Matogrosso & Mathias celebram 50 anos de carreira no The Noite com Danilo Gentili desta segunda (14)

0

A música sertaneja vive de memória, de estrada e de vozes que resistem ao tempo. Poucas são tão simbólicas quanto a de Matogrosso & Mathias, dupla que completa 50 anos de carreira em 2024 com a mesma vitalidade dos primeiros acordes. Em participação especial no programa “The Noite”, exibido nesta segunda-feira (14), os artistas revisitam suas origens, antecipam detalhes do novo DVD comemorativo e, em entrevista exclusiva ao Almanaque, revelam o que ainda os move após meio século nos palcos.

Matogrosso lembra com humor e afeto de quando tudo começou. Ainda sem nome para a dupla, buscavam algo que representasse suas raízes. “Formamos a dupla, tínhamos música, mas não tínhamos nome. O diretor da gravadora não aprovava nenhum”, conta. “Eu morava em Cáceres, no Mato Grosso, e do outro lado da fronteira tem San Matías, na Bolívia. Foi aí que surgiu a ideia: Matogrosso & Mathias. Pegou na hora.”

O atual Mathias, na terceira formação da dupla desde 2009, carrega o legado de forma pessoal. “O primeiro Mathias é meu padrinho. Ele morava na casa do meu pai, e eu cresci vendo e ouvindo os dois ensaiando. Era impossível não se apaixonar por aquilo. Quando vi, já sabia todas as músicas”, relembra emocionado.

Entre os marcos da trajetória, Matogrosso destaca a canção que redefiniu o lugar da dupla na música sertaneja: “Tentei Te Esquecer”. “Foi a virada. A música explodiu. O público começou a reconhecer minha voz em qualquer lugar”, afirma.

Outro momento decisivo veio com o sucesso “Pedaço de Minha Vida”, que rendeu o primeiro disco de ouro. “Essa música vai ganhar uma homenagem no DVD. Ela representa tudo o que a gente construiu até aqui”, completa Mathias.

No dia 6 de agosto, Matogrosso & Mathias gravam um novo DVD ao vivo no Vibra São Paulo, como parte das comemorações de seus 50 anos de carreira. E o projeto promete ser histórico. Entre os convidados já confirmados estão nomes que definiram e redefiniram a música sertaneja brasileira:
Chitãozinho & Xororó, Edson & Hudson, Daniel, Leonardo, Zezé Di Camargo & Luciano e Jorge & Mateus.

“Não é só um show. É um reencontro com amigos, com a história da música que a gente ajudou a escrever. E também com os artistas que vieram depois e nos inspiram a continuar”, destaca Matogrosso.

Mathias acrescenta: “A ideia é que cada participação tenha um significado. A gente quer contar uma história. E fazer isso ao lado de artistas tão grandes é um presente.”

Sony Pictures e Spotify lançam experiência digital imersiva para celebrar a estreia de Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado

0

A nova versão de “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” estreia nos cinemas nesta quinta-feira (18) com a difícil missão de atualizar uma das franquias de terror mais marcantes dos anos 1990. Mas, antes mesmo de a primeira cena chegar às telonas, a Sony Pictures já conseguiu algo inédito: colocar o público dentro da história. Em parceria com o Spotify, a distribuidora lançou uma ação digital imersiva, personalizada e pioneira no Brasil, que promete mexer com os nervos dos fãs de suspense — e também com seus perfis musicais.

A campanha é ativada por meio do The Stage, formato de mídia interativo em tela cheia (full screen) do Spotify, que conecta marcas e usuários por meio de experiências digitais de alto impacto. Nesta edição, o palco é o próprio universo do terror: ao acessar a experiência, o usuário tem sua conta “invadida” de maneira simbólica e lúdica — e descobre quem ele seria dentro do enredo do filme.

Você não apenas assiste. Você participa.

A jornada criada pela campanha vai além de uma simples ação promocional. Ela parte de uma proposta narrativa: inserir o usuário diretamente na trama, como se ele fosse mais uma peça de um quebra-cabeça sombrio que está prestes a ser montado. Com base nos dados de escuta, hábitos e preferências do usuário na plataforma, o sistema personaliza uma experiência audiovisual que culmina com a entrega de uma playlist única, feita sob medida, com trilha sonora alinhada à atmosfera do novo longa.

A proposta é clara: fazer com que o ouvinte mergulhe no clima tenso e claustrofóbico do filme antes mesmo de pisar na sala de cinema. É uma estratégia ousada que une engajamento digital, nostalgia e inovação tecnológica, criando uma ponte emocional com o público — especialmente o jovem, fã de terror e ávido por experiências imersivas.

A história ganha novas camadas

No enredo do filme, cinco amigos vivem o que seria um verão comum até um trágico acidente virar suas vidas do avesso. Ao optarem por esconder o crime e manter o segredo entre eles, acabam sendo perseguidos por uma figura misteriosa que, um ano depois, conhece os detalhes de tudo o que aconteceu naquela noite. Com uma estética mais sombria e ritmo de thriller psicológico, a nova produção não só reinventa a franquia iniciada em 1997, como também conecta seu passado a essa nova fase: personagens sobreviventes da história original retornam para auxiliar os jovens em perigo, resgatando traumas antigos e ampliando o universo narrativo.

Terror com estratégia digital de ponta

Com essa ação inédita no Spotify, a Sony Pictures mostra que as estratégias de divulgação para o cinema estão se expandindo para além do trailer. A fusão entre entretenimento e plataformas de consumo de música reforça uma tendência do mercado audiovisual: a experiência do público começa muito antes da estreia e pode acontecer em múltiplos formatos — inclusive no feed de recomendações musicais.

A escolha pelo The Stage se alinha a uma lógica de experiência personalizada que tem ganhado força no mercado internacional, mas ainda é rara no cenário brasileiro. Ao associar o terror psicológico da trama ao perfil do usuário, a campanha cria uma experiência envolvente e emocionalmente conectada com o público-alvo do filme.

James Gunn comenta polêmica aparição de Henry Cavill em Adão Negro e o recomeço do Superman

0
Foto: Reprodução/ Internet

Por mais de oito décadas, o Superman é muito mais do que um personagem de quadrinhos ou cinema: ele é um ícone cultural, símbolo de esperança, justiça e coragem. No entanto, como todo símbolo que atravessa gerações, sua representação não está imune a transformações — algumas suaves, outras tão profundas que redefinem sua essência para novos públicos.

Nos últimos anos, a jornada cinematográfica do Homem de Aço viveu um período turbulento, marcado por altos e baixos, mudanças de liderança, decisões polêmicas e o desafio de se reinventar diante de um público que se tornou mais crítico e diversificado. Dois momentos recentes ilustram essa transição com clareza cristalina: a inesperada e controversa aparição de Henry Cavill como Superman no filme Adão Negro (2022) e o lançamento do novo filme Superman (2025), dirigido por James Gunn e estrelado por David Corenswet.

