“Baseado em Hits Reais” resgata histórias de artistas esquecidos por trás de grandes sucessos

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Você pode até não se lembrar de Lou Bega, mas é quase impossível não sentir os ombros se mexendo ao ouvir “Mambo Number 5”. Também não precisa ter sido um grande fã de EMF para reconhecer o refrão explosivo de “Unbelievable” ou ter o nome da escocesa KT Tunstall na ponta da língua para cantarolar “Suddenly I See”, sucesso imortalizado por O Diabo Veste Prada. O que todos esses artistas têm em comum? Fizeram o mundo cantar — e depois, desapareceram dos holofotes. Mas suas histórias, tão humanas quanto seus refrões são pegajosos, agora ganham uma segunda chance de serem ouvidas em “Baseado em hits reais”, novo livro do jornalista Braulio Lorentz, publicado pela Máquina de Livros.

Com lançamento marcado para o dia 28 de agosto, em um evento no karaokê do Curtiça Bar, na Vila Madalena (SP), o livro propõe uma espécie de arqueologia afetiva da música pop. Ao invés de focar nos medalhões que todo mundo já conhece, Braulio dá voz a quem um dia teve os cinco minutos de glória — ou os cinco segundos de um refrão eternizado — antes de sumir da mídia, mas não das nossas memórias.

A playlist da memória

Braulio Lorentz, jornalista cultural com mais de 20 anos de estrada e atual editor do G1, teve o estalo para o livro ao reorganizar sua coleção de CDs. Era um exercício nostálgico, mas também uma inquietação jornalística: ao revisitar discos esquecidos, surgia a pergunta inevitável — onde foi parar esse artista?

“Essas músicas não têm, necessariamente, um grande valor artístico. Algumas são até irritantes”, confessa Braulio, sem ironia. “Mas sou obcecado por entender o que está por trás de um grande fenômeno musical.”

A partir desse impulso, ele passou os últimos quatro anos caçando ex-hitmakers, mergulhando em entrevistas que misturam bastidores do sucesso com memórias pessoais, frustrações e renascimentos discretos. O resultado é um painel afetivo e inesperado da indústria fonográfica das últimas décadas.

Histórias que desafinam da fama

Entre os mais de 40 artistas entrevistados estão nomes como Vanessa Carlton (“A Thousand Miles”), Natalie Imbruglia (“Torn”), Daniel Powter (“Bad Day”), Alexia (“Uh La La La”), DJ Bobo, Chumbawamba, Fastball, Aqua e Counting Crows. E também brasileiros que você talvez não associe à efemeridade do sucesso, como Kelly Key, Vinny e o grupo Dr. Silvana & Cia.

Muitos dos personagens do livro não desapareceram completamente. Apenas mudaram de palco. Alguns continuaram na música, embora longe das grandes gravadoras. Outros viraram professores, técnicos de informática, donos de restaurante — e um chegou a se tornar programador da Amazon. Em comum, há a lembrança agridoce de um tempo em que suas músicas tocavam em todo lugar, suas agendas estavam lotadas e a fama parecia eterna.

“Vários desses artistas tiveram mais de um sucesso”, lembra Braulio. “Mas, depois, a maioria conviveu com a fama de fracassado. Até desaparecer.”

A glória que cansa, o fracasso que ensina

O mais instigante no livro de Braulio não são apenas as curiosidades (embora elas existam em abundância), mas o que se revela nas entrelinhas: o quanto a fama pode ser cruel, e o quanto o esquecimento público nem sempre é sinônimo de derrota pessoal.

Um exemplo comovente é o de Daniel Powter, cuja balada “Bad Day” se tornou hino não oficial de dias ruins em programas de TV, reality shows e playlists deprês. Hoje, longe dos holofotes, Powter tem uma vida tranquila e afirma que “se sentir fracassado foi libertador”. Em contrapartida, KT Tunstall, que ainda se apresenta, reflete sobre o preço da independência artística após o estouro inicial.

O livro não tenta transformar esses artistas em heróis ou mártires da indústria. Pelo contrário. Há um tom sincero, quase confessional, nos relatos. Muitos admitem erros, ilusões, contratos mal feitos, egos inflados. E o autor não julga. Apenas ouve — e nos convida a ouvir também.

Um livro para cantar, rir e pensar

“Baseado em hits reais” tem o charme de um karaokê de domingo com amigos: nostálgico, divertido, por vezes constrangedor, mas acima de tudo humano. Braulio não trata seus entrevistados como relíquias, mas como pessoas que viveram algo extraordinário, por mais efêmero que tenha sido.

E por falar em karaokê, o evento de lançamento promete ser um capítulo à parte. Nada mais simbólico do que celebrar essas histórias num bar onde qualquer um pode virar estrela por três minutos — o tempo de um hit. O autor ainda preparou uma playlist especial com todas as músicas citadas no livro. Um convite sonoro para reviver os anos em que essas faixas eram trilha sonora da vida de muita gente.

Onde encontrar o livro?

O livro estará disponível nas principais livrarias físicas e virtuais a partir de agosto, além de uma versão em e-book já acessível em mais de 30 plataformas digitais. É leitura obrigatória para fãs de música pop, curiosos da cultura pop, jornalistas, músicos e todos aqueles que um dia sentiram que uma canção disse exatamente o que estavam sentindo.

Mais do que falar sobre os artistas esquecidos, o livro fala sobre o que nos faz lembrar. Porque, no fundo, os grandes sucessos não morrem — eles apenas mudam de lugar, repousando na memória afetiva de quem dançou, chorou ou se apaixonou ao som deles.

Gotham vive! Batman: Parte 2 será filmado em 2026 com Robert Pattinson e Matt Reeves de volta

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Quando o céu de Gotham ainda parecia escuro demais para vislumbrar alguma luz, surgiu uma nova versão do Cavaleiro das Trevas para reescrever as regras. E agora, ele está voltando. Segundo uma carta do CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, enviada aos acionistas da empresa, “The Batman: Part II” — ou Batman: Parte 2, no título nacional — começará suas filmagens na primavera de 2026 no hemisfério norte, ou seja, entre março e junho daquele ano.

A informação foi divulgada pelo portal Deadline, e para os fãs do personagem, já soa como um marco no calendário. Afinal, o retorno de Robert Pattinson ao papel de Bruce Wayne promete expandir ainda mais o universo sombrio, psicológico e urbano criado por Matt Reeves no primeiro longa.

Mas mais do que uma simples data de filmagem, a confirmação sinaliza o ressurgimento de uma Gotham que conquistou público e crítica por sua abordagem realista e ao mesmo tempo sensorial. Uma cidade que sangra e respira angústia. E um Batman que ainda busca se entender como símbolo — de medo, de justiça ou de redenção.

O retorno de um herói imperfeito

O primeiro The Batman, lançado em março de 2022, foi um respiro criativo em meio a um universo cinematográfico da DC que se fragmentava com reboots, retcons e incertezas. Dirigido por Matt Reeves, o filme abandonou o estilo grandioso e mitológico das versões anteriores para mergulhar numa atmosfera mais contida, inspirada por thrillers policiais dos anos 1970 e pelo lado detetivesco do personagem.

Robert Pattinson entregou um Bruce Wayne atormentado, introspectivo, que mais parecia uma sombra do que um milionário. Essa escolha, longe de desagradar, fez eco junto a uma geração que se identifica com anti-heróis mais humanos e quebrados. O resultado? Sucesso crítico, bilheteria global de US$ 772 milhões e três indicações ao Oscar. Nada mal para um projeto que enfrentou pandemia, paralisações e mudanças internas na Warner.

