cinema nacional, nas categorias de Melhor Longa-metragem infantil e Melhor Ator Coadjuvante para Danton Mello. Trata-se de um filme que equilibra diversão e mensagem, resgatando valores familiares de forma leve, para todos os públicos.

Homenagem especial e bastidores

O longa também marcou um momento especial para o cinema nacional, sendo o último filme do ator Eduardo Galvão, que faleceu em 2020 vítima da COVID-19. Sua participação traz uma lembrança afetiva para todos que acompanharam sua carreira. A produção soube juntar uma equipe experiente com um roteiro que não perde o ritmo, garantindo uma experiência prazerosa e muito divertida para quem assiste.

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Na quinta, 14 de agosto, a emissora apresenta uma narrativa emocionante que toca o coração e renova a esperança: Superação: O Milagre da Fé (Breakthrough, 2019). Baseado em fatos reais, o filme dirigido por Roxann Dawson conta a jornada de uma família unida pela fé, que vive o impossível quando seu filho John é dado como morto após um grave acidente — mas a esperança da mãe Joyce se transforma em um milagre que desafia a ciência e emociona.

A fé que move montanhas

Quando John, um garoto de 14 anos, sofre um acidente brutal e entra em coma, tudo parece perdido. As chances de sobrevivência são mínimas, e a família começa a se preparar para o pior. Mas Joyce, sua mãe, segura firme na crença de que Deus pode intervir, rogando por um milagre — uma força espiritual que se transforma na luz que guia essa história inspiradora. É essa fé intensa que conduz o filme, e o modo como ela impacta médicos, amigos, e toda a comunidade que acompanha a luta de John.

Personagens que inspiram

No centro da trama, temos Chrissy Metz como Joyce Smith, a mãe devota e incansável, cuja força emocional conduz toda a narrativa. Ao seu lado, Josh Lucas vive Brian, o marido e pai adotivo, equilibrando o papel de suporte emocional e esperança. O jovem Marcel Ruiz interpreta John, cujo drama pessoal e físico nos conecta profundamente com a fragilidade e a força da vida. Já Topher Grace como Pastor Jason, traz a voz da comunidade espiritual que apoia a família, mostrando as diferentes formas de fé em ação.

Um drama cristão que alcançou corações pelo mundo

Lançado em 2019, o filme foi um sucesso modesto de bilheteria, arrecadando mais de 50 milhões de dólares mundialmente — um feito importante para um filme de temática cristã. O longa também recebeu uma indicação ao Oscar 2020 na categoria de Melhor Canção Original, pela música “I’m Standing With You”, interpretada por Chrissy Metz, que adiciona uma camada extra de emoção à história. O envolvimento do jogador de basquete Stephen Curry como produtor executivo reforça a conexão do filme com valores de superação e perseverança.

Direção e produção cuidadosas

Roxann Dawson, conhecida por seu trabalho na direção de séries e filmes com temática humana, conduz o filme com sensibilidade e respeito, sem exageros melodramáticos. A produção se preocupou em retratar a história da família Smith de forma fiel, inspirada no livro “The Impossible”, escrito por Joyce Smith com Ginger Kolbaba. As filmagens aconteceram em locações no Canadá, entre março e maio de 2018, e conseguiram captar a intimidade da casa, hospital e comunidade envolvida na recuperação de John.

A programação da Sessão da Tarde da próxima sexta-feira, dia 15, ainda não foi confirmada. Assim que a emissora divulgar, atualizaremos esta matéria.

Drama medieval A Colheita, de Athina Rachel Tsangari, estreia com exclusividade na MUBI

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Foto: Jaclyn Martinez/ Divulgação

Nesta sexta, 8, a plataforma MUBI, reconhecida por seu catálogo autoral e curadoria refinada, estreia com exclusividade no Brasil o aguardado filme A Colheita, da diretora grega Athina Rachel Tsangari, mesma mente por trás dos aclamados Attenberg e Chevalier. Baseado no romance homônimo de Jim Crace, finalista do Prêmio Booker, o drama histórico apresenta uma poderosa alegoria sobre os abalos provocados pela chegada da modernidade em comunidades tradicionais.

Protagonizado por Caleb Landry Jones (Três Anúncios para um Crime, Dogman) e Harry Melling (O Gambito da Rainha, The Pale Blue Eye), o filme convida o espectador a mergulhar em uma aldeia medieval fictícia que, em apenas sete dias, se vê tomada por mudanças irreversíveis. Com fotografia hipnótica em 16 mm assinada por Sean Price Williams, o longa-metragem é uma experiência imersiva que mistura realismo brutal e fábula impressionista para retratar o fim de uma era.

Ambientado na Escócia medieval, o filme gira em torno de Walter Thirsk (Caleb Landry Jones), um camponês profundamente enraizado em sua aldeia, e seu amigo de infância Charles Kent (Harry Melling), senhor da propriedade local. Quando forasteiros chegam à vila — incluindo um cartógrafo, um homem da companhia e migrantes desconhecidos — o frágil equilíbrio entre tradição e território se rompe. Os habitantes, tomados pelo medo e pela desconfiança, procuram bodes expiatórios para lidar com as transformações que não compreendem.

A diretora Athina Rachel Tsangari utiliza esse cenário arcaico para discutir temas profundamente atuais: migração, crise econômica, intolerância e a forma como sociedades resistem — ou sucumbem — diante do progresso. A Colheita evoca a angústia coletiva que brota do colapso de valores antigos e da inevitável chegada de um futuro que assusta.

Rodado em locações naturais da região de Argyll, na Escócia, o filme foi capturado em película 16 mm, conferindo às imagens uma textura orgânica e áspera que reforça a imersão do público na vida camponesa do século XIII. A fotografia de Sean Price Williams (parceiro de filmes como Good Time e Her Smell) intensifica o tom lírico e sombrio da narrativa, alternando cenas de beleza pastoral com momentos de puro desconforto visual, refletindo o estado emocional da comunidade.