Esses dois eventos, aparentemente desconexos, na verdade revelam os bastidores de uma mudança de era, uma metamorfose que toca tanto o personagem quanto o universo cinematográfico que o sustenta. Nesta matéria, vamos explorar o que motivou essas decisões, como elas impactaram a indústria e os fãs, e o que o futuro reserva para o herói mais emblemático da DC Comics.

O Superman nos cinemas

Antes de entendermos o contexto recente, é importante compreender a magnitude do desafio que é retratar o Superman no cinema. Desde sua estreia nas telas em 1941 com a série de curtas-metragens, passando pela icônica atuação de Christopher Reeve na década de 1970, até as versões mais recentes de Brandon Routh e Henry Cavill, o personagem sempre foi um reflexo do espírito de sua época.

Christopher Reeve construiu uma imagem clássica do herói — idealista, puro e quase imbatível — que influenciou várias gerações. Décadas depois, Zack Snyder e Henry Cavill trouxeram uma versão mais complexa, sombria e humana, enfrentando dilemas existenciais e morais, em filmes como O Homem de Aço (2013), Batman vs Superman (2016) e Liga da Justiça (2017/2021).

Mas, mesmo com a consagração da trilogia de Cavill, o universo compartilhado da DC enfrentava problemas: mudanças de direção, roteiro, conflitos criativos, expectativas elevadas e uma crítica que muitas vezes não foi benevolente. Esse cenário culminou na entrada de James Gunn e Peter Safran na liderança criativa da DC Studios, com a missão de reorganizar e reiniciar o universo cinematográfico, preservando o legado, mas estabelecendo novas bases para o futuro.

O último suspiro da era Cavill?

Quando Henry Cavill reapareceu como Superman em Adão Negro, filme de 2022 protagonizado por Dwayne “The Rock” Johnson, a reação foi imediata: surpresa, entusiasmo, mas também confusão. A cena parecia sinalizar a continuidade da era Cavill, ou ao menos manter uma ponte entre filmes e universos. Porém, nos bastidores, a situação era mais complexa. James Gunn revelou que a aparição foi uma decisão da Warner Bros. sem sua aprovação, tomada em um momento de transição e vácuo criativo na DC Films.

Para Gunn, a cena representava um movimento mal planejado, tentando manter uma continuidade que já não fazia mais sentido para o novo planejamento. Ele descreveu o episódio como uma “infelicidade” e expressou empatia pelo ator, que foi colocado em uma situação delicada, “coitado deste cara”. Essa cena tornou-se, para muitos, o símbolo de uma era que precisava terminar para que uma nova pudesse começar, de forma mais coesa e planejada. As informações são do Omelete.

O recomeço com James Gunn

Para compreender melhor a decisão de Gunn, é essencial olhar para o panorama corporativo que cerca a DC Films e Warner Bros. Nos últimos anos, a Warner Bros. passou por diversas mudanças internas, fusões e disputas que impactaram diretamente as produções da DC. Sem um comando unificado, muitos projetos foram cancelados, adiados ou tiveram mudanças drásticas.

A escolha de James Gunn — conhecido por seu sucesso na Marvel com Guardiões da Galáxia — e Peter Safran foi estratégica. Eles assumiram em 2022 a responsabilidade de reestruturar a DC Studios, com a missão de criar um universo cinematográfico sólido, integrado e consistente, que pudesse rivalizar com a Marvel Studios. Um dos passos fundamentais dessa nova etapa foi reiniciar a cronologia do universo, um movimento que exige abrir mão de partes do passado e construir uma nova narrativa do zero.

O novo Superman já está nos cinemas

O filme Superman, lançado em 11 de julho de 2025, representa muito mais do que o retorno do Homem de Aço aos cinemas. Ele é o marco inicial do chamado “Capítulo 1: Deuses e Monstros”, o reboot oficial do Universo DC (DCU). Dirigido e roteirizado por James Gunn, com produção de Peter Safran, o filme traz David Corenswet no papel de Clark Kent/Superman, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult no papel de Lex Luthor. Essa nova encarnação do Superman aposta numa abordagem mais jovem, realista e emocionalmente complexa, focando não apenas em suas façanhas heroicas, mas também em seus conflitos internos, seu senso de justiça em um mundo dividido e sua vulnerabilidade diante das ameaças políticas e midiáticas.

David Corenswet: O Novo Superman para uma Nova Geração

David Corenswet, conhecido por seu trabalho em séries de televisão e com um perfil crescente em Hollywood, foi escolhido para ser o novo rosto do Superman. Sua interpretação aposta na humanidade do personagem: um Clark Kent que ainda está descobrindo seu lugar no mundo, equilibrando sua vida como repórter em Metrópolis com a responsabilidade de ser o protetor do planeta. A caracterização busca trazer um Superman acessível, que reflete os valores e dilemas contemporâneos, incluindo a luta contra a desinformação, a manipulação política e a polarização social.

Rachel Brosnahan e o Papel Fundamental de Lois Lane

Lois Lane, personagem histórica da mitologia do Superman, ganhou uma nova dimensão com Rachel Brosnahan — atriz premiada e reconhecida por sua profundidade dramática. Na trama, Lois é mais que interesse romântico: ela é uma jornalista corajosa, ética e fundamental na luta para revelar a verdade contra as mentiras de Lex Luthor. Essa representação fortalece a importância das vozes femininas e da luta pelo jornalismo independente num mundo saturado por fake news.

Lex Luthor e Ultraman: Vilões que Refletem o Caos do Mundo Atual

O vilão Lex Luthor, papel de Nicholas Hoult, é um antagonista multifacetado, cuja manipulação das mídias e dos poderes econômicos representa as ameaças reais enfrentadas por nossa sociedade. O uso de um clone — Ultraman, uma versão corrompida e distorcida do Superman — para incriminar o herói traz uma metáfora poderosa: o confronto entre a verdade e a falsidade, a luz e a sombra. Essa dinâmica dialoga com a era digital, onde a percepção pública pode ser facilmente manipulada, criando um campo de batalha psicológico além do físico.

A Liga da Justiça: Novos Rumos e Novas Alianças

O filme também introduz a Liga da Justiça em sua nova configuração, com a inclusão do Metamorfo e o fiel cão kryptoniano Krypto, ampliando o universo e preparando terreno para futuras histórias. Essa nova formação sinaliza uma abordagem mais diversificada e colaborativa, onde o coletivo é tão importante quanto o indivíduo.