Mais do que isso: The Batman marcou o início da chamada Batman Epic Crime Saga, uma nova trilogia planejada por Matt Reeves que será independente do novo DCU de James Gunn. Esse universo paralelo, separado do Superman de David Corenswet e do futuro Supergirl de Milly Alcock, poderá desenvolver tramas adultas, intensas e mais voltadas ao suspense e à corrupção sistêmica de Gotham.

Uma produção com alma de cinema noir

Embora os detalhes da trama de Batman: Parte 2 ainda sejam guardados a sete chaves, é possível deduzir algumas pistas a partir do que Reeves construiu anteriormente. Inspirado em quadrinhos como Ano Um, O Longo Dia das Bruxas e Batman: Ego, o primeiro filme colocou o Charada (interpretado de forma perturbadora por Paul Dano) como um catalisador de verdades incômodas sobre a elite e o passado dos Wayne.

Com isso, a imagem pública de Bruce como bilionário intocável se desfez. A cada pista deixada por Nashton, o Charada, revelava-se também o trauma, a culpa e a desconfiança de um homem que usa a máscara mais como refúgio do que como símbolo. Esse é o Batman de Pattinson: menos herói, mais humano. Menos justiceiro, mais reflexo da cidade que tenta salvar.

A fotografia dessaturada, a trilha sonora hipnótica de Michael Giacchino e os planos de câmera que espreitam o protagonista em meio à escuridão compõem uma linguagem que se aproxima muito mais de Seven ou Zodíaco do que de qualquer blockbuster tradicional. E a tendência é que Parte 2 aprofunde ainda mais esse estilo.

O que esperar do novo filme?

Ainda que o roteiro esteja em sigilo, algumas peças do tabuleiro já estão visíveis. Sabe-se que Robert Pattinson retorna como Bruce Wayne/Batman, e Matt Reeves reassume tanto a direção quanto o roteiro, agora ao lado de Mattson Tomlin. Andy Serkis também deve voltar como Alfred Pennyworth — e há grande expectativa quanto à participação de Barry Keoghan, que apareceu nos minutos finais do primeiro longa como um misterioso detento do Asilo Arkham que pode, ou não, ser o Coringa.

Essa última aparição, ainda sutil e envolta em sombras, deu o tom da ameaça latente que pode dominar a sequência. Keoghan, indicado ao Oscar por Os Banshees de Inisherin, é conhecido por seu talento para personagens inquietos e imprevisíveis. Caso o Coringa seja mesmo o vilão central de Parte 2, pode-se esperar uma abordagem bem diferente das versões anteriores vividas por Heath Ledger ou Joaquin Phoenix — e muito mais próxima de uma mente doentia que espelha as rachaduras psicológicas do próprio Batman.

Há também a possibilidade de Selina Kyle (Zoë Kravitz) retornar, embora no fim do primeiro filme ela decida deixar Gotham por considerá-la “além da salvação”. Com ou sem ela, Gotham estará em estado de reconstrução após os eventos catastróficos promovidos pelo Charada e seus seguidores.

Outro elemento importante é a expansão do universo via séries derivadas. The Penguin, estrelada por Colin Farrell e já lançada na HBO Max em 2024, acompanha o personagem Oswald Cobblepot após o vácuo de poder deixado pela morte de Carmine Falcone. A série prepara o terreno para o novo filme, e insere a criminalidade de Gotham em um contexto ainda mais enraizado e visceral.

O peso da expectativa: Batman entre a arte e o mainstream

Poucos personagens da cultura pop carregam um legado tão pesado quanto o Batman. Desde a atuação icônica de Adam West nos anos 1960, passando pela revolução sombria de Tim Burton, o realismo de Christopher Nolan e o Batman brutal de Ben Affleck, o herói sempre foi um espelho do seu tempo.

Matt Reeves, no entanto, optou por algo diferente: trazer o Batman para um tempo onde a verdade é líquida, a confiança é frágil e os heróis parecem tão perdidos quanto os vilões. The Batman não é um filme sobre salvar a cidade — é sobre tentar entender por que ela está tão condenada.

Essa escolha tornou o filme mais difícil, talvez menos palatável para quem espera ação desenfreada ou fan service. Mas também o tornou mais profundo, mais cinematográfico e, para muitos, mais relevante. O desafio agora será expandir esse universo sem perder sua identidade — e isso exigirá um equilíbrio delicado entre o blockbuster e o drama noir.

De onde viemos — e para onde vamos?

A jornada até The Batman: Parte II não foi fácil. Originalmente, o personagem deveria ganhar um filme solo estrelado e dirigido por Ben Affleck, dentro do universo do DCEU. O projeto, anunciado em 2014, sofreu inúmeras reviravoltas. Affleck deixou a direção, depois o elenco, e finalmente abandonou o personagem.

Foi aí que Matt Reeves entrou em cena, redesenhando o projeto do zero e propondo um reboot independente do universo compartilhado. Em 2019, Robert Pattinson foi escalado — e muitos torceram o nariz. Mas a aposta deu certo. O ator, antes criticado por seu passado em Crepúsculo, provou ser o Batman que ninguém sabia que precisava.

Agora, com a nova liderança criativa da DC Studios (James Gunn e Peter Safran), o estúdio aposta em uma dualidade estratégica: o universo principal será mais integrado e leve, enquanto projetos alternativos — como Joker e The Batman — poderão explorar tons e linguagens mais adultas.

Opinião | O terror já não nos assusta como antes — e talvez esse seja o problema

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Tem uma coisa que a gente não pode negar: o terror, quando é bom, deixa a gente com medo até de abrir a geladeira de madrugada. Mas, convenhamos, quantas vezes você realmente saiu do cinema sentindo aquele friozinho na espinha nos últimos anos? Dá pra contar nos dedos, né?

A verdade é que o cinema de terror anda precisando se reinventar — ou melhor, tem tentado se reinventar, mas nem sempre acerta o ponto. E isso não é culpa do gênero em si. O problema tá mais em como o medo vem sendo reciclado, embalado e vendido como se fosse sempre a mesma história: casa mal-assombrada, espírito vingativo, adolescente burro que desce pro porão, jumpscare atrás de jumpscare. Você assiste e pensa: “Ué, já vi isso antes… umas 47 vezes”.

Mas, calma, nem tudo está perdido. Ainda tem gente fazendo coisa boa — e é sobre isso que a gente precisa falar.

O terror já foi underground. Agora é pop. E isso muda tudo.

Antigamente, o terror era aquele primo esquisito dos outros gêneros. Tava lá nos cantos, sangrando, gritando, mas nunca era levado muito a sério. Era visto como “entretenimento barato”. Só que aí, nos últimos 20 anos, o jogo virou. Filmes como O Sexto Sentido, O Chamado, Atividade Paranormal, Invocação do Mal e, mais recentemente, Corra! e Hereditário, colocaram o terror na mesa dos grandes. E, junto com isso, veio a responsabilidade: o público ficou mais exigente, mais analítico, mais… chato?

Talvez não chato, mas definitivamente mais atento. A galera quer mais do que susto. Quer história, quer simbologia, quer profundidade emocional. O terror passou a ser uma lente potente pra explorar temas sérios: racismo, luto, depressão, relações familiares. Isso é lindo. Mas também criou um novo desafio: como manter o susto e o incômodo quando o público já tá preparado pra tudo?