A ambientação opressora, reforçada pela direção de arte minimalista e figurinos rústicos, cria um cenário sufocante e claustrofóbico, mesmo em meio à vastidão rural. É a representação de uma vila encurralada não apenas por invasores, mas por suas próprias crenças, medos e estruturas ultrapassadas.

Caleb Landry Jones e Harry Melling: performances viscerais

O elenco do filme é um dos grandes trunfos do longa. Caleb Landry Jones, conhecido por suas escolhas ousadas e atuação intensa, entrega uma performance contida, mas profundamente carregada de angústia existencial. Walter, seu personagem, é um homem dividido entre a lealdade à terra e o incômodo com as injustiças que testemunha. Seu olhar vagaroso e seus gestos inseguros dizem tanto quanto qualquer linha de diálogo.

Harry Melling, por sua vez, compõe um Charles Kent ambíguo — um senhor que, mesmo posicionado entre os poderosos, mostra-se vulnerável diante do colapso iminente. O contraste entre os dois atores — o camponês silencioso e o senhor desorientado — simboliza o conflito entre a terra e o poder, entre o passado e o que está por vir.

Completam o elenco nomes como Rosy McEwen, Arinzé Kene, Thalissa Teixeira e Frank Dillane, todos em interpretações densas que refletem a coletividade do drama. Aqui, não há heróis nem vilões absolutos, apenas humanos tentando sobreviver a um tempo de rupturas.

Da literatura ao cinema: adaptação sensível

A adaptação do romance de Jim Crace foi assinada pela própria Tsangari em parceria com Joslyn Barnes, e traduz com fidelidade o espírito da obra original. A narrativa se desdobra com cadência lenta e reflexiva, o que pode exigir paciência do espectador, mas oferece recompensas profundas para quem se entrega ao ritmo e à proposta do filme.

O roteiro evita excessos expositivos e opta por deixar lacunas — nomes de lugares, datas ou detalhes históricos nunca são plenamente revelados, criando um tempo-espaço mítico que reforça a universalidade da fábula. Essa escolha estética e narrativa remete a outros grandes nomes do cinema autoral europeu e posiciona A Colheita como uma obra que transcende seu cenário histórico.

Onde assistir?

A produção estreia com exclusividade na MUBI. O streaming, que oferece curadoria especializada em cinema independente e autoral, traz o filme em seu catálogo como parte de sua programação contínua de estreias globais. A MUBI está disponível via navegador, aplicativos para Smart TV, Android, iOS e dispositivos como Roku, Fire TV e Apple TV. Assinantes da plataforma poderão assistir ao filme sem custo adicional.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta sexta (08/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Era só mais uma família simples do interior. Ou pelo menos parecia.
Nove filhos, um pedaço de terra, um pai teimoso e uma mãe guerreira. Gente comum, do tipo que acorda cedo pra trabalhar, que reza pra ter saúde e comida na mesa. Mas naquela casa de chão batido, em Pirenópolis, Goiás, havia também algo raro: um sonho que insistia em sobreviver à seca, à pobreza e às tragédias da vida.

Essa é a grande essência de 2 Filhos de Francisco, filme que retorna à tela da TV Globo nesta sexta, 8 de agosto de 2025, na Sessão da Tarde. Não é só um longa-metragem. É um reencontro. Uma lembrança viva de como o afeto, a música e a esperança podem transformar destinos — e como as histórias mais extraordinárias são, muitas vezes, aquelas que brotam dos cantos mais humildes do Brasil.

Uma história de verdade, com a cara do Brasil

De acordo com informações do AdoroCinema, dirigido por Breno Silveira, que nos deixou em 2022, o filme estreou em 2005 e conquistou o país com uma simplicidade arrebatadora. Nada ali parece fabricado. Não há glamour. Há suor, dor, luto e um tipo de fé que não se explica — apenas se sente. O longa narra a vida real dos irmãos Zezé Di Camargo & Luciano, desde a infância na zona rural até a explosão no cenário sertanejo nacional.

Mas o protagonista mesmo é Francisco Camargo, pai da dupla. Interpretado magistralmente por Ângelo Antônio, ele é o tipo de homem que os brasileiros conhecem bem: fala pouco, trabalha muito, acredita nos filhos com força quase cega. Um caboclo com os pés no chão e a cabeça nas nuvens. E que, por mais improvável que pareça, nunca duvidou de que dois de seus filhos mudariam o rumo da história familiar — e da música nacional.

Amor que não se explica, só se vive

É fácil esquecer, diante do sucesso atual de Zezé e Luciano, que tudo começou com um acordeão velho e muita vontade de cantar. Mirosmar, o primogênito, e Emival, o irmão com quem formaria a primeira dupla, encantavam a vizinhança com suas apresentações em festas da vila. Com apoio do pai, chegaram a se apresentar em grandes palcos do interior, mas a vida, implacável, os separou cedo demais. Um acidente trágico levou Emival ainda adolescente. O filme nos leva a esse momento com delicadeza e firmeza. A dor da perda, o silêncio da mãe (Dira Paes, em uma performance sensível), o luto coletivo. E mesmo assim, Francisco não desiste. Ele sabe que o sonho não morreu com Emival. Ele apenas mudou de forma.

Um Brasil que chora, mas não se entrega

o longa toca fundo porque não romantiza a pobreza, mas também não transforma tudo em desgraça. Mostra o Brasil que chora no silêncio, que sofre sem fazer barulho, mas que se levanta todos os dias pra tentar de novo. É nesse espírito que Mirosmar — agora já pai de família, sem dinheiro, sem sucesso — volta a tentar a sorte na música. Fracassa uma, duas, três vezes. Vende o carro pra gravar um disco. Ouve que sua voz é “boa só pra cantar escondido”. E continua. Porque no fundo, sabe que o pai não sonhava à toa. Quando Luciano entra em cena, a mágica acontece. Dois irmãos, uma nova chance. Surge a dupla Zezé Di Camargo & Luciano, com a canção “É o Amor” abrindo os caminhos. O resto é história.