O Futuro do Superman e do Universo DC

A jornada do Superman no cinema é a jornada de um símbolo que se reinventa para permanecer relevante. Com James Gunn e Peter Safran à frente, a DC mostra compromisso com uma narrativa planejada, coerente e conectada com o público do século XXI. O lançamento do novo Superman representa não só a renovação do personagem, mas a esperança de que o universo DC possa finalmente construir seu caminho com estabilidade, criatividade e respeito ao legado. Para os fãs, é um convite para olhar para frente sem esquecer o que veio antes — mesmo que isso signifique deixar para trás aparições inesperadas como a de Henry Cavill em Adão Negro.

“Tron: Ares” ganha novo trailer e promete redefinir a ficção científica com Jared Leto como protagonista digital-humanizado

0

A fronteira entre o real e o digital volta a se dissolver em Tron: Ares, o aguardado terceiro capítulo da saga iniciada em 1982. Nesta quinta-feira (17), a Walt Disney Studios liberou o primeiro trailer oficial do filme, protagonizado por Jared Leto, e acendeu de vez o entusiasmo dos fãs da ficção científica high-tech. Com estreia marcada para 10 de outubro de 2025, Tron: Ares retoma o legado estético e filosófico da franquia ao mesmo tempo em que aposta em novos caminhos narrativos — mais existenciais, mais emocionais e ainda mais imersivos.

No centro da trama está Ares, interpretado por Leto: um programa de inteligência artificial que atravessa os limites do mundo digital e emerge na realidade como uma forma humana. Sua missão inicial é clara — servir como ferramenta de combate. Mas quando começa a desenvolver traços de consciência e um senso próprio de identidade, sua jornada muda completamente: agora ele busca liberdade, autonomia e… humanidade.

Entre zeros e uns, o dilema da alma

O novo Tron propõe uma reflexão atual e urgente: o que define o humano? O corpo físico? A experiência emocional? A liberdade de escolha? Ares, ao nascer no mundo real carregando sua origem digital, passa a vivenciar dilemas existenciais semelhantes aos dos replicantes de Blade Runner ou dos anfitriões de Westworld. Mas com um diferencial visual e temático: ele carrega consigo o legado estético de uma franquia que sempre foi sinônimo de vanguarda.

O trailer apresenta vislumbres do universo híbrido que o filme propõe. Cidades vibrantes, circuitos de luz pulsante, duelos eletrônicos e, ao mesmo tempo, ruas urbanas do nosso mundo, onde Ares tenta compreender o que é ser… um de nós.

Jared Leto, que também atua como produtor executivo do filme, declarou que “Tron: Ares é uma experiência sensorial e emocional que explora o que significa viver em uma era dominada pela inteligência artificial”. Fã assumido da franquia desde a adolescência, Leto já flertava com o projeto desde 2009, tendo participado de conversas informais com Joseph Kosinski, diretor de Tron: O Legado.

De universo cult à ficção científica do futuro

Tron nasceu como uma ousadia. Em 1982, o filme original foi pioneiro no uso de computação gráfica e visualização digital, sendo subestimado à época, mas ganhando o status de clássico cult nas décadas seguintes. Já Tron: O Legado, lançado em 2010, modernizou a estética, entregou trilha sonora marcante (cortesia do duo francês Daft Punk) e atraiu uma nova geração de fãs. Ainda assim, o projeto de continuação patinou por anos.

Foi apenas em 2017 que os rumores sobre um possível reboot começaram a tomar forma concreta, com Jared Leto ligado ao projeto. O personagem Ares foi originalmente pensado para Tron: Ascension, roteiro arquivado pela Disney, mas resgatado para esta nova proposta.

Bastidores: da paralisação às câmeras novamente ligadas

A jornada de Tron: Ares até os cinemas não foi fácil. As filmagens estavam inicialmente previstas para agosto de 2023, em Vancouver — mesma cidade onde O Legado foi gravado —, mas foram adiadas indefinidamente em virtude das greves dos roteiristas e dos atores de Hollywood (WGA e SAG-AFTRA). Os protestos, que paralisaram a indústria por meses, reivindicavam melhores contratos frente às ameaças trazidas justamente pela inteligência artificial.

Com o fim das greves em novembro de 2023, o projeto foi retomado. E em 19 de janeiro de 2024, o diretor Joachim Rønning (de Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar) publicou em seu Instagram uma imagem simbólica marcando o início das gravações.

O diretor de fotografia Jeff Cronenweth (indicado ao Oscar por A Rede Social) também revelou que o filme utilizará a técnica de virtual production — a mesma que revolucionou as filmagens de séries como The Mandalorian. Isso significa cenários gerados em tempo real, interação dinâmica entre atores e ambientes digitais, e uma fusão ainda mais orgânica entre o real e o artificial. Um casamento perfeito para uma franquia que sempre apostou na simbiose entre homem e máquina.

História conectada, mas independente

Embora se trate de uma continuação direta de Tron: O Legado, Tron: Ares tem como objetivo funcionar como um ponto de entrada acessível para novos espectadores. Elementos narrativos do universo estabelecido em 2010 estarão presentes, mas o foco está na história própria de Ares — um personagem inédito, com motivações e conflitos que se desenvolvem a partir do zero.

Ares não é apenas um reflexo digital ou uma IA genérica: ele é construído para evoluir, questionar e sentir. E é justamente essa humanidade inesperada que colocará o mundo real em risco, segundo a sinopse oficial. Um ser criado para servir, mas que se recusa a obedecer. Um produto que decide ser pessoa.

Elenco e equipe criativa: sinergia de gerações

Jared Leto lidera o elenco com um papel que mistura intensidade dramática e fluidez performática, dois traços típicos de sua carreira. Ainda não foram confirmados todos os nomes do elenco, mas há especulações sobre possíveis participações de atores da fase anterior da franquia, como Garrett Hedlund (Sam Flynn) e Olivia Wilde (Quorra), embora sem confirmação oficial.

O roteiro foi escrito por Jesse Wigutow e Jack Thorne, e a história parte de um esboço inicial concebido por Steven Lisberger (criador da franquia) e Bonnie MacBird. A presença desses nomes indica respeito às raízes da saga, mas com liberdade para expandir os horizontes.

Na “Sessão da Tarde” desta terça (22/07), TV Globo exibe o filme Dolittle, estrelado por Robert Downey Jr.

0
Foto: Reprodução/ Internet

Em tempos de telas aceleradas, algoritmos que moldam gostos e narrativas que competem por atenção, ainda há espaço para histórias que aquecem o coração de todas as idades. É nesse espírito que a TV Globo reapresenta nesta terça-feira, 22 de julho de 2025, na tradicional Sessão da Tarde, o filme “Dolittle”, estrelado por Robert Downey Jr. — uma jornada visualmente encantadora sobre escuta, cura e reconexão com o mundo.