O grande dilema: susto ou reflexão? E se der pra ter os dois?

Um dos maiores erros do terror atual é achar que precisa escolher entre ser inteligente ou ser assustador. Como se não desse pra fazer as duas coisas. Spoiler: dá, sim. E alguns diretores estão provando isso.

Jordan Peele é o exemplo mais falado. Com Corra! e Nós, ele mostrou que dá pra fazer terror com crítica social, mas sem esquecer da tensão e do impacto visual. Ari Aster, com Hereditário e Midsommar, transformou o trauma em pesadelo. Robert Eggers foi lá e entregou A Bruxa e O Farol, misturando o grotesco com o existencial. São filmes que te perturbam porque são estranhamente… possíveis. Eles conversam com nossos medos reais: de perder alguém, de enlouquecer, de não ser ouvido.

Mas aí o mercado percebe isso, e o que acontece? Começam as cópias. E, claro, nem todo mundo tem o mesmo talento. O resultado? Uma leva de filmes que parecem feitos em série: tem a estética, tem o clima, mas não tem alma.

A armadilha da fórmula: quando o susto é só automático

A gente precisa falar dos jumpscares. Eles não são o problema em si — aliás, quando bem usados, funcionam muito bem. O problema é quando viram muleta. A cena tá calma demais? Taca um barulho alto do nada! Um gato pulando, uma porta rangendo, uma TV que liga sozinha. Tudo previsível.

O susto genuíno não vem do volume alto, vem da construção do medo. E isso exige roteiro, direção, atuações minimamente comprometidas. Por isso, quando um filme realmente entrega isso, ele se destaca. Porque o resto virou ruído.

Streaming: liberdade criativa ou zona de conforto?

Com a explosão do streaming, o terror ganhou espaço como nunca antes. Netflix, Prime Video, Star+, Max, Apple TV… todo mundo quer um terrorzinho pra chamar de seu. O lado bom: mais gente fazendo, mais diversidade de histórias, mais espaço pra narrativas alternativas.

O lado ruim? Muita coisa sendo feita às pressas, pra cumprir catálogo. Filmes esquecíveis, genéricos, que parecem feitos por inteligência artificial: título misterioso, capa escura, personagens aleatórios, e uma reviravolta final que tenta ser genial, mas só confunde.

O terror não pode virar fast food. Porque ele depende da atmosfera, da tensão construída aos poucos, da empatia com os personagens. Não dá pra “maratonar” terror como se fosse uma série de comédia. Precisa respirar.

E o terror brasileiro? Tá acordando, mas ainda tá tímido

Olha, tem coisa boa sendo feita aqui também. Filmes como Morto Não Fala, As Boas Maneiras, O Animal Cordial e Noites Alienígenas mostram que o terror nacional tem potencial de sobra. O problema, como sempre, é grana e distribuição. É difícil competir com os blockbusters americanos.

Mas se tem uma coisa que o Brasil tem é medo real. Nossa realidade é cheia de tensão, violência, desigualdade, fantasmas políticos, traumas históricos. O cinema de terror brasileiro ainda pode beber muito dessa fonte. Basta ter coragem — e investimento.

O que o público quer — e o que o terror precisa entregar

A gente quer mais do que o velho truque da porta que se fecha sozinha. Queremos sentir. Queremos sair do cinema mexidos. Não precisa nem ser com medo — pode ser com estranhamento, com desconforto, com reflexão. O terror pode ser mais do que o barulho. Pode ser silêncio, pode ser sugestão, pode ser sutileza.

O bom terror deixa rastro. Não é aquele que você esquece depois dos créditos. É aquele que fica com você quando as luzes se apagam. É o que faz você olhar duas vezes pro espelho do banheiro.

HIM | Novo terror assinado por Jordan Peele ganha trailer impactante e emocionante

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Acaba de ser lançado o trailer de HIM, o mais novo filme do premiado diretor Jordan Peele, e já provoca aquela mistura intensa de ansiedade e expectativa. Em poucas imagens, o vídeo revela a pressão silenciosa de um jovem atleta tentando se reerguer após uma grave lesão, enquanto uma sombra de mistério envolve a trama. O resultado é uma combinação de medo e esperança que vai além do terror convencional, trazendo à tona uma história de luta, dor e resiliência que deve ficar conosco muito tempo depois dos créditos finais.

Desde sua estreia como diretor com Get Out, Jordan Peele se destacou não só por assustar, mas por nos fazer sentir — aquela inquietação que toca o peito, o medo que se mistura à reflexão sobre questões sociais e humanas profundas. Seu terror ultrapassa fantasmas e monstros, para revelar as feridas da sociedade e a complexidade do ser humano.

Em HIM, essa característica se mantém, mas o foco muda para o universo do futebol americano. E não o brilho dos holofotes, mas o campo da dor silenciosa, da queda inesperada e do esforço para se reerguer. O longa acompanha um jovem atleta cujo futuro é ameaçado por uma lesão, que encontra um mentor improvável para ajudá-lo a reconstruir não apenas seu corpo, mas também sua alma.

O que emociona na trama é essa delicada dualidade entre a dor da perda e a esperança do recomeço. Peele tem um talento raro para capturar momentos em que o medo se transforma em força, e o olhar para dentro revela um turbilhão de emoções contraditórias. Ao unir o terror com a jornada esportiva, ele destaca não só a competitividade e pressão, mas também o lado humano do atleta — aquele que muitas vezes fica oculto por trás da glória e dos aplausos.

A esse enredo se soma a presença de Marlon Wayans, conhecido pelo humor e carisma, que surpreende ao assumir um papel sensível e fundamental. Seu personagem, um treinador e guia, traz à tela a importância do apoio verdadeiro, do abraço que conforta e da palavra que levanta. É a conexão que desperta a força interior do protagonista e dá vida ao coração da narrativa.

Assistir a HIM será mais do que acompanhar um filme de terror: será mergulhar numa experiência onde o medo se confunde com coragem, e o desafio físico ganha profundidade emocional. Jordan Peele usa seu gênero com maestria para abordar temas sensíveis — vulnerabilidade, superação, medo do fracasso — sempre com autenticidade e impacto.

Ao longo da carreira, Peele também se mostrou comprometido em dar voz a histórias de personagens negros complexos e cheios de humanidade, ampliando a representatividade no cinema. HIM segue essa trajetória, reforçando a importância de protagonismos diversos e reais.

O lançamento nos Estados Unidos está previsto para 19 de setembro. Ainda sem data confirmada no Brasil, o filme já gera grande expectativa, principalmente entre os fãs do diretor, que sabem que ele entrega algo além do entretenimento: um convite para olhar para dentro, reconhecer nossos medos e encontrar a força para enfrentá-los.

HIM promete emocionar e dialogar tanto com quem gosta de terror quanto com quem entende a luta diária — seja nos esportes, seja na vida. No fundo, Jordan nos lembra que os verdadeiros monstros que encaramos estão dentro de nós, e que o caminho da vitória passa por reconhecer nossa fragilidade e seguir em frente, com coragem.