O filme que fez o Brasil se ver na tela

Ao estrear nos cinemas, o longa-metragem quebrou recordes. Mais de 4,7 milhões de pessoas assistiram ao longa. R$ 34 milhões arrecadados. Um fenômeno de bilheteria nacional, sem precisar de efeitos especiais nem de nomes internacionais. Apenas uma boa história, bem contada, com verdade no olhar.

Nos bastidores, nomes como Patrícia Andrade e Carolina Kotscho assinam o roteiro, e a produção envolveu estúdios como Globo Filmes, Conspiração Filmes e a gigante Columbia TriStar. Mas o segredo do sucesso não está nos bastidores. Está no coração da narrativa. Está em cenas como a de Francisco negociando um instrumento no fiado, ou da mãe tentando esconder o choro para não desmotivar os filhos.

Aliás, quantas mães brasileiras já não fizeram o mesmo?

Um elenco que sente, não só interpreta

O que dá vida à história são os rostos, os sotaques, os silêncios. Ângelo Antônio é um gigante discreto como Francisco. Dira Paes, de olhar sempre úmido, carrega no corpo a fadiga de uma mulher que aguenta tudo — e ama sem reservas. Márcio Kieling e Thiago Mendonça interpretam Zezé e Luciano com uma verdade que impressiona, ainda mais por se tratar de personagens vivos, conhecidos.

E há participações especiais que aquecem o coração: Lima Duarte como o avô Benedito, Paloma Duarte como Zilu, Natália Lage, José Dumont, Maria Flor. Todos entregam mais do que técnica: entregam alma.

Trilha sonora de um Brasil inteiro

O filme não seria o mesmo sem sua trilha. A canção “É o Amor”, que virou hino nacional nos anos 1990, surge como clímax emocional. Mas a trilha vai além da nostalgia: Maria Bethânia, Nando Reis, Chitãozinho & Xororó, Wanessa Camargo, Ney Matogrosso — todos contribuíram para fazer da música um personagem à parte.

Quem assiste sai cantarolando, com nó na garganta e sorriso nos lábios. Porque é impossível não se identificar. Quem nunca viu um parente desistir de um sonho? Quem nunca sonhou por alguém?

Francisco: um herói real

No centro de tudo está ele: Francisco Camargo, que faleceu em 2020, pouco antes de completar 84 anos. O homem que plantava sonhos em solo duro, e os regava com amor, fé e persistência. Ele não compôs nenhuma canção, mas foi o maestro invisível da trajetória de Zezé e Luciano. Um herói brasileiro, desses que não têm estátua nem feriado, mas que vivem no coração de cada filho que foi incentivado a seguir.

Por que rever esse filme agora?

Porque o Brasil precisa de histórias assim. Num país tantas vezes marcado por crises, desigualdades, lutos e desesperanças, filmes como “2 Filhos de Francisco” nos lembram de algo essencial: a beleza das histórias possíveis. Aquelas que começam pequenas e terminam enormes, que surgem em barracos e chegam aos palcos. Que nascem de dores reais, mas também de afetos que sobrevivem a tudo.

Onde posso assistir?

Você pode assistir ao filme em diferentes plataformas de streaming. O longa está disponível para assinantes da Amazon Prime Video e da HBO Max, oferecendo acesso completo por meio de suas respectivas assinaturas. Para quem prefere alugar, o título também pode ser encontrado na modalidade VOD (Vídeo sob Demanda) na própria Prime Video, com aluguel a partir de R$ 6,90. Essas opções tornam fácil reviver — ou descobrir pela primeira vez — a emocionante trajetória da dupla sertaneja em qualquer momento, no conforto de casa

Paramount+ libera teaser eletrizante da nova temporada de Tulsa King com Sylvester Stallone no papel principal

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O que acontece quando um dos maiores astros do cinema mundial decide encarar o mundo do streaming? A resposta pode ser resumida em dois nomes: Sylvester Stallone e Tulsa King. A série criada por Taylor Sheridan retorna no dia 21 de setembro de 2025, exclusivamente no Paramount+, com sua aguardada terceira temporada — e a expectativa não poderia estar mais alta.

Estrelada por Stallone no papel do mafioso Dwight Manfredi, a produção se tornou um dos maiores sucessos da plataforma nos últimos anos, conquistando números expressivos de audiência e reconhecimento crítico. Agora, o universo da máfia americana se expande com novos inimigos, alianças e reviravoltas — e promete surpreender os fãs com desfechos ainda mais sombrios e emocionantes.

Recordes, números e fenômeno global

Desde sua estreia em 2022, a série se destacou como um projeto ousado: colocar um ícone de Hollywood em um papel dramático fixo em uma série de streaming. O risco valeu a pena. A produção foi a série número 1 do Paramount+ em 2024, superando inclusive os lançamentos de Yellowstone e Special Ops: Lioness.

A estreia da segunda temporada, em setembro de 2024, foi um marco. O primeiro episódio atingiu 21,1 milhões de visualizações globais, tornando-se a maior estreia da história da plataforma. Além disso, a série contabilizou 159 milhões de visualizações de trailers, teasers e extras, um aumento de quase 900% em relação à temporada anterior. Nas redes sociais, o engajamento disparou, com 6,1 milhões de interações, consolidando a marca de Tulsa King como uma das mais influentes da TV sob demanda.

Nova temporada, novos perigos: quem são os Dunmires?

A terceira temporada apresenta novos antagonistas, os Dunmires, uma poderosa família da aristocracia local de Tulsa, que governa à sombra da lei e desafia diretamente o império construído por Dwight. Diferente da velha guarda da máfia nova-iorquina, os Dunmires jogam com outras regras: silenciosas, brutais, impiedosas. O confronto entre essas duas formas de poder promete ser o centro da nova narrativa.

O dilema do personagem de Stallone — entre proteger sua nova família e manter o império que ergueu — chega ao seu limite. As consequências dessa batalha prometem mudar para sempre os rumos da série.