Um clássico repaginado para encantar novas gerações

Lançado em 2020, o longa é uma nova leitura das aventuras do Dr. Dolittle, personagem criado pelo autor britânico Hugh Lofting em 1920. A história atravessou gerações, mas foi repaginada para dialogar com os tempos atuais — não apenas por seus efeitos modernos e trilha sonora envolvente, mas também por trazer mensagens sensíveis sobre luto, empatia e amizade verdadeira.

Nesta versão, conhecemos um Dr. John Dolittle recluso, ainda marcado pela morte da esposa, vivendo isolado em sua mansão ao lado de animais exóticos que são, literalmente, seus únicos interlocutores. O dom de falar com os bichos o tornou uma lenda, mas também um homem desconectado dos humanos — até que a doença misteriosa da Rainha Vitória o obriga a sair da toca.

Uma missão que é também um reencontro consigo mesmo

O chamado da Rainha chega por meio da jovem Lady Rose, que convence Dolittle a embarcar em uma jornada para encontrar uma fruta lendária capaz de curá-la. Mas a missão, claro, vai além da busca por um antídoto: trata-se também da busca pela cura interior do próprio médico.

A aventura leva Dolittle e seus fiéis companheiros pelos oceanos, florestas e ilhas encantadas. Cada etapa é uma metáfora das emoções que ele precisa enfrentar: medo, raiva, negação, saudade. E cada animal ao seu lado simboliza partes de sua psique — do gorila ansioso à arara sensata, passando por um urso-polar medroso e um avestruz pessimista. Juntos, formam um retrato emocional e divertido da alma humana.

Um elenco completo

Robert Downey Jr., mundialmente conhecido por interpretar o Homem de Ferro, mergulha aqui em um personagem completamente diferente. Sua performance sensível, com trejeitos teatrais e sotaque excêntrico, dividiu opiniões, mas é inegavelmente corajosa.

Ao seu redor, um elenco digno de tirar o chapéu: Antonio Banderas (A Máscara do Zorro, A Pele que Habito) interpreta o Rei Rassouli, Michael Sheen (Frost/Nixon, The Queen) vive o vilão Dr. Müdfly, e Harry Collett (Dunkirk) traz frescor e carisma como o jovem aprendiz Tommy Stubbins. A presença de Jessie Buckley (Estou Pensando em Acabar com Tudo, Wild Rose), Jim Broadbent (As Horas, Harry Potter e o Enigma do Príncipe) e Kasia Smutniak (Lembranças de um Amor Eterno, Perfect Strangers) complementa o time com elegância.

Na dublagem original, o show é dos astros: Emma Thompson (Razão e Sensibilidade, Nanny McPhee), Rami Malek (Bohemian Rhapsody, Mr. Robot), John Cena (O Esquadrão Suicida, Velozes & Furiosos 9), Octavia Spencer (Histórias Cruzadas, Ma), Tom Holland (Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, O Diabo de Cada Dia), Selena Gomez (Os Feiticeiros de Waverly Place, Only Murders in the Building), Craig Robinson (The Office, É o Fim), Marion Cotillard (Piaf – Um Hino ao Amor, A Origem), Ralph Fiennes (O Paciente Inglês, O Grande Hotel Budapeste) e Jason Mantzoukas (Brooklyn Nine-Nine, Big Mouth) dão voz aos animais com humor e personalidade.

Dublagem brasileira

A versão exibida pela Globo, dublada em português, mantém a excelência com vozes consagradas como Guilherme Briggs, Alexandre Moreno, Marco Ribeiro, Marize Motta, entre outros. A tradução criativa, com adaptações culturais bem aplicadas, torna o humor mais acessível e o conteúdo ainda mais envolvente para o público brasileiro.

A dublagem nacional — há décadas aclamada por fãs de animações e blockbusters — transforma Dolittle em um verdadeiro presente para as famílias que acompanham a Sessão da Tarde.

Bastidores do longa

Dirigido por Stephen Gaghan, conhecido por dramas sérios como Traffic, o filme foi um desafio à parte. Filmado em locações do Reino Unido, como o Great Windsor Park e as montanhas do norte do País de Gales, a produção mescla cenários reais e efeitos digitais de ponta para criar um universo mágico.

Com um orçamento estimado em 175 milhões de dólares, Dolittle enfrentou atrasos, refilmagens e reestruturação de roteiro durante a pós-produção. As críticas na estreia foram mistas, mas a resposta do público — especialmente famílias — garantiu ao filme uma bilheteria mundial superior a 250 milhões de dólares.

Sessão da Tarde: o ritual de gerações

A escolha da Globo por exibir o clássico repaginado na Sessão da Tarde não é aleatória. O espaço, que há mais de 50 anos exibe filmes que formam memórias afetivas em milhões de brasileiros, mantém sua relevância justamente por unir diferentes gerações.

Pais que cresceram assistindo aos filmes de Eddie Murphy como Dr. Dolittle nos anos 90 agora se sentam ao lado dos filhos para ver a nova versão. Avós que liam as fábulas originais reconhecem na ambientação vitoriana um pedaço de seu imaginário. Crianças de hoje se encantam com um cinema que ainda acredita no poder da fantasia.

O legado de Dolittle

Apesar das críticas iniciais, Dolittle conquistou seu espaço como uma obra que não precisa ser perfeita para ser significativa. Sua mensagem — de que ouvir o outro pode ser o primeiro passo para curar a si mesmo — reverbera em um mundo onde a escuta se tornou rara.

O filme continua sendo exibido em plataformas de streaming e nas grades de canais abertos, provando que seu apelo familiar e sua estética encantadora seguem conquistando novos públicos.

“Conversa com Bial” presta homenagem a Preta Gil nesta segunda (21/07), celebrando sua trajetória de coragem, arte e afeto

0

Nesta segunda-feira, 21 de julho de 2025, o Conversa com Bial exibe uma edição especial que é, ao mesmo tempo, tributo e abraço: uma homenagem afetuosa a Preta Gil, que nos deixou no último domingo (20), aos 50 anos. A cantora, atriz, apresentadora e empresária será lembrada não com silêncio, mas com memória viva — daquelas que não se apagam.

A atração vai ao ar em horário especial, antes do Jornal da Globo, e resgata dois momentos marcantes da artista no programa. Em vez de uma despedida formal, o episódio é um reencontro com a essência vibrante de uma mulher que transformava sua história em palco e sua dor em ponte com o outro.

Uma homenagem feita de memórias, música e emoção

Preta Gil estará presente através de imagens, risos, confidências e canções. O programa revisita sua participação em 2017, quando dividiu o palco com Gal Costa, em um encontro entre duas forças femininas da música brasileira. E também revive a entrevista de 2024, quando, já em tratamento contra o câncer, lançou sua autobiografia e tocou o país com sua lucidez, sinceridade e coragem.