Saiba qual filme vai passar na Sessão da Tarde desta quinta (07/08)

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Nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, os telespectadores da TV Globo terão a chance de embarcar em uma jornada de ação e emoção com a exibição de “Tomb Raider: A Origem” na tradicional Sessão da Tarde. Mas não se engane: o longa, estrelado pela sueca Alicia Vikander, vai muito além de tiroteios e tumbas escondidas. Esta é uma história de perda, coragem e transformação – e quem aceitar o convite para assistir, poderá encontrar muito mais do que apenas entretenimento.

De acordo com informações do AdoroCinema, inspirado no reboot da franquia nos videogames, lançado pela Crystal Dynamics em 2013, o filme estreou nos cinemas em 2018 e redefiniu o significado de ser Lara Croft. A nova versão não parte da figura já consagrada da arqueóloga destemida que resolve enigmas impossíveis. Ao contrário: aqui, acompanharemos o nascimento dessa mulher lendária, a partir de suas dúvidas, dores e escolhas.

Muito além da heroína: Lara como espelho da fragilidade humana

Lara Croft, neste filme, não será apresentada como uma figura mitológica ou invencível. Ao contrário, ela surgirá frágil, hesitante e machucada, tanto física quanto emocionalmente. Aos 21 anos, ela estará tentando escapar de um destino que a empurra para os corredores frios da empresa bilionária deixada por seu pai desaparecido. Entregadora de bicicleta em Londres, viverá uma existência simples — e, por vezes, solitária.

É neste ponto que a narrativa se destaca: o roteiro, assinado por Geneva Robertson-Dworet e Alastair Siddons, com direção do norueguês Roar Uthaug, vai nos conduzir pela transformação de Lara. E não será uma mudança instantânea ou fantasiosa. Cada decisão custará caro. Cada queda terá seu peso. Cada avanço virá com dor.

A busca por respostas sobre o desaparecimento do pai a levará até uma ilha inóspita, onde encontrará perigos reais e simbólicos. Ali, enfrentará não apenas o vilão Mathias Vogel (vivido com intensidade por Walton Goggins), mas também a si mesma: seus medos, sua culpa, seu instinto de sobrevivência e a verdade sobre o legado familiar.

Alicia Vikander e a nova Lara: menos ícone, mais mulher

Para dar vida a essa versão mais crua e humana da personagem, a escolha da atriz Alicia Vikander foi decisiva. Vencedora do Oscar por “A Garota Dinamarquesa” (2015), Vikander não apenas interpretará Lara — ela a reconstruirá do zero. A atriz se afastará da versão hipersexualizada da heroína interpretada por Angelina Jolie nas duas produções anteriores, e oferecerá ao público uma mulher de verdade: que cai, chora, hesita e, mesmo assim, continua.

A preparação da atriz será notável. Durante meses, ela treinará com especialistas em parkour, escalada, arco e flecha e combate físico. Sua performance física será intensa — mas jamais gratuita. Cada ferimento mostrado na tela dialogará com a dor interna da personagem.

A crítica, na época do lançamento, dividiu opiniões. Alguns apontaram que Lara se pareceria demais com um “saco de pancadas”, constantemente sendo vencida pelos obstáculos, enquanto outros elogiaram a coragem do filme em mostrar uma protagonista feminina longe do arquétipo da supermulher invencível.

Nas palavras de Vikander, dadas em entrevistas durante a turnê de divulgação, “Lara não começa sendo uma heroína. Ela se torna uma. E isso é muito mais verdadeiro com todas as mulheres que conheço”.

Uma narrativa de amadurecimento e escolha

Em “Tomb Raider: A Origem”, o maior tesouro não será encontrado em tumbas ou templos esquecidos. Ele estará na jornada de autoconhecimento da protagonista. Ao recusar seguir o caminho fácil, Lara mostrará que coragem não é ausência de medo, mas a decisão de continuar mesmo quando tudo parece ruir.

Essa abordagem será especialmente tocante em um momento da cultura pop em que o público — especialmente feminino — tem buscado protagonistas mais complexas e reais. A Lara deste filme não representará apenas uma mulher forte. Ela representará uma mulher inteira: cheia de dúvidas, dores, mas também esperança e vontade de fazer diferente.

Bastidores de uma superprodução com alma

O filme será fruto de uma longa jornada também nos bastidores. Depois que a GK Films adquiriu os direitos da franquia em 2011, foram vários os roteiros rejeitados, atrizes cogitadas (inclusive Daisy Ridley, de “Star Wars”), e trocas de equipe. A versão que finalmente será produzida unirá esforços de grandes nomes: Metro-Goldwyn-Mayer, Warner Bros. Pictures, GK Films e Square Enix.

As filmagens acontecerão em locais desafiadores, como a Cidade do Cabo (África do Sul), além de estúdios no Reino Unido. Algumas cenas mais simbólicas da infância de Lara serão rodadas em uma mansão histórica no interior da Inglaterra, Wilton House, que já apareceu em produções como “The Crown”.

E se a produção será grandiosa, os efeitos seguirão na direção oposta à artificialidade. A equipe optará por efeitos práticos, trilhas sonoras contidas e uma câmera que acompanha de perto o corpo cansado de Lara, em vez de filmá-la como uma musa inalcançável. Tudo será feito para criar identificação.

Um filme com impacto duradouro — e bilheteria relevante

Quando foi lançado, em 2018, o filme faturou mais de 273 milhões de dólares nas bilheteiras internacionais. Superou o desempenho de “A Origem da Vida”, segundo longa da era Jolie, e se consolidou como um dos filmes baseados em videogames mais bem-recebidos pelo público até então.

A crítica, como sempre, se dividirá. Haverá quem veja na narrativa uma fórmula previsível demais. Outros enxergarão uma renovação de fôlego e propósito. Mas para o público jovem e feminino, a nova Lara será um símbolo de representatividade — não porque ela vencerá todos os desafios, mas porque ela persistirá mesmo sem certezas.

Onde mais assistir?

Para quem não puder acompanhar a exibição na TV Globo ou quiser rever a aventura em outro momento, “Tomb Raider: A Origem” também está disponível em plataformas digitais. O longa pode ser assistido por streaming na Amazon Prime Video, para assinantes da plataforma. Já quem preferir alugar ou comprar o filme sob demanda, encontra opções na própria Amazon Prime Video a partir de R$ 11,90, com qualidade HD. É sempre válido conferir a disponibilidade atualizada em outros serviços como Apple TV, Google Play Filmes ou Claro TV+, já que o catálogo pode variar. Assim, a jornada de Lara Croft pode ser vivida ou revivida a qualquer hora, em qualquer tela.

Chico César será o convidado de Ronnie Von no Companhia Certa desta quarta-feira (06/08)

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Na madrugada desta quarta-feira, dia 6 de agosto, o programa Companhia Certa, da RedeTV!, exibirá uma entrevista emocionante e reveladora com um dos maiores poetas da música popular brasileira: Chico César. Com apresentação de Ronnie Von, o programa recebe o cantor e compositor para uma conversa intimista, marcada por reflexões sobre a vida, amor, arte e a força da música como linguagem universal.

Aos 61 anos, Chico César não precisa mais provar nada a ninguém. Sua obra fala por si. Mas, ao abrir o coração para Ronnie Von, o artista mostra que ainda tem muito a dizer — e principalmente a sentir.

O amor como bússola: Chico revela mudança de vida

Logo no início da entrevista, Chico César surpreende o apresentador e os telespectadores ao compartilhar, pela primeira vez em rede nacional, uma novidade sobre sua vida pessoal. “Me mudei para Brasília. O amor me chamou, fui morar com a minha namorada”, revelou o cantor, em tom leve e emocionado. A mudança para a capital federal aconteceu recentemente, e marca um novo capítulo em sua história.