Elenco de peso e conexões cada vez mais densas

O elenco da nova temporada continua sendo um dos grandes trunfos de Tulsa King, reunindo veteranos do cinema e da televisão com novos talentos em ascensão. Sylvester Stallone (Rocky, Rambo, Os Mercenários) lidera o grupo com sua presença marcante no papel de Dwight Manfredi. Ao seu lado, estão Martin Starr (Silicon Valley, Freaks and Geeks), que traz um humor ácido e imprevisível ao universo da série, e Jay Will (The Marvelous Mrs. Maisel, Evil), como o jovem e leal Tyson. A sempre intensa Annabella Sciorra (Família Soprano, O Despertar de um Homem) retorna com uma performance carregada de emoção. Neal McDonough (Band of Brothers, Yellowstone, Arrow) se junta ao elenco como um dos novos antagonistas, prometendo elevar a tensão a outro nível.

Robert Patrick (O Exterminador do Futuro 2, Peacemaker, True Blood) continua em cena como Chickie, enquanto Beau Knapp (Seven Seconds, The Nice Guys) e Bella Heathcote (The Man in the High Castle, Pieces of Her) ampliam a rede de intrigas que cerca Dwight. Também integram o elenco nomes como Chris Caldovino (Boardwalk Empire), McKenna Quigley Harrington (Daisy Jones & The Six), Mike “Cash Flo” Walden (Power Book III: Raising Kanan), Kevin Pollak (Os Suspeitos, The Marvelous Mrs. Maisel), Vincent Piazza (Boardwalk Empire, Rocketman), Frank Grillo (Kingdom, Capitão América: Soldado Invernal), Michael Beach (Aquaman, Third Watch) e James Russo (Donnie Brasco, Django Livre). Os destaques ainda incluem Garrett Hedlund (Tron: O Legado, Friday Night Lights) e a veterana Dana Delany (Desperate Housewives, Body of Proof), ambos com personagens que prometem agitar os bastidores do poder em Tulsa.

O legado de Stallone e a reinvenção no streaming

Aos 78 anos, Sylvester Stallone ainda surpreende. Depois de décadas como astro de ação, o ator mergulha em um papel complexo, longe do maniqueísmo de seus personagens anteriores. Em Dwight Manfredi, Stallone encarna um homem quebrado, exilado de seu passado e forçado a se reinventar. É, como ele mesmo disse em entrevista recente, “o papel mais interessante da minha vida”. Dwight não é um herói, tampouco um vilão absoluto. Ele é um sobrevivente, tentando se equilibrar entre o amor pela filha, a lealdade à máfia e as tentações de um novo mundo em rápida transformação. Stallone não apenas atua — ele também é produtor executivo da série. E seu envolvimento criativo é visível em cada episódio: no tom sombrio, no humor ácido, nas cenas de confronto que nunca perdem a elegância visual.

Bastidores: mudanças de showrunner e conflitos nos bastidores

A produção não foi isenta de conflitos. O showrunner original, Terence Winter (Boardwalk Empire), deixou o comando criativo após divergências com Taylor Sheridan. A segunda temporada foi conduzida por Craig Zisk, enquanto a terceira fica sob a batuta de Dave Erickson, conhecido por seu trabalho em Fear the Walking Dead. A mudança de locações também foi um tema quente nos bastidores. A primeira temporada foi filmada em Oklahoma City, mas reclamações sobre as condições de produção levaram a equipe a transferir os trabalhos para Atlanta, onde as duas temporadas seguintes foram rodadas. Apesar das turbulências, a série manteve um alto padrão técnico e narrativo — o que se reflete no sucesso contínuo de público e crítica.

Expansão do universo: vem aí “NOLA King” com Samuel L. Jackson

A saga de Dwight Manfredi deve se expandir ainda mais. A Paramount+ anunciou o desenvolvimento de um spin-off oficial: NOLA King, ambientado em Nova Orleans e estrelado por ninguém menos que Samuel L. Jackson.

O personagem de Jackson, Russell Lee Washington Jr., será introduzido ainda nesta terceira temporada de Tulsa King e, segundo a produção, terá um arco de múltiplos episódios. O spin-off, previsto para começar a ser gravado em fevereiro de 2026, foi escrito por Dave Erickson, que já deixou o projeto para focar em Mayor of Kingstown e Tulsa King.

A série promete mergulhar em uma Nova Orleans corrupta, multicultural e pulsante, abrindo espaço para novas tramas, personagens e confrontos.

Tulsa King é apenas uma das peças de um projeto maior: o chamado “Sheridanverse”, que inclui Yellowstone, 1883, 1923, Mayor of Kingstown e Special Ops: Lioness. Com cada série, Taylor Sheridan constrói um mosaico temático e estilístico único: masculinidade em crise, tensões morais, violência institucional e dilemas familiares.

O que esperar da nova temporada?

Se as duas primeiras temporadas serviram como um estudo de personagem, a terceira promete acelerar o conflito externo. Dwight não terá apenas que proteger seu território, mas também enfrentar as consequências de suas decisões: mortes, traições e perda de controle sobre a própria vida.

As relações familiares, que sempre estiveram no subtexto da série, ganham ainda mais destaque. A filha, que já foi um ponto de dor no passado, agora pode se tornar a única âncora moral do personagem. E, em meio ao caos crescente, o público terá que decidir se Dwight é mesmo um anti-herói ou apenas um homem empurrado pelas circunstâncias.

Multishow e Globoplay exibem o show Delacruz – Vinho Ao Vivo neste sábado (09/08)

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Uma taça de vinho, um coração aberto e um palco em chamas. Assim será a noite do próximo sábado, 9 de agosto, no Multishow e no Globoplay, que exibirão, a partir das 22h20, o show Delacruz – Vinho Ao Vivo, diretamente de São Paulo. Mais do que uma apresentação, trata-se de um convite: sentar-se à mesa da alma de Delacruz e beber, verso por verso, do sentimento que move sua nova fase artística. As informações são do G1.

Depois de marcar uma geração com versos sobre amores reais e desilusões poéticas, o cantor brinda o público com um show que é pura emoção e maturidade musical. O novo álbum, intitulado “Vinho”, é o fio condutor de uma apresentação que promete ser mais do que música: uma celebração do afeto em todas as suas formas.