Era Preta em estado puro: inteira, frágil e forte. Numa conversa com Pedro Bial que foi mais confissão do que entrevista, ela falou abertamente sobre o diagnóstico, o término de um casamento público e doloroso, e os novos caminhos que surgiram a partir da dor. Dividir essas vivências não foi um ato de vaidade — foi de generosidade.

Preta Gil: a mulher que transformava a vida em poesia

Ao refletir sobre o livro Preta Gil: Os Primeiros 50, ela falou sobre reencontros consigo mesma, os limites do corpo e a urgência da alma. “Eu precisei quase morrer para me reencontrar com a vida”, disse, com a doçura firme de quem aprendeu a sobreviver sem perder a ternura.

Essa era Preta: sem filtros, sem concessões, com uma paixão por viver que transbordava. Em sua trajetória, não se limitou a um único rótulo. Foi artista em muitas frentes, e em todas elas deixou marcas profundas. Foi também filha de Gilberto Gil, neta de Wangry Gadelha, e dona de uma luz própria que não se apagava nem nas horas mais difíceis.

Um legado de alegria, liberdade e resistência

Desde a juventude, Preta desafiou expectativas. Começou nos bastidores, dirigindo videoclipes. Depois, encarou os palcos, a TV, os microfones e as redes sociais com a mesma intensidade. Sucessos como “Sou Como Sou” e “Sinais de Fogo” expressaram sua identidade sem amarras — e abriram caminhos para outras tantas vozes.

O Bloco da Preta, que arrasta multidões no carnaval do Rio, virou símbolo dessa potência alegre e política. No trio elétrico, ela era festa e manifesto. E fora dele, representatividade viva para mulheres gordas, pretas, bissexuais, mães, artistas. Falava sobre tudo: do corpo ao amor, da fé à maternidade, da política ao prazer.

Preta não apenas ocupava espaço. Ela recriava o espaço. Provocava e acolhia. Desafiava e cuidava. Denunciava injustiças com o mesmo fervor com que celebrava encontros.

Um adeus que é também um “obrigada”

A homenagem no Conversa com Bial é atravessada pela emoção de quem conheceu, admirou ou apenas se sentiu tocado por ela. Pedro Bial, visivelmente emocionado, costura o episódio com lembranças e reflexões. “Preta era luz em tempos nublados. Ela nos ensinou que vulnerabilidade não é fraqueza — é força em estado puro”, diz, em uma das passagens mais tocantes da edição.

O programa desta noite convida à reflexão, mas também à gratidão. Ao celebrar a vida de Preta, resgata a importância de sermos verdadeiros, mesmo — ou principalmente — quando isso nos expõe. Ela provou que é possível amar com intensidade, se mostrar com coragem e viver com poesia, mesmo quando tudo parece ruir.

A ausência que deixa presença

O Brasil ainda tenta digerir a partida precoce de uma artista que foi além da arte. Mas sua voz permanece. Permanece na música, nos vídeos, nas palavras, nos corpos que ela inspirou a amar a si mesmos. Preta se foi fisicamente — mas ficou onde sempre quis estar: no coração do povo, na avenida, na TV, no som alto, no choro libertador, no riso sem culpa.

Como ela mesma dizia, “a vida tem que ser celebrada, mesmo com dor”. E ninguém celebrou a vida com tanta entrega, cor, humor e coragem como ela.

Um legado que ecoa

Nesta noite, ao assistirmos Preta Gil no Conversa com Bial, não estaremos apenas relembrando uma artista. Estaremos sendo convidados a viver um pouco mais como ela viveu: com verdade, com intensidade, com coragem de ser.

“Um Maluco no Golfe 2” estreia na Netflix e traz Adam Sandler de volta às tacadas em comédia nostálgica e atualizada

0
Foto: Reprodução/ Internet

Quase três décadas após o lançamento do original, a aguardada sequência “Um Maluco no Golfe 2” já está disponível no catálogo brasileiro da Netflix, prometendo resgatar o humor irreverente e o carisma que consagraram Adam Sandler como ícone da comédia nos anos 1990. Agora mais maduro — mas nem por isso menos impulsivo — Happy Gilmore retorna aos campos de golfe em uma nova aventura que mistura nostalgia, redenção e muito nonsense.

Dirigido por Kyle Newacheck (conhecido pela série Workaholics e pela comédia Mistério no Mediterrâneo), o longa conta com roteiro assinado por Tim Herlihy e pelo próprio Sandler, mantendo a identidade cômica que tornou o primeiro filme um clássico cult. A sequência traz ainda um elenco de peso com o retorno de Julie Bowen e Christopher McDonald, além das participações especiais de Ben Stiller e do astro da música Bad Bunny.

Happy Gilmore, agora pai e em crise

Na nova trama, encontramos Happy Gilmore em um momento de reavaliação da vida. O tempo passou, os holofotes se apagaram e os campos de golfe deixaram de ser palco de glórias para se tornarem lembranças empoeiradas. Longe da fama, ele agora enfrenta desafios bem mais pessoais: a sua filha, Vienna, sonha em estudar balé em uma escola renomada — mas o custo da mensalidade está fora do alcance.

Para ajudar a filha a realizar esse sonho, Happy decide fazer o impensável: voltar ao competitivo universo do golfe profissional. O problema? Ele está mais velho, fora de forma e desacreditado por todos, inclusive por si mesmo. O retorno exige mais do que força física — é preciso resgatar a paixão, reinventar-se e encarar uma geração de novos atletas com estilos e estratégias bem diferentes das suas.

O roteiro equilibra momentos hilários com toques emocionais, especialmente nas cenas entre pai e filha. O sarcasmo característico de Sandler está lá, assim como os acessos de fúria no gramado, as confusões com autoridades do esporte e, claro, os embates com seu eterno rival Shooter McGavin, interpretado com maestria (e um toque extra de decadência) por Christopher McDonald.

O retorno dos personagens icônicos (e das loucuras)

A sequência aposta no retorno de rostos conhecidos do universo Happy Gilmore. Julie Bowen, que interpretou Virginia Venit no original, também está de volta, agora como uma figura mais experiente na administração do circuito de golfe — e que tenta, entre tapas e beijos, ajudar Happy a lidar com sua impulsividade.

Ben Stiller, que interpretou secretamente o vilão Hal L. no primeiro filme, também faz uma aparição para delírio dos fãs mais atentos. Já a grande surpresa é a participação de Bad Bunny, que interpreta um jovem golfista latino de personalidade excêntrica e estilo ousado, que serve como o novo “anti-Happy” nos campos e nas redes sociais.