O relacionamento com Larissa Furtado, advogada com quem está desde 2023, parece ter trazido não apenas estabilidade afetiva, mas também inspiração. “É a primeira vez que estou dizendo isso em público, mas é para você, que é um amigo”, confidenciou Chico, selando um momento de cumplicidade com Ronnie Von, que recebeu a notícia com carinho e entusiasmo.

Após quatro décadas vivendo em São Paulo, onde consolidou sua carreira e criou raízes artísticas profundas, Chico se permitiu recomeçar — um gesto raro, generoso e corajoso, que só os artistas verdadeiros ousam fazer: transformar a vida em arte, e a arte em vida.

Raízes, caminhos e a estreia tardia na música

Durante o bate-papo, Chico também relembra sua trajetória até se tornar um dos nomes mais respeitados da MPB. Natural de Catolé do Rocha, na Paraíba, ele sempre foi um apaixonado por palavras. Antes de se lançar como cantor, trabalhou como jornalista, diagramador e editor. Foi apenas em 1995, aos 31 anos, que lançou seu primeiro álbum, o marcante “Aos Vivos”, gravado ao vivo com voz e violão.

“Comecei relativamente tarde na música”, admite Chico, sem pesar. Pelo contrário: ele enxerga esse caminho como parte do processo que o forjou como artista. “A vida vai ensinando, vai moldando a gente. Eu já carregava muito dentro de mim quando comecei a compor e cantar.”

E esse “muito” que ele carrega se revela nas dezenas de músicas que compôs ao longo das últimas três décadas. Algumas se tornaram hinos populares, como “Mama África”, “À Primeira Vista” e “Estado de Poesia”. Outras, menos conhecidas do grande público, mas igualmente densas, são apreciadas por músicos e críticos como joias da canção brasileira.

Voz de muitos: canções que ganham novas camadas

Chico César é um artista que compreende o poder da interpretação. Ao longo da entrevista, ele comenta com orgulho o fato de ver suas músicas ganhando novas roupagens nas vozes de grandes nomes da música brasileira. Maria Bethânia, Elba Ramalho, Zizi Possi, Daniela Mercury — todos já gravaram canções suas.

“É muito lindo quando o intérprete se apropria e leva a música além, mostrando camadas que o próprio compositor não acessava”, reflete Chico. Para ele, esse é um dos maiores prazeres de ser compositor: ver sua obra crescer nas mãos (e vozes) dos outros, expandindo seu significado, sua emoção, seu alcance.

Essa generosidade artística — de entender que a música não é possessão, mas partilha — talvez seja um dos traços mais marcantes de sua personalidade. E fica evidente em cada resposta, cada acorde, cada sorriso durante a conversa com Ronnie Von.

Mama África: o grito poético das mulheres invisibilizadas

Entre uma lembrança e outra, Chico toca no violão um dos maiores sucessos de sua carreira: “Mama África”. Lançada no início da sua trajetória, a música é um verdadeiro manifesto poético. Nela, o cantor homenageia as mulheres que sustentam o mundo com trabalho invisível, cansadas e silenciadas, mas ainda assim fortes.

“Faz homenagem às mulheres que têm dupla jornada, cuidando do filho, da casa, do emprego, do marido”, explica. E completa: “Faço esse paralelo entre a mulher e a África, que deu muito ao mundo e recebe pouco.”

É esse olhar sensível, comprometido com a justiça social, que atravessa boa parte de sua obra. Chico nunca se furtou a tratar de temas complexos em suas letras: racismo, desigualdade, amor, espiritualidade, política. E o faz com lirismo, com poesia, sem abrir mão da crítica.

Uma entrevista em forma de canção

Durante todo o programa, a conversa flui como uma canção. Chico canta trechos de suas músicas, compartilha bastidores, revela influências e fala de fé, de ancestralidade, de resistência. E também de afeto. Ele não tem medo de se emocionar, nem de mostrar fragilidades — e talvez por isso mesmo seja tão forte.

Ronnie Von, por sua vez, se mostra um anfitrião à altura: respeitoso, curioso, sensível. O encontro entre os dois é mais do que uma entrevista. É uma celebração da arte, da amizade e da humanidade que une dois homens apaixonados por música e por palavras.

Para Sempre Minha | Novo terror com Tatiana Maslany e Rossif Sutherland estreia nos cinemas em novembro

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A distribuidora Diamond Films acaba de anunciar a chegada de mais um suspense psicológico aos cinemas brasileiros: Para Sempre Minha (Keeper, no original), novo longa dirigido por Osgood Perkins, que estreia em novembro deste ano. O filme promete ser um dos destaques do gênero terror em 2025 e já teve seu teaser oficial divulgado, revelando um clima tenso, soturno e emocionalmente perturbador.

Com um elenco liderado por Tatiana Maslany (She-Hulk, Orphan Black) e Rossif Sutherland (Possessor, Reign), o longa mergulha em um suspense íntimo e arrepiante, onde as fronteiras entre amor, obsessão e terror se confundem.

O teaser, que você pode conferir logo acima, entrega pouco da trama — e justamente por isso, deixa uma impressão poderosa. Com cortes secos, cenas silenciosas e imagens repletas de tensão emocional, o vídeo antecipa um filme psicológico, com atmosfera melancólica e crescente sensação de claustrofobia. Tatiana Maslany, como Liz, parece viver uma mulher em luto, isolada emocionalmente, enquanto Malcolm, personagem de Rossif Sutherland, sugere uma figura ambígua entre protetor e ameaça. Em poucas imagens, a narrativa já se desenha como uma história onde o amor e a escuridão caminham lado a lado.

Uma história de dor, segredos e possessão emociona

Escrito por Nick Leopard — roteirista de Animais Perigosos —, Para Sempre Minha promete explorar os limites do luto, da vulnerabilidade e das relações tóxicas. Embora os detalhes da trama estejam sendo mantidos em sigilo, o longa já vem sendo descrito nos bastidores como um “terror silencioso e psicológico”, com foco na desconstrução da intimidade. Além de Maslany e Sutherland, o elenco conta com Claire Friesen, Birkett Turton e Erin Boyes, todos em papéis ainda não revelados, mas que, segundo a produção, terão funções-chave para o desfecho impactante da trama.

O retorno de Osgood Perkins ao terror

Osgood Perkins, diretor do filme, tem se consolidado como um dos nomes mais autorais do terror contemporâneo. Com um estilo marcado por atmosferas densas, construção lenta e fotografia meticulosamente sombria, ele já dirigiu títulos cultuados como O Filho de Rosemary (2015), A Enviada do Mal (2016) e o recente Longlegs – Vínculo Mortal (2024), também distribuído pela Diamond Films.

Neste novo projeto, Perkins retoma sua obsessão por personagens femininas complexas e isoladas, envolvidas em dilemas emocionais tão profundos quanto perturbadores. Segundo a distribuidora, a trama será um filme sobre a dor da perda e os monstros que surgem quando o amor é deturpado pelo desespero.