Quem é Delacruz?

Nascido e criado no Rio de Janeiro, Luiz Claudio de Jesus, o cantor, sempre teve a música como espelho da alma. Com raízes no rap, no samba, no R&B e nas rodas de conversa da rua, o artista cresceu cercado de referências e realidades que moldaram sua sensibilidade. Mas foi com a poesia que ele aprendeu a decifrar o mundo — e com o amor que aprendeu a cantá-lo.

Foi em 2017 que seu nome começou a circular nacionalmente, quando sua participação em “Poesia Acústica 2 – Sobre Nós” viralizou nas redes sociais e nos streamings. A faixa, que reunia novos talentos da cena urbana, expôs a suavidade com que Delacruz falava de amor — sem melosidade, mas com a intensidade de quem sente tudo à flor da pele.

De lá para cá, vieram colaborações com nomes como Ludmilla, L7nnon, Djonga, Xamã e, mais recentemente, IZA — que divide com ele os versos da inédita “Afrodite”. Mas acima de qualquer parceria, Delacruz sempre foi fiel ao seu público e à sua proposta: falar de amor, sim, mas também de saudade, vício, ilusão, e da beleza possível nos encontros e desencontros da vida.

“Vinho”: um brinde à vulnerabilidade

O novo álbum “Vinho” é, segundo o próprio artista, o mais pessoal e lapidado da carreira. O título não é aleatório: “assim como o vinho, eu precisei de tempo pra amadurecer”, disse ele em entrevista. O disco, lançado em junho deste ano, percorre atmosferas melódicas que vão do R&B ao trap, passando pelo soul e toques de MPB.

Entre as faixas, destacam-se “Afrodite”, um hino à potência feminina; “Indecisão”, que narra as idas e vindas de uma relação instável; e “Depois das 2”, uma balada melancólica perfeita para corações em recuperação.

O álbum também é uma espécie de espelho da fase atual do cantor: mais introspectiva, mais reflexiva, mais aberta ao erro — e, por isso mesmo, mais autêntica. No palco, o projeto ganha ainda mais força. Com arranjos cuidadosamente pensados para a performance ao vivo, cada faixa ganha corpo e alma sob as luzes de um show que promete arrepiar plateias.

O show: quando o amor encontra o palco

Gravado ao vivo em São Paulo, o espetáculo que será exibido neste sábado traz o Delacruz em sua plenitude artística. A cenografia é minimalista, elegante e sensível, remetendo a um ambiente intimista, como se o público estivesse mesmo sentado em uma sala de estar com o artista.

A direção musical aposta em nuances — não há pressa, não há gritos. Cada canção é entregue como se fosse uma carta: cuidadosamente aberta, lida, sentida. O repertório inclui os grandes sucessos da carreira, como “Cigana”, “Vício de Amor”, “Amor de Praia”, “Do Jeito Que Tu Gosta” e “Sunshine”, que se misturam às inéditas de “Vinho” como um fluxo contínuo de emoções.

IZA, parceira em “Afrodite”, também aparece no palco em uma participação emocionante que celebra a força e a ternura do feminino. A química entre os dois é visível, e a faixa ganha contornos ainda mais intensos ao vivo.

A estética do afeto: o poder do “último romântico”

Delacruz carrega o apelido de “último romântico” da música brasileira contemporânea, não à toa. Em um tempo marcado por amores líquidos, relacionamentos por aplicativo e o medo de sentir demais, o artista resiste com versos que não têm medo da entrega. Mas seu romantismo não é idealizado. Ele fala de traição, ciúme, rotina, reconciliação. Fala do dia seguinte, do arrependimento, da saudade que grita. Seu diferencial está na forma como conduz essas narrativas: com lirismo, com calma, com espaço para respirar e refletir. O romantismo de Delacruz é urbano, é do agora. É o romantismo de quem cresceu ouvindo rap no ônibus e aprendeu a rimar para se proteger, mas que hoje usa as rimas para desarmar o outro.

Multishow e Globoplay: a janela para um espetáculo sensível

A exibição simultânea no Multishow e no Globoplay, dois dos maiores canais de entretenimento do Brasil, marca um novo capítulo na trajetória de Delacruz. É o reconhecimento de um artista que conquistou o mainstream sem abrir mão da essência.

A transmissão é mais do que uma janela para o show: é a possibilidade de milhares de brasileiros, em todas as partes do país, sentirem-se parte de algo maior. Seja sozinho no sofá, com um fone de ouvido, ou com a família reunida na sala, o espetáculo está pronto para acolher — e transformar.

O legado que se constrói com calma

Delacruz não é artista de modismos. Não viraliza por danças de TikTok nem se molda ao algoritmo. Seu caminho é outro: o da permanência. Como o vinho que batiza seu novo álbum, ele não se apressa — e isso tem feito toda a diferença.

A construção de sua carreira é feita com escolhas cuidadosas, respeito à própria identidade artística e uma conexão verdadeira com o público. E talvez seja isso que explique a força do show deste sábado: ele não é apenas um espetáculo. É o reflexo de um artista inteiro, maduro, disposto a emocionar — e ser emocionado.

HBO Max intensifica combate ao compartilhamento de senhas e anuncia mudanças até 2026

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Durante muito tempo, dividir a senha do streaming com a família, um amigo ou até aquele colega de trabalho mais próximo foi quase um ato de afeto moderno. Em tempos de tantas plataformas, mensalidades salgadas e uma infinidade de títulos a acompanhar, o compartilhamento de contas acabou se tornando um “jeitinho” comum — tolerado pelas empresas, aceito pelos usuários e até celebrado em memes nas redes sociais. Mas esse tempo, ao que tudo indica, está chegando ao fim. E a HBO Max é a próxima a apertar o cerco.