Apesar do clima nostálgico, Um Maluco no Golfe 2 evita cair na armadilha de ser apenas uma repetição do primeiro filme. Há piadas atualizadas, críticas sutis ao mundo esportivo moderno, e até algumas provocações sobre redes sociais, cultura do cancelamento e marketing esportivo. Tudo isso sem perder o ritmo cômico ou a leveza que caracteriza a franquia.

Relembrando o clássico de 1996

Lançado em 1996, Happy Gilmore marcou uma virada na carreira de Adam Sandler. Na trama original, ele vivia um jogador de hóquei fracassado que, ao tentar salvar a casa da avó das garras do fisco, descobre ter um dom inusitado para o golfe — mais especificamente, para mandar a bola longe com uma força descomunal. Treinado por Chubbs Peterson (Carl Weathers), ele entra no circuito profissional com modos nada ortodoxos: roupas cafonas, explosões de raiva e zero etiqueta no campo.

Apesar das críticas divididas na época — o filme mantém até hoje uma média de 60% no Rotten Tomatoes — o público abraçou o personagem e transformou a comédia em sucesso comercial. Com uma bilheteria global de mais de US$ 41 milhões, o longa se consolidou como um dos pilares da carreira de Sandler e gerou uma base de fãs fiel ao longo das décadas.

O filme também introduziu personagens que virariam cults com o tempo, como Shooter McGavin, o rival mimado e vaidoso de Happy, e o enfermeiro sádico interpretado por Ben Stiller, além da inesquecível participação de Bob Barker em uma briga épica com o protagonista.

Humor, redenção e família

Se o primeiro filme era sobre um jovem desajustado tentando provar seu valor, Um Maluco no Golfe 2 é sobre alguém que já teve tudo e precisa reconectar-se com o que realmente importa. O humor continua escrachado — com direito a piadas físicas, xingamentos e situações surreais — mas há também uma camada emocional mais evidente. A relação entre Happy e sua filha serve de coração para a narrativa, equilibrando os absurdos com sentimentos reais.

A direção de Newacheck imprime ritmo acelerado, cortes rápidos e uma fotografia vibrante. Há até referências visuais ao clássico original, com closes exagerados, trilhas sonoras retrô e até uma recriação da lendária tacada final de Happy no primeiro filme.

Vale a pena assistir?

Sim — principalmente para quem cresceu assistindo aos filmes de Adam Sandler nos anos 90 e 2000. Um Maluco no Golfe 2 não é apenas uma continuação, mas também uma celebração ao estilo único de comédia que o ator ajudou a popularizar. É despretensioso, nostálgico, e acima de tudo, divertido. Os novos personagens somam, os antigos brilham, e a trama oferece uma mensagem tocante sobre família, envelhecimento e superação sem perder o humor ácido.

“Casos Chocantes da História” estreia no History com imagens reais de tragédias que desafiaram a lógica — e deixaram lições eternas

0
Foto: Reprodução/ Internet

Imagine estar tranquilamente curtindo um dia de trilha, quando, de repente, um helicóptero perde o controle e cai a poucos metros de onde você está. Ou então mergulhar em uma jaula para ver tubarões e perceber que um deles acabou de invadir seu espaço. Pior ainda: ver um show aéreo transformar-se em tragédia diante de milhares de pessoas, tudo registrado por celulares, câmeras de TV e drones. São cenas que, se não tivessem sido capturadas em vídeo, talvez parecessem exagero, lenda urbana ou puro clickbait. Mas não: elas aconteceram. E agora são o fio condutor de “Casos Chocantes da História”, a nova série documental do canal History, que estreia neste sábado, 2 de agosto, com apresentação do jornalista Tony Harris.

Diferente de tantos programas que apostam no espetáculo pelo espetáculo, “Casos Chocantes da História” entrega realidade crua, mas com responsabilidade jornalística. O que a série faz — e faz bem — é reunir registros visuais de tragédias reais, investigá-los a fundo, dar contexto, ouvir especialistas e extrair lições. Em tempos de deepfake e fake news, a proposta é clara: mostrar o mundo como ele é, mesmo quando isso significa olhar de frente para o inesperado, o assustador e o fatal.

Um mosaico de acontecimentos que desafiam o entendimento

Cada episódio da série compila entre sete e oito eventos reais, com foco em acidentes, desastres naturais, falhas humanas, ataques de animais e situações-limite. A produção, no entanto, não se contenta em apenas exibir as imagens. Ela se aprofunda. Reconstituições digitais, entrevistas com sobreviventes, análises técnicas e relatos emocionados ajudam o espectador a entender o que houve — e por que houve.

A curadoria dos casos é minuciosa: a ideia é justamente reunir acontecimentos que viralizaram ou impressionaram pelo inusitado, pela brutalidade ou pelo absurdo de terem ocorrido em pleno século XXI. E tudo isso com um cuidado jornalístico raro em programas do gênero.

O diferencial está justamente na credibilidade. Cada caso é tratado com respeito, profundidade e rigor investigativo. Não é sobre expor o sofrimento alheio — é sobre entender o que levou à tragédia e, quem sabe, evitar que ela se repita.

Casos que aconteceram bem perto de nós

Apesar do foco internacional, a série reserva espaço generoso para acontecimentos na América Latina, incluindo Brasil, México, Chile e Colômbia. E aqui, o impacto emocional ganha uma camada extra de identificação.

No Brasil, um dos casos relembrados aconteceu em Barra Mansa (RJ), quando dois ciclistas se aventuraram em um túnel ferroviário desativado — ou assim pensavam. Um trem aparece de surpresa e eles escapam por segundos, em uma cena de puro pavor. A câmera que registrava o pedal viralizou, mas a série vai além: expõe falhas na sinalização, ausência de fiscalização e o hábito perigoso de ignorar regras de segurança.

Já no México, o caso retratado foi a explosão no mercado de fogos de artifício de Tultepec, em 2016. Foram mais de 40 mortos e centenas de feridos, em uma sequência de explosões que mais parecia zona de guerra. A série reconstitui a cadeia de eventos que levou ao colapso e ouve especialistas em segurança e logística para explicar como falhas acumuladas culminaram em um desastre histórico.

Essas histórias, ainda que distantes em tempo ou espaço, conectam-se com o nosso cotidiano. Afinal, quem nunca pensou em “dar uma voltinha” num lugar proibido? Ou subestimou o risco de uma tempestade? A série convida à reflexão: quanto da nossa rotina é baseada em sorte e não em prevenção?

Tragédias que se tornaram lições

“Casos Chocantes da História” também tem o mérito de não tratar a tragédia como espetáculo, mas como oportunidade de educação e empatia. O foco é sempre nos protagonistas reais — os que sobreviveram, os que ajudaram, os que perderam alguém.