Parceria contínua com a Diamond Films

A Diamond Films, que distribuiu o elogiado Longlegs – Vínculo Mortal no ano passado — atraindo mais de meio milhão de espectadores aos cinemas brasileiros —, continua investindo em produções autorais e ousadas dentro do gênero do terror. A aposta em Para Sempre Minha reafirma o compromisso da distribuidora em trazer ao público brasileiro filmes que equilibram qualidade estética, profundidade narrativa e tensão emocional.

Esse será o segundo filme de Osgood Perkins lançado pela Diamond, que tem se destacado no mercado nacional como uma das principais plataformas para a exibição de thrillers e suspenses psicológicos fora do circuito hollywoodiano mais tradicional.

Tatiana Maslany em papel intenso e desafiador

Conhecida por seu trabalho multifacetado em Orphan Black — pelo qual recebeu o Emmy de Melhor Atriz — e mais recentemente no universo Marvel como She-Hulk, Tatiana Maslany retorna agora ao drama psicológico com um papel que promete explorar camadas emocionais profundas e uma performance silenciosamente devastadora.

Em Para Sempre Minha, Maslany interpreta uma mulher aparentemente em processo de reconstrução pessoal, após uma perda marcante. À medida que o enredo avança, sua personagem se vê envolvida em um relacionamento perturbador, onde afeto e manipulação se entrelaçam perigosamente.

O filme marcará também o reencontro da atriz com o gênero do horror, onde ela já demonstrou domínio nas nuances entre o humano e o monstruoso.

O que esperar de “Para Sempre Minha”?

Embora a sinopse oficial ainda não tenha sido divulgada, o teaser e as primeiras informações sobre o longa indicam que estamos diante de uma obra intimista, minimalista e carregada de tensão emocional — característica marcante da filmografia de Osgood Perkins. É esperado que o filme siga a estética dos terrores psicológicos que priorizam clima, atmosfera e desenvolvimento de personagem, ao invés de sustos fáceis ou violência gráfica. A abordagem sensível e ao mesmo tempo angustiante de Perkins atrai não apenas os fãs do gênero, mas também o público interessado em narrativas sobre o trauma, a dor e a psique humana.

SuperPop desta quarta (06/08) promove debate sobre violência contra a mulher e dá voz a vítimas no mês da Lei Maria da Penha

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Crédito: Divulgação/RedeTV!

“Tem coisas que a gente não esquece. Não porque quer, mas porque marca.”

Essa frase, que será dita por uma das convidadas do SuperPop desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, sintetiza com precisão o tom da edição especial que irá ao ar sob o comando de Luciana Gimenez, na RedeTV!. Mais do que um programa de auditório, o SuperPop se transformará hoje em um espaço de escuta, acolhimento e — acima de tudo — denúncia.

Em pleno Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, o programa abordará um dos temas mais urgentes da sociedade brasileira: o ciclo de agressões físicas, psicológicas, morais e patrimoniais que milhares de mulheres enfrentam todos os dias, muitas vezes dentro de seus próprios lares. O debate será exibido na mesma semana em que a Lei Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica, completará 19 anos de existência.

No palco, mulheres que viveram — e sobreviveram — à violência contarão suas histórias com coragem. Especialistas trarão contexto e orientação. E Luciana, que tem se posicionado sobre temas sensíveis nos últimos anos, mais uma vez usará seu espaço televisivo para iluminar aquilo que muitos preferem ignorar.

O caso do elevador que o Brasil verá relembrado

O gatilho para o programa será um caso recente que ganhou repercussão nacional: a agressão sofrida por Juliana Garcia, capturada por câmeras de segurança de um elevador em São Paulo. Nas imagens, que serão relembradas durante a edição, é possível ver o então namorado da jovem, o ex-jogador de basquete Eduardo Cabral, desferindo golpes brutais contra ela. O vídeo chocou o país e reacendeu o debate sobre o perigo real que muitas mulheres enfrentam — inclusive ao lado de quem deveria protegê-las.

Luciana abrirá o programa com um posicionamento firme: “Nós não vamos normalizar esse tipo de violência. Precisamos falar sobre isso. O SuperPop estará aqui para escutar, acolher, informar e cobrar justiça”, afirmará a apresentadora, já na abertura da transmissão.

Vozes que romperão o silêncio

Uma das grandes forças da edição estará justamente na diversidade das histórias que irão compor o painel. Mulheres de diferentes origens, idades e trajetórias se encontrarão ali com um propósito comum: romper o silêncio que, durante muito tempo, foi imposto pela dor, pelo medo e pela vergonha.

Gizelly Bicalho, ex-participante de reality show e advogada criminalista, trará uma visão emocional e técnica. Emocionada, comentará como episódios de machismo e violência velada ainda estão enraizados — inclusive no Judiciário. “Muitas vezes, a vítima é revitimizada no processo. Tem que provar que não mereceu o que sofreu. Isso precisa acabar”, dirá.

Saiury Carvalho, modelo e ex-Miss Sergipe, compartilhará pela primeira vez em rede nacional o relacionamento abusivo que viveu na juventude. Seu depoimento, carregado de emoção, provocará comoção no auditório. “Demorei muito para entender que aquilo não era amor, era violência”, afirmará.

Renata Banhara, cujo caso de violência doméstica ganhou destaque anos atrás, reforçará a importância da denúncia e da rede de apoio. “Quando uma mulher fala, outras criam coragem também”, destacará, com voz firme.

O papel da polícia e da justiça

Para ampliar o debate, Luciana receberá a delegada Dra. Raquel Gallinati, conhecida nacionalmente por sua atuação contra o feminicídio. Com sua longa experiência, Raquel explicará como o sistema de justiça ainda enfrenta gargalos, apesar dos avanços.

“A Lei Maria da Penha é uma das mais avançadas do mundo, mas ainda falta estrutura para aplicá-la de forma eficiente. Delegacias da mulher são poucas, e muitas vítimas desistem no caminho por falta de acolhimento adequado”, afirmará.

A delegada também destacará a importância das medidas protetivas e das ações preventivas nas escolas, nas mídias e nos lares. “A violência não começa com o tapa. Começa com o controle, com a manipulação. Precisamos agir antes”, alertará.

Lei Maria da Penha: 19 anos de luta e resistência

Promulgada em 2006, a Lei Maria da Penha foi um marco legal e simbólico no enfrentamento da violência doméstica. Inspirada na história de Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica após ser agredida pelo então marido, a lei permitiu avanços jurídicos e sociais importantes.

Nestes 19 anos, o Brasil criou delegacias especializadas, medidas protetivas de urgência, centros de acolhimento e penas mais rígidas para agressores. No entanto, o país ainda convive com números alarmantes. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mais de 1.400 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2024, a maioria assassinada por companheiros ou ex-companheiros.

Essa triste realidade mostra que a legislação é apenas parte da resposta. O desafio continua sendo colocar a lei em prática com estrutura, velocidade e sensibilidade.

Um apelo que será ouvido: “Você não está sozinha”

Ao fim da edição, Luciana fará um apelo emocionado ao público: “Se você está passando por isso, se está com medo, se acha que não tem saída, eu quero te dizer: você não está sozinha. Existe saída. Existe ajuda. E a sua vida vale muito.”

Ela também reforçará que o programa continuará abordando pautas sociais relevantes, com o compromisso de usar o alcance da TV aberta para transformar realidades. “A televisão precisa acompanhar a vida real. E a vida real de muitas brasileiras está pedindo socorro. Nós não vamos ignorar isso.”

Como e onde buscar ajuda?