Durante a apresentação dos resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, JB Perrette, chefe da divisão de streaming e jogos da Warner Bros. Discovery (WBD), foi direto ao ponto: a empresa vai endurecer o jogo contra o uso compartilhado de senhas fora do núcleo familiar. A declaração foi mais do que um aviso. Foi um prenúncio de uma mudança significativa na forma como as plataformas se relacionam com seu público — e com seus próprios números. As informações são do Deadline.

“A comunicação com os consumidores está prestes a ficar mais agressiva”, disse Perrette. Palavras que, embora curtas, carregam muito peso.

O fim do “jeitinho” digital

Compartilhar senhas de streaming sempre foi um segredo mal guardado da internet. Nos grupos de amigos, nas conversas entre familiares ou até nas redes sociais, era comum ver mensagens como “Quem tem a senha da HBO Max?” ou “Troco login da Netflix pela Disney+”. Mesmo sem incentivar explicitamente essa prática, as plataformas sabiam que isso acontecia — e, em muitos casos, deixaram passar.

Essa “vista grossa” teve um motivo: conquistar território. Durante a guerra dos streamings que marcou a última década, o objetivo era ganhar base de usuários, acostumar o público com o serviço, criar uma sensação de dependência. E deu certo. Mas agora, com o mercado mais consolidado, a estratégia mudou. O foco passou da expansão para a rentabilidade.

E aí, o que antes era tolerado virou prejuízo.

A mudança de postura do mercado

A HBO Max não está sozinha nessa cruzada. Ela segue o caminho iniciado pela Netflix, que em 2023 iniciou sua própria ofensiva contra o compartilhamento de senhas, implementando mecanismos de verificação de dispositivos e incentivando usuários “extras” a pagarem uma taxa adicional para continuarem assistindo.

Na época, a medida gerou polêmica. Muitos previram o colapso da base de assinantes, revolta nas redes sociais e cancelamentos em massa. Mas o que se viu foi diferente: a Netflix, mesmo enfrentando críticas, aumentou sua receita e conquistou novos assinantes pagantes. O modelo mostrou que o “fim da farra das senhas” poderia sim funcionar — ao menos do ponto de vista financeiro.

Desde então, Disney+, Hulu, Paramount+, Amazon Prime Video e agora a HBO Max têm caminhado na mesma direção.

Por que agora?

A Warner Bros. Discovery vive uma fase delicada. Apesar de ter adicionado 3,4 milhões de novos assinantes de streaming no segundo trimestre de 2025, impulsionada principalmente pela expansão internacional, a empresa ainda luta para transformar esse crescimento em lucro sólido.

A fusão entre WarnerMedia e Discovery, que originou a WBD em 2022, gerou muitas expectativas e também muitos cortes. Cancelamentos de produções, reestruturações internas e ajustes no catálogo do HBO Max (agora apenas “Max” em alguns mercados) foram reflexos dessa busca por eficiência.

Agora, a empresa parece mais estável — e pronta para mirar no lucro. O combate ao compartilhamento de senhas se encaixa perfeitamente nessa nova etapa: é uma forma de converter usuários “fantasmas” em assinantes reais, sem grandes investimentos em conteúdo novo ou marketing.

Segundo Perrette, a meta é fechar as brechas até o final de 2025, com impactos financeiros visíveis já em 2026. É um movimento pensado com frieza, com foco em resultados de longo prazo.

O impacto para os usuários brasileiros

No Brasil, onde a HBO Max encontrou uma base fiel graças a parcerias com operadoras, promoções agressivas e um catálogo recheado de títulos populares (como Game of Thrones, Euphoria, Harry Potter e novelas clássicas da Warner), o impacto pode ser especialmente sensível.

Muitos brasileiros dividem o streaming com amigos e familiares, como forma de reduzir os custos em meio à alta dos preços. Com a nova política, esse comportamento será desincentivado, e muitos usuários terão que decidir entre pagar individualmente ou abrir mão do conteúdo.

É provável que a WBD adote uma estratégia de comunicação gradual no país, explicando as mudanças e oferecendo alternativas para que o impacto não seja tão brusco. Mas, ainda assim, a reação pode ser ruidosa.

Um novo ciclo de consumo?

A repressão ao compartilhamento de senhas pode, paradoxalmente, forçar uma reorganização saudável no mercado de streaming. Ao invés de tentar manter assinaturas em todas as plataformas o tempo todo, os consumidores podem passar a escolher com mais critério o que assinar por mês, conforme suas prioridades.

Esse comportamento já existe — e tende a crescer. Com as plataformas criando conteúdos mais episódicos e lançando séries em blocos ou semanalmente, muitos usuários assinam por um mês, assistem ao que desejam, e depois cancelam. É a era do “streaming rotativo”.

Essa dinâmica, se bem compreendida pelas empresas, pode ser mais sustentável e até mais vantajosa: cria ciclos de audiência, fideliza por conteúdo e evita a saturação. Mas, para isso, é preciso ouvir o público e adaptar estratégias — e não apenas apertar os controles.

O futuro é pago, mas pode ser melhor

Em um mundo digital em constante transformação, o compartilhamento de senhas foi um reflexo da cultura do acesso. Agora, com as plataformas voltando o olhar para o faturamento, a tendência é que o acesso fique mais restrito — e mais caro.

A HBO Max tem o desafio de não apenas proteger sua receita, mas também preservar a relação de confiança com seu público. É possível? Sim. Mas requer mais do que notificações e bloqueios.

Será preciso diálogo, empatia e inovação.

Lanterns | Nova série do DCU ganha reforço no elenco com Cary Christopher

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Em meio a um cenário de saturação criativa nos blockbusters de super-heróis, surge uma aposta promissora com potencial para virar o jogo. Lanterns, nova produção da DC Studios com a HBO, propõe um olhar mais sombrio e sensível sobre os personagens intergalácticos que, até hoje, enfrentaram dificuldades para encontrar um lugar sólido nas telas. Ainda em fase de pós-produção, a série está prevista para chegar apenas em 2026, mas já dá sinais de que será mais do que uma aventura espacial — e a confirmação do ator Cary Christopher no elenco reforça essa expectativa.