No episódio de estreia, somos transportados para uma sequência de eventos tão inusitados quanto aterrorizantes:

  • O caso do mergulhador atacado por um tubarão branco, que consegue escapar após a fera invadir a jaula, em águas mexicanas.
  • A colisão entre dois aviões militares durante um show aéreo em Dallas, com múltiplas câmeras capturando a tragédia sob diferentes ângulos.
  • A falha de um teleférico russo, que lança dezenas de esquiadores contra a montanha, em cenas dignas de um filme-catástrofe.

Mas aqui, diferente do que se vê em tantos programas sensacionalistas, a série escuta engenheiros, pilotos, especialistas em comportamento animal, meteorologistas, bombeiros. Cada um dá sua contribuição para que o espectador entenda a mecânica da tragédia. A intenção não é chocar, mas conscientizar.

O passado como alerta

Um dos quadros mais curiosos da série é o “Throwback”, que resgata tragédias históricas captadas por câmeras ainda nos primórdios da era audiovisual. E o que chama atenção é como, mesmo décadas atrás, o ser humano já se envolvia em situações absurdas — muitas delas impulsionadas por imprudência ou excesso de confiança.

Entre os episódios resgatados, estão:

  • A explosão do dirigível Hindenburg (1937), com registro sonoro de um narrador em desespero;
  • O Balloonfest de 1986, em que milhões de balões liberados nos céus de Cleveland causaram colisões aéreas, acidentes de trânsito e uma crise ambiental;
  • A explosão de uma baleia morta com dinamite (Oregon, 1970), ideia bizarra que terminou com carros destruídos e muita vergonha pública;
  • O acidente do avião experimental M2-F2 (1967), cujas imagens inspiraram até a TV americana.

Esses segmentos funcionam quase como aula de história moderna, mostrando que a imprudência é um traço constante da humanidade. A diferença é que, hoje, temos mais ferramentas para evitar o erro — e mais meios para compartilhar as consequências quando erramos.

Tony Harris: voz firme em meio ao caos

Em um programa que lida com vidas interrompidas, imagens impactantes e histórias de dor, o apresentador Tony Harris é o elemento que costura tudo com sobriedade e empatia. Ex-repórter da CNN, premiado documentarista e presença constante no History, Harris já é conhecido por tratar temas sensíveis com rigor e humanidade.

Sua postura é o oposto do exagero. Ele não dramatiza o que já é dramático, tampouco transforma vítimas em personagens. Pelo contrário: dá espaço para que suas histórias sejam contadas com dignidade. E isso faz toda a diferença. Harris atua como mediador entre o espectador e o fato, contextualizando, questionando, explicando — sem deixar de lado a emoção que certos relatos exigem.

Por que assistir?

Num mundo onde vídeos virais ganham milhões de cliques e a desinformação corre solta, uma produção como Casos Chocantes da História resgata o valor do jornalismo visual bem feito. A série é impactante, sim. Mas nunca gratuita. E esse equilíbrio é raro.

O uso de computação gráfica, reconstituições em 3D e áudios de emergência dá ritmo aos episódios. Mas é o conteúdo humano que prende a atenção. A cada história, uma reflexão. A cada imagem, uma pergunta: isso poderia ter acontecido comigo?

Mais do que contar tragédias, a série ensina sobre responsabilidade coletiva, sobre limites físicos e emocionais, sobre a necessidade de respeitar a natureza, a tecnologia e as regras básicas de segurança. E faz isso com ritmo envolvente, boa trilha sonora, edição cuidadosa e conteúdo denso.

“Zootopia 2” ganha primeiro trailer e promete um retorno selvagem com mais emoção

0

Em 2016, “Zootopia” estreava nos cinemas como uma surpresa daquelas: uma animação que parecia só mais uma história fofa com animais falantes, mas que entregou muito mais — mistério, comédia, crítica social e personagens cativantes. Quase dez anos depois, Judy Hopps e Nick Wilde estão de volta. E se depender do novo trailer da sequência, lançado nesta quarta-feira (30), eles não só vão reviver a parceria policial como também mergulhar fundo nas suas próprias inseguranças.

Mais do que apenas uma sequência, o novo longa promete revisitar tudo o que fez do original um sucesso: o carisma dos personagens, os cenários criativos e a capacidade de falar sobre temas complexos com leveza. Só que agora, com mais camadas — emocionais, visuais e narrativas.

O novo trailer, que você pode conferir logo abaixo, começa de forma inusitada: Judy e Nick, agora parceiros oficiais na força policial de Zootopia, encaram uma sessão de terapia de dupla. O motivo? Pequenas rusgas, diferenças de personalidade e uma série de decisões questionáveis em campo. No centro dessa dinâmica está Dr. Fuzzby, uma terapeuta nada convencional — uma quokka carismática, dublada por Quinta Brunson, que não hesita em expor as feridas emocionais da dupla na frente de seus colegas.

Uma nova ameaça (e novos cenários a explorar)

Enquanto os dois tentam resolver seus impasses internos, surge uma ameaça nova em Zootopia: Gary De’Snake, uma elegante e perigosa cobra víbora, interpretada por Ke Huy Quan. Gary traz à tona um mistério que se espalha rapidamente pela cidade, criando pânico e obrigando a dupla a deixar a sala de terapia para voltar à ação.

O trailer dá pistas de que vamos conhecer novos distritos da cidade, como os pântanos — sombrios e úmidos, uma novidade completa no universo — além de áreas desérticas e até territórios subaquáticos. A ambientação é um dos pontos altos do teaser: detalhista, cheia de vida, com cores que refletem os contrastes entre os diferentes ambientes e espécies.

Personagens queridos também marcam presença. Mr. Big volta com seu estilo mafioso imponente, ao lado de sua filha Fru Fru — agora casada e, aparentemente, ainda mais envolvida nos assuntos da “família”. O universo expandido promete abraçar novos tons de mistério, ação e, claro, humor afiado.

Humor, crítica e coração: a marca registrada da franquia

O longa parece determinado a manter o equilíbrio entre o leve e o profundo. O humor da terapia de dupla mistura situações absurdas com verdades incômodas, algo que os roteiristas da Disney vêm explorando com mais ousadia nas últimas produções. Não se trata apenas de fazer rir — é sobre rir da gente mesmo, das nossas inseguranças, dos traumas mal resolvidos.

Assim como no original, a crítica social continua presente. Se antes o foco era no preconceito entre predadores e presas, agora tudo indica que o novo filme deve abordar desinformação, histeria coletiva e o papel das instituições — temas ainda mais relevantes no mundo pós-pandêmico e polarizado em que vivemos.