A violência doméstica se manifesta de muitas formas: física, moral, sexual, psicológica ou patrimonial. Em todos os casos, é essencial buscar apoio. Veja abaixo onde encontrar:

  • Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher — funciona 24h, sigiloso e gratuito.
  • Delegacia da Mulher: registre boletim de ocorrência e solicite medida protetiva.
  • Centros de Referência: atendimento jurídico, social e psicológico gratuito.
  • Aplicativos estaduais (como o SOS Mulher): permitem denúncias discretas.
  • ONGs e coletivos locais: suporte para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Saiba qual filme vai passar na Temperatura Máxima deste domingo (10/08)

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Foto: Reprodução/ Internet

Neste domingo, 10 de agosto de 2025, a TV Globo promete eletrizar a tarde dos telespectadores com a exibição de Arranha-Céu: Coragem Sem Limite (Skyscraper), um dos maiores sucessos de ação de 2018. Protagonizado pelo astro Dwayne Johnson, o longa mergulha o público em uma trama vertiginosa, que mistura tensão, heroísmo, drama familiar e cenas espetaculares dignas das maiores superproduções de Hollywood.

A escolha do filme para a Temperatura Máxima deste fim de semana é um verdadeiro presente para quem gosta de narrativas intensas, com ritmo acelerado e um protagonista carismático disposto a tudo para salvar aqueles que ama. Mais do que um filme de ação, “Arranha-Céu” é uma história de superação, coragem e humanidade, contada com explosões cinematográficas e muito coração.

Um herói improvável em um cenário impossível

Will Sawyer (Dwayne Johnson) é um veterano de guerra e ex-líder da equipe de resgate do FBI que vive com uma dolorosa lembrança do passado: um acidente de missão que o deixou com uma prótese na perna e o afastou das operações de campo. Agora, anos depois, ele atua como consultor de segurança de arranha-céus e é contratado para fazer a vistoria do maior e mais tecnológico edifício do mundo — a Pérola, um colosso arquitetônico situado em Hong Kong, que abriga residências, escritórios, espaços comerciais e um sistema de segurança sem precedentes.

Tudo muda quando um grupo criminoso altamente treinado sabota o edifício e inicia um incêndio no andar 96, isolando os andares superiores e deixando centenas de pessoas presas. Entre elas está a própria família de Will: sua esposa Sarah (vivida por Neve Campbell, em uma atuação marcante) e seus dois filhos pequenos. Acusado injustamente de ser o responsável pelo desastre, Will precisa enfrentar a polícia, criminosos armados e seu próprio medo para limpar seu nome — e salvar sua família.

A força do impossível

Uma das maiores qualidades de “Arranha-Céu: Coragem Sem Limite” é seu compromisso com o desafio humano. Embora os efeitos visuais sejam impressionantes e o espetáculo visual digno de aplausos, o filme brilha mesmo é quando coloca o protagonista em situações limite, onde a dor, o amor e a esperança se tornam suas maiores ferramentas.

Will não é apenas um herói musculoso como muitos estereótipos do gênero. Ele é vulnerável. Falha. Sente medo. Sangra. Sua deficiência física não é tratada como obstáculo a ser superado, mas como parte integral de quem ele é. Dwayne Johnson, que já mostrou em outros filmes sua habilidade de alternar força e empatia, entrega aqui uma performance comovente, intensa e cheia de humanidade.

É um filme que pergunta: até onde você iria pela sua família? Para Will Sawyer, a resposta é: até o topo do prédio mais alto do mundo. Literalmente.

Bastidores de uma superprodução internacional

Produzido pela Legendary Pictures, em parceria com Seven Bucks Productions, Perfect World Pictures e Flynn Picture Co., e distribuído pela Universal Pictures, o filme foi dirigido e escrito por Rawson Marshall Thurber, conhecido também por “Um Espião e Meio” e “Família do Bagulho”.

As filmagens de “Skyscraper” aconteceram entre agosto e novembro de 2017, com locações em Vancouver, na Colúmbia Britânica, Canadá — cenário que serviu de base para os efeitos digitais que recriaram o fictício arranha-céu de Hong Kong.

A “Pérola”, como é chamado o edifício no filme, foi inspirada em construções reais como o Burj Khalifa, em Dubai, e a Shanghai Tower, na China. O projeto imaginário de 240 andares é apresentado como um verdadeiro prodígio da engenharia moderna, misturando arquitetura futurista com tecnologia de ponta. Parte do sucesso do filme também está na forma como essa ambientação foi criada para ser crível e, ao mesmo tempo, impressionante — uma verdadeira “personagem” da história.

Neve Campbell: um retorno empoderado

Outro destaque do filme é a presença de Neve Campbell, atriz consagrada por seu papel na franquia “Pânico”. Em “Arranha-Céu”, ela interpreta Sarah, uma ex-oficial da marinha e médica cirurgiã, que não se limita ao papel de esposa em perigo. Pelo contrário, Sarah é uma das grandes forças do filme, com momentos de ação, coragem e tomada de decisão que desafiam a tradicional lógica dos blockbusters centrados apenas na figura masculina do herói.

Sua atuação foi amplamente elogiada por devolver à personagem feminina o protagonismo em cenas decisivas e, principalmente, por representar uma mãe forte, estratégica e emocionalmente resiliente. Sarah é uma parceira igual de Will, e não uma coadjuvante passiva.

Uma bilheteria sólida e recepção mista

Lançado em 2018, o filme teve um desempenho sólido nas bilheterias globais, arrecadando cerca de US$ 304 milhões mundialmente, contra um orçamento estimado de US$ 125 milhões. Embora não tenha sido um fenômeno à la “Missão: Impossível” ou “Velozes e Furiosos”, o filme conseguiu seu espaço como um thriller de ação eficiente e emocionante.

A recepção da crítica, no entanto, foi dividida. No site Rotten Tomatoes, a aprovação ficou em 48%, com consenso de que, apesar da fórmula previsível, o filme entrega uma dose honesta de entretenimento. Já no Metacritic, a média foi de 51/100, refletindo críticas mistas. O público, por sua vez, avaliou de forma mais generosa: a CinemaScore atribuiu ao filme a nota B+, sinalizando que a experiência foi positiva para quem buscava um bom filme de ação.

Críticos como Alonso Duralde, do TheWrap, apontaram que “Skyscraper” não revoluciona o gênero, mas é uma “diversão de verão satisfatória” — especialmente se assistido em uma tela grande, onde a escala do filme realmente brilha.

Representatividade e inclusão

Um detalhe que merece atenção é o fato de Will Sawyer ser um protagonista com deficiência física, algo raro em filmes de ação de grande orçamento. O personagem usa uma prótese na perna, mas isso não o define como alguém frágil — pelo contrário. Sua deficiência é tratada com respeito e naturalidade, e sua superação não é romantizada nem vista como “inspiração barata”.

Essa escolha narrativa tem sido cada vez mais valorizada em Hollywood, e em “Arranha-Céu”, ela serve como uma ponte para refletir sobre resiliência, adaptação e força interior. O filme mostra que o verdadeiro heroísmo não está na perfeição física, mas na capacidade de lutar, amar e resistir — mesmo diante do impossível.

Onde assistir depois da TV?

Se você perder a exibição na TV Globo neste domingo ou quiser rever a adrenalina, o filme está disponível para aluguel e compra em plataformas digitais como Google Play Filmes, Apple TV, Prime Video, Claro TV+, entre outras. Também pode aparecer esporadicamente no catálogo do Telecine ou HBO Max, dependendo da rotação de títulos dos estúdios.