Conhecido por seu desempenho tocante no terror psicológico A Hora do Mal, o jovem Christopher dará vida a Noah, um garoto sensível e talentoso, morador de uma pequena cidade americana e apaixonado por futebol. A descrição, divulgada pelo site Deadline, é breve, mas revela uma faceta intimista da série. Em vez de explosões e batalhas cósmicas a cada episódio, o que veremos são camadas emocionais, dramas humanos e uma atmosfera de mistério que remete mais a True Detective do que aos antigos filmes de capa e espada do estúdio.

Uma proposta com mais densidade e alma

Desde que James Gunn e Peter Safran assumiram o controle da DC Studios, deixaram claro que o foco não seria mais em projetos grandiosos sem substância. Queriam tramas com profundidade emocional, reflexões morais e vínculos reais com o público. Lanterns é, até agora, o projeto que mais parece abraçar essa filosofia.

A série acompanhará Hal Jordan e John Stewart, dois dos nomes mais emblemáticos da chamada Tropa dos Lanternas, agora colocados no centro de uma investigação misteriosa com consequências globais. A ideia, segundo Gunn, é utilizar o mistério como fio condutor de uma trama que pode alterar os rumos do recém-reformulado Universo DC.

Kyle Chandler, reconhecido por papéis intensos em séries como Friday Night Lights e Bloodline, assume o papel de Hal Jordan, um veterano marcado por decisões difíceis e traumas não resolvidos. Já Aaron Pierre, britânico em ascensão com uma pegada mais introspectiva e empática, interpretará John Stewart, ex-militar com vocação artística e um senso de justiça aguçado.

A dinâmica entre os dois lembra o bom e velho “buddy cop drama”, mas com uma espessura emocional mais forte: um confronto geracional entre diferentes visões de heroísmo, responsabilidade e moralidade.

Parte do motivo pelo qual Lanterns já gera tanta expectativa está nos nomes por trás das câmeras. O comando do roteiro está nas mãos de Chris Mundy, aclamado por seu trabalho em Ozark, com apoio de Damon Lindelof (Watchmen, The Leftovers) e do escritor de quadrinhos Tom King, que já transformou o Lanterna Verde em figura melancólica e complexa nas páginas da DC.

Essa equipe, além de escrever o episódio piloto, construiu a chamada “bíblia” da série: um guia criativo que define o tom, os temas e os caminhos dramáticos da temporada. Em outras palavras, não estamos diante de um produto episódico comum, mas de um arco narrativo cuidadosamente estruturado, com começo, meio e consequências.

Com oito episódios encomendados, a produção foi rodada entre fevereiro e julho de 2025 em Los Angeles, com direção inicial de James Hawes, veterano de títulos como Black Mirror e Slow Horses. Tudo indica que a HBO está empenhada em fazer da série um drama com cara e alma de prestígio — não apenas mais uma entrada no gênero super-heroico.

Cary Christopher: a presença que conecta mundos

A presença de Cary pode parecer discreta, mas carrega simbolismos. Ele interpretará Noah, um menino “brilhante, amável e criativo”, que vive longe dos centros urbanos e dos confrontos interplanetários. Ainda não se sabe qual o papel exato de Noah na investigação liderada por Jordan e Stewart, mas o fato de sua história estar ambientada no interior dos EUA já indica um esforço da produção em equilibrar o épico com o cotidiano.

Christopher, que vem ganhando destaque por sua entrega emocional em papéis intensos, deve funcionar como a âncora afetiva da série — uma representação da vida comum em contraste com o universo dos anéis de poder. É também um reflexo da proposta de James para o novo DCU: heróis que sentimos como reais antes de vermos como ícones.

Conflito, legado e redenção

Na mitologia dos Lanternas Verdes, os anéis escolhem indivíduos dotados de extrema força de vontade, responsáveis por proteger regiões inteiras do cosmos. Mas essa força, quando colocada em confronto com a fragilidade humana, gera conflitos internos fascinantes.

Hal Jordan, com sua impulsividade e senso de dever inabalável, representa a velha guarda: o herói tradicional, cheio de cicatrizes e culpas. Já John Stewart, mais introspectivo, carrega o peso da perda, mas também uma visão mais crítica e sensível do que significa ser justo.

Ao unir essas figuras, a série constrói não apenas uma investigação — mas um embate entre diferentes formas de encarar o heroísmo. Como resume o showrunner Chris Mundy: “Eles são como espelhos. Um representa o que já foi, o outro, o que está por vir. E o que eles descobrem muda tudo que pensam sobre o certo e o errado.”

A série estreia na HBO e no streaming Max no início de 2026, com uma temporada de oito episódios que pode iluminar, de vez, o novo rumo da DC.

Saiba qual filme vai passar na Tela Quente desta segunda (11/08)

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Sabe aquela sensação gostosa de reencontrar velhos amigos depois de muito tempo? Aquela mistura de “será que ainda vai ser como antes?” com a surpresa boa de perceber que, mesmo com as rugas e as mudanças, a conexão continua a mesma? Pois é exatamente isso que Bad Boys Para Sempre, atração da Tela Quente desta segunda-feira na TV Globo, entrega.

Mais do que um festival de tiros, perseguições e piadas afiadíssimas (o que, claro, também não falta), o terceiro capítulo da franquia Bad Boys consegue fazer algo raro: olhar para trás sem parecer datado — e seguir em frente sem trair sua essência. É um filme que ri do próprio passado, mas também se emociona com o tempo que passou. E que nos convida a fazer o mesmo.

Um reencontro com os velhos tempos — e com a nova vida

Lançado em 2020, o longa-metragem marca o retorno de Will Smith e Martin Lawrence como Mike Lowrey e Marcus Burnett, a dupla de detetives mais caótica — e querida — dos cinemas desde os anos 90. Só que dessa vez, eles voltam com cabelos mais grisalhos, joelhos mais frágeis… e dilemas mais reais.