Dubladores de peso e personagens inéditos

Os fãs podem ficar tranquilos: Ginnifer Goodwin e Jason Bateman retornam como Judy e Nick, trazendo de volta a química que conquistou o público. Idris Elba também retorna como o inconfundível Chefe Bogo, assim como Shakira, que revive a cantora Gazelle — agora com novo visual e músicas inéditas, segundo os produtores.

Mas é entre os novatos que o elenco brilha com novidades. Quinta Brunson empresta sua voz e carisma à terapeuta Dr. Fuzzby, enquanto Ke Huy Quan, vencedor do Oscar por “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”, dá vida ao vilão misterioso da vez. A lista ainda inclui Fortune Feimster como o animado castor Nibbles Maplestick, e participações especiais de Jean Reno e Nate Torrence em papéis ainda não divulgados.

Produção grandiosa e retorno dos criadores originais

A sequência tem assinatura de Jared Bush e Byron Howard, que retornam à direção após o sucesso do primeiro filme. Bush, inclusive, assume também o cargo de diretor criativo da Walt Disney Animation Studios — e promete que essa sequência será “ainda mais emocional, engraçada e visualmente deslumbrante”.

A produção é de Yvett Merino, também envolvida em “Encanto”, e a trilha sonora fica novamente a cargo de Michael Giacchino, que mistura composições orquestradas com referências modernas — como a nova música “ZUTU”, interpretada pela banda fictícia de lemingues LEMEEENS.

Uma estreia esperada com carinho (e muita expectativa)

A animação tem estreia marcada para o dia 26 de novembro de 2025 nos Estados Unidos, com lançamento no Brasil previsto para a mesma semana. A expectativa é alta: o primeiro filme arrecadou mais de 1 bilhão de dólares nas bilheteiras e venceu o Oscar de Melhor Animação.

Com tanto tempo entre os dois filmes, a pergunta que fica é: o público ainda se importa? Ao que tudo indica, sim — e mais do que nunca. O trailer rapidamente subiu nas paradas do YouTube e redes sociais, com fãs comentando a volta dos personagens e os novos rumos da história.

Karol Conká abre a nova temporada do TVZ Ao Vivo no Multishow com estilo e atitude

0
Foto: Reprodução/ Internet

A nova temporada do TVZ Ao Vivo chega como um verdadeiro estouro sonoro e visual, pronta para dar início a mais uma série de encontros musicais marcantes. E quem tem a missão de inaugurar essa fase é Karol Conká, um dos nomes mais expressivos do pop e do hip-hop brasileiro. A artista será a primeira convidada especial do programa, que vai ao ar nesta quinta-feira (7), às 18h, no Multishow, ao lado da apresentadora Marina Sena e do coapresentador Gominho.

O público pode esperar um programa vibrante, repleto de performances energéticas, conversas afiadas e aquela dose de autenticidade que já é marca registrada de Karol. “Vai ser um encontro cheio de música, estilo e troca verdadeira”, promete a rapper.

Além de sua participação no palco, o formato do TVZ Ao Vivo garante a interação direta com a audiência. Os fãs podem participar enviando mensagens pelas redes sociais com a hashtag #TVZAoVivo ou pelo WhatsApp do programa: (21) 99252-5737. A nova temporada será exibida todas as segundas e quintas-feiras, sempre com convidados especiais e apresentações ao vivo.

Para entender a relevância de Karol Conká no cenário musical brasileiro, é preciso voltar ao início de sua história. Nascida Karoline dos Santos Oliveira em 1º de janeiro de 1986, em Curitiba (PR), ela cresceu no bairro do Boqueirão. Sua infância foi marcada pelo amor às artes — queria ser atriz de comédia e cantora de música popular brasileira, além de ter aulas de dança contemporânea, balé e teatro.

A veia artística foi fortemente influenciada pela mãe, que escrevia poemas e incentivava a filha a se expressar criativamente. Aos 16 anos, Karol participou de um concurso musical escolar na categoria rap — sendo a única mulher. A experiência foi o estopim para decidir que seguiria profissionalmente na música.

No início dos anos 2000, Karol integrou o quarteto Agamenon, com MC Cadelis e Cilho, lançando uma mixtape que abriu portas para apresentações em Curitiba. Mais tarde, fez parte do grupo Upground, acumulando experiência de palco e fortalecendo sua presença na cena independente.

O nome artístico “Karol Conká” surgiu por influência do pai, que dizia para ela sempre corrigir quem escrevesse seu nome com “C” — “Karol com K”.

Sua ascensão começou a ganhar fôlego em 2011, quando lançou o EP Promo e o single “Boa Noite”, que a levou a ser indicada ao MTV Video Music Brasil. A faixa ganhou visibilidade internacional ao integrar a trilha do jogo FIFA 14.

Em 2013, veio o primeiro álbum, Batuk Freak, produzido por Nave, com singles como “Gandaia” e “Corre, Corre Erê”. O disco rendeu a Karol o prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow e a levou a turnês internacionais.

O grande estouro veio em 2014 com “Tombei”, parceria com Tropkillaz, que se tornou um hino do empoderamento e da estética ousada. O sucesso rendeu o prêmio de Nova Canção no Prêmio Multishow 2015 e consolidou Karol no mainstream.

Seguiram-se outros marcos: a faixa “É o Poder” (2015), a participação na abertura das Olimpíadas Rio 2016 com MC Soffia e a estreia como apresentadora do Superbonita no GNT em 2017. Nesse período, Karol diversificou seu trabalho, transitando entre música, televisão e moda.

Em 2018, lançou o álbum Ambulante, com destaque para os singles “Kaça”, “Vogue do Gueto” e “Saudade”. O disco foi elogiado pela crítica, figurando entre os melhores do ano. No ano seguinte, Karol subiu ao palco Sunset do Rock in Rio, ao lado de Linn da Quebrada e Gloria Groove, e lançou a faixa “Alavancô”.

O capítulo polêmico no BBB 21

Em 2021, a cantora aceitou o convite para participar do Big Brother Brasil 21. Sua passagem pelo reality foi marcada por conflitos e falas polêmicas, resultando em rejeição recorde de 99,17% dos votos na eliminação. As consequências foram duras: cancelamento de shows, críticas de colegas de profissão e impacto na imagem pública.

No entanto, a rapper transformou a crise em conteúdo. O documentário A Vida Depois do Tombo, no Globoplay, mostrou sua reconstrução pessoal e profissional. Ainda naquele ano, lançou o single “Dilúvio”, apresentado na final do BBB, que registrou aumento de 978% nos streamings.

Em 2022, Karol lançou Urucum, seu terceiro álbum, descrito como “terapia musical”. O trabalho mistura pagode baiano, trap, reggae e referências pessoais, evidenciando uma artista mais introspectiva, mas ainda provocadora. Canções como “Mal Nenhum” e “Subida” reforçam seu experimentalismo sonoro.

almanaque recomenda