Globo Repórter desta sexta (08/08) revela os tesouros escondidos da República Dominicana em jornada de 15 dias

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Foto: Reprodução/ Internet

Na próxima sexta-feira, 8 de agosto de 2025, o telespectador do Globo Repórter será convidado a viver uma experiência que vai além do turismo tradicional. Durante quinze dias, a equipe da jornalista Dulcineia Novaes atravessou a República Dominicana para mostrar um país que encanta não só pela beleza, mas também pela diversidade, pela história e, principalmente, pelas pessoas.

É fácil se apaixonar pela paisagem: praias de areia branca, mar azul-turquesa, coqueiros recortando o céu, sol dourado. Mas essa edição do programa, produzida em parceria com a RPC, afiliada da Globo no Paraná, mergulha mais fundo. Ao longo da viagem, o que se revela é uma República Dominicana plural, marcada por contrastes geográficos, culturais e humanos.

Um paraíso que respira história e natureza

O episódio começa como se fosse um sonho: sobrevoando o mar do Caribe, a câmera se aproxima de uma mancha de areia perdida no meio das águas cristalinas. É Cayo Arena, também chamada de Cayo Paraíso. Pequena, rústica, cercada por um recife de coral impressionante, a ilha é ponto de encontro para quem busca mergulhar com snorkel e ver a vida marinha em seu estado mais puro.

Ali, entre peixes coloridos e o silêncio do oceano, começa a narrativa de um país que não pode ser resumido apenas a cartões-postais.

Logo a seguir, a equipe segue para a Baía de Samaná, onde um espetáculo da natureza acontece anualmente: as baleias-jubarte que migram do norte para acasalar e dar à luz em águas quentes e calmas. É um dos mais importantes berçários desses gigantes do mar no hemisfério norte.

Ao lado de biólogos e barqueiros locais, Dulcineia embarca em uma expedição para observá-las. Entre um salto e outro, o som emitido pelas jubartes — como se fosse uma canção ancestral — toma conta do ambiente. “É um momento em que o tempo para. Você esquece que está ali como jornalista e apenas observa, respira, sente”, descreve a repórter, emocionada.

Por trás do turismo de luxo, um povo de histórias e trabalho

Apesar da fama internacional de destinos como Punta Cana, com seus resorts luxuosos, campos de golfe e festas à beira-mar, a equipe do Globo Repórter decidiu seguir por outras rotas.
A proposta não era apenas mostrar o que já está no imaginário coletivo, mas abrir espaço para que outras vozes, outras realidades, também ganhassem protagonismo.

E é nesse caminho que o programa encontra o que realmente sustenta o país: o povo dominicano. Gente simples, trabalhadora, acolhedora, que transforma desafios em festa, e rotina em poesia. Em pequenos vilarejos litorâneos, Dulcineia conversa com pescadores, artesãos, agricultores. Ouve histórias de resistência, fé e criatividade.

O carisma e a leveza com que os dominicanos recebem os brasileiros é evidente. Mesmo com sotaques diferentes, há uma familiaridade no riso, no gesto, no jeito de acolher.

Um lago salgado no meio do nada: o mistério de Enriquillo

Seguindo por uma estrada que cruza terras áridas e paisagens quase lunares, o programa chega ao Lago Enriquillo. Quase do tamanho da Baía de Guanabara, ele é o maior lago do Caribe e também um dos mais curiosos: por estar em uma depressão geológica, suas águas são extremamente salinas e abrigam uma população considerável de crocodilos-americanos — algo raro em todo o continente.

O contraste é fascinante. Em volta do lago, o cenário é seco, com cactos gigantes e muito calor. Mas dentro dele, uma vida selvagem pulsa de forma inesperada. Ao lado de ambientalistas locais, Dulcineia acompanha o comportamento desses animais e aprende como a comunidade da região convive com essa natureza tão peculiar.

Santo Domingo: onde tudo começou

Para entender a alma da República Dominicana, é necessário voltar no tempo. E é na capital, Santo Domingo, que o passado ressurge em cada esquina. Fundada ainda no século XV, a cidade foi a primeira capital europeia nas Américas e abriga a primeira catedral do continente.

As ruas de pedra, os casarões coloniais e as fortalezas ainda de pé contam histórias de conquistas, conflitos e transformações.
Caminhando pela Zona Colonial, Dulcineia reencontra o peso e a beleza de uma herança que ainda molda a identidade dominicana. Conversa com historiadores, visita museus e ouve músicos que, entre uma canção e outra, falam de um país que nunca deixou de se reinventar.

As montanhas que lembram os Alpes

Quando o programa sobe pelas estradas que serpenteiam a Cordilheira Central, é difícil acreditar que ainda estamos na mesma ilha de praias tropicais. As cidades de Constanza e Jarabacoa, apelidadas de “Suíça do Caribe”, surpreendem com seus vales, montanhas verdes e clima ameno. É comum ver neblina ao amanhecer, plantações de morango, e até cachoeiras escondidas no meio das florestas.

Nessa região, a agricultura floresce com força. O solo fértil e a altitude permitem o cultivo de hortaliças, frutas, flores. A repórter visita estufas e sítios, onde produtores orgulhosos mostram seus morangos gigantes, suas cenouras crocantes, seus sonhos de exportar o sabor do Caribe para o mundo.

É também nessa parte do país que aventureiros se encontram: o turismo de montanha, com trilhas, rafting e rapel, tem crescido e atraído visitantes em busca de adrenalina e conexão com a natureza.

O âmbar que guarda segredos do tempo

Em outra etapa da viagem, o Globo Repórter visita minas e ateliês de âmbar, resina fóssil que se formou há milhões de anos e que, na República Dominicana, aparece em tonalidades raras, como o azul.

É nesse âmbar que cientistas encontram vestígios do passado: insetos, folhas, flores e até pequenos vertebrados, perfeitamente preservados. É como se o tempo tivesse congelado essas cenas para contar uma história que só agora conseguimos ver.

Além da ciência, há a arte: artesãos locais transformam essas preciosidades em joias e esculturas que carregam não apenas valor material, mas também simbólico.

Charutos, música e identidade

A República Dominicana é, ainda, uma potência cultural. Com uma das maiores produções de charutos artesanais do mundo, o país mantém viva uma tradição que passa de geração em geração.

Nas fábricas, Dulcineia conversa com mulheres e homens que dedicam a vida a enrolar folhas de tabaco com uma precisão quase coreográfica. É um trabalho delicado, exigente, e que resulta em produtos reconhecidos internacionalmente.

E enquanto as mãos moldam o tabaco, os sons da bachata e do merengue embalam o cotidiano. A música está por toda parte: nas praças, nas casas, nos fones de ouvido dos jovens, nas rádios dos táxis. O ritmo é identidade, resistência e celebração.

Um país que merece ser descoberto de verdade

No fim da jornada, depois de navegar mares, escalar montanhas, cruzar desertos e caminhar por cidades históricas, Dulcineia Novaes resume a experiência com uma frase simples: “A República Dominicana me surpreendeu”.

E é exatamente essa a sensação que o telespectador leva após assistir ao programa: surpresa. Porque, além das praias e dos resorts, há um país inteiro para ser descoberto — feito de histórias, gente, sabores e paisagens que não cabem em um só olhar.

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