Mike continua sendo o bonitão marrento, viciado em adrenalina e com o ego do tamanho de Miami. Marcus, por sua vez, agora está aposentado, mais sereno, com netos e uma vontade crescente de paz. Mas quando uma ameaça do passado ressurge com sangue nos olhos e munição infinita, os dois são obrigados a calçar os coturnos mais uma vez. Só que agora, o peso não é só dos coletes à prova de bala — é o peso do tempo.

O segredo? Respeitar o tempo que passou

E é aqui que mora a maior força do filme. Em vez de fingir que nada mudou desde os tempos de “bad boys, bad boys, what you gonna do?”, o roteiro — escrito por Chris Bremner, Peter Craig e Joe Carnahan — assume as marcas do tempo com dignidade. Há humor, claro, e muita ação coreografada de forma espetacular. Mas há também silêncio, dor, arrependimento e um senso de legado.

Essa maturidade inesperada não apaga a química eletrizante entre os protagonistas, que continuam hilários. Ela apenas dá mais profundidade a uma franquia que, até então, vivia de explosões e frases de efeito.

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Uma direção com sotaque novo — e alma vibrante

A escolha de colocar a franquia nas mãos da dupla belga Adil El Arbi e Bilall Fallah foi certeira. Eles trouxeram uma estética moderna, vibrante e um olhar mais global, sem perder a vibe calorosa e exagerada que tornou os filmes anteriores tão icônicos.

O visual do filme é mais polido, as cenas de ação são mais orgânicas, e há uma atenção especial aos momentos de pausa — aqueles em que os personagens param de correr e atirar, e simplesmente olham um para o outro, tentando entender o que estão sentindo.

Não é só um filme sobre matar bandidos. É um filme sobre envelhecer. Sobre perder pessoas. Sobre tentar consertar o que foi quebrado — mesmo que tarde demais.

Os novos rostos da nova geração

Claro que ninguém segura uma franquia por 25 anos só com nostalgia. E é por isso que o filme apresenta a equipe AMMO, um esquadrão de elite formado por jovens agentes que misturam tecnologia, táticas modernas e um certo espanto com os métodos à moda antiga de Mike e Marcus.

Paola Núñez lidera o time como Rita, ex-namorada de Mike, com quem divide tensão, mágoas e missões explosivas. Ao lado dela, estão Vanessa Hudgens, Alexander Ludwig e Charles Melton, que trazem sangue novo, carisma e até algum alívio cômico para o campo de batalha. A química entre eles funciona — e, quem sabe, até aponta um possível futuro para a franquia.

Os vilões são mais que caricaturas

Nada de vilão genérico com risada de desenho animado. Isabel Aretas (a magnética Kate del Castillo) e seu filho Armando (Jacob Scipio) são os antagonistas da vez — e vêm com motivação, dor e história.

Eles não são maus por serem maus. São movidos por feridas abertas e por uma vingança que faz sentido dentro da lógica da trama. Mais do que ameaças, eles são espelhos distorcidos dos protagonistas. E é justamente por isso que os confrontos finais carregam emoção, não só adrenalina.

Sucesso de público, crítica e… alma

O filme não apenas foi bem de bilheteria (mais de US$ 426 milhões arrecadados no mundo todo), como também conquistou a crítica. No Rotten Tomatoes, são 77% de aprovação, com elogios ao carisma da dupla, à direção energética e ao roteiro surpreendentemente maduro.

E talvez seja essa a mágica: o filme entende que, para continuar relevante, não basta repetir a fórmula. É preciso crescer com ela.

O caminho até aqui foi tudo, menos fácil

Acredite se quiser: a ideia de um terceiro Bad Boys começou a circular lá por 2008. Mas entre troca de roteiristas, desistências, cronogramas impossíveis e até crise de confiança no próprio gênero, foram mais de dez anos até o projeto finalmente sair do papel.

Joe Carnahan quase dirigiu. Michael Bay quis voltar. Mas foi com os diretores belgas, as câmeras digitais Sony VENICE e um elenco afiado que a mágica realmente aconteceu — entre Miami, Atlanta e até a Cidade do México.

E, claro, com Will Smith e Martin Lawrence chegando de Porsche no tapete vermelho da pré-estreia. Porque se é pra voltar, que seja com estilo.

A dublagem brasileira? Um espetáculo à parte

Na exibição da TV Globo, vale prestar atenção à dublagem caprichada do estúdio Delart, com Márcio Simões e Mauro Ramos dando vida à dupla principal. A direção de dublagem ficou a cargo do talentosíssimo Manolo Rey, garantindo um resultado fluido, engraçado e que respeita a alma dos personagens. E convenhamos: nada como ouvir um “aí, parceiro!” no melhor estilo carioca para sentir que os Bad Boys são um pouco nossos também.

Mais que ação, uma despedida disfarçada?

Apesar de já termos confirmação de um quarto filme (previsto para 2026, com filmagens iniciadas em 2023), “Bad Boys Para Sempre” tem um jeitinho de despedida. Um clima de “vamos fazer isso direito, caso seja a última vez”.

O final, sem dar spoilers, aponta caminhos novos. Mas também fecha ciclos. Reaproxima pai e filho. Mostra que coragem nem sempre é dar um salto — às vezes, é pedir desculpas.

E no meio disso tudo, ainda sobra tempo para explosões, perseguições de moto, helicópteros e frases de efeito.

E se eu perder na TV?

Se por algum motivo você não conseguir assistir na Tela Quente, não tem problema. O filme está disponível para aluguel ou compra em plataformas digitais como Apple TV, Google Play, Amazon Prime Video, e pode ser encontrado em mídia física em Blu-ray ou DVD nas principais lojas online.

No fim das contas, por que ver?

Porque é divertido. Porque emociona. Porque nos lembra que dá, sim, pra crescer sem virar chato. E porque ver Will Smith e Martin Lawrence juntos é sempre um presente — ainda mais quando eles conseguem rir da vida e chorar por ela na mesma cena.

Em tempos em que tanta sequência parece apenas um caça-níquel, Bad Boys Para Sempre mostra que, com um pouco de alma e muito respeito pelo público, até os “bad boys” podem envelhecer com dignidade. E com o coração no lugar certo.